"Natureza Sabe Tudo" é uma série de desenhos animados para crianças que diverte e educa ao mesmo tempo.
Cada episódio é apresentado e protagonizado por Albert, o Einstein da natureza. Albert é amigável, muito bem informado e divertido. Ele voa, nada, encolhe e estica-se para explorar e explicar tudo. O espectador, entretido e guiado por Albert, aprende sobre temas ambientais universais e entende porque é necessário conservar a natureza.
Os temas de cada episódio foram extensamente pesquisados e os autores procuraram retratar os principais problemas ecológicos de hoje e os caminho possíveis para solucioná-los.
O resultado é uma série de desenhos que lida com questões ambientais e de desenvolvimento sustentável de uma forma autêntica, informativa e divertida.
Não perca, portanto, o vídeo que se segue e veja como o Albert diz sempre: "A Natureza... Sabe Tudo!"
quinta-feira, novembro 21, 2013
quarta-feira, novembro 20, 2013
Vai um "mergulhinho" em Bali?
A proposta de hoje é ir até Bali e dar um "mergulhinho".
Bali é uma das 13 667 ilhas que fazem parte da Indonésia. Integra as Pequenas Ilhas de Sonda e situa-se entre as ilhas de Java, a oeste, e Lombok, a leste. A capital provincial é Dempassar. A ilha abriga a quase totalidade da pequena população hindu da Indonésia e é o principal destino turístico do país. É conhecida pelas suas manifestações culturais, como a dança, a escultura, a pintura, o trabalho em couro e metais e a música. Faz parte de um arquipélago com quinhentas e quarenta e sete ilhas distribuídas por nove grandes grupos. A palavra Bali, com a qual a ilha foi baptizada no século IX, deriva da palavra Wali. Wali é uma palavra do sânscrito que significa "sacrifício oferecido ao deus", "adoração", "culto" ou "oferenda".
Bali, é realmente um lugar especial. Uma paisagem perfeita, que parece ter sido desenhada minuciosamente pelo Homem, entre campos de arroz e um relevo dramático, que se eleva sob a forma de vulcões. Uma cultura riquíssima e uma atmosfera exótica e espiritual muito particular que se conserva intacta, preservada e imune à invasão de turistas e surfistas.
Então, agora vamos ao tal mergulho? Para isso basta assistir ao vídeo que se segue e poderá ficar a conhecer, também, a beleza da fauna e da flora submarina desta ilha.
Bali é uma das 13 667 ilhas que fazem parte da Indonésia. Integra as Pequenas Ilhas de Sonda e situa-se entre as ilhas de Java, a oeste, e Lombok, a leste. A capital provincial é Dempassar. A ilha abriga a quase totalidade da pequena população hindu da Indonésia e é o principal destino turístico do país. É conhecida pelas suas manifestações culturais, como a dança, a escultura, a pintura, o trabalho em couro e metais e a música. Faz parte de um arquipélago com quinhentas e quarenta e sete ilhas distribuídas por nove grandes grupos. A palavra Bali, com a qual a ilha foi baptizada no século IX, deriva da palavra Wali. Wali é uma palavra do sânscrito que significa "sacrifício oferecido ao deus", "adoração", "culto" ou "oferenda".
Bali, é realmente um lugar especial. Uma paisagem perfeita, que parece ter sido desenhada minuciosamente pelo Homem, entre campos de arroz e um relevo dramático, que se eleva sob a forma de vulcões. Uma cultura riquíssima e uma atmosfera exótica e espiritual muito particular que se conserva intacta, preservada e imune à invasão de turistas e surfistas.Então, agora vamos ao tal mergulho? Para isso basta assistir ao vídeo que se segue e poderá ficar a conhecer, também, a beleza da fauna e da flora submarina desta ilha.
terça-feira, novembro 19, 2013
Qui Nem Jiló
Oiça Marina Elali em "Qui Nem Jiló" de Luiz Gonzaga. É o forró do Nordeste brasileiro, aqui interpretado por uma jovem cantora brasileira.
