domingo, junho 10, 2012

Assim vai o país...

Portugal é...

"Um país que hoje em dia tem poucos agricultores. (...) Um país que está a atravessar uma grande crise financeira porque tem péssimos governantes, o que faz com que o povo fique prejudicado com as suas acções".  Catarina M.

"Nesta altura (um país) onde há muita falta de empregos. Há muitas pessoas que vão trabalhar para fora, e depois quando têm muito dinheiro, algumas voltam". Paulo B.

"Um país da Europa .(...) Um país turístico".  Edson S.

"Um país desenvolvido, com algumas condições de trabalho e habitação. Esse é um dos motivos pelo qual muitas pessoas vêm de outros países para conseguir ter melhores condições de trabalho, para poderem sustentar as suas famílias". Raquel  G.

"Um dos países que faz parte da União Europeia. (...)  Apesar de não ser um país muito grande, tem boas riquezas, no sentido do património". Sara A.

"Um país pequeno, com pouca população, na sua maioria idosa". Edmilson P.


"Um país situado na Península Ibérica, ou seja, faz fronteira com a Espanha. (...) A sua principal atracção turística é o Algarve e Fátima (para os mais religiosos)". Margareth S.

"Um país que apesar de não ser muito grande, tem grandes cidades com muito interesse". Sara B.


"Um país com paisagens interessantes para visitar".  Ana C.

"Um país que, em termos de habilitações, acho que há um número reduzido de jovens interessados em estudar, mas, acho que o estado tenta resolver essa parte, pelo menos é o seu dever". Bruna N.

"Um país muito bonito com vários sítios turísticos como Coimbra, (que é) um lugar muito conhecido por causa da Universidade". Carla M.

"Um país onde o prato mais conhecido é o cozido à portuguesa".  António M.

"Um país que tem muitas religiões, raças e costumes diferentes. (...) com esta mistura acaba por ser um país com muita "interculturização" (interculturalismo).  Abel T.

"Um país que atrai muitos turistas pela sua beleza. Um país com muitos monumentos, museus e praias". Tatiana A.

"Um país com muita pobreza, mas que ao mesmo tempo recebe bem os imigrantes". Diana C.

"Um país que apesar da crise se mantém sustentável, com vários sítios para se descobrir, tais como o Algarve e as Regiões Autónomas da Madeira e Açores". Elizabete S.

Excerto de textos dos alunos do 10º G - Curso Profissional de Técnico de Turismo (PTT).

sábado, junho 09, 2012

Flor da mocidade

Eu conheço a mais bela flor;
És tu, rosa da mocidade,

Nascida aberta para o amor.
Eu conheço a mais bela flor.
Tem do céu a serena cor,
E o perfume da virgindade.

Eu conheço a mais bela flor,
És tu, rosa da mocidade.

Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Teme acaso indiscreta mão;
Vive às vezes na solidão.

Poupa a raiva do furacão
Suas folhas de azul celeste.
Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.

Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno;
Que a flor morta já nada val.
Colhe-se antes que venha o mal.

Quando a terra é mais jovial
Todo o bem nos parece eterno.
Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno.
Machado de Assis

sexta-feira, junho 08, 2012

Angola é...


"Um país em reconstrução, depois de vários anos de guerra". 
"Uma nova terra, agora sem guerra".
 "Uma nação composta por vários povos."
 "Um país maravilhoso apesar das desigualdades sociais".

Alzira R. - 12º B

quinta-feira, junho 07, 2012

O Corpo de Deus

"Corpus Christi" (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa Cristã, conhecida como o Dia do Corpo de Deus. É (pela última vez em Portugal), um feriado nacional religioso e celebra-se sempre a uma quinta-feira. A data comemora-se na segunda quinta-feira a seguir ao Domingo de Pentecostes (60 dias após a Páscoa). O Corpo de Deus é uma celebração católica e em várias localidades do país realizam-se procissões e festas religiosas. As ruas são decoradas com flores e em algumas vilas e cidades são colocados tapetes florais no chão para a procissão passar.

quarta-feira, junho 06, 2012

Acontece na Índia

"Em pleno século XXI, na era das inovações e avanços da sociedade ainda encontramos locais no globo (...) onde reina uma grande diferença". Kevin J.

"A Índia é um país bastante grande e densamente povoado".  Ruben E.

"Neste país, existem imensas desigualdades. A maioria da população vive na pobreza. Existe analfabetismo, exploração e fome".  Susana V.

"A Índia é um país que está a passar por várias mudanças. Apesar de ser uma das economias emergentes, tem ainda que resolver várias questões, como por exemplo o analfabetismo ou a situação em que se encontra a casta mais baixa, os dálits ou intocáveis. Mas, estes problemas não se comparam às mais variadas situações por que passam as mulheres. Ser mulher na Índia é como uma maldição".  Mariana S.

"A Índia é um país cheio de crenças, superstições e rituais, onde a mulher não deve pronunciar o nome do marido até ao casamento". Nuno L.

"Aqui, a mulher nunca é livre. Tem de obedecer constantemente a alguém".  Ana P.

"As tradições indianas, assentam em casamentos precoces, que são considerados verdadeiros rituais, que podem durar dias e dias.(...) O único meio das mulheres viverem uma vida razoável, é darem á luz um filho homem, que as protegerá até à cremação dos seus corpos".  Alzira R.

