quinta-feira, maio 09, 2013

Lua Cheia

Hoje proponho-lhe que veja um vídeo (de 3 minutos) de uma beleza incrível. Trata do nascimento de uma enorme lua cheia, fotografada pelo australiano, Mark Gee, que filmou este acontecimento, na Nova Zelândia.
O vídeo feito em Wellington, que mostra belíssimas imagens da lua a assomar sobre o miradouro de Mount Victoria, transformou-se num grande sucesso para a Vimeo, já que atingiu as 110 mil visualizações em pouco tempo.
Segundo Mark Gee, o material está tal e qual como foi filmado, sem nenhum tipo de manipulação.

quarta-feira, maio 08, 2013

O Monge Eremita ou The Misguided Monk

Hoje sugiro-lhe um pequeno filme de animação, The Misguided Monk, que foi escrito, produzido, animado e realizado por Tom Long, e que conta com a música de Alexandra Hamer (Solent University, Reino Unido).
Este belo filme conta-nos a história de um velho monge eremita que vê o seu dia e rotina interrompidos, por um hóspede inesperado. Com ele o monge é, involuntariamente, levado a descobrir o verdadeiro significado do companheirismo. Ora veja!

terça-feira, maio 07, 2013

Baía de Sepetiba

A Baía de Sepetiba é uma baía localizada no estado do Rio de Janeiro. Tem cerca de 305 km2 de área, e é limitada a nordeste pela Serra do Mar, a norte pela Serra da Madureira, a sudeste pelo Maciço da Pedra Branca e a sul pela Restinga da Marambaia. Comunica com o oceano Atlântico por meio de duas passagens, a oeste entre os cordões de ilhas que limitam com a ponta da restinga e, a leste, pelo canal que desagua na Barra de Guaratiba. A baía de Sepetiba foi palco de inúmeros acontecimentos da história do Brasil, desde a pré-história indígena, até ser considerada o "Porto do Ouro", por receber todo o ouro que vinha de Paraty com destino a Lisboa. No século XVIII, a baía de Sepetiba foi cenário de muitas batalhas entre corsários atraídos pelo ouro e soldados do rei Dom João IV. Além do ouro, os piratas usurpavam o pau-brasil abundante nas matas da região.
Hoje a baia, as áreas de mangal  e as zonas de estuário constituem um berço natural para as diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes existentes neste ecossistema. A actividade pesqueira é, pois,  um importante suporte económico e social para a região, que possui, ainda, indiscutível vocação natural para o turismo, com as ilhas da Madeira, Martins e Jaguanum, parte da ilha de Itacuruçá e três cachoeiras: Mazomba, Itimirim e Bicão. Além das praias de Coroa Grande, Itacuruçá, Muriqui, Ibicuí, Sahy, Praia Grande entre outras. Se quiser ficar a conhecer melhor esta região do litoral brasileiro, basta ver a belíssima apresentação que se segue. 

segunda-feira, maio 06, 2013

Mãe

Fique com a presentação de Gal Costa no programa Altas Horas exibido na Rede Globo em 07/04/2013, onde interpreta a canção "Mãe", de Caetano Veloso.

Palavras, calas, nada fiz
Estou tão infeliz
Falasses, desses, visses não
Imensa solidão
Eu sou um Rei que não tem fim
E brilhas dentro aqui
Guitarras, salas, vento, chão
Que dor no coração
Cidades, mares, povo, rio
Ninguém me tem amor
Cigarra, camas, colos, ninhos
Um pouco de calor
Eu sou um homem tão sozinho
Mas brilhas no que sou
E o meu caminho e o teu caminho
É um nem vais nem vou
Meninos, ondas, becos, mãe
E só porque não estais
És para mim que nada mais
Na boca das manhãs
Sou triste, quase um bicho triste
E brilhas mesmo assim
Eu canto, grito, corro, rio
e nunca chego a ti.
Caetano Veloso
 

domingo, maio 05, 2013

A Globalização dos Provérbios Portugueses

Hoje sugiro-lhe que visite uma página do facebook que tem como originalidade dar a conhecer alguns provérbios portugueses traduzidos (literalmente) para o Inglês. É, verdadeiramente, o que se chama a globalização dos nossos provérbios, ou seja, de uma parte da cultura portuguesa .
Numa altura em que tanto se fala da necessidade de internacionalização e de globalização dos produtos portugueses (não nos podemos esquecer da história do Pastel de Nata), o Luís Santos resolveu criar a página: "Portuguese Sayings" (Se quiser ficar a conhecer melhor esta página basta clicar nos links). Esta, apresenta provérbios, expressões idiomáticas e frases já míticas traduzidas para inglês e também uma Portuguese Sayings Fashion Store.
E não se esqueça: "Há coisas que não lembram ao diabo"!! "Ou há coisas do arco da velha"!!!

