Eu luminoso não sou. Nem sei que haja Um poço mais remoto, e habitado De cegas criaturas, de histórias e assombros. Se, no fundo poço, que é o mundo Secreto e intratável das águas interiores, Uma roda de céu ondulando se alarga, Digamos que é o mar: como o rápido canto Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirável O movimento de asas. O musgo é um silêncio, E as cobras-d’água dobram rugas no céu, Enquanto, devagar, as aves se recolhem. José Saramago
O País Basco que significa literalmente "terra do euskara" é uma região histórico-cultural localizada no extremo norte da Espanha e no extremo sudoeste da França. É cortada pela cadeia montanhosa dos Pirenéus e banhada pelo Golfo da Biscaia. As montanhas predominam nesta região, destacando-se os Montes Bascos e a imponente Serra Cantábrica a sul. Apresenta características climáticas variadas: na vertente atlântica, a norte, predomina o clima subatlântico, um clima submediterrâneo no extremo Sul enquanto que na depressão do Ebro e Rioja Alavesa um clima do tipo continental. O País Basco ou Euskadi é uma das 17 comunidades autónomas de Espanha e possui "Nacionalidade Histórica" reconhecida pela Constituição Espanhola. A sua denominação oficial é Comunidad Autónoma del País Vasco ou EuskalAutonomia Erkidegoa. Os nacionalistas bascos consideram este território, o "País Basco do Sul" (ou Hegoalde), como parte da nação basca em conjunto com a Comunidade Foral de Navarra (Nafarroa), também em Espanha e, três partes do departamento francês dos Pirineus Atlânticos, nomeadamente, Sola (Zuberoa) Lapurdi e Baixa Navarra (Nafarroa Beherea), que formam o "País Basco do Norte" (Iparralde) ou "País Basco francês". O País Basco espanhol está dividido em três províncias: Álava (Araba), Biscaia (Bizkaia) e Guipúscoa (Gipuzkoa). As principais cidades bascas são: Bilbao/Bilbo (a mais populosa), Donostia/San Sebastian, Gasteiz/Vitória (a capital política de Euskara/Pais Basco). A região basca tem uma língua e cultura próprias. No país basco existe um movimento nacionalista desde finais do século XIX. A campanha dos grupos radicais pela independência cresce com a fundação, em 1959, do grupo separatista ETA (considerado como organização terrorista por vários governos mundiais), em plena ditadura do Generalíssimo Franco(1939–1975). Com a constituição espanhola de 1978, o País Basco conquistou um alto grau de autonomia. A maior parte do movimento depôs as armas, criando partidos legais. Contudo, alguns sectores e activistas da ETA, decidiram continuar a sua luta, utilizando a violência como meio de coação e intimidação. Aprecie, agora, uma apresentação elaborada por alunas do 12º sobre este conflito regional.
O aumento de impostos, o PEC, e a época de crise em que vivemos, deixa-nos cinzentões e depressivos. Por isso, quando tiver tempo proponho-lhe que veja este documentário, feito pela televisão espanhola (TVE), sobre Portugal. O documentário tem 60 minutos e começa no Algarve. Segue para o Norte, Alentejo, Centro e Lisboa. Tem imagens fantásticas, esplendorosas, magníficas! Deixa-nos plenos de orgulho por termos um país tão bonito e aumenta-nos a auto-estima. Não Perca! Acesse: http://www.rtve.es/alacarta/la2/ultimos/index.html#659940
O Dubai é um dos sete emirados e a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos (EAU), com cerca de 2.262.000 habitantes No Dubai o que se faz, faz-se em grande... ALGUEM IRÁ PAGAR A FACTURA !!! Esta é a maior fonte luminosa dançante do mundo, contendo um total de um milhão e quinhentas mil luzes, meticulosamente sincronizadas com música. Os jactos de água ultrapassam os 500 metros de altura projectando mais de 80.000 litros em cada exibição. (As exibições podem ser vistas com intervalos de 20 minutos, a partir das 6 horas da manhã). Trata-se de um projecto da Wet Design que também concebeu as fontes luminosas do nosso Parque das Nações, em Lisboa. Aprecie, agora, esta fonte luminosa quer durante o dia (com a música "Shik Shak Shok" de Hassan Abou El Seoud) quer durante a noite.
À noite com a música "Time to Say Goodbye" nas vozes de Andrea Bocelli e Sarah Brightman.