 "O nascimento de um rapaz, é uma alegria para as mães e um alívio, porque as mães podem permanecer com eles até morrerem e (ao casarem) não têm que pagar um dote. Quando nasce uma rapariga, é uma tristeza para as mães, e um prejuízo.(...) É uma tragédia haver países onde a mulher ainda é vista como um simples objecto".  Vanessa S.

"Uma vez casada, a mulher torna-se propriedade do marido. Caso se divorcie, não poderá regressar à (sua) família, pois será rejeitada". Yolanda S.

"As mulheres que não se casam ou que se divorciam, não são aceites pela família, ficando a viver na pobreza ".  Daniel L.

Em suma, "as mulheres na cultura indiana são criadas para casarem e sair de casa. Logo, a mulher é vista como alguém em que é preciso gastar dinheiro, para pagar o casamento".   José F.

"A realidade neste país é bastante cruel. (...) O endeusamento do homem é uma tradição. As mulheres são obrigadas a casar-se cedo, com um desconhecido e a respeitá-lo até à morte."  Liliana G.


"Nós que vivemos num país livre, não estamos habituados a tanta maldade".  Bruna M.

"A pobreza na Índia é imensa. A população indiana está dividida em castas (brâmanes, intocáveis, etc.) o que leva a uma alta desigualdade entre as pessoas. As mulheres não têm direitos neste país". Érica B.

 "Na Índia, os direitos das mulheres não são respeitados e as ONG têm um papel activo na denúncia, em relação ao desrespeito desses direitos". João L.

Trabalho colectivo do 12º B, feito a partir de excertos de textos elaborados pelos alunos. O título é do Ruben P. 

terça-feira, junho 05, 2012

O Dia Do Ambiente e o Brasil


O Brasil é este ano o país sede, das comemorações do Dia Mundial Ambiente, que hoje, 5 de junho, se assinala.
 O Brasil também foi sede das cerimónias do Dia Mundial Ambiente em 1992, na época da realização da Cimeira da Terra, no Rio de Janeiro. Naquela altura, a cimeira reuniu um grande número de líderes globais que tomaram decisões importantes sobre o bem-estar do planeta e sobre questões acerca do desenvolvimento. Com uma população de mais de 200 milhões, o Brasil é a quinta nação mais populosa do mundo depois da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia. Tem também a quinta maior massa terrestre do planeta, com cerca de  8,5 milhões de quilómetros quadrados.
Alguns dos problemas ambientais que o Brasil enfrenta são: a desflorestação ilegal na Amazónia; o comércio ilegal de espécies de vida selvagem; a poluição atmosférica e hídrica no Rio de Janeiro e em São Paulo e a degradação das áreas húmidas. Aspectos que têm tudo a ver com  o tema, deste ano, do Dia Mundial do Ambiente: a "Economia Verde". Com este tema  pretende-se, promover a divulgação da importância de uma Economia Verde, alertar para a necessidade de um esforço colectivo na preservação da natureza, de modo a estimular o desenvolvimento sustentável.

segunda-feira, junho 04, 2012

Minerais Metálicos e Não Metálicos

Desta feita coube ao Paulo, ao Bruno e à Daniela, alunos do 10º B de Geografia, a publicação do seu trabalho acerca dos Minerais Metálicos e Não Metálicos (os Recursos do Subsolo em Portugal).
Veja, de seguida, a apresentação que eles elaboraram.

domingo, junho 03, 2012

Amalia

Melody Gardot  é uma cantora e compositora de jazz, de New Jersey (E.U.A). Esta cantora tem sido influenciada por músicos de blues, de jazz ou de música latina, que vão de Janis Joplin a Caetano Veloso. Em 2009 recebeu três nomeações para os Grammy Awards. Lançou no dia 28 de maio, o álbum " The Absence ", que é o resultado das suas passagens pelos desertos de Marrocos, pelos bares de tango de Buenos Aires, pelas praias do Brasil e pelas ruas de Lisboa.
Não deixe de a ouvir no belíssimo tema Lisboa, clicando aqui. Se, entretanto quiser saber um pouco mais sobre este novo álbum de Melody Gardot, basta clicar aqui. Sugiro-lhe, contudo, que para abrir o apetite, ouça já o tema Amalia.

sábado, junho 02, 2012

O Mundo do João

Este é o Mundo do João L. do 12º B. É um mapa mental, desenhado sem qualquer tipo de auxílio ou apoio, a não ser o recurso à memória! Desfrute-o! Veja se seria capaz de fazer qualquer coisa de semelhante. Experimente, vai ver que é um exercício de memória interessante.

sexta-feira, junho 01, 2012

Menino

No colo da mãe
a criança vai e vem
vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado
futuro
sorri a mãe
sorri o pai.
Maravilhado
o rosto puro
da criança
vai e vem
vem e vai
balança.

De seio a seio
a criança
em seu vogar
ao meio
do colo-berço
balança.

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança.