Marina Elali, de 25 anos, nasceu na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte (nordeste), no meio de uma família de músicos. É neta de Zé Dantas, o parceiro de Luiz Gonzaga. Fez dança, teatro, piano. Cantou ao lado de artistas como Fagner, Elba Ramalho, Chico César, Geraldo Azevedo, Agnaldo Rayol e tantos outros.
"Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim
Que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar.
Marina Elali, de 25 anos, nasceu na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte (nordeste), no meio de uma família de músicos. É neta de Zé Dantas, o parceiro de Luiz Gonzaga. Fez dança, teatro, piano. Cantou ao lado de artistas como Fagner, Elba Ramalho, Chico César, Geraldo Azevedo, Agnaldo Rayol e tantos outros.
"Se a gente lembra só por lembrar
O amor que a gente um dia perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Que é feliz sem saber
Pois não sofreu
Porém se a gente vive a sonhar
Com alguém que se deseja rever
Saudade, entonce, aí é ruim
Eu tiro isso por mim
Que vivo doido a sofrer
Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló
Mas ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Saudade, o meu remédio é cantar.
segunda-feira, novembro 18, 2013
Os Jardins Ingleses
O jardim inglês, ou jardim à inglesa, é um tipo de jardim desenvolvido durante o século XVIII. Ao contrário dos jardins geométricos (franceses ou italianos), organizam-se segundo pontos de vista pitorescos, aprazíveis para um cenário de pintura.
O jardim inglês é considerado como um manifesto contra os padrões rígidos e simétricos de outros estilos de jardins. O jardim inglês valoriza a paisagem natural, com formas curvas e arredondadas tanto no relevo, como nos caminhos e na construção dos maciços e bosques. Neste estilo de jardins as formas geométricas ou rectas não são permitidas.As árvores e arbustos são muitas vezes dispostas de acordo com o porte e a cor, as plantas que exijam muita manutenção e reformas, não são permitidas. São contudo permitidos outros elementos, como árvores mortas, rochedos e pequenas colinas, ruínas, clareiras, lagos, riachos, quiosques, etc., porque acrescentam charme e naturalidade a estes espaços de recreio e lazer. Devemos ter a sensação de andar por um bosque antigo e natural, com pouca ou nenhuma intervenção do homem. Se quiser ficar a saber um pouco mais acerca deste tema, basta ver o vídeo abaixo. Aproveite o tempo e distraia-se um pouco! Ora veja!
O jardim inglês é considerado como um manifesto contra os padrões rígidos e simétricos de outros estilos de jardins. O jardim inglês valoriza a paisagem natural, com formas curvas e arredondadas tanto no relevo, como nos caminhos e na construção dos maciços e bosques. Neste estilo de jardins as formas geométricas ou rectas não são permitidas.As árvores e arbustos são muitas vezes dispostas de acordo com o porte e a cor, as plantas que exijam muita manutenção e reformas, não são permitidas. São contudo permitidos outros elementos, como árvores mortas, rochedos e pequenas colinas, ruínas, clareiras, lagos, riachos, quiosques, etc., porque acrescentam charme e naturalidade a estes espaços de recreio e lazer. Devemos ter a sensação de andar por um bosque antigo e natural, com pouca ou nenhuma intervenção do homem. Se quiser ficar a saber um pouco mais acerca deste tema, basta ver o vídeo abaixo. Aproveite o tempo e distraia-se um pouco! Ora veja!
domingo, novembro 17, 2013
Fundo do mar
No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
Sophia de Mello Breyner Andresen - Obra Poética I (Editorial Caminho)
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.
Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.
Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.
Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.
