quinta-feira, fevereiro 26, 2015

O Reino de Nárnia

Nárnia é um mundo fantástico criado pelo escritor irlandês Clive Staples Lewis, como local narrativo para "As Crónicas de Nárnia", uma série de sete livros. O mundo é chamado assim em homenagem ao Reino/País de Nárnia, onde acontece a maior parte da história.
"As Crónicas de Nárnia", uma série de sete livros de fantasia, é a obra mais conhecida de Lewis, sendo a série considerada um clássico da literatura. Esta obra já vendeu mais de 120 milhões de cópias mundialmente, figurando como uma das obras literárias mais bem sucedidas e conhecidas de todos os tempos, estando traduzida em 41 idiomas.
Escrita por Lewis entre 1949 e 1954, "As Crónicas de Nárnia" foram adaptadas diversas vezes, inteiramente ou parcialmente, para a rádio, a televisão, o teatro e o cinema. Além dos tradicionais temas cristãos, a série usa caracteres da mitologia grega e nórdica, bem como os tradicionais contos de fadas.
"As Crónicas de Nárnia" apresentam, geralmente, aventuras de crianças que desempenham um papel central e descobrem o ficcional Reino de Nárnia, um lugar onde a magia é corriqueira, os animais falam, as criaturas mitológicas abundam e ocorrem batalhas entre o bem e o mal. Em todos os livros (com excepção de "O Cavalo e o seu Menino") os personagens principais são crianças de nosso mundo, que são magicamente transportadas para Nárnia a fim de serem ajudadas e instruídas pelo Grande Leão conhecido como Aslam (ou Aslan, dependendo da tradução).
O tempo em Nárnia passa mais rápido do que no nosso mundo. A personagem Susana explicou em "O Príncipe Caspian" que 1300 anos em Nárnia, correspondem a 1 ano em nosso mundo.
 "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" é o primeiro e mais conhecido livro da série intitulada "As Crónicas de Nárnia". Apesar de ser o primeiro livro a ser publicado, é na verdade o segundo na ordem cronológica dos acontecimentos da série.
Em 1979,  "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" entrou para a história como o primeiro longa-metragem animado feito para televisão, chegando a ganhar o Emmy daquele ano. A adaptação foi realizada nos E.U.A. e coproduzido por Bill Melendez, conhecido pela produção de Charlie Brown, e pela companhia Children's Television Workshop, do programa Vila Sésamo.
  

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Have You Ever Really Loved A Woman?

Oiça, mais uma vez Bryan Adams em, "Have You Ever Really Loved A Woman?"
O vídeo foi realizado em Espanha, na "Casa las Pavos Reales" (Malaga ), por Anton Corbijn.
To really love a woman, to understand her
You've got to know her deep inside
Hear every thought, see every dream
And give her wings when she wants to fly
Then when you find yourself lying
Helpless in her arms
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman
You tell her that she's the one
Cause she needs somebody to tell her
That it's gonna last forever
So tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?

To really love a woman, let her hold you
Till you know how she needs to be touched
You've got to breathe her, really taste her
Till you can feel her in your blood
And when you can see your unborn children in her eyes
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman
You tell her that she's the one
Cause she needs somebody
To tell her that you'll always be together
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?

You've got to give her some faith
Hold her tight, a little tenderness
You've got to treat her right
She will be there for you, taking good care of you
You really gotta love your woman, yeah

And when you find yourself lying helpless in her arms
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman
You tell her that she's the one
She needs somebody
To tell her that it's gonna last forever
So tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman? Yeah
Just tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Oh! Just tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?

terça-feira, fevereiro 24, 2015

Ansiosas de liberdade...

"Ansiosas  de liberdade
e de igualar o voo das gaivotas,
as palavras soltam-se no vento,
que as desgrenha,
enrodilha,
e deixa cair
sobre as águas, revoltas,
de um mar de flor".
Luísa Dacosta - "A maresia  e o sargaço dos dias", Edições Asa