Depois quando
com o tempo
a criança
vem crescendo
vai a esperança
minguando.
E ao acabar-se de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança
portuguesa
da esperança
na vida
faz certeza
conseguida.
Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.
Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

quinta-feira, maio 31, 2012

Ainda Bem

Marisa Monte (1967) é uma cantora, compositora, instrumentista e produtora musical brasileira de música pop e samba.
Marisa já vendeu mais de 10 milhões de álbuns e ganhou inúmeros prémios quer nacionais quer internacionais. Recebeu  três Grammy Latino, sete Video Music Brasil e nove Prémios Multishow de Música Brasileira.
Esta cantora "carioca"  que estudou canto, piano e bateria na infância, é considerada pela revista Rolling Stone Brasil como a maior cantora do Brasil. Tem,  também, dois álbuns (MM e Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão) na lista dos 100 melhores discos da música brasileira.
Na adolescência participou do musical Rock Horror Show, dirigido por Miguel Falabella, com alunos do Colégio Andrews. A partir daqui nunca mais parou, tendo gravado grandes sucessos. Entre as gravações mais representativas (e de maior sucesso) da sua carreira que tem mais de 20 anos, estão: "Bem Que Se Quis", "Beija Eu", "Segue O Seco", "Amor I Love You", "A Sua", "Já Sei Namorar", "Velha Infância", "Não é Proibido". Muitas das suas músicas fazem ou fizeram parte da banda sonora de várias telenovelas brasileiras, no total de 24 músicas.
Ouça-a, no seu  mais recente sucesso, "Ainda Bem".

quarta-feira, maio 30, 2012

Sentado nesta rocha

Sentado nesta rocha e quase
tão paciente como ela
pergunto-me se os nossos pensamentos
serão diferentes.
É certo que tenho ouvidos
e ela não, olfacto e ela não
- mas que sei eu
das suas sensações?
Que direi do pó incansável
que em mim canta e balança
e se afasta para outro lugar?
Saberá ela que sou um homem quase acabado?
Eu, o que sei dela?
Há um sol que se levanta
e vagas e brisas salgadas
que se transformam em espuma
- há uma sombra num país distante
que a todos espera
- é o que temos em comum.
Inclino-me sob o vento
para defender a minha natureza.
Ela também.
A rocha saberá o calendário?
Casimiro de Brito (in Arte de Bem Morrer)

terça-feira, maio 29, 2012

Funge de Domingo

"Funge de Domingo" é uma música angolana (dos anos 70) na voz de Teta Lando.
Sem dúvida que existem músicas que ficam para eternidade. São uma espécie de hinos que contam a história de um povo, que falam das suas realidades e dos seus usos e costumes. Funge de Domingo e Fuguei na Escola, são sem sombra de dúvida duas dessas músicas. São também das mais conhecidas músicas de Teta Lando, que faz parte da história da música e dos compositores angolanos!!
Outros temas inesquecíveis de Teta Lando são: "Eu Vou Voltar", "Carapinha Dura", "Mamã Grande", e "Reunir".
Natural de Mbanza Congo, Alberto Teta Lando gravou os seus primeiros discos em 1969 para a Valentim de Carvalho, alcançando grande sucesso com "Mumpiozo Uami" (Um assobio Meu)".
Com a independência e devido ao seu apoio a Holden Roberto, líder da FNLA, foi obrigado a exilar-se em Paris, onde residiu durante longos anos e onde acabou por morrer.

segunda-feira, maio 28, 2012

Mais um ano de vida...

Hoje dia 28 de Maio, a Amnistia Internacional celebra mais um aniversário. O ano passado, aquando da celebração do seu meio século de vida, a Amnistia Internacional  lançou um Apelo Global para a Acção, que foi criado para mobilizar as pessoas contra a repressão e a injustiça,  em todas as regiões do mundo.  Este apelo foi acompanhado por um lema – “Seja mais um, Chame mais um, Para fazermos mais” .
O objectivo era obter um enorme impacto a nível mundial e  encorajar pelo menos mais uma pessoa a agir pelos direitos humanos.
Em mais este aniversário da Amnistia Internacional, "Seja mais um, Chame mais um, Para fazermos mais", é um lema que ainda permanece actual.
Veja agora um excelente vídeo comemorativo do 50º aniversário da A.I. Pode ver, ainda, um outro vídeo que alerta para a necessidade de se agir em defesa dos direitos do homem. Ora Veja!!!

domingo, maio 27, 2012

Mais um ano que passa sem respostas...

35 anos depois dos acontecimentos nefastos do 27 maio de 1977 em Angola, continua-se à espera que seja feita justiça.
Nunca foi feita uma investigação imparcial, mas a perda de milhares de vidas continua sem ser explicada. Permanece a dor, a angústia e a revolta.
Na vida é impossível renunciar ao passado, à memória. É necessário enfrentá-lo para que os fantasmas do passado não se transformem numa ferida que não cicatriza nunca
Pedro Almodover

sábado, maio 26, 2012

Rochas & Outros Recursos




Hoje sugiro-lhe que veja um trabalho de grupo, feito por algumas alunas do 10º B, da Escola Secundária do Lumiar.
Esta apresentação foi elaborada a propósito do tema os "Recursos do Subsolo" existentes em Portugal Continental.

