Ouça o compacto com os melhores momentos da primeira live do Clube do Choro de Betim Nº 1! Ligue o som e deixe a música tomar conta do ambiente.
O Clube do Choro de Betim é uma instituição cultural que foi fundada em 2001 na cidade de Betim, Minas Gerais. Tem o intuito de preservar e difundir o choro e o clube, através de diversas atividades, incentivando a criação e a inovação dentro desse género musical.
O choro ou chorinho é um género da música popular brasileira surgido no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX.
Segundo José Ramos Tinhorão, o choro aparece não como género musical, mas como "forma de tocar", por volta de 1870. A sua origem, portanto, está no estilo de interpretação que os músicos populares do Rio de Janeiro imprimiam à execução das danças de salão europeias, principalmente as polcas, a dança mais popular no Brasil desde 1844.
São quase duas horas de boa música brasileira a partir da live realizada em 2020, em plena pandemia, em Betim, Minas Gerais. Esta é a versão sem interrupções pra ouvir onde preferir. Não deixe de prestar atenção à letra do tema Café Soçaite (15) que faz uma referência aEça de Queiroz e A Cidade e as Serras.
🥁Ramon Braga - Pandeiro e Voz 🎸Henrique 7 Cordas - Violão 🎙 Juninho Braga - Voz 🎸Dudu Braga - Cavaquinho e Voz 🎸Cleidiano Machado - Cavaquinho 🎺Marcos Flávio - Trombone 🎺Marcelo Batista - Trombone
E agora a lista das músicas:
01 - No Rancho Fundo 02 - Carioquinha 03 - Numa Seresta 04 - O Mundo é Um Moinho 05 - De Papo Pro Ar 06 - Naquela Mesa 07 - Jura 08 - Acariciando / Delicado 09 - Já Te Digo 10 - Maracangalha 11 - Tive Sim 12 - Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua 13 - Reconvexo / Você Não Entende Nada / Cotidiano 14 - Nenê / Santa Morena 15 - Café Soçaite 16 - Pinga Ne Mim 17 - Partido Alto 18 - As Mariposas
19 - Amigo Velho / Na Glória 20 - Vide Vida Marvada / Eu Bebo Sim 21 - Eu Bebo Sim 22 - Ária da Quarta Corda 23 - Forró de Gala 24 - Espumas ao Vento / Respeita Januário / Riacho do Navio 25 - Boneca Cobiçada 26 - Arrasta Pé 27 - O Que É O Que É
Kerala deve a sua fama à sua dança clássica, com aproximadamente 300 anos, a qual combina aspetos de ballet, ópera, mascarada e pantomima. Cochim é uma das cidades do estado de Kerala, onde pode assistir a este espetáculo.
O Kathakalié uma das manifestações tradicionais do sul da Índia, mais precisamente do estado de Kerala. A forma atual do Kathakaliterá sido fixada no final do século XVII, mas, inspira-se em rituais de há dois mil anos.
O Kathakali resulta da combinação de dança, música, canto e teatro e reúne com grande expressividade personagens mitológicos do universo religioso indiano. Deuses, demónios e seres sobrenaturais entrelaçam-se salientando a beleza entre forma e movimento.
O Kathakali é um estilo masculino de teatro-dança. Explora os movimentos leves e mais lentos. As partes do corpo mais usadas, são os olhos e também os pés. Esta manifestação cultural é conhecida não só por ser muito bonita mas também muito difícil.
"O Kathakali é composto por gestos detalhados e movimentos faciais, percussão, música, máscaras pintadas , disfarces e maquilhagem. O que o torna particular é o facto de o ator nunca falar, faz apenas gestos com as mãos e vários movimentos corporais" , explica Shri Padmanabhan, artista de Kathakali.
A preparação para o Kathakali é demorada porque exige uma maquilhagem minuciosa, feita a partir de ervas e outros elementos naturais.
"Através da maquilhagem, as personagens dividem-se em cinco categorias: Pacha (verde), Kathi (faca), Thadi (barba), Kari (negro) e Minukku (beleza). A cor dominante varia de acordo com a personalidade da personagem, segundo a tradição Kathakali", acrescenta o artista.
