quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.
Vasco Graça Moura  "Antologia dos Sessenta Anos"

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

As Brumas de Avalon

"As Brumas de Avalon"  é um livro, em quatro volumes (1979), da escritora Marion Zimmer Bradley.
A acção do romance decorre durante a vida do lendário Rei Arthur e dos seus cavaleiros. O livro narra a já conhecida lenda arturiana a partir de uma outra perspectiva. Quem protagoniza a história, nesta versão, são as personagens femininas, tais como Guinevere, Morgana e Morgause, o que acabou resultando na reelaboração de todo o universo mítico da trama.
A obra foi dividida pela autora em quatro momentos (ou volumes): A Senhora da Magia; A Grande Rainha; O Gamo Rei e O Prisioneiro da Árvore.
O romance, além de narrar cerca de 70 anos ou mais (inicia-se quatro anos após o nascimento de Morgana e narra factos com ela já em idade bem avançada), explora factos históricos preenchendo as lacunas ignoradas sobre a influência do paganismo e das mulheres na formação da Bretanha.
Esta é uma história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.
No primeiro volume (A Senhora da Magia), Morgana é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgana, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança que salvará as Ilhas. Morgana, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgana desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera.
"As Brumas de Avalon", foram um enorme sucesso e transformaram-se em filme (E.U.A., Alemanha e Rep. Checa) em 2001. Este foi feito especialmente para a televisão e realizado por Uli Edel .
O filme foi exibido no formato de minissérie pelo canal TNT (se o quiser ver, basta ver o vídeo abaixo).

terça-feira, fevereiro 10, 2015

Avalon

"Avalon", é uma ilha lendária da lenda arturiana, famosa pelas suas belas maçãs. Ela aparece referenciada pela primeira vez na "Historia Regum Britanniae ("A História dos Reis da Bretanha")" de Geoffrey of Monmouth, como o lugar onde a espada do Rei Arthur, Excalibur, foi forjada, e posteriormente, para onde Arthur é levado para se recuperar dos ferimentos após a Batalha de Camlann.
 Geoffrey of Monmouth (1100 — 1155) foi um clérigo galês e  um dos mais significativos autores no desenvolvimento das lendas arturianas.
Como a "Ilha dos Bem-aventurados", Avalon tem paralelo noutros lugares da mitologia indo-europeia, em particular a Tír na nÓg irlandesa e a Hespérides grega, também conhecidas pelas suas maçãs.
Avalon foi associada há muito tempo a seres imortais, como Morgana Le Fay.
Há quem acredite que Avalon é um lugar real, situado numa região conhecida hoje como Glastonbury, no condado de Somerset, Inglaterra, pois os monges da Abadia de Glastonbury teriam encontrado, por volta de 1190, os ossos do rei Arthur e da sua rainha Guinevere, ali enterrados.  Mas os ossos supostamente desapareceram durante uma reforma...

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

O Saara Ocidental - RASD

O Saara Ocidental, é um território situado na África Setentrional que tem uma área de cerca de 266.000 km² e  que já foi conhecido como Saara Espanhol. A capital do Saara Ocidental é El Aaiún (a antiga capital colonial). O Saara Ocidental tem hoje grande parte de seu território ocupado por Marrocos. Além disso, cerca de 170 mil saarauis vivem em campos de refugiados na Argélia
É constituído pelas regiões de Rio de Ouro, que ocupa os dois terços meridionais (entre o cabo Blanco e o cabo Bojador), e Saguia el-Hamra, que ocupa o terço norte. Faz fronteira com Marrocos a norte, com a Argélia a nordeste e com a Mauritânia a leste e a sul.
Praticamente todo o território do Saara Ocidental é desértico. No entanto é rico em  minério de ferro e tem enormes depósitos de fosfatos. A atividade agrícola é reduzida. São criados camelos, cabras e ovelhas, e é exportado peixe seco para as ilhas Canárias.
O Saara Ocidental está na lista das Nações Unidas de territórios não-autónomos desde a década de 1960. O controle do território é disputado quer pelo Reino de Marrocos quer pelo movimento independentista Frente Polisário.
Em fevereiro de 1976, este movimento proclamou a República Árabe Saaráui Democrática (RASD) com um governo no exílio.
A RASD é reconhecida internacionalmente por 50 estados e mantém embaixadas em 16 deles. É membro da União Africana desde 1984, carecendo no entanto de representação na ONU. O primeiro estado que reconheceu a RASD foi Madagáscar em 1976.
Se quiser ficar a conhecer melhor este território basta clicar aqui e aqui.  Sugiro-lhe, também, que veja os dois vídeos que se seguem. O primeiro designa-se "Entre Fronteiras - Saara Ocidental".  O segundo é o vídeo teaser do projeto "Nem paz nem guerra: três décadas de conflito no Saara Ocidental", de Giovana Moraes Suzin e Laura Daudén.