Agora, se quiser ler com calma, aqui fica o poema.
Poema do Menino Jesus
Num meio-dia de fim de Primavera Tive um sonho como uma fotografia. Vi Jesus Cristo descer à terra. Veio pela encosta de um monte Tornado outra vez menino, A correr e a rolar-se pela erva E a arrancar flores para as deitar fora E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu. Era nosso demais para fingir De segunda pessoa da Trindade. No céu tudo era falso, tudo em desacordo Com flores e árvores e pedras. No céu tinha que estar sempre sério E de vez em quando de se tornar outra vez homem E subir para a cruz, e estar sempre a morrer Com uma coroa toda à roda de espinhos E os pés espetados por um prego com cabeça, E até com um trapo à roda da cintura Como os pretos nas ilustrações. Nem sequer o deixavam ter pai e mãe Como as outras crianças. O seu pai era duas pessoas - Um velho chamado José, que era carpinteiro, E que não era pai dele; E o outro pai era uma pomba estúpida, A única pomba feia do mundo Porque nem era do mundo nem era pomba. E a sua mãe não tinha amado antes de o ter. Não era mulher: era uma mala Em que ele tinha vindo do céu. E queriam que ele, que só nascera da mãe, E que nunca tivera pai para amar com respeito, Pregasse a bondade e a justiça!
Um dia que Deus estava a dormir E o Espírito Santo andava a voar, Ele foi à caixa dos milagres e roubou três. Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido. Com o segundo criou-se eternamente humano e menino. Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz E deixou-o pregado na cruz que há no céu E serve de modelo às outras. Depois fugiu para o Sol E desceu no primeiro raio que apanhou. Hoje vive na minha aldeia comigo. É uma criança bonita de riso e natural. Limpa o nariz ao braço direito, Chapinha nas poças de água, Colhe as flores e gosta delas e esquece-as. Atira pedras aos burros, Rouba a fruta dos pomares E foge a chorar e a gritar dos cães. E, porque sabe que elas não gostam E que toda a gente acha graça, Corre atrás das raparigas Que vão em ranchos pelas estradas Com as bilhas às cabeças E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas Quando a gente as tem na mão E olha devagar para elas.
Diz-me muito mal de Deus. Diz que ele é um velho estúpido e doente, Sempre a escarrar para o chão E a dizer indecências. A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia. E o Espírito Santo coça-se com o bico E empoleira-se nas cadeiras e suja-as. Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica. Diz-me que Deus não percebe nada Das coisas que criou - "Se é que ele as criou, do que duvido." - "Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória, Mas os seres não cantam nada. Se cantassem seriam cantores. Os seres existem e mais nada, E por isso se chamam seres." E depois, cansado de dizer mal de Deus, O Menino Jesus adormece nos meus braços E eu levo-o ao colo para casa.
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro. Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava. Ele é o humano que é natural. Ele é o divino que sorri e que brinca. E por isso é que eu sei com toda a certeza Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina É esta minha quotidiana vida de poeta, E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre. E que o meu mínimo olhar Me enche de sensação, E o mais pequeno som, seja do que for, Parece falar comigo.
A Criança Nova que habita onde vivo Dá-me uma mão a mim E outra a tudo que existe E assim vamos os três pelo caminho que houver, Saltando e cantando e rindo E gozando o nosso segredo comum Que é saber por toda a parte Que não há mistério no mundo E que tudo vale a pena.
A Criança Eterna acompanha-me sempre. A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado. O meu ouvido atento alegremente a todos os sons São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro Na companhia de tudo Que nunca pensamos um no outro, Mas vivemos juntos e dois Com um acordo íntimo Como a mão direita e a esquerda.
Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas No degrau da porta de casa, Graves como convém a um deus e a um poeta, E como se cada pedra Fosse todo o universo E fosse por isso um grande perigo para ela Deixá-la cair no chão.
Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens E ele sorri porque tudo é incrível. Ri dos reis e dos que não são reis, E tem pena de ouvir falar das guerras, E dos comércios, e dos navios Que ficam fumo no ar dos altos mares. Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade Que uma flor tem ao florescer E que anda com a luz do Sol A variar os montes e os vales E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o. Levo-o ao colo para dentro de casa E deito-o, despindo-o lentamente E como seguindo um ritual muito limpo E todo materno até ele estar nu.
