A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!
Vladimir Maiakovski
quarta-feira, maio 01, 2013
terça-feira, abril 30, 2013
Oh Naia
Lura, (1975) é uma cantora de ascendência cabo-verdiana, nascida em Lisboa.
O seu envolvimento com o meio artístico começou cedo, com participações em projectos teatrais e corais, mas a sua carreira como cantora só despontou em 1996. Após o dueto com Bonga no tema "Mulemba Xangola", a editora Lusafrica editou em 2004, o disco “Di Korpu Ku Alma” (De Corpo e Alma), um trabalho genuinamente cabo-verdiano com o qual Lura, despontou no país e na diáspora com o sucesso de "Na Ri Na".
Em 2005, o álbum foi lançado em vários países: EUA, Itália e Inglaterra (onde foi nomeado pela “BBC World Music Awards”). Com “Di Korpu Ku Alma”, Lura foi nomeada em França para o prémio “Victoires de la Musique 2006”, na categoria de “Melhor Álbum de Músicas do Mundo”.
No álbum seguinte, “M’bem di Fora” (Eu Vim do Campo) em Novembro de 2006, surge toda a riqueza dos ritmos do arquipélago caboverdiano, desde o batuque (Galanton) ao funáná (Fitiço di Funana) passando pela coladera (No Bem Fala).
Com o sucesso internacional deste disco, Lura conquistou um público cada vez mais vasto, fiel e atento à sua música.
Três anos mais tarde, “Eclipse” veio sedimentar o talento imenso de Lura, jóia da nova geração luso-cabo-verdiana.
Lura, a propósito deste percurso, refere: “A minha carreira, para mim, é uma surpresa permanente, desde a descoberta da minha voz na adolescência, até aos dias de hoje… Vivo o quotidiano… Mas, de uma coisa estou certa, de que serei cantora para o resto da vida!”.Recentemente, a Lusafrica editou “The Best of Lura”, onde reúne os seus melhores temas, incluindo 2 inéditos: "Amor E Tão Sabe" (gravado durante as sessões de “M’bem di Fora”) e "Moda Bô", um dueto com Cesária Évora gravado no início de 2010. Este tema é de autoria de Lura, e é dedicado a Cesária Évora, numa homenagem repleta de ternura e reconhecimento, que dá lugar a um dueto, particularmente marcante! O álbum inclui um DVD com um concerto gravado pela RTP, no Teatro Virgínia, em Torres Novas, e quatro dos mais demonstrativos videoclips da carreira de Lura. Oiça, agora, esta jovem interprete em "Oh Naia".
segunda-feira, abril 29, 2013
Pendulum Waves
Este vídeo é uma maravilha: simples, bonito e eficaz. A Universidade de Harvard realiza, aqui, uma experiência que mostra quinze pêndulos de comprimento crescente a balançar para lá e para cá. Às vezes, eles parecem estar em sincronia, em outras vezes, não. Porquê? Eis a questão!E agora aqui está a explicação: "O período de um ciclo completo da dança é de 60 segundos. O comprimento do pêndulo maior foi ajustado de modo a que ele execute 51 oscilações num período de 60 segundos. O comprimento de cada pêndulo, sequencialmente menor, é cuidadosamente ajustado de forma que execute uma oscilação adicional nesse período. Assim, o 15º pêndulo (o menor) executa 65 oscilações. Os 15 pêndulos, que iniciam as oscilações ao mesmo tempo, depressa deixam de estar em sincronia. No entanto, após 60 segundos de oscilações, todos eles estarão de volta à sincronia, prontos para repetir a dança." O caos, ou melhor aquilo a que chamamos "caos", pode ser parte da ordem. Ora veja!
domingo, abril 28, 2013
Mada´in Saleh
Mada'in Saleh ou "Cidades de Saleh", também conhecida como Al-Hijr ("lugar de rocha"), é uma antiga cidade localizada a norte de Hejaz, na actual Arábia Saudita e a 22 km da cidade de Al-`Ula.
Na antiguidade, Mada´in Saleh, foi habitada por thamudis e nabateus, sendo denominada como Hegra.