Luísa Dacosta, (16/02/1927 - 15/02/2015), foi uma escritora portuguesa.
Formou-se na Faculdade de Letras de Lisboa, mas as suas "Universidades" foram as mulheres de A-Ver-O-Mar (Póvoa de Varzim). Elas que murcham aos trinta anos, vivem e morrem na resignação de ter filhos e de os perder, na rotina de um trabalho escravo, sem remuneração, espancadas como animais de carga (Ele não me bate muito, só o preciso) e que, mesmo afeitas, num treino de gerações, às vezes não aguentam e se suicidam (oh! Senhora das Neves! E tu permites!) depois de um parto, quando o mundo recomeça num vagido de criança!
Às mulheres de A-Ver-O-Mar "Deve" a língua ao rés do coloquial. Foi professora do ciclo preparatório e alguma coisa deve, também, aos alunos: o ter ficado do lado do sonho. Isso a motivou a escrever para crianças.
Entre as influências que a sua produção literária manifesta, os críticos têm citado Irene Lisboa, cuja presença seria visível logo no seu primeiro trabalho. Entre a temática que mais a interessou situam-se os relatos de um quotidiano vulgar e a situação da mulher.
Os seus livros situam-se num registo em que um sabor autobiográfico se mistura à crónica e ao conto.
Luísa Dacosta começou a sua vida literária em 1955 com a publicação de um livro de contos intitulado "Província".
A partir de 1972 iniciou a escrita de livros para crianças e dirigiu colecções nesta área editorial.
Na sua actividade de tradutora, traduziu obras de Nathalie Sarraute e Simone de Beauvoir. Colaborou em numerosos periódicos de que podem destacar-se Colóquio/Letras, O Comércio do Porto, Jornal de Notícias, Raiz e Utopia, Seara Nova.
Se a quiser ficar a conhecer um pouco melhor, assista à entrevista que se segue.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Yeonmi Park e a Coreia do Norte

A Coreia do Norte, oficialmente República Democrática Popular da Coreia, é um país do leste da Ásia que ocupa a metade norte da Península da Coreia. A capital e maior cidade deste país é Pyongyang.
A Zona Desmilitarizada da Coreia serve como área de divisão entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. O Rio Amnok e o Rio Tumen separam a Coreia do Norte da República Popular da China.
Uma seção do Rio Tumen no extremo nordeste corresponde à fronteira com a Rússia.
A península foi governada pelo Império Coreano até ser anexada pelo Japão, após a Guerra Russo-Japonesa de 1905. Com a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Coreia foi ocupada pelos Estados Unidos e pela União Soviética, e dividida em dois países distintos.
A Coreia do Norte recusou-se a participar da eleição supervisionada pelas Nações Unidas, feita em 1948, que levava à criação de dois governos coreanos separados, para as duas zonas de ocupação.
A Coreia do Norte e a Coreia do Sul reivindicavam, então, soberania sobre toda a península coreana, o que os levou à Guerra da Coreia, em 1950.
Um armistício assinado em 1953 suspendeu o conflito, não tendo sido assinado nenhum tratado de paz; este armistício sobreviveu até 2013.
Nesta altura o mesmo foi suspenso pela Coreia do Norte, como parte da propaganda de guerra decorrente de seu 3º teste nuclear, que ocorreu naquele ano. Deste modo, as duas Coreias estão atualmente em guerra, pelo menos formalmente.
A Coreia do Norte é um Estado unipartidário sob uma frente liderada pelo Partido dos Trabalhadores da Coreia. O governo do país autodeclara-se como seguidor da ideologia juche, desenvolvida por Kim Il-sung, ex-líder do país.
Para ficar a conhecer melhor este país do oriente, oiça o discurso da jovem norte coreana Yeonmi Park, que conta a sua história de vida na Coreia do Norte e, apela à acção contra a violação dos Direitos do Homem no seu país.
E agora o mesmo vídeo com legendas em castelhano. 

domingo, fevereiro 22, 2015

Palácio da Pena, o mais belo da Europa

O Palácio Nacional da Pena ou Palácio da Pena ou Castelo da Pena, localiza-se na vila de Sintra, no distrito de Lisboa, em Portugal.
Este Palácio representa uma das principais expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo, constituindo-se no primeiro palácio neste estilo na Europa, já que foi construído cerca de 30 anos antes do Castelo de Neuschwanstein, na Baviera.
O Palácio da Pena surgiu em 1839, quando o rei D. Fernando Saxe Coburgo-Gotha, marido de D. Maria II, adquiriu as ruínas do Mosteiro de Nossa Senhora da Pena para o adaptar a um palácio. O edifício original, em tempos ocupado pelos monges Jerónimos, data de 1503. A fachada principal do convento foi mantida, à semelhança do que aconteceu com a igreja e com o claustro, cujas galerias se encontram cobertas de azulejos.
Nascido na Alemanha, D. Fernando II trouxe para Portugal a arquitectura romântica germânica. O palácio, um projecto do Barão Eschwege, inspirou-se nos palácios da Baviera e juntou influências Mouras, Góticas e Manuelinas.
Nos anos 90, o palácio foi alvo de um significativo restauro e a maior alteração é visível ao longe: a sua pintura em côr-de-rosa e amarelo: as cores originais do Palácio da Pena!
O Palácio da Pena é o quarto monumento nacional mais visitado em Portugal. Está mobilado com peças características da altura em que surgiu e conta com excelentes vistas sobre os arredores.
Em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das Sete maravilhas de Portugal.
O Palácio da Pena foi considerado, recentemente, o mais belo da Europa. Se o quiser ficar a conhecer por dentro e por fora (a 360º), basta clicar aqui. Entretanto, assista ao documentário (partes I, II e III) realizado por Adriana Sousa Duarte sobre o Palácio Nacional da Pena em Sintra e a sua caracterização arquitectónica com depoimentos do director do Palácio, Dr. José Manuel Carneiro.
Aqui fica a PARTE I.
Agora a PARTE II. E por último, aprecie também a parte III deste documentário.

