sexta-feira, agosto 08, 2025

Algumas Roupas Engordam?



Para evitar o efeito de "roupas que engordam", é importante escolher peças que caiam bem, com cores e estampas estratégicas, além de acessórios que alonguem a silhueta. Evite tecidos muito volumosos ou justos demais, estampas grandes e cores muito claras ou vibrantes em áreas que pretenda disfarçar. 

Para ficar a saber como evitar este erro de estilo, não deixe de ver as dicas que o vídeo abaixo lhe propõe.
Ora veja!

sexta-feira, agosto 01, 2025

Será Que Há Comprimento de Saia Adequado Para Cada Idade?

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.

Há pessoas que acreditam que o comprimento da saia está relacionado a idade! Será?


Não existe um comprimento de saia "adequado" universal para cada idade, pois o comprimento ideal varia mais com a altura, proporções do corpo e estilo pessoal do que com a idade. No entanto, existem algumas dicas e considerações gerais que podem ajudar a escolher o comprimento adequado para diferentes ocasiões e tipos de corpo. 

No vídeo de hoje a influencer brasileira Luciane Cachinski mostra-lhe que o comprimento da saia é muito mais que uma questão de corpo, de profissão, de ambiente e de cabeça.

Não perca esta oportunidade de se atualizar no que à moda diz respeito.
Ora veja! 

quinta-feira, julho 31, 2025

Como Usar Calções aos 60






Com votos de boas férias e de uns bons mergulhos, deixo-lhe hoje um vídeo com algumas dicas acerca de como usar calções aos 60 e ficar estilosa.

quarta-feira, julho 30, 2025

Goa ou O Guardião da Aurora

Goa ou O Guardião da Aurora, é um livro (2005) de Richard Zimler.

Richard Zimler é um jornalista, escritor e professor norte-americano naturalizado português.

"Um romance histórico magistral. Um hino à vida. Um grito contra a intolerância. Uma história de amor, ciúme e vingança narrada com a mestria a que Richard Zimler nos habituou desde o primeiro livro".

Sinopse:
Na colónia portuguesa de Goa, estava o século XVI a chegar ao fim, a Inquisição fazia enormes progressos na sua missão de impedir todos os "bruxos" - quer fossem nativos hindus, quer imigrantes judeus - de praticarem as suas crenças tradicionais. Os que se recusavam a denunciar outros ou a renunciar à sua fé eram estrangulados por carrascos ou queimados em autos-de-fé. Ao viver nos limites do território colonial, a família Zarco consegue manter firmes as suas raízes luso-judaicas. Tiago e a irmã, Sofia, gozam uma infância pacífica aprendendo com o pai a ilustrar manuscritos e mergulhando no caos inebriante das festividades hindus celebradas pela sua amada cozinheira, Nupi.

No entanto, quando primeiro o pai e depois o filho são feitos prisioneiros pela Inquisição, a família desmorona-se e a desconfiança começa a grassar no peito de Tiago. Apenas alguém próximo os poderia ter denunciado. Determinado a vingar-se, Tiago vê-se obrigado a enfrentar a traição e a reavaliar as suas mais profundas crenças.

terça-feira, julho 29, 2025

A Morgadinha de Valflor

A Morgadinha de Valflor é um drama em cinco atos, de Manuel Pinheiro Chagas. Esta peça foi representada pela primeira vez no Teatro D. Maria II, em abril de 1869, e publicada no mesmo ano. Conheceu sucessivas reedições, foi traduzida em espanhol e italiano e foi uma das peças de maior êxito do seu tempo. 

A intriga, sentimental e ultrarromântica, desenrola-se na Beira, em finais do século XVIII, época conturbada de transformações políticas e sociais, e gira em torno do amor impossível, com desfecho trágico, entre Leonor, a Morgadinha de Valflor, uma fidalga altiva, e Luís, um humilde pintor em quem ela reconhece a "incontestável superioridade sobre os filhos degenerados da gloriosa nobreza de outrora".

Esta obra de Pinheiro Chagas deu também origem ao filme A Morgadinha de Val-Flor (1923) realizado por Ernesto de Albuquerque e Erico Braga. O filme conta no elenco com, Ausenda de Oliveira (morgadinha), Maria Pia d'Almeida (morgada), Maria Sampaio (Mariquinhas), Mário Santos (Luís Fernandes), Duarte Silva (Leonardo Fernandes), entre outros.