Algumas inscrições ali existentes, estão datadas do segundo milénio antes de Cristo. Contudo, todos os elementos arquitectónicos restantes, relacionam-se com o período das civilizações Thamudi e Lihyan. Em 2008, a UNESCO proclamou Mada'in Saleh, como Património Mundial da Humanidade, convertendo-se, assim, no primeiro local da Arábia Saudita a receber este galardão. Mada'in Saleh é considerado como o segundo local, com vestígios arqueológicos importantes da cultura nabateia, depois de Petra, da qual dista 320 Km. Esta cidade nabateia tem cerca de 131 tumbas espalhadas por 13,4 km, juntamente com cisternas, muralhas, torres, condutas de água etc. Ora veja!
Algumas inscrições ali existentes, estão datadas do segundo milénio antes de Cristo. Contudo, todos os elementos arquitectónicos restantes, relacionam-se com o período das civilizações Thamudi e Lihyan. Em 2008, a UNESCO proclamou Mada'in Saleh, como Património Mundial da Humanidade, convertendo-se, assim, no primeiro local da Arábia Saudita a receber este galardão. Mada'in Saleh é considerado como o segundo local, com vestígios arqueológicos importantes da cultura nabateia, depois de Petra, da qual dista 320 Km. Esta cidade nabateia tem cerca de 131 tumbas espalhadas por 13,4 km, juntamente com cisternas, muralhas, torres, condutas de água etc. Ora veja!
sábado, abril 27, 2013
Carapau de Corrida

Tal como me enviaram não poderia deixar de postar, aqui, a origem e significado da expressão «carapau de corrida».
"O peixe é vendido pelos pescadores nas lotas, em leilões «invertidos», ou seja, com os preços a serem rapidamente anunciados por ordem decrescente, até que o comprador interessado o arremate com o tradicional «chiu!». Isto implica que o melhor peixe, e o mais caro, é o que é vendido primeiro, ficando para o fim o de menor qualidade.
Em tempos anteriores ao transporte automóvel, as peixeiras menos escrupulosas compravam esse peixe no fim da lota, por um preço baixo, e corriam literalmente até à vila ou cidade, tentando chegar ao mesmo tempo que as que tinham comprado o peixe melhor e o mais caro na lota (e tentando vendê-lo, evidentemente, ao mesmo preço que o de melhor qualidade). Nem sempre os fregueses se deixavam enganar, e percebiam que aquele carapau era «carapau de corrida», comprado barato no fim da lota e transportado a correr até à vila.
Hoje ainda, o que se arma em carapau de corrida, julga-se mais esperto que os outros, mas raramente os consegue enganar".
E, por isso, muito a propósito, aqui vai uma das nossas típicas expressões populares:
" Estás armado em carapau de corrida?"
sexta-feira, abril 26, 2013
Romagem à Lapa
Aqui fica mais uma vez, o Fado de Coimbra, que está muito ligado às tradições académicas da respectiva Universidade.
Este tipo de fado tem a sua origem nos estudantes, que de todo o país chegavam a Coimbra para estudar, levando as suas guitarras. O Fado de Coimbra é, ainda hoje, exclusivamente cantado por homens e tanto os cantores como os músicos usam o traje académico. Este traje é constituído por calças e batina pretas, cobertas por um capa de fazenda de lã, igualmente preta. Canta-se à noite, quase às escuras, em praças ou ruas da cidade. O local mais típico é na praça junto ao Mosteiro da Sé Velha. Também é tradicional organizar serenatas, em que se canta junto à janela da casa da dama que se pretende conquistar.
O Fado de Coimbra é acompanhado musicalmente por uma guitarra portuguesa e uma guitarra clássica (também aqui chamada de "viola"). No entanto, a afinação e a sonoridade da guitarra portuguesa e da guitarra clássica são, em Coimbra, diferentes das do fado de Lisboa, na medida em que as cordas são afinadas um tom abaixo. Esta afinação pretende transmitir à música uma sonoridade mais soturna, relativamente ao Fado de Lisboa.
Os temas mais glosados são: os amores estudantis, o amor pela cidade, e outros temas relacionados com a condição humana.