sábado, maio 04, 2013

Recusa

Convosco, não, traidores! Que poeta decente poderia
Acompanhar-vos um segundo apenas?
À quente romaria do futuro
Não vão homens obesos e cansados.
Vão rapazes alegres.
Moças bonitas,
Trovadores,
E também os eternos desgraçados,
Revoltados
E sonhadores.
Miguel Torga

sexta-feira, maio 03, 2013

Inovação Lisboeta

A partir deste mês, a cidade de Lisboa dispõe, para o turismo, de um novo meio de transporte. É o primeiro autocarro anfíbio da Península Ibérica. Nos Países Baixos este conceito já existe, daí que um jovem português, ao terminar Harvard, tenha decidido lançar um projecto inteiramente novo, na terra que o viu nascer. O coroar de longos meses de trabalho, deste novo empreendedor, levou-o à apresentação à comunicação social deste tipo de empresa turística, nomeadamente, com uma sessão de testes e um apresentação televisiva, na Doca do Bom Sucesso.
A empresa que explora este nicho de mercado chama-se Hippotrip e descreve o seu projecto como: "Diversão riso e aventura, tudo embrulhado na experiência de passeio turístico mais singular de Lisboa!"
Se quiser experimentar este passeio singular, basta seguir a bordo deste veículo anfíbio, explorar os diferentes locais da capital portuguesa, por terra e mar, tudo sem sair do conforto do seu próprio assento.

quinta-feira, maio 02, 2013

A Lusofonia está na Malaposta


A cidade de Odivelas, em Portugal, recebe, entre 3 e 26 de Maio, a IV edição da Bienal de Culturas Lusófonas. Esta cidade volta, assim, a ser a Capital da Lusofonia apresentando uma vasta programação cultural que acolhe obras de diversos artistas lusófonos.

Esta é um  iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Odivelas  e que conta com o patrocínio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e com uma Comissão de Honra de excelência, presidida por Maria de Jesus Barroso Soares.
A presente edição da Bienal dá continuidade a um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em prol da ideia da lusofonia, com iniciativas de relevante interesse cultural, destacando-se a Exposição de Artes Plásticas, o Encontro de Escritores, as Artes Performativas e o Fórum Lusofonia.
Este projecto nasceu no âmbito da programação do Centro Cultural Malaposta, em 2007, com a iniciativa “Semana Africana”, que serviu de mote para desenvolver a Bienal de Culturas Lusófonas.
O trabalho desenvolvido neste âmbito, tem vindo a ser substancialmente reconhecido por várias instituições, quer de projecção nacional, quer internacional, onde se destaca a CPLP, a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), o Instituto Camões, o Museu do Oriente, a Fundação Portugal-África, as Embaixadas dos Países Lusófonos, etc.

Assim, não poderia deixar de assinalar que hoje, 2 de Maio, pelas 21:30hs , haverá no Centro Cultural da Malaposta, uma apresentação em pré-estreia mundial do longa-metragem de Alberto Araújo "Aplauso e Solidão", com um grande elenco que inclui nomes como o de Lima Duarte, Murilo Rosa, Bete Mendes, Othon Bastos, Lauro Moreira, etc. Este filme deverá ser lançado no Brasil só no segundo semestre de 2013.
A 5 de Maio, domingo, a partir das 16hs, no mesmo teatro, haverá a apresentação do documentário "Por outros Solos", que narra a digressão do Grupo Solo Brasil, no seu espectáculo "Uma viagem através da música do Brasil". Haverá também o lançamento do livro de poemas e fotos de Alberto Araújo,  "Alma Lusitana".