Sinopse:
A história, ambientada, nas Beiras, no último quartel do século XVIII em Portugal, narra a vida de Leonor, a jovem Morgadinha de Valflor, e suas relações com Luís e outras figuras da sociedade rural. 

A história acompanha Leonor, no meio dos costumes e tradições de uma vila portuguesa. Leonor vê-se dividida entre o amor por Luís, um homem de condição social inferior, e as expectativas da família e da sociedade, que a pressionam a casar com outro homem. O enredo desenvolve-se  com desafios, duelos e sofrimentos, culminando num trágico desfecho. O filme também aborda a disputa entre Leonor e Mariquinhas pelo amor de Luís, adicionando mais complexidade à narrativa. 

segunda-feira, julho 28, 2025

Me Faz Um Dengo/Disritmia

Ouça Roberta Sá e Martinho da Vila em Me faz um dengo/Disritmia (Delírio no Circo - Vídeo Oficial).

Me faz um dengo, me faz um chamego
Me tira o sossego, me faz cafuné
Me faz um dengo, me faz um chamego
Me faz bem homem que eu te faço bem mulher, (me faz)

Se quiser, me arranhe, me agarre e me morda
Me arrepio chego quase a desmaiar
Te dou um beijo, te ouriço toda
Te deixo bem doida a se desvairar

Amorzinho
Como é bom
Repousar nesse teu colo
Descansar da relação
E o carinho
Ao despertar
E depois novos afagos
Pra poder recomeçar

Eu quero me esconder debaixo
Dessa sua saia pra fugir do mundo
Pretendo também me embrenhar
No emaranhado desses seus cabelos
Preciso transfundir teu sangue
Pro meu coração, que é tão vagabundo
Me deixa te trazer num dengo
Pra num cafuné fazer os meus apelos
Me deixa te trazer num dengo
Pra num cafuné fazer os meus apelos

Eu quero ser exorcizado
Pela água benta desse olhar infindo
Que bom é ser fotografada
Mas pelas retinas desses olhos lindos

Me deixe hipnotizado pra acabar de vez
Com essa disritmia
Vem logo! Vem curar seu nego
Que chegou de porre lá da boemia!
Vem logo! Vem curar seu nego
Que chegou de porre lá da boemia!

Eu quero ser exorcizado
Pela água benta desse olhar infindo
Que bom é ser fotografado
Mas pelas retinas desses olhos lindos
Me deixe hipnotizado pra acabar de vez
Com essa disritmia

Vem logo, vem curar teu nego
Que chegou de porre lá da boemia
Vem logo, vem curar teu nego
Que chegou de porre lá da boemia
Vem logo, vem curar teu nego
Que chegou de porre lá da boemia

Vem logo, vem curar teu nego
Que chegou de porre lá da boemia
Vem logo, vem curar teu nego
Que chegou de porre lá da boemia
Vem logo, vem curar teu nego
Que chegou de porre lá da boemia

domingo, julho 27, 2025

A Mítica Estrada do Pamir ou Pamir Highway

O Pamir, também conhecido como "Teto do Mundo", é uma grande cordilheira montanhosa no centro da Ásia, localizada principalmente no Tajiquistão. É famoso pelas altitudes elevadas, paisagens deslumbrantes e pela lendária Estrada do Pamir, uma das estradas mais altas do mundo

A Estrada do Pamir (ou Pamir Highway), também conhecida como M41, é uma estrada que atravessa as montanhas do Pamir, na Ásia Central, passando pelo Afeganistão, o Uzbequistão, o Tajiquistão e o Quirguistão. A estrada de Pamir é a segunda mais alta rodovia internacional do mundo, atingindo uma altitude de 4655 metros no Passo Ak-Baital.  É a única rota contínua que atravessa o terreno montanhoso e serve como principal rota de comércio no Tajiquistão, especialmente para a região autónoma de Gorno-Badakhshan

A estrada é utilizada há milénios, sendo um elo da antiga Rota da Seda (Silk Road). A rota moderna estende-se de Osh a Kara-Balta, nos subúrbio de Bishkek (a capital do Quirguistão). A secção entre Dushanbe e Osh tem cerca de 1252 km de comprimento. A rota é utilizada há milhares de anos, pois há muito poucas rotas viáveis ​​através das altas montanhas do Pamir

As fontes de cada país discordam sobre quais os extremos da estrada, indicando como início as cidades de Mazar-i-Sharif (Afeganistão), Termez (Uzbequistão), Dushanbe (Tajiquistão) ou Khorugh (Tajiquistão). Todas as fontes, no entanto, concordam que a estrada termina na cidade de Osh, no Quirguistão. Hoje, o percurso faz parte da estrada M41, que começa em Termiz (37° 12′ 39″ N, 67° 16′ 20″ L) e termina em Kara-Balta, a oeste de BishkekQuirguistão.