Sophia de Mello Breyner Andresen - Obra Poética I (Editorial Caminho)
sábado, novembro 16, 2013
Os Filhos do Jacarandá
"Os Filhos do Jacarandá" é o título do primeiro romance de Sahar Delijani. Sahar Delijani é uma jovem (1983) escritora iraniana que actualmente vive em Turim, na Itália.
O livro"Os Filhos do Jacarandá" conta a história de várias crianças que nasceram no Irão, no período pós-revolução, e que foram educadas por avós, tios e tias, já que os pais estavam presos. Embora não seja uma biografia, é inspirado em experiências reais dos pais e familiares da autora, que passou os seus primeiros 45 dias de vida numa cadeia na capital iraniana. Se quiser ficar a conhecer melhor o livro e a autora, basta assistir aos vídeos que se seguem. No primeiro a autora fala do livro e no segundo, poderá assistir a uma entrevista de Sahar Delijani. E agora a entrevista.
O livro"Os Filhos do Jacarandá" conta a história de várias crianças que nasceram no Irão, no período pós-revolução, e que foram educadas por avós, tios e tias, já que os pais estavam presos. Embora não seja uma biografia, é inspirado em experiências reais dos pais e familiares da autora, que passou os seus primeiros 45 dias de vida numa cadeia na capital iraniana. Se quiser ficar a conhecer melhor o livro e a autora, basta assistir aos vídeos que se seguem. No primeiro a autora fala do livro e no segundo, poderá assistir a uma entrevista de Sahar Delijani. E agora a entrevista.
sexta-feira, novembro 15, 2013
Estacionamento para bicicletas
No Japão há demasiadas bicicletas e pouco espaço para estacionamento.Veja o vídeo abaixo e descubra como é que os japoneses resolveram este problema.
Aliás, os japoneses conseguiram resolver vários problemas de uma cajadada só: espaço para estacionamento, protecção contra as adversidades da meteorologia e protecção contra os ladrões.
Não perca!
Aliás, os japoneses conseguiram resolver vários problemas de uma cajadada só: espaço para estacionamento, protecção contra as adversidades da meteorologia e protecção contra os ladrões.
Não perca!
quinta-feira, novembro 14, 2013
Os Garffitis
Grafite ou grafito, é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade.
O grafito foi durante muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção. Actualmente já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da "street art" ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto há quem não concorde, equiparando o grafite a uma acto clandestino, que serve para sujar/degradar espaços públicos ou privados, sem autorização dos respectivos proprietários e é uma actividade proibida por lei em vários países.
Hoje proponho-lhe que veja uma bela apresentação acerca de um dos mais famosos artistas de rua: Bansky. Banksy (1974/1975) é o pseudónimo de um pintor, activista político e realizador de cinema inglês. A sua arte de rua satírica e subversiva combina humor negro e graffiti feito com uma técnica especial: o stêncil. Os seus trabalhos que se caracterizam por comentários sociais e políticos podem ser encontrados em ruas, muros e pontes de cidades de todo o mundo. Ora veja!
O grafito foi durante muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção. Actualmente já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da "street art" ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto há quem não concorde, equiparando o grafite a uma acto clandestino, que serve para sujar/degradar espaços públicos ou privados, sem autorização dos respectivos proprietários e é uma actividade proibida por lei em vários países.
Hoje proponho-lhe que veja uma bela apresentação acerca de um dos mais famosos artistas de rua: Bansky. Banksy (1974/1975) é o pseudónimo de um pintor, activista político e realizador de cinema inglês. A sua arte de rua satírica e subversiva combina humor negro e graffiti feito com uma técnica especial: o stêncil. Os seus trabalhos que se caracterizam por comentários sociais e políticos podem ser encontrados em ruas, muros e pontes de cidades de todo o mundo. Ora veja!
quarta-feira, novembro 13, 2013
SuperSparky says RRR...
