sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Chasing Ice

Em Maio de 2008, Adam LeWinter e o realizador Jeff Orlowski filmaram a formação dos icebergs, que se libertaram de vastos lençóis de gelo, no Glaciar Ilulissat situado a oeste da Gronenlândia.
Não perca o vídeo que se segue, que mostra este espantoso espectáculo.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Nova York, noutros tempos...

Hoje proponho-lhe que desfrute de uma bela apresentação acerca de Nova York. Esta, é constituída por fotografias antigas da cidade, que vão de finais do século XIX até meados do século XX. Não perca a "Big Apple" doutros tempos e a preto e branco.
É uma verdadeira aula de história. Não perca!

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Sodade

Para matar saudades de Cesária Évora, ouça-a aqui em "Sodade".
Sodade
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Quem mostra' bo
Ess caminho longe?
Ess caminho
Pa São Tomé

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau

Si bô 'screvê' me
'M ta 'screvê be
Si bô 'squecê me
'M ta 'squecê be
Até dia
Qui bô voltà

Sodade sodade
Sodade
Dess nha terra Sao Nicolau
 

terça-feira, fevereiro 05, 2013

As Duas Amigas


"As Duas Amigas" da colecção "Histórias de África" (Porto Editora) é um livro da escritora infanto-juvenil angolana Cássia do Carmo (17 anos).
Este livro retrata a história de uma fase da vida de duas jovens, Sara e Sandra, “cuja amizade é posta à prova por factores socioeconómicos que as ultrapassam e envolvem num turbilhão de ideias e sentimentos, acabando por prevalecer a força de uma verdadeira amizade, cujas raízes vieram a mostrar-se bem fortes”.
 A colecção “Histórias de África” surge de um protocolo entre o Grupo Porto Editora, através da “Plural Editores Angola” e a União dos Escritores Angolanos (UEA), visando a edição e divulgação de obras de autores angolanos. Para contribuir ainda para o enriquecimento cultural do país, o acordo prevê também a criação em Angola do projecto “Histórias para o meu cassula”.

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Canção Oculta

A onda de mar e céu, redonda,
durou nos ares um sorriso.
Nenhum poder claro ou inviso
deteve no ar a débil onda.

Um esvair-se em vácuo e treva
do vôo da ave intercadente.
Música silenciosamente mergulhada,
que o tempo leva.

O sonho côncavo buscando­
se no aço do espelho convexo,
que ria incólume, sem sexo,
sem uma imagem, mas brilhando.

O gesto de nuvens e de águas,
a aragem, a palavra, a rosa,
a intraduzível, soluçosa
sombra de vento sobre as águas.
Abgar Renault (1901- 1995)

domingo, fevereiro 03, 2013

A onda de McNamara

O norte-americano Garrett McNamara surfou, na Nazaré,  uma onda gigantesca que lhe poderá valer um novo recorde, depois de em 2011 ter feito história, também com uma onda de grande dimensão. A fotografia desta onda é do fotógrafo português Tó Mané.
Estas ondas gigantescas formam-se devido à existência do Canhão da Nazaré. O Canhão da Nazaré, ou Cana da Nazaré é um desfiladeiro submarino de origem tectónica situado ao largo da costa da Nazaré (Portugal). Este desfiladeiro, começa a definir-se a cerca de 500 metros da costa e é considerado por muitos o maior da Europa. Dependendo das regiões que atravessa, é possível determinar 3 secções no Canhão da Nazaré. A  inicial, que se estende até ao bordo da plataforma continental (60 km ao largo). Situa-se a menos de 1 km da Nazaré e é composta por ravinas e tem forma de V. A secção média do canhão, estende-se por 57 km, desde o bordo da plataforma até à base da vertente continental, atingindo profundidades de 4050 metros. Ao longo desta secção o canhão conserva ainda uma forma em V, muito sinuosa, apresentando grandes ravinas nas paredes junto à parte mais profunda.  A secção inferior é o extremo mais profundo do canhão, situada a profundidades superiores a 4050 metros. Esta zona estende-se por cerca de 94 km. Aos 4970 metros, a 211 km da cabeceira, o canhão atinge a planície abissal Ibérica.
O Canhão de Nazaré  funciona, assim, como um polarizador de ondulações. As ondas conseguem viajar a uma velocidade muito maior pela falha geológica, chegando à costa praticamente sem dissipação de energia. A Praia do Norte, na cidade da Nazaré, apresenta ondas significativamente maiores, do que as do resto da costa portuguesa, por causa deste fenómeno. O canhão da Nazaré dá origem, também, à superfície, a águas ricas em nutrientes e plâncton, permitindo a presença de uma fauna bastante rica em espécies de interesse comercial.
Graças ao surf esta região do país tornou-se conhecida a nível mundial.