A Estrada do Pamir é conhecida pelas suas paisagens deslumbrantes, com picos nevados, áreas desérticas e lagos de origem glaciar. 

A viagem pela Estrada do Pamir é considerada uma aventura épica, com paisagens que variam de paisagens lunares a vales verdejantes, e a oportunidade de conhecer as culturas Pamiri e Quirguiz. A estrada também atravessa o vale de Wakhan (região montanhosa do Afeganistão, parte das montanhas do Pamir e do Caracórum), e passa por pequenos povoados remotos e aldeias. Na região de Wakhan nasce o rio Amu Dária (o rio Oxo)

Embora seja chamada de "estrada", parte dela não é pavimentada ou está danificada, o que torna recomendável a utilização de veículos 4x4. 

A Estrada do Pamir é um destino popular para viajantes aventureiros que buscam experiências únicas e paisagens impressionantes. 

sábado, julho 26, 2025

O Ratatouille

O Ratatouille é uma clássica receita francesa, do século XVIII, da região da Provença, de legumes cozidos, podendo ser servida quente ou fria, sozinha ou como acompanhamento.

O Ratatouille típico da região provençal de Nice, é conhecido como um guisado criado por camponeses e agricultores pobres que precisavam usar a colheita dos vegetais amadurecidos frescos de verão. Um prato rústico, típico daquela região, cujo nome, derivado do termo occitano, significa "picar, triturar", mas pode-se traduzir também como "ragoût de legumes" ou "prato de berinjelas".

O ratatouille moderno - com tomates como uma base para um refogado de alho, cebola, curgete (abobrinha), berinjela, pimento, manjerona, erva-doce, manjericão, folha de louro e tomilho, ou uma mistura de ervas verdes como ervas de Provença - não aparece nas receitas até cerca de 1930.

Os ingredientes principais do ratatouille são a berinjela e o tomate. Com os restantes ingredientes pode-se lidar mais à vontade. O pimento e a curgete (abobrinha) não são obrigatórios na receita. O método clássico de preparar o ratatouille envolvia tirar as peles e sementes do tomate e cozinhar separadamente os vegetais, para serem combinados no final e temperados com sal e ervas da Provença (uma combinação de tomilho, orégãos, sementes de coentro e de funcho; o conjunto levava cerca de uma hora a cozer, sendo regado com vinho branco ou tinto).

O Larousse Gastronomique alega que "de acordo com os puristas, os diferentes vegetais devem ser cozinhados separadamente, depois combinados e cozidos devagar juntos até obterem uma consistência cremosa e suave", segundo a presidente do comité do Larousse, Joël Robuchon, "o vegetal vai saborear-se de si mesmo."

O filme de animação de 2007 da Disney Pixar, Ratatouille, sobre um pequeno rato francês com aspirações culinárias, tornou o prato e o termo Ratatouille famoso.
Aqui lhe deixo a Receita do filme Ratatouille e respetivo vídeo.

Ingredientes:
2 colheres de sopa de azeite 
1 colher de chá de sal 
1 fio de azeite
1 berinjela média
1 abobrinha italiana média
1/2 maço de manjericão
Sal a gosto
Pimenta-do-reino a gosto
2 cebolas médias
1 pimentão amarelo médio
2 tomates italianos grandes
1 xícara(s) de chá de molho de tomate 



Preparação:

Corte a curgete (abobrinha) e a berinjela em rodelas de aproximadamente meio centímetro. Corte, também em rodelas, os tomates, a cebola e o pimentão. Pré-aqueça o forno a 200 °C. Coloque o molho de tomate caseiro no fundo de uma assadeira ou refratário redondo. Adicione as rodelas enfileiradas, intercalando os vegetais até fechar toda a assadeira. Regue com mais um fio de azeite, tempere com sal e pimenta-do-reino. Cubra com papel alumínio e leve a assar por 30 minutos. Retire o papel alumínio e deixe dourar por mais 10 ou 15 minutos.
E  o trailer do filme.

sexta-feira, julho 25, 2025

O Planalto do Bié - Diários de Viagem (1848-57)

O Planalto do Bié - Diários de Viagem (1848-57) de László Magyar e István Rákóczi (organização). 