sábado, fevereiro 21, 2015

Órgão do Mar

O que lhe proponho que conheça hoje, é muito interessante e deveras origina! É o Órgão do Mar, que se localiza na costa da cidade de Zadar, Croácia.
O Órgão do Mar é um objeto arquitetónico e um instrumento musical experimental (que toca música pela acção das ondas do mar).
Este instrumento foi projectado pelo arquiteto Nikola Basic como parte do projeto para redesenhar a nova cidade da costa (Nova riva).
Foi criado em 2005 e ganhou o  "European Prize for Urban Public Space" (Prémio Europeu Para Espaços Públicos Urbanos).
Este Órgão do Mar é constituído por degraus cravados nas rochas e que têm no seu interior um interessante sistema de tubulações. Estas quando empurradas pelos movimentos do mar, forçam o ar e, dependendo do tamanho e velocidade da onda, dão origem a notas musicais, que permitem a criação de sons aleatórios.
O Órgão do Mar recebe turistas de várias partes do mundo que vêm ouvir, não só esta  música original, que traz muita paz, mas também apreciar o belo pôr-do-sol desta bela cidade do litoral da Croácia.
A cidade de Zadar foi duramente castigada durante a 2ª Guerra Mundial. A criação deste órgão permitiu devolver um pouco do que a cidade perdeu, com tanta destruição e sofrimento.
São Vários os sítios da net onde pode ouvir este órgão marinho, entretanto, aprecie a sua música vendo o vídeo que se segue. Não perca. Vale bem a pena.

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

" DIZ-ME ONDE MORAS" ...

Para quem não leu, aqui fica o "Diz-me Onde Moras" do Miguel Esteves Cardoso. Vale a pena.
"Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo, há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide. Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu. Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja, ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau.
(...)
Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
 Imagine-se o impacto de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
 É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro?
Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro). É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.
Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima !!!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo : Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)
 Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).
 Miguel Esteves Cardoso

"PS. Só faltou referir o Triângulo Erótico da Bairrada (Ancas, Bustos, Mamarrosa), já para não falar da Venda da Gaita e Coito (Tomar).
Tenho um colega alentejano e amigo, de poucas palavras,  que, quando fazia compras para a escola, nunca queria que lhe pusessem o nome da localidade na factura, porque tentou duas vezes e não gostou de ter de repetir o nome e da expressão da atendedora. Ele esteve quatro anos a lecionar na localidade de "Picha" (Pedrógão)."

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Sonho

Agostinho da Silva (13 de Fevereiro de 1906 —1994) foi um filósofo, poeta e ensaísta português, que passou um considerável tempo da sua vida no Brasil.
O seu pensamento combina elementos de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, afirmando a Liberdade como a mais importante qualidade do ser humano.
"O Sonho" de Franz Scala -  1919-1920.
Agostinho da Silva pode ser considerado um filósofo prático empenhado, através da sua vida e obra, na mudança da sociedade. Assinalando o centenário do seu nascimento aqui lhe deixo um dos seus poemas.

Teria passado a vida
atormentado e sozinho
se os sonhos me não viessem
mostrar qual é o caminho

umas vezes são de noite
outras em pleno de sol
com relâmpagos saltados
ou vagar de caracol

quem os manda não sei eu
se o nada que é tudo à vida
ou se eu os finjo a mim mesmo
para ser sem que decida.
Agostinho da Silva  -  "Poemas"