sábado, fevereiro 02, 2013

A Marcha dos Pinguins

"A Marcha dos Pinguins" (2005) é um documentário (que venceu o Óscar em 2006, como melhor documentário) francês que conta a saga dos pinguins -  imperador para a procriação da espécie na Antárctida. Realizado por Luc Jacquet, conta com uma banda sonora de Emilie Simon. O documentário é como se fosse um episódio do Discovery Channel realizado por William Shakespeare. Romântico e trágico. Narra uma história de amor entre um casal de pinguins na luta pela sobrevivência do seu filhote.  Em cada inverno, na Antárctica, o local mais inabitável da Terra, milhares de pinguins -  imperador abandonam a segurança do oceano e sobem para a terra congelada, na intenção de iniciar uma longa jornada rumo ao interior. Em fila indiana, os pinguins marcham para o terreno de reprodução tradicional da espécie. As fêmeas permanecem ali apenas o tempo necessário, para a procriação. Depois, iniciam uma viagem de 200 Km, rumo ao mar cheio de peixes. Os machos permanecem, na Antárctida, para guardar e chocar os ovos. Após 4 meses, em que nada comem, os ovos começam partir-se e os filhotes a nascer. Entretanto, os machos apenas conseguem sobreviver  mais 48 horas sem comida, dependendo do retorno das fêmeas ao local, que precisam de trazer comida do oceano.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Para ver mil vezes

A beleza da natureza em estado (quase) intocado. Todo o esplendor da Antárctida e dos pinguim - imperador através da música "Listen To Your Heart" de Mike Rowland, e do filme de Ruedi & Priska Abbühl
Os pinguins vivem, sobretudo, nas costas da Antárctida , mas também no sul da Austrália, Nova Zelândia, América e África. Mesmo havendo gelo no Árctico e no Canadá , não existem pinguins nestas paragens. O pinguim-imperador  é a maior ave da família dos pinguins. Os adultos podem medir até 1,22 m de altura e pesar até 37 kg. Os machos desta espécie são um dos poucos animais que passam o inverno na Antárctida. O pinguim-imperador caracteriza-se pela plumagem multicolorida: cinza-azulado nas costas, branco no abdómen, preto na cabeça e barbatanas. Apresentam, também, uma faixa alaranjada à volta dos ouvidos. Alimentam-se de pequenos peixes, krill e lulas, que pescam em profundidades até 250 metros. O pinguim-imperador pode ficar submerso cerca de vinte minutos sem respirar. Os seus predadores naturais são a orca, a foca-leopardo e os tubarões. O padrão reprodutivo é bastante característico. As fêmeas põem um único ovo em Maio/Junho, no final do Outono, que abandonam imediatamente para passar o Inverno no mar. O ovo é incubado pelo macho durante cerca de 65 dias, que correspondem ao Inverno antárctico. Para suportar as temperaturas de -40 °C e os ventos de 200 km/h, os machos amontoam-se e passam a maior parte do tempo a dormir para poupar energia. Nunca abandonam o ovo, que congelaria, se o fizessem. Sobrevivem à base da camada de gordura acumulada durante o Verão. A fêmea substitui o macho apenas quando regressa no princípio da Primavera. Se a cria choca antes do regresso da mãe, o macho do pinguim-imperador alimenta o filho com secreções de uma glândula especial existente no seu esófago.

quinta-feira, janeiro 31, 2013

Fazer o Que Ainda Não Foi Feito

Mais uma vez lhe proponho uma música do compositor e cantor portuense,  Pedro Abrunhosa. Hoje é  "Fazer o Que Ainda Não Foi Feito", do álbum "Longe".

Sei que me vês
Quando os teus olhos me ignoram
Quando por dentro eu sei que choram
Sabes de mim
Eu sou aquele que se esconde
Sabe de ti, sem saber onde
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Trago-te em mim
Mesmo que chova no verão
Queres dizer sim, mas dizes não
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

E eu sei que dói
Sei como foi andares tão só por essa rua
As vozes que te chamam e tu na tua
Esse teu corpo é o teu porto, é o teu jeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

Sabes quem sou, para onde vou
A vida é curva, não uma linha
As portas que se fecham e eu na minha
A tua sombra é o lugar onde me deito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Tens uma estrada
Tenho uma mão cheia de nada
Somos um todo imperfeito
Tu és inteira e eu desfeito
Vamos fazer o que ainda não foi feito

E eu sou mais do que te invento
Tu és um mundo com mundos por dentro
E temos tanto pra contar
Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Vem nesta noite
Fomos tão longe a vida toda
Somos um beijo que demora
Porque amanhã é sempre tarde demais

Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais
Porque amanhã é sempre tarde demais
Pedro Abrunhosa

quarta-feira, janeiro 30, 2013

She

Norah Jones (1979) é uma pianista, cantora e compositora dos Estados Unidos. Norah é filha do célebre  tocador de sitar indiano Ravi Shankar, falecido recentemente.  Jones estudou no Booker T. Washington High School for the Performing and Visual Arts e na University of North Texas, onde se  formou em jazz piano. Em 1999, Norah voltou para Nova Iorque, onde toca com sua banda, Wax Poetic.  Ouça-a agora em "She".

terça-feira, janeiro 29, 2013

Grandes Desastres Ambientais

Aqui fica mais um trabalho de alunos, da disciplina de Geografia C, do 12º ano, sobre os Grandes Desastres Ambientais. Ora veja !  

segunda-feira, janeiro 28, 2013

Um passeio pela Invicta...

