sexta-feira, julho 12, 2024

Sabe o que é o Croque Madame?

A culinária francesa é conhecida pelas suas criações requintadas e saborosas que encantam os paladares das pessoas ao redor do mundo. O Croque Madame é uma receita original francesa. 

O Croque Madame é um prato perfeito para brunchs ou simplesmente quando está com preguiça de fazer algo mais rebuscado.  O Croque Madame, tal como o Croque Monsieur, é muito fácil de preparar. 

O Croque Madame é um clássico sanduiche muito popular e consumido nos cafés e bistros franceses.

O Croque Madame é uma variação do Croque Monsieur, uma sanduíche de pão de forma com presunto, queijo e molho béchamel criado em 1910 por Michel Lunarca o dono do bistrot Le Bel Âge que ficava no Boulevard des Capucines na cidade de Paris.

Reza a lenda que o Croque Monsieur foi coroado com um ovo estrelado por cima da sanduíche e batizado como Croque Madame pelo chefe, para atender uma cliente que achou o nome muito machista.

Porém, historiadores da culinária francesa afirmam que o nome é uma alusão à aparência similar do ovo frito sobre o pão de forma, aos chapéus femininos da época.

Ingredientes:
1 colher de chá de farinha de trigo 
1 colher (chá) de manteiga
500 ml de leite quente
Noz moscada a gosto
Sal a gosto
30 gramas de manteiga cortada e pequenos pedaços
4 fatias de pão de forma
200 gramas de fiambre 
200 gramas de queijo gruyère 
50 g de mostarda dijon
2 ovos
2 fios de Azeite
Preparação:
Comece por preparar o molho bechamel (molho branco) da seguinte forma:
Derreta a manteiga numa panela pequena, junte a farinha e mexa sem parar até conseguir uma textura cremosa. 
Adicione o leite quente e mexa constantemente por 15 minutos ou até engrossar o molho. Junto depois a noz moscada ralada e uma pitada de sal. 
Retire a panela do fogo, coloque a manteiga fria em pedaços, cubra com plástico-filme e reserve no frigorífico.
Pré aqueça o forno a 180 graus.
Passe a mostarda nas fatias de pão e faça duas sanduíches adicionando o fiambre fatiado e o queijo gruyère ralado.
Tire o molho bechamel, reservado no frigorífico, com uma colher o distribua na parte superior das sanduíches fazendo uma camada bem servida e finalize com o queijo gruyère ralado.
Leve ao forno até dourar e derreter o queijo. Entretanto, estrele o ovo com uma colher de manteiga derretida e um fio de azeite numa frigideira, deixando-o com a gema bem mole.
Quando pronto, retire o sanduíche do forno e finalize com o ovo estrelado na parte superior.

Finalização do prato:
Sirva quente num prato acompanhado de uma porção de salada a seu gosto.

Notas:
Algumas dicas interessantes para extrair outros sabores do seu Croque Madame:
Pode substituir o queijo gruyère por mussarela.
Se lhe agradar, adicione pimenta-do-reino branca e preta ao molho bechamel.

quinta-feira, julho 11, 2024

Quais foram as cidades mais caras do mundo para se viver?

Quais foram, em 2023, as cidades mais caras do mundo para se viver? E as mais baratas?

Singapura e Zurique, na Suíça, empataram no primeiro lugar, de acordo com a última pesquisa Worldwide Cost of Living da Economist Intelligence Unit (EIU).

Esta foi a 9ª vez em 11 anos que cidade a asiática lidera a lista da EIU como a cidade mais cara do mundo, compartilhando neste ano a liderança com Zurique.

A pesquisa, teve em consideração 173 localidades, comparando mais de 400 preços para mais de 200 produtos e serviços. A classificação de Singapura foi resultado de custos elevados em produtos de supermercado, álcool, roupas e carro particular. Já na Suíça, a ascensão foi impulsionada por itens domésticos e atividades recreativas.

Em contrapartida as 10 cidades mais baratas do mundo para se viver são:

1. Damasco, Síria
2. Teerão, Irã
3. Trípoli, Líbia
4. Karachi, Paquistão
5. Tashkent, Uzbequistão
6. Túnis, Tunísia
7. Lusaka, Zâmbia
8. Ahmedabad, Índia
9. Lagos, Nigéria
10. Chennai, Índia

terça-feira, julho 09, 2024

La Marseillaise

Relembre uma das mais famosas cenas do filme Casablanca: La Marseillaise.

