quarta-feira, novembro 28, 2012

A Toscânia

A Toscânia é uma região, de forma triangular, da Itália central.  É a maior região da Itália, quer em dimensão quer em número de habitantes (são cerca de 3,7 milhões de habitantes distribuídos por 22.997 km²), com capital em Florença. A Toscânia é banhada (397 km de litoral) a oeste pelo Mar da Líguria e pelo Mar Tirreno. A Toscânia administra ainda as ilhas do Arquipélago Toscano, a principal das quais é a Ilha de Elba (a 3ª maior ilha italiana em extensão).
O relevo desta região é constituído por montes e colinas (66,5%) bem como importantes formações montanhosas (25,1%). As áreas de planície são relativamente poucas (8,4%). O Monte Pisanino (1.946 metros), nos Alpes Apuanos, é o ponto culminante da região. O principal rio é o Arno, que atravessa as cidades de Florença e Pisa. Fique a conhecer melhor esta parte de Itália, através da apresentação que se segue e, recorde também o grande tenor Luciano Pavarotti.

terça-feira, novembro 27, 2012

Um maestro de palmo e meio

Veja Edward Yudenich (maestro, aos 7 anos) a reger a abertura da opereta "Die Fledermaus (O Morcego) de Johann Strauss II. Não Perca!

domingo, novembro 25, 2012

Olhares e Imagens

Quando a paixão pela fotografia nos mostra, aqui, um outro olhar e belas imagens da natureza (e não só),  através da sensibilidade de Cidália Pio.

sábado, novembro 24, 2012

O Soajo

A Serra do Soajo é a sétima maior elevação de Portugal Continental, com 1416 m de altitude. Situa-se nos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço e Monção. Existe uma vila milenar que tomou ou deu o nome à elevação - o Soajo. Esta serra faz parte do Parque Nacional Peneda Gerês. Um violento incêndio em Agosto de 2010, queimou grande parte da Serra do Soajo.
O Soajo é uma vila e freguesia (16,8 h/km²) portuguesa do concelho de Arcos de Valdevez, com 58,59 km² de área e 986 habitantes (2011). Foi vila e sede de concelho entre 1514 e meados do século XIX. O conselho era constituído pelas freguesias de Ermelo, Gavieira e Soajo. Tinha, em 1801, 2054 habitantes. Em 1849 tinha 3159 habitantes. Foi re-elevada à categoria de vila em 12 de Junho de 2009. A vila de Soajo, característica nas suas formas particulares de vivência e organização social e económica, é provavelmente um dos destinos concelhios mais divulgados e conhecidos, integrando uma área geográfica que foi concelho até à reforma liberal do século XIX. A Vila do Soajo é também famosa pelo vasto conjunto de espigueiros erigidos sobre uma enorme laje granítica, usada pelo povo como eira comunitária. O mais antigo data de 1782. Estes monumentos de granito foram construídos na altura em que se incrementou o cultivo do milho e serviam para proteger o cereal das intempéries e dos animais roedores. No topo são geralmente rematados por uma cruz, que significa a invocação divina para a protecção dos cereais. Parte destes espigueiros são ainda hoje utilizados pelas gentes da terra.
Nas serranias da Peneda, Gerês e Amarela, o sistema de habitat de "brandas" e "inverneiras" é um marco referencial da maior singularidade e interesse etnológico e patrimonial. A branda é um espaço de uso mais sazonal, com uma ocupação secundária, conectada sobretudo com os usos agrícolas e pastoris de Verão, por oposição à inverneira tradicionalmente de cariz mais permanente. Ocupam geralmente cotas de terreno a cima dos 600 metros, substancialmente mais altas que as inverneiras a que se associam. Nas áreas espaciais do Soajo as brandas recebem somente o gado e pastores, integrando por isso estruturas de abrigo bastantes desenvolvidas. Se quiser conhecer um pouco mais esta região sugiro que veja os dois vídeos que se seguem. Um deles é um pequeno filme convertido em vídeo.   

sexta-feira, novembro 23, 2012

Se não tenho outra voz


Se não tenho outra voz que me desdobre
Em ecos doutros sons este silêncio,
É falar, ir falando, até que sobre
A palavra escondida do que penso.

É dize-la, quebrado, entre desvios
De flecha que a si mesma se envenena,
Ou mar alto coalhado de navios
Onde o braço afogado nos acena.

É forçar para o fundo uma raiz
Quando a pedra cabal corta caminho,
É lançar para cima quanto diz
Que mais árvore é o tronco mais sozinho.