Ele dorme dentro da minha alma E às vezes acorda de noite E brinca com os meus sonhos. Vira uns de pernas para o ar, Põe uns em cima dos outros E bate palmas sozinho Sorrindo para o meu sono.
Quando eu morrer, filhinho, Seja eu a criança, o mais pequeno. Pega-me tu ao colo E leva-me para dentro da tua casa. Despe o meu ser cansado e humano E deita-me na tua cama. E conta-me histórias, caso eu acorde, Para eu tornar a adormecer. E dá-me sonhos teus para eu brincar Até que nasça qualquer dia Que tu sabes qual é.
Esta é a história do meu Menino Jesus. Por que razão que se perceba Não há-de ser ela mais verdadeira Que tudo quanto os filósofos pensam E tudo quanto as religiões ensinam ? Alberto Caeiro
Hoje vai ficar a conhecer as dez cidades mais violentas do mundo. Estas cidades são sinónimo de perigo, insegurança e morte. Não devem, por isso, fazer parte dos melhores roteiros turísticos. Se está a pensar tirar umas férias para algum deste destinos, é melhor pensar duas vezes. Para se medir o grau de violência das cidades tem-se em conta o número de homícidios por cada 100 mil habitantes. Assim, foi elaborada, recentemente no México, uma lista com as dez cidades mais violentas do mundo (e acredite o Rio de Janeiro não está nessa lista).Veja, agora, as cidades onde a violência, a morte e o roubo são altíssimos. 1º - Ciudad Juárez (México) É a "capital da violência", por excelência. É conhecida pelas guerras entre cartéis de droga e pelo crime organizado associado ao narcotráfico. Em 2009, foram assassinadas 2.658 pessoas, por estarem relacionadas com esses problemas. Só nos primeiros dez dias de Janeiro deste ano, foram mortas 100 pessoas associadas a processos relacionados com o crime organizado. 2º - Caracas (Venezuela) Os homicídios na capital da Venezuela aumentaram desde que o presidente Hugo Chávez tomou o poder. Em apenas dez dias, depois do Natal de 2009, 220 pessoas foram assassinadas em Caracas. 3º - Nova Orleães (EUA) Nova Orleães localiza-se no estado do Louisiana. Neste estado jovens e corrupção andam de mãos dadas devido ao envolvimento com o tráfico de droga. A ineficácia do sistema judicial é a principal causa apontada para que esta seja a cidade mais violenta dos EUA. 4º - Tijuana (México) A sexta maior cidade mexicana é conhecida pelas lutas entre bandos rivais que procuram o controlo do narcotráfico. Ao todo, 15.000 pessoas já morreram desde que o presidente Felipe Caldéron declarou guerra ao narcotráfico. 5º - Cidade do Cabo (África do Sul) A xenofobia e o ataque a imigrantes marcam o dia-a-dia desta cidade. Os graves problemas de saúde pública e os crimes relacionados com droga são também uma constante. 6º- Port Moresby (Nova Guiné) A capital da Papua - Nova Guiné, vive sob as rédeas da violência e criminalidade juvenil. Em 2009 houve 54 homicidios por 100.000 habitantes. A corrupção e o desemprego são também problemas graves que afectam este país. 7º - São Salvador (El Salvador) Uma onda de criminalidade afecta a cidade e o país. Em 2009, 4.365 pessoas foram mortas. Este foi o número mais alto registado nos últimos dez anos. A cidade é ainda conhecida pela criminalidade e tráfico de armas. 8º- Medellín (Colômbia) Aqui, impera o narcotráfico. Em 2009, a Colômbia registou a taxa de homicídio mais baixa em 27 anos, mas nesta cidade as mortes aumentaram. No ano passado, 15.817 pessoas foram mortas. Esta cidade ficou associada ao cartel de Medellín liderado por Pablo Escobar. O cartel perdeu muito da sua força e influência após a captura e morte de muitos dos seus líderes o que o levou a desaparecer. A partir daí o governo tem procurado melhorar a imagem da cidade. 9º - Baltimore (EUA) A maior cidade do estado de Maryland registou 45 homicídios por cada 100.000 habitantes, em 2009. Esta é a segunda metrópole mais mortífera dos EUA. Apenas o centro da cidade é considerado relativamente seguro. 10º - Bagdade (Iraque) A capital do Iraque tem sido palco de várias guerras nos últimos anos. Em 2009, a violência matou 4.497 civis, sendo este, ainda assim, o número mais baixo desde 2003. Aqui tem as dez cidades mais violentas do mundo. Cinco cidades latino-americanas figuram neste top ten, ao mesmo tempo que nenhuma metrópole europeia é referida.