quarta-feira, maio 01, 2013

Meu Maio

A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!
Vladimir Maiakovski

terça-feira, abril 30, 2013

Oh Naia

Lura, (1975) é uma cantora de ascendência cabo-verdiana, nascida em Lisboa. O seu envolvimento com o meio artístico começou cedo, com participações em projectos teatrais e corais, mas a sua carreira como cantora só despontou em 1996. Após o dueto com Bonga no tema "Mulemba Xangola", a editora Lusafrica editou em 2004, o disco “Di Korpu Ku Alma” (De Corpo e Alma), um trabalho genuinamente cabo-verdiano com o qual Lura, despontou no país e na diáspora com o sucesso de "Na Ri Na". Em 2005, o álbum foi lançado em vários países: EUA, Itália e Inglaterra (onde foi nomeado pela “BBC World Music Awards”). Com  “Di Korpu Ku Alma”, Lura foi nomeada em França para o prémio “Victoires de la Musique 2006”, na categoria de “Melhor Álbum de Músicas do Mundo”. No álbum seguinte, “M’bem di Fora” (Eu Vim do Campo) em Novembro de 2006, surge toda a riqueza dos ritmos do arquipélago caboverdiano, desde o batuque (Galanton) ao funáná (Fitiço di Funana) passando pela coladera (No Bem Fala). Com o sucesso internacional deste disco, Lura conquistou um público cada vez mais vasto, fiel e atento à sua música. Três anos mais tarde, “Eclipse” veio sedimentar o talento imenso de Lura, jóia da nova geração luso-cabo-verdiana. Lura, a propósito deste percurso, refere: “A minha carreira, para mim, é uma surpresa permanente, desde a descoberta da minha voz na adolescência, até aos dias de hoje… Vivo o quotidiano… Mas, de uma coisa estou certa, de que serei cantora para o resto da vida!”.
Recentemente, a Lusafrica editou “The Best of Lura”, onde reúne os seus melhores temas, incluindo 2 inéditos: "Amor E Tão Sabe" (gravado durante as sessões de “M’bem di Fora”) e "Moda Bô", um dueto com Cesária Évora gravado no início de 2010. Este tema é de autoria de Lura, e é dedicado a Cesária Évora, numa homenagem repleta de ternura e reconhecimento, que dá lugar a um dueto, particularmente marcante! O álbum inclui um DVD com um concerto gravado pela RTP, no Teatro Virgínia, em Torres Novas, e quatro dos mais demonstrativos videoclips da carreira de Lura. Oiça, agora, esta jovem interprete em "Oh Naia".

segunda-feira, abril 29, 2013

Pendulum Waves

Este vídeo é uma maravilha: simples, bonito e eficaz. A Universidade de Harvard realiza, aqui,  uma experiência que mostra quinze pêndulos de comprimento crescente a balançar para lá e para cá. Às vezes, eles parecem estar em sincronia, em outras vezes, não. Porquê? Eis a questão!
E agora aqui está a explicação: "O período de um ciclo completo da dança é de 60 segundos. O comprimento do pêndulo maior foi ajustado de modo a que ele execute 51 oscilações num período de 60 segundos. O comprimento de cada pêndulo, sequencialmente menor, é cuidadosamente ajustado de forma que execute uma oscilação adicional nesse período. Assim, o 15º pêndulo (o menor) executa 65 oscilações. Os 15 pêndulos, que iniciam as oscilações ao mesmo tempo, depressa deixam de estar em sincronia. No entanto, após 60 segundos de oscilações, todos eles estarão de volta à sincronia, prontos para repetir a dança." O caos, ou melhor aquilo a que chamamos "caos", pode ser parte da ordem. Ora veja!

domingo, abril 28, 2013

Mada´in Saleh

Mada'in Saleh ou "Cidades de Saleh", também conhecida como Al-Hijr ("lugar de rocha"), é uma antiga cidade localizada a norte de Hejaz, na actual Arábia Saudita e a 22 km da cidade de Al-`Ula. Na antiguidade, Mada´in Saleh, foi habitada por thamudis e nabateus, sendo denominada como Hegra.
Algumas inscrições ali existentes, estão datadas do segundo milénio antes de Cristo. Contudo, todos os elementos arquitectónicos restantes, relacionam-se com o período das civilizações Thamudi e Lihyan. Em 2008, a UNESCO proclamou Mada'in Saleh, como Património Mundial da Humanidade, convertendo-se, assim, no primeiro local da Arábia Saudita a receber este galardão. Mada'in Saleh é considerado como o segundo local, com vestígios arqueológicos importantes da cultura nabateia, depois de Petra, da qual dista 320 Km. Esta cidade nabateia tem cerca de 131 tumbas espalhadas por 13,4 km, juntamente com cisternas, muralhas, torres, condutas de água etc. Ora veja!

