quinta-feira, dezembro 04, 2014

Arrábida da Serra ao Mar

A pouco mais de meia hora de Lisboa, o Parque Natural da Arrábida oferece excelentes oportunidades de contacto com a natureza. O parque estende-se actualmente desde a zona do Outão (perto de Setúbal) até ao Cabo Espichel. A parte central do parque, chamada Serra da Arrábida, é uma zona de grande beleza, que culmina a 500 metros no pico do Formosinho e desce abruptamente sobre o mar.
A Serra da Arrábida, região com características peculiares de clima e flora, é um conjunto de relevos que inclui elevações como as Serras de S.Luís, Gaiteiros, S.Francisco e Louro, situados na margem norte do estuário do Rio Sado, na Península de Setúbal. O clima da região é temperado mediterrânico, apresentando uma flora rica em espécies mediterrânicas, tais como a azinheira, o sobreiro e o carvalho.
O Parque Natural da Arrábida, fundado em 1976, com uma área aproximada de 10 800 hectares, possui uma vegetação de tipo mediterrânico, chamada maquis,  nascida neste microclima com características semelhantes ao de regiões como a Dalmácia.
A fauna é bastante diversificada, apesar de ter sofrido grandes alterações desde o século XIX. Até ao início do século XX era ainda possível observar lobos, javalis e veados. Da fauna actual fazem parte, entre outros, o gato-bravo, a raposa, a lebre, o morcego, a águia de bonelli, o bufo real, a perdiz e o andorinhão real.
Viveram, na serra da Arrábida, os poetas Frei Agostinho da Cruz e Sebastião da Gama, que fizeram da serra um motivo recorrente nas suas obras.
As praias protegidas pela serra, de águas tranquilas e transparentes, são populares entre os habitantes de Setúbal e Lisboa. O Portinho da Arrábida uma baía com uma pequena ilha, a Anicha, que forma um porto natural abrigado pela serra é, junto com a Praia da Figueirinha, uma das mais populares da região. Mas também há a de Galapos, a de Galapinhos e a Praia dos Coelhos.
Para ficar a conhecer melhor esta bela região de Portugal veja, com atenção, o documentário abaixo.
"Arrábida - da Serra ao Mar" é um filme de história natural sobre a vida selvagem que retrata as espécies endémicas das serras da Arrábida e do Pisco, no distrito de Setúbal. Foi produzido por Ricardo Guerreiro, fotógrafo e documentarista de história natural, e por Luís Quinta, fotógrafo com mais de 20 anos de carreira.
É um documentário, extraordinariamente bem feito capaz de disputar a qualidade da BBC ou da National Geographic.
Este filme é o resultado de 4 anos de trabalho esporádico através do qual se podem ficar a conhecer as espécies únicas dessas zonas, como é o caso do caracol-da-arrábida ou a planta trovisco-do-espichel.Também é possível descobrir e ver águias-calçadas, raposas e golfinhos ou as grutas e os bosques que caracterizam a região.
Este documentário foi emitido pela SIC em de janeiro de 2013, com realização de Luís Quinta e Ricardo Guerreiro. Ora veja. Vale mesmo a pena!

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Mona Lisa Desaparecida

"Mona Lisa Desaparecida" é um livro de R. A. Scotti publicado pela Casa das Letras. Neste livro, a autora faz um relato vívido e minucioso do maior furto da história da arte.
R. A. Scotti é a autora de "Os Segredos da Basílica de São Pedro". Escreveu também quatro romances e duas obras não ficcionais, como o recente bestseller "Sudden Sea: The Great Hurricane of 1938".
Sinopse (da editora):
"No final da tarde de domingo, 20 de Agosto de 1911, três homens entraram no Louvre. Disfarçando-se de funcionários do museu, esconderam-se até ao cair da noite. Dezasseis horas depois, o quadro mais famoso do mundo, a Mona Lisa, tinha desaparecido. Passaram vinte e quatro horas até alguém reparar. Quando por fim o alarme soou, a Polícia acorreu ao local. As portas foram trancadas, funcionários e visitantes detidos, mas o quadro desaparecera há muito. A França encerrou as suas fronteiras. E quando o museu reabriu uma semana depois do roubo, os parisienses fizeram fila em números nunca vistos para admirar o espaço em branco onde o famoso quadro estivera anteriormente pendurado. A caça ao homem estendeu-se de Paris a Nova Iorque, da Argentina a Itália, mas a Mona Lisa nunca foi encontrada.
Picasso e Apollinaire foram presos sob suspeita do roubo, mas posteriormente libertados por falta de provas. O Louvre, o Governo francês e o jornal Le Figaro ofereceram recompensas pelo regresso em segurança da Mona Lisa, mas o rasto estava frio… Até que, dois anos depois, o negociante de arte florentino Alfredo Geri recebeu uma carta assinada por "Leonardo". A Mona Lisa estava à venda. Neste livro, R. A. Scotti desvenda a verdade sobre o "crime do século".