A Pacha Vehsam, ou maquilhagem verde, retrata protagonistas nobres. A Kathi Vesham retrata personagens vilãs. Existem três tipos de barbas, ou Thadi Veshams: A "Vella Thadi", ou Barba branca, representa macacos super-homens, como o Hanuman. A "Chuvanna Thadi", ou Barba vermelha, representa personagens maléficas. A "Karutha Thadi", ou Barba preta, representa o caçador. A Kari Vesham é utilizado para demónios femininos. A "Minuku Vesham" representa personagens femininas e sábios.
A Mudra é uma língua gestual estilizada, utilizada para transmitir uma ideia, uma situação ou uma forma de estar. Um ator de Kathakali transmite as suas ideias através de mudras. Para tal, o ator segue uma linguagem gestual sistemática, baseada no Hastalakshana Deepika, um tratado da língua gestual.
A orquestra de Kathakali consiste em duas variedades de tambores – o maddalam e o chenda; o chengila é um gongo de metal e o ilathalam, ou címbalos.
O Kathakali é anunciado pelos Kelikottu com o rufar dos tambores e acompanhada pelo Chengila (gongo). A riqueza de uma mistura feliz de cor, expressões, música, drama e dança não têm paralelo em quallquer outra forma de arte.
"O Kathakali é um espetáculo de grupo dominado pelos homens. Para ser reconhecida, uma mulher tem de trabalhar mais do que um artista homem. As atuações têm lugar em templos durante toda a noite. É preciso um treino físico rigoroso para atuar, senão, não é possível fazê-lo", sublinha Adv Ranjini K. P.
"As instituições mais famosas em Kerala não ensinam as mulheres. Aprendemos em aulas privadas. Temos de dar provas para sermos reconhecidas, é o que se passa com as artistas femininas do Kathakali", conclui Adv Ranjini K. P.
Os estudantes de Kathakali passam por um treino rigoroso, repleto de massagens de óleo e exercícios separados para os olhos, lábios, bochechas, boca e pescoço. A Abhinaya, ou expressão, tem tanta importância como a nritya (dança) e o geetham (canto).
Juntamente com expressões faciais altamente evocativas, as mudras e a música, vocal e instrumental, o Kathakali apresenta histórias de uma era passada num estilo altivo que faz lembrar as peças Gregas.
Aprecie agora os vídeos que selecionei para hoje, com aspetos desta arte milenar.
Assista agora a um dia com Kalamandalam Aravind, ator de Kathakali. O seu processo de preparação, maquiagem, figurino e alguns trechos da sua performance de 2017, no Regional Theatre, em Thrissur, Kerala, Índia.
"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que mais se ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer."
Desistir daquilo que se mais ama pode ser uma das decisões mais angustiantes da vida. Às vezes, somos forçados a abrir mão de algo devido a circunstâncias além de nosso controle. Nem sempre desistimos por falta de coragem para lutar, mas porque atingimos o limite de sofrimento. A coragem não está apenas em lutar, mas também em reconhecer quando é hora de seguir em frente.
As cartas que escrevi para a família vão cinzentas de tédio, minha noiva também vai estranhar as palavras de água que lhe envio como vós estranhais meus passos na cidade, meus olhares que passeiam nas ruas sombrias dos comércios modestos, das casas de penhor, dos alfaiates pobres, das capelistas com pústulas nas faces. Não tenho nada para vos contar, são coisas tão vulgares as que transporto das minhas excursões sem companhia que as guardo comigo. Naquela rua estreita que desconheceis chorava hoje a jovem empregada de uma casa de louças.
Só eu passei na rua àquela hora e ela corou quando vi suas lágrimas. São histórias assim as que trazem os dias. Amigos: este cigarro não resolve nada. António Rebordão Navarro
Ouça Chet Baker em Rain ou Come Rain Or Come Shine .