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Morte do Galo do Entrudo

O Julgamento e Morte do Galo do Entrudo é uma outra forma de brincar ao carnaval. Acontece na cidade da Guarda, Região Centro de Portugal.
É um Carnaval 100% português, que está baseado em tradições populares como a queima do Entrudo.
Um espectáculo comunitário, baseado na cultura tradicional, onde desfilam centenas de participantes oriundos das colectividades do concelho e também actores, músicos e animadores profissionais.
O Galo representa a Crise, a Corrupção e todos os outros males que afligiram os portugueses durante o ano. O Galo é, por isso, julgado em Praça Pública (neste caso na Praça Velha) e queimado num ritual expiatório.
O Julgamento do Galo é uma tradição de diversas localidades portuguesas, nomeadamente do concelho da Guarda, que aproveitam esta época do ano para espantar os seus males.
Centenas de pessoas das colectividades do concelho da Guarda participam activamente no espectáculo comunitário "Julgamento e Morte do Galo do Entrudo", que tem produção do Teatro Municipal da Guarda/Culturguarda, sendo uma parceria entre a Câmara Municipal e a Agência para a Promoção da Guarda.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

O Carnaval de Torres Vedras: "O mais português de Portugal"

O Carnaval de Torres Vedras é das poucas festividades de carnaval que se mantêm fiéis às tradições da comemoração do Entrudo em Portugal. Este carnaval conta, na celebração destes dias de festa, com a participação espontânea de milhares de cidadãos.
Actualmente o Carnaval de Torres é organizado pela Câmara Municipal de Torres Vedras, pela Real Confraria do Carnaval de Torres e pela empresa municipal de organização de eventos Promotores.
Nos corsos participam os carros alegóricos, os grupos de desfile, as "matrafonas" (homens mascarados de mulher) e os famosos cabeçudos (bonecos gigantes) acompanhados pelos "Zés-Pereiras". Contudo, muitos são os populares que se associam à folia, maioritariamente mascarados, e que desfilam nos espaços livres entre os carros alegóricos e os grupos de desfile.
A interacção entre o público e os mascarados é feita através do arremesso de "cocotes" (pequenos objectos, feitos de papel e restos de serradura e borracha) entre ambos. No sabado à noite há um desfile de grupos de mascarados, que nos últimos anos contou com mais de 3000 figurantes.
A música é também toda ela local, tentando manter as raízes portuguesas. O "tocandar" é o veiculo fabricado pela câmara para fazer de palco móvel à banda torrenense "Improviso Jazz" que anima o Carnaval com música brasileira e portuguesa.
O Carnaval de Torres Vedras auto -  intitula-se de "O mais português de Portugal". Se não acredita, assista ao vídeo que se segue.

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

As Máscaras

Caretos de Podence
Uma máscara é um acessório utilizado para cobrir o rosto com diversos propósitos: lúdicos (como nos bailes de máscaras e no carnaval), religiosos, ritualísticos, artísticos ou de natureza prática (máscaras de proteção).
A palavra tem, provavelmente, origem no latim "mascus" ou "masca" que significa "fantasma", ou no árabe "maskharah" que significa "palhaço" ou  "homem disfarçado". Algumas tribos africanas usam, por vezes,  as máscaras em cerimónias de passagem entre a vida e a morte.
A máscara é, possivelmente, o mais simbólico elemento da linguagem cénica utilizado, através de toda história do teatro. O seu uso, provavelmente, remonta à representação da cabeça de animais em rituais primitivos, quando o objeto em si ou o personagem que o usava, representavam algum misterioso poder.
Das variadíssimas manifestações de entrudo ou de carnaval, realizadas de norte a sul do nosso país,
Aldeias de Xisto -  Lousã
gostaria de chamar a atenção para aquelas que continuam a manter-se fiéis às tradições rurais e que utilizam as máscaras nos seus trajes.
Desse grupo restrito, faz parte o Carnaval de Podence (Macedo de Cavaleiros), com os seus Caretos.
O careto é um personagem mascarado do carnaval de Trás-os-Montes e Alto Douro. É um homem que usa uma máscara com um nariz saliente feita de couro, latão ou madeira pintada com cores vivas, amarelo, vermelho ou preto.
Os "caretos" (rapazes solteiros) são as figuras principais da festa, desconhecendo-se, no fundo, a sua verdadeira origem e significado.
Caretos de Lazarim
Simbolicamente associados, na crença popular, "ao espírito do mal", ou a tudo aquilo que se afigure misterioso – forças sobrenaturais e ocultas, curandeiros, bruxos, poderes diabólicos e ao próprio Satanás. Gozam de total impunidade durante este curto período do Entrudo.
Outro entrudo deslumbrante é o de Lazarim. Lazarim é uma pequena aldeia do Norte do distrito de Viseu que é conhecida pelo seu carnaval que também inclui os caretos - máscaras tradicionais esculpidas pelas mãos de artesãos locais em madeira de amieiro – e que saem à rua nesta altura do ano.
O Carnaval de Lazarim centra-se no confronto verbal entre dois grupos sociais, as comadres e os compadres. Estes têm um período de duas semanas para os preparativos: a semana dos compadres e a semana das comadres. Os artesãos de máscaras, pelo contrário, iniciam a sua constr
Aldeias de Xisto -  Lousã
ução logo após o termo das festividades do ano anterior. Os grupos das comadres e dos compadres entram em cena na Terça-feira de Carnaval. A crítica social, que tem como mote a rivalidade entre homens e mulheres, é trazida a público num cortejo hilariante. Terminada a crítica segue-se a queima dos bonecos representativos de personagens de ambos os grupos. Tudo termina em convívio, com comida e bebida e uma grande festa.
As máscaras estão também a reanimar o Entrudo das aldeias de Xisto da Serra da Lousã (concelho de Góis). Um velho cortiço, que albergou milhares de abelhas durante anos, pode ser máscara por um dia, na corrida do Entrudo da Serra da Lousã.