Dos cantores ditos "clássicos", o destaque vai para o Hilário, o António Menano e o Edmundo Bettencourt. Nos anos 1950 do século XX, iniciou-se um movimento que levou os novos cantores de Coimbra a adoptar a balada e o folclore. Começaram igualmente a cantar grandes poetas, clássicos e contemporâneos, como forma de resistência à ditadura de Salazar. Neste movimento destacaram-se nomes como Adriano Correia de Oliveira e José Afonso (Zeca Afonso), que tiveram um papel preponderante na autêntica revolução operada desde então na Música Popular Portuguesa. No que respeita à guitarra portuguesa, Artur Paredes (pai de Carlos Paredes) revolucionou a afinação e a forma de acompanhamento da Canção de Coimbra, associando o seu nome aos cantores mais progressistas e inovadores.
"Saudades de Coimbra" ("Do Choupal até à Lapa"), "Balada da Despedida" ("Coimbra tem mais encanto, na hora da despedida"), "O meu menino é d’oiro", "Fado Hilário" e "Samaritana "– são algumas das mais conhecidas Canções de Coimbra.
Oiça, agora, outro dos grandes nomes do Fado de Coimbra, Luiz Goes, em "Romagem à Lapa". É mais um vídeo do concerto realizado na Aula Magna em 1989. Luiz Goes conta com o apoio de António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurelio Reis e Luís Filipe.
Este tipo de fado tem a sua origem nos estudantes, que de todo o país chegavam a Coimbra para estudar, levando as suas guitarras. O Fado de Coimbra é, ainda hoje, exclusivamente cantado por homens e tanto os cantores como os músicos usam o traje académico. Este traje é constituído por calças e batina pretas, cobertas por um capa de fazenda de lã, igualmente preta. Canta-se à noite, quase às escuras, em praças ou ruas da cidade. O local mais típico é na praça junto ao Mosteiro da Sé Velha. Também é tradicional organizar serenatas, em que se canta junto à janela da casa da dama que se pretende conquistar.
O Fado de Coimbra é acompanhado musicalmente por uma guitarra portuguesa e uma guitarra clássica (também aqui chamada de "viola"). No entanto, a afinação e a sonoridade da guitarra portuguesa e da guitarra clássica são, em Coimbra, diferentes das do fado de Lisboa, na medida em que as cordas são afinadas um tom abaixo. Esta afinação pretende transmitir à música uma sonoridade mais soturna, relativamente ao Fado de Lisboa.
Os temas mais glosados são: os amores estudantis, o amor pela cidade, e outros temas relacionados com a condição humana.
Dos cantores ditos "clássicos", o destaque vai para o Hilário, o António Menano e o Edmundo Bettencourt. Nos anos 1950 do século XX, iniciou-se um movimento que levou os novos cantores de Coimbra a adoptar a balada e o folclore. Começaram igualmente a cantar grandes poetas, clássicos e contemporâneos, como forma de resistência à ditadura de Salazar. Neste movimento destacaram-se nomes como Adriano Correia de Oliveira e José Afonso (Zeca Afonso), que tiveram um papel preponderante na autêntica revolução operada desde então na Música Popular Portuguesa. No que respeita à guitarra portuguesa, Artur Paredes (pai de Carlos Paredes) revolucionou a afinação e a forma de acompanhamento da Canção de Coimbra, associando o seu nome aos cantores mais progressistas e inovadores.
"Saudades de Coimbra" ("Do Choupal até à Lapa"), "Balada da Despedida" ("Coimbra tem mais encanto, na hora da despedida"), "O meu menino é d’oiro", "Fado Hilário" e "Samaritana "– são algumas das mais conhecidas Canções de Coimbra.
Oiça, agora, outro dos grandes nomes do Fado de Coimbra, Luiz Goes, em "Romagem à Lapa". É mais um vídeo do concerto realizado na Aula Magna em 1989. Luiz Goes conta com o apoio de António Portugal, António Brojo, Rui Pato, Aurelio Reis e Luís Filipe.
