O Delfim é um filme (2002) de Fernando Lopes, com Alexandra Lencastre, Isabel Ruth, Rogério Samora e Rui Morisson.
"O Delfim" foi realizado por Fernando Lopes, a partir da obra homónima de José Cardoso Pires, tendo sido o argumento escrito por Vasco Pulido Valente.
Nas palavras do realizador, é "sobretudo um prodigioso pretexto cinematográfico para entender paixões e emoções, misérias e grandezas de um Portugal agonizante, em plena guerra colonial e com o seu ditador (Salazar) a morrer lentamente, como o país. Será também um filme sobre um tempo em suspensão. E sobre um universo metafórico - a Gafeira - que é a propriedade e ao mesmo tempo a imagem de Tomás Palma Bravo, o herdeiro e último representante de uma raça em vias de extinção".
Sinopse: Portugal, finais dos anos 60. Tomás Palma Bravo, o Delfim, o Infante, é o herdeiro de um mundo em decomposição. É ele o dono da Lagoa, da Gafeira, de Maria das Mercês, sua mulher infecunda, de Domingos, seu criado preto e maneta, de um mastim e de um "Jaguar E", que o leva da Gafeira a Lisboa e às putas. Um caçador, detective e narrador, que todos os anos volta à Lagoa para caçar patos reais, descobre, um ano depois, que Domingos apareceu morto na cama do casal Palma Bravo e que Maria das Mercês apareceu a boiar na Lagoa. Quanto a Tomás Palma Bravo e ao mastim, dizem-lhe que desapareceram sem deixar rasto. E que da neblina da Lagoa se ouvem agora misteriosos latidos. (Sinopse do filme no sítio oficial da Madragoa Filmes) O Delfim - Trailer from cinemaportugues on Vimeo.
Proponho-lhe hoje uma visita virtual através do filme abaixo, realizado por Pedro Madeira e Vera Moitinho, à Villa Romana do Rabaçal.
Este é um filme que nos transporta até meados do século IV d.C., através da reconstituição do Palácio, do Balneário e da Casa Agrícola da Villa Romana do Rabaçal, situada a cerca de 12 Km a sul da cidade de Conímbriga.
Este plano de Visita Virtual exemplifica bem o modo de vida de um abastado cidadão e sua família, acompanhados dos servos domésticos e agrícolas, e é motivo de reflexão sobre a sociedade da Lusitânia no final do Império Romano, na transição entre o paganismo e o cristianismo.
Ora veja! Vale bem a pena!
Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente, Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é. Alberto Caeiro
Assista ao curta metragem de animação Flightdo Eagle Animation Studio.
Este curta conta a história de um pinguim que experimenta voar. São 6 minutos de puro prazer.
Ora veja.
Não perca esta oportunidade.
O Aeroporto Internacional John F. Kennedy é um aeroporto localizado em Nova Iorque (a 25 km), e que serve principalmente esta cidade. É o quinto aeroporto mais movimentado dos Estados Unidos e o primeiro em movimento de voos internacionais no país.
O JFK tem um tamanho equivalente a 1776 hectares, incluindo 880 no Área do Terminal Central (CTA).
O aeroporto tem mais de 48 km de estradas e fica a 4 m acima do nível do mar e é operado pela Port Authority of New York e New Jersey.
É um dos aeroportos mais movimentados do país, especialmente a nível de voos internacionais, e foi inaugurado a 1 de julho de 1948, na altura com o nome de Aeroporto de Idlewild. O terminal 5 do aeroporto tem uma arquitetura arrojada e é um símbolo abstrato do voo. É considerado um dos edifícios aeroportuários mais originais do mundo. O interior é ainda mais diferente do que a parte externa: não há arestas ou paredes fixas e tudo parece fluir de uma parte para outra, o que origina um movimento constante.