domingo, fevereiro 08, 2015

Soneto do gosto de cinza

Virgílio Neves - Série Hipnoses
Levo um gosto de cinza pela boca,
uma assembléia doida de cansaços,
e uma tristeza, uma agonia louca,
como a dor que transborda dos meus braços

e se desmancha em rios pela terra
e arrasta os peixes todos para o anzol
e põe dentro de mim confusa guerra
e resiste ao luar, resiste ao sol,

desce em meu coração como um castigo
e me tem de mim mesmo dividido.
Mas tu, sereno sonho, porto, abrigo

contra os ventos do abismo ressentido,
farás do incêndio amargo destas horas
o berço de suavíssimas auroras.
Odylo Costa Filho - Cantiga Incompleta 

sábado, fevereiro 07, 2015

O Arroz Doce

Arroz Doce Com Ovos
O Arroz Doce é uma das sobremesas mais tradicionais da gastronomia portuguesa. Uma sobremesa fácil, rápida e económica que faz parte da infância da maioria dos portugueses.

É preparada com arroz (de preferência do tipo carolino), água (depende da região do país), sal, leite (meio-gordo ou gordo), casca de limão, canela em pau e em pó para polvilhar e açúcar. Na maior parte das receitas leva, também, gemas de ovos – visto que há genericamente duas formas de fazer o arroz doce: com gemas e sem gemas.

Outro dos regionalismos que diferencia o arroz doce em Portugal, é a sua forma de cozedura. Nuns locais o arroz é cozido só em leite, noutros abre-se primeiro em água (até à sua total evaporação) e só depois se lhe junta o leite.

Na Beira Alta, a tradição é fazer um arroz doce sem ovos, que se deixa na travessa de um dia para o outro e que tem a particularidade de se poder cortar com uma faca. Na Vila de Rua, Moimenta da Beira, faz-se o Arroz Doce de Cesto: Coloca-se o arroz, depois de confecionado com as gemas e ligeiramente arrefecido, num cesto de verga previamente forrado com uma toalha de linho.

Arroz Doce de Cesto
Em Coimbra era tradição a família da noiva participar o casamento às famílias amigas, oferecendo uma travessa de arroz doce branco (sem ovos) coberta por toalha de tecido de almalaguês, de produção artesanal. Passados uns dias, a travessa era devolvida com o presente de casamento.

Na região de Palmela é feito um arroz doce com leite de ovelha, o  que lhe confere um sabor diferente.

No Alentejo, o arroz doce é feito sem gemas . Mas adiciona-se-lhe um pouco de banha de porco, o que dá uma consistência muito cremosa ao doce. Já agora, é de referir, que noutros locais do país há, também, quem coloque manteiga (em vez de banha) no arroz doce.

Embora sendo uma receita típica do Natal, o Arroz Doce é uma sobremesa que pode ser servida em qualquer altura do ano. E que faz parte de almoços de família, lanches, aniversários, casamentos, baptizados, festas e romarias.

Arroz Doce Branco
O Arroz Doce terá origem turca ou árabe, com expressões singulares em vários países europeus. Em Espanha, o arroz com leche,  terá surgido como aproveitamento das sobras de arroz cozido e, por isso, é diferente do nosso.

Em Portugal existem registos da sua confeção desde o século VI A.C., aquando das invasões mouras. Nesta época, o arroz era só cozido em leite com melaço. A substituição deste ingrediente pelo açúcar terá ocorrido com a chegada da cana-de-açúcar, séculos mais tarde. De qualquer modo, a primeira citação do arroz doce em receituário português, encontra-se no livro de receitas da Infanta D. Maria (1538-1577).

A popularidade que o arroz doce atingiu, desde cedo, por cá, fez com que a nossa receita também passasse a ser conhecida além-fronteiras, através de famílias portuguesas que a levaram, por exemplo, para o Brasil, entre 1769 e 1779.

 

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

O Corpo Humano

O corpo humano é a estrutura total e material do organismo humano. A anatomia é o ramo da biologia que estuda a estrutura e a organização dos seres vivos, tanto externa quanto internamente.
A anatomia humana estuda, por isso, as grandes estruturas e sistemas do corpo humano. Já a fisiologia é o ramo da biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas do corpo humano.
O corpo humano é uma máquina biológica complexa, cujo funcionamento e constituição, é quase inteiramente idêntico ao funcionamento e constituição dos corpos de outras espécies de animais, particularmente aquelas que estão mais próximos do Homem.
Se quiser conhecer melhor o corpo humano veja, com atenção, a excelente apresentação que se segue. É muito completa e acessível para não especialistas.

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Ai, Que Saudade D'ocê

"Ai, Que Saudade D'Ocê" é uma canção, composta em 1982 pelo músico brasileiro (Paraíba) Vital Farias. Esta canção tornou-se o seu maior sucesso, tendo sido regravada por vários artistas, especialmente pelos grandes expoentes da música nordestina, como Elba Ramalho e Fagner, e mais recentemente Zeca Baleiro e Lucy Alves.
Oiça, então Zeca Baleiro em "Ai, Que Saudade D'ocê."
Não se admire se um dia,
um beija flor invadir
A porta da tua casa,
te der um beijo e partir
Foi eu que mandei o beijo
que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo,
ai que saudade d'ocê
Se um dia ocê se lembrar,
escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio,
com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo,
quero matar meu desejo
Lhe mando um monte de beijo
ai que saudade sem fim
E se quiser recordar
aquele nosso namoro,
quando eu ia viajar
Você caía no choro,
eu chorando pela estrada,
mas o que eu posso fazer
trabalha é minha sina
eu gosto mesmo é d'ocê.

