segunda-feira, dezembro 09, 2019

Hair Love


O Hair Love é uma curta-metragem da Sony Pictures Animation, realizado por Matthew A. Cherry.
Este pequeno filme narra a história de um pai afro-americano que ensina, pela primeira vez, a sua filha a arranjar o seu cabelo frisado. Ora veja.

domingo, dezembro 08, 2019

O Natal em Engen

O Natal no bairro de Engen, em Bergen, cidade situada na costa norueguesa, é verdadeiramente digno de ser visitado.
A maior atração é a Pepperkakebyen a cidade de gengibre criada pelos cidadãos de Bergen (escolas e jardins de infância). Ali, tudo é comestível, desde os fiordes, às igrejas, às casas, etc.
Bergen é a segunda maior cidade da Noruega, com uma população de aproximadamente 250 mil habitantes. A Pepperkakebyen está aberta ao público, até 31 de dezembro, no edifício Sentralbadet.

sábado, dezembro 07, 2019

Here We Go Again.

Oiça as vozes de Ray Charles e Norah Jones em Here We Go Again.
Here we go again
He's back in town again
I'll take him back again
One more time

Here we go again
The phone will ring again
I'll be her fool again, I will
One more time

I've been there before
And I will try it again
Any fool, any fool knows
That there's no, no way to win

Here we go again
She'll break my heart again, yeah
I'll play the part again
One more time
(Alright, Mr. Preston)
I've been there before, you know what?
I'll try it again

But any fool, any fool knows
That there's no, no way to win

Here we go again
She'll break my heart again
I'll play the part again
One more time
I'll take her back again
One more time

I will

sexta-feira, dezembro 06, 2019

Donald Trump Segundo Eça de Queiroz

Sugiro-lhe que leia a crónica que se segue, e que é da jornalista portuguesa, Maria Filomena Mónica.
"Em múltiplas ocasiões, o actual Presidente dos EUA tem declarado que a América é dos americanos, o que dá vontade de rir quando sabemos descender ele de emigrantes — a mãe era escocesa e o avô paterno alemão — e estar casado com alguém que nasceu na Eslovénia que então fazia parta da Jugoslávia. Apesar de não usar o termo, Trump é adepto do ‘nativismo’, uma corrente que subterraneamente atravessa a História daquele país. Os seus adeptos proclamam defender os interesses dos americanos contra os imigrantes, indiscriminadamente retratados como criminosos: todos os mexicanos seriam violadores e todos os muçulmanos terroristas.

A política contra a emigração de Trump, coroada pela promessa da construção de um muro que separe os EUA do México, tem sido amplamente criticada, mas ninguém o fez como Eça de Queiroz. Estou consciente de que este já morreu, mas posso, sem medo de errar, transmitir aos leitores o que pensaria das afirmações do actual Presidente dos EUA. Numa série de artigos, publicados num jornal brasileiro em 1896, eis a sua opinião relativamente à ideia da “América para os americanos”. Claro que existiam americanos, escreveu, mas estes não eram aqueles como tal considerados, mas sim os algonquins, os iroqueses, os apalaches, os incas, os caraíbas, os guaranis e toda a gente patagónica, isto é, os legítimos donos do território cujos desertos tinham povoado.

Por se pensar que eles maculavam o esplendor da civilização ocidental, os nativos foram sendo eliminados ao longo dos anos. Em todo o vasto continente não existe, nunca existiu, uma única cidade onde possamos descobrir um ‘americano’ genuíno. Para vermos este espécimen seria necessário irmos para lá do país dos búfalos, onde, com sorte, encontraríamos um homem de tez cor de cobre e com longas guedelhas corredias.

Faz agora 400 anos que um navio, o “Mayflower”, transportou para a então colónia inglesa 102 passageiros, a maioria dos quais eram puritanos que não desejavam integrar-se na Igreja Anglicana, tendo decidido trocar o seu país pelo Novo Mundo. Acontece que o continente onde se instalaram estava povoado.