Vamos dar uma voltinha até ao Porto? Venha daí dar um passeio pelos bairros históricos desta cidade e de caminho fique a conhecer, também, os jardins e parques da Invicta.
Bora lá...

domingo, janeiro 27, 2013

O Amante do Crato


"O Amante do Crato", é um livro de Maria Velho da CostaMaria Velho da Costa (1938), é uma escritora portuguesa que foi Prémio Camões, em 2003.
Sinopse:
"Nas palavras de Urbano Tavares Rodrigues, este «É um muito belo conjunto de contos, cada qual mais original do que os outros e onde a todo o passo se encontra a escrita desafiante, criadora, irónica e lírica de Maria Velho da Costa, o seu gosto pelo vocábulo raro, pela construção insólita, pela intenção verbal. O pequeno texto que dá o título ao volume é uma evocação do mágico e do diabólico da primeira infância, em que uma menina arisca é salva da mordedura de uma víbora por outra criança, o primo (o amante do Crato) que se interpõe, vindo a morrer assim por ela. [...]». Esta edição é enriquecida pelas belíssimas pinturas de Ilda David e inclui um posfácio de Manuel Gusmão".

sábado, janeiro 26, 2013

Malhoa

José Malhoa (1855 – 1933) foi um pintor, desenhador e professor português. Realizou inúmeras exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, designadamente em Madrid, Paris e Rio de Janeiro. Foi pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o Grupo do Leão. Destacou-se, também, por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista. Foi o primeiro presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes e foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago. Em 1933, ano da sua morte, foi criado o Museu de José Malhoa nas Caldas da Rainha. Se quiser conhecer melhor este pintor português veja a  bela apresentação que se segue.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Tudo o que eu te dou

Oiça o cantor português Pedro Abrunhosa em "Tudo o que eu te dou"
Eu não sei, que mais posso ser
um dia rei, outro dia sem comer
por vezes forte, coragem de leão
as vezes fraco assim é o coração
eu não sei, que mais te posso dar
um dia jóias noutro dia o luar
gritos de dor, gritos de prazer
que um homem também chora
quando assim tem de ser

Foram tantas as noites sem dormir
tantos quartos de hotel, amar e partir
promessas perdidas escritas no ar
e logo ali eu sei...

(Que) Tudo o que eu te dou
tu me das a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me das a mim
e tudo o que eu te dou

Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena
fazes aqueles truques que aprendeste no cinema
mais peço-te eu, já me sinto a viajar
para, recomeça, faz-me acreditar
"Não", dizes tu, e o teu olhar mentiu
enrolados pelo chão no abraço que se viu
é madrugada ou é alucinação
estrelas de mil cores, ecstasy ou paixão
hum, esse odor, traz tanta saudade
mata-me de amor ou da-me liberdade
deixa-me voar, cantar, adormecer
Composição: Pedro Abrunhosa

quinta-feira, janeiro 24, 2013

Desigualdades Sociais Contemporâneas


Desigualdades Sociais Contemporâneas”, é  um pequeno livro (que aconselho aqui hoje) de António Firmino da Costa, sociólogo e professor no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL).
Firmino da Costa tem estudado a fundo estas questões e transformou a sua investigação nesta obra recente.

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Como defender o ambiente?

Proponho-lhe hoje uma apresentação sobre organizações de defesa do ambiente. Este trabalho foi realizado por alunos do 12º ano, para a disciplina de Geografia C.

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Regando lentamente as flores do riso


Regando lentamente as flores do riso,
vou já de neve em neve e lume em lume,
contornando a nordeste o paraíso
em terrenos de pedras ou de estrume,
com pequenas palavras na algibeira
das calças que mantenho ainda frias
da presença dos lares à minha beira.

E meto mãos e dentes nas vazias
flanelas limpas para o flanar antigo,
marcho directo e escasso, colocando
os pés azadamente.
Não persigo
ventos ou cores: sou pedro, zé, femando,
nomes comuns, impróprios, que desdigo
baixinho e surdo, curto, enquanto ando.
Pedro Tamen - Daniel na Cova dos Leões, 1970

domingo, janeiro 20, 2013

Mais Vitória

Aqui fica mais uma pequena homenagem à beleza da Vitória Régia amazónica.
Se quiser ver um outro "post" publicado neste blogue sobre o mesmo assunto basta clicar aqui. Não deixe, contudo, de ver a belíssima apresentação que se segue, e que fala desta enorme  planta aquática, de grandes folhas circulares e flutuantes.

sábado, janeiro 19, 2013

A uma árvore


Ah!, árvore diante da minha janela, somos parentes,
pois nada pedes a um amigo a não ser isto:
encostares-te à janela e espreitar para dentro
e ver-me andar por ali! Benção que é suficiente

para mim, que decidi ficar por detrás do caixilho,
cheia das minhas pequenas tragédias e grotescos desgostos,
para me encostar à janela e espreitar lá para fora,
admirando as infinitésimas folhas.
Poemas de Marianne Moore e Elizabeth Bishop