domingo, fevereiro 15, 2015

Chocalhando: Os Caretos de Podence




Assista ao vídeo promocional "Chocalhando" que tem como objetivo a divulgação do Entrudo Chocalheiro 2015 e dos Caretos de Podence.
A alegria, a diversão e a tecnologia são o mote para manter uma tradição viva.

sábado, fevereiro 14, 2015

Amor

Amor é tudo
o que se espera de uma rosa
quando se orna de pétalas
macias, se
enfeita, se perfuma
e sai

para passar a noite no decote
entre os teus seios
Nuno de Figueiredo
Cerejas. Poemas de amor de autores portugueses contemporâneos.2004

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

(Everything I Do) I Do It For You

Oiça o cantor Bryan Adams em  "(Everything I Do) I Do It For You".
Look into my eyes
You will see what you mean to me
Just search your heart, search your soul
And when you find me there
You'll search no more

Don't tell me
It's not worth trying for
You can't tell me
It's not worth dying for
You know it's true
Everything I do, I do it for you

Just look into your heart
And you will find
There's nothing there to hide
Just take me as I am, take my life
I would give it all
I would sacrifice

Don't tell me
It's not worth fighting for
I can't help it
There's nothing I want more
You know it's true
Everything I do, I do it for you

There's no love like your love
And no other could give more love
There's nowhere, unless you're there
All the time, all the way yeah

Oh, you can't tell me
It's not worth fighting for
I can't help it
There's nothing I want more
I would fight for you
I'd lie for you
Walk the wild for you
Yeah, I'd die for you

You know it's true
Everything I do, ooooh,
I do it for you

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Soneto do amor e da morte

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.
Vasco Graça Moura  "Antologia dos Sessenta Anos"

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

As Brumas de Avalon

"As Brumas de Avalon"  é um livro, em quatro volumes (1979), da escritora Marion Zimmer Bradley.
A acção do romance decorre durante a vida do lendário Rei Arthur e dos seus cavaleiros. O livro narra a já conhecida lenda arturiana a partir de uma outra perspectiva. Quem protagoniza a história, nesta versão, são as personagens femininas, tais como Guinevere, Morgana e Morgause, o que acabou resultando na reelaboração de todo o universo mítico da trama.
A obra foi dividida pela autora em quatro momentos (ou volumes): A Senhora da Magia; A Grande Rainha; O Gamo Rei e O Prisioneiro da Árvore.
O romance, além de narrar cerca de 70 anos ou mais (inicia-se quatro anos após o nascimento de Morgana e narra factos com ela já em idade bem avançada), explora factos históricos preenchendo as lacunas ignoradas sobre a influência do paganismo e das mulheres na formação da Bretanha.
Esta é uma história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.
No primeiro volume (A Senhora da Magia), Morgana é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgana, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança que salvará as Ilhas. Morgana, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgana desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera.
"As Brumas de Avalon", foram um enorme sucesso e transformaram-se em filme (E.U.A., Alemanha e Rep. Checa) em 2001. Este foi feito especialmente para a televisão e realizado por Uli Edel .
O filme foi exibido no formato de minissérie pelo canal TNT (se o quiser ver, basta ver o vídeo abaixo).

terça-feira, fevereiro 10, 2015

Avalon

"Avalon", é uma ilha lendária da lenda arturiana, famosa pelas suas belas maçãs. Ela aparece referenciada pela primeira vez na "Historia Regum Britanniae ("A História dos Reis da Bretanha")" de Geoffrey of Monmouth, como o lugar onde a espada do Rei Arthur, Excalibur, foi forjada, e posteriormente, para onde Arthur é levado para se recuperar dos ferimentos após a Batalha de Camlann.
 Geoffrey of Monmouth (1100 — 1155) foi um clérigo galês e  um dos mais significativos autores no desenvolvimento das lendas arturianas.
Como a "Ilha dos Bem-aventurados", Avalon tem paralelo noutros lugares da mitologia indo-europeia, em particular a Tír na nÓg irlandesa e a Hespérides grega, também conhecidas pelas suas maçãs.
Avalon foi associada há muito tempo a seres imortais, como Morgana Le Fay.
Há quem acredite que Avalon é um lugar real, situado numa região conhecida hoje como Glastonbury, no condado de Somerset, Inglaterra, pois os monges da Abadia de Glastonbury teriam encontrado, por volta de 1190, os ossos do rei Arthur e da sua rainha Guinevere, ali enterrados.  Mas os ossos supostamente desapareceram durante uma reforma...