terça-feira, dezembro 02, 2014

O "Voo do Cante"

A TAP trouxe de volta a casa, para uma calorosa receção, a delegação promotora da candidatura do Cante Alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade, que esteve em Paris para receber da UNESCO o importante reconhecimento universal.
A chegada ao aeroporto de Lisboa já foi vista por muita gente, quer presencialmente quer através das reportagenstelevisivas.
Mas, a TAP disponibilizou agora, o vídeo com o filme de tudo o que se passou a bordo do voo que trouxe de volta a casa os representantes das principais entidades impulsionadoras da candidatura: Câmara Municipal de Serpa, Casa do Cante, Confraria do Cante e Casa do Alentejo, e o grupo coral da Casa do Povo de Serpa.
Veja, em baixo, o filme o "Voo do Cante", colocado on line no canal TAP do YouTube.

segunda-feira, dezembro 01, 2014

A SIDA OU O HIV

O Dia Mundial de Luta Contra a Sida é comemorado a nível mundial no dia 1 de Dezembro.
Este dia visa alertar as populações para a necessidade de prevenção e de precaução contra o vírus da SIDA.
Este vírus ataca o sistema sanguíneo e o sistema imunológico do doente.
A SIDA ou VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) foi descoberta no ano de 1981 e matou mais de 30 milhões de pessoas em todo o mundo. A África é o continente onde a SIDA tem feito mais vítimas.
São três as formas de contágio do VIH/SIDA:
Relações sexuais;
Contacto com sangue infectado;
De mãe para filho, durante a gravidez, parto ou pela amamentação.
No vídeo que se segue, Hans Rosling divulga novos gráficos que desvendam os factores de risco de uma das doenças mais mortais (e incompreendidas) do mundo: a Sida.
Ele argumenta que a solução para acabar com a epidemia é a prevenção da transmissão, não o tratamento com remédios.
Ora veja. Vale bem a pena reflectirmos sobre o assunto! 

domingo, novembro 30, 2014

A Sé do Porto

A Sé Catedral da cidade do Porto, situa-se no coração do centro histórico daquela cidade e é considerado um dos principais e mais antigos monumentos de Portugal.
O início da sua construção data da primeira metade do século XII, e prolongou-se até ao princípio do século XIII.
Esse primeiro edifício, em estilo românico, sofreu muitas alterações ao longo dos séculos. Da época românica datam a fachada com as torres e a  rosácea, além do corpo da igreja de três naves coberto por uma abóbada de canhão.
Do período gótico data o claustro (séc XIV-XV), construido no reinado de D. João I. Este rei casou-se com D. Filipa de Lencastre na Sé do Porto em 1387.
O exterior da Sé foi muito modificado na época barroca. Cerca de 1736, o arquitecto italiano Nicolau Nasoni adicionou uma bela galilé barroca à fachada lateral da .
À esquerda da capela-mor, existe um magnífico altar de prata, construido na segunda metade do século XVII por vários artistas portugueses. Este altar foi salvo das tropas francesas, durante as invasões (em 1809) por meio de uma parede de gesso construida apressadamente.
Ainda nesta área é especialmente notável a existência da imagem medieval de Nossa Senhora de Vandoma, (padroeira da cidade).
Uma graciosa escadaria do século XVIII de Nasoni, conduz aos pisos superiores, onde se destacam os painéis de azulejos que exibem a vida da Virgem e as Metamorfoses de Ovídio.
Se quiser ficar a conhecer melhor este monumento nacional clique nas ligações acima e aprecie os vídeos que se seguem. Olhe que valem bem a pena!   E agora um outro vídeo sobre o mesmo assunto.

sábado, novembro 29, 2014

Amor feinho

"Eu quero amor feinho.
Amor feinho não olha um pro outro.
Uma vez encontrado, é igual fé,
não teologa mais.
Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo
e filhos tem os quantos haja.
Tudo que não fala, faz.
Planta beijo de três cores ao redor da casa
e saudade roxa e branca,
da comum e da dobrada.
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é mulher.
Amor feinho não tem ilusão,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho."
Adélia Prado





sexta-feira, novembro 28, 2014

É Tão Grande o Alentejo

A UNESCO elegeu ontem, em Paris, o Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade.
Para assinalar este facto deixo-o com as vozes de Dulce Pontes e  d' Os Canhões de Castro Verde, interpretando a moda tradiciona, "É Tão Grande o Alentejo" (com arranjos de Dulce Pontes, António Pinheiro da Silva e Albert Boekholt)

No Alentejo eu trabalho
cultivando a dura terra,
vou fumando o meu cigarro,
vou cumprindo o meu horário
lançando a semente á terra.

É tão grande o Alentejo,
tanta terra abandonada!...
A terra é que dá o pão,
para bem desta nação
devia ser cultivada.