Custa-me entender a forma como uma nação tão diversa nas suas origens quanto os EUA esqueceu o que está escrito na Estátua da Liberdade: “Give me your tired, your poor,/ Your huddled masses yearning to breathe free,/ The wretched refuse of your teeming shore./ Send these, the homeless, tempest-tossed to me/, I lift my lamp beside the golden door!” [Dai-me os vossos pobres fatigados,/ As vossas multidões que desejam respirar livremente/ Os miseráveis detritos das vossas praias cheias/ Enviai-os até mim, esses sem-abrigo despejados pelas tempestades,/ A minha luz os guiará até ao portão dourado.] A autora do soneto, de onde, em 1883, estas linhas foram retiradas, é Emma Lazarus, descendente de judeus sefarditas portugueses. Soube-me bem saber isto."
Maria Filomena Mónica - Expresso, 16 de Novembro de 2019

quinta-feira, dezembro 05, 2019

Os Pasteis de Arroz

Os Pasteis de Arroz,  típicos da Ilha Graciosa (Açores), são dos mais tradicionais da época natalícia, frequentemente vistos nas mesas de famílias açorianas na altura da consoada.

O grande segredo desta delícia é o seu recheio, preparado no dia anterior ao da confecção dos pastéis. Leva amêndoas e tem o formato de meia-lua.

Ingredientes para fazer a massa:
1 chávena de farinha;
1 colher (chá) completa de manteiga;
1 colher (chá) completa de açúcar;
2 gemas;
açúcar em pó para polvilhar os pastéis;
água q.b.

Ingredientes para fazer o recheio:
1 chávena de arroz;
1 pitada de sal;
500g de açúcar;
60g de amêndoas;
8 gemas;
água q.b.

Preparação do Recheio
(O recheio deve ser feito um dia antes!)

Coloque o arroz em água a ferver, com um pouco de sal, e deixe cozer bem. Em seguida, escorra o arroz e reduza-o a puré. Leve o açúcar ao lume com 300 ml de água até atingir o chamado "ponto de pérola", que é quando a calda fica espessa e corre em fio, criando uma gota suspensa na extremidade, similar a uma pérola.
Deixe a calda esfriar um pouco e misture com o puré de arroz, levando mais uma vez ao lume para que engrosse. Ao engrossar, retire e adicione as amêndoas e as gemas, voltando ao fogo para cozer as gemas. Assim que estiver cozido, repouse e espere ao dia seguinte para fazer a massa.

Como Fazer a Massa
Para começar a fazer a massa, peneire a farinha e faça uma cova no meio, adicionando a manteiga, o açúcar e as gemas. Logo depois, misture tudo e amasse com um pouco de água. Desenvolva a massa, coloque um pano por cima e deixe descansar. Passado alguns minutos, estenda a massa de forma a ficar bem fina, recheie os pastéis e corte-os em formato de meia-lua.
Por fim, é só colocar os pastéis em um tabuleiro untado, polvilhar com açúcar em pó e deixar cozer sem que fiquem dourados. Quando estiverem cozidos, é só retirar os pastéis com muito cuidado do tabuleiro.

terça-feira, dezembro 03, 2019

As Filhas do Sol

As Filhas do Sol (2018) é um filme de guerra com realização e argumento da francesa Eva Husson. 
Golshifteh Farahani, Emmanuelle Bercot e Zübeyde Bulut, Sinama Alievi e Mari Semidovi dão vida às heroínas.


Sinopse:
Algures no Curdistão, Bahar, uma jovem advogada, visita a família.
Num ataque violento dos extremistas, o marido é assassinato e ela é feita prisioneira, juntamente com o filho e milhares de crianças e mulheres.
Uns meses depois de conseguir fugir, Bahar torna-se na líder das "Filhas do Sol", um batalhão de mulheres que tem como objectivo recuperar a cidade onde foi capturada e salvar o filho. Ao seu lado, Mathilde, uma repórter de guerra veterana, que ali se encontra para cobrir a guerra e que se dispôs a escrever sobre a ofensiva daquele grupo de mulheres-soldado. O encontro entre elas, dentro das terríveis circunstâncias que enfrentam, vai moldar o seu destino. Nesta situação inimaginável, nasce um laço universal de irmandade, a união das "Filhas do Sol".


segunda-feira, dezembro 02, 2019

Estórias Soltas e Palavras Vadias

 "Estórias Soltas e Palavras Vadias", o primeiro livro (de contos) do médico-cirurgião João Carlos Carranca.