Cantar Pelo Clima foi uma grande manifestação musical que aconteceu pela primeira vez em setembro de 2012, na Bélgica. Mais de 80000 pessoas de 180 comunidades e cidades belgas cantaram a canção Do it Now, que incentiva os políticos a tomarem medidas ambientais urgentes quer a nível local, quer a nível nacional quer a nível internacional.
O vídeo abaixo sintetiza o que foi esta grande manifestação e demonstra o sucesso de Sing for the Climate e que a mobilização da população em torno desta questão global é possível
We need to wake up
We need to wise up
We need to open our eyes
And do it now, now, now!
We need to build a better future
And we need to start right now
We’re on a planet
That has a problem
We’ve got to solve it, get involved
And do it now, now, now!
We need to build a better future And we need to start right now
Make it greener
Make it cleaner
Make it last, make it fast
And do it now, now, now!
We need to build a better future
And we need to start right now
No point in waiting
Or hesitating
We must get wise, take no more lies
And do it now, now, now!
We need to build a better future
And we need to start right now
Nat King Cole, se fosse vivo faria hoje 100 anos (Montgomery, 17 de março de 1919 - Santa Mónica, 15 de fevereiro de 1965). Nat foi um cantor e pianista de jazz norte-americano, pai da cantora Natalie Cole.
O apelido de "King Cole" veio de uma popular cantiga de roda inglesa conhecida como Old King Cole. A sua voz marcante imortalizou várias canções, como: Mona Lisa, Stardust, Unforgettable, Nature Boy, Christmas Song, "Quizás, Quizás, Quizás", entre outras, algumas das quais nas línguas espanhola e portuguesa.
Oiça, agora, a fantástica voz de Nat King Cole, numa atuação especial para a BBC (TV) em 1963.
Portugal é por excelência um país de turismo. A BTL é feira de referência para a atividade turística nacional.
Para os profissionais ligados ao sector do turismo é uma oportunidade para encontrar compradores, profissionais, para conhecer a concorrência.
Para o público, constitui a oportunidade de conhecer novos destinos e soluções. De comparar propostas e comprar a preços altamente competitivos. Tudo isto num ambiente espectacular de festa, cor e alegria, onde a música e a gastronomia marcam presença assídua.
A BTL é, cada vez mais, uma das mais importantes feiras de turismo do mundo.
e não puder ir até à FIL faça uma visita guiada ao stand da Madeira na BTL com o vídeo abaixo.
A Nova Guiné é uma ilha que se encontra a norte da Austrália e é a segunda maior ilha do mundo.
A parte ocidental desta ilha faz parte da Indonésia e ocidentalizou-se bastante, o setor oriental da ilha é conhecido como "Papua-Nova Guiné".
Neste território longínquo é possível encontrar tribos ainda hoje pouco conhecidas. De acordo com o Mirror, existem lá mais de 2000 clãs indígenas, incluindo os "Mud Men do Waghi Valley".
Para conhecer esta tribo, é necessário viajar até a cidade de Highlands, em Mt. Hagen. Apesar de ser a terceira maior cidade da Papua-Nova Guiné, tem a reputação de ser uma das mais rurais e é conhecida como "a fronteira selvagem". É aí que vivem os "Mud Men" (ou Homens Lama) : misteriosa tribo da Papua-Nova Guiné que utiliza máscaras assustadoras para intimidar o inimigos.
O estranho vestuário dos integrantes deste clã tem uma explicação lógica (ou quase). Segundo a lenda, há séculos atrás os integrantes do Mud Men do Valle Waghi foram atacados e forçados a fugir para um rio lamacento.
Os homens esperaram até o anoitecer para abandonar o rio, mas ao sairem estavam cobertos por um barro acinzentado dos pés à cabeça. Quando o clã inimigo os viu, pensou que eram espíritos.
A maioria dos clãs da Papua-Nova Guiné tem medo de espíritos, por isso é que quando a tribo atacante viu estes "entes" estranhos, fugiu rapidamente do lugar, deixando os Mud Men a cantar vitória. Entretanto, os Mud Men aproveitaram esta vantagem singular e fabricaram máscaras horripilantes para assustar, de vez em quando, outros povos, aldeias vizinhas ou clãs da região.