sábado, abril 27, 2013

Carapau de Corrida



Tal como me enviaram não poderia deixar de postar, aqui, a origem e significado da expressão «carapau de corrida».
"O peixe é vendido pelos pescadores nas lotas, em leilões «invertidos», ou seja, com os preços a serem rapidamente anunciados por ordem decrescente, até que o comprador interessado o arremate com o tradicional «chiu!». Isto implica que o melhor peixe, e o mais caro, é o que é vendido primeiro, ficando para o fim o de menor qualidade.
Em tempos anteriores ao transporte automóvel, as peixeiras menos escrupulosas compravam esse peixe no fim da lota, por um preço baixo, e corriam literalmente até à vila ou cidade, tentando chegar ao mesmo tempo que as que tinham comprado o peixe melhor e o mais caro na lota (e tentando vendê-lo, evidentemente, ao mesmo preço que o de melhor qualidade). Nem sempre os fregueses se deixavam enganar, e percebiam que aquele carapau era «carapau de corrida», comprado barato no fim da lota e transportado a correr até à vila.
Hoje ainda, o que se arma em carapau de corrida, julga-se mais esperto que os outros, mas raramente os consegue enganar".
E, por isso, muito a propósito, aqui vai uma das nossas típicas expressões populares:
" Estás armado em carapau de corrida?"

sexta-feira, abril 26, 2013

Romagem à Lapa

Aqui fica mais uma vez, o Fado de Coimbra, que está muito ligado às tradições académicas da respectiva Universidade.
Este tipo de fado tem a sua origem nos estudantes, que de todo o país chegavam a Coimbra para estudar, levando as suas guitarras. O Fado de Coimbra é, ainda hoje, exclusivamente cantado por homens e tanto os cantores como os músicos usam o traje académico. Este traje é constituído por calças e batina pretas, cobertas por um capa de fazenda de lã, igualmente preta. Canta-se à noite, quase às escuras, em praças ou ruas da cidade. O local mais típico é na praça junto ao Mosteiro da Sé Velha. Também é tradicional organizar serenatas, em que se canta junto à janela da casa da dama que se pretende conquistar.
O Fado de Coimbra é acompanhado musicalmente por uma guitarra portuguesa e uma guitarra clássica (também aqui chamada de "viola"). No entanto, a afinação e a sonoridade da guitarra portuguesa e da guitarra clássica são, em Coimbra, diferentes das do fado de Lisboa, na medida em que as cordas são afinadas um tom abaixo. Esta afinação pretende transmitir à música uma sonoridade mais soturna, relativamente ao Fado de Lisboa.
Os temas mais glosados são: os amores estudantis, o amor pela cidade, e outros temas relacionados com a condição humana.
Dos cantores ditos "clássicos", o destaque vai para o Hilário, o António Menano e o Edmundo Bettencourt. Nos anos 1950 do século XX, iniciou-se um movimento que levou os novos cantores de Coimbra a adoptar a balada e o folclore. Começaram igualmente a cantar grandes poetas, clássicos e contemporâneos, como forma de resistência à ditadura de Salazar. Neste movimento destacaram-se nomes como Adriano Correia de Oliveira e José Afonso (Zeca Afonso), que tiveram um papel preponderante na autêntica revolução operada desde então na Música Popular Portuguesa. No que respeita à guitarra portuguesa, Artur Paredes  (pai de Carlos Paredes) revolucionou a afinação e a forma de acompanhamento da Canção de Coimbra, associando o seu nome aos cantores mais progressistas e inovadores.
"Saudades de Coimbra" ("Do Choupal até à Lapa"), "Balada da Despedida" ("Coimbra tem mais encanto, na hora da despedida"), "O meu menino é d’oiro", "Fado Hilário" e "Samaritana "– são algumas das mais conhecidas Canções de Coimbra.
Oiça, agora, outro dos grandes nomes do Fado de Coimbra, Luiz Goes, em "Romagem à Lapa". É mais um vídeo do concerto realizado na Aula Magna em 1989. Luiz Goes conta com o apoio de António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurelio Reis e Luís Filipe.