Ela dirá, palavra descoberta,
Os ditos do costume de viver:
Esta hora que aperta e desaperta,
O não ver, o não ter, o quase ser
José Saramago

quinta-feira, novembro 22, 2012

A Porta do Inferno é em Darvaz

Darvaz ou Darvaza, é uma vila do Turquemenistão com cerca de 350 habitantes. Fica localizada a cerca de 260 km ao norte de Ashgabat, no meio do deserto de Karakum (que é o 11º maior deserto do mundo), que ocupa mais de 70% do país.  A área do Turquemenistão é de 350.000 Km2 e é um país rico em petróleo, enxofre e gás natural. Os habitantes são principalmente turcomanos da tribo Teke, que conservam um estilo de vida semi-nómada.
A chamada Porta do Inferno (ou Porta para o Inferno) é uma cratera situada próxima de Darvaz. A imensa cratera recebeu este nome devido às labaredas que nela flamejam. Daí que faça lembrar a descrição popular do acesso ao Inferno. A cratera faz parte de uma mina de 60 metros de diâmetro por 20 metros de profundidade. Em 1971, geólogos soviéticos efectuaram, ali, estudos de viabilidade para a extracção de gás natural. Acabaram por encontrar o que procuravam. Durante as escavações, porém, foi descoberta uma caverna subterrânea de grande profundidade, repleta de gás tóxico. As perfurações foram suspensas e foi ateado fogo ao local, a fim de que o conteúdo tóxico fosse consumido pelofogo, já que havia o receio de consequências para a população. Contudo, o fogo nunca mais se extinguiu, e a cratera continua a arder até hoje. Está em chamas há pelo menos 37 anos. As chamas da cratera, podem ser vistas, durante a noite, a quilómetros de distância - o brilho laranja pode até ser visto nas imagens de satélite do Google Maps. Em Abril de 2010, o presidente do Turquemenistão visitou o local e considerou que o buraco devia ser fechado, e que deviam ser tomadas medidas para o efeito. Pode ficar a conhecer melhor este local, através da apresentação e do vídeo que se seguem.

quarta-feira, novembro 21, 2012

O Sári Indiano

sári é o traje nacional das mulheres indianas. É constituído por uma longa peça de pano (consome cerca de 6 metros de tecido) que envolve e cobre todo o corpo das mulheres. 
 O tecido dos saris pode também pode ser usado na decoração, nomeadamente, em cortinas, almofadas, toalhas de mesa, travesseiros, etc.
Se quiser saber como se fabricam estes tecidos (alguns são de uma beleza e riqueza extraordinárias) sugiro-lhe que veja a apresentação que se segue.
Se pretender ficar a saber como se veste um sári, veja também o vídeo que acompanha este "post".

terça-feira, novembro 20, 2012

À Descoberta de Angola

«À Descoberta de Angola», de Joost De Raeymaeker (Oficina do Livro), é «o primeiro guia de viagens em português que mergulha nas profundezas de Angola». «O autor deslocou-se de autocarro, em caixas de carga de carrinhas e camiões ou como pendura de motos. Dormiu em pensões, na casa de pessoas que lhe ofereceram um tecto e, muitas vezes, também dormiu ao relento. Experimentou a gastronomia no meio da rua, em tascas escondidas e nos omnipresentes buffets angolanos, saboreando funges, pirões, verduras, lagartas, macaco e também suricata… Cada um dos percursos corresponde a uma aventura, mas é também uma prova de que é possível viajar de maneira segura e descontraída pelo imenso território de Angola. Ao longo do livro encontrará informações úteis sobre deslocações, alojamento, saúde, cultura, praias, história, aventura, etc. Tudo isto é uma boa ajuda para reduzir os imprevistos e aumentar o prazer de uma viagem por este país intenso e inesquecível, tanto nos seu paradoxos como nas suas gentes e viagens. O autor propõe-lhe quinze percursos por um país fascinante, de gente amigável e de grandes horizontes.»

segunda-feira, novembro 19, 2012

A Bolívia, é oficialmente conhecida como Estado Plurinacional da Bolívia. É um país encravado no centro-oeste da América do Sul e faz fronteira com o Brasil ao norte e leste, Paraguai e Argentina ao sul, e Chile e Peru a oeste.
Antes da colonização europeia, a região andina boliviana fazia parte do império Inca - o maior império da era pré-colombiana. O império Espanhol invadiu e conquistou essa região no século XVI. Após declarar a independência em 1809, a Bolívia viveu dezasseis anos de guerras antes do estabelecimento da república, instituída por Simón Bolívar, em 6 de agosto de 1825. Desde então, o país tem passado por períodos de instabilidade política, ditaduras e problemas económicos. Hoje a Bolívia é uma república democrática, dividida em nove departamentos. O relevo da Bolívia varia entre os picos andinos no oeste e as planícies no leste, situadas na bacia Amazónica. É um país em desenvolvimento (PEV), com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio e uma pobreza que atinge cerca de sessenta por cento da população. No que se refere às principais actividades económicas, os bolivianos dedicam-se à agricultura, à silvicultura, à pesca, à actividade mineira, e à produção de bens como tecidos, confecções, metais refinados e petróleo refinado. A Bolívia é muito rica em minerais, especialmente o estanho. A população boliviana, estimada em 10 000 000 de habitantes (1.098.581 km²), é multiétnica (ameríndios, mestiços, europeus, asiáticos e africanos). A língua oficial é o espanhol, embora o aimará e o quíchua também sejam comuns. O grande número de diferentes culturas na Bolívia, contribuiu para uma grande diversidade em áreas como a arte, a culinária, a literatura e a música.
Se quiser ficar a conhecer melhor mais este país, desfrute da belíssima apresentação que se segue.

domingo, novembro 18, 2012

Nenhum governo...

