domingo, março 08, 2015

A Mulher

Mulher Com Trança
Camila Rahal
Se é clara a luz desta vermelha margem
é porque dela se ergue uma figura nua
e o silêncio é recente e todavia antigo
enquanto se penteia na sombra da folhagem.
Que longe é ver tão perto o centro da frescura

e as linhas calmas e as brisas sossegadas!
O que ela pensa é só vagar, um ser só espaço
que no umbigo principia e fulge em transparência.
Numa deriva imóvel, o seu hálito é o tempo
que em espiral circula ao ritmo da origem.

Ela é a amante que concebe o ser no seu ouvido, na corola
do vento. Osmose branca, embriaguez vertiginosa.
O seu sorriso é a distância fluida, a subtileza do ar.
Quase dorme no suave clamor e se dissipa
e nasce do esquecimento como um sopro indivisível.

António Ramos Rosa  -  "Volante Verde" 

sábado, março 07, 2015

Era Um Redondo Vocábulo

Janita Salomé é um cantor português e irmão de outro cantor, Vitorino Salomé.
Da sua discografia fazem parte: O cante da terra Cantadores de Redondo (1978); Melro (1980); A Cantar ao Sol (1983); Lavrar em Teu Peito (1985); Olho de Fogo (1987); A Cantar à Lua (1991); Lua Extravagante (1991), com Vitorino, Carlos Salomé e Filipa Pais; Raiano (1994); Vozes do Sul (2000); Tão Pouco e Tanto (2003); Utopia (2004); Sons da Fala (2007), com, entre outros, Filipe Mukenga, Tito Paris e Juca; O Vinho dos Amantes (2007); Muxima: homenagem ao Duo Ouro Negro (2010); Muxima ao vivo (2011);  Moda impura (2012); Em nome da rosa (2014).
Oiça agora o Janita Salomé, em "Redondo Vocábulo, numa homenagem ao Zeca Afonso, autor desta excelente letra, que pode ir seguindo abaixo.
Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa

sexta-feira, março 06, 2015

O Irmão Alemão

"O Irmão Alemão" é o novo romance de Chico Buarque que foi recentemente lançado em Lisboa.
O livro da editora brasileira Companhia das Letras, é "um romance em busca da verdade e dos afectos".
Chico Buarque já publicou os romances "Estorvo", "Benjamim", "Budapeste" e "Leite Derramado" que venderam quase um milhão de exemplares. É, também autor de peças como "Roda Viva" e "Ópera do Malandro".
"A narrativa de Chico se faz mais daquilo que escorre entre as palavras, do que com as verdades que elas costuram. [...] Ele está entre os grandes narradores brasileiros contemporâneos." — José Castello, O Globo.
 Se quiser ouça agora, Chico Buarque, a ler excertos deste seu livro, vendo os vídeos abaixo. Agora a parte II. Por último a parte III.

quinta-feira, março 05, 2015

Os Grandes Problemas Ambientais

Os problemas ambientais vividos no mundo de hoje são consequência directa da intervenção humana na Terra e nos Ecossistemas.
Esta intervenção causa desequilíbrios ambientais no planeta comprometendo a vida do homem e dos restantes seres vivos.
Proponho-lhe que assista hoje, a uma excelente apresentação, acerca dos problemas ambientais causados pela atividade humana.
Esta apresentação realizada por alunos do 12º B, mostra os efeitos antropogénicos no ambiente natural, alertando para as causas e respetivas consequências.