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

O Meu Irmão

"O Meu Irmão", de Afonso Reis Cabral, é o romance vencedor do Prémio LeYa de 2014. 
Afonso Reis Cabral é um jovem escritor (24 anos) português, trineto de Eça de Queirós.
Sinopse:
"Com a morte dos pais, é preciso decidir com quem fica Miguel, o filho de 40 anos que nasceu com síndrome de Down. É então que o irmão – um professor universitário divorciado e misantropo – surpreende (e até certo ponto alivia) a família, chamando a si a grande responsabilidade. Tem apenas mais um ano do que Miguel, e a recordação do afecto e da cumplicidade que ambos partilharam na infância leva-o a acreditar que a nova situação acabará por resgatá-lo da aridez em que se transformou a sua vida e redimi-lo da culpa por tantos anos de afastamento. Porém, a chegada de Miguel traz problemas inesperados – e o maior de todos chama-se Luciana. Numa casa de família, situada numa aldeia isolada do interior de Portugal, o leitor assistirá à rememoração da vida em comum destes dois irmãos, incluindo o estranho episódio que ameaçou de forma dramática o seu relacionamento.
"O Meu Irmão",  é um romance notável e de grande maturidade literária que, tratando o tema sensível da deficiência, nunca cede ao sentimentalismo, oferecendo-nos um retrato social objectivo e muitas vezes até impiedoso".

terça-feira, fevereiro 03, 2015

A caverna mais profunda do mundo

Krubera-Voronya é a caverna conhecida, mais profunda do mundo.
Situa-se na Abecásia, a 15 Km do mar Negro, e a sua entrada fica a 2.240 metros de altitude.  Está localizada no maciço de Arabika, na região do Cáucaso, numa zona de difícil acesso.
Esta gruta foi descoberta em 1963 por uma equipa de espeleólogos georgianos, que baptizaram a caverna com o nome de Krubera-Voronya,  porém naquele momento, só a exploraram até aos 57 metros de profundidade.
Foi preciso mais uma série de expedições para que o homem pudesse chegar a lugares cada vez mais isolados e obscuros dentro da caverna.
Foi somente em 2001 que esta formação recebeu o título de caverna natural mais profunda do mundo após uma expedição efectuada pela Associação Ucraniana de Espeleologia.
Veja um salto de paraquedas na caverna mais profunda do mundo, Krubera Voronya, clicando aqui .  Se, entretanto, quiser ficar a conhecer melhor este lugar extraordinário, basta ver, com atenção, o vídeo que se segue.

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

A Abecásia

A Abecásia é uma região pobre situada no Cáucaso que conta cerca de 240 mil habitantes e tem na Rússia uma aliada.
A Abecásia é uma república autónoma de jure, cuja capital é Sukhumi,  localizada no norte da Geórgia, tendo lutado pela sua independência relativamente a este país. Declarou-a após a guerra civil que ocorreu entre 1992-1993. Esta arruinou a economia local e matou milhares de civis. Permanece em grande medida independente da Geórgia e mantém controle sobre grande parte do seu território, embora não seja reconhecida internacionalmente.
Toda a região da Abecásia fez parte da União Soviética até 1991.Como a União Soviética começou a desintegrar-se no final da década de 1980, cresceram as tensões étnicas entre os abecásios e os georgianos, devido ao surgimento de movimentos que lutavam pela independência da Geórgia. Isto conduziu à guerra de 1992-1993 na Abecásia.  O resultado desta guerra traduziu-se numa derrota militar georgiana, na independência de facto da Abecásia e na fuga em massa e limpeza étnica da população georgiana na Abecásia.
Apesar do acordo de cessar-fogo de 1994, e anos de negociações, a disputa de status não foi resolvida, e apesar da presença a longo prazo de uma força de acompanhamento das Nações Unidas e de uma operação de paz da CEI coordenada pela Rússia, o conflito voltou a deflagrar em vários ocasiões.
Em agosto de 2008, os dois lados enfrentaram-se, novamente, durante a guerra na Ossétia do Sul, o que foi seguido pelo reconhecimento formal da Abecásia pela Rússia, a anulação do acordo de cessar-fogo de 1994 e o término das missões da ONU e da CEI.
Todos os dias, a fronteira entre a Abecásia e a Rússia é atravessada por uma população que tenta vender em território russo os produtos produzidos em terras abkhazes.

domingo, fevereiro 01, 2015

OS VERSOS QUE TE DOU

Ouve estes versos que te dou, eu
 os fiz hoje que sinto o coração contente
 enquanto teu amor for meu somente,
 eu farei versos...e serei feliz...

 E hei de fazê-los pela vida afora,
 versos de sonho e de amor, e hei  depois
 relembrar o passado de nós dois...
 esse passado que começa agora...

 Estes versos repletos de ternura são
 versos meus, mas que são teus, também...
 Sozinha, hás de escutá-los sem ninguém que
 possa perturbar vossa ventura...