Tem sido sempre esquecido,
á margem, ao sul do Tejo,
há gente desempregada.
Tanta terra abandonada,
é tão grande o Alentejo!

quinta-feira, novembro 27, 2014

Menino da Porteira

Oiça mais uma música sertaneja, "Menino da Porteira",  um dos grandes sucessos de Sérgio Reis.
Sérgio Reis (1940), é um cantor, compositor sertanejo e ator brasileiro, famoso pelo seu repertório diversificado.

Toda vez que eu viajava pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava a figura de um menino
Que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo
"Toque o berrante, seu moço, que é pra eu ficar ouvindo"

Quando a boiada passava e a poeira ia baixando
Eu jogava uma moeda e ele saía pulando:
"Obrigado, boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando"
Pra aquele sertão afora meu berrante ia tocando

Nos caminhos desta vida muitos espinhos eu encontrei
Mas nenhum calou mais fundo do que isso que eu passei
Na minha viagem de volta qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada, o menino não avistei

Apeei do meu cavalo e no ranchinho à beira chão
Vi uma mulher chorando, quis saber qual a razão
"Boiadeiro veio tarde, veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho foi um boi sem coração"

Lá pras bandas de Ouro Fino levando gado selvagem
Quando passo na porteira até vejo a sua imagem
O seu rangido tão triste mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro desejando-me boa viagem

A cruzinha no estradão do pensamento não sai
Eu já fiz um juramento que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure, que eu precise ir atrás
Neste pedaço de chão berrante eu não toco mais   

quarta-feira, novembro 26, 2014

Um apartamento

Em Paris existe uma lei que estabelece a área mínima permitida para um apartamento.
Segundo esta lei francesa, não é permitido vender ou alugar um apartamento de menos de 8m2, também conhecido como, um apartamento de dois por quatro.
Acha possível viver num espaço tão pequeno? Pelos vistos não só é possível, mas também é possível fazê-lo com todo o conforto!
O escritório de arquitetura Kitoko Studio demonstrou que se consegue viver num espaço tão limitado usando móveis inteligentes e sendo bastante organizado.
O vídeo abaixo mostra este pequeno apartamento de 8m2, completamente equipado. Situa-se-se no 7º andar de um edifício na cidade de Paris.
O espaço foi totalmente transformado pela referida empresa de design de interiores, que planeou tudo minuciosamente, para conceber um espaço flexível, ultra-funcional e uma óptima opção para evitar a subida de preço dos imóveis na capital francesa.
Ora veja!

terça-feira, novembro 25, 2014

Cultivando a Paz

Para meditar deixo-o (a), hoje, com uma fotografia e uma reflexão de Rui Pires.
Segundo o autor "Esta fotografia já foi tirada em 2008. Perto do topo da Serra do Caramulo, sim, é Portugal em 2008. Nessa altura conheci este senhor, de seu nome António. Era surdo e praticamente mudo tambem. Levava todos os dias as suas vacas a pastar para os prados nos montes, uma vida simples de agricultor. Um dia, alguns familiares venderam-lhe as vacas sem ele saber. O António andou muito tempo à procura delas, até que lá lhe disseram que as vacas tinham sido vendidas e o dinheiro depositado num banco em Tondela. O António decidiu descer a aldeia e foi a pé até Tondela, onde se perdeu. Uma patrulha da GNR encontrou-o, e com as dificuldades evidentes em perceber de quem se tratava, ao fim de algum tempo lá descobriram e levaram-no de volta à sua aldeia. Ainda o reencontrei algumas vezes já sem as vacas, inundado de tristeza e desalento, no fundo eram a sua companhia. A última vez que soube dele, estava num lar, no Caramulo. 
No entanto, esta imagem foi uma das escolhidas para "enfeitar" a sede da UNESCO em Paris, na exposição "CULTIVATING A CULTURE OF PEACE", cuja inauguração, que decorreu em simultâneo com a exposição dedicada a Nelson Mandela, serviram para iniciar as comemorações dos 70 anos da UNESCO. De certa forma é curioso, o António à sua maneira cultivava diariamente a paz, sem o mediatismo do grande Mandela, mas cultivava. Acabaram "juntos" no mesmo evento pela paz."
Rui Pires é um fotógrafo português que foi várias vezes premiado tanto a nível nacional como internacional. É membro da Photographic Society of America e a sua especialização é a fotografia documental, sobretudo a preto e branco.
Rui Pires é, também,o fotógrafo oficial da página Aldeias de Portugal e o seu projecto de fotografia "Momentos Rurais", foram premiados com o prémio "Documentary Award" do "Humanity Photo Awards 2013" pela UNESCO e pela CFPA.