quarta-feira, março 04, 2015

A Floresta de Sherwood

Embora seja um lugar real, a Floresta de Sherwood, no condado de Nottingham, Inglaterra, respira a sua própria lenda, tendo sido o lar de um dos mais famosos heróis de todos os tempos: Robin Hood ou Robin dos Bosques.
A existência de Robin dos Bosques, bem como a do rei Arthur, é controversa, mas a lenda preservou este pequeno paraíso intocado, como ponto turístico na região.
Robin Hood era o lendário fora-da-lei (do tempo do rei Ricardo Coração de Leão) da Floresta de Sherwood.
As histórias sobre as aventuras de Robin Hood foram contadas e recontadas por mais de 600 anos. Robin é retratado como um bandido destemido que lidera a sua quadrilha de homens (e mulheres) contra a tirania do príncipe John e do xerife de Nottingham. Arqueiro brilhante, viveu uma vida de aventuras, roubando aos ricos para dar aos pobres e escondendo-se, depois, na floresta de Sherwood. Era ajudado pelos amigos "João Pequeno" e "Frei Tuck", entre outros moradores de Sherwood. Teria vivido no século XIII, gostava de vaguear pela floresta e prezava a liberdade.
A origem exata deste personagem lendário é desconhecida, mas muitas pessoas acham que a lenda de Robin Hood baseia-se na vida de Fulk FitzWarin, um nobre normando que foi deserdado e se tornou um criminoso e inimigo de John da Inglaterra. Outra teoria refere que Robin era um aristocrata, o conde de Locksley, que voltou das cruzadas e encontrou as suas terras saqueadas pelo desonesto xerife .
Sherwood é uma grandiosa floresta no condado de Nottingham e conhecida dos contos de Robin Hood como uma floresta saxã no século XII. Desde a Idade Média, que as lendas dos fora-da-lei levaram milhares de turistas à floresta de Sherwood.
Contudo, a Floresta de Sherwood não é apenas um cenário literário. Esta é, também, uma floresta de importância científica internacional, que alberga muitas espécies, incluindo de abelhas, únicas no mundo. Mas, durante mais de mil anos, foi a interacção do homem com a natureza que criou este ambiente único.
Se quiser conhecer melhor a Floresta de Sherwood veja o vídeo abaixo.  E agora veja o filme "Robin Hood: Prince of Sherwood" (1994), realizado por Jamie Hunter. Este é o único filme independente americano, acerca de Robin Hood.

terça-feira, março 03, 2015

Os Transportes Aéreos

O transporte aéreo implica o movimento de pessoas e mercadorias pelo ar, com a utilização de aviões ou helicópteros. O transporte aéreo é usado preferencialmente para movimentar passageiros ou mercadorias urgentes ou de alto valor.
A partir da Segunda Guerra Mundial a aviação comercial assistiu a um grande desenvolvimento. O avião transformou-se, assim, num dos principais meios de transporte de passageiros e mercadorias no contexto mundial.
O transporte aéreo foi o que mais contribuiu para a redução da distância-tempo, ao percorrer rapidamente longas distâncias. Rápido, cómodo e seguro o avião suplantou outros meios de transporte de passageiros adequados para médias ou longas distâncias.
Este modo de transporte implica a construção de infraestruturas complexas. Os aeroportos requerem enormes espaços e complicadas instalações de saída e entrada dos voos. Por outro lado, os custos e a manutenção de cada avião são bastante elevados. Todos estes factos contribuiram para encarecer este modo de transporte.
Agora sugiro-lhe que assista à apresentação que se segue e que foi elaborada por um grupo de
alunos do 11º C.  

segunda-feira, março 02, 2015

A Antártida

A Antártida,  é o mais meridional dos continentes e um dos menores (14 milhões de km2). Rodeia o pólo Sul, e por esse motivo está quase completamente coberto por enormes glaciares, excepção entre outras zonas, à extremidade norte da península Antártica. A Antártida formou-se com a separação do antigo supercontinente Gondwana há aproximadamente 100 milhões de anos. O seu arrefecimento aconteceu nos últimos 35 milhões de anos.
É hoje o continente mais frio, mais seco e com o maior indíce de ventos fortes do planeta. A temperatura mais baixa da Terra (-89,2 °C) foi registada na Antártida, sendo a temperatura média na costa, durante o verão, de apenas -10 °C; no interior do continente, é de -40 °C.
Muitos autores consideram este continente um grande deserto gelado, devido à baixa taxa de precipitação que se regista no interior do continente.  A altitude média da Antártida é de aproximadamente 2000 metros. As fortes ventanias, com velocidades de aproximadamente 100 km/h são comuns e podem durar vários dias. Contudo, já foram registados ventos até 320 km/h, na área costeira.
Este continente, juridicamente, está sujeito ao Tratado da Antártida, pelo qual as várias nações que reivindicavam territórios no continente (Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Nova Zelândia e Reino Unido) concordam em suspender as suas reivindicações, abrindo o continente à exploração científica.
Por este motivo, e pela dureza das condições climáticas, não tem uma população permanente. Contudo, tem uma população provisória de cientistas e de pessoal de apoio às bases polares, que oscila entre mil (no inverno) e quatro mil pessoas (no verão). Dois destes locais com uma população regular (incluindo crianças) são a Villa Las Estrellas (do Chile) e a Base Esperanza (da Argentina).
Veja agora a apresentação elaborada por alunos do 12º B, sobre a  Antárctida (alguns slides têm que ser mudados manualmente).