Chet Baker (1929 - 1988) foi um trompetista e cantor de jazz norte-americano. Chet Baker sempre foi influenciado pelo pai, guitarrista, de quem herdou a paixão pela música e de quem recebeu, aos 10 anos de idade, um trombone. Amante do Jazz, não tardou em conquistar o sucesso, sendo apontado como um dos melhores trompetistas do género logo com o seu primeiro álbum.
Especialistas dividem a vasta obra do músico em duas etapas: a fase cool, do início da sua carreira, mais ligada ao virtuosismo jazzístico, e a outra, a partir de 1957, quando a sensibilidade na interpretação se torna ainda mais evidente.
Era dotado de uma extrema criatividade, inaugurando um modo de cantar no qual a voz era quase sussurrada. Exerceu grande influência em alguns dos grandes nomes da bossa nova, como João Gilberto e Carlos Lyra.
Aqui vai a música.
E agora com voz (e letra): Come Rain Or Come Shine
I'm gonna love you like nobody's loved you
come rain or come shine
High as a mountain and deep as a river
come rain or come shine
I guess when you met me it was just one of those things
But don't ever bet me cause I'm gonna be true if you let me
You're gonna love me like nobody's loved me
come rain or come shine
Happy together unhappy together and won't it be fine?
Days may be cloudy or sunny
We're in or we're out of the money
But I'm with you always, I'm with you rain or shine
I'm gonna love you like nobody's loved you
come rain or come shine
High as a mountain deep as a river
come rain or come shine
I guess when you met me it was just one of those things
But don't ever bet me cause I'm gonna be true if you let me
You're gonna love me like nobody's loved me
come rain or come shine
Happy together unhappy together and won't it be fine?
Days may be cloudy or sunny
We're in or we're out of the money.
But I'll love you always, I'm with you rain or shine
Assinalando a trasladação dos restos mortais deEça de Queiroz, de Santa Cruz do Douro (Tormes) para o Panteão Nacional, em Lisboa, proponho-lhe como sugestão de (re) leitura o romance: A Cidade e as Serras.
Eça de Queiroz (1845 - 1900) ou Eça de Queirós, foi um escritor e diplomata português. É considerado um dos mais importantes escritores portugueses de todos os tempos. Foi autor de romances de reconhecida importância como por exemplo: Os Maias e O Crime do Padre Amaro. Os Maias é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.
Eça de Queiroz e Machado de Assis são considerados os dois maiores escritores de língua portuguesa do século XIX.
A Cidade e as Serras é um romance de Eça de Queiroz, publicado em 1901.
Neste livro, Queiroz faz uma comparação entre a vida civilizada e agitada de Paris e a vida tranquila e pacata na vila serrana de Tormes.
Escrita na fase final da vida do autor, esta obra viria a ser publicada apenas em 1901, um ano após a morte de Eça de Queiroz.
Sinopse: Numa manhã de um Inverno frio e pessimista em Paris, o cosmopolita Jacinto decide regressar à sua Tormes natal, pacata vila das serras portuguesas, acompanhado por Zé Fernandes, narrador-personagem desta história. «Novela fantasista», assim lhe chamou Eça de Queiroz, A Cidade e as Serras faz um retrato dos contrastes entre a excitação da vida citadina e a genuína beleza da vida no campo.
Hoje proponho-lhe mais uma visita virtual, através da apresentação e do vídeo que se seguem. Desta vez o destino é aGrécia.
A Grécia é um país localizado no sul da Europa e estrategicamente localizado no cruzamento entre a Europa, a Ásia, o Médio Oriente e a África. De acordo com o censo de 2011 a população grega era de cerca de 11 milhões de pessoas. Atenas é a capital e a maior cidade do país.
A Grécia moderna tem as suas raízes na civilização da Grécia Antiga, considerada o berço de toda a civilização ocidental. Como tal, é o local de origem da democracia, da filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da literatura ocidental, da historiografia, da ciência política, de grandes princípios científicos e matemáticos, das artes cénicas ocidentais, incluindo a tragédia e a comédia. As conquistas culturais e tecnológicas gregas influenciaram grandemente o mundo, sendo que muitos aspectos da civilização grega foram transmitidos para o Oriente através de campanhas de Alexandre, o Grande, e para o Ocidente, através do Império Romano.