sexta-feira, maio 25, 2012

África

Longe
    no começo
a roda
   ferramentas
 África 
Negro e marfim
     sementes
os ventos
     terra
animais
água
 madeira
 fogo
Negra macrotransição
    natureza
           poluição
pobreza
            fome
os ventos
    terra
          animais
extinção
Tribos perto do fim
Plínio Sgarbi

quinta-feira, maio 24, 2012

An Enemy

Vai ser adaptada ao cinema mais uma obra de José Saramago. Trata-se do filme “An Enemy”, que é uma adaptação de “O Homem Duplicado”, lançado em 2002. Embora seja trabalhoso fazer a adaptação da complexidade das emoções e da prosa arquitectadas por José Saramago, os realizadores vêem na sua obra uma fonte inesgotável de inspiração e não param de o tentar. Depois da versão cinematográfica de “Jangada de Pedra”, feita em 2002, da animação espanhola “A Maior Flor do Mundo”, baseada num conto de Saramago para crianças, em 2007, do “Ensaio Sobre a Cegueira”, em 2008, e finalmente “Embargo”, em 2010, chegou a vez de “O Homem Duplicado”, um thriller sobre a extinção da identidade numa sociedade que adora os padrões. O protagonista é Tertuliano Máximo Afonso (Jake Gyllenhaal) , um professor de história que leva uma vida cheia de tédio, quase à beira da depressão. Decide um dia assistir a um filme para combater o desânimo. O filme não tem nada de especial. Tertuliano fica, no entanto, completamente envolvido pelo enredo após identificar um dos actores como um sósia seu – na verdade, um sósia de Tertuliano no passado recente. Obcecado pelo que acredita ser o seu duplo, passa a perseguir o actor, numa sequência encadeada por eventos bizarros. Esta produção parece evidenciar a perseguição e o suspense propostos por Saramago, tendo em conta o título do filme: An Enemy. “An Enemy”, começa a ser filmado em 2013, pelo realizador canadiano, Denis Villenueve, que dirigiu “Incêndios” (2011), filme indicado para o Oscar de melhor filme em língua estrangeira.

terça-feira, maio 22, 2012

segunda-feira, maio 21, 2012

Canoas do Tejo

Carlos do Carmo, (1939) é um cantor e intérprete de fado português. É filho de Lucília do Carmo, outra conhecida fadista (já falecida). Carlos do Carmo cresceu em Lisboa, onde estudou. Na Suíça fez estudos de Hotelaria e aprendeu línguas estrangeiras. Iniciou a sua carreira artística em 1964, embora tenha gravado o primeiro disco com nove anos. Representou Portugal no XXI Festival Eurovisão da Canção em 1976, com o tema Flor de Verde Pinho, adaptado do poema de Manuel Alegre. De entre muitas outras, as suas canções mais conhecidas são, Os Putos, Um Homem na Cidade, Canoas do Tejo, O Cacilheiro, Lisboa Menina e Moça, Duas Lágrimas de Orvalho e Bairro Alto. Realizou numerosas digressões, tendo actuado no Olympia de Paris, na Ópera de Frankfurt, na Ópera de Wiesbaden, no Canecão do Rio de Janeiro ou no Hotel Savoy de Helsínquia. Em Portugal, tem feito espectáculos na Fundação Calouste Gulbenkian, no Mosteiro dos Jerónimos, no Casino Estoril e no Centro Cultural de Belém. Em 2003 ganhou o Prémio José Afonso, na sequência do qual foi publicado o livro "Carlos do Carmo, do Fado e do Mundo", uma entrevista biográfica realizada por Viriato Teles. Entre numerosos outros prémios, foi-lhe atribuído o Globo de Ouro de Mérito e da Excelência, o Prémio Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores, a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique e o Prémio Goya para Melhor Canção Original, com o Fado da Saudade, em 2008.
Com uma carreira rica, quer a nível internacional quer a nível nacional, não poderia deixar de referir o facto de ter apadrinhado o candidatura do Fado a Património Mundial da Humanidade. Ouça, então, Carlos do Carmo em Canoas do Tejo, um dos seus temas mais emblemáticos.

domingo, maio 20, 2012

Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessa a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é o seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
Mário Cesariny

sábado, maio 19, 2012

A "Ria de Aveiro"

A Ria de Aveiro ou "Haff - Delta" de Aveiro é um dos acidentes do litoral português. Abarca onze mil hectares, dos quais seis mil estão permanentemente alagados. A Ria desdobra-se em quatro importantes canais ramificados em esteiros que circundam inúmeras ilhotas. Nela desaguam o rio Vouga, o Antuã, o Boco e o Fontão, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e São Jacinto, permitindo o acesso ao Porto de Aveiro, de embarcações de grande calado. 
Este belo ecossistema lagunar é rico em peixes, aves aquáticas, insectos e espécies terrestres. A Ria de Aveiro estende-se pelo interior, paralelamente ao mar, numa distância de 45 quilómetros e com uma largura máxima de 11 quilómetros, no sentido Este-Oeste de Ovar a Mira. 
A ria é o resultado do recuo do mar, da deposição de areias transportadas quer pelo rio Vouga, quer pelas correntes marítimas que originaram a formação de cordões litorais que, a partir do século XVI, formaram uma lagoa (ou laguna) que constitui um dos mais importantes e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa.