Os "Mud Men" andam praticamente nus, cobrem apenas a região genital com tangas feitas de folhas. O resto do corpo é coberto uma lama cinzenta e espessa, enquanto que na cabeça utilizam pesadas máscaras de argila, de aparência demoníaca (como pode ver nas imagens e no vídeo abaixo).
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
pela branda melodia do rumor dos regatos,
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego,
dos pastos,
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra, Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz,
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
deixa passar a Vida! Natália Correia - O Sol nas Noites e o Luar nos Dias, II
A Papua-Nova Guiné é um país da Oceania que ocupa a metade oriental da ilha da Nova Guiné, e uma série de ilhas e arquipélagos, a leste e a nordeste, embora sempre na Melanésia.
A única fronteira terrestre que este país tem é com a Papua Ocidental, a oeste, mas tem fronteiras marítimas com Palau e os Estados Federados da Micronésia, a norte, com as Ilhas Salomão, a sudeste, e com a Austrália, através do mar de Coral, estreito de Torres e mar de Arafura, a sul. A sua capital é Port Moresby.
A Papua-Nova Guiné é um dos países com maior diversidade cultural no mundo. De acordo com dados recentes, 848 línguas diferentes existem no país, das quais 12 não possuem nenhum falante vivo.
A maior parte da população, estimada em pouco mais de 7 milhões de habitantes, vive em comunidades tradicionais, que são tão diversas entre si quanto os idiomas. Possui, ainda, a menor percentagem de população a viver em centros urbanos, já que 82% da sua população vive em áreas rurais.
O país ainda é pouco explorado, cultural e geograficamente, e muitas espécies existentes da sua flora e fauna ainda são desconhecidas.
O forte crescimento da indústria mineira e os recursos provenientes da exploração deste setor, levou o país a tornar-se uma das economias de mais rápido crescimento no mundo, a partir de 2011. Apesar disso, o país enfrenta inúmeros problemas sociais, como a extrema pobreza, e cerca de um terço da população vive com menos de 1,25 dólares por dia. Assim, a Papua-Nova Guiné tem sido descrita como um dos países mais violentos do mundo para as mulheres. Algumas estatísticas indicam que 70% das mulheres na PNG já foram raptadas. Ben Zandviajou, ao serviço da BBC, para Port Moresby para se encontrar com homens que acreditam que a violência contra as mulheres é algo aceitável - e com mulheres que dizem que já basta (assista em baixo a este documentário da BBC).
Meteora fica na Grécia continental, a trezentos e cinquenta e dois km a noroeste de Atenas. Meteora é o nome dado a um conjunto de mosteiros da igreja Ortodoxa. Meteora é, pois, um dos maiores e mais importantes complexos de mosteiros do Cristianismo Oriental, superado apenas pelo Monte Atos.
Os seis mosteiros foram construídos sobre pilares de rocha de arenito, na região noroeste da planície da Tessália, próximo do rio Peneu e das montanhas Pindo, na Grécia central. O pico mais alto onde se localiza um mosteiro tem 549 metros. O menor, 305 metros. A cidade mais próxima é Kalambaka. Esta é, assim, a cidade base para visitar este complexo. A região é pouco desenvolvida e a maior cidade grega dos arredores é Ioanina. Kalambaka é uma encantadora vila de doze mil habitantes no sopé das montanhas de rocha onde se encontram os mosteiros e que vive sobretudo do turismo.
A Fábrica de Porcelana da Vista Alegre é uma fábrica de porcelana portuguesa fundada em 1824, sendo a mais antiga da Península Ibérica.
A empresa, pela sua história e tradição, mantém-se a mais emblemática das onze unidades industriais que compõem o grupo, produzindo cerca de 10 milhões de peças por ano, entre porcelana decorativa e doméstica.