Sinopse:
Nesta obra, o autor faz uma viagem entre o passado angolano e o presente. «Entre o que já foi, o que é e o que deseja vir a ser. Largas dezenas de reflecções pessoais transportam o leitor para a meditação e para a autocrítica, transmitindo uma moral próprias dos livros de contos»,

Esta obra «em alguns momentos parece ser autobiográfica, noutros profundamente reflectiva, como se fossem criações de um outro eu».

domingo, dezembro 01, 2019

A Restauração da Independência



Hoje apresento-lhe duas propostas para assinalar a mesma efeméride.
A primeira, A Restauração da Independência, um livro de de A. do Carmo Reis.
A segunda é mais um episódio do programa televisivo (2013), da RTP1, Conta-me História (em baixo), que conta com a apresentação de Luís Filipe Borges e do Prof. Fernando Casqueira
Neste programa um historiador e um amigo com idade para ser seu filho viajam em cada episódio por um tema da riquíssima História de Portugal. 

sábado, novembro 30, 2019

Fado Corrido

Oiça a fadista portuguesa Maria Teresa de Noronha em Fado Corrido.

Teus olhos quando tão às escuras
São duas ave-marias
Do rosário d’ amarguras
Que eu rezo todos os dias

Se eu de saudades morrer
Apalpa meu coração
Talvez eu torne a viver
Ao calor da tua mão

Se eu quero bem aos teus olhos
Mas muito mais eu quero aos meus
Pois perdeste nos olhos
Não podia ver os teus

Se os meus olhos te incomodam
Quando estão na tua frente
Eu prometo arranca-los
E amar-te cegamente

Gosto de cantar o fado
Acho que o fado tem raça
E que não foi só criado
Para cantar a desgraça

Se tenho medo da morte
Não tanto como supões
Tenho mais medo da vida
E das suas ilusões


sexta-feira, novembro 29, 2019

Sociedade de Geografia de Lisboa: Visita Guiada

Assista a mais um episódio do programa televisivo Visita Guiada desta feita à Sociedade de Geografia de Lisboa.
Entre finais do séc. XIX e inícios do séc. XX, as potências europeias iniciaram um movimento que ficou conhecido como a Corrida a África. A Sociedade de Geografia de Lisboa, como as de Paris, Berlim, Londres, Viena, é fruto deste movimento. Conhecer o interior do território africano, cartografá-lo, inventariar as matérias-primas que ali se podiam encontrar e, também, conhecer os grupos culturais autóctones era urgente para definir as fronteiras das possessões africanas entre os diversos países europeus. As muitas colecções da Sociedade de Geografia de Lisboa são produto das recolhas de campo, feitas entre inícios do séc. XIX e o 25 de Abril de 1974, e dos acontecimentos no arco temporal da colonização de África pelos portugueses.
Mas não só: no museu da SGL é possível encontrar peças tão emocionantes como um dos Padrões que o navegador português Diogo Cão cravou na Costa Ocidental africana em finais do séc. XV ou a arca tumulária indiana de Afonso de Albuquerque.
Uma visita guiada por Paula Moura Pinheiro e Manuela Cantinho, a curadora do Museu da SGL, uma instituição com um acervo excepcional e muito pouco conhecido.