domingo, março 01, 2015

A Cidade Maravilhosa

O Rio de Janeiro, cidade brasileira mais conhecida como Cidade Maravilhosa (e aquele que nela nasce é chamado de carioca) faz hoje 450 anos. O Rio é a capital do estado do Rio de Janeiro, situado no sudeste do país.
O Rio de Janeiro é a cidade brasileira mais conhecida no exterior, a maior rota do turismo internacional no Brasil e o principal destino turístico na América Latina e em todo Hemisfério Sul. É a segunda maior cidade do Brasil (depois de São Paulo), a sexta maior da América e a trigésima quinta mais populosa do mundo.
Parte da cidade foi classificada pela UNESCO (2012), Património Cultural da Humanidade, como "Rio de Janeiro: Paisagem Carioca entre a Montanha e o Mar".
É um dos principais centros económicos, culturais e financeiros do país. Alguns dos aspetos culturais e paisagísticos, que a tornam internacionalmente conhecida são: o Pão de Açúcar, o morro do Corcovado com a estátua do Cristo Redentor, as praias dos bairros de Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca (entre outros), o Estádio do Maracanã,  o bairro boémio da Lapa e os seus arcos, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, as florestas da Tijuca e da Pedra Branca, a Quinta da Boa Vista, a Biblioteca Nacional, a ilha de Paquetá, o réveillon de Copacabana, o carnaval carioca, a Bossa Nova e o Samba.
O Rio de Janeiro é considerada uma cidade global de tipo beta - pelo inventário de 2008 da Universidade de Loughborough (GaWC).
 Foi a capital do Brasil de 1763 a 1960, altura em que o governo se transferiu para a recém-construída Brasília.
Parabéns à Cidade Maravilhosa e viva a caroquice.
Veja agora três vídeos cujas músicas homenageiam o Rio de Janeiro. No primeiro Caetano Veloso canta a "Cidade Maravilhosa".  No segundo João Gilberto e Caetano Veloso cantam a "Garota de Ipanema".  No último presta-se homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro.

sábado, fevereiro 28, 2015

Hampi e o Reino de Bisnaga

O Império Vijayanagara ou Reino de Bisnaga, nos antigos relatos portugueses, foi uma monarquia hindu do sul da Índia, no planalto do Decão. Fundado em 1336 por Harihara I e seu irmão Bukka Raya I, durou mais de trezentos anos até 1646, embora o seu poder tenha diminuido após uma grande derrota militar em 1565 contra uma força unida dos sultanatos do Decão.
O império foi nomeado a partir da sua capital, a cidade de Vijayanagara, cujas impressionantes ruínas rodeiam a moderna Hampi, agora Património Mundial da UNESCO (1986) na moderna Karnataka, Índia.
Hampi (também conhecida por Cidade da Victória), foi, então, a capital do Império Vijayanagara de 1336 a 1565.  Ocupa uma área de cerca de 26 km2 no vale do Tungabhadra, em Karnataka.
Visitada já no século XV por italianos e persas, foi no século XVI visitada pelos portugueses Duarte Barbosa, Domingo Paes e Fernão Nunes. Todos eles deixaram relatos da grandiosidade e beleza de Hampi. Domingo Paes, viajante português que viveu em Hampi durante dois anos, descreve o monarca da altura - Krishnadeva Raya - como perfeito em todas as coisas.
No início do século XVI, um viajante persa - Abdur Razzak - deixou escrito que "a cidade era de tal modo grandiosa que os seus olhos nunca tinham visto nada parecido e que não tinha conhecimento de existir no mundo lugar como este".
No "coração" de Hampi existem cerca de 350 templos. Existem também fortificações, um vasto e muito elaborado sistema de irrigação, esculturas, pinturas, estábulos, palácios, jardins, mercados,etc.
Hampi é composto pelo "Centro Sagrado" (onde se localizam, entre outros, os templos de Vitthala, de Virupaksha, de Krishna e de Achyuta Raya, a estátua de Narasimha,etc.), pelo "Centro Real" (onde ficam o templo de Hazara Rama, o estábulo real dos elefantes, os quartéis, o tanque dos degraus, o Palácio da Rainha,etc.) e os centros suburbanos.
Em 1565 os sultões de Decão, alarmados com o crescimento e poder do Império de Vijayanagara, aliaram-se e derrotaram Rama Raya na batalha de Talikota. A capital foi ocupada e o império nunca mais recuperou.
Se quiser ficar a conhecer esta extraordinária cidade, veja com atenção, o vídeo que se segue.

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Um hotel incrível...