Rui Ressurreição, é professor no Agrupamento de Escolas Professor Lindley de Cintra, de que faz parte integrante a Escola Secundária do Lumiar. Este docente está a participar num concurso internacional de filmes sobre ambiente, organizado pela Television for the Environment (tve). A Television for the Environment foi fundada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pelo WWF e produz filmes sobre ambiente e desenvolvimento sustentável há 29 anos. O filme do professor Rui Ressurreição está entre os 14 finalistas de entre 565 propostas. Os filmes que tiverem maior número de visualizações na sua categoria até 19 de Dezembro, serão considerados os vencedores.
Este filme tem o titulo de "SuperSparky says RRR..." e é sobre os 3 Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar).
Veja e partilhe o filme, de modo a que possa obter o maior número de visualizações possível.
Este filme tem o titulo de "SuperSparky says RRR..." e é sobre os 3 Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar).
Veja e partilhe o filme, de modo a que possa obter o maior número de visualizações possível.
terça-feira, novembro 12, 2013
La Vie en Chose
Oiça e veja a jovem cantora e compositora brasileira Blubell, numa apresentação ao vivo no Estúdio Windows, interpretando "La Vie en Chose". Blubell nasceu na cidade de São José do Rio Preto, interior do Estado de São Paulo, mas cresceu na capital, para onde foi ainda criança de colo. É só desde 2006 que desenvolve o seu trabalho autoral. Antes disso, fez parte de bandas independentes, e participou em shows da big band paulista "Funk Como Le Gusta". Lançou o seu primeiro álbum, "Slow Motion Ballet", de forma independente, em 2006. Este álbum foi bem recebido pela crítica, e recebeu o apoio elogioso de cantoras como Marisa Monte e Mallu Magalhães.
Durante os anos que se seguiram à sua estréia como artista independente, desenvolveu paralelamente uma parceria com o quarteto de jazz "À Deriva".
Em Janeiro de 2011, Blubell lançou o seu segundo disco, "Eu Sou Do Tempo Em Que A Gente Se Telefonava". O CD conta com participações de Baby do Brasil e de Tulipa Ruiz. A canção 'What If...' fez parte da banda sonora do filme "Bruna Surfistinha", lançada também em Janeiro de 2011.
Durante os anos que se seguiram à sua estréia como artista independente, desenvolveu paralelamente uma parceria com o quarteto de jazz "À Deriva".
Em Janeiro de 2011, Blubell lançou o seu segundo disco, "Eu Sou Do Tempo Em Que A Gente Se Telefonava". O CD conta com participações de Baby do Brasil e de Tulipa Ruiz. A canção 'What If...' fez parte da banda sonora do filme "Bruna Surfistinha", lançada também em Janeiro de 2011.
segunda-feira, novembro 11, 2013
O Verão de S. Martinho
![]() |
| El Greco - S. Martinho |
Reza a lenda que num dia tempestuoso de Outono, o soldado S. Martinho se deparou no seu caminho com um pobre mendigo quase nu, tremendo de frio. Ao ver esta situação, S. Martinho não hesitou, pegou na sua capa, cortou-a ao meio e deu uma das metades ao mendigo. Mal agasalhado e debaixo de uma chuva torrencial, S. Martinho prosseguiu o seu caminho feliz por ter ajudado alguém em dificuldades. Mas, de repente, a tempestade parou, o céu ficou sem nuvens, parou de chover e o frio terminou. A lenda conta ainda que, terá sido Deus que ao ver a bondade de S. Martinho decidiu dar algum conforto à sua viagem.
Por seu turno, em termos meteorológicos é normal que em Novembro se instale na Europa Ocidental um anticiclone que proporciona bom tempo durante alguns dias. Os dias são de sol e as temperaturas são um pouco mais altas do que o normal para esta altura do ano.Sendo assim, aproveite o bom tempo e divirta-se. Vá à adega, prove o vinho, coma castanhas e delicie-se com a poesia popular em homenagem ao S. Martinho.