quinta-feira, abril 25, 2013
Grândola, a caminhada de um poema
Hoje deixo-lhe a história da canção que se tornou a senha do 25 de Abril, e que se transformou, nos últimos tempos, no pesadelo de alguns políticos portugueses."Grândola, a caminhada de um poema"
"Zeca Afonso deslumbrou-se com Grândola, onde conheceu Carlos Paredes e fez um poema à terra. Domingo, 17 de Maio de 1964. A Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, na continuação dos festejos do seu 52.º aniversário, promove "um espectáculo de fino gosto musical com que deliciará o público". Na primeira parte, o guitarrista Carlos Paredes, acompanhado à viola por Fernando Alvim.... Depois dele, o "Dr. Zeca Afonso", descrito como um "inovador" com "belas e estranhas baladas". Era impossível sabê-lo então, mas aquele concerto em Grândola foi uma data marcante para José Afonso. Foi ali que conheceu Carlos Paredes e se impressionou com o seu talento. E foi o contacto com a colectividade e o convívio com os grandolenses que o inspirou a escrever um poema de homenagem à cidade. Quatro dias depois do concerto, remeteu-o a um dos dirigentes da colectividade. Tratava-se, como não será difícil adivinhar, de "Grândola Vila Morena". Sete anos depois, o poema vagueava pela Normandia, um entre os que seriam seleccionados para o novo álbum de José Afonso. No Strawberry Studio, montado num castelo em Herouville e por onde tinham passado os Pink Floyd e os Rolling Stones, José Afonso, que contava pela primeira vez com a direcção musical de José Mário Branco, gravava "Cantigas do Maio"… Como descrito no livro "José Afonso - O Rosto da Utopia", de José A. Salvador, José Mário Branco sugeriu que fosse cantada à moda dos coros masculinos alentejanos, com cada quadra repetida por ordem inversa dos versos. Como acompanhamento, o som de pés arrastando-se pelo chão, aquele que os membros dos coros produziam no balanço que lhes marca o cantar. Eis então, numa madrugada de Outubro de 1971, José Afonso, José Mário Branco, o guitarrista Carlos Correia, Francisco Fanhais e restante equipa, "armados" com oito microfones, caminhando sobre o saibro que rodeava o castelo. O poema tornava-se canção e, três anos depois, a canção tornava-se senha. Os passos gravados num castelo francês já eram outra coisa. A marcha dos militares no dia 25 de Abril".
MÁRIO LOPES - Jornal Público, 22 de Fevereiro de 2013Se agora quiser ficar a conhecer as 10 melhores versões desta histórica canção, basta clicar aqui. Da Joan Baez ao Charlie Haden, passando pela Nara Leão, Amália Rodrigues e, claro, o Zeca Afonso, estão todas ali!
Por falar em Amália Rodrigues, em 1974, Amália gravou e editou a versão que se segue de "Grândola, Vila Morena". Ora oiça!
quarta-feira, abril 24, 2013
O livro é...
" O livro é a grande memória dos séculos...se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem."
Jorge Luis Borges
"Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a humidade, os bichos, o tempo; e o seu próprio conteúdo."
Paul Valery
Jorge Luis Borges
"Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a humidade, os bichos, o tempo; e o seu próprio conteúdo."
Paul Valery
terça-feira, abril 23, 2013
Jóias Literárias
Hoje, Dia Mundial do Livro, aqui ficam algumas jóias literárias de grandes escritores do mundo inteiro.
" Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida."
Eugénio de Andrade
segunda-feira, abril 22, 2013
Ler um livro...
"Ler um livro é para o bom leitor conhecer a pessoa e o modo de pensar de alguém que lhe é estranho. É procurar compreendê-lo e, sempre que possível, fazer dele um amigo."
Hermann Hesse
"Se amo alguns livros são aqueles em que sinto que o seu autor, que pode ter morrido séculos antes de eu ter sido engendrado, se dirigia a mim, a mim pessoal e concretamente, a mim em confidência. "
Unamuno
domingo, abril 21, 2013
Um romance é...
" Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias e de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso".
Fernando Pessoa
sábado, abril 20, 2013
Inhotim
O Instituto Inhotim está localizado em Brumadinho, uma cidade brasileira, com 30 mil habitantes, a apenas 60 km de Belo Horizonte (Minas Gerais).
Inhotim é um instituto (hoje também um destino turístico) que reúne no mesmo lugar um acervo de Arte Contemporânea, um Jardim Botânico, e que promove acções de educação, cultura e cidadania.