 Quando o tempo branquear os teus cabelos
 hás de um dia mais tarde, revivê-los nas
 lembranças que a vida não desfez...

 E ao lê-los...com saudade em tua dor...
 hás de rever, chorando, o nosso amor,
 hás de lembrar, também, de quem os fez...

 Se nesse tempo eu já tiver partido e
 outros versos quiseres, teu pedido deixa
 ao lado da cruz para onde eu vou...

 Quando lá novamente, então tu fores,
 pode colher do chão todas as flores, pois
 são os versos de amor que ainda te dou.
 J. G. de Araújo Jorge - "Meu céu interior",  Rio de Janeiro, 1934.

sábado, janeiro 31, 2015

Uma vida noutra vida

Carminho (1984), é uma fadista portuguesa. Nasceu numa família de músicos, sendo a sua mãe, Teresa Siqueira, e o seu irmão, Francisco Andrade, também cantores.
A proposta de hoje é para que oiça a Carminho em "Uma vida noutra vida" (Fado Pechincha) ao vivo em Rudolstadt.
Os alemães ficaram extasiados. A Carminho e os nossos guitarristas arrasaram na Alemanha. A fadista foi também acompanhada musicalmente pela Thueringen Symphony Orchestra.
Goste-se ou não de Fado vale a pena ouvir esta fadista portuguesa e apreciar a excelente perfomance dos músicos. Não perca.

sexta-feira, janeiro 30, 2015

Dulce Delight

Dulce Delight é um programa de culinária, alegre e inspirador, dedicado à confeitaria francesa e às suas técnicas. O programa é gravado em Nova York pela jovem Chef brasileira Raiza Costa.
As receitas são esplêndidas e meticulosas. Dulce Delight ensina a ciência e a técnica que está por trás de cada receita, para que ninguém erre ao fazer bolos e doces.
Agora aprenda a fazer uma clássica mousse francesa (preta e branca), com avelã e canela. Com esta receita pode aprender todas as técnicas, para bater as claras em neve e o creme de leite com perfeição, de maneira a obter uma mousse com uma textura muito cremosa e aveludada. Ora veja!

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Auschwitz, um dia de cada vez

"Auschwitz, um dia de cada vez" é um livro de Esther Mucznik, que foi editado recentemente em Lisboa.
Esther Mucznik, filha de pais polacos, viveu em Israel e em Paris onde estudou, respectivamente,  Língua e Cultura Hebraicas e Sociologia na Sorbonne. É vice-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) e fundadora em 1994 da Associação Portuguesa de Estudos Judaicos. É presidente e fundadora da Memoshoá – Associação Memória e Ensino do Holocausto –, co-fundadora do Fórum Abraâmico de Portugal para o diálogo inter-religioso e membro da Comissão Nacional de Liberdade Religiosa. Foi colunista do jornal Público de 2002 a 2011. Estudiosa das questões judaicas, tem coordenado cursos e seminários sobre história e cultura judaica, liberdade religiosa e diálogo inter-religioso, Israel e o Médio Oriente, e publicado numerosos trabalhos sobre estas temáticas, entre os quais Grácia Nasi, A judia portuguesa do século XVI que desafiou o se próprio destino (2010) e Portugueses no Holocausto, Histórias das vítimas dos campos de concentração. Dos cônsules que salvaram vidas e dos resistentes que lutaram contra o nazismo (2012).
Sinopse de "Auschwitz, um dia de cada vez" :
"Um companheiro de Auschwitz pergunta a Primo Levi por que motivo já não se preocupa com a higiene. Ele responde simplesmente: “Para quê, se daqui a meia hora estarei de novo a trabalhar com sacos de carvão?” É desse companheiro que recebe a primeira e talvez principal lição de sobrevivência: “Lavarmo-nos é reagir, é não deixar que nos reduzam a animais; é lutar para viver, para poder contar, para testemunhar; é manter a última faculdade do ser humano: a faculdade de negar o nosso consentimento”."
A capacidade de sobrevivência do ser humano é notável e, por mais terrível que fosse a existência em Auschwitz, todos os dias se lutava para sobreviver apesar de a morte estar ao virar de cada esquina. O campo de concentração de Auschwitz é sinónimo do mal absoluto preconizado pelo nazismo. Foi ali que judeus e ciganos serviram de cobaias às diabólicas experiências médicas, que acima de um milhão de seres humanos foram gaseados e que mais de 200 mil homens, mulheres e crianças morreram de fome, frio e doença, de exaustão e brutalidade, ou simplesmente de solidão e desesperança. No entanto muitos presos resistiam à total desumanização esforçando-se por manter alguma dignidade. Cuidar da higiene, ler, escrever, desenhar, ajudar alguém a sobreviver ou até a morrer eram actos que atribuíam condição humana a quem parecia ter desistido de viver. 
Esther Mucznik, autora dos livros Grácia Nasi e Portugueses no Holocausto, dá-nos a conhecer o dia-a-dia de Auschwitz através das vozes daqueles que ali acabaram por perecer e dos seus carrascos, do insuportável silêncio das crianças massacradas, das mulheres e homens violentados em bárbaras experiências médicas, mas também através dos relatos daqueles que sobreviveram para contar e manter viva a memória do horror da máquina de morte nazi. Para que ninguém possa alguma vez esquecer".