S. Martinho galopava
No seu cavalo valente
Estava uma tempestade
Que assustava toda a gente
A chuva e a trovoada
Era intensa e muito forte
Mas S. Martinho continuava
No seu cavalo a galope
Numa grande pedra viu
Um pobre mendigo a tremer
Que sua mão lhe estendeu
Para ele o proteger.
Estava quase sem roupa
Com muito frio tremia
S. Martinho parou o cavalo
Nem pensou mais para onde ia
Pegou na sua capa
E ao meio ele a cortou
Ofereceu-a ao pobrezinho
E nas costas lha colocou
A grande tempestade
De repente acabou
E no céu muito azul
Um lindo sol raiou
A partir desse dia
O sol raia de mansinho
É a época que chamamos
O Verão de S. Martinho
A Educadora: Virginia Goretti (Agrupamento Vertical de Escolas de Marco de Canaveses)
domingo, novembro 10, 2013
O Cântico da Terra
Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.
Cora Coralina
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.
Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.
Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.
Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.
Cora Coralina
sábado, novembro 09, 2013
Esta Terra é Minha!
"Esta Terra é Minha" é uma pequena metragem animada (em vídeo) que conta a história das guerras em Israel/Palestina, desde época das cavernas até aos dias de hoje. Começa na pré-história e mostra a chegada dos cananeus, depois dos egípcios, dos assírios, etc. É uma alternância sem fim, que nos leva até aos dias de hoje com a oposição entre os palestinianos, os os israelitas, a OLP e o Hezbollah. O filme narra, pois, a história desta pequena faixa de terra, que tem sido disputada ao longo dos séculos. Digamos que é um passeio completo sem um destino certo.
Nina Paley (1968) é uma animadora e cartoonista americana. Nina, realizou também uma longa-metragem animada, chamada "Sita Sings the Blues" e tem escrito histórias aos quadradinhos ("As aventuras de Nina e Fluff"), mas a maioria do seu trabalho recente, tem sido em animação.
Veja e compartilhe o filme abaixo. Se quiser, contudo, obter mais algumas explicações sobre cada personagem basta clicar aqui.
This Land Is Mine from Nina Paley on Vimeo.
"Esta Terra é Minha" é um filme (de 2012) de Nina Paley, originalmente postado no Vimeo. É interessante referir que no final do vídeo aparece o texto "A cópia é um Ato de Amor, copie e compartilhe. Copyheart.org".
Nina Paley dá-nos a sua versão animada da história desta parte do mundo, tudo ao som da memorável, épica e, no caso, sugestiva canção "This Land is Mine" cantada por Andy Williams.Nina Paley (1968) é uma animadora e cartoonista americana. Nina, realizou também uma longa-metragem animada, chamada "Sita Sings the Blues" e tem escrito histórias aos quadradinhos ("As aventuras de Nina e Fluff"), mas a maioria do seu trabalho recente, tem sido em animação.
Veja e compartilhe o filme abaixo. Se quiser, contudo, obter mais algumas explicações sobre cada personagem basta clicar aqui.
This Land Is Mine from Nina Paley on Vimeo.
sexta-feira, novembro 08, 2013
As Galápagos
O arquipélago das Galápagos (ou Arquipélago de Colombo) formam um grupo de 13 ilhas, das quais apenas quatro são habitadas. Situam-se no Oceano Pacífico a aproximadamente 1000 km a oeste da costa do Equador, país a que pertencem e ponto continental mais próximo. Administrativamente as ilhas estão reunidas na província com o mesmo nome.
O arquipélago apresenta uma biodiversidade elevada e é o habitat de uma fauna peculiar que inclui muitas espécies endémicas como as tartarugas das Galápagos.
A totalidade das ilhas constitui uma reserva de vida selvagem administrada pelo governo do Equador e que é, desde a visita de Charles Darwin, o principal laboratório vivo de biologia do mundo. Se quiser ficar a conhecer um pouco melhor, este paraíso da vida selvagem, basta ver a bela apresentação que se segue, o vídeo abaixo, ou clicar aqui.