A Ria de Aveiro possui grandes planos de água que são locais de eleição para o turismo, nomeadamente, para a prática de todo o tipo de desportos náuticos. Embora tenha vindo a perder, de ano para ano, a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é ainda uma das actividades tradicionais mais características da cidade de Aveiro. Fique agora com a apresentação sobre a Ria de Aveiro, elaborada pelo Clube Natureza e Aventura de Ílhavo

sexta-feira, maio 18, 2012

DOMINGO DE ANGOLA

"Para mim, domingo de Angola é paraíso. É um Céu. Colorido. É moamba de peixe ou caril de galinha de Quilengues. Domingo de Angola não tem rival no mundo. Começa na praia e acaba na sesta. Não tem Sporting-Benfica, nem linha de Sintra, não tem passeio a Vila Franca. Não tem touros, nem Cacilhas, nem caracóis no Ginjal. Domingo de Angola, para mim, é o melhor domingo do mundo que eu conheço – e que já não é nada pequeno, benza-o Deus. Moamba para mim é um ritual. Tem pirão de fuba de mandioca – que eu sou do Sul, usa-se de milho, mas eu prefiro de mandioca à moda do Norte, à moda de Malanje, tal qual no Uíje – mete farinha de pau e obrigado velha que está uma delícia. Tem de ser comido à sombra de um palmeira ou coqueiro, debaixo de uma mandioqueira ou mangueira quando é no interior. Porque coqueiro só no litoral. É por estas e por outras que eu gosto do domingo em Angola. Domingo de Branco. Domingo de Preto. Domingo de todos, domingo de missa, de padre, de domingo. A verdadeira moambada, aquela que é feita de galinha tenra, tão tenra que sabe a peito de virgem, a moamba verdadeira, tem de ser do cacho primeiro da palmeira do quintal. O molho será apurado pelo velho cozinheiro, que foi mestre dos pais, dos filhos e dos filhos dos filhos. Tem molho que é de “come e arrebenta e o que sobra vai no mar” como dizia o poeta patrício e mulato Viriato da Cruz, no “Sô Santo”. Moamba verdadeira, repito, só se come duas ou três vezes na vida. É preciso estar-se em estado de graça. Estar-se com Nosso Senhor e com os anjos. Moamba para mim, é saudade, hoje que estou longe, hoje que estou perto. Estou perto de estar tão longe. Não compreendem leitores? A gente está longe e tem saudades. Antes de adormecer, pela noite, vem a lembrança, da pitangueira do quintal, da Rosa Lavadeira, do amo-seco Canivete que falava “axim” à moda de Viseu, e tudo isso aparece nítido, cada vez mais claro e puro como certas horas da madrugada da Serra do Lépi. A primeira vez que comi moamba, dela me lembro como da primeira vez que beijei mulher, do primeiro desafio de futebol, do primeiro amor nocturno na areia da praia, com mulher de verdade. A primeira moamba, lembra-se como se lembra a primeira ida à escola. O travo nativo do cacho de déndém, que leva meses a fazer-se, até os frutos terem a tonalidade da queimada. Metade o clarão no céu da noite, a outra metade, escuro, um escuro de breu. Tudo isso o sabor tropical junta naquele fruto, que tem brisa do mar, sol de praia, frescura de casuarina, amor de mulata. O coconote e as influências indianas nadando no molho. Tem jindungo, a moamba genuína, aquela que cheira a sândalo, que escorre do canto da boca, do patrício apaixonado, de olho rútilo e lábio trémulo. Mas a galinha, essa tem de ser de Quilengues, magra e criada no mato, quase sem penas, galinha de sanzala, galinha de preto, que é como quem diz, de pobre. Isto está divinal, velha, eu um dia volto. Se entra a erva-doce, zumba que zumba e farinha de pau, oh, céus, oh, Mãe, isto não é moamba, isto é poesia. Literatura. Mas tem de ser comida no terreiro da casa de adobe do bairro velho. Tem de ser comida em ritual, na casa de adobe com telhado de zinco da estrada da escola da Liga, ou num dos Muceques de Luanda, por sobre as areias avermelhadas do Prenda ou do Burity. Depois a altura do peito de mulher na moleza da carne ou do peixe. Se é “roncador”, aka, é peixe da costa e sabe que sabe tão bem. Mas de galinha é melhor. Galinha de Quilengues escanifrada, repito. Galinha de pobre. Fico por momentos em êxtase, as mãos sobre o estômago, lembrando o terreiro da família Gamboa lá de Luanda onde comi uma coisa dessas uma vez há muitos anos. Num bairro velho de Benguela, eu estarei ainda um dia com meus companheiros dos tempos de eu menino, comendo moamba e bebendo quissângua à sombra do bambu do Edelfride – na casa do Edelfride. Moamba é riqueza de pobre e fraqueza de rico. Entra em palácios sem pedir licença, com o mesmo à vontade com que se senta nos quintais com sombra de mangueira e entra em terrina de esmalte, prato de esmalte, caneca de esmalte, garfo de alumínio. Velho sonho de poeta, lembrança de castimbala, moambada para mim é saudade e sonho, recordação e batuque, história de amor. Um dia, quando eu voltar, hei-de comer uma moambada de peixe ou de carne, à sombra de um cajueiro, num Muceque de Luanda, moamba do cacho primeiro da palmeira do quintal, não é velha? Depois de muito beber dormirei a sesta. E hei-de gostar de ouvir um desses rapazes do meu tempo, feito velho de cabelos brancos, recitar baixinho enquanto adormeço, a balada do Viriato: “… Kitoto e batuque pró povo lá fora champanha, ngaieta tocando lá dentro… Garganta cantando: “Come e arrebenta E o que sobra vai no mar…” Para mim, domingo de Angola é isso tudo. Um Céu colorido. Uma moamba de peixe. Uma noite de luar. … não tem Sporting-Benfica, não tem touros, nem caracóis no Ginjal…" Ernesto Lara Filhoin Jornal de Notícias, 1957 - Nota: Ernesto Lara Filho era irmão da poetisa Alda Lara