quarta-feira, janeiro 28, 2015

Um anjo vem todas as noites

Um anjo vem todas as noites:
senta-se ao pé de mim, e passa
sobre meu coração a asa mansa,
como se fosse meu melhor amigo.
Esse fantasma que chega e me abraça
(asas cobrindo a ferida do flanco)
é todo o amor que resta
entre ti e mim, e está comigo.
Lya Luft

terça-feira, janeiro 27, 2015

Chiloé

Chiloé é um arquipélago, composto por cerca de 30 ilhas que ficam ao norte da Patagónia e a sul da região dos lagos, situado no Oceano Pacífico, ao sul do Chile. Além de um grande número de ilhas de menor tamanho, compreende a Ilha Grande de Chiloé, a quinta em tamanho da América do Sul (depois da Terra do Fogo e das ilhas brasileiras de Marajó, Bananal e Tupinambarana). Fica na Região dos Lagos e é a maior do Arquipélago Chiloé. A localidade de maior importância é Castro.
O arquipélago tem uma população de cerca de 150 mil pessoas, e uma superfície de 9.181 km².
Sem conhecimentos formais de arquitetura, os chilotes construíram um impressionante conjunto de igrejas.
São 70 espalhadas pelas ilhas, das quais 16 foram reconhecidas pela Unesco como Património Mundial da Humanidade. Construídas durante as missões jesuíticas e franciscanas no arquipélago, têm um desenho bastante particular: parecem casinhas com uma torre bem ao centro, e misturam características européias e indígenas nativas. São todas de madeira, e a mais antiga, a Igreja de Santa María de Loreto de Achao, na ilha de Quinchao, data de 1730.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

O Melhor de António Variações

António Variações (1944 - 1984) foi um cantor de música pop portuguesa que marcou e continua a marcar diversas gerações de artistas do nosso país.
Foi barbeiro em Lisboa onde abriu a Barbearia "É pró Menino e prá Menina", onde a sua imagem chamava a atenção pelas roupas invulgares que usava.
Em 1978 assina finalmente contrato com a Editora Valentim de Carvalho, mas é só em 1982 que grava o primeiro disco.
"As letras das suas músicas, com raízes na sua terra natal, contam essa viagem, “entre Braga e NY”, a sua vontade de mudança, num país a mudar devagar e as suas interrogações pessoais. Entre 1982 e 1984, grava dois singles e dois LPs, tendo o último saído nos dias anteriores à sua morte, em 13 de Junho de 1984, dia de Santo António".
O ano passado assinalaram-se os 30 anos da sua morte, aqui fica a homenagem.
Oiça agora António Variações em "Povo Que Lavas No Rio".Veja agora imagens raras e exclusivas de António Variações (Inclui Entrevista)
Oiça também uma entrevista com a mãe e um dos irmãos, feita em 1992 por Júlio Isidro, aqui e aqui.
E agora oiça O Melhor de António Variações, no vídeo abaixo. Inclui a "Canção de Engate", o "Sempre Ausente" e o "É pra Amanhã".   

domingo, janeiro 25, 2015

O Mosteiro ou Convento de Seiça

O Mosteiro de Santa Maria de Seiça é um mosteiro localizado em Seiça, Figueira da Foz (Portugal).
A mais antiga referência documental que se conhece sobre este mosteiro, situado junto ao rio Mondego, data de 1162, no qual o abade Martinho se encontra presente na outorga da carta de isenção dos direitos episcopais dada aos Crúzios, pelo Bispo D. Miguel Salomão. Alguns anos depois, em 1175, D. Afonso Henriques emite carta de doação do couto de Barra a D. Pelágio Egas (ou Paio Egas), abade de Santa Maria de Seiça.
Ao longo de vários séculos, as vicissitudes da história e dos homens marcam este mosteiro. Até que a construção do troço de caminho de ferro da Linha do Oeste, entre Leiria e Figueira da Foz, em 1888, obrigou à demolição das estruturas subsistentes do presbítério e do falso transepto. Em 1895 a Junta de Paróquia vendeu o Mosteiro de Seiça a particulares e em 1911 o Mosteiro foi vendido novamente. Os novos proprietários transformaram a Igreja do cenóbio em unidade industrial de descasque de arroz, a qual terá terminado a sua laboração por volta de 1976.
Em 2002 o Mosteiro de Santa Maria de Seiça foi classificado como Imóvel de Interesse Público e em 2004 celebrou-se a escritura de compra do Mosteiro de Seiça por parte da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Devoluto desde o encerramento da unidade fabril e votado ao abandono, o que subsiste do Mosteiro de Santa Maria de Seiça encontra-se actualmente em avançado estado de ruína.
Sobre este mesmo assunto foi, recentemente, lançado o livro (em papel e versão eBook)  "Santa Maria de Ceiça", de Maria Rosa Anttonen e Margarida Medlam.
Este livro, de acordo com as autoras, "não pretende ser só um livro com bonitas fotografias, mas um que ajude a esclarecer e a perceber o que se passou nestes quase mil e duzentos anos (1200 anos) num lugar chamado Ceiça, onde se ergue, o Mosteiro / Convento de Santa Maria de Seiça..."
Entretanto, se quiser ficar a saber um pouco mais sobre O Mosteiro de Seiça, veja também, abaixo, a reportagem que a SIC fez sobre este assunto.
 