O Instituto Inhotim foi idealizado pelo empresário Bernardo Paz em meados da década de 1980. Em 1984, o local recebeu a visita do paisagista Roberto Burle Marx, que apresentou algumas sugestões e colaborações para os jardins. Esta propriedade particular foi - se transformando ao longo do tempo. Começava a nascer, assim, um grande espaço cultural, com a construção dos primeiros edifícios destinados a receber obras de arte contemporânea. Ganhava vida também o rico acervo botânico, consolidado a partir de 2005, com a introdução de colecções botânicas de diferentes partes do Brasil, em especial as de espécies nativas. Se quiser ficar a conhecer Inhotim, deixe-se passear pela bela apresentação que se segue.
O Instituto Inhotim foi idealizado pelo empresário Bernardo Paz em meados da década de 1980. Em 1984, o local recebeu a visita do paisagista Roberto Burle Marx, que apresentou algumas sugestões e colaborações para os jardins. Esta propriedade particular foi - se transformando ao longo do tempo. Começava a nascer, assim, um grande espaço cultural, com a construção dos primeiros edifícios destinados a receber obras de arte contemporânea. Ganhava vida também o rico acervo botânico, consolidado a partir de 2005, com a introdução de colecções botânicas de diferentes partes do Brasil, em especial as de espécies nativas. Se quiser ficar a conhecer Inhotim, deixe-se passear pela bela apresentação que se segue.
sexta-feira, abril 19, 2013
O Banco que Dirige o Mundo
Hoje proponho-lhe que veja um documentário (com cerca de uma hora), transmitido na RTP2 e realizado por Jerôme Fritel e Marc Roche, em 2012.
É imperioso que o veja, sobretudo se é daqueles que tem vontade de perceber este mundo, para além do que é imediatamente observável. Quem tenha visto e ainda se lembre do filme "CITIZEN KANE" (O Mundo a seus Pés), não deixará de perceber como o cidadão Kane, com o seu império, não vai além de uma atrofiada metáfora do Goldman & Sachs.
"O Banco de investimento criado em Nova Iorque em 1868, conseguiu o seu sucesso e a sua reputação à custa de um silêncio a toda a prova. Goldman Sachs foi uma instituição bancária que correu o mundo inteiro, trabalhando em segredo. Mas hoje o Goldman Sachs é acusado de ter ajudado países como a Grécia a encobrir o seu déficit. Este é um documentário que nos leva de Nova Iorque a Atenas, com paragens em Londres, Paris e Bruxelas." Não deixe de o ver e meditar. Talvez encontre, aqui, algumas explicações acerca da actual situação económica da Europa.
GOLDMAN SACHS - O BANCO QUE DIRIGE O MUNDO / La Banque qui Dirige le Monde (2012) from fimda estrada on Vimeo.
É imperioso que o veja, sobretudo se é daqueles que tem vontade de perceber este mundo, para além do que é imediatamente observável. Quem tenha visto e ainda se lembre do filme "CITIZEN KANE" (O Mundo a seus Pés), não deixará de perceber como o cidadão Kane, com o seu império, não vai além de uma atrofiada metáfora do Goldman & Sachs.
"O Banco de investimento criado em Nova Iorque em 1868, conseguiu o seu sucesso e a sua reputação à custa de um silêncio a toda a prova. Goldman Sachs foi uma instituição bancária que correu o mundo inteiro, trabalhando em segredo. Mas hoje o Goldman Sachs é acusado de ter ajudado países como a Grécia a encobrir o seu déficit. Este é um documentário que nos leva de Nova Iorque a Atenas, com paragens em Londres, Paris e Bruxelas." Não deixe de o ver e meditar. Talvez encontre, aqui, algumas explicações acerca da actual situação económica da Europa.
GOLDMAN SACHS - O BANCO QUE DIRIGE O MUNDO / La Banque qui Dirige le Monde (2012) from fimda estrada on Vimeo.
quinta-feira, abril 18, 2013
TARDE
Pálida e suave a Tarde é uma hortência azulada decorando o infinito;as árvores têm prece no doce murmúrio;
a alma inteira enlanguesce diante do panorama e chora o eterno nada;
e no silêncio escuto a harmonia arrancada do próprio coração...
sinto que nele cresce a asa mística dum cisne muito alvo
e desce afagando meu sonho em trio de alvorada;
e morre lento e lento o dia melancólico...
nuvens na tela azul passeiam erradias...
escondendo-se além nervosas...
fugidias...
prisioneiro do espaço, o corpo da lenda eólico na imensa antena abraça a vida...
o amor...
as lousas...
velam meu coração a tristeza das cousas.