Este rico legado é parcialmente refletido nos 17 locais considerados pela UNESCO como Património Mundial no território grego, o sétimo maior número da Europa e o 13.º do mundo.
O Estado grego moderno, que engloba a maior parte do núcleo histórico da civilização grega antiga, foi criado em 1830, após a Guerra da Independência Grega contra o antigo Império Otomano.
Se vieres dos lados da Ribeira, depressa reparas como os preços descem e a miséria aumenta em esplanadas de improviso, e ficam mais tristes e humanas as janelas.
Chegaste a Miragaia e quase não mentes se lhe chamares destino.
Dongtan ou Hwasong em coreano, é uma cidade com muitas lojas e restaurantes, situada na província de Gyeonggi, na Coreia do Sul. É uma cidade nova, que tinha uma população de 406.036 em 2024, com muitos parques e muito bem cuidada. Possui a maior área de terras agrícolas de qualquer cidade ou condado da província de Gyeonggi. A Fortaleza de Hwaseong está localizada nas proximidades de Suwon.
Tem também 4 arranha-céus residenciais de 70-80 andares que são chamados coletivamente de Metapolis e contêm um shopping center.
Dongtan dispõe também do comboio de alta velocidade Suseo–Pyeongtaek (SRT) que vai da estação Suseo até a estação Jije . O metropolitano com 52,3 km de comprimento é o terceiro mais longo do mundo. Também tem o túnel mais longo para um metro que vai a uma velocidade de 300 km/h (190 mph).
A estação Dongtan é o terminal da primeira linha do comboio de alta velocidade GTX, que entrou ao serviço em março de 2024.
Se quiser conhecer melhor esta cidade coreana não deixe de fazer agora uma viagem virtual até Dongtan através dos vídeos abaixo.
Numa homenagem ao Duo Ouro Negro, ouça a canção Amanhã, nas vozes de Janita Salomé, Filipa Pais, Ritinha Lobo, Yami, Manuel d'Oliveira, Filipe Raposo e Kiné (Muxima).
Amanhã, aiué, vou acender uma vela da Muxima Amanhã levo para os meus santos flores de acácias Amanhã peço para toda gente que me estima Amanhã peço pro novo dia que virá, amanhã vou
Amanhã Peço ao meu lema que faça com que eu volte A morar na terra amada que me viu nascer
Quero chegar de madrugada Para ver o sol raiar Quero chegar de madrugada, ô Pra ninguém ver se eu chorar Quero chegar de madrugada, ô Pra ninguém ver se eu chorar
Vou andar por aí com o meu violão Vou à Mutamba, tomo um machimbombo qualquer Por ma curia a naqui, sou igual a toda a gente Na linha da Terra Nova, só paro lá no musseque Com a minha gente, entre mufete e conversa E de madrugada, com Catembe e com Caguitas
Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair
Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair
Amanhã (que é que vai fazer amanhã, irmão?) Vou acender uma vela da Muxima Amanhã levo a todos meus santos flores de acácias (lindo) Amanhã peço pra toda gente que me estima (amizade em primeiro lugar) Amanhã peço pro novo dia que virá, amanhã, ô
Amanhã Peço ao meu lema que faça com que eu volte A morar na terra amada que me viu nascer
Quero chegar de madrugada Para ver o sol raiar Quero chegar de madrugada, ô Pra ninguém ver se eu chorar Quero chegar de madrugada, ô Pra ninguém ver se eu chorar
Vou andar por aí (Luanda está linda) com o meu violão Vou à Mutamba, tomo um machimbombo qualquer Por ma curia a naqui, sou igual a toda a gente Na linha da Terra Nova, só paro lá no musseque Com a minha gente, entre mufete e conversa E de madrugada, com Catembe e com Caguitas
Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair
Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair
Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair
Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair
Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair Zag, zag, zag, zag Zanga-zuzi até cair
O nome do Pátio deriva da sua localização ser no Beco do mesmo nome, ou seja, fica no Beco da Bempostinha, freguesia de Arroios.