sábado, janeiro 24, 2015

Amazing Grace

"Amazing Grace" é um conhecido hino tradicional protestante, cuja letra foi escrita pelo inglês John Newton.
Oiça este belo hino, na voz da cantora e professora de jazz romena, Anca Parghel (1957 - 2008).
Anca até 1989 ensinou canto, piano e improvisação no Liceu de Música de Suceava, no Conservatório de Música em Bucareste; em Bruges e Namur (La Marlagne), na Bélgica; em Hanover, Ravensburg, no Conservatório de Lípsia, Munique e Oldenburg), na Alemanha; no Reino Unido e em Chişinău, na Moldávia.
Participou também em importantes festivais de jazz  desde 1984 (Bucareste, Braşov, Sibiu, Costineşti, Iaşi, Nuremberga, Lípsia, Varsóvia, Leverkusen, Viena, Liège, Tubinga, Munique, Linz, Zagreb, Varna, Łomża e Bratislava); e em clubes de jazz na Roménia, Bulgária, Alemanha, Bélgica, Áustria e Suíça.
Ao longo de sua carreira tocou não só com músicos romenos conhecidos, incluindo Johnny Raducanu, mas também, com celebridades mundiais do jazz como Billy Hart, Archie Shepp, Larry Coryell, Jean-Louis Rassinfosse, Phillipp Catherine, Marc Levine, Claudio Roditi, Thomas Stanko, Ricardo del Fra, Stéphane Galland, Jon Hendricks Band, Klaus Ignatzek etc.
Anca esteve radicada em Bruxelas, onde continuou a sua atividade como professora de jazz vocal, no Conservatório Real de Música da cidade e no Conservatório Lemmens, e como música e vocalista de jazz na cena jazzística da Bélgica, Alemanha e Holanda em trios, quartetos ou quintetos, com os músicos Ciprian Parghel (baixo), Tudor Parghel (percussão), Kurt Bulteel (piano) e Paolo Radoni (guitarra).
Ouça-a  agora em dueto com Ozana Barabancea interpretando "Amazing Grace"..
E mais uma vez,  Anca Parghel, em "A Foggy Day" (1993).   

sexta-feira, janeiro 23, 2015

A Terra do Nunca

A "Terra do Nunca" é uma ilha fictícia do livro "Peter Pan", do escritor escocês J. M. Barrie. A Terra do Nunca é a morada de Peter Pan, da Sininho e dos Meninos Perdidos. Peter Pan, o seu mais conhecido residente, recusou-se a crescer, sendo a Terra do Nunca muitas vezes usada como uma metáfora para o comportamento eternamente infantil, a imortalidade e o escapismo.
Alguns personagens da Terra do Nunca são: Peter Pan, os Meninos Perdidos, um bando de índios, as perigosas sereias, o Capitão Gancho e a sua tripulação de piratas e o crocodilo que comeu a mão do capitão. Peter Pan é o personagem mais importante da Terra do Nunca, e a actividade deste reino depende da sua presença ou ausência.
Peter Pan, personagem criada pelo escritor James Mathew Barrie, surgiu pela primeira vez no livro "The Little White Bird" (1902). Em 1904, Peter Pan sobe ao palco pela primeira vez, na peça "Peter Pan or The Boy Who Wouldn't Grow Up". Mais tarde, voltou a aparecer num livro com o título "Peter Pan in Kensington Gardens (1906)".
A peça posta em cena em 1904 torna-se um sucesso tão grande que, em 1911, é editada num livro com o mesmo nome. É nesta edição que conhecemos a família Darling, a Fada Sininho, os Meninos Perdidos, o Capitão Gancho e a Terra do Nunca.
Ainda como consequência do enorme sucesso da peça, que ainda hoje é encenada regularmente nos palcos de Londres, as aventuras de Peter Pan começam a ser adaptadas para o cinema.
Aparece pela primeira vez em filme em 1924, ainda no tempo do cinema mudo.
Outro filme famoso sobre esta personagem é o filme animado da Disney, de 1953. Houve ainda outras adaptações da história: uma delas foi "Hook", de 1991, e outra Peter Pan, de 2003, que é o primeiro filme interpretado por crianças, e sem ser de animação (e que pode ver no vídeo abaixo).