Antônio Americano do Brasil - (1891-1932)
quarta-feira, abril 17, 2013
Caruso
Lara Fabian (1970) é uma cantora ítalo-belga-canadense de língua francesa. Apesar de ter o francês como língua na maioria das suas canções, já gravou em inglês, italiano, espanhol, alemão, português, russo e hebraico.
Em 1986, após ganhar o concurso "Le Tremplin de Bruxelles", teve a oportunidade de gravar o seu primeiro "single".
Em 1988, Lara representou o Luxemburgo no Festival Eurovisão da Canção, em Dublin, com o tema "Croire" acabando num respeitável quarto lugar. Este resultado impressivo,deu um impulso definitivo à sua carreira, fazendo-a abandonar definitivamente o curso de direito, para se dedicar a tempo inteiro à música. Ouça, agora, a Lara Fabian interpretando a belíssima canção "Caruso".
"Caruso" é uma canção do cantor e compositor italiano Lucio Dalla editada em 1986. É dedicada a Enrico Caruso, um tenor italiano cujo nome lhe serve de título. Enrico Caruso foi uma grande lenda da ópera lírica italiana – um dos maiores e mais procurados cantores durante o final do século XIX e o princípio do século XX. Nasceu numa família napolitana muito pobre. Teve uma vida difícil e por vezes infeliz. Ganhou grande fama e sucesso graças à sua voz. Depois de uma vida sentimental infeliz e atribulada, casou em 1918, três anos antes da sua morte, com uma mulher vinte anos mais nova do que ele, Dorothy Benjamin. Com esta, teve uma filha chamada Gloria, que podia muito bem ser a rapariga descrita no poema de Lucio Dalla.
Em 1986, após ganhar o concurso "Le Tremplin de Bruxelles", teve a oportunidade de gravar o seu primeiro "single".
Em 1988, Lara representou o Luxemburgo no Festival Eurovisão da Canção, em Dublin, com o tema "Croire" acabando num respeitável quarto lugar. Este resultado impressivo,deu um impulso definitivo à sua carreira, fazendo-a abandonar definitivamente o curso de direito, para se dedicar a tempo inteiro à música. Ouça, agora, a Lara Fabian interpretando a belíssima canção "Caruso".
"Caruso" é uma canção do cantor e compositor italiano Lucio Dalla editada em 1986. É dedicada a Enrico Caruso, um tenor italiano cujo nome lhe serve de título. Enrico Caruso foi uma grande lenda da ópera lírica italiana – um dos maiores e mais procurados cantores durante o final do século XIX e o princípio do século XX. Nasceu numa família napolitana muito pobre. Teve uma vida difícil e por vezes infeliz. Ganhou grande fama e sucesso graças à sua voz. Depois de uma vida sentimental infeliz e atribulada, casou em 1918, três anos antes da sua morte, com uma mulher vinte anos mais nova do que ele, Dorothy Benjamin. Com esta, teve uma filha chamada Gloria, que podia muito bem ser a rapariga descrita no poema de Lucio Dalla.
terça-feira, abril 16, 2013
Um verdadeiro gigante...
Hoje os porta - contentores são verdadeiros gigantes. Este, foi construído na Dinamarca, transporta até 15.000 contentores, tem uma largura de 63,1 metros e um comprimento de 396,84 metros. É um barco que consome por hora 6275 litros de diesel e tem uma tripulação de 13 pessoas. Foi construído para navegar em alto mar já que não não passa nem no Canal do Suez nem no Canal do Panamá. Graças à velocidade que atinge, conseguir-se-ia atravessar a China e a Califórnia em 4 dias.
O navio porta-contentores é concebido especificamente para o transporte de contentores. Os porões são equipados, para receber e estivar os contentores "à medida", agilizando as operações de carga e descarga. Geralmente não dispõe de meios de carga próprios, guindastes ou gruas, e costumam ter uma velocidade de serviço superior à dos cargueiros tradicionais. A tendência actual é para o gigantismo destes navios.