segunda-feira, novembro 24, 2014

Presente do indicativo

entro na cozinha. ela está no meio dos legumes,
lava e enxuga folhas tenras de alface, endívias
de oblonga contextura, corta a cebola às
rodelas, pica um ramo de coentros,
hesita um pouco sobre o roquefort, é certeira no vinagre e no sal,

e prudente no azeite, o ovo cozido espera a sua vez e a
saladeira aguarda na mesa junto aos azulejos brancos.
ela procura os talheres de madeira na gaveta,
pede-me qualquer coisa, a lâmina reluz sobre a tábua, perto do pão.
a preparação da salada requer vários gestos precisos

e uma poética discreta nos brilhos frisados, nos
paladares, pela janela chegam os ruídos da rua,
campainhas de bicicleta, ressaltos de uma bola.
o cão dormita no sofá. uns versos populares comparam
os olhos dela a azeitonas pretas.
Vasco Graça MouraPoesia 1963-1995, Lisboa, Círculo de Leitores, 2001

domingo, novembro 23, 2014

O Burj Khalifa

Dubai Burj Khalifa Bin Zayid, anteriormente conhecido como Burj Dubai, é um arranha-céus localizado no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
O edifício faz parte de uma complexo comercial e residencial de dois quilómetros quadrados de área chamado Downtown Burj Dubai". Está localizado ao lado das duas principais avenidas da cidade, a Sheikh Zayed Road e a Financial Centre Road.
O arquiteto do edifício é Adrian Smith e o orçamento total do projeto do Burj Khalifa rondou os  1,5 biliões de dólares.
Se quiser ficar a conhecer este colossal edifício, aprecie a excelente apresentação que se segue.

sábado, novembro 22, 2014

Livros Digitais

Um livro digital ou livro eletrónico ou e-book é qualquer conteúdo de informação, que pode ser lido em equipamentos eletrónicos tais como computadores, PDAs, leitor de livros digitais ou até mesmo telemóveis que suportem esse recurso.
Os formatos mais comuns dos e-books são o PDF, o HTML e o ePUB. O primeiro necessita do conhecido leitor de arquivos Acrobat Reader ou outro programa compatível, enquanto que o segundo formato precisa de um navegador de internet para ser aberto. O Epub é um formato de arquivo digital padrão, específico para e-books.
Por ser um dispositivo de armazenamento de pouco custo, e de fácil acesso devido à propagação da internet nas escolas, pode ser vendido ou até mesmo disponibilizado para download, em alguns portais de internet gratuitos.
Não se sabe ao certo quem foi o inventor do primeiro livro digital. Já o primeiro livro digital pode ser considerado o Index Thomisticus, um índice anotado dos trabalhos de S. Tomás de Aquino, feito por Roberto Busa no final da década de 1940. Este facto é muitas vezes omitido, talvez porque o texto digitalizado era, pelo menos inicialmente, uma forma de criar um índice em vez de uma edição publicável.
O mais forte candidato a criador do e-book foi Michael Stern Hart ao digitalizar a "Declaração de Independência dos Estados Unidos da América", em 1971. Hart foi também o fundador do Projeto Gutenberg, o mais antigo produtor de livros electrónicos do mundo.
O post de hoje pode ser considerado de utilidade pública, já que aqui lhe deixo alguns sites com livros digitais, disponíveis em português, para ler online.
Alguns destes sites colocaram online livros cujos direitos de autor já tenham expirado (e por isso caíram no domínio público).
Nuns casos estão em  PDF para download, noutros em HTML para serem lidos ou consultados online.
O Plano Nacional de Leitura também tem uma biblioteca de livros digitais. Pode consultá-la clicando aqui.
Ainda existem nestes sites poucas obras disponíveis mas, pouco a pouco, pensamos que irá aumentar o número de obras literárias nestas bibliotecas digitais, para bem de quem gosta de literatura e de quem fala português.
E agora veja um vídeo sobre "Como ler LiVros Digitais".

sexta-feira, novembro 21, 2014

Avenidas Periféricas

O livro "As Avenidas Periféricas", foi escrito pelo o prémio Nobel da Literatura deste ano, Patrick Modiano.
"As Avenidas Periféricas" foi publicado recentemente no nosso país e recebeu o Grande Prémio de Romance da Academia Francesa.
Patrick Modiano, de 69 anos, nasceu nos arredores de Paris e publicou o primeiro romance aos 23 anos. Uma década depois, recebeu o Prémio Goncourt, o prémio literário mais prestigiado de França, depois de já ter recebido, em 1972, o prémio da Academia Francesa.
Das suas obras há a destacar, "Domingos de Agosto", "A rua das lojas escuras", "Dora Bruder" e "No Café da Juventude Perdida" .
A ação do livro passa-se numa aldeia junto de Fontainebleau, na altura da ocupação alemã, na II Guerra Mundial.
Sinopse:
"Numa pequena aldeia ao lado da floresta de Fontainebleu, em plena Ocupação alemã, juntam-se ao fim de semana alguns personagens inquietantes. Entre eles, o pai do narrador.
Quem é esse pai? Um traficante? Um judeu acossado?
Que faz ele no meio de tal gente?
Até ao fim, o narrador perseguirá, com ternura, esse pai fantasmático".

quinta-feira, novembro 20, 2014

acho que a vida é um processo...