Há 200 anos, José Ferreira Pinto Basto fundou a primeira fábrica de porcelana de Portugal, no Lugar da Vista Alegre, em Ílhavo (Aveiro).
O projecto mais audaz daquele que é considerado o primeiro industrial português foi muito mais que um parque industrial.
Foi um sítio com regras próprias, à parte do resto do país, o local de vida, trabalho, arte e lazer de sucessivas gerações de patrões e empregados. Daí que o Lugar da Vista Alegre tenha sido considerado uma nação dentro da nação.
Impecavelmente preservado, ao Lugar da Vista Alegre foi acrescentado agora um museu exemplar que conta a história desta utopia realizada.
Uma visita guiada por Fátima Vieira, que foi dez anos a Presidente da Associação Europeia de Estudos Sobre a Utopia, eDuarte José Fradinho, trabalhador e habitante no Lugar da Vista Alegre, de mãos dadas com Paula Moura Pinheiro.
O Carnaval ou Entrudo continua a ocupar um lugar muito importante no conjunto das festividades cíclicas anuais que ocorrem por todo o Portugal.
No ciclo do Carnaval, práticas houve que foram caindo no esquecimento ou perdendo algumas das suas características. Entre estas destaco a celebração dos dias das Comadres e dos Compadres que aconteciam/acontecem no Alentejo (nomeadamente na Amareleja), na Madeira ou em Tortosendo (na Beira Interior), que eram designadas por Quinta-feira das Comadres e Quinta-feira dos Compadres, por ocorrerem respectivamente na penúltima e última quinta-feiras antes do Domingo Gordo (domingo da Quinquagésima).
Na Quinta-feira das Comadres juntavam-se as raparigas em casa de uma delas e procediam a um jogo ou sorteio de nomes de raparigas e outro de nomes de rapazes e retiravam-nos alternadamente para formar o par comadre/compadre. Sendo que na celebração em apreço a relação de parentesco adquirida, e de acordo com as regras do jogo, duraria apenas até ao ano seguinte.
Contudo, um acto tão simples, como um sorteio do qual resultaria uma relação de parentesco meramente casual e que se previa de curta duração, fazia, no entanto, parte de um cerimonial carregado de muita simbologia já que a referida relação poderia ser tomada como um compadrio especial, uma "ideia difusa de comprometimento amoroso" um prenúncio de relação amorosa ou "augúrio de noivado". A festa terminava sempre com uma merenda em casa de alguém que tivesse paciência para organizar tudo.
Se quiser saber um pouco mais sobre o assunto basta clicar aqui e aqui.
As partidas, os disfarces e os corsos continuam a ser o resultado dos mais entusiastas e criativos enquanto que o reavivar destas antigas tradições é responsabilidade de todos e de cada um de nós.
Hoje quarta-feira de cinzas é um dia cristão em que começa a quaresma. É um dia cheio de símbolos, especificamente para os católicos para remissão dos pecados ou dos exageros do Carnaval.
Em Cabo Verde, em particular na ilha de Santiago, após toda a folia, alegria e animação do Carnaval, celebra-se a Festa das Cinzas.
Conforme a tradição, os católicos devem iniciar o dia com um período de jejum, para depois terem um almoço marcado por imensa fartura.
Reúne-se a família e amigos, para que juntos se deliciem com várias iguarias, como o peixe seco, cuscuz (veja vídeo abaixo)com mel, xerém, trutchida, couve, mandioca, batatas, coco, entre outras verduras e legumes. Nesta festa, em que todos os que chegam são bem-vindos, o único elemento proibido é a carne.
Quarta feira de cinzas, muita comida, mesa farta – "uma guerra bedju ku cuscuz ku mel"!
Este é assim, um dia marcado pela alegria e convívio. Sem dúvida uma tradição a preservar!
Para preservar a tradição nada como divulgar as receitas de algumas destas iguarias. Assim, aqui lhe deixo duas receitas de cuscuz.