Sinopse:
Esta não é uma obra de um explorador ou de um viajante, mas sim a de um colono que optou por viver e morrer numa peculiar forma de autoexílio. Nas suas linhas ignora-se a tensão e a pressa tão características dos viajantes. O autor confessa não ter tido à sua disposição nenhum livro que pudesse tê-lo ajudado no seu trabalho. Daí precisamente a sua originalidade e, mais que isso, a sua credibilidade também. (…) Posso assegurar que estas descrições, tão simples quanto acessíveis, fazem com que os seus leitores se familiarizem melhor com o Continente Negro do que por meio de qualquer rebuscada obra científica.” [Richard Burton, 1886] 

"O meu decidido objectivo é explorar a África Austral, o que só vejo e espero poder levar a bom porto, conhecendo perfeitamente a língua e os costumes dos nativos. Para tal empresa nem podia ter encontrado tão excelente ocasião como entre os bienos, exímia gente dada ao comércio." Esta frase do explorador húngaro László Magyar é uma arte poética, hoje diríamos, dum antropólogo cultural. Reside precisamente nesta faceta, nas circunstâncias que assume a seu favor o viajante, a sua grandeza enquanto "explorador geográfico em construção". Casado com Ozoro, a filha dum soba, foram assim abertas novas sendas para um melhor conhecimento do interior do Continente Negro.

Este pequeno livro ergue um monumento à memória do explorador húngaro László Magyar, nascido há duzentos anos em Szombathely, na Hungria, e falecido com o nome de "Enganna Como" em 1864 no Porto Cuíto de Angola. Publicam-se assim, pela primeira vez e reunidos em língua portuguesa, os seus diários de viagem, publicados e dispersos em húngaro, e que, agora traduzidos, pretendem contribuir para um melhor conhecimento internacional do solitário explorador húngaro, um dos não colonialistas em vésperas da Partilha de África.

quinta-feira, julho 24, 2025

A Um Passo do Amor

A Um Passo do Amor é um filme (comédia dramática) americano de 2008, realizado por Joel Hopkins e protagonizado por Dustin Hoffman, Emma ThompsonLiane Balaban, James Brolin, Richard Schiff e Eileen Atkins.

Um filme interessante, que só pela atuação de Dustin Hoffman e Emma Thompson vale a pena ver.

Sinopse:
O nova-iorquino Harvey Shine (Dustin Hoffman) é um compositor de jingles, cinquentão, que está com o emprego em risco. Marvin (Richard Schiff), o seu chefe, alertou-o para o facto de que só terá mais uma chance. Num fim de semana viaja para Londres para o casamento de Susan (Liane Balaban), sua filha, mas precisa de estar em Nova York na segunda feira, para participar numa reunião importante. Ao chegar ao casamento Harvey descobre que Susan escolheu Brian (James Brolin), seu padrasto, para levá-la ao altar. Aborrecido, decide deixar a boda e parte para o aeroporto, mas perde o voo. Devido a isso é demitido por Marvin, o que o leva até a um bar para afogar as mágoas. Divorciado e com azar no trabalho, é lá que conhece Kate (Emma Thompson), uma funcionária do Departamento de Estatísticas Nacionais, londrina tão só quanto ele, cuja vida é dedicada ao trabalho e à mãe e com uma visão icónica dos relacionamentos. O encontro inesperado vai transformar as suas vidas.

quarta-feira, julho 23, 2025

Malaca: A Presença Portuguesa

Rancho Folclórico - Malaca
Malaca é a capital do estado malaio de Malaca  (terceiro menor estado da Malásia), localizada no litoral sudoeste da Península Malaia, defronte do estreito de Malaca. Tem uma população de cerca de 370 000 habitantes e uma área, de cerca de 303 km². O estado de Malaca ocupa uma área de 1 650 kmª, equivalente a 1,3% da superfície da Malásia. Divide-se em três distritos: Malaca Central (Melaka Tengah, com 314 km²), Alor Gajah (660 km²) e Jasin (676 km²). As principais cidades do estado de Malaca são a capital, Malaca, e Alor Gajah, Masjid Tanah, Jasin, Merlimau, Pulau Sebang e Ayer Keroh.