Veja, então, a apresentação que seleccionei para hoje e que lhe mostra um destes monstros do mar. Já agora, clique aqui, para conhecer o Marco Pólo, outro destes gigantes do mar, que foi construído na Coreia da Sul. Ora veja!
Veja, então, a apresentação que seleccionei para hoje e que lhe mostra um destes monstros do mar. Já agora, clique aqui, para conhecer o Marco Pólo, outro destes gigantes do mar, que foi construído na Coreia da Sul. Ora veja!
segunda-feira, abril 15, 2013
O Papa Francisco e os outros
A trajectória da mais antiga instituição na Terra, a Igreja Católica, confunde-se com a própria história humana, e o seu líder - Papa, Bispo de Roma, Supremo Pontífice, entre outros nomes - é um de seus principais protagonistas. O Papa Francisco, nascido Jorge Bergoglio (1936) é o 266º papa. É o representante da Igreja Católica e o actual chefe de estado do Vaticano, sucedendo ao Papa Bento XVI, que abdicou ao papado em 28 de Fevereiro de 2013. É o primeiro papa nascido no continente americano, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1200 anos e o único jesuíta da história. Arcebispo de Buenos Aires desde 1998 e cardeal-presbítero desde 2001, foi eleito em 13 de Março de 2013. O Papa Francisco só passará a a ser Francisco I, quando houver outro papa com o mesmo nome.
Entre santos e pecadores, mais de 265 homens estiveram à frente da Igreja Católica, desde os seus tempos de clandestinidade, durante o império romano, até aos globalizados dias de hoje. Conheça o perfil de cada um deles e reorganize-os de acordo com suas características em comum, para isso, basta clicar aqui (assim poderá ter acesso à lista de todos os papas - desde Pedro, ano 30 - por anos de papado, por idades, por nomes, etc.).
Entre santos e pecadores, mais de 265 homens estiveram à frente da Igreja Católica, desde os seus tempos de clandestinidade, durante o império romano, até aos globalizados dias de hoje. Conheça o perfil de cada um deles e reorganize-os de acordo com suas características em comum, para isso, basta clicar aqui (assim poderá ter acesso à lista de todos os papas - desde Pedro, ano 30 - por anos de papado, por idades, por nomes, etc.).
domingo, abril 14, 2013
Museu Lalique
Abriu na Primavera de 2011, em Wingen-sur-Moder, no coração dos Vosges Alsacianos, perto de Estrasburgo, o Museu Lalique. René Lalique (1860 - 1945) foi um mestre vidreiro e joalheiro francês.
Ficou mundialmente conhecido pelas suas originais criações de jóias, frascos de perfume, copos, taças, candelabros, relógios, etc., dentro do estilo modernista, (Art nouveau e Art déco). A fábrica que fundou funciona ainda, e o seu nome ficou associado à criatividade e à qualidade, com desenhos que podem ser quer faustosos quer discretos.
O museu Lalique, em Wingen-sur-Moder, concentrou-se, sobretudo, na produção de Lalique, em vidro e cristal.
Há, contudo, outras colecções de obras importantes de Lalique em museus de todo o mundo. De destacar, particularmente, a colecção existente em Lisboa, no Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, ou a existente no Museu de Artes Decorativas de Paris ou em Hakone, no Japão.
Ficou mundialmente conhecido pelas suas originais criações de jóias, frascos de perfume, copos, taças, candelabros, relógios, etc., dentro do estilo modernista, (Art nouveau e Art déco). A fábrica que fundou funciona ainda, e o seu nome ficou associado à criatividade e à qualidade, com desenhos que podem ser quer faustosos quer discretos.
O museu Lalique, em Wingen-sur-Moder, concentrou-se, sobretudo, na produção de Lalique, em vidro e cristal.
Há, contudo, outras colecções de obras importantes de Lalique em museus de todo o mundo. De destacar, particularmente, a colecção existente em Lisboa, no Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, ou a existente no Museu de Artes Decorativas de Paris ou em Hakone, no Japão.
sábado, abril 13, 2013
Amor
Amor, amor, amor, como não amam
os que de amor o amor de amar não sabem,
como não amam se de amor não pensam
os que de amar o amor de amar não gozam.
