sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Escrevo diante da janela aberta

I
Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!

Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas...

Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Pra que pensar? Também sou da paisagem...

Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!
Mário Quintana - A Rua dos Cataventos

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Uma China Fascinante...




Ainda há quem considere que a China não é fascinante...
Veja a apresentação que se segue, que mostra algumas fotografias deste país, feitas por dois fotógrafos texanos (pai e filho): Bernardo e Tomas Medina.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Aurea: A menina da voz de ouro

Aurea (1987) é uma cantora portuguesa, que canta, pop, blues e soul music.
O seu sonho desde muito cedo era ser atriz, entrando assim para o curso de Teatro da Universidade de Évora (que não acabou). Foi Rui Ribeiro, um colega de curso da mesma escola, que a fez aperceber-se da poderosa voz que tinha. Aurea ofereceu bastante resistência até se decidir dedicar ao mundo da música e das canções. Segundo diz, "nunca pensei fazer da minha voz, profissão".
Depois de muita insistência gravou a primeira maqueta num estúdio improvisado (depois de descobrir o estilo de música que mais se adequava ao seu timbre de voz), com o single "Busy (for me)".
De acordo com a própria Aurea, "este tema fez-me apaixonar pela música soul". Rui Ribeiro foi autor de sete dos dez temas do disco de estreia, que revela, claramente, influências da pop e do soul.
Aurea foi considerada a revelação do ano e, já gravou o seu 2º álbum, "Aurea ao vivo no coliseu dos recreios".
A cantora é muito fiel ao seu visual e quando está em palco interpreta uma personagem em cada música, sendo também conhecida por cantar descalça.
O álbum de estreia homónimo foi lançado em Setembro de 2010. Em setembro de 2011, foi nomeada para os prémios MTV Europe Music Awards, na categoria "Best Portuguese Act", tendo ganho o mesmo, a 18 de outubro de 2011.
De entre as suas influências musicais, estão nomes como Aretha Franklin, Joss Stone, John Mayer, Amy Winehouse, James Morrison e ainda Zero 7.
Aurea participou num disco baseado no espetáculo "Viva Elvis", do Cirque du Soleil, em Las Vegas e que assinala o 75º aniversário do cantor (que morreu em 1977). Quando Elvis morreu, Aurea ainda não tinha nascido. A cantora cresceu a ouvir o rei Elvis que o pai lhe mostrava, sem sequer pensar que um dia ia gravar com o próprio. Foi feita uma nova versão de "Love Me Tender", na qual foi adicionada a voz do rei que culminou num dueto virtual, que saiu no disco Viva Elvis, The Album, em Novembro de 2010. Acerca deste assunto, Aurea disse numa entrevista: "Esta versão é a minha cara. A primeira vez que ouvi "Love Me Tender" era ainda muito pequenina, e acho que me deve ter sido mostrada pelo meu pai (...) Têm-me dito que eu faço inteira justiça à canção."
Ouça, agora, esta menina de voz de ouro no tema que a lançou: Busy (for me).

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Tempos Difíceis

Assinalando aqui, o Bicentenário de Charles Dickens sugiro a (re) leitura de "Tempos Difíceis".
"Tempos Difíceis" escrito no ano de 1854, marca um período importante na obra do autor.
Este livro apresenta um aspecto novo na sociedade provinciana de seu tempo, a luta entre o moderno e o antigo, através da burguesia e de pensamentos novos, como o Positivismo, por exemplo. Dickens mostra uma feia cidade chamada Lancashire Coketown - cidade do carvão (coque) - com a sua fábrica de tecidos e algodão. Uma cidade marcada pela Revolução Industrial evidenciada no aspecto cinzento dos tijolos e nas altas chaminés que lançavam para o ar gases poluentes.
As condições de trabalho eram terríveis. Os operários eram obrigados a trabalhar duramente e as crianças tinham que trabalhar com o intuito de "as tirar das ruas e das seduções que a vida mundana proporcionava".
Dickens também critica, nesta obra, o atraso da educação que permitia a submissão total dos trabalhadores.
"Tempos Difíceis" é uma obra imortal. É um libelo contra ideias e preconceitos arreigados na sociedade. Os problemas básicos de sobrevivência presentes neste romance vão além de qualquer período. Dickens, com a sua mão de mestre, construiu um enredo e desenhou um conjunto de personagens excepcionais, que o transformaram num dos maiores escritores de todos os tempos.
Se quiser saber mais alguma coisa acerca das comemorações, em Portugal, do Bicentenário deste escritor clique aqui e aqui.



segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Universidade dos Pés Descalços