A capital do estado, a cidade de Malaca, está localizada estrategicamente entre duas capitais nacionais (Kuala Lumpur e Singapura) e conta com excelentes ligações rodoviárias. Embora não possua uma estação ferroviária, Malaca é servida por um aeroporto doméstico, localizado na cidade de Batu Berendam.

Já foi um dos mais antigos sultanatos malaios, no entanto, atualmente, o estado é governado por um governador.

Segundo J.P. Machado, a etimologia do topónimo português Malaca é controversa, embora seja provável uma origem malaia; João de Barros regista que o termo na língua local significaria "homem desterrado". Alternativamente, outros autores apontam um termo sânscrito (malaca) para a árvore Phyllantus emblica, abundante na região, como a origem do topónimo. O primeiro registo da forma "Malaca" em português parece ser em Gil Vicente, datado de 1562; fontes escritas anteriores adotavam as grafias "Melequa" e "Melaca". O gentílico "malaquês", formado com base no topónimo, é encontrado em português a partir de 1552.

Malaca foi declarada, em 2008, Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Da presença portuguesa na cidade sobrevivem a Igreja de São Paulo e a Porta de Santiago da Fortaleza de Malaca, conhecida como "A Formosa".

Em 2007, o estado de Malaca tinha 759 000 habitantes. Compõe-se de: malaios (57%); chineses (32%); indianos (uma minoria importante) e uma pequena comunidade de cristang, um povo com antepassados portugueses. 

A comunidade cristang é uma pequena comunidade, com origem em antepassados portugueses que remonta aos descobrimentos. A comunidade cristang fala a língua cristang, um crioulo de base portuguesa, sendo que "cristang" significa "cristão" nesta língua. A comunidade é conhecida entre si como "gente cristang"; outros sinónimos para esta comunidade são "Serani" (do malaio "Nasrani", significando seguidores de Jesus de Nazaré) e "gragok" (termo calão para "geragau" ou camarão, referindo-se ao facto de esta comunidade ser tradicionalmente de pescadores de camarão). 

O nome "cristang" é por vezes utilizado incorretamente para nomear outras populações eurasiáticas da Malásia e de Singapura, incluindo povos de descendência holandesa e britânica.

Mesmo depois de os contactos com Portugal cessarem em 1641, a comunidade cristang preservou as suas tradições, religião e língua, mantendo surpreendentes semelhanças culturais e linguísticas com o Portugal atual, especialmente da região do Minho. São maioritariamente católicos praticantes. Alguns serviços religiosos são ainda celebrados em português e a comunidade é sempre referida como portuguesa pelos malaios. Contudo a língua cristang, não é ensinada nas escolas, pelo que está em vias extinção, com excepção da comunidade portuguesa em Ujong Pasir Malacca.

O Bairro Português de Malaca, é o bairro mais famoso da cidade. Nos longínquos 130 anos de presença na cidade, os nossos navegadores deixaram um legado que milagrosamente sobreviveu até aos nossos dias.

A Malaca Portuguesa era o território da atual Malaca, que durante 130 anos (1511-1641) foi uma colónia Portuguesa. 130 anos depois, perdemos Malaca para os holandeses. As famílias de luso-descendentes temiam a perseguição e refugiaram-se nas montanhas. Muitos traços os demarcavam já, as tradições, a língua, a religião, a gastronomia, os nomes de família. Distinguiam-se como a comunidade "cristang", papiavam "portugis", comiam "caldu pescador". Nunca abdicaram da sua identidade cultural, apesar das adversidades.

A dinâmica Comunidade Portuguesa em Malaca, estabelecida desde 1933 mantém o objetivo de reunir a comunidade cristang dispersa, preservando a sua cultura.

O Natal é uma ocasião festiva, quando muitas famílias cristang se juntam. Realizam-se também diversas festividades como o dia de São João (San Juang) a 24 de junho, hoje uma das maiores atracções turísticas de Malaca, a festa ao São Pedro (San Pedro), patrono dos pescadores, em 29 de junho. A música e dança cristang, é conhecida como branyok. A melodia branyok mais popular, a "Jingkli Nona", é vista como um hino não oficial da comunidade eurasiática de origem portuguesa.