Proponho-lhe hoje, mais um passeio vitual até à China. Mais propriamente até à cidade de Huzhou (que no censo de 2010, tinha uma população de 2 893 542 habitantes). Aí poderá ficar a conhecer um hotel fantástico: O Sheraton de Huzhou.
O Sheraton tem 27 andares e destaca-se na paisagem de Huzhou. Situado na margem do Lago Taihu, dispõe de 321 quartos espaçosos, dos quais 44 são suites. Este hotel, tornou-se o destino preferido da nova "classe de executivos" da China.
O hotel foi construído com um esplendor imperial.  É iluminado por 20 000 lâmpadas de cristal Swarovski, e, o chão é pavimentado por jade afgão branco, e por quartzo olho de tigre do Brasil.
Huzhou é conhecida como  "A Cidade da Seda". Esta antiga metrópole está localizada na margem sul do Lago Taihu, na parte norte da província de Zheijang. Este é também o lugar do oriente onde nasceu a célebre cultura do chá. 
Situada a 7º a norte do Trópico de Câncer, a cidade de Huzhou  tem um clima subtropical, com uma temperatura média anual que oscila  entre os 12°,2 C  e os 16°,1 C.
Aprecie agora o luxo do Hotel Sheraton de Huzhou, através da apresentação e do vídeo que se seguem.
  E agora o vídeo sobre Huzhou e o Hotel Sheraton.

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

O Reino de Nárnia

Nárnia é um mundo fantástico criado pelo escritor irlandês Clive Staples Lewis, como local narrativo para "As Crónicas de Nárnia", uma série de sete livros. O mundo é chamado assim em homenagem ao Reino/País de Nárnia, onde acontece a maior parte da história.
"As Crónicas de Nárnia", uma série de sete livros de fantasia, é a obra mais conhecida de Lewis, sendo a série considerada um clássico da literatura. Esta obra já vendeu mais de 120 milhões de cópias mundialmente, figurando como uma das obras literárias mais bem sucedidas e conhecidas de todos os tempos, estando traduzida em 41 idiomas.
Escrita por Lewis entre 1949 e 1954, "As Crónicas de Nárnia" foram adaptadas diversas vezes, inteiramente ou parcialmente, para a rádio, a televisão, o teatro e o cinema. Além dos tradicionais temas cristãos, a série usa caracteres da mitologia grega e nórdica, bem como os tradicionais contos de fadas.
"As Crónicas de Nárnia" apresentam, geralmente, aventuras de crianças que desempenham um papel central e descobrem o ficcional Reino de Nárnia, um lugar onde a magia é corriqueira, os animais falam, as criaturas mitológicas abundam e ocorrem batalhas entre o bem e o mal. Em todos os livros (com excepção de "O Cavalo e o seu Menino") os personagens principais são crianças de nosso mundo, que são magicamente transportadas para Nárnia a fim de serem ajudadas e instruídas pelo Grande Leão conhecido como Aslam (ou Aslan, dependendo da tradução).
O tempo em Nárnia passa mais rápido do que no nosso mundo. A personagem Susana explicou em "O Príncipe Caspian" que 1300 anos em Nárnia, correspondem a 1 ano em nosso mundo.
 "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" é o primeiro e mais conhecido livro da série intitulada "As Crónicas de Nárnia". Apesar de ser o primeiro livro a ser publicado, é na verdade o segundo na ordem cronológica dos acontecimentos da série.
Em 1979,  "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa" entrou para a história como o primeiro longa-metragem animado feito para televisão, chegando a ganhar o Emmy daquele ano. A adaptação foi realizada nos E.U.A. e coproduzido por Bill Melendez, conhecido pela produção de Charlie Brown, e pela companhia Children's Television Workshop, do programa Vila Sésamo.
  

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Have You Ever Really Loved A Woman?

Oiça, mais uma vez Bryan Adams em, "Have You Ever Really Loved A Woman?"
O vídeo foi realizado em Espanha, na "Casa las Pavos Reales" (Malaga ), por Anton Corbijn.
To really love a woman, to understand her
You've got to know her deep inside
Hear every thought, see every dream
And give her wings when she wants to fly
Then when you find yourself lying
Helpless in her arms
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman
You tell her that she's the one
Cause she needs somebody to tell her
That it's gonna last forever
So tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?

To really love a woman, let her hold you
Till you know how she needs to be touched
You've got to breathe her, really taste her
Till you can feel her in your blood
And when you can see your unborn children in her eyes
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman
You tell her that she's the one
Cause she needs somebody
To tell her that you'll always be together
So tell me have you ever really
Really, really ever loved a woman?