... acho que a vida é um processo...
É como subir uma montanha. Mesmo que no fim não se esteja tão forte fisicamente, a paisagem visualizada é melhor.
Lya Luft

quarta-feira, novembro 19, 2014

Uma aldeia Hakka

Hoje pode conhecer e visitar os "Toulou" de uma aldeia Hakka situada no sul da China.
Os hakka  agrupavam-se em clãs e construíam habitações originais, fortificadas e em formato circular – os Tulou. Muitas delas ainda podem ser vistas e visitadas e estão classificadas como Património da Humanidade pela Unesco.
Os Tulou são um tipo de moradia rural chinesa, construídos e habitados pelo povo Hakka, que vive nas regiões montanhosas do sudeste de Fujian, na China. A maioria destas moradias foi construída entre os séculos XII e XX.
Um tulou é uma construção grande com um formato que pode ser retangular ou circular, com paredes bem espessas e que pode abrigar mais de 80 famílias.
As construções interiores são de menor dimensão e estão envolvidas por estas paredes altas e, podem ser armazéns, poços e áreas comuns. De qualquer modo toda a estrutura dos toulou lembra uma cidade fortificada.
As estruturas externas fortificadas são compostas de terra compactada, misturada com pedras, bambu, madeira e outros materiais, o que garante mais firmeza às paredes. O resultado é uma construção leve, bem ventilada, à prova de ventos e terramotos, quente no inverno e fresca no verão.
Os tulou geralmente possuem apenas um portão, protegido por portas de madeira reforçadas com uma estrutura externa, de placas de ferro. No nível superior estas construções possuem aberturas, destinadas a canhões o que revela o seu carácter defensivo.
Aprecie, em seguida uma excelente apresentação sobre estas típicas moradias do povo hakka.
E agora um vídeo sobre estas extraordinárias habitações.

terça-feira, novembro 18, 2014

O fazedor de amanhecer

Sou leso em tratagens com máquina.
Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.
Em toda a minha vida só engenhei
3 máquinas
Como sejam:
Uma pequena manivela para pegar no sono.
Um fazedor de amanhecer
para usamentos de poetas
E um platinado de mandioca para o
fordeco de meu irmão.
Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias
automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.
Fui aclamado de idiota pela maioria
das autoridades na entrega do prêmio.
Pelo que fiquei um tanto soberbo.
E a glória entronizou-se para sempre
em minha existência.
Manoel de Barros

segunda-feira, novembro 17, 2014

Pamukkale ou Castelo de Algodão


Pamukkale é uma montanha coberta por rocha branca calcária, que há milhões de anos é esculpida por sulcos de água que lhe concederam um aspecto único e de rara beleza. As águas termais brotam do chão a 35 graus e formam piscinas de água azul turquesa, que aliadas ao brilho do mármore travertino sob a luz do sol, fazem daquele local um lugar encantado.
Com este visual mágico, recebeu justamente o nome de Pamukkale, que em turco significa "Castelo de Algodão".
Pamukkale é, então, um conjunto de piscinas termais de origem calcária que com o passar dos séculos deram origem a gigantescas bacias de água que descem em cascata numa colina.
Pamukkale localiza-se no sudoeste da Turquia, distando 650 km de Istambul e 230 km de Izmir ou Esmirna.  Pamukkale  e Hierápolis (Cidade Sagrada) foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1988.
É bem provável que, como se localiza a grande distância das maiores cidades turcas, este facto tenha sido responsável pela sua preservação e, apesar de receber turistas há séculos, tem-se mantido praticamente intacto. Ora veja!

domingo, novembro 16, 2014

No Rancho Fundo

"No Rancho Fundo" é mais uma das mais belas músicas (com letra de Lamartine Babo e música de Ary Barroso) sertanejas brasileiras.
Oiça-a, aqui, nas vozes de Chitãozinho e Xororó
No rancho fundo
Bem prá lá do fim do mundo
Onde a dor e a saudade
Contam coisas da cidade...

No rancho fundo
De olhar triste e profundo
Um moreno canta as máguas
Tendo os olhos rasos d'água...

Pobre moreno
Que de noite no sereno
Espera a lua no terreiro
Tendo um cigarro
Por companheiro...

Sem um aceno
Ele pega na viola
E a lua por esmola
Vem pro quintal
Desse moreno...

No rancho fundo
Bem prá lá do fim do mundo
Nunca mais houve alegria
Nem de noite, nem de dia...

Os arvoredos
Já não contam
Mais segredos
E a última palmeira
Ja morreu na cordilheira...

Os passarinhos
Internaram-se nos ninhos
De tão triste esta tristeza
Enche de trevas a natureza...

Tudo por que
Só por causa do moreno
Que era grande, hoje é pequeno
Pra uma casa de sapê...