quinta-feira, maio 17, 2012

Deus segundo Espinoza

DEUS SEGUNDO ESPINOZA:
"Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor."
"Respeita o teu próximo e não lhe faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que o teu estado de alerta seja o teu guia."
"Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. A minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti. "
"Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro... aí é que estou, tocando em ti."
Quer acredite ou não, as palavras acima, foram escritas em pleno século XVII, e são de Espinoza.
Baruch (Bento ou Benedito)  Espinoza nasceu em 1632 em Amesterdão e faleceu em Haia, em 21 de fevereiro de 1677. Foi um dos grandes racionalistas do século XVII, dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com Descartes e Leibniz.
Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.

quarta-feira, maio 16, 2012

HAVE YOU EVER SEEN THE RAIN?

Recorde (ou conheça), hoje, o grupo californiano Creedence Clearwater Revival no tema "Have You Ever Seen The Rain?
Creedence Clearwater Revival foi uma banda de "country rock",  constituída por John Fogerty (guitarra e vocais principais), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria), que, sob outras denominações, tocavam juntos desde 1959. Adoptaram o nome Creedence Clearwater Revival em 1967. Com ele lançaram as primeiras gravações em 1968. O nome surgiu pela junção do nome de um amigo de Tom Fogerty, "Credence Nubal", com "Clearwater", uma cerveja da época e Revival, simbolizando a união entre os membros, que já tocavam juntos desde 1959. Ao nome de Credence, adicionaram um "e" para lembrar "creed" (crença, credo). Em 1968 obtiveram o primeiro disco de ouro, com o álbum de estreia, Creedence Clearwater Revival.
Ao longo da carreira, entre singles e álbuns, conquistaram nove discos de ouro e sete discos de platina. Separaram-se em julho de 1972. John Fogerty foi quem teve mais êxito na carreira solo. O seu irmão Tom faleceu em 6 de setembro de 1990. Em 1993, o Creedence Clearwater Revival deixou a sua marca no Rock and Roll Hall of Fame. Recentemente, Stu Cook e Doug Clifford formaram o Creedence Clearwater Revisited, e passaram a dar concertos pelo mundo, tocando os antigos sucessos da formação original.
 "HAVE YOU EVER SEEN THE RAIN?"
Someone told me long ago There's a calm before the storm,
I know; It's been comin' for some time.
When it's over, so they say, It'll rain a sunny day,
I know; Shinin' down like water.

CHORUS:
I want to know, Have you ever seen the rain?
I want to know, Have you ever seen the rain
Comin' down on a sunny day?

Yesterday, and days before, Sun is cold and rain is hard,
I know; Been that way for all my time.
'Til forever, on it goes Through the circle, fast and slow,
I know; It can't stop, I wonder.

CHORUS
Yeah!
CHORUS

segunda-feira, maio 14, 2012

Velha Chica

Proponho-lhe que oiça (e veja), hoje, Dulce Pontes e Waldemar Bastos em "Velha Chica" (Live 1999). Dulce Pontes (1969) é uma das cantoras portuguesas mais populares e reconhecidas internacionalmente. Canta canções pop, música tradicional portuguesa (fado e folclore incluído), bem como música clássica. Costuma definir-se como uma artista da "world music". Também compõe alguns dos temas que canta. A sua actividade artística contribuiu para o renascimento do fado nos anos noventa do século passado. Dulce distingue-se principalmente pela sua voz, que é versátil, dramática e com uma capacidade invulgar de transmitir emoções. É uma soprano dramática com uma voz potente, versátil e penetrante. É considerada uma das melhores artistas dentro do panorama musical português. Já actuou no Carnegie Hall e ao lado de nomes como Enio Morricone, Andrea Bocelli e José Carreras.
Tal como já referi, aqui neste blogue, Waldemar Bastos é, em contrapartida, um dos maiores ícones da música angolana de todos os tempos.

domingo, maio 13, 2012

Espaço curvo e finito

Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças e ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe, um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.
José SaramagoDe "Os Poemas Possíveis", Editorial Caminho, Lisboa, 1981. 3ª edição