O vídeo que hoje lhe sugiro conta, na primeira pessoa, uma história de amor que tem já 45 anos.
A palestra que este vídeo mostra é, certamente, a melhor mensagem que podíamos receber neste início de 2012.
Somos bombardeados com tantos discursos e relatórios de personalidades tão importantes com cursos tirados nas melhores Universidades, e, a solução está onde menos a queremos procurar!
Ora veja!








domingo, fevereiro 05, 2012

O Padrão dos Descobrimentos

O Monumento aos Descobrimentos Portugueses, popularmente conhecido como Padrão dos Descobrimentos, localiza-se em Belém, na cidade Lisboa.
Em posição destacada na margem direita do rio Tejo, o monumento foi erguido para homenagear os elementos envolvidos nos Descobrimentos portugueses.
O monumento original foi encomendado pelo regime de Salazar ao arquitecto Cottinelli Telmo (1897-1948) e ao escultor Leopoldo de Almeida (1898-1975), para a Exposição do Mundo Português (1940), e desmontado em 1958.
O atual monumento, é uma réplica. Este foi erguido em betão com esculturas em pedra de lioz, erguendo-se a 50 metros de altura. Foi inaugurado em 1960, no contexto das comemorações dos quinhentos anos da morte do Infante D. Henrique (o Navegador).

O monumento tem a forma de uma caravela estilizada, com o escudo de Portugal nos lados e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada.
D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, com uma caravela nas mãos. Em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos.
Se não sabe quem é quem, neste monumento, aqui ficam duas imagens, com a indicação das personagens ali representadas.

sábado, fevereiro 04, 2012

Doci Papiaçám di Macau

A Doci Papiaçam di Macau é uma versão, em patuá, de uma canção escrita por José "Adé" dos Santos Ferreira. Esta canção faz parte do espectáculo "Macau Sâm Assi (This is Macau)".
Os Dóci Papiaçam di Macau são um grupo de teatro. Se quiser pode ter, aqui , um pequeno cheirinho do que foi o "Sorti Doci" (título de uma peça deste grupo de teatro, que girava à volta dos casinos).
O patuá, é uma língua crioula de base portuguesa existente em Macau. Patuá macaense, também chamada Crioulo macaense, Patuá di Macau, Papia Cristam di Macau, Doci Papiaçam di Macau ou ainda de Macaista Chapado, é uma língua crioula de base portuguesa formada em Macau a partir do século XVI, influenciada pelas línguas chinesas, malaias e cingalesas. Sofre também de alguma influência do inglês, do tailandês, do espanhol e de algumas línguas da Índia.
Actualmente continua a ser ainda falado por um pequeno número de macaenses que vivem em Macau ou no estrangeiro, na sua maioria já com uma idade avançada.
Este crioulo foi originalmente desenvolvido pelos macaenses e, ao longo dos séculos, sofreu muitas mudanças na sua gramática, fonética e vocabulário para responder à evolução da demografia e da cultura de Macau. Alguns estudiosos dividem o patuá em dois tipos: o arcaico, falado até ao século XIX, e o moderno, desenvolvido e falado a partir do século XIX e muito influenciado pelo cantonês.

O Patuá era dominado e falado por um grande número de macaenses e por alguns chineses de Macau, principalmente as esposas chinesas de portugueses.
Para eles, o patuá é mais fácil de aprender e pronunciar visto que este crioulo tem influências chinesas. Até ao séc. XIX, ele tornou-se numa língua importante de comunicação entre os macaenses, os chineses e os portugueses, e contribuiu bastante para o desenvolvimento socio-económico da Cidade do Santo Nome de Deus de Macau. Mas, mesmo durante o seu apogeu, o número de falantes deste crioulo era relativamente baixo, não ultrapassando as dezenas de milhares.
Miguel Senna Fernandes é um dos rostos que ‘teima’ em preservar o patuá de Macau.
Aqui ficam estas referências, porque é bom apadrinharmos estes legados. Só, assim, os poderemos ajudar a manter vivos nos quatro cantos do mundo.

Assista, também aqui, ao vídeo em que é cantada em patuá, a canção "Macau". Esta canção foi interpretada, pelo grupo Doci Papiaçam di Macau, na apresentação feita por ocasião da transição de Macau, para a República Popular da China, em Dezembro de 1999.

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Vida No Campo



Álvaro Domingues, geógrafo de formação (docente na Faculdade de Arquitectura do Porto), "pré-lança" o livro 'Vida no Campo'. O livro, editado pela Dafne, integra com "A Rua da Estrada" e "Volta a Portugal" uma triologia do autor.Este livro, Vida no Campo, fala da desruralização do nosso país.