Se Deus soubesse
Da tristeza lá serra
Mandaria lá prá cima
Todo o amor que há na terra...

Porque o moreno
Vive louco de saudade
Só por causa do veneno
Das mulheres da cidade...

Ele que era
O cantor da primavera
E que fez do rancho fundo
O céu melhor
Que tem no mundo...

Se uma flor desabrocha
E o sol queima
A montanha vai gelando
Lembra o cheiro
Da morena...

sábado, novembro 15, 2014

Goa e a Língua Portuguesa

Do documentário "Língua - Vidas em Português"  proponho-lhe que veja um vídeo, sobre Goa e a Língua Portuguesa. Este é um olhar sobre o passado de Goa no tempo dos portugueses e a sua remanescente e esquecida língua portuguesa.
A distância relativamente a Portugal e a actuação do governo indiano, que tudo tem feito para matar a língua, pois proibiu logo após a invasão que se falasse português e desalojou muitos dos verdadeiros goeses, os nativos de Goa, tendo-os colocado profissionalmente, noutros estados indianos, tem conduzido à morte lenta do português naquela parte do mundo. Mas, há seempre esperança e quem se esforce para que isto não aconteça.
Ora veja!

sexta-feira, novembro 14, 2014

Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem sorte,
Sou a irmã do sonho, e desta sorte,
Sou a crucificada...a dolorida...

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca - Livro de Mágoas 

quinta-feira, novembro 13, 2014

O Palácio de Belém

O Palácio Nacional de Santa Maria de Belém, mais conhecido por Palácio de Belém, foi construído em 1559 por D. Manuel de Portugal e situa-se na zona sudoeste de Lisboa, sendo actualmente a residência oficial do Presidente da República Portuguesa.
No século XVIII, D. João V que enriquecera com o ouro proveniente do Brasil, comprou-o ao conde de Aveiras, tendo-o alterado radicalmente. Acrescentou-lhe uma escola de equitação (as cavalariças têm sido o esplêndido Museu Nacional dos Coches) e adaptou o seu interior para poder fazer as suas conquistas amorosas com discrição.
No dia 1 de Novembro de 1755, D. José I e a família encontravam-se a passar o feriado na zona de Belém e sobreviveram à devastação. Receando outro sismo, a família real instalou-se em tendas (que ficaram conhecidas como a Real Barraca) nos terrenos do palácio, cujo interior foi usado como hospital. O Palácio entrou assim no património da Casa Real,
D. Maria II habitou alguns anos o Palácio de Belém (quando o Palácio das Necessidades estava em obras), aqui ocorrendo uma tentativa de golpe a que se chamou a Belenzada.
A partir do reinado de D. Luís I, o Palácio de Belém foi destinado a receber os convidados oficiais que visitavam Lisboa.
Em 1886 foi dada nova missão ao Palácio de Belém. Passou a ser a de residência oficial dos Príncipes Reais D. Carlos, Duque de Bragança e da sua jovem esposa D. Amélia de Orleães.
Após a subida de D. Carlos ao trono, em 1889, não tendo Belém as dimensões de residência oficial da coroa, D. Carlos e D. Amélia mudaram-se para o Palácio das Necessidades, voltando Belém à sua condição de residência dos convidados estrangeiros. Em 1905, por iniciativa do espírito culto da Rainha D. Amélia, o elegante Picadeiro Real foi transformado em Museu dos Coches Reais, preservando-se assim a valiosa colecção de coches e viaturas da Casa Real.
Ainda sob a égide da Monarquia, o Palácio de Belém albergou o Presidente eleito da República Brasileira, Marechal Hermes da Fonseca, em 2 de Outubro de 1910. Foi neste palácio, durante a recepção ao presidente do Brasil, que o Rei D.Manuel II teve conhecimento da revolução que dias depois lhe roubou a coroa.
Depois da proclamação da república, o Palácio de Belém foi designado residência oficial do Presidente da República. Os presidentes da I República tinham porém que pagar renda ao Estado para residirem no Palácio (para não serem acusados de gozarem de privilégios atribuídos ao anterior regime).
Durante o Estado Novo o Palácio de Belém não foi palco de relevantes acontecimentos políticos, devido ao reduzido papel atribuído ao Presidente da República pela Constituição de 1933. Neste período, apenas o Presidente Craveiro Lopes, habitou permanentemente o Palácio (entre 1951 e 1958).
Só após a Revolução dos Cravos, em 25 de Abril de 1974, o Palácio de Belém recuperou o seu papel de relevo, nele se instalando a Junta de Salvação Nacional. Aqui viveram os momentos conturbados de 1974 e do Verão quente de 1975 os Presidentes Spínola e Costa Gomes. Com a vigência da actual constituição (aprovada em 1976), o Palácio regressou à sua condição de residência oficial do Chefe de Estado. Desde então, apenas o Presidente Ramalho Eanes habitou permanentemente no Palácio. Os Presidentes Mário Soares e Jorge Sampaio utilizaram Belém apenas para trabalhar, igual atitude tomou o Presidente Cavaco Silva, quando declarou que Belém seria a sua residência de trabalho.
Hoje, o elegante edifício cor de rosa é a residência oficial do Presidente da República Portuguesa. Nessa qualidade é visita obrigatória para os chefes de estado e delegações estrangeiras que visitam os presidentes da República Portuguesa. Semanalmente, à quinta-feira, o Presidente da República recebe o Primeiro-Ministro, para uma reunião de trabalho onde este o põe ao corrente do governo do país. No terceiro domingo de cada mês acontece na Praça Afonso de Albuquerque (em frente do Palácio), o solene render da Guarda, que serve o Presidente da República.
O público em geral pode aqui visitar o Museu da Presidência da República, onde estão expostos os espólios dos 17 Presidentes da República que antecederam o actual Presidente. Este museu foi criado por iniciativa do presidente Jorge Sampaio, em 2004.
Para melhor conhecer o Palácio de Belém, veja a excelente apresentação que se segue.