Poesia, parceria, amizade e cumplicidade. Encontra isto e muito mais, nestes excelentes cantores e compositores brasileiros: Fagner e Zeca Baleiro. Não perca a oportunidade de os ver e ouvir interpretando Um Real de Amor. Fique com esta dupla de sucesso! É um casamento artístico extraordinário.
Os alunos das turmas B e A do 11ºano da Escola Secundária do Lumiar, fizeram uma visita à Quinta da Regaleira, situada na bela vila de Sintra. Esta lindíssima Quinta só abriu ao público em 1997 . Pelo facto de abranger uma grande biodiversidade de flora, ser considerada património cultural artístico, e principalmente por ser um local com grande valor simbólico, disto iremos falar nesta reportagem, mais precisamente do Patamar dos Deuses. O Patamar dos Deuses está situado no jardim, é uma das principais atracções para quem visitar a Quinta. O Patamar dos Deuses é constituído por 10 estátuas, 9 de deuses e uma de um leão. Foram lá postas para nos fazer lembrar a “Divina Comédia” de Dante Alighieri e os 9 círculos do capítulo do Inferno e a jornada iniciática que alguém tem de realizar para entrar numa ordem Maçon. Estes 9 Deuses romanos são Hermes , Vulcano, Dionísio , Pã , Ceres , Flora, Vénus, Orpheu e Fortuna, divididos em dois espaços pelo leão. Vamos então começar por Hermes. Este era o mensageiro dos deuses e filho de Zeus, e devido à sua prudência e habilidade era o deus protector dos caminhos e dos viajantes. Por esse facto é que ele talvez esteja no jardim. Tinha fama de engenhoso por isso atribui-se-lhe a invenção da lira, do alfabeto, dos números, dos pesos e medidas, etc. Vulcano é o deus romano do fogo. A sua figura era representada por um ferreiro, sendo ele quem forjava os raios para Júpiter. Este era o mais feio dos deuses, por isso em bebé foi lançado do Monte Olimpo para um vulcão para ficar escondido. Ele era casado com Vénus, que lhe era infiel. Para desmascarar a sua infidelidade ele armou uma armadilha na sua cama para a apanhar. Depois temos Dionísio, deus grego do vinho, que foi unido à carne de Zeus por ter nascido prematuramente e apesar deste facto representa a força reprodutora e fertilizante da natureza. Pã era o deus grego das pastagens, bosques e rebanhos. Este está representado na sua forma mais humana tendo corpo de homem, quando normalmente é representado com chifres, barba, pernas e cauda de cabra, e por esse motivo ele representa o medo irracional de algo estranho. Ceres era a deusa das plantas que brotam (particularmente dos grãos) e do amor maternal. A palavra cereal deriva de Ceres, comemorando a associação da deusa com os grãos comestíveis. O nome Ceres também significa "crescer". Flora na mitologia romana, é uma ninfa das Ilhas Afortunadas. Flora é a potência da natureza que faz florir as árvores e preside a “tudo que floresce” representando assim o novo homem depois de encontrar a “luz”. Vénus é a deusa do Amor e da Beleza, o mito do seu nascimento conta que surgiu de dentro de uma concha de madrepérola, tendo sido gerada pelas espumas. Ela lembra-nos a razão pela qual se voltou ao antropocentrismo na arte. Orpheu, um semi-deus, foi o herói grego que tentou ir ao sub mundo para salvar a sua amada. Mas, infelizmente não o conseguiu porque quebrou uma importante regra, olhou para trás quando Hades lhe disse, que a única forma de sair dali com a sua mulher, era não olhando para trás enquanto estivesse a subir (lembrando deste modo outro dos princípios da maçonaria). Fortuna, representa melhor a caminhada de iniciação pelo facto de ser a deusa romana da sorte (boa ou má) e da esperança. Ela geralmente é representada com a vista tapada pois distribuía os seus desígnios aleatoriamente. Por fim temos o Leão que representa o guardião dos portões do sub mundo, como no poema da “Divina Comédia” de Dante Alghieri, representando assim também o início da jornada de iniciação. Para reforçar esta ideia ainda estão nos dois candeeiros à frente do leão os animais que representam os 4 elementos para ajudar na caminhada: a salamandra (fogo), a tartaruga (água), o sapo (terra), e o caracol (ar) que também é um dos maiores símbolos da maçonaria. Este é um jardim que se deve visitar pelo menos uma vez na vida e que se deve olhar com os olhos e com a cabeça pois tem grandes segredos para nos mostrar. Bruno Pascoal, Guilherme e Nuno
