Portugal controlou o Estreito de Ormuz durante grande parte do século XVI e início do XVII. O domínio sobre esta passagem foi um dos pilares da estratégia de Afonso de Albuquerque para estabelecer o Império Português no Oriente.
Aqui estão os pontos principais desse período histórico:
A Conquista (1507 e 1515): Afonso de Albuquerque compreendeu que, para controlar o comércio de especiarias no Oceano Índico, era necessário dominar três pontos-chave: Áden, Malaca e Ormuz;
O Papel do Forte de Ormuz: Os portugueses construíram o imponente Forte de Nossa Senhora da Conceição de Ormuz. Ainda hoje é possível visitar as ruínas da fortaleza portuguesa na ilha de Ormuz, onde as paredes de pedra avermelhada e as cisternas de água permanecem como testemunhos dessa época. A partir dali, controlavam quem entrava e saía do Golfo Pérsico;O Sistema de Cartazes: Qualquer navio que quisesse navegar na região precisava de uma licença paga aos portugueses (o cartaz);
A Alfândega: Ormuz tornou-se uma das fontes de rendimento mais lucrativas para o império, devido às taxas alfandegárias cobradas sobre cavalos, seda e especiarias;
A Perda do Controlo (1622): O domínio português durou cerca de 107 anos, mas terminou devido à ascensão de novas potências e alianças locais, nomeadamente a Aliança Anglo-Persa (o xá persa Abbas I desejava expulsar os portugueses, mas não tinha frota. Aliou-se, então, à Companhia Inglesa das Índias Orientais, que forneceu o apoio naval necessário);
A Queda: Após um cerco intenso em 1622, a guarnição portuguesa rendeu-se. A cidade de Ormuz foi praticamente destruída e o centro de comércio foi transferido para o continente (Bandar Abbas).















