quinta-feira, novembro 28, 2019

As Alcomonias

Entre os mais variados doces tradicionais portugueses, não poderíamos deixar de destacar, aqui, as Alcomonias. 
Estes doces são típicos de Santiago do Cacém onde costumam aparecer em dias festivos, sobretudo na Feira do Monte e na Feira de Santo André, no dia 30 de novembro. São um doce com uma longa tradição mas, a sua presença não se restringiu ao Alentejo.
Tudo leva a crer que a origem das Alcomonias remonta ao período de ocupação árabe, quer
por terem a forma de losango, quer pelos ingredientes usados e principalmente pelo seu nome "Alcomonia".
As Alcomonias são confecionadas com uma massa obtida a partir de farinha torrada (o rolão torrado), pinhão e mel. O rolão é uma farinha de trigo escura, feita do episperma e perisperma da semente do trigo. Obtém-se, passando a farinha de trigo com farelo por uma peneira de malhas largas. O rolão é também utilizado no fabrico de outro doce tradicional do Alentejo, o "pão de rala".
O vocábulo "alcomonia" encontra-se já registado em documentos quatrocentistas para referir um bolo ou doce romboidal e também como termo utilizado no Minho para designar um tipo de doçaria preparada com mel. Também há notícia da sua venda ambulante em Lisboa, pela "preta do mexilhão" que também vendia gergelim e alcomonias.
A alcomonia é então uma arte de confecção árabe; e não só foi adoptada pela cozinha portuguesa, como acompanhou aqueles que levaram a nossa cultura para terras longínquas.
No Brasil, as alcomonias eram confeccionadas com farinha de mandioca, segundo informações dos séc. XVIII e XIX. Além das alcomonias, faziam igualmente parte da confeitaria brasileira outros doces de origem árabe, tal como o alfenim e o alfeolo, este com as variantes de alfelô e aflô.
Se quiser experimentar as alcomonias, aqui lhe deixo uma receita:

Ingredientes:
2,5 kg de farinha de trigo peneirada
1 kg de mel ou 2 kg de açúcar amarelo
1 l mal medido de água
0,25 l de pinhões

Preparação:
Coloca‑se a farinha de trigo num tabuleiro e leva‑se ao forno a torrar.
Leva‑se a água ao lume com o mel ou o açúcar amarelo. Quando estiver quase a ferver, adicionam‑se os pinhões.
Deixa‑se ferver por 15 minutos. Adiciona‑se, então, pouco a pouco, a farinha torrada, mexendo sempre com uma colher de pau.
Quando a massa ficar ligeiramente grossa, com uma certa consistência, estende‑se muito bem sobre uma mesa polvilhada de farinha, com a ajuda de um rolo, até ficar uniformizada e com a espessura desejada.
Corta‑se em pequenos losangos e deixam‑se secar ao ar.

quarta-feira, novembro 27, 2019

Tudo

E em surdina chegaste

E em surdina te vais:


— Oh felicidade que baste,

Que nunca bastas de mais!


E eu queria que ficasses,

De tal maneira ficada,

Que nunca mais me trocasses


— Por nada!
Amândio César - Saudade de Pedra, 1949.

terça-feira, novembro 26, 2019

Bárbara

Bárbara é um filme alemão (2012) do género drama, realizado e coescrito por Christian Petzold.
Foi selecionado como representante da Alemanha na edição dos Óscares de  2013, organizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Sinopse:
O filme retrata uma médica berlinense que é transferida para um hospital de província numa cidade do interior da Alemanha Oriental, após ter solicitado o visto de saída para a Alemanha Ocidental. Enquanto o seu namorado da Alemanha Ocidental prepara a fuga deles pelo Mar Báltico, Bárbara trabalha como cirurgiã pediátrica sob constante vigilância e controle da polícia alemã, a Stasi, que faz visitas frequentes e sem aviso ao seu apartamento e até mesmo a constrange e humilha fazendo revistas íntimas.

segunda-feira, novembro 25, 2019

As Escadinhas de São Crispim

As Escadinhas de São Crispim são uma das mais pitorescas escadinhas de Lisboa.

O seu nome deve-se a uma ermida dedicada a São Crispim, situada perto destas escadas e onde havia a Sineta a S. Crispim. Perpendiculares à Rua de São Mamede, as escadinhas têm início no topo da Calçada do Correio Velho e vão desaguar na Rua da Costa do Castelo.
As sinuosas escadinhas proporcionam um passeio recheado de vistas surpreendentes, e levam o visitante até junto ao imponente Castelo de São Jorge.