Casablanca é um filme norte-americano de 1942, do género drama romântico, realizado por Michael Curtiz, baseado na peça teatral Everybody Comes to Rick's, de Murray Burnett e Joan Alison.

Casablanca, que conta no elenco com Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Paul Henreid, Claude Rains e Conrad Veidt, é considerado como um dos maiores filmes da história do cinema americano. A ação do filme passa-se na cidade marroquina de Casablanca sob o controle da França de Vichy.

Em 2006, o Sindicato de Roteiristas dos Estados Unidos elegeu o roteiro do filme como o melhor de todos os tempos.

Sinopse:

Durante a Segunda Guerra, um exilado norte-americano encontra refúgio na cidade de Casablanca, em Marrocos. Naquela época, muitos fugitivos tentavam escapar dos nazis por uma rota que passava por aquela cidade. O exilado americano Rick Blaine (Humphrey Bogart) encontrou ali refúgio, dirigindo uma das principais casas noturnas da região. O Rick’s Café é frequentado tanto por nazis, funcionários franceses, quanto por refugiados e criminosos. Clandestinamente, tentando despistar o Capitão Renault (Claude Rains), ele ajuda refugiados, possibilitando que eles fujam para os Estados Unidos. Quando um casal pede a sua ajuda para deixar o país, ele reencontra uma grande paixão do passado, a bela Ilsa (Ingrid Bergman). Ao reencontrar esta antiga paixão, verifica que agora está casada e precisa de ajuda para fugir dos nazis.
Aqui fica a cena do filme. 
Ora veja! Não perca esta oportunidade porque vale bem a pena.
E agora veja o trailer do filme.

segunda-feira, julho 08, 2024

Culinária Portuguesa

Culinária Portuguesa é um livro de Olleboma (pseudónimo de António Maria de Oliveira Bello) de 1936. 

Esta obra é "o primeiro grande conjunto de receitas de várias regiões do país" e "codifica um corpus culinário definido como nacional (português), promovendo a sua defesa", representando uma evolução do que é considerado nacional. Para António Maria de Oliveira Bello, a cozinha nacional também inclui a cozinha dos afetos, construída a partir da identidade individual de quem participou no livro: "Muitas das receitas que publicamos foram-nos fornecidas muito amavelmente por senhoras de Lisboa e das províncias, para quem a culinária constitui uma arte realizada com prazer e carinho".  Fonte: Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Ciências Gastronómicas de Maria Margarida Sarmento Gomes Mota Pinto de Abreu

Sinopse:
Descubra as sopas mais tradicionais como a canja; os magníficos pratos de peixe e de crustáceos provenientes da costa portuguesa - bem grelhados ou em sumptuosas caldeiradas. No que toca às carnes, apresenta-se, por exemplo, o cozido à Portuguesa. Culinária Portuguesa é uma compilação das mais distintas especialidades da nossa culinária. O autêntico receituário português pelo fundador da Sociedade Portuguesa de Gastronomia.

domingo, julho 07, 2024

O Nascimento de Vénus

O quadro O Nascimento de Vénus, criado entre 1482 e 1485, é da autoria do pintor italiano Sandro Botticelli (1445-1510). Esta tela encomendada por Lorenzo di Pier Francesco de Médici, é uma obra incontornável do Renascimento e encontra-se exposta na Galleria degli Uffizi, em Florença, na Itália. 

A pintura representa a deusa Vénus emergindo do mar, já mulher adulta, conforme está descrito na mitologia romana.

O Nascimento de Vénus, faz parte, em conjunto com a tela A Alegoria da Primavera realizada entre 1477 e 1478, de uma encomenda de Lorenzo di Pier Francesco, primo do influente Lourenço de Medicis, o Magnífico, que as queria colocar numa das Villas da família (a Villa Medicea di Castello). 

sábado, julho 06, 2024

Quanto mais estudamos a vida e a literatura...

 


"Quanto mais estudamos a vida e a literatura, mais nos damos conta de que tudo o que é magnífico se prende com o indivíduo, e que não é o momento que faz o homem, mas o homem que cria o seu tempo."

Oscar Wilde

sexta-feira, julho 05, 2024

A Troca

A Troca é um filme americano de 2008, dos géneros drama, policial e suspense, realizado por Clint Eastwood, com roteiro de J. Michael Straczynski, baseado em acontecimentos que ocorreram na Los Angeles de 1928.