quinta-feira, janeiro 22, 2015

A Ossétia do Sul

A Ossétia do Sul é uma região do sul do Cáucaso.  A Ossétia do Sul foi anexada pela Rússia em 1801, juntamente com a Geórgia, e incorporada no Império Russo. Após a Revolução Russa, o país fez parte da República Democrática da Geórgia, controlada pelos mencheviques, enquanto a Ossétia do Norte passou a fazer parte da República Soviética do Térek.
O governo soviético da Geórgia, posto no poder em 1921 pelo 11º Exército Vermelho, controlado pelo ditador Stalin, criou, no ano seguinte, o oblast (distrito) autónomo da Ossétia do Sul. Muito embora os ossetas tenham o seu próprio idioma, o osseto, o russo e o georgiano passaram a ser os idiomas administrativos e estatais. Durante a era soviética, sob o governo georgiano, o país experimentou uma relativa autonomia, que incluía o uso do osseto e o seu ensino nas escolas
A Ossétia do Sul, fez, então, parte da República Socialista Soviética da Geórgia. Tornou-se independente de facto da Geórgia, como República da Ossétia do Sul (a capital é Tskhinval), durante o conflito osseto-georgiano no início da década de 1990.
Apesar disto a maioria dos países da Organização das Nações Unidas continuam a considerar a Ossétia do Sul como parte integrante da Geórgia.
No entanto, em 26 de agosto de 2008 o parlamento e presidente russos anunciaram o reconhecimento formal da independência da região (juntamente com o da Abcásia). O povo da Ossétia do Sul deseja unir-se aos seus semelhantes étnicos da Ossétia do Norte, que é uma república autónoma dentro da Federação Russa.

quarta-feira, janeiro 21, 2015

O Convento de São Bernardo de Tabosa

O Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de Tabosa (também conhecido como Convento de São Bernardo de Tabosa), está situado no lugar de Tabosa, freguesia de Carregal, concelho de Sernancelhe (Portugal).
As ruínas deste Convento de São Bernardo de Tabosa estão situadas numa zona montanhosa e isolada, o que é típico das casas da Ordem de Cister. Actualmente, apenas se conserva a igreja, a sacristia, o claustro e o mirante.
Este mosteiro foi fundado no ano de 1692, segundo uma doação de D. Maria Pereira, senhora de origens fidalgas e de largas posses, mulher de Paulo Homem Telles, Governador das Armas da Provincia da Beira, que lhe deixou oito mil cuzados de renda. O Convento foi fundado na sua Quinta da Luz, sita no lugar de Tabosa,  sendo o último mosteiro ou convento cisterciense a ser criado em Portugal, e o 12º feminino da Ordem de Cister no nosso país. É monumento considerado imóvel de interesse público pelo Estado português desde 1971.
A este lugar ermo recolheram-se as primeiras freiras, vindas do Convento de Nossa Senhora da Nazaré, da freguesia do Mocambo da cidade de Lisboa, onde se seguiam também os mesmos princípios austeros, de recolhimento e de recuperação da espiritualidade que a Reforma Recolecta pretendia devolver à Ordem de Cister.
O Mosteiro aberto com a vinda de 5 freiras daquele Convento de Lisboa, e 2 monjas conversas, inicia então a sua história e percurso nos pouco mais de 150 anos que acolheu monjas cistercienses.
O actual proprietário (economista e publicitário a trabalhar em Lisboa, mas desde há anos um estudioso e apaixonado pela história e património de Cister) do Mosteiro de Tabosa  explicou que "Este é o sítio para onde quero vir viver na minha reforma; será o meu retiro" e "Quero vir viver para aqui, mas também quero partilhá-lo com a comunidade". Ainda bem.



terça-feira, janeiro 20, 2015

Dor de Alma

Meu pratinho de arroz doce
polvilhado de canela;
Era bom mas acabou-se
desde que a vida me trouxe
outros cuidados com ela.
Eu, infante, não sabia
as mágoas que a vida tem.
Ingenuamente sorria,
me aninhava e adormecia
no colo da minha mãe.
Soube depois que há no mundo
umas tantas criaturas
que vivem num charco imundo
arrancando arroz do fundo
de pestilentas planuras.
Um sol de arestas pastosas
cobre-os de cinza e de azebre
à flor das águas lodosas,
eclodindo em capciosas
intermitências de febre.
Já não tenho o teu engodo,
Ó mãe, nem desejo tê-lo.
Prefiro o charco e o lodo.

Quero o sofrimento todo,
Quero senti-lo, e vencê-lo.

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Lilliput

Como professora de geografia e apreciadora de livros desde sempre, começo hoje a recordar alguns dos lugares imaginários, que me fizeram sonhar durante a infância. Esta é também uma outra forma de falar de livros e incentivar a leitura.
Lilliput é uma ilha fictícia do romance "As Viagens de Gulliver", do escritor irlandês Jonathan Swift.
Swift apresentou-a como parte de um arquipélago de onde também faz parte Blefuscu, algures no Oceano Índico. O livro também relata que as duas ilhas são inimigas.
Nessa ilha a personagem principal (Gulliver) deparou-se com uma população de pessoas minúsculas (com menos de seis polegadas de altura, cerca de 15 centímetros), chamadas lilliputeanos, que o tomaram por gigante.
Blefuscu e Liliput são sátiras, respectivamente, da França e Inglaterra no começo do século XVIII. Enquanto que o povo de Liliput agiu de forma traiçoeira contra Gulliver, o povo de Blefescu foi honesto e directo, mostrando a má vontade de Swift em relação a seus conterrâneos.