E agora veja, ainda, o Render da Guarda no Palácio de Belém.

quarta-feira, novembro 12, 2014

Se Eu Fosse Um Livro...

"Se eu fosse um livro, pediria a quem me encontrasse na rua para me levar para casa consigo".
Esta é a primeira frase do livro de José Jorge Letria (ilustrado por André Letria),  recomendado para o 2º ano de escolaridade, pelo Plano Nacional de Leitura e, destinado a leitura autónoma .
"Quem, de entre os apaixonados pelos livros, nunca sentiu que o mundo se transforma à sua volta por influência do que está a ler? 
Se eu fosse um livro fala desse objecto mágico e cativante que pode mudar uma vida".
O post de hoje fala-lhe não só do livro, mas tanbém de um excelente filme de animação baseado no mesmo, que foi realizado por Yi jung-min e Park jung-seok .
Este filme ficou em segundo lugar no CJ Animation Festival. Ora veja!
 
SE EU FOSSE UM LIVRO from very2much on Vimeo.

terça-feira, novembro 11, 2014

As Castanhas

"O meu fruto é mais doce,
Que o milho fabricado
Todos o comem com gosto
Cru, cozido ou assado?"

Hoje é Dia de S. Martinho. Esta data, em Portugal é celebrada nos magustos com castanhas, vinho ou água-pé.
As castanhas são a semente do fruto (ouriço) do castanheiro-da-europa (castanea sativa).
Pensa-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso e que tenha acompanhado a história da civilização ocidental, desde há mais de 100 mil anos.
As castanhas têm, pois, sido desde sempre, um importante contributo calórico para o ser humano, que também a utilizou na alimentação dos animais. Os gregos e os romanos (incluíam a castanha nos seus banquetes) colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor.
Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.
Com o Renascimento, a gastronomia assume novo requinte (surge o marron glacé), com novas fórmulas e confecções.
Embora seja uma semente, como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação.
As castanhas são também ricas em vitaminas (C e B6), uma boa fonte de potássio e têm um valor calórico bastante reduzido (221 kcal/100 g).
Consideradas, actualmente, quase como uma "guloseima" de época (outono), as castanhas, em tempos idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam.
Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-História.
Embora o tipo mais consumido de castanhas seja o preoveniente do castanheiro comum ou europeu (no nosso país as variedades mais comuns são a Aveleira, a Martaínha, a Longal ou a Judia) , existem três outros tipos específicos de castanhas, nomeadamente, a castanha da China, a castanha japonesa e castanha americana.
Na nossa literatura e na nossa cultura popular há muitos exemplos de jogos e adivinhas com castanhas e de provérbios relacionados com o S. Martinho e as castanhas. Aqui lhe deixo alguns exemplos de jogos, de acordo com Jorge Lage:

  1. Jogo do castelo de castanhas, pino de castanhas ou carambola;
  2. Jogo da poceca, pocinha, castanha à cova ou pocilga das castanhas;
  3. A castanha e a corrida dos burros.

E agora alguns provérbios populares referentes ao S. Martinho e às castanhas:

  1. No dia de S. Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho.
  2. No dia de S. Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e prova o teu vinho.
  3. Castanhas boas e vinho fazem as delícias do S. Martinho.
  4. A castanha é de quem a come e não de quem a apanha.
  5. A castanha tem três capas de Inverno: a primeira mete medo, a segunda é lustrosa e a terceira é amarga.
  6. A castanha veste três camisas: uma de tormentos, outra de estopa e outra de linho.
  7. Ao assar as castanhas, as que estouram são as mentiras dos presentes.
  8. Castanha bichosa, castanha amargosa.
  9. Castanha perdida, castanha nascida.
  10. Castanhas caídas, velhas ao souto.
  11. Castanhas do Marão, a escolher se vão.
  12. Castanhas do Natal sabem bem e partem-se mal.
  13. Com castanhas assadas e sardinhas salgadas não há ruim vinho.
  14. Mais vale castanheiro, que saco de dinheiro.
  15. O ouriço abriu, a castanha caiu.
  16. Planta o souto, quando cai a folha ao outro.
  17. Quem castanhas come, madeira consome.
  18. Sete castanhas são um palmo de pão.