Este filme que conta no elenco com Angelina Jolie, John Malkovich e Michael Kelly permite perceber a dor de uma mãe que, se por um momento se auto engana, depois volta a lutar desesperadamente pelo seu filho.

Sinopse:
Los Angeles, março de 1928. Christine Collins (Angelina Jolie), uma mãe solteira, despede-se de Walter (Gattlin Griffith), seu filho de 9 anos, e parte rumo ao trabalho. Ao retornar descobre que Walter desapareceu, o que faz com que inicie uma busca exaustiva. Cinco meses depois a polícia traz uma criança, dizendo ser Walter. Atordoada pela emoção da situação, além da presença de policiais e jornalistas que desejam tirar proveito da repercussão do caso, Christine aceita a criança. Porém, no íntimo, ela sabe que ele não é Walter e, com isso, pressiona as autoridades para que continuem as buscas por ele.

quarta-feira, julho 03, 2024

Swing é Outra Coisa

Stephen Sayer é um dançarino/instrutor que se dedica a preservar as grandes danças de jazz americanas das décadas de 1920 a 1950. Steve começou a dançar em 1998, aos 16 anos. Em 2011, Steve e a sua parceira Chandrae Roettig conquistaram o primeiro lugar no National Jitterbug Championships e nas divisões US Open Strictly Lindy Hop. Em 2012, foi incluído no Hall da Fama do Swing Dance da Califórnia. 

Após um início de carreira na ginástica avançada, Chandrae "Chanzie" Roettig começou na dança contemporânea na Dance Vision em Portland, no Oregon. Em 2007, Chanzie encontrou o seu "amor verdadeiro" no mundo da dança: Swing Dancing (Dança Swing). Depois de ganhar muitos títulos nacionais de dança swing , ela e Stephen Sayer voltaram o seu foco para o ensino. Conhecida pela atitude alegre e divertida, Chanzie é uma alegria de assistir, dançar e aprender.

Chanzie trabalhou com alguns dos principais coreógrafos de Los Angeles no cinema, televisão, música e palco. Recentemente, ela e seu parceiro de dança Stephen Sayer concluíram o trabalho num grande filme intitulado Gangster Squad.

Assista agora a Shag Showcase com Stephen & Chandrae. Ora veja

terça-feira, julho 02, 2024

Grande, Grande É A Viagem...

Fausto, ou Fausto Bordalo Dias (1948 - 2024) foi um compositor e cantor português. 
Recorde Fausto Bordalo Dias em Grande Grande É A Viagem... num espetáculo para a RTP2 em 2007. 
A sua partida foi ontem mas a sua obra fica e é um património fantástico.
Aprecie agora uma hora de boa música portuguesa na voz deste cantor e autor português genial. Não perca.

segunda-feira, julho 01, 2024

Venceslau de Moraes

Venceslau de Morais (1854 - 1929) foi um escritor português nascido em Lisboa, e militar da Marinha Portuguesa.
Em 1888, já como primeiro-tenente, foi enviado para Macau, ingressando de seguida em missões que o levaram a Sião, Taiwan, Timor, Hong Kong e a outras cidades chinesas, como Fucheu, Xangai ou Dagu
Em 1889, visitou pela primeira vez o Japão (Kobe, Iocoama e Nagasáqui); tendo sido recebido pelo Imperador Meiji. O fascínio sentido foi imediato. Terá sido também nessa altura que iniciou a sua relação com a anglo-chinesa Vong-Ioc-Chan (Atchan). 


Em 1990 abandona Atchan e os seus dois filhos, e muda-se definitivamente para o Japão, como cônsul em Kobe.
Aí a sua vida é marcada pela sua atividade literária e jornalística, pelas suas relações amorosas com duas japonesas (Ó-Yoné Fukumoto e Ko-Haru) e pela sua crescente "japonização".
Durante os trinta anos que se seguiram, Venceslau de Morais tornou-se a grande fonte de informação portuguesa sobre o Oriente, partilhando as suas experiências íntimas do quotidiano japonês com os seus leitores portugueses. 
Altar em Tokushima a Venceslau e
Ó-Yoné Fukumoto
Venceslau de Morais foi autor de vários livros sobre assuntos ligados ao Oriente, em especial o Japão. Também se encontra colaboração literária da sua autoria no semanário Branco e Negro (1896-1898) e nas revistas Brasil-Portugal (1899-1914), Serões (1901-1911) e Tiro e Sport (1904-1913).
A última vez que W. de Moraes visitou a pátria foi em 1891; a partir daí, manteve contacto com o país apenas por correspondência.

domingo, junho 30, 2024

Tell Mama

Ouça Janis Joplin em Tell Mama (Festival Express, 1970). 