Escondido entre a Zâmbia, a Tanzânia e Moçambique, o Malawi é um país rural com 15 milhões de habitantes. A três horas de carro da capital Lilongwe, a vila de Wimbe, vê um rapazito de 14 anos a juntar entulho e madeira perto de casa. A aparente brincadeira fica séria quando, dois meses depois, o menino ergue uma torre de cinco metros de altura. Uma roda de bicicleta, peças de trator e canos de plástico ligam-se no alto da torre e, de repente, o vento faz girar umas pás. Ele liga um fio e uma lâmpada acende-se. O menino acaba de criar eletricidade utilizando para isso a energia eólica. Como é que foi possível isto acontecer? Foi possível consultando dois livros de física elementar e juntando um monte de lixo. Conseguiu assim, utilizando o vento, produzir energia eléctrica. Com esta energia o jovem abastece lâmpadas e telemóveis na sua vila do interior da África. O menino e a importância das suas descobertas cresceram. William Kamkwamba, agora com 22 anos, já foi convidado para talk shows e deu palestras no Fórum Económico Mundial. Tem um site oficial, uma autobiografia (The Boy Who Harnessed the Wind - O Menino que Domou o Vento) e um documentário a caminho. Este enorme sucesso deve-se à conjugação de diversos factores: miséria, dedicação, senso de oportunidade e uma enorme quantidade de lixo. A miséria impediu-o de continuar na escola. Começou, então, a frequentar uma biblioteca comunitária a 2 km de casa. No meio de três estantes com livros doados pelo Reino Unido, EUA, Zâmbia e Zimbábue, Kamkwamba encontrou obras de ciências e física. Um dos livros de física explicava como funcionam motores e geradores. "Eu não entendia inglês muito bem, então associava palavras e imagens e aprendi física básica." O outro livro chamava-se Usando Energia. Tinha moinhos na capa e afirmava que eles podiam bombear água e gerar eletricidade. "Bombear um poço significava irrigar, e meu pai podia ter duas colheitas por ano. Nunca mais passaríamos fome! Então decidi construir um daqueles moinhos." "Estás a fumar muita maconha. Estás a ficar maluco." Era isso que Kamkwamba ouvia enquanto carregava sucata e canos para seu projecto. " "Conseguimos energia para quatro lâmpadas e as pessoas começaram a vir carregar os seus telemóveis". A história chegou aos ouvidos do director da ONG que mantinha a biblioteca. Ele trouxe a imprensa e o rapaz foi destaque no jornal local. E daí para a frente tudo mudou. Segundo disse nas suas entrevistas "Agora posso ler à noite e a minha família pode irrigar a plantação". Continuou a estudar e apesar de não ter mudado em nada a sua humildade, o sucesso e as oportunidades de estudo tornaram-no mais ambicioso: "Quero voltar ao Malawi e instalar energia barata e renovável nas vilas". Escrito por William Kamkwamba em conjunto com o jornalista Bryan Mealer, The Boy Who Harnessed the Wind foi lançado em 29 de Setembro nos EUA e ficou entre os dez mais, da livraria virtual Amazon.
Graças ao Google Earth, descobriu-se a maior represa construída por castores. As novas tecnologias têm destas coisas e as imagens de satélite revelaram que a construção foi edificada entre 1975 e 1990. Esta obra de arquitectura natural, com 850 metros, foi levada a cabo pela maior espécie de roedores do Hemisfério Norte: o castor americano. Este roedor, é um dos símbolos oficiais do Canadá e possui enormes habilidades arquitectónicas. Constroem represas nos rios (com troncos de árvores, pedras e lama) como abrigo para escapar aos predadores e garantir o acesso aos alimentos durante o Inverno. Recentemente, um investigador canadiano descobriu numa remota zona do Noroeste do país (Parque Nacional de Wood Buffalo), uma construção com 850 metros de comprimento. Esta represa foi descoberta porque é visível a partir do espaço. Foi detectada durante a análise de imagens do “Google Earth” em 2007. Em imagens de satélite datando de 1975 a construção não existia, mas em 1990 sim, pelo que terá sido edificada neste intervalo de tempo.