quinta-feira, abril 25, 2013

Grândola, a caminhada de um poema

Hoje deixo-lhe a história da canção que se tornou a senha do 25 de Abril, e que se transformou, nos últimos tempos, no pesadelo de alguns políticos portugueses.
"Grândola, a caminhada de um poema"
"Zeca Afonso deslumbrou-se com Grândola, onde conheceu Carlos Paredes e fez um poema à terra. Domingo, 17 de Maio de 1964. A Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, na continuação dos festejos do seu 52.º aniversário, promove "um espectáculo de fino gosto musical com que deliciará o público". Na primeira parte, o guitarrista Carlos Paredes, acompanhado à viola por Fernando Alvim.... Depois dele, o "Dr. Zeca Afonso", descrito como um "inovador" com "belas e estranhas baladas". Era impossível sabê-lo então, mas aquele concerto em Grândola foi uma data marcante para José Afonso. Foi ali que conheceu Carlos Paredes e se impressionou com o seu talento. E foi o contacto com a colectividade e o convívio com os grandolenses que o inspirou a escrever um poema de homenagem à cidade. Quatro dias depois do concerto, remeteu-o a um dos dirigentes da colectividade. Tratava-se, como não será difícil adivinhar, de "Grândola Vila Morena". Sete anos depois, o poema vagueava pela Normandia, um entre os que seriam seleccionados para o novo álbum de José Afonso. No Strawberry Studio, montado num castelo em Herouville e por onde tinham passado os Pink Floyd e os Rolling Stones, José Afonso, que contava pela primeira vez com a direcção musical de José Mário Branco, gravava "Cantigas do Maio"… Como descrito no livro "José Afonso - O Rosto da Utopia", de José A. Salvador, José Mário Branco sugeriu que fosse cantada à moda dos coros masculinos alentejanos, com cada quadra repetida por ordem inversa dos versos. Como acompanhamento, o som de pés arrastando-se pelo chão, aquele que os membros dos coros produziam no balanço que lhes marca o cantar. Eis então, numa madrugada de Outubro de 1971, José Afonso, José Mário Branco, o guitarrista Carlos Correia, Francisco Fanhais e restante equipa, "armados" com oito microfones, caminhando sobre o saibro que rodeava o castelo. O poema tornava-se canção e, três anos depois, a canção tornava-se senha. Os passos gravados num castelo francês já eram outra coisa. A marcha dos militares no dia 25 de Abril".
MÁRIO LOPES - Jornal Público, 22 de Fevereiro de 2013
Se agora quiser ficar a conhecer as 10 melhores versões desta histórica canção, basta clicar aqui. Da Joan Baez ao Charlie Haden, passando pela Nara Leão, Amália Rodrigues e, claro, o Zeca Afonso, estão todas ali!
Por falar em Amália Rodrigues, em 1974, Amália gravou e editou a versão que se segue de "Grândola, Vila Morena". Ora oiça!

quarta-feira, abril 24, 2013

O livro é...

" O livro é a grande memória dos séculos...se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem."
Jorge Luis Borges


"Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a humidade, os bichos, o tempo; e o seu próprio conteúdo."
Paul Valery

terça-feira, abril 23, 2013

Jóias Literárias




Hoje, Dia Mundial do Livro, aqui ficam algumas jóias literárias de grandes escritores do mundo inteiro.





" Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida."
Eugénio de Andrade

segunda-feira, abril 22, 2013

Ler um livro...
















"Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho.  É procurar compreendê-lo e, sempre que possível,  fazer dele um amigo."
Hermann Hesse



"Se amo alguns livros são aqueles em que sinto que o seu autor, que pode ter morrido séculos antes de eu ter sido engendrado, se dirigia a mim, a mim pessoal e concretamente, a mim em confidência. "
Unamuno

domingo, abril 21, 2013

Um romance é...


" Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias e de sentimentos em linguagem  que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso".
Fernando Pessoa

sábado, abril 20, 2013

Inhotim

O Instituto Inhotim está localizado em Brumadinho, uma cidade brasileira, com 30 mil habitantes, a apenas 60 km de Belo Horizonte (Minas Gerais). Inhotim é um instituto (hoje também um destino turístico) que reúne no mesmo lugar um acervo de Arte Contemporânea, um Jardim Botânico, e que promove acções de educação, cultura e cidadania.
O Instituto Inhotim foi idealizado pelo empresário Bernardo Paz em meados da década de 1980. Em 1984, o local recebeu a visita do paisagista Roberto Burle Marx, que apresentou algumas sugestões e colaborações para os jardins. Esta propriedade particular foi - se transformando ao longo do tempo. Começava a nascer, assim, um grande espaço cultural, com a construção dos primeiros edifícios destinados a receber obras de arte contemporânea. Ganhava vida também o rico acervo botânico, consolidado a partir de 2005, com a introdução de colecções botânicas de diferentes partes do Brasil, em especial as de espécies nativas. Se quiser ficar a conhecer Inhotim, deixe-se passear pela bela apresentação que se segue.