You've got to give her some faith
Hold her tight, a little tenderness
You've got to treat her right
She will be there for you, taking good care of you
You really gotta love your woman, yeah

And when you find yourself lying helpless in her arms
You know you really love a woman

When you love a woman
You tell her that she's really wanted
When you love a woman
You tell her that she's the one
She needs somebody
To tell her that it's gonna last forever
So tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman? Yeah
Just tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?
Oh! Just tell me, have you ever really
Really, really ever loved a woman?

terça-feira, fevereiro 24, 2015

Ansiosas de liberdade...

"Ansiosas  de liberdade
e de igualar o voo das gaivotas,
as palavras soltam-se no vento,
que as desgrenha,
enrodilha,
e deixa cair
sobre as águas, revoltas,
de um mar de flor".
Luísa Dacosta - "A maresia  e o sargaço dos dias", Edições Asa

Luísa Dacosta, (16/02/1927 - 15/02/2015), foi uma escritora portuguesa.
Formou-se na Faculdade de Letras de Lisboa, mas as suas "Universidades" foram as mulheres de A-Ver-O-Mar (Póvoa de Varzim). Elas que murcham aos trinta anos, vivem e morrem na resignação de ter filhos e de os perder, na rotina de um trabalho escravo, sem remuneração, espancadas como animais de carga (Ele não me bate muito, só o preciso) e que, mesmo afeitas, num treino de gerações, às vezes não aguentam e se suicidam (oh! Senhora das Neves! E tu permites!) depois de um parto, quando o mundo recomeça num vagido de criança!
Às mulheres de A-Ver-O-Mar "Deve" a língua ao rés do coloquial. Foi professora do ciclo preparatório e alguma coisa deve, também, aos alunos: o ter ficado do lado do sonho. Isso a motivou a escrever para crianças.
Entre as influências que a sua produção literária manifesta, os críticos têm citado Irene Lisboa, cuja presença seria visível logo no seu primeiro trabalho. Entre a temática que mais a interessou situam-se os relatos de um quotidiano vulgar e a situação da mulher.
Os seus livros situam-se num registo em que um sabor autobiográfico se mistura à crónica e ao conto.
Luísa Dacosta começou a sua vida literária em 1955 com a publicação de um livro de contos intitulado "Província".
A partir de 1972 iniciou a escrita de livros para crianças e dirigiu colecções nesta área editorial.
Na sua actividade de tradutora, traduziu obras de Nathalie Sarraute e Simone de Beauvoir. Colaborou em numerosos periódicos de que podem destacar-se Colóquio/Letras, O Comércio do Porto, Jornal de Notícias, Raiz e Utopia, Seara Nova.
Se a quiser ficar a conhecer um pouco melhor, assista à entrevista que se segue.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Yeonmi Park e a Coreia do Norte

A Coreia do Norte, oficialmente República Democrática Popular da Coreia, é um país do leste da Ásia que ocupa a metade norte da Península da Coreia. A capital e maior cidade deste país é Pyongyang.
A Zona Desmilitarizada da Coreia serve como área de divisão entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. O Rio Amnok e o Rio Tumen separam a Coreia do Norte da República Popular da China.
Uma seção do Rio Tumen no extremo nordeste corresponde à fronteira com a Rússia.
A península foi governada pelo Império Coreano até ser anexada pelo Japão, após a Guerra Russo-Japonesa de 1905. Com a derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Coreia foi ocupada pelos Estados Unidos e pela União Soviética, e dividida em dois países distintos.
A Coreia do Norte recusou-se a participar da eleição supervisionada pelas Nações Unidas, feita em 1948, que levava à criação de dois governos coreanos separados, para as duas zonas de ocupação.
A Coreia do Norte e a Coreia do Sul reivindicavam, então, soberania sobre toda a península coreana, o que os levou à Guerra da Coreia, em 1950.
Um armistício assinado em 1953 suspendeu o conflito, não tendo sido assinado nenhum tratado de paz; este armistício sobreviveu até 2013.
Nesta altura o mesmo foi suspenso pela Coreia do Norte, como parte da propaganda de guerra decorrente de seu 3º teste nuclear, que ocorreu naquele ano. Deste modo, as duas Coreias estão atualmente em guerra, pelo menos formalmente.
A Coreia do Norte é um Estado unipartidário sob uma frente liderada pelo Partido dos Trabalhadores da Coreia. O governo do país autodeclara-se como seguidor da ideologia juche, desenvolvida por Kim Il-sung, ex-líder do país.
Para ficar a conhecer melhor este país do oriente, oiça o discurso da jovem norte coreana Yeonmi Park, que conta a sua história de vida na Coreia do Norte e, apela à acção contra a violação dos Direitos do Homem no seu país.
E agora o mesmo vídeo com legendas em castelhano. 