Músico (flautista) e compositor, descoberto pelo pesquisador musical suíço Marcel Cellier, Gheorghe Zamfir, é considerado o Rei da Flauta de Pã. Nasceu em 1941, na cidade de Gaesti, na Roménia. Tem mais de 200 álbuns e CDs editados e já vendeu mais de 40 milhões de discos. Em 1966, Gheorghe Zamfir lançou o seu primeiro disco. Desde então, fez gravações com grandes orquestras e tem produzido verdadeiras obras de arte clássica e religiosa. Desde a década de 1960, que Zamfir é ouvido em todas as grandes igrejas e catedrais(principalmente evangélicas) de todo o mundo, devido aos inúmeros hinos que toca. Ficaram famosos, também, os lendários shows que deu no Carnegie Hall em Nova York, no Royal Albert Hall em Londres, no Olympia de Paris, em Xangai, em Tóquio e na cidade do Cabo. Embora a residir no Canadá é, no entanto, em Paris e Bucareste, que ensina a flauta de pã romena. A imprensa e o público consideram-no como o Verdadeiro Virtuoso ou como o Maestro ou o Rei do da Flauta de Pã. É visto em todo o mundo como como um ícone ou uma lenda viva. Aprecie este excelente músico!
A 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária. Nesse dia, em Paris, Robert Schumanleu e comentou uma declaração redigida por Jean Monet, dando imediatamente uma ideia da proposta, que viria a ser conhecida como a “Declaração Schuman”. Esta proposta é considerada o começo da criação do que é hoje a União Europeia. O dia 9 de Maio tornou-se um símbolo europeu, denominado como o Dia da Europa, que, juntamente com a moeda única (o Euro), a bandeira e o hino identificam a “instituição” União Europeia. No Dia da Europa é hábito desenvolverem-se actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si. Neste dia proponho-lhe que aprecie imagens das capitais dos 27 países da União Europeia.
A Irlanda do Norteé uma nação constituinte do Reino Unido, a única não-situada na Grã-Bretanha. Localiza-se, como o seu nome sugere, no norte da Ilha da Irlanda que divide com a República da Irlanda, que é um país independente e soberano. O aspecto mais importante da geografia da Irlanda do Norte é o Lago Neagh, que tem 392 km² de área. É, assim, o maior lago de água fresca das ilhas britânicas. Um segundo sistema de lagos bastante extenso é formado pelos lagos Erne Superior e Inferior, em Fermanagh. O relevo caracteriza-se pela existência de muitos planaltos , que têm grandes reservas de ouro, granito e basalto. O ponto mais alto é o Slieve Donard, em Mournes, com 848m. A actividade vulcânica que criou o planalto de Antrim também formou a famosa Calçada do Gigante ou de Gigantes. Todo o país tem clima temperado marítimo. As chuvas abundantes abastecem os rios Bann, Foyle e Blackwater que dão origem a planícies férteis. O vale do rio Lagan é dominado por Belfast, cuja área metropolitana inclui mais de um terço da população da Irlanda do Norte. Esta região tem uma forte urbanização e uma industrialização pesada que se estende ao longo do vale Lagan e das margens do lago Belfast. O conflito da Irlanda do Norte é um conflito muito antigo e complexo. Algumas das suas causas remontam aos séculos XII e XVI enquanto outras se situam em factos ocorridos mais recentemente. Em 1921, o governo britânico liderado por David Lloyd George aprovou uma lei, criando duas Irlandas com autonomia interna: a Irlanda do Norte, que continuaria sob o domínio do Reino Unido, e a República da Irlanda (também conhecida como Eire), independente. Nos anos 60, as acções do IRA (Exército Republicano Irlndês) e uma campanha de violência dos unionistas, levaram a Irlanda do Norte à beira de uma guerra civil. Nos anos 70 e 80, extremistas de ambos os lados cometeram diversos assassinatos em massa, geralmente, envolvendo civis inocentes. Recentemente, a Irlanda do Norte passou por uma variedade grande de rivalidades entre diferentes comunidades (nacionalistas republicanos e unionistas). No entanto, partir de 2000, o clima de mudança no país foi notório. Esta mudança acentuou-se após a visita da Rainha Elizabeth II aos Prédios do Parlamento em Stormont, onde conversou acerca dos direitos dos irlandeses do norte que têm reclamado, ao longo das últimas décadas, tratamento idêntico ao dos britânicos. Se quiser saber um pouco mais sobre este conflito, assista à apresentação elaborada por alunos do 12º C.