E agora outra adivinha: O que é, o que é que:
"Tem camisa e casaco
Sem remendo nem buraco
Estoira como um foguete
Se alguém no lume a mete".

segunda-feira, novembro 10, 2014

Uma Aventura Nos Açores

Quer ir passear até aos Açores? Então venha daí! Sugiro-lhe que parta à aventura de mão dada com Ben Fogle.
Benjamin "Ben" Fogle (1973), é um inglês aventureiro, autor, locutor de rádio, escritor e apresentador de televisão. É muito conhecido pelos programas que apresenta no Channel 5 , na BBC, na ITV e no Travel Channel .
O passeio virtual de hoje é então, até aos Açores, através de um pequeno documentário apresentado por Ben Fogle e que passou  no Travel Channel. São 9 minutos de puro deslumbramento!
É de referir que os Açores foram selecionados, neste verão, como um dos destinos de viagem, do Top 10 Mundial, pela National Geographic Traveller.
Não perca esta oportunidade! Deslumbre-se com os Açores.

domingo, novembro 09, 2014

O Muro de Berlim

Faz hoje 25 anos que caiu o Muro de Berlim. Para assinalar esta efeméride, veja com atenção a excelente apresentação que se segue a esta postagem. É um verdadeiro documento histórico.
O Muro de Berlim era uma barreira física, construída pela R. D. A. (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria. Circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: um dos blocos era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos e RFA; o outro era constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético e RDA.
O muro foi construído em 1961 e tinha 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda.
Era patrulhado por militares da Alemanha Oriental com ordens de atirar para matar (a célebre Schießbefehl ou "Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou a morte a 80 pessoas identificadas, enquanto 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas.
Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental.
Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, numa atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores de souvenirs.
A queda do Muro de Berlim abriu o caminho à reunificação alemã que foi formalmente celebrada em outubro de 1990.
Muitos estudiosos apontam este momento como o fim da Guerra Fria.
O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos, está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.
Estes factos fazem parte do passdo,  mas, é sempre bom ter presente o que levou à sua construção e que deu origem à designação do "Muro da Vergonha".
Não deixe de ver, portanto, a excelente apresentação que se segue. Olhe que vale a pena!

sábado, novembro 08, 2014

Drão

"Drão" é uma excelente música aqui interpretada em dueto por Ana Carolina e Gilberto Gil.
"Drão" (1982) é uma das mais belas músicas da obra do consagrado compositor baiano, Gilberto Gil. "Drão" é um nome estranho para a letra de uma música. Mas, que tem uma explicação! Na verdade, "Drão" é uma historia de amor, ou melhor, de uma separação. Quem o revelou foi Sandra, terceira mulher de Gil, de apelido Sandrão, abreviado para Drão.
Os dois foram casados durante 17 anos e tiveram três filhos: Pedro (músico, falecido em acidente), Maria e Preta Gil. Portanto a inspiração para esta bela canção foi o fim deste relacionamento. Interessante notar que no ano anterior Gil tinha composto a música "Flora" em homenagem à sua nova esposa.
Só mesmo um grande poeta para retratar em letra e música, o reconhecimento de um rompimento de um antigo amor que deixou marcas e frutos e que vive, morre e renasce de outra maneira.
Drão!
O amor da gente
É como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela estrada escura...
Drão!
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Cama de tatame
Pela vida afora
Drão!
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão
Drão! Drão!   

sexta-feira, novembro 07, 2014

Grande desejo

Não sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia,
sou mulher do povo, mãe de filhos, Adélia.
Faço comida e como.
Aos domingos bato o osso no prato pra chamar cachorro
e atiro os restos.
Quando dói, grito ai.
quando é bom, fico bruta,
as sensibilidades sem governo.
Mas tenho meus prantos, claridades atrás do meu estômago humilde
e fortíssima voz pra cânticos de festa.
Quando escrever o livro com o meu nome
e o nome que eu vou pôr nele, vou com ele a uma igreja,
a uma lápide, a um descampado,
para chorar, chorar, e chorar,
requintada e esquisita como uma dama.
Adélia Prado

quinta-feira, novembro 06, 2014

Natureza Versus Arte Urbana

Urbanismo e natureza parecem coisas contraditórias, mas, nem sempre é esse o caso.
Estas duas realidades podem combinar-se de maneira maravilhosa, criando algo realmente especial e único.
Veja as imagens que seleccionei para hoje, onde as obras de arte urbanas interagem com a natureza de maneira inteligente.