O Parque Nacional das Galápagos é uma área de preservação natural do Equador, localizada nas ilhas que lhe dão o nome.
As ilhas foram descobertas em 1535, quando o navio que levava o bispo do Panamá, frei Tomás de Berlanga, se desviou de sua rota quando vinha do Panamá em direcção ao Peru. Estas ilhas logo chamaram a atenção dos exploradores pela grande quantidade de tartarugas-gigantes que ali viviam, que passaram a ser caçadas em massa para fornecer carne e óleo para os marinheiros.
Charles Darwin visitou o arquipélago em 1835, surpreendendo-se com as características únicas da fauna local, cujo estudo contribuiu para que ele formulasse sua teoria da evolução das espécies. E agora o vídeo.
A totalidade das ilhas constitui uma reserva de vida selvagem administrada pelo governo do Equador e que é, desde a visita de Charles Darwin, o principal laboratório vivo de biologia do mundo. Se quiser ficar a conhecer um pouco melhor, este paraíso da vida selvagem, basta ver a bela apresentação que se segue, o vídeo abaixo, ou clicar aqui.
O Parque Nacional das Galápagos é uma área de preservação natural do Equador, localizada nas ilhas que lhe dão o nome.
As ilhas foram descobertas em 1535, quando o navio que levava o bispo do Panamá, frei Tomás de Berlanga, se desviou de sua rota quando vinha do Panamá em direcção ao Peru. Estas ilhas logo chamaram a atenção dos exploradores pela grande quantidade de tartarugas-gigantes que ali viviam, que passaram a ser caçadas em massa para fornecer carne e óleo para os marinheiros.
Charles Darwin visitou o arquipélago em 1835, surpreendendo-se com as características únicas da fauna local, cujo estudo contribuiu para que ele formulasse sua teoria da evolução das espécies. E agora o vídeo.
quinta-feira, novembro 07, 2013
O Primeiro Homem
"O Primeiro Homem", é um romance de Albert Camus. A 4 de Janeiro de 1960, Albert Camus, prémio Nobel de Literatura, morria inesperadamente num acidente de viação, perto de Villeblevin, no trajecto da cidade de Sens para Paris, quando um furo no pneu do carro em que viajava, em alta velocidade, dirigido pelo seu editor Marcel Gallimard, provocou um trágico acidente. Entre os objectos pessoais que transportava consigo, é encontrado um manuscrito inacabado com 144 páginas: "O Primeiro Homem". O texto carecia aqui e além de sinais de pontuação e havia abundantes notas à margem de cada folha. Para tornar o manuscrito publicável, Francine Camus, a filha do escritor, começou por dactilografá-lo. No Primeiro Homem, Camus, conta a pungente história da sua infância e a memória do seu país. Estava previsto que "O Primeiro Homem" viesse a ser o volume inicial de uma trilogia, que nunca chegou no entanto a ser escrita devido à morte trágica de Camus. Mas a obra dá-nos algumas ideias sobre o que ele pretendia exprimir neste romance autobiográfico, onde sobretudo nos descreve, de forma por vezes muito comovente, a infância de Jacques Cormery, o seu alter-ego, na Argélia do princípio do século XX, e o regresso do mesmo personagem, quarenta anos volvidos, à sua terra de origem.
Albert Camus (1913 — 1960) foi um escritor, romancista, ensaísta, dramaturgo e filósofo francês nascido na Argélia. Foi também jornalista militante engajado na Resistência Francesa e nas discussões morais do pós-guerra. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor.
Além da sua obra filosófia, Albert Camus escreveu romances ("O Estrangeiro" e "A Peste"), contos, ensaios e peças para o teatro.
Albert Camus (1913 — 1960) foi um escritor, romancista, ensaísta, dramaturgo e filósofo francês nascido na Argélia. Foi também jornalista militante engajado na Resistência Francesa e nas discussões morais do pós-guerra. Na sua terra natal viveu sob o signo da guerra, fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor.