A Calçada dos Gigantesé a designação dada a um conjunto de cerca de 40 000 colunas prismáticas de basalto, encaixadas como se formassem uma enorme calçada de pedras gigantescas. Esta formação geológica resultou de uma erupção vulcânica ocorrida há cerca de 60 milhões de anos. Fica numa área de basalto compacto. A actividade vulcânica nessa área, fez a rocha derretida subir através de fendas no calcário (a uma temperatura média de mais de 1000°C). Quando entrou em contato com o ar, arrefeceu e solidificou. Formaram-se, assim, milhares de colunas verticais de pedra. Podem atingir até 6 metros de altura e ter cada uma entre 38 cm a 51 cm de largura. Os topos são planos e podem ter seis ou mais lados. Por serem tão uniformes, os topos das mesmas parecem encaixar-se como favos. Devido à sua aparência, a Calçada dos Gigantes, lembra uma rua pavimentada com pedras arredondadas, que varia de vinte a trinta metros de largura. Esta formação está localizada na costa nordeste da Irlanda, a cerca de 3 km a norte da vila de Bushmills, no condado de Antrim, Irlanda do Norte. Foi declarada como Património da Humanidade pela UNESCO, em 1986, sob o nome de Calçada dos Gigantes e sua Costa, e como Reserva Natural em 1987. A Calçada dos Gigantes, também é conhecida, de uma forma peculiar no álbum da banda britânica de rock, Led Zeppelin, no seu álbum Houses of the Holy. Este é um dos exemplos deste tipo de formações. No entanto, existem outros, quer em Portugal (Porto Santo), quer nos E.U.A. Aí, não poderia deixar de referir o maior e mais conhecido, situado no Wyoming: A Torre do Diabo.
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. 'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial! Mário de Andrade (1893-1945)
Vale sempre a pena rever Carl Sagan. Carl Sagan (1934 - 1996) foi um cientista e astrónomo dos Estados Unidos. Dedicou-se à pesquisa e à divulgação da astronomia e ao estudo da chamada exobiologia. Foi um excelente divulgador da ciência (considerado por muitos o maior divulgador que o mundo já conheceu). Morreu aos 62 anos, de cancro, no Centro de Pesquisas do Cancro Fred Hutchinson. A ciência perdeu um grande defensor, divulgador e incentivador da mesma, na actualidade. Cosmos, foi uma série de TV realizada por Carl Sagan e pela esposa Ann Druyan, em 1980. A série Cosmos, é um dos mais formidáveis exemplos da amplitude e eficácia que a divulgação científica pode atingir através dos meios audiovisuais, quando servida por uma personalidade carismática como Carl Sagan e por instrumentos técnicos adequados. Aqui fica, com dobragem em português, um excerto do episódio A Persistência da Memóriada série Cosmos em que ele fala dos livros e de bibliotecas.
Fats Domino (1928 - Nova Orleães, Louisiana) é um dos mais importantes cantores, compositores e pianistas do rock e R&B de todos os tempos. O nome de baptismo completo (que é fruto do seu local de nascimento ) é Antoine Dominique Dominó. Fats, é filho de um famoso violinista, aprendeu a tocar piano com seu tio e ao dez anos já tocava profissionalmente. Aos 21 conheceu o trompetista David Bartholomew, que se tornaria seu grande parceiro. Dessa parceria surgiu “The Fat Man”, o primeiro de muitos sucessos de Fats Dominó, o maior vendedor de discos depois de Elvis e dos Beatles. Dando uma forma mais moderna ao blues, Dominó foi considerado um dos grandes precursores do rock’n’roll. Blueberry Hill, é uma canção popular editada em 1940. Foi escrita por Vincente Rose com letra de Al Lewis e Larry Stock. Foi gravada seis vezes em 1940. A gravação que teve mais impacto foi a de Glenn Miller, em Bluebird (10768). A gravação de Louis Armstrong (1949) colocou-a no Top 40 da Billboard. No entanto, é com Fats Dominó (1956), que ganha repercussão internacional e se transforma numa das músicas emblemáticas do Rock'n'Roll . A versão de Fats Dominó está no 81º lugar da lista, das 500 melhores canções de todos os tempos, da revista Rolling Stone. Se não conhece Fats ou Blueberry Hill, aproveite.