No verão de 1970, algumas das maiores estrelas do rock da época (The Grateful Dead, Janis Joplin e The Band) participaram no Festival Express, que capturou o espírito e a imaginação de uma geração.  O que o tornou único este festival foi o facto de durante cinco dias, as bandas e os intérpretes terem vivido, dormido, ensaiado a bordo de um comboio customizado que viajou de Toronto, para Winnipeg e para Calgary


Cada paragem culminava num megaconcerto.  Toda esta experiência foi filmada dentro e fora do palco, mas as filmagens e as bandas sonoras dos eventos permaneceram esquecidas por décadas. Recentemente foram redescobertas e restauradas. O filme Festival Express é uma conquista importante na arqueologia do cinema rock que combina o material há muito perdido com entrevistas contemporâneas que acrescentam um contexto importante ao evento quase 50 e poucos anos depois de ter sido originalmente filmado.

sábado, junho 29, 2024

O S. Pedro no Montijo

O Montijo é um dos três concelhos da Área Metropolitana de Lisboa que tem como feriado municipal o dia 29 de junho, Dia de São Pedro.

Os festejos no Montijo são marcados por muita animação, desfiles de marchas populares, cor, concertos, procissões, música, dança e muita alegria, que atraem milhares de visitantes. O destaque vai para as procissões fluvial e noturna, a bênção dos pescadores, a queima do batel, nunca esquecendo as touradas, largadas e os comes e bebes. 

Durante as festas, a Igreja Matriz do Espírito Santo torna-se local de grande importância e veneração. Daqui se desloca a imagem do santo padroeiro da comunidade piscatória da cidade de Montijo - S. Pedro.

Hoje, dia de S. Pedro, destaca-se a procissão fluvial, onde várias embarcações de pesca engalanadas escoltam uma principal que transporta a imagem do S. Pedro, da ponta do Montijo (base aérea n.º6) até ao antigo cais citadino (Cais das Faluas), terminando o cortejo na Igreja do Espírito Santo.

Senhor Jesus dos Aflitos

A 30 de Junho, dia de S. Marçal, de manhã, junto à capela do Senhor Jesus dos Aflitos - Quinta do Saldanha, dá-se o ritual da "lavagem" da classe piscatória (ritual que remete a antigas abluções ou banhos purificadores), seguindo-se a arrematação das bandeiras e da imagem de S. Pedro.

A Ermida de Nosso Senhor Jesus dos Aflitos integrada na Quinta do Saldanha é um edifício do séc. XVIII, e que tinha uma função muito importante para os pescadores que aí acorriam em auxílio, bem como a todos os viajantes que faziam desta, um local de abrigo. A imagem de Nosso Senhor Jesus dos Aflitos é, ainda hoje, alvo de grande devoção popular, sobretudo por parte dos pescadores.

Assista agora à Procissão Noturna de São Pedro, no Montijo em 2023.

sexta-feira, junho 28, 2024

São Pedro de Penaferrim

São Pedro de Penaferrim, também chamada de São Pedro de Sintra é uma antiga freguesia portuguesa do município de Sintra, com 26,46 km² de área e 14 002 habitantes (2011). Tem por orago São Pedro.

Em 2013, no âmbito da reforma administrativa foi anexada às freguesias de São Martinho e Santa Maria e São Miguel, criando-se a União de Freguesias de Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim). 

A Igreja de São Pedro de Penaferrim foi mandada reconstruir no séc. XVI por D. Álvaro de Castro sobre um templo de fundação medieval.

Tem uma só nave, um portal barroco na fachada com as armas do Arcebispo D. Tomás de Almeida, mas merece uma visita pelo revestimento de azulejos em azul e branco, da primeira metade do do séc. XVIII, com cenas da vida de São Pedro, da autoria da Oficina de Lisboa, e pela escultura gótica de São Pedro (séc. XV) e um Cristo luso oriental em marfim de finais do séc. XVII.