Além da sua obra filosófia, Albert Camus escreveu romances ("O Estrangeiro" e "A Peste"), contos, ensaios e peças para o teatro.
quarta-feira, novembro 06, 2013
Os Jardins Franceses
O jardim francês, também conhecido como jardim clássico, é considerado o mais rígido e formal de todos os estilos de jardins. As suas características assentam em formas geométricas e simetrias perfeitas. Os jardins franceses mais conhecidos embelezam os palácios de Versalhes e Vau-le-Viconte.
Este tipo de jardins foi criado no século XVII, durante o reinado de Luís XIV, e o seu estilo demonstra o domínio do homem sobre a natureza e a valorização da grandiosidade das construções.
Nestes jardins os caminhos caracterizam-se por serem largos e bem definidos, com cercas vivas e arbustos compactos. Devido à intensa necessidade de podas, o jardim francês é considerado de alta manutenção e custo.
Outros elementos também podem fazer parte dos jardins franceses, por exemplo lagos, bancos, colunas, caramanchões, esculturas, etc, desde que devidamente integrados no estilo. Se quiser ficar a conhecer melhor este tipo de jardins, basta clicar aqui, poderá assim, ter acesso a um excelente PDF sobre o assunto.
Este tipo de jardins foi criado no século XVII, durante o reinado de Luís XIV, e o seu estilo demonstra o domínio do homem sobre a natureza e a valorização da grandiosidade das construções.
Nestes jardins os caminhos caracterizam-se por serem largos e bem definidos, com cercas vivas e arbustos compactos. Devido à intensa necessidade de podas, o jardim francês é considerado de alta manutenção e custo.
Outros elementos também podem fazer parte dos jardins franceses, por exemplo lagos, bancos, colunas, caramanchões, esculturas, etc, desde que devidamente integrados no estilo. Se quiser ficar a conhecer melhor este tipo de jardins, basta clicar aqui, poderá assim, ter acesso a um excelente PDF sobre o assunto.
terça-feira, novembro 05, 2013
Coisa Amar
Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.
Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.
Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi
desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.
Manuel Alegre
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.
Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.
Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi
desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.
Manuel Alegre
segunda-feira, novembro 04, 2013
I Didn't Know What Time It Was
Oiça (através do 1º vídeo abaixo) Billie Holiday em "I Didn't Know What Time It Was" (1957).
A música "I Didn't Know What Time It Was," foi criada por Richard Rodgers e Hart Lorenz para o musical "Too Many Girls" em 1939.
Esta música foi mais tarde (1949) gravada por Charlie Parker (2º vídeo em baixo), como parte do seu álbum, "Charlie Parker with Strings".
Once I was young
Yesterday, perhaps
Danced with Jim and Paul
And kissed some other chaps
Once I was young
But never was naive
I thought I had a trick or two
Up my imaginary sleeve
And now I know I was naive
I didn't know what time it was
Then I met you
Oh, what a lovely time it was
How sublime it was too
I didn't know what day it was
You held my hand
Warm like the month of May it was
And I'll say it was grand
Grand to be alive, to be young
To be mad, to be yours alone
Grand to see your face, feel your touch
Hear your voice say, "I'm all your own"
I didn't know what year it was
Life was no prize
I wanted love and here it was
Shining out of your eyes
I'm wise and I know what time it is now
Grand to be alive, to be young
To be mad, to be yours alone
Grand to see your face, feel your touch
Hear your voice say, "I'm all your own"
I didn't know what year it was
Life was no prize
I wanted love and here it was
Shining out of your eyes
I'm wise and I know what time it is now
HART, LORENZ / RODGERS, RICHARD
E agora oiça a mesma música através do virtuosismo de Charlie Parker.
A música "I Didn't Know What Time It Was," foi criada por Richard Rodgers e Hart Lorenz para o musical "Too Many Girls" em 1939.