domingo, fevereiro 22, 2015

Palácio da Pena, o mais belo da Europa

O Palácio Nacional da Pena ou Palácio da Pena ou Castelo da Pena, localiza-se na vila de Sintra, no distrito de Lisboa, em Portugal.
Este Palácio representa uma das principais expressões do Romantismo arquitectónico do século XIX no mundo, constituindo-se no primeiro palácio neste estilo na Europa, já que foi construído cerca de 30 anos antes do Castelo de Neuschwanstein, na Baviera.
O Palácio da Pena surgiu em 1839, quando o rei D. Fernando Saxe Coburgo-Gotha, marido de D. Maria II, adquiriu as ruínas do Mosteiro de Nossa Senhora da Pena para o adaptar a um palácio. O edifício original, em tempos ocupado pelos monges Jerónimos, data de 1503. A fachada principal do convento foi mantida, à semelhança do que aconteceu com a igreja e com o claustro, cujas galerias se encontram cobertas de azulejos.
Nascido na Alemanha, D. Fernando II trouxe para Portugal a arquitectura romântica germânica. O palácio, um projecto do Barão Eschwege, inspirou-se nos palácios da Baviera e juntou influências Mouras, Góticas e Manuelinas.
Nos anos 90, o palácio foi alvo de um significativo restauro e a maior alteração é visível ao longe: a sua pintura em côr-de-rosa e amarelo: as cores originais do Palácio da Pena!
O Palácio da Pena é o quarto monumento nacional mais visitado em Portugal. Está mobilado com peças características da altura em que surgiu e conta com excelentes vistas sobre os arredores.
Em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das Sete maravilhas de Portugal.
O Palácio da Pena foi considerado, recentemente, o mais belo da Europa. Se o quiser ficar a conhecer por dentro e por fora (a 360º), basta clicar aqui. Entretanto, assista ao documentário (partes I, II e III) realizado por Adriana Sousa Duarte sobre o Palácio Nacional da Pena em Sintra e a sua caracterização arquitectónica com depoimentos do director do Palácio, Dr. José Manuel Carneiro.
Aqui fica a PARTE I.
Agora a PARTE II. E por último, aprecie também a parte III deste documentário.

sábado, fevereiro 21, 2015

Órgão do Mar

O que lhe proponho que conheça hoje, é muito interessante e deveras origina! É o Órgão do Mar, que se localiza na costa da cidade de Zadar, Croácia.
O Órgão do Mar é um objeto arquitetónico e um instrumento musical experimental (que toca música pela acção das ondas do mar).
Este instrumento foi projectado pelo arquiteto Nikola Basic como parte do projeto para redesenhar a nova cidade da costa (Nova riva).
Foi criado em 2005 e ganhou o  "European Prize for Urban Public Space" (Prémio Europeu Para Espaços Públicos Urbanos).
Este Órgão do Mar é constituído por degraus cravados nas rochas e que têm no seu interior um interessante sistema de tubulações. Estas quando empurradas pelos movimentos do mar, forçam o ar e, dependendo do tamanho e velocidade da onda, dão origem a notas musicais, que permitem a criação de sons aleatórios.
O Órgão do Mar recebe turistas de várias partes do mundo que vêm ouvir, não só esta  música original, que traz muita paz, mas também apreciar o belo pôr-do-sol desta bela cidade do litoral da Croácia.
A cidade de Zadar foi duramente castigada durante a 2ª Guerra Mundial. A criação deste órgão permitiu devolver um pouco do que a cidade perdeu, com tanta destruição e sofrimento.
São Vários os sítios da net onde pode ouvir este órgão marinho, entretanto, aprecie a sua música vendo o vídeo que se segue. Não perca. Vale bem a pena.

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

" DIZ-ME ONDE MORAS" ...