Sintra está em festa (com música, arraiais, tasquinhas e animações de rua) em especial nos dias 28 e 29 de junho, por altura dos festejos de S. Pedro, padroeiro do município.

quinta-feira, junho 27, 2024

O Almoço dos Barqueiros

"O Almoço dos Barqueiros" é uma pintura a óleo sobre tela do pintor impressionista francês Pierre-Auguste Renoir realizada entre1880-1881. Foi incluída na 7ª Exibição Impressionista em 1882, tendo sido apontada como a melhor pintura naquela exposição por três críticos.

Durante o final do século XIX, os passeios de barco eram o passatempo favorito entre os artistas parisienses. Renoir imortalizou esse costume nesta obra, que é uma das suas pinturas mais célebres. Mostra uma combinação de natureza-morta, com paisagem e personagens que estão na varanda ensolarada do Maison Fournaise, um restaurante que alugava barcos naquela época. Como de costume, alguns amigos de Renoir atuaram como modelos para ajudar na composição da obra. É preciso recordar que o pintor não tinha recursos na época para pagar a modelos. Note que o corrimão em diagonal serve para dividir as duas metades da composição, sendo que uma regista muitas pessoas e a outra apenas o verde. Renoir também capta uma imensa quantidade de luz entrando na varanda, ao lado do homem com chapéu. As camisas sem mangas e a tolha refletem o brilho que se espalha pela composição. Esta pintura capta o verão em todo o seu esplendor.

quarta-feira, junho 26, 2024

Eu nem sequer gosto de escrever

 



"Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde a chorar. E o mais estranho é arrancar da moinha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida."

Eugénio de Andrade

terça-feira, junho 25, 2024

A Influência do Árabe no Português

Aprenda Português Europeu através de conteúdos interessantes e autênticos!

Assista hoje a mais um vídeo do Portuguese With Leo, onde Leonardo Coelho aborda a influência do Árabe no Português.

Não perca esta oportunidade. 
Ora veja. 

segunda-feira, junho 24, 2024

A Noite do Porto

Shakespeare podia ter vivido aqui. Podia
ter dançado na noite de S. João, quando o rio
transborda para as ruas nas correntes
humanas que as inundam. Podia ter escrito
nos invernos de ausência o que a noite
ensina sobre a privação. Podia ter
ensinado, à beira do cais, que o tempo lascivo
corre como a água, levando o que não há-de
voltar e trazendo o que nunca terá nome
nem corpo. As almas, que empalidecem quando
o sol poente se reflecte nos vidros,
cantam bruscamente o verão: reflexo de um
reflexo, frutos que se deixam colher pela
memória, seres sem ser que não hão-de voltar
a nascer. Mas o que ele cantou, podia
tê-lo cantado aqui. Todos os lugares são,
afinal, lugar nenhum para quem não habita
senão a própria voz: sonho de outra margem,
cantor perdido no labirinto das pontes. Perto
da foz, sem o saber; sonhando a nascente,
como se não fosse ele próprio a única fonte.
Nuno Júdice A Fonte da vida, Quetzal, 1997

domingo, junho 23, 2024

A Cascata Sanjoanina

A "Cascata Sanjoanina" é uma espécie de presépio, montado por altura das festas de S.João
As cascatas de S. João nasceram do hábito de montar presépios, introduzido em Portugal no século XVII. «Pegava-se num presépio, substituía-se a sagrada família e os reis magos pelos santos populares e tínhamos uma cascata», diz Helder Pacheco. As cascatas sanjoaninas são, então, uma tradição muito antiga que deve ter tido origem na cidade do Porto, onde alguns artífices representavam, em miniatura, os principais locais da invicta, desde o morro da Sé até ao Rio Douro. 
Em Leça da Palmeira esta tradição também está associada à celebração dos Santos Populares (Santo António, S. João e S. Pedro), em especial o S. João. Nesta época festiva, em vários lares era comum as famílias construírem uma cascata com a representação dos lugares mais emblemáticos de Leça. Para tal compravam os célebres bonecos de barro, na Feira da Louça do Senhor de Matosinhos. Com o passar dos anos, as cascatas começaram a ser cada vez maiores e mais pormenorizadas, graças à arte de artesãos como João Soares e José Moreira
A "Cascata Sanjoanina" é constituído por uma estrutura em degraus com uma imagem do patrono na plataforma mais alta. Tradição ainda viva semelhante à tradição lisboeta, hoje quase desaparecida, do trono de S.António.