Sinopse:
"Após uma grande tempestade que destruiu o navio e matou toda a tripulação, Gulliver consegue chegar a Lilliput, onde todos os habitantes são pequeninos. No início, é tratado como prisioneiro, mas aos poucos vai ganhando a confiança da população. O rei de Lilliput, sempre em guerra com o reino vizinho de Blefuscu, pede ajuda a Gulliver para ganhar a batalha. Ele aceita, com algumas restrições. Acaba sendo perseguido e foge para Blefuscu, onde vive novas aventuras".
Se quiser conhecer a história veja o filme abaixo, em desenho animado, baseado n' As Viagens de Gulliver (1939).

domingo, janeiro 18, 2015

A Transnístria

A Transnístria é uma região no Leste Europeu que pertence oficialmente à Moldávia, embora tenha unilateralmente declarado a sua independência em 1990 com a ajuda de contingentes russos e cossacos. A capital desta região é Tiraspol.
A região mantém-se, de facto, independente com o auxílio de forças russas. O Conselho da Europa considera a questão da Transnístria um conflito congelado. No entanto, esta região aprovou em referendo a integração do território na Federação Russa em 2006.
Os nativos chamam ao país República Moldava da Pridnestróvia (Pridnestróvskaia Moldávskaia Respúblika), não aceitando o termo "Transnístria" por o considerarem romeno.
O território hoje independente de facto não corresponde literalmente ao termo 'Transnístria' (quer na acepção russófona quer na acepção moldava), porquanto não fica "além do rio Dniester", mas é antes atravessado por ele.
O pequeno território tem meio milhão de habitantes, estima-se que cerca de 200 mil têm um passaporte russo e tem 1500 militares russos em permanência.
Se quiser ficar a conhecer melhor este território veja, com atenção, o vídeo abaixo. 

sábado, janeiro 17, 2015

10 Estados não reconhecidos internacionalmente

Neste momento existem pelo menos 10 Estados não reconhecidos internacionalmente, sendo que a existência de 9 deles também não é reconhecida pela própria Organização das Nações Unidas.
O Estado da Palestina é, no entanto, um Estado observador da Organização das Nações Unidas.
Estes estados são  denominados Estados de facto mas não de jure.
Alguns deles têm décadas de existência e controlam realmente o seu território nacional, sendo que alguns são inclusive reconhecidos por um ou mais Estados (é o caso de Taiwan, da Palestina ou do Saara Ocidental que é reconhecido por 81 países). Outro é considerado pelos críticos como folclore (Seborga).
Esta situação não é um fenómeno recente e vários países declararam a sua indepêndencia unilateralmente: foi o caso de Portugal, por exemplo, e dos próprios Estados Unidos.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Ilhas de Lixo

Os oceanos e os mares estão cada vez mais poluídos.
O Programa Ambiental da ONU constatou que o plástico forma 90% do lixo flutuante dos oceanos. Este lixo está depositado na sua maior parte no Oceano Pacífico.
São 4 milhões de toneladas de garrafas e embalagens, que foram empurradas para ali pelas correntes marítimas e que formam um amontoado de 700 mil km2.
A quantidade de lixo sobre o Pacífico é de tal modo impressionante, queo activista ecológico Marcus Eriksen refere que se parece com "uma ilha de lixo plástico sobre a qual se pode andar. É uma sopa de plástico, uma coisa sem fim que ocupa uma área que pode corresponder a até duas vezes o tamanho dos EUA".
O lixo está a agrupar-se no mar devido à influência das correntes marítimas, formando assim verdadeiras ilhas oceânicas de lixo. Translúcida, esta "mancha" flutua rente à linha da água, e por isso, é imperceptível aos satélites. Os pesquisadores descrevem que os detritos estão agrupados numa espécie de redemoinho que começa a cerca de 900 km da costa da Califórnia (EUA). A "sopa" passa pelo Havaí, e estende-se quase até ao Japão. Dois factores contribuem para formação deste problema: a acção humana e a própria natureza.
Em algumas áreas o plástico supera a quantidade de plâncton e a estimativa é de que 46 mil peças de plástico provoquem anualmente a morte a mais de um milhão de aves e a mais de 100 mil mamíferos marinhos.
O principal problema do plástico é que ele não é biodegradável, pelo que não há processo natural que o elimine. É a durabilidade do plástico que o torna tão útil às pessoas. Mas, é isso também, que o torna tão prejudicial à natureza.
Entre 2010 e 2011 ocorreu a Expedição Malaspina 2010, uma expedição científica que deu a volta ao mundo a bordo de dois navios oceanográficos, com uma equipa de cientistas que puderam estudar e avaliar o impacto e a quantidade de lixo plástico que flutua no oceano Pacífico.
Em 2013, foi anunciada a segunda tentativa de expedição do explorador francês Patrick Deixonne, que ambicionava dar visibilidade mundial a esta "catástrofe ecológica", através da recolha de imagens e de observações científicas.
Se quiser  ficar a saber mais sobre o assunto, veja com atenção o vídeo que se segue.
Não perca esta oportunidade!