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

O Saara Ocidental - RASD

O Saara Ocidental, é um território situado na África Setentrional que tem uma área de cerca de 266.000 km² e  que já foi conhecido como Saara Espanhol. A capital do Saara Ocidental é El Aaiún (a antiga capital colonial). O Saara Ocidental tem hoje grande parte de seu território ocupado por Marrocos. Além disso, cerca de 170 mil saarauis vivem em campos de refugiados na Argélia
É constituído pelas regiões de Rio de Ouro, que ocupa os dois terços meridionais (entre o cabo Blanco e o cabo Bojador), e Saguia el-Hamra, que ocupa o terço norte. Faz fronteira com Marrocos a norte, com a Argélia a nordeste e com a Mauritânia a leste e a sul.
Praticamente todo o território do Saara Ocidental é desértico. No entanto é rico em  minério de ferro e tem enormes depósitos de fosfatos. A atividade agrícola é reduzida. São criados camelos, cabras e ovelhas, e é exportado peixe seco para as ilhas Canárias.
O Saara Ocidental está na lista das Nações Unidas de territórios não-autónomos desde a década de 1960. O controle do território é disputado quer pelo Reino de Marrocos quer pelo movimento independentista Frente Polisário.
Em fevereiro de 1976, este movimento proclamou a República Árabe Saaráui Democrática (RASD) com um governo no exílio.
A RASD é reconhecida internacionalmente por 50 estados e mantém embaixadas em 16 deles. É membro da União Africana desde 1984, carecendo no entanto de representação na ONU. O primeiro estado que reconheceu a RASD foi Madagáscar em 1976.
Se quiser ficar a conhecer melhor este território basta clicar aqui e aqui.  Sugiro-lhe, também, que veja os dois vídeos que se seguem. O primeiro designa-se "Entre Fronteiras - Saara Ocidental".  O segundo é o vídeo teaser do projeto "Nem paz nem guerra: três décadas de conflito no Saara Ocidental", de Giovana Moraes Suzin e Laura Daudén.

domingo, fevereiro 08, 2015

Soneto do gosto de cinza

Virgílio Neves - Série Hipnoses
Levo um gosto de cinza pela boca,
uma assembléia doida de cansaços,
e uma tristeza, uma agonia louca,
como a dor que transborda dos meus braços

e se desmancha em rios pela terra
e arrasta os peixes todos para o anzol
e põe dentro de mim confusa guerra
e resiste ao luar, resiste ao sol,

desce em meu coração como um castigo
e me tem de mim mesmo dividido.
Mas tu, sereno sonho, porto, abrigo

contra os ventos do abismo ressentido,
farás do incêndio amargo destas horas
o berço de suavíssimas auroras.
Odylo Costa Filho - Cantiga Incompleta 

sábado, fevereiro 07, 2015

O Arroz Doce

Arroz Doce Com Ovos
O Arroz Doce é uma das sobremesas mais tradicionais da gastronomia portuguesa. Uma sobremesa fácil, rápida e económica que faz parte da infância da maioria dos portugueses.

É preparada com arroz (de preferência do tipo carolino), água (depende da região do país), sal, leite (meio-gordo ou gordo), casca de limão, canela em pau e em pó para polvilhar e açúcar. Na maior parte das receitas leva, também, gemas de ovos – visto que há genericamente duas formas de fazer o arroz doce: com gemas e sem gemas.

Outro dos regionalismos que diferencia o arroz doce em Portugal, é a sua forma de cozedura. Nuns locais o arroz é cozido só em leite, noutros abre-se primeiro em água (até à sua total evaporação) e só depois se lhe junta o leite.

Na Beira Alta, a tradição é fazer um arroz doce sem ovos, que se deixa na travessa de um dia para o outro e que tem a particularidade de se poder cortar com uma faca. Na Vila de Rua, Moimenta da Beira, faz-se o Arroz Doce de Cesto: Coloca-se o arroz, depois de confecionado com as gemas e ligeiramente arrefecido, num cesto de verga previamente forrado com uma toalha de linho.