Para viabilizar economicamente a publicação do livro, o autor e a editora lançaram uma campanha de subscrição de compra antecipada, de uma edição numerada e assinada pelo autor.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

A "Bolha" Chinesa

A "bolha" do imobiliário chinês quando rebentar poderá ser ainda mais devastadora do que foi a americana, em 2008.
Veja com atenção este vídeo, que é bastante elucidativo! O documentário que aqui é apresentado mostra como a China está a provocar um crescimento fictício, construindo gigantescas cidades fantasmas. Constrói-as sem que haja procura para tal. Este facto, altera os dados económicos e cria números que não existem.
A ver vamos, o que vai acontecer ao mundo e à China a breve trecho!

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Yu Ming

Ju Ming é um escultor de Taiwan (Formosa) que atingiu a fama, no seu país, nos anos 70 e em Nova York nos anos 80.
Na adolescência começou a sua aprendizagem esculpindo em madeira. Hoje, utiliza na sua arte uma série de outros materiais: bronze, aço, espuma de borracha, etc.
Ju Ming é um escultor aclamado internacionalmente. Dos trabalhos que tem exposto um pouco por todo o lado, há a salientar: "The Living World "family" que continua a aumentar e "Living World".
Muito do seu trabalho encontra-se exposto no Museu Juming, que se localiza nos arredores de Taipé. Este Museu, que está aberto ao público, foi construído a expensas do próprio artista. Não deixe pois, de ver a apresentação abaixo, que mostra as obras e o Museu de Ju Ming.

terça-feira, janeiro 31, 2012

Xico

Luísa Sobral é uma jovem cantora e compositora portuguesa, nascida em Lisboa em 1987.
Saiu do anonimato em 2003 no programa Ídolos, da SIC. Tinha apenas 16 anos. Não venceu, mas ficou em 3.º lugar. Pouco tempo depois rumou para os Estados Unidos para estudar na Berklee College of Music, onde terminou a licenciatura em 2009.
Editou o seu álbum de estreia, "The Cherry On My Cake", em Março de 2011 que atingiu, na primeira semana, o nº 3 da tabela de vendas em Portugal.
Entre as suas influências, destacam-se nomes como Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Chet Baker, Björk, Regina Spektor, Rui Veloso, Jorge Palma, Bernardo Sassetti, Sara Tavares, Maria João e Mário Laginha.
Ouça agora, Luísa Sobral, interpretando ao vivo no CASCAIS COOLJAZZFEST 2011 (29 de Julho), a música Xico.

domingo, janeiro 29, 2012

Auroras Boreais


A maior erupção solar dos últimos seis anos provocou uma aurora boreal (26/1), observada em várias zonas da Europa e da Ásia. Aprecie, aqui, a beleza de mais este fenómeno da natureza.

sábado, janeiro 28, 2012

SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ªfeira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente ...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Mário Quintana - Esconderijo do tempo

sexta-feira, janeiro 27, 2012

O FB

É preciso estarmos atentos às novas tecnologias. Veja o que aconteceu ao estudante austríaco (Viena), Max Schrems. Este jovem, iniciou um processo contra o Facebook, a maior rede social do mundo criada por Mark Zuckerberg. Após muitas dificuldades, o estudante de direito conseguiu um CD com toda a informação recolhida durante os três anos em que fez parte desta rede. Quando impresso, o conteúdo do CD formava uma pilha de 1.200 páginas. Todo o material - histórico de chats, pedidos de amizade, posição religiosa, etc. - era classificado em 57 categorias que possibilitam facilmente o cruzamento de dados. Assim, é possível descobrir-se qualquer informação que se deseja acerca da pessoa, quer seja da vida pessoal, profissional, religiosa ou política. Além desse material, mesmo as mensagens, fotos e outros arquivos que ele havia apagado continuavam armazenados nos servidores do Facebook. Quando questionado sobre isto, o Facebook afirmou que apenas os "removia da página" e não os "apagava". Pode-se, então, concluir que, quando uma informação é publicada no Facebook, ela jamais é excluída. Schrems descobriu que o Facebook possui servidores na Irlanda, e entre agosto e setembro de 2011, abriu 22 queixas contra a rede social no Irish Data Protection Commissioner, um órgão deste país. Para acompanhar o caso, o estudante de direito criou o site "Europe versus Facebook".
Veja o vídeo que se segue, em que Schrems explica toda esta situação e, em que nos alerta para um dos perigos ou ameaças resultantes destas novas tecnologias.