Cuscuz de farinha de milho com mel de cana Ingredientes:
1 pacote de farinha de milho da mais fina
1 colher das de sopa de canela (facultativo)
mel (facultativo)
1 xícara de água morna
1 xícara de açúcar
½ xícara de farinha de mandioca da mais fina
Preparação:
Juntam-se as farinhas numa tigela. Borrifa-se a água e esfregando muito bem a farinha para que fique húmida, mas solta.
Acrescentam-se os outros ingredientes misturando muito bem. (Esta operação deverá ser feita com as mãos.)
Coloca-se água no cuscuzeiro e vai juntando a mistura, esfregando-se sempre com as duas mãos. Quando acabar, calca-se levemente com uma colher, tapa-se e leva-se ao lume.
Quando começar a soltar fumaça através da tampa, o cuscuz subiu e portanto está pronto.
Serve-se em fatias em quanto está quente, corta-se com uma faca molhada serve-se com o mel de cana.
Cuscuz de farinha de mandioca Ingredientes:
1kg de farinha de mandioca
250g de açúcar
0,5l de água
aproximadamente 1 colher de sobremesa de canela.
Preparação:
Mistura-se a farinha com o açúcar e a canela,
Molha-se com água, salpicando e mexendo com uma colher de pau.
Coloca-se em cima de um tacho com água a ferver,
E tapa-se à volta (para não sair o vapor), com massa feita de farinha de Mandioca e água.
Coze em lume forte, cerca de 20 minutos.
Desenforma-se e serve-se cortado ás fatias com mel de cana.
ARepública de Trindade e Tobago, é um estado soberano, insular, das Caraíbas situado ao largo da costa nordeste da Venezuela e a sul de Granada, nas Pequenas Antilhas. Situa-se na confluência do mar das Caraíbas com o oceano Atlântico. Faz fronteira marítima com os Barbados a nordeste, com a Guiana a sudeste, e com a Venezuela a sul e a oeste.
O país tem uma área de 5 128 km² e é constituído pelas ilhas de Trindade (ou Trinidade), Tobago e numerosos ilhéus. A ilha de Trinidade é a maior e mais povoada, representando 94% da área do total e 96% do total de habitantes.
O Carnaval de Trinidade e Tobago é uma das mais importantes festividades deste país. No coração desta festividade está a música, e é especialmente importante a soca, ritmo afro-caribenho desenvolvido na ilha de Trinidade e que deriva docalypso.
Apesar da influência anglo - saxónica no país, o Carnaval foi introduzido em Trindade e Tobago pelos franceses, que mantiveram o controle da ilha até ao século XVIII. Assim, o Carnaval de Trinidad e Tobago tem sua origem na época do domínio francês sobre as ilhas. É provável que as raízes do carnaval tenham como antecedentes os costumes aristocráticos dos colonos franceses, em especial, as masquerades. Atualmentea forma que tem, deve-se à fusão desses costumes europeus com as dos escravos africanos que chegaram às plantações de Trinidade e Tobago. Os primeiros antecedentes da atual música carnavalesca de Trinidade e Tobago - do final do século XIX - eram cantos compostos em crioulo francês caribenho, e a temática principal era a sátira da sociedade daquela época. Nos últimos anos, a soca tem substituído o calypso como a principal música do carnaval.
Durante o tempo do carnaval, efetuam-se competições musicais que contam com grande participação popular. Uma delas é a eleição do Rei do Calypso (Calypso Monarch), um título que é considerado como uma grande honra.
Os principais instrumentos musicais que acompanham os carnavais de Trinidade e Tobago são os tambores, os steelpan e as chaves. Até antes da época dourada do calypso (entre os anos de 1930 e 1960), também eram comuns o cuatro venezuelano, a trombeta, o clarinete e as maracas.
Os intérpretes da música carnavalesca praticam durante semanas com o propósito de levar as maiores salvas de palmas durante as competições contra os outros grupos.