Apelidos de origem portuguesa, como o de Jeremy Monteiro, um conhecido músico, ou o proprietário da Air Asia, Tony Fernandes revelam a origem portuguesa. Além dos nomes, cerca de 300 palavras portuguesas permanecem na língua malaia. Estas incluem kereta (de carreta, "carro"); sekolah (de escola); bendera (de bandeira); mentega (de manteiga); keju (de queijo); meja (de mesa); e nenas (de ananás).
A Jinkli Nona 

terça-feira, julho 22, 2025

Só o Amor

 Assista à interpretação de Preta Gil (1974 - 2025) em "Só o Amor".

Preta Gil foi uma cantora, atriz, apresentadora e empresária brasileira, fundadora e sócia-diretora da Music2Mynd.

Preta era filha do músico Gilberto Gil e de Sandra Gadelha, e sobrinha do cantor Caetano Veloso.

segunda-feira, julho 21, 2025

A Flamiche

A Flamiche é um prato típico da região da Picardia, no norte de França. A Picardia é uma região histórica, com capital em Amiens, que se estende desde os subúrbios de Paris e dos vinhedos de Champagne até às praias na baía de Somme, no Canal da Mancha

Esta torta/tarte salgada de origem flamenga, remonta ao século XVIII. A palavra flamenga "flamiche" significa "bolo". Originalmente, a flamiche era um pedaço de massa de pão assada e coberta com manteiga derretida. 

A base da receita é uma massa preparada com farinha, manteiga e fermento, resultando numa textura amanteigada e crocante. O recheio é uma mistura cremosa de ovos, queijo gruyère e uma pitada de noz-moscada. A torta também leva alho francês/alho porro, refogado em manteiga antes de ser incorporado no creme. 

Com o tempo evoluiu para uma torta salgada conhecida por ter na base ou massa folhada ou massa quebrada e um recheio cremoso de alho francês/alho-porro, natas, ovos e queijo. Pode ter ainda diferentes variações de recheios: cebola, endívias e queijos como Maroilles ou Roquefort

A flamiche pode ser considerada uma variação da quiche, mas com menos ovo e mais alho francês/alho-porro. 

Aqui lhe deixo agora uma receita ("pescada" num blogue)

Ingredientes:
(massa)
200 g de farinha
100 g de margarina vegetal amolecida
1 ovo caseiro L
água q.b. 

(recheio)
1 alho-francês médio
3 c. de sopa de margarina
150 ml de natas
1 ovo e 1 gema de ovo caseiro L
sal e mistura de 4 pimentas acabada de moer q.b.
Queijo Brie Président q.b.

Preparação:
para a massa
Numa saladeira, colocar a farinha e a margarina amolecida.
Misturar e incorporar o ovo.
Juntar água suficiente até a massa unir e trabalhá-la até ficar homogénea.
Estender a massa numa superfície enfarinhada e dar-lhe uma forma circular.
Forrar uma tarteira com esta massa e picar o fundo com um garfo.
Vai ao forno a 180 ºC por alguns minutos (uns 8 minutos).

para o recheio
Arranjar o alho-francês, retirando as partes muito verdes.
Lavar bem e cortar em rodelas de cerca de 1 cm.
Derreter a margarina numa frigideira grande e saltear o alho-francês.
Deixar cozinhar um pouco até ficar amolecido.
Retirar do lume e temperar com um pouco de sal e pimenta.
Numa saladeira, misturar as natas com o ovo e gema.
Deitar o alho-francês sobre a massa e cobrir com a mistura de ovo/natas.
Espalhar os pedaços de queijo pelo recheio.
Vai ao forno pré-aquecido a 180 ºC até dourar (cerca de 20-25 minutos).
Servir com uma salada.

domingo, julho 20, 2025

Nómada: Seguindo os Passos de Bruce Chatwin

Nómada: Seguindo os Passos de Bruce Chatwin é um filme inglês (2019) do género documentário, realizado por Werner Herzog que conta no elenco com Werner Herzog e Bruce Chatwin e que faz parte do programa Porto/Post/Doc.