Amor, amor, nenhum amor, nenhum
em vez do sempre amar que o gesto prende
o olhar ao corpo que perpassa amante
e não será de amor se outro não for
que novamente passe como amor que é novo.
Não se ama o que se tem nem se deseja
o que não temos nesse amor que amamos,
mas só amamos quando amamos o acto
em que de amor o amor de amar se cumpre.
Amor, amor, nem antes, nem depois,
amor que não possui, amor que não se dá,
amor que dura apenas sem palavras tudo
o que no sexo é sexo só por si amado.
Amor de amor de amar de amor tranquilamente
o oleoso repetir das carnes que se roçam
até ao instante em que paradas tremem
de ansioso terminar o amor que recomeça.
Amor, amor, amor, como não amam
os que de amar o amor de amar o amor não amam.
Jorge de Sena, Peregrinatio ad loca infecta (1969)
sexta-feira, abril 12, 2013
Israel
Israel, oficialmente Estado de Israel, é uma república parlamentar localizada no Oriente Médio, ao longo da costa oriental do Mar Mediterrâneo. O país faz fronteira com o Líbano (norte), a Síria (nordeste), a Jordânia e a Cisjordânia (leste), com o Egipto e a Faixa de Gaza (sudoeste), e com o Golfo de Aqaba, no Mar Vermelho (sul). Geograficamente é um país pequeno muito diversificado. Israel é um "Estado Judeu e Democrático". Após a adopção de uma resolução pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1947, recomendando a adesão e implementação do Plano de Partilha da Palestina para substituir o Mandato Britânico, em 1948, David Ben-Gurion, o chefe-executivo da Organização Sionista Mundial e presidente da Agência Judaica para a Palestina, declarou o estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz Israel, a ser conhecido como o Estado de Israel, uma entidade independente do controle britânico. As nações árabes vizinhas invadiram o recém-criado país no dia seguinte, em apoio aos árabes palestinianos. Israel, desde então, travou várias guerras com os Estados árabes circundantes, no decurso das quais ocupou os territórios da Cisjordânia, Península do Sinai, Faixa de Gaza e Colinas de Golã. Partes dessas áreas ocupadas, incluindo Jerusalém Oriental, foram anexadas por Israel, mas a fronteira com a vizinha Cisjordânia ainda não foi definida de forma permanente.
Israel assinou tratados de paz com o Egipto e a Jordânia, porém os esforços para solucionar o conflito israelo-palestiniano, até agora não resultaram em paz.
O centro financeiro de Israel é Tel Aviv e Jerusalém é a cidade mais populosa do país e a sua capital (embora não seja reconhecida como tal pela comunidade internacional). A população israelita, em 2012, era de 7 879 500 pessoas, das quais 5 930 000 são judeus. Os árabes formam a segunda maior etnia do país, com 1 622 500 de pessoas. A grande maioria dos árabes israelitas são muçulmanos, além de uma população menor, mas significativa, de beduínos do Negev, e ainda de cristãos árabes. Há ainda outras minorias étnicas e etno-religiosas, como os drusos, os circassianos, os samaritanos, os maronitas, etc. Se quiser ficar a conhecer melhor este país, aconselho-o a ver a apresentação que se segue.
Israel assinou tratados de paz com o Egipto e a Jordânia, porém os esforços para solucionar o conflito israelo-palestiniano, até agora não resultaram em paz.O centro financeiro de Israel é Tel Aviv e Jerusalém é a cidade mais populosa do país e a sua capital (embora não seja reconhecida como tal pela comunidade internacional). A população israelita, em 2012, era de 7 879 500 pessoas, das quais 5 930 000 são judeus. Os árabes formam a segunda maior etnia do país, com 1 622 500 de pessoas. A grande maioria dos árabes israelitas são muçulmanos, além de uma população menor, mas significativa, de beduínos do Negev, e ainda de cristãos árabes. Há ainda outras minorias étnicas e etno-religiosas, como os drusos, os circassianos, os samaritanos, os maronitas, etc. Se quiser ficar a conhecer melhor este país, aconselho-o a ver a apresentação que se segue.
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