Outro dos aspectos característicos deste carnaval são as roupas, muito elaboradas e decoradas com lantejoulas e outras fantasias. Apesar da variedade de vestimentas, existem algumas caracterizações que aparecem sempre no Carnaval de Trinidade e Tobago. Algumas delas são:
-O Pierrot Grenade que pronuncia discursos sobre temas da atualidade sempre acompanhados de música; -Os Minstrels que são músicos negros que utilizam maquialhem branca na cara;
O Midnight Robber que concorre com o seu discurso com os dos narradores africanos;
O Jab Jab que é uma caracterização do diabo;
A Dame Lorraine que é umaparódia de uma aristocrata francesa do século XVIII.
Se quiser ficar a conhecer melhor este Carnaval das Caraíbas não deixe dever o vídeo abaixo.
Não perca esta oportunidade.
As Rosas do Egipto são um doce (frito) típico do Carnaval Açoriano.
Em algumas regiões de Portugal estes fritos são conhecidos por filhoses e comem-se mais no Natal.
Aqui vai uma receita encontrada na net.
Ingredientes:
3 ovos
1/2 cálice de aguardente
250 gr de leite
200 gr de farinha (sem fermento)
Bata os ovos com o leite e a aguardente. Junte a farinha e misture bem. Deve ficar um creme não muito grosso. Numa frigideira deite o óleo, deixe aquecer bem e mergulhe a forma. Retire o excesso de óleo
mergulhe a forma na massa só até metade, sem cobrir, senão a massa depois não se despega.
Volte a colocar a forma no óleo e abane um pouco para que a massa se liberte.
Deixe fritar até ficarem douradas. Retire-as e ponha-as a escorrer em papel absorvente.
Polvilhe-as depois com uma misture de açúcar e canela.
Agora é só comer e brincar ao Carnaval.
Nesta época de Carnaval oiça Gal Costa em "Camisa Amarela". Camisa Amarela é um samba composto por Ary Barroso (1903-1964) em 1939. Camisa Amarela é uma curiosa crónica de um episódio carnavalesco carioca. Na letra, uma das melhores de Ary Barroso, a protagonista narra as proezas do amante folião, que volta sempre para os seus braços, "passada a brincadeira".
Procurando dar à história uma impressão de realidade, Ary chega a localizá-la no tempo e no espaço, citando para isso as músicas do Carnaval de 1939 - "Florisbela" e "Jardineira" - e lugares do Rio, como o Largo da Lapa, a Avenida (Rio Branco) e a Galeria (Cruzeiro).
No disco de estreia a intérprete foi Aracy de Almeida, mas, "Camisa Amarela" tem ainda uma gravação notável do próprio Ary Barroso, cantando e acompanhando-se ao piano, em 1956.
Encontrei o meu pedaço na Avenida
De camisa amarela
Cantando a Florisbela, oi
A Florisbela
Convidei-o a voltar prá casa
Em minha companhia
Exibiu-me um sorriso de ironia
E desapareceu no turbilhão da Galeria
Não estava nada bom
O meu pedaço, na verdade,
Estava bem mamado
Bem chumbado, atravessado Foi por aí cambaleando
Se acabando num cordão
Com o reco-reco na mão
Mais tarde, o encontrei num café
Zurrapa, do Largo da Lapa
Folião de raça
Bebendo o quinto copo de cachaça
Voltou, às sete horas da manhã
Mas, só na quarta-feira
Cantando a Jardineira, oi
A Jardineira
Me pediu, ainda zonzo,
Um copo d'água com bicarbonato
Meu pedaço, estava ruim de fato
Pois caiu na cama e não tirou nem o sapato
Roncou uma semana Despertou mal-humorado
Quis brigar comigo
Que perigo!
Mas não ligo
O meu pedaço me domina, me fascina,
Ele é o tal
Por isso, não levo a mal
Pegou a camisa, a camisa amarela
Botou fogo nela
Gosto dele assim
Passada a brincadeira
Ele é prá mim
(Meu Senhor do Bonfim)