Werner Herzog revisita, neste filme, os passos do amigo e escritor Bruce Chatwin numa reflexão poética sobre o nomadismo, a amizade e a destruição cultural pelo turismo.

Sinopse:
Quando o escritor e jornalista Bruce Chatwin estava nos dias finais da sua vida, devido à infeção pelo vírus da SIDA (AIDS), durante a década de 1980, recebeu uma visita de Werner Herzog. Presenteou-o então, com uma bolsa de viagem ou melhor uma mochila. Três décadas mais tarde, Herzog embarca na sua própria jornada nómada, inspirado pelo espírito do falecido amigo.

sábado, julho 19, 2025

Billie Jean

Proponho-lhe que ouça Michael Jackson em Billie Jean (vídeo oficial).

She was more like a beauty queen from a movie scene
I said, "Don't mind, but what do you mean, I am the one
Who will dance on the floor in the round?"
She said I am the one
Who will dance on the floor in the round
She told me her name was Billie Jean as she caused a scene
Then every head turned with eyes that dreamed of bein' the one
Who will dance on the floor in the round

People always told me, "Be careful of what you do
Don't go around breakin' young girls' hearts" (hee-hee)
And mother always told me, "Be careful of who you love
And be careful of what you do (oh-oh)
'Cause the lie becomes the truth" (oh-oh), hey-ey

Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one (oh, baby)
But the kid is not my son (hoo)
She says I am the one (oh, baby)
But the kid is not my son (hee-hee-hee, no-no, hee-hee-hee, hoo)

For forty days and for forty nights, law was on her side
But who can stand when she's in demand? Her schemes and plans
'Cause we danced on the floor in the round (hee)
So take my strong advice
Just remember to always think twice
(Do think twice) do think twice (ah-hoo)
She told my baby we'd danced 'til three, then she looked at me
Then showed a photo of a baby cryin', his eyes were like mine (oh, no)
Go and dance on the floor in the round, baby (ooh, hee-hee-hee)

People always told me, "Be careful of what you do
And don't go around breakin' young girls' hearts" (don't break no hearts, hee-hee)
But she came and stood right by me
Just the smell of sweet perfume
This happened much too soon
She called me to her room, hey-ey

Billie Jean is not my lover (hoo)
She's just a girl who claims that I am the one
But the kid is not my son
No-no-no, no-no, no-no-no (hoo)
Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one (oh, baby)
But the kid is not my son (no, no)
She says I am the one (oh, baby)
But the kid is not my son (no, hee-hee-ho, hee-hee-hee)


Hee, hoo

She says I am the one
But the kid is not my son (no-no-no, hoo, oh)
Billie Jean is not my lover
She's just a girl who claims that I am the one (you know what you did to me, baby)
But the kid is not my son
No-no-no (no-no-no, ah), no-no-no-no (no-no-no)
She says I am the one (no)
But the kid is not my son (no-no-no-no)

She says I am the one (you know what you did)
She says he is my son (breakin' my heart, babe)
She says I am the one
Billie Jean is not my lover
Billie Jean is not my lover
Billie Jean is not my lover
Billie Jean is not my lover (don't call me Billie Jean, hoo)
Billie Jean is not my lover
Billie Jean is not- (hee)

sexta-feira, julho 18, 2025

10 Segredos Japoneses

Gostaria de ter uma casa mais leve, mais equilibrada e cheia de paz - sem precisar de mudar radicalmente a sua vida? E, sobretudo, sem gastar muito dinheiro?

Deixo-lhe hoje um vídeo com os 10 segredos japoneses que vão transformar a sua casa para sempre. Vai descobrir 10 hábitos semanais que eles praticam que transformam a casa com pequenos gestos, renovando a energia do ambiente - e também a sua. 

O conjunto de práticas e hábitos, abaixo, inspirados na cultura japonesa visam criar um ambiente doméstico mais leve, organizado e harmonioso. 
✅ Ritual de boas-vindas na porta
✅ Ventilar com intenção
✅ Limpeza silenciosa
✅ Cuidar de detalhes esquecidos
✅ Gratidão pela casa
Qual destes hábitos vai começar a praticar esta semana?

quinta-feira, julho 17, 2025

Estanhadinha

Ouça Elida Almeida (1993) em Estanhadinha.