Arroz Doce de Cesto
Em Coimbra era tradição a família da noiva participar o casamento às famílias amigas, oferecendo uma travessa de arroz doce branco (sem ovos) coberta por toalha de tecido de almalaguês, de produção artesanal. Passados uns dias, a travessa era devolvida com o presente de casamento.

Na região de Palmela é feito um arroz doce com leite de ovelha, o  que lhe confere um sabor diferente.

No Alentejo, o arroz doce é feito sem gemas . Mas adiciona-se-lhe um pouco de banha de porco, o que dá uma consistência muito cremosa ao doce. Já agora, é de referir, que noutros locais do país há, também, quem coloque manteiga (em vez de banha) no arroz doce.

Embora sendo uma receita típica do Natal, o Arroz Doce é uma sobremesa que pode ser servida em qualquer altura do ano. E que faz parte de almoços de família, lanches, aniversários, casamentos, baptizados, festas e romarias.

Arroz Doce Branco
O Arroz Doce terá origem turca ou árabe, com expressões singulares em vários países europeus. Em Espanha, o arroz com leche,  terá surgido como aproveitamento das sobras de arroz cozido e, por isso, é diferente do nosso.

Em Portugal existem registos da sua confeção desde o século VI A.C., aquando das invasões mouras. Nesta época, o arroz era só cozido em leite com melaço. A substituição deste ingrediente pelo açúcar terá ocorrido com a chegada da cana-de-açúcar, séculos mais tarde. De qualquer modo, a primeira citação do arroz doce em receituário português, encontra-se no livro de receitas da Infanta D. Maria (1538-1577).

A popularidade que o arroz doce atingiu, desde cedo, por cá, fez com que a nossa receita também passasse a ser conhecida além-fronteiras, através de famílias portuguesas que a levaram, por exemplo, para o Brasil, entre 1769 e 1779.

 

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

O Corpo Humano

O corpo humano é a estrutura total e material do organismo humano. A anatomia é o ramo da biologia que estuda a estrutura e a organização dos seres vivos, tanto externa quanto internamente.
A anatomia humana estuda, por isso, as grandes estruturas e sistemas do corpo humano. Já a fisiologia é o ramo da biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas do corpo humano.
O corpo humano é uma máquina biológica complexa, cujo funcionamento e constituição, é quase inteiramente idêntico ao funcionamento e constituição dos corpos de outras espécies de animais, particularmente aquelas que estão mais próximos do Homem.
Se quiser conhecer melhor o corpo humano veja, com atenção, a excelente apresentação que se segue. É muito completa e acessível para não especialistas.

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Ai, Que Saudade D'ocê

"Ai, Que Saudade D'Ocê" é uma canção, composta em 1982 pelo músico brasileiro (Paraíba) Vital Farias. Esta canção tornou-se o seu maior sucesso, tendo sido regravada por vários artistas, especialmente pelos grandes expoentes da música nordestina, como Elba Ramalho e Fagner, e mais recentemente Zeca Baleiro e Lucy Alves.
Oiça, então Zeca Baleiro em "Ai, Que Saudade D'ocê."
Não se admire se um dia,
um beija flor invadir
A porta da tua casa,
te der um beijo e partir
Foi eu que mandei o beijo
que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo,
ai que saudade d'ocê
Se um dia ocê se lembrar,
escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio,
com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo,
quero matar meu desejo
Lhe mando um monte de beijo
ai que saudade sem fim
E se quiser recordar
aquele nosso namoro,
quando eu ia viajar
Você caía no choro,
eu chorando pela estrada,
mas o que eu posso fazer
trabalha é minha sina
eu gosto mesmo é d'ocê.

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

O Meu Irmão

"O Meu Irmão", de Afonso Reis Cabral, é o romance vencedor do Prémio LeYa de 2014. 
Afonso Reis Cabral é um jovem escritor (24 anos) português, trineto de Eça de Queirós.
Sinopse:
"Com a morte dos pais, é preciso decidir com quem fica Miguel, o filho de 40 anos que nasceu com síndrome de Down. É então que o irmão – um professor universitário divorciado e misantropo – surpreende (e até certo ponto alivia) a família, chamando a si a grande responsabilidade. Tem apenas mais um ano do que Miguel, e a recordação do afecto e da cumplicidade que ambos partilharam na infância leva-o a acreditar que a nova situação acabará por resgatá-lo da aridez em que se transformou a sua vida e redimi-lo da culpa por tantos anos de afastamento. Porém, a chegada de Miguel traz problemas inesperados – e o maior de todos chama-se Luciana. Numa casa de família, situada numa aldeia isolada do interior de Portugal, o leitor assistirá à rememoração da vida em comum destes dois irmãos, incluindo o estranho episódio que ameaçou de forma dramática o seu relacionamento.
"O Meu Irmão",  é um romance notável e de grande maturidade literária que, tratando o tema sensível da deficiência, nunca cede ao sentimentalismo, oferecendo-nos um retrato social objectivo e muitas vezes até impiedoso".