Já a denominação de Rua da Bempostinha surge só em 1707. No entanto, é provável que esta rua tenha uma história mais antiga como pode ver aqui.
Arroios é uma freguesia portuguesa do município de Lisboa, pertencente à Zona Centro da capital, com 2,13 km² de área e 33 055 habitantes. A densidade populacional é de15 518,8 hab/km².
Esta freguesia foi criada no âmbito da reorganização administrativa de Lisboa de 2012, que entrou em vigor após as eleições autárquicas de 2013, resultando da agregação das antigas freguesias de São Jorge de Arroios e Pena com a quase totalidade do território da antiga freguesia dos Anjos, para além de uma pequena parcela de território anteriormente pertencente à extinta freguesia de São José.
Com votos de um Feliz Ano Novo proponho-lhe que ouça a cantora Nina Simone em "Feeling Good".
Esta canção tem tanto a ver com o dia de Ano Novo como com qualquer alvorada. Simbolicamente, porém, não haverá melhor manhã para a escutar do que a do primeiro dia do ano que se segue.
É um hino de resistência e recomeço. Foi composto pelos ingleses Anthony Newley e Leslie Bricusse para o musical The Roar of the Greasepaint – The Smell of the Crowd, de 1964, e eternizado na interpretação que Nina Simonefez para o álbum I Put a Spell on You, editado logo no ano seguinte.
Se preferir, tem a versão mais eletrónica dos Muse, a versão mais cool de Sammy Davis Junior, a versão mais gospel de Lauryn Hill, a mais adocicada de Michael Bublé, ou até a instrumental de John Coltrane.
Mas dificilmente alguém vai discordar de que a versão definitiva é mesmo esta.
Com votos de um feliz Ano Novo proponho-lhe que ouça Peggy Leeem "My Dear Acquaintance (Happy New Year)".
A canção foi originalmente escrita para um musical autobiográfico que Peggy Lee levou à cena na Broadway em 1983. Acabou por ser excluída do espetáculo e guardada numa gaveta por mais de vinte anos e apenas editada postumamente. Foi incluída na coletânea Christmas With Peggy Lee, de 2006, e logo no ano seguinte teve uma nova versão impecável feita por Regina Spektor.
O texto é um brinde a quem nos acompanha nas 12 badalas, seja quem desejamos ter próximo, seja quem simplesmente calha estar próximo. Em resumo, uma declaração universal de amor ao próximo.
Proponho-lhe que ouça Bing Crosbyem "Let’s Start the New Year Right".
Oitenta e dois anos depois, a receita continua infalível:
"Kissing the old year out Kissing the New Year in Let's watch the old year die With a fond goodbye And our hopes as high As a kite."
Escrita por Irving Berlin e interpretada por Bing Crosby, "Let’s Start the New Year Right" escutou-se pela primeira vez em 1942, no filme Holiday Inn, com Marjorie Reynolds e Fred Astaire. Foi editada como lado B de "White Christmas", que fazia parte da mesma banda sonora e que ganhou o Óscar de Melhor Canção Original desse ano.
Com votos de um excelente 2025 não deixe de ouvir Tom Waits em "New Year’s Eve".
Esta canção está incluída no álbum Bad As Me, de 2011, e soa exatamente ao que se esperaria que soasse uma canção de Tom Waits sobre a noite de Ano Novo: uma balada capaz de emprestar charme a uma história de decadência, que nos deixa a suspirar pelo que lá vai e pelo que ainda possa vir, e que parece difícil de cantar sem um copo na mão.
No refrão, Waits consegue incorporar a toada tradicional escocesa "Aung Lang Syne", que é um clássico absoluto de fim de ano.
de nada adianta querer apressar as coisas; tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo e aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: Qual é esse tempo certo?
Bom, basta observar os sinais. Quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais indicando o caminho certo. Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas, com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa.