sábado, maio 12, 2012

"Ai Se Eu Te Pego, (N'DANDA KUKUATA)" ... em Umbundo

"Ai Se Eu Te Pego" é uma canção composta e produzida por Sharon Acioly e Antônio Dyggs, Sharon Acioly é também autora de outro grande sucesso, o funk "Dança do Quadrado".
A primeira versão desta música apareceu no final de 2008, em Porto Seguro, no litoral sul da Baía (Brasil). Na altura, a letra desta música era ligeiramente diferente. A canção foi interpretada, posteriormente, pela banda "Cangaia de Jegue" (2010). No entanto, a versão mais conhecida de "Ai Se Eu Te Pego", é a cantada pelo cantor sertanejo, Michel Teló, e foi lançada em julho de 2011, servindo como o primeiro single do álbum "Michel na Balada".
Mais tarde, o referido single foi lançado mundialmente, tendo esta canção atingido uma enorme popularidade. Apesar de ser uma canção de "pop sertanejo", tem uma letra com que a juventude da actualidade, se identifica, em todas as partes do mundo. Se a quiser ouvir na voz de Michel Teló basta clicar aqui.
"Ai Se Eu Te Pego" chegou à primeira posição, nos Tops, do Brasil, da Espanha, da Holanda e da Itália, e alcançou as dez primeiras posições na Suiça, deixando para trás grandes nomes da música mundial. Também detém o "record" de ser a canção brasileira com maior número de visualizações no Youtube, com mais de 100 milhões acessos.
Como não poderia deixar de ser, "Ai Se Eu Te Pego", também fez um enorme sucesso em Angola. Daí que, Xico Barata, cantor angolano, fizesse uma versão de "Ai Se Eu Te Pego - N'DANDA KUKUATA", em Umbundo (uma das línguas nacionais de Angola). Sugiro-lhe, pois, que veja o vídeo com esta versão, que foi gravado na Praia da Rocha (Portugal).
 Em seguida, veja porque é que Xico Barata (o rei do Kizomba) decidiu gravar em Umbundo, "Ai Se Eu Te Pego" - N'DANDA KUKUATA.

sexta-feira, maio 11, 2012

Conexão Lusófona

No dia 12 de Maio, a cidade de Lisboa assinala o encerramento da semana da cultura dos países de língua portuguesa. Este encerramento é feito com Festival Conexão Lusófona, que vai ocorrer no Mercado da Ribeira.
A Conexão Lusófona é um movimento espontâneo de jovens da Lusofonia, espalhados pelos quatro continentes mas unidos pela "internet". Estes jovens decidiram pôr em prática projectos culturais e educacionais que visam promover um sentimento de identificação e pertença à Lusofonia e estimulam a cidadania activa da  juventude. Esta é a primeira organização de jovens da Lusofonia. Pretendem, com estas iniciativas, criar um efeito multiplicador que leve ao aumento do número de  jovens interessados no tema da Lusofonia.
Sara Tavares, Yuri da Cunha, Susana Félix, Júlio Pereira, Tito Paris, Manecas Costa, Couple Coffee, Luiz Caracol, Aline Frazão, Pierre Aderne, Costa Neto, Tubias Vaiana e Kay Limak são os nomes confirmados para o evento que terá lugar no Mercado da Ribeira.
Esta será uma celebração intimista para um público ecléctico, que fará uma imersão nos sons e sabores, nas cores, imagens e pessoas da comunidade Lusófona. Além dos artistas anunciados, este evento contará ainda com a presença de muitas personalidades da cultura lusófona, que igualmente integram o movimento. Aqui fica a informação. Vá até lá e faça também parte desta Conexão.
Não deixe que esgote!! Envie já um email para festival@conexaolusofona.org e faça a sua reserva. Entretanto, para se entusiasmar, veja abaixo o vídeo promocional.

quinta-feira, maio 10, 2012

Augusto Boal

Augusto Boal (1931 —  2009), foi director de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro e uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional.
Augusto Boal (conhecido como o Leão da Arena), embora brasileiro, era filho de pai português e trabalhou em Portugal, por algum tempo, no Teatro "A Barraca". Boal teve um papel importante na renovação do teatro português.
Foi o fundador do Teatro do Oprimido, que alia o teatro à acção social. As suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo, nomeadamente nas três últimas décadas do século XX, sendo largamente empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas da educação, da saúde mental e do sistema prisional.
Nas palavras do próprio Boal: "O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos 'espect-atores'".
O dramaturgo ficou conhecido não só pela sua participação no Teatro de Arena da cidade de São Paulo (1956 a 1970), mas também devido às sua teses do Teatro do oprimido, inspiradas nas propostas do educador Paulo Freire.
Boal morreu em 2009.  Morreu aquele para quem o teatro não era apenas um espectáculo, mas uma forma de vida. "Porque tudo que fazemos no palco fazemos sempre em nossas vidas: nós somos teatro", dizia Augusto Boal.
Augusto Boal foi nomeado Embaixador Mundial do Teatro pela Unesco, tendo integrado, igualmente, a lista de candidatos ao Prémio Nobel da Paz em 2008.
O discurso do último Dia Mundial do Teatro em que participou (2009), é da sua autoria: "Assistam ao espetáculo que vai começar; depois, em suas casas com seus amigos, façam suas peças vocês mesmos e vejam o que jamais puderam ver: aquilo que salta aos olhos".

quarta-feira, maio 09, 2012

Os Governos & o Povo


Victor Hugo (1802 — 1885) foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e activista (pelos direitos humanos) francês. Teve no seu país uma grande actuação política. É autor de "Les Misérables" e de "Notre-Dame de Paris", entre diversas outras obras de referência.