Para quem não leu, aqui fica o "Diz-me Onde Moras" do Miguel Esteves Cardoso. Vale a pena.
"Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada. Por exemplo, há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide. Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide. Nunca mais ninguém o viu. Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja, ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau.
(...)
Ao ler os nomes de alguns sítios - Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na Europa.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
 Imagine-se o impacto de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
 É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro?
Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?
Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro). É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa.
Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima !!!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo : Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)
 Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do Bogadouro (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).
 Miguel Esteves Cardoso

"PS. Só faltou referir o Triângulo Erótico da Bairrada (Ancas, Bustos, Mamarrosa), já para não falar da Venda da Gaita e Coito (Tomar).
Tenho um colega alentejano e amigo, de poucas palavras,  que, quando fazia compras para a escola, nunca queria que lhe pusessem o nome da localidade na factura, porque tentou duas vezes e não gostou de ter de repetir o nome e da expressão da atendedora. Ele esteve quatro anos a lecionar na localidade de "Picha" (Pedrógão)."

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Sonho

Agostinho da Silva (13 de Fevereiro de 1906 —1994) foi um filósofo, poeta e ensaísta português, que passou um considerável tempo da sua vida no Brasil.
O seu pensamento combina elementos de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, afirmando a Liberdade como a mais importante qualidade do ser humano.
"O Sonho" de Franz Scala -  1919-1920.
Agostinho da Silva pode ser considerado um filósofo prático empenhado, através da sua vida e obra, na mudança da sociedade. Assinalando o centenário do seu nascimento aqui lhe deixo um dos seus poemas.

Teria passado a vida
atormentado e sozinho
se os sonhos me não viessem
mostrar qual é o caminho

umas vezes são de noite
outras em pleno de sol
com relâmpagos saltados
ou vagar de caracol

quem os manda não sei eu
se o nada que é tudo à vida
ou se eu os finjo a mim mesmo
para ser sem que decida.
Agostinho da Silva  -  "Poemas"

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Morte do Galo do Entrudo

O Julgamento e Morte do Galo do Entrudo é uma outra forma de brincar ao carnaval. Acontece na cidade da Guarda, Região Centro de Portugal.
É um Carnaval 100% português, que está baseado em tradições populares como a queima do Entrudo.
Um espectáculo comunitário, baseado na cultura tradicional, onde desfilam centenas de participantes oriundos das colectividades do concelho e também actores, músicos e animadores profissionais.
O Galo representa a Crise, a Corrupção e todos os outros males que afligiram os portugueses durante o ano. O Galo é, por isso, julgado em Praça Pública (neste caso na Praça Velha) e queimado num ritual expiatório.
O Julgamento do Galo é uma tradição de diversas localidades portuguesas, nomeadamente do concelho da Guarda, que aproveitam esta época do ano para espantar os seus males.
Centenas de pessoas das colectividades do concelho da Guarda participam activamente no espectáculo comunitário "Julgamento e Morte do Galo do Entrudo", que tem produção do Teatro Municipal da Guarda/Culturguarda, sendo uma parceria entre a Câmara Municipal e a Agência para a Promoção da Guarda.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

O Carnaval de Torres Vedras: "O mais português de Portugal"

O Carnaval de Torres Vedras é das poucas festividades de carnaval que se mantêm fiéis às tradições da comemoração do Entrudo em Portugal. Este carnaval conta, na celebração destes dias de festa, com a participação espontânea de milhares de cidadãos.
Actualmente o Carnaval de Torres é organizado pela Câmara Municipal de Torres Vedras, pela Real Confraria do Carnaval de Torres e pela empresa municipal de organização de eventos Promotores.
Nos corsos participam os carros alegóricos, os grupos de desfile, as "matrafonas" (homens mascarados de mulher) e os famosos cabeçudos (bonecos gigantes) acompanhados pelos "Zés-Pereiras". Contudo, muitos são os populares que se associam à folia, maioritariamente mascarados, e que desfilam nos espaços livres entre os carros alegóricos e os grupos de desfile.
A interacção entre o público e os mascarados é feita através do arremesso de "cocotes" (pequenos objectos, feitos de papel e restos de serradura e borracha) entre ambos. No sabado à noite há um desfile de grupos de mascarados, que nos últimos anos contou com mais de 3000 figurantes.
A música é também toda ela local, tentando manter as raízes portuguesas. O "tocandar" é o veiculo fabricado pela câmara para fazer de palco móvel à banda torrenense "Improviso Jazz" que anima o Carnaval com música brasileira e portuguesa.
O Carnaval de Torres Vedras auto -  intitula-se de "O mais português de Portugal". Se não acredita, assista ao vídeo que se segue.