Famosa pela forte envolvência mítica, histórica e ponto obrigatório de visita pelos mais curiosos, Sintra foi alvo do nosso olhar indiscreto. Na agradável manhã de vinte e quatro de Fevereiro, aventurámo-nos pelas suas ruas estreitas, subindo até ao Castelo dos Mouros e passeando pela Quinta da Regaleira. Foi neste último que o nosso olhar se fixou.
É impossível não ficar estupefacto ao visitar a Quinta da Regaleira. Não só pela sua enorme beleza, mas também pelo seu conteúdo cultural e filosófico, quem a visita adquire um vasto conhecimento. Considerada Património Artístico, a Quinta da Regaleira pertenceu a António de Carvalho Monteiro que “encomendou” a construção desta ao arquitecto-cenógrafo italiano Luigi Manini. Este inspirou-se na arquitectura greco-clássico latina, elaborando esta mística obra de 4,5 hectares. À entrada deparamo-nos com o Patamar dos Deuses, um trilho ladeado por nove estátuas da mitologia greco-romana. A intersectar este caminho encontramos um leão guardião que marca o início da ascensão ao poço iniciático. Com uma conotação esotérica, este é o local perfeito para a introspecção e descoberta de si mesmo. A longa escadaria em espiral remete-nos para a viagem de Dante ao inferno em “Divina Comedia”. A simbologia é uma das características mais interessantes da Regaleira. Os quatro grandes elementos encontram-se em frente à estátua do leão, representados por animais que se diferenciam pela sua “lentidão”. O sapo, a salamandra, a tartaruga e o caracol simbolizam, respectivamente, a terra, o fogo, a água e o ar. A sua lentidão está relacionada com a frase “festina lente”, ou seja, “apressa-te devagar”. Significa, portanto, que “devagar se vai ao longe” em quase tudo na vida. Continuando o nosso percurso pela Quinta, aventuramo-nos pelos seus túneis subterrâneos. A escuridão aqui encontrada obriga-nos a usar lanternas. No entanto, as grutas labirínticas não deixam de ser surpreendentes, não só pela sua estrutura, mas também pelo simbolismo que transmitem. Encontrar a saída do labirinto representa a descoberta da luz, isto é, a procura do conhecimento. A Regaleira distingue-se também, pela forte presença de marcas maçónicas. A maçonaria e os seus símbolos estão presentes em vários pontos de referência do jardim. O Poço Iniciático alude a aspectos do nascimento e morte ligados à terra, ritual característico da maçonaria. Na capela da propriedade, é possível observar uma separação entre o Cristianismo e a Maçonaria. À entrada encontramos vários símbolos maçónicos como o Caracol e o Delta com um olho no centro. Contudo, para assinalar a separação entre estas duas vertentes - o Cristianismo e a Maçonaria - a simbologia maçónica encontra-se apenas numa área à entrada da capela. O restante espaço está “reservado” à cultura Cristã, onde podemos ver gravada no chão uma cruz dos templários, vitrais e o altar no centro, ao fundo da sala. Todos estes factos tornam a Quinta da Regaleira um lugar único e imperdível a todos os que passam por Sintra. Um local místico, com “espírito próprio”, que desperta em qualquer visitante o desejo de lá voltar. Reportagem de: Ana Patrícia, Beatriz Chamorrinha, Inês Silva e Patrícia Antunes-11º B.
Mãe: Que desgraça na vida aconteceu, Que ficaste insensível e gelada? Que todo o teu perfil se endureceu Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa Cansada de palavras e ternura, Assim tu me pareces no teu leito. Presença cinzelada em pedra dura, Que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti — não me respondes. Beijo-te as mãos e o rosto — sinto frio. Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes Por detrás do terror deste vazio.
Mãe: Abre os olhos ao menos, diz que sim! Diz que me vês ainda, que me queres. Que és a eterna mulher entre as mulheres. Que nem a morte te afastou de mim! Miguel Torga, in 'Diário IV'