Basta você acreditar que nada acontece por acaso. Talvez seja por isso que você esteja agora lendo estas linhas. Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto e você nem os notou ainda. Lembre-se, que o universo sempre conspira a seu favor quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento. Paulo Coelho
Céline S. Cousteau, é neta do consagrado Jacques-Yves Cousteau, documentarista, cineasta, oceanógrafo e inventor conhecido pelas suas viagens de pesquisa a bordo do navio Calypso.
"Tribes on the Edge", explora os temas atuais de ameaças à terra e questões de direitos humanos dos povos indígenas.
Mais do que um filme, tornou-se um movimento impulsionado por um esforço apaixonado para produzir um impacto tangível no Javari (Amazónia) por meio de iniciativas de educação, defesa e ativismo.
Os seres humanos e a natureza estão intimamente interligados. Onde há destruição ambiental, os seres humanos sofrem. Na Amazónia, onde há comunidades indígenas, não há desflorestação. Se elas desaparecem, perdem-se também os guardiões dos ecossistemas vitais.
Com mais de 85.000 km2 (uma área do tamanho de Portugal), oVale do Javarié o segundo maior território indígena do Brasil e abriga 5000 povos indígenas de 6 tribos, assim como a maior população de pessoas que vivem sem contacto com o mundo exterior em toda a Amazónia. Embora o Javari tenha sido designado para as tribos que lá vivem, há uma pressão maior para aumentar a extração de recursos nocivos do que em outras partes da Amazónia o que tem levado à degradação ambiental.
Sinopse: Mais do que uma narrativa da realidade tribal na Amazónia, "Tribes on the Edge" sugere a história universal da nossa tribo humana e como o nosso futuro está entrelaçado com a natureza. Esta é uma história que invoca a importância crítica do respeito e do cuidado – para a terra, a cultura e a humanidade. A nossa sobrevivência pode depender disso.
A Paixão Segundo G.H. é um dos mais célebres romances da escritora brasileira Clarice Lispector.
A paixão segundo G.H. é um prodígio da imaginação e do engenho literário. Uma história tão inquietante quanto luminosa.
Sinopse: "Vida e morte foram minhas, e eu fui monstruosa. […] Durante as horas de perdição tive a coragem de não compor nem organizar. E sobretudo a de não prever. Até então eu não tivera a coragem de me deixar guiar pelo que não conheço e em direção ao que não conheço […]. Minhas previsões me fechavam o mundo." Conhecemo-la pelas enigmáticas iniciais - o nome, nunca chegaremos a descobrir. G.H., independente e segura das suas escolhas, é uma escultora bem relacionada nos círculos do Rio de Janeiro. Numa manhã igual a outras, o seu mundo vai expandir-se depois de se pulverizar. Primeiro, a sua empregada despede-se; em seguida, G.H. decide limpar o quarto que ela habitava: um espaço vazio e imaculado. É aí que acontece um encontro epifânico com uma barata que rasteja de dentro de um armário. Perante a visão do inseto, G.H. submerge num questionamento existencial agudo, rasga fronteiras, põe em causa o seu lugar no universo e, num sentido mais extremo, a sua própria humanidade.
Tendo como núcleo uma experiência-limite e como clímax um episódio chocante, A paixão segundo G.H. é o teatro anatómico da condição humana: disseca pulsões primordiais (desejo, medo, transgressão), ao mesmo tempo que convida o leitor à travessia de um mundo oculto. Depois da descida ao inferno, e por entre as ruínas daquilo em que antes acreditava, irrompe, afinal, o gesto humano mais elementar: o combate pela vida.
Eduardo Galeano (1940 - 2015) foi um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de 40 livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. As suas obras transcendem géneros literários ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História. Galeano é considerado um dos principais expoentes do Antiamericanismo e Anticapitalismo na América Latina no Século XX.
Se tiver 10 minutos, veja até ao fim, o depoimento (legendado em português) deEduardo Galeano, na Praça Catalunya, em 24/05/11. porque vale a pena.