quinta-feira, janeiro 26, 2012

A RUA DOS CATAVENTOS

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Mário Quintana

quarta-feira, janeiro 25, 2012

A Dália Negra

A Dália Negra foi o romance que, em 1987, consagrou James Ellroy como um novo grande nome da literatura «negra».
O livro ficciona um crime realmente ocorrido em Los Angeles, durante o pós-guerra, nos finais dos anos 40. A imprensa referiu-se-lhe como o caso da «Dália Negra», pelo facto de a vítima, Elizabeth Short, uma jovem aspirante a actriz, enfeitar os cabelos com uma dália dessa cor. O seu corpo apareceu num terreno vago, horrivelmente mutilado e com sinais de ter sido torturado. Contudo, o caso nunca viria a ser deslindado e tornar-se-ia uma verdadeira lenda urbana. James Ellroy ressuscita-o, no contexto de uma Hollywood minada pela violência e pela corrupção, sobre um fundo nostálgico de música jazz.
James Ellroy, em entrevistas dadas na altura do lançamento do livro, referiu-se ao assassínio da mãe, quando tinha apenas dez anos, esclarecendo que este facto o teria empurrado para a marginalidade. Superou o trauma ao contar não só a história da mãe, mas também a da Dália Negra, assassinada 11 anos antes em circunstâncias idênticas.
Há pouco tempo, o livro ganhou um filme de fôlego, com Josh Hartnet fazendo o papel do detetive que investigava o caso, e que traz Scarlet Johansson para um dos papéis chave.

terça-feira, janeiro 24, 2012

Dança ma mi Crioula

Tito Paris é um músico, compositor e cantor caboverdiano (1963, Mindelo, Ilha de São Vicente). Está radicado em Lisboa e é um dos responsáveis pela divulgação da música das ilhas da Morabeza pelo mundo, além de ser uma figura de relevo da comunidade africana na capital de Portugal.
Começou cedo a tocar, em Cabo Verde, com os irmãos e com o primo Bau. Aí recebeu a influência de músicos como o clarinetista Luís Morais e do pianista Chico Serra.
Aos dezanove anos de idade, veio viver para Lisboa, a pedido de Bana, outro nome sonante da música de Cabo Verde, que queria tê-lo a tocar no seu agrupamento musical Voz de Cabo Verde. Tocou neste grupo durante quatro anos, após os quais começou a seguir uma carreira individual, tornando-se um dos músicos caboverdianos mais conhecidos de Lisboa, com solicitações constantes de conterrâneos seus e também de músicos portugueses, como Rui Veloso.
Lançou e produziu o seu primeiro álbum em 1987. Mais tarde, formou um grupo próprio, com o qual gravou o álbum "Dança Ma Mi criola". Em 1996, lançou o álbum "Graça de Tchega". Posteriormente lançou dois trabalhos ao vivo e, em 2002, um novo trabalho de estúdio denominado "Guilhermina". Os seus trabalhos encontram-se pelo mundo fora, desde Nova Iorque até Paris, divulgando a música de Cabo Verde e o seu talento como instrumentista e como cantor.
Ouça, agora, Tito Paris em "Dança ma mi Crioula".

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Meus olhos que por alguém

Meus olhos que por alguém
Meus olhos que por alguém
deram lágrimas sem fim
já não choram por ninguém
- basta que chorem por mim.
Arrependidos e olhando
a vida como ela é,
meus olhos vão conquistando
mais fadiga e menos fé.
Sempre cheios de amargura!
Mas se as coisas são assim,
chorar alguém - que loucura!
- Basta que eu chore por mim.
António Botto

domingo, janeiro 22, 2012

A Dália Azul

Raymond Chandler (1888 -1959) foi um escritor e um dos autores de contos e romances policiais mais lidos de sempre. Teve uma influência decisiva sobre a literatura policial contemporânea, especialmente devido ao seu estilo de escrita e à sua atitude, aspectos que ainda hoje caracterizam o género. Foi um prosador inigualável, que privilegiou um certo tipo de reflexão sobre os comportamentos humanos a que o detective privado Philip Marlowe, a sua criação por excelência, viria a dar voz.
Chandler começou a sua carreira de escritor nos anos 30, como autor de "short stories". "The Big Sleep" (1939) foi o seu primeiro romance, onde aparece pela primeira vez Philip Marlowe, que figura na totalidade dos seus seis romances. Todos eles foram adaptados ao cinema e Humphrey Bogart foi o actor que, em 1946, deu rosto a esta singular personagem da ficção.
A DÁLIA AZUL
Uma bela mulher é encontrada morta em circunstâncias misteriosas. O marido, que tinha acabado de chegar da guerra no Pacífico, descobre que a mulher o traía. Torna-se, então, o principal suspeito do assassinato. Mas quem é realmente o assassino?
Raymond Chandler escreveu, originalmente, A Dália Azul como roteiro para o cinema. A Dália Azul transformou-se num clássico romance policial que mantém o suspense até ao último momento.