Elida Almeida é uma cantora e compositora cabo-verdiana, nascida em Santa Cruz, Ilha de Santiago. Ganhou reconhecimento internacional após vencer o Prix Découvertes RFI em 2015. A sua música mistura géneros cabo-verdianos como o batuque, o funaná e a coladera com influências latinas e pop, resultando num estilo único e vibrante. 

Elida, a menina da ilha de Santiago que virou cantora de intervenção e conquistou o mundo "de dentro para fora".

quarta-feira, julho 16, 2025

O Festone do Macramê

O festone ou festonê é um dos principais nós do macramê. Contudo nem toda a gente consegue fazê-lo com facilidade e agilidade. Além disso, precisa de ficar sempre muito bem ajustadinho.

O nó festone é um tipo de nó que permite fazer desenhos no trabalho do macramê.

Ao mesmo tempo, ele dá-nos liberdade pra criar. Por exemplo, podem-se criar desenhos trabalhando em linha reta ou na diagonal.

O vídeo abaixo ensina uma maneira mais fácil e rápida de fazer o festone.

Já conhecia esta maneira de o fazer? Se não conhecia, não deixe de ver o vídeo, e de aprender a fazer mais este nó.

 

terça-feira, julho 15, 2025

O Paris Brest

O Paris Brest é uma sobremesa francesa feita de massa choux e creme mousseline com sabor de baunilha e praliné.

Este doce foi criado em 1910 por Louis Durand, chefe pasteleiro de Maisons-Laffitte, a pedido de Pierre Giffard, para comemorar a corrida de bicicleta que fazia o percurso Paris-Brest-Paris que ele havia iniciado como organizador em 1891. Este doce tornou-se rapidamente popular entre os ciclistas desta corrida de ciclismo, em parte por causa do seu valor energético e alto teor calórico e também pelo seu nome intrigante, e agora é encontrada em confeitarias em toda a França. A forma circular é representativa de uma roda que é feita de uma massa bem leve e airada (pâte à choux), com um recheio de creme mousseline com sabor de baunilha e praliné e coberto com amêndoas. O Paris-Brest existe em todos os tamanhos e é uma das receitas francesas mais famosas. Entre o pralinê, a massa de choux e o creme mousseline, cada um irá encontrar sabor ao seu gosto.

Assista agora à receita preparada pelo chef Juliete Soulé!

Ingredientes:
Massa choux  
250ml de água  
125g de manteiga  
4g de sal 
8g de açúcar 
125g de farinha de trigo 
225ml de ovos  


Creme Mousseline de Praliné  
500ml de leite 
1 fava de baunilha  
125g de açúcar  
4 g de amido de milho  
5 gemas de ovos  
50g de manteiga  
200g de manteiga pomada 
150g de praliné 

Finalização 
100 g de amêndoa laminada 

segunda-feira, julho 14, 2025

Bruce Chatwin: Anatomia da Errância

Bruce Chatwin (1940-1989) foi um aclamado escritor de viagens e jornalista britânico, conhecido pelos seus livros de não ficção, especialmente "Na Patagónia", que o consagrou como um dos maiores autores de literatura de viagens. Ele destacou-se pelo estilo de escrita envolvente e pela exploração de temas como nomadismo, geografia e culturas exóticas. 

Anatomia da Errância - Textos Escolhidos 1969-1989, é um livro de Bruce Chatwin, que lhe deixo hoje aqui como sugestão de leitura.


Sinopse:
Bruce Chatwin mudou a forma de escrever sobre «os lugares onde não estamos» mostrando o caminho, incitando-nos a partir e a descobrir o mapa da nossa vida.
Antropólogo e arqueólogo, historiador da arte, ficcionista, crítico literário, jornalista, repórter à solta e escritor de viagens, Chatwin sabe que o nomadismo é uma condição do nosso destino.
A história de todas as civilizações oscila entre o desejo de ambas as coisas: mudar de lugar ou manter-se em casa (um sítio «onde pendurar o chapéu»), mas o que o surpreende é perceber que a busca de conforto, o sentido da vida tanto pode encontrar-se numa coisa como noutra.
Estes textos (ensaios, artigos, pequenos contos, relatos de viagem), reunidos e publicados depois da sua morte, são tentativas de compreender por que razão o nomadismo e a errância são tão essenciais para a nossa felicidade e para entendermos o mundo.
Quem nunca sentiu a tentação de, como Chatwin, deixar um recado a dizer «fui para a Patagónia» e partir?