Esta música foi mais tarde (1949) gravada por Charlie Parker (2º vídeo em baixo), como parte do seu álbum, "Charlie Parker with Strings".
Once I was young
Yesterday, perhaps
Danced with Jim and Paul
And kissed some other chaps
Once I was young
But never was naive
I thought I had a trick or two
Up my imaginary sleeve
And now I know I was naive
I didn't know what time it was
Then I met you
Oh, what a lovely time it was
How sublime it was too
I didn't know what day it was
You held my hand
Warm like the month of May it was
And I'll say it was grand
Grand to be alive, to be young
To be mad, to be yours alone
Grand to see your face, feel your touch
Hear your voice say, "I'm all your own"I didn't know what year it was
Life was no prize
I wanted love and here it was
Shining out of your eyes
I'm wise and I know what time it is now
Grand to be alive, to be young
To be mad, to be yours alone
Grand to see your face, feel your touch
Hear your voice say, "I'm all your own"
I didn't know what year it was
Life was no prize
I wanted love and here it was
Shining out of your eyes
I'm wise and I know what time it is now
HART, LORENZ / RODGERS, RICHARD
E agora oiça a mesma música através do virtuosismo de Charlie Parker.
domingo, novembro 03, 2013
É bom escrever...
"É bom escrever porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar a uma multidão".
Cesare Pavese (poeta e novelista italiano)
sábado, novembro 02, 2013
Vai, Brasil
A minha proposta de hoje vai para o livro "Vai, Brasil" (edições Tinta da China), da minha ex-aluna, Alexandra Lucas Coelho.
Não perca, mais esta proposta de leitura.
"Português a falar brasileiro não tem jeito, mesmo quando tem. Mas o que não tem jeito mesmo é perder tempo a não ser entendido. Não vou subir a favela e dizer sítio quando posso dizer lugar, ou apelido quando posso dizer sobrenome, ou alcunha quando posso dizer apelido, ou apanhar o autocarro quando posso pegar o ônibus. Português a falar brasileiro nem é jeito de dizer, porque português e brasileiro falam sempre português, em toda a sua mestiça extensão. Nenhuma outra língua é tão falada no hemisfério sul. Finco os pés onde estou para a usar. Se não me esqueço de quem sou, porque terei medo do que serei? Muito do que hoje é brasileiro foi português antigo que Portugal perdeu, cardápio reduzido, falta de apetite. E eles continuam a vir, dietistas, higienistas, fiscais de contas, reduzindo a língua a um quartinho, e de colarinho: não respire, não respire. Ave a poesia, cheia de fome, Herberto Helder mais jovem que nunca, comendo a língua com travesti brasileiro e tudo." A.L.C.
Não perca, mais esta proposta de leitura.
"Português a falar brasileiro não tem jeito, mesmo quando tem. Mas o que não tem jeito mesmo é perder tempo a não ser entendido. Não vou subir a favela e dizer sítio quando posso dizer lugar, ou apelido quando posso dizer sobrenome, ou alcunha quando posso dizer apelido, ou apanhar o autocarro quando posso pegar o ônibus. Português a falar brasileiro nem é jeito de dizer, porque português e brasileiro falam sempre português, em toda a sua mestiça extensão. Nenhuma outra língua é tão falada no hemisfério sul. Finco os pés onde estou para a usar. Se não me esqueço de quem sou, porque terei medo do que serei? Muito do que hoje é brasileiro foi português antigo que Portugal perdeu, cardápio reduzido, falta de apetite. E eles continuam a vir, dietistas, higienistas, fiscais de contas, reduzindo a língua a um quartinho, e de colarinho: não respire, não respire. Ave a poesia, cheia de fome, Herberto Helder mais jovem que nunca, comendo a língua com travesti brasileiro e tudo." A.L.C.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