terça-feira, maio 08, 2012

Malta

Malta, oficialmente República de Malta, é um país desenvolvido no sul do continente europeu. É  um arquipélago (apenas as três maiores ilhas - Malta, Gozo e Comino - são habitadas)  situado no centro do  Mar Mediterrâneo. Fica a 93 km a sul da Sicília, a 288 km a nordeste de Tunísia,  a 1 826 km a este de Gibraltar e a  1 510 km a oeste de Alexandria. Malta tem uma área  de 316 km2 sendo, por isso, um dos menores países da Europa. Em contrapartida, é um dos países mais densamente povoados deste continente. A capital é  Valeta e a maior cidade é Birkirkara. A língua nacional é o maltês, embora o inglês seja a sua  língua oficial.
Malta tem um longo passado histórico que remonta a 5200 anos aC. Por volta do ano 1000 a.C., passou a ser uma colónia Fenícia. Em 736 a.C., foram ocupadas pelos gregos e posteriormente passaram a ser domínio dos cartagineses (400 a.C.) e depois dos romanos (218 a.C.). Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, no ano 60 da era cristã, S. Paulo naufragou e chegou à costa maltesa, onde promoveu a conversão dos seus habitantes. A partir desta data, os malteses aderiram ao Cristianismo e permanecem-lhe fiéis até hoje.
O Império Bizantino controlou-a até 870, quando foi conquistada pelos árabes muçulmanos, que influenciaram o seu idioma e cultura. Ao longo da história, a localização de Malta tem dado grande importância estratégica e uma sequência de poderes, incluindo fenícios, gregos, romanos, entre outros.
Nos séculos seguintes vários povos ocuparam ou passaram por este território: italianos,turcos, normandos, espanhóis, franceses e ingleses. De qualquer modo, é de refrir que em 1530, estas ilhas foram cedidas pela Espanha à Ordem Hospitalar de São João de Jerusalém (ordem religiosa e militar pertencente à Igreja Católica). Esta ordem monástica, hoje conhecida como "Ordem de Malta", foi sitiada pelos turcos otomanos em 1565, após o que acrescentaram as fortificações, especialmente na nova cidade de Valeta. Os Cavaleiros de São João de Jerusalém governaram estas ilhas até o século XIX. Malta ganhou independência do Reino Unido em 1964 e tornou-se uma república em 1974, mantendo-se ligada à Commonwealth. É um membro da Nações Unidas (desde dezembro de 1964) e um membro da União Europeia desde maio de 2004. Malta é também parte do Acordo de Schengen (desde 2007) e membro da Zona do Euro (desde 2008).

segunda-feira, maio 07, 2012

Uma Intervenção na Actualidade Portuguesa

"Portugal pode estar em crise, mas as tuas ideias ainda não pagam IVA"!
Foi assim que, "O Portugal2011.AnoNacionaldaCrise" endereçou convites a vários criativos para apresentarem propostas, exporem ideias ou criarem objectos". Pretenderam os autores da iniciativa, "através deste desafio, reunir um conjunto de ideias e concretizações que dessem (mais) corpo ao projecto, numa intervenção e reflexão conjuntas motivadas por uma mesma insatisfação social e inquietação ideológica. Este foi, desde o primeiro momento, o objectivo desta iniciativa". Os resultados foram, também, apresentados na página do Facebook e no site do projecto. A exposição, que se encontrava em fase de estudo, tornou-se realidade e foi inaugurada no dia 3/5. Está patente ao público desde o dia 4 de Maio na Galeria Sala do Risco (Largo de Stº António à Sé), em Lisboa. Para além da mostra "das propostas dos PARTICIPA(!)NTES", a exposição conta com as participações especiais de Bela Silva, Gonçalo Tocha, João Paulo Cotrim, Mário Gomes e Pedro Burgos.
Entretanto, para lhe abrir o apetite, ficam aqui algumas das propostas que pode ver na exposição.  Esta é a peça da autoria de Sílvia Estiveira, com a colaboração de Sónia Figueirinhas, que executou o bordado à mão. "sou um primor de moça namoradeira esbanjo no amor e poupo na carteira" .
"Rifa o País" é uma  peça da autoria de Pedro Fróis Meneses e Susana Gama para o Portugal 2011 Ano Nacional da Crise.
De acordo com os autores  "Enquanto decorre o plano de privatização em Portugal, perde-se parte da autonomia e parte do património financeiro português. Como no jogo Monopoly, se se cair no Rossio ou na Rua Augusta fica-se logo com aquela casa. Os portugueses foram pondo o dinheiro e foram pondo casas e hotéis... mas as contas do jogador português foram-se agravando e tivemos de tirar de lá uns hotéis. Até aí percebe-se. Mas agora lá foram o Rossio e a Rua Augusta. Depois de se irem os anéis, também se vão os dedos. Num país de memórias, materializado no património cultural, que se rifem os Clérigos, a Torre de Belém e o Castelo de Guimarães."
Não se fique, contudo  por aqui, e vá à Sala do Risco ver o resto!

domingo, maio 06, 2012

SÓ POR ISSO, MÃE

Mesmo que a noite esteja escura,
Ou por isso,
Quero acender a minha estrela.


Mesmo que o mar esteja morto,
Ou por isso,
Quero enfunar a minha vela.


Mesmo que a vida esteja nua,
Ou por isso,
Quero vestir-lhe o meu poema.


Só porque tu existes,
Vale a pena!
Lopes Morgado, Mulher Mãe