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

As Máscaras

Caretos de Podence
Uma máscara é um acessório utilizado para cobrir o rosto com diversos propósitos: lúdicos (como nos bailes de máscaras e no carnaval), religiosos, ritualísticos, artísticos ou de natureza prática (máscaras de proteção).
A palavra tem, provavelmente, origem no latim "mascus" ou "masca" que significa "fantasma", ou no árabe "maskharah" que significa "palhaço" ou  "homem disfarçado". Algumas tribos africanas usam, por vezes,  as máscaras em cerimónias de passagem entre a vida e a morte.
A máscara é, possivelmente, o mais simbólico elemento da linguagem cénica utilizado, através de toda história do teatro. O seu uso, provavelmente, remonta à representação da cabeça de animais em rituais primitivos, quando o objeto em si ou o personagem que o usava, representavam algum misterioso poder.
Das variadíssimas manifestações de entrudo ou de carnaval, realizadas de norte a sul do nosso país,
Aldeias de Xisto -  Lousã
gostaria de chamar a atenção para aquelas que continuam a manter-se fiéis às tradições rurais e que utilizam as máscaras nos seus trajes.
Desse grupo restrito, faz parte o Carnaval de Podence (Macedo de Cavaleiros), com os seus Caretos.
O careto é um personagem mascarado do carnaval de Trás-os-Montes e Alto Douro. É um homem que usa uma máscara com um nariz saliente feita de couro, latão ou madeira pintada com cores vivas, amarelo, vermelho ou preto.
Os "caretos" (rapazes solteiros) são as figuras principais da festa, desconhecendo-se, no fundo, a sua verdadeira origem e significado.
Caretos de Lazarim
Simbolicamente associados, na crença popular, "ao espírito do mal", ou a tudo aquilo que se afigure misterioso – forças sobrenaturais e ocultas, curandeiros, bruxos, poderes diabólicos e ao próprio Satanás. Gozam de total impunidade durante este curto período do Entrudo.
Outro entrudo deslumbrante é o de Lazarim. Lazarim é uma pequena aldeia do Norte do distrito de Viseu que é conhecida pelo seu carnaval que também inclui os caretos - máscaras tradicionais esculpidas pelas mãos de artesãos locais em madeira de amieiro – e que saem à rua nesta altura do ano.
O Carnaval de Lazarim centra-se no confronto verbal entre dois grupos sociais, as comadres e os compadres. Estes têm um período de duas semanas para os preparativos: a semana dos compadres e a semana das comadres. Os artesãos de máscaras, pelo contrário, iniciam a sua constr
Aldeias de Xisto -  Lousã
ução logo após o termo das festividades do ano anterior. Os grupos das comadres e dos compadres entram em cena na Terça-feira de Carnaval. A crítica social, que tem como mote a rivalidade entre homens e mulheres, é trazida a público num cortejo hilariante. Terminada a crítica segue-se a queima dos bonecos representativos de personagens de ambos os grupos. Tudo termina em convívio, com comida e bebida e uma grande festa.
As máscaras estão também a reanimar o Entrudo das aldeias de Xisto da Serra da Lousã (concelho de Góis). Um velho cortiço, que albergou milhares de abelhas durante anos, pode ser máscara por um dia, na corrida do Entrudo da Serra da Lousã.

domingo, fevereiro 15, 2015

Chocalhando: Os Caretos de Podence




Assista ao vídeo promocional "Chocalhando" que tem como objetivo a divulgação do Entrudo Chocalheiro 2015 e dos Caretos de Podence.
A alegria, a diversão e a tecnologia são o mote para manter uma tradição viva.

sábado, fevereiro 14, 2015

Amor

Amor é tudo
o que se espera de uma rosa
quando se orna de pétalas
macias, se
enfeita, se perfuma
e sai

para passar a noite no decote
entre os teus seios
Nuno de Figueiredo
Cerejas. Poemas de amor de autores portugueses contemporâneos.2004

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

(Everything I Do) I Do It For You

Oiça o cantor Bryan Adams em  "(Everything I Do) I Do It For You".
Look into my eyes
You will see what you mean to me
Just search your heart, search your soul
And when you find me there
You'll search no more

Don't tell me
It's not worth trying for
You can't tell me
It's not worth dying for
You know it's true
Everything I do, I do it for you

Just look into your heart
And you will find
There's nothing there to hide
Just take me as I am, take my life
I would give it all
I would sacrifice

Don't tell me
It's not worth fighting for
I can't help it
There's nothing I want more
You know it's true
Everything I do, I do it for you

There's no love like your love
And no other could give more love
There's nowhere, unless you're there
All the time, all the way yeah

Oh, you can't tell me
It's not worth fighting for
I can't help it
There's nothing I want more
I would fight for you
I'd lie for you
Walk the wild for you
Yeah, I'd die for you

You know it's true
Everything I do, ooooh,
I do it for you