terça-feira, fevereiro 03, 2015

A caverna mais profunda do mundo

Krubera-Voronya é a caverna conhecida, mais profunda do mundo.
Situa-se na Abecásia, a 15 Km do mar Negro, e a sua entrada fica a 2.240 metros de altitude.  Está localizada no maciço de Arabika, na região do Cáucaso, numa zona de difícil acesso.
Esta gruta foi descoberta em 1963 por uma equipa de espeleólogos georgianos, que baptizaram a caverna com o nome de Krubera-Voronya,  porém naquele momento, só a exploraram até aos 57 metros de profundidade.
Foi preciso mais uma série de expedições para que o homem pudesse chegar a lugares cada vez mais isolados e obscuros dentro da caverna.
Foi somente em 2001 que esta formação recebeu o título de caverna natural mais profunda do mundo após uma expedição efectuada pela Associação Ucraniana de Espeleologia.
Veja um salto de paraquedas na caverna mais profunda do mundo, Krubera Voronya, clicando aqui .  Se, entretanto, quiser ficar a conhecer melhor este lugar extraordinário, basta ver, com atenção, o vídeo que se segue.

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

A Abecásia

A Abecásia é uma região pobre situada no Cáucaso que conta cerca de 240 mil habitantes e tem na Rússia uma aliada.
A Abecásia é uma república autónoma de jure, cuja capital é Sukhumi,  localizada no norte da Geórgia, tendo lutado pela sua independência relativamente a este país. Declarou-a após a guerra civil que ocorreu entre 1992-1993. Esta arruinou a economia local e matou milhares de civis. Permanece em grande medida independente da Geórgia e mantém controle sobre grande parte do seu território, embora não seja reconhecida internacionalmente.
Toda a região da Abecásia fez parte da União Soviética até 1991.Como a União Soviética começou a desintegrar-se no final da década de 1980, cresceram as tensões étnicas entre os abecásios e os georgianos, devido ao surgimento de movimentos que lutavam pela independência da Geórgia. Isto conduziu à guerra de 1992-1993 na Abecásia.  O resultado desta guerra traduziu-se numa derrota militar georgiana, na independência de facto da Abecásia e na fuga em massa e limpeza étnica da população georgiana na Abecásia.
Apesar do acordo de cessar-fogo de 1994, e anos de negociações, a disputa de status não foi resolvida, e apesar da presença a longo prazo de uma força de acompanhamento das Nações Unidas e de uma operação de paz da CEI coordenada pela Rússia, o conflito voltou a deflagrar em vários ocasiões.
Em agosto de 2008, os dois lados enfrentaram-se, novamente, durante a guerra na Ossétia do Sul, o que foi seguido pelo reconhecimento formal da Abecásia pela Rússia, a anulação do acordo de cessar-fogo de 1994 e o término das missões da ONU e da CEI.
Todos os dias, a fronteira entre a Abecásia e a Rússia é atravessada por uma população que tenta vender em território russo os produtos produzidos em terras abkhazes.

domingo, fevereiro 01, 2015

OS VERSOS QUE TE DOU

Ouve estes versos que te dou, eu
 os fiz hoje que sinto o coração contente
 enquanto teu amor for meu somente,
 eu farei versos...e serei feliz...

 E hei de fazê-los pela vida afora,
 versos de sonho e de amor, e hei  depois
 relembrar o passado de nós dois...
 esse passado que começa agora...

 Estes versos repletos de ternura são
 versos meus, mas que são teus, também...
 Sozinha, hás de escutá-los sem ninguém que
 possa perturbar vossa ventura...

 Quando o tempo branquear os teus cabelos
 hás de um dia mais tarde, revivê-los nas
 lembranças que a vida não desfez...

 E ao lê-los...com saudade em tua dor...
 hás de rever, chorando, o nosso amor,
 hás de lembrar, também, de quem os fez...

 Se nesse tempo eu já tiver partido e
 outros versos quiseres, teu pedido deixa
 ao lado da cruz para onde eu vou...

 Quando lá novamente, então tu fores,
 pode colher do chão todas as flores, pois
 são os versos de amor que ainda te dou.
 J. G. de Araújo Jorge - "Meu céu interior",  Rio de Janeiro, 1934.