Quer saber como chegar a Escadinhas de São Crispim em Lisboa? Então, basta clicar aqui porque pode chegar às Escadinhas de São Crispim de autocarro, de metro ou de comboio.

sábado, novembro 23, 2019

Fado Menor



Oiça Argentina Santos (1924 -2019), uma fadista portuguesa, recentemente falecida e considerada como uma das últimas divas do fado castiço, em Fado Menor (Grande noite do Fado 1997).

quinta-feira, novembro 21, 2019

Eu vim de longe, eu vou para longe

Oiça o criador musical português José Mário Branco, recentemente falecido, em "Eu vim de longe, eu vou para longe" do disco "Ser solidário" (LP 1982).

A letra, a música e o arranjo é de José Mário Branco. A produção foi de José Mário Branco e de Trindade Santos.
Colaboraram: António Chaínho, Fernando Júdice, Júlio Pereira, Pedro Luís, Pedro Wallenstein, Rui Cardoso, Trindade Santos e Zé da Cadela.

Quando o avião aqui chegou
Quando o mês de maio começou
Eu olhei para ti
Então eu entendi
Foi um sonho mau que já passou
Foi um mau bocado que acabou

Tinha esta viola numa mão
Uma flor vermelha n'outra mão
Tinha um grande amor

Marcado pela dor
E quando a fronteira me abraçou
Foi esta bagagem que encontrou

Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei p'ra'qui chegar
Eu vou p'ra longe
P'ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos p'ra nos dar

E então olhei à minha volta
Vi tanta esperança andar à solta
Que não exitei
E os hinos cantei
Foram frutos do meu coração
Feitos de alegria e de paixão


Quando a nossa festa s'estragou
E o mês de novembro se vingou
Eu olhei p'ra ti
E então entendi
Foi um sonho lindo que acabou
Houve aqui alguém que se enganou

Tinha esta viola numa mão
Coisas começadas noutra mão
Tinha um grande amor
Marcado pela dor
E quando a espingarda se virou
Foi p'ra esta força que apontou

quarta-feira, novembro 20, 2019

O Tortulho

O Tortulho é um prato tradicional ou melhor um enchido tradicional de Vila Cã (Pombal), região central de Portugal. É feito normalmente com uma mistura de pedaços de carne, miudezas (rim, fígado, coração, etc.), hortelã e sangue de borrego misturados ou não com arroz, condimentados e cozidos dentro de uma bolsa feita com a parede do estômago do borrego. Poderá dizer-se que é o equivalente ao haggis escocês.

Um tortulho é então uma iguaria gastronómica regional rara nos dias que correm, mas também das mais cobiçadas pelos seus verdadeiros amantes.
Se quiser uma receita de Tortulho "pescada na net", aqui vai ela:

Ingredientes:

Bucho (Bolsa do estômago do borrego que envolve o recheio)
Recheio:
Tripas cortadas em pedaços
Gordura
Arroz
Cebola
Hortelã
Sal
Toques especiais de magia q.b.

Preparação:

Limpeza das tripas e buchos. Preparação do recheio
Enchimento do bucho com o recheio. Costura dos buchos com linha.
Cozinhar os Tortulhos (em panela normal ou de pressão), acompanhados ou não com cenoura, batata e couve.

E agora... toca a experimentar!

terça-feira, novembro 19, 2019

Míscaros & Tortulhos

Estamos na época dos cogumelos.
Como este ano tem chovido a colheita é maior. Mas, é preciso ter cuidado e conhecer estes fungos.
O Tricholoma equestre ou Tricholoma flavovirens, do género Tricholoma, vulgarmente designado por míscaro ou míscaro-amarelo, é um cogumelo até há pouco tempo bastante consumido e apreciado mas, que segundo alguns entendidos, pode eventualmente ser perigoso.
Aparece em pinhais de Pinus pinaster, mas, sobretudo em terrenos siliciosos, podendo ser colhido durante o Outono e Inverno.
Apreciado desde há séculos um pouco por todo o mundo, é especialmente abundante na França, sendo também bastante comum em Portugal, em especial em terrenos arenosos da Beira Litoral e é aí um dos cogumelos silvestres mais colhido.

O Tortulho é o nome por que são conhecidos fungos (cogumelos) que proliferam em algumas zonas de Portugal.
Estes cogumelos também designados como "tartulhos", fazem parte da dieta alimentar dalgumas regiões do nosso país.
A "amanita ponderosa" (terras arenosas onde haja sobreiros) e a "macrolepiota procera" ou frade ou roca (em pinhais) constituem as principais variedades comestíveis.
Se for a uma das feirinhas que se realizam na Região Centro sobre esta temática, compre míscaros e faça a receita que lhe deixo abaixo.

Míscaros Salteados
Ingredientes:
500 g de míscaros
4 dentes de alho
Azeite,
sal
Salsa
Preparação:

Limpe bem os míscaros e corte-os em pedaços grandes. Coloque numa panela ou sertã os 4 dentes de alho cortados e o azeite. Salteie os míscaros juntando depois umas pedras de sal. Reduza o lume e deixe refogar lentamente. Junte a salsa cortada grosseiramente, refogue mais uns minutos e está pronta esta deliciosa entrada.
Não tempere com mais nada propositadamente para deixar sobressair o sabor dos míscaros.

segunda-feira, novembro 18, 2019

Hoje que fez calor fui na praia.

Hoje que fez calor fui na praia. Vazia de gente do planalto que ainda não tem tempo de atravessar as mulolas e vir aqui se banhar, se enrolar na areia e desgastar a marginal num passeio de vai e vem. Isso é mais em Março embora agora inicia o calor e eu já estou a treinar e mergulho nas águas frias da minha terra. Eu preciso desse mar. Eu preciso refrescar a minha tola, tirar da memória as namoradas por quem me enamorei eternamente naquele instante. Se já tivessem inventado o computador eu, na matinée dançante do próximo domingo, fazia um format de mim e começava de novo, sempre, como agora, alegre e feliz. Eu ia pegar dama para dançar, ia deixar de ser o puto envergonhado e tímido e ia ser como agora, transparente e real. É, um mundo diferente de ver, o agora e o antes com o que sei agora.

Vou ouvir a Mini-nota, vou-lhes dançar ao ritmo mesmo que o meu corpo nunca tenha tido um grande ritmo de dança.

Vou só mesmo na matinée dançante conversar e treinar o mar e março.
E voltou a saudade de amanhã ao almoçar com gente de ontem, quem me viu fazer as birras de criança, quem me viu enamorar adolescentemente e quem, me viu começar a ser homem.

A minha cidade, aquela que está na minha cabeça, não é saudade, é recordação, e ser eu hoje tal e qual como sou. Gente boa, me reconheço ao olhar no espelho mesmo que ele esteja embaciado pela água quente do orgulho, inchado pela vontade de ser gente.

Não é Março, não choveu nem nevou na minha cabeça tonta.
João Carlos Carranca - Sanzalando - 14-11-2019

domingo, novembro 17, 2019

Crónicas da Madrugada

Crónicas da Madrugada é um livro de  Fernando Alexandre Martins, publicado pela Textiverso.

Sinopse:
Estas Crónicas da Madrugada podem definir-se como uma reflexão sobre a noite, sobre a solidão, sobre a companhia bem ou mal acompanhada, sobre a saudade, sobre o novo dia que já desponta, sobre o sonho e sobre a arte. A linguagem utilizada tem muitas vezes uma tonalidade poética, mas ela é também quente e fraterna, povoada de evocações de pessoas e locais, de circunstâncias e devires. Estas Crónicas fluem naturalmente porque a escrita é a da verdade, da sinceridade dos nossos pensamentos, da nossa visão das coisas com olhos de poeta, sim, mas, tal como o autor, de poeta prosador! As palavras das Crónicas são intemporais. Nunca têm data, nem hora. São os sonhos sentidos, a liberdade e a festa da vida. É este livro que Fernando Martins deu à estampa como se desfralda um grito de vitória e de liberdade.