"Nenhum governo está isento de legislar asneiras. O problema é quando tais asneiras são levadas a sério".

"A mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil ao maior número de pessoas."
Montaigne

sábado, novembro 17, 2012

Ai daqueles


Ai daqueles
 que se amaram sem nenhuma briga
 aqueles que deixaram
 que a mágoa nova
 virasse a chaga antiga

ai daqueles que se amaram
 sem saber que amar é pão feito em casa
 e que a pedra só não voa
porque não quer
 não porque não tem asa
Paulo Leminski

sexta-feira, novembro 16, 2012

Gente Aberta

Oiça, mais uma vez, Rui Reininho e Silvia Machete interpretando Gente Aberta (nos prémios: A Uma Só Voz). 
Rui  Reininho  (1955) é um músico português, vocalista da banda pop-rock GNR (Grupo Novo Rock). Rui Reininho tirou o curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa.  Em 1981 tornou-se vocalista dos GNR, e depois, o seu principal mentor e figura mais destacada. Com os GNR, Rui Reininho criou uma série de canções que são o espelho de uma geração da juventude que cresceu e se tornou adulta, a ouvi-los e a admirá-los ao longo de 30 anos: "Dunas", "Efectivamente", "Bellevue", "Pós-Modernos", "Vídeo Maria", "Pronúncia do Norte", "Ana Lee" ou "Morte ao Sol". 
Efectuou espectáculos na Europa, Brasil, EUA, Canadá e Macau.  Produziu discos de outros artistas e é autor de livros: "Sífilis versus Bilitis" ; Líricas Come on & Ana , onde reúne poemas e letras de canções. Sobre as letras dos GNR, há duas publicações: "Afectivamente" e "As Letras Como Poesia". Trabalhou como actor e criou música para teatro e cinema.
Silvia Machete (1976), é uma cantora, compositora, performer, malabarista e trapezista brasileira. Da sua discografia podemos salientar: Bomb of Love - Música Safada para Corações Românticos (2006); Eu Não Sou Nenhuma Santa (Ao Vivo - 2008) e  Extravaganza (2010).

quinta-feira, novembro 15, 2012

Os Alpes

Os Alpes são um dos grandes sistemas de cordilheiras da Europa Ocidental, estendendo-se da Áustria e Eslovénia, a leste, através do norte da Itália, Suíça (Alpes suíços), Liechtenstein e sul da Alemanha, até ao sudeste da França e Mónaco, a oeste. Os Alpes podem ser divididos em três partes, de acordo com critérios de localização e características geográficas: Alpes Ocidentais, Alpes Orientais e Alpes Centrais. O ponto culminante dos Alpes é o Monte Branco, com cerca de 4800 m de altitude, situado na fronteira franco-italiana ou muito perto dela, uma vez que a delimitação fronteiriça no maciço nunca foi consensual. A altitude média dos Alpes varia entre os 2000 e os 3000 metros. A extensão da cordilheira é de aproximadamente 1200 quilómetros. A importância deste conjunto de montanhas é tanta, que até existe uma organização especial para a sua protecção, chamada Convenção Alpina. Os Alpes foram cenário de vários momentos importantes da história antiga. Os exércitos do general cartaginês Aníbal, com centenas de elefantes, passaram pelas montanhas da cordilheira para chegar ao norte de Roma.O também poderoso exército de Carlos Magno, passou por estas montanhas no século VIII.
Actualmente é uma região pouco habitada, sendo explorada, sobretudo, pelo turismo. Existem aqui várias estâncias de esqui e a prática do alpinismo nestas montanhas é uma actividade importante. Hoje proponho-lhe um passeio até esta parte da Europa através de uma belíssima apresentação. Ora veja!

quarta-feira, novembro 14, 2012

Never Forget

Sabe onde foi parar o aço que sobrou da destruição do World Trade Center? Com ele foi construído um navio! Com as 24 toneladas de fragmentos de aço do World Trade Center, este navio transformou-se num memorial flutuante! Este barco é o 5º duma nova classe de navios de guerra que foram projectados para missões que incluem operações especiais contra o terrorismo. O aço do World Trade Center foi derretido numa fundição em Amite, Los Angeles, para moldar a parte curva do navio. Já agora, sabe qual é o lema e o nome do navio? Como não poderia deixar de ser é: "Never Forget" (Nunca Esqueceremos)!

terça-feira, novembro 13, 2012

Bem Bom


Oiça o cantor português Rui Reininho e a cantora brasileirav Silvia Machete, numa versão da canção "Bem Bom" (Prémios: A Uma Só Voz), na RTP 1.

segunda-feira, novembro 12, 2012

O Último Rei da Escócia

"O Último Rei da Escócia" é um excelente filme que conta com um óptimo roteiro, uma realização (Kevin Macdonald) de qualidade e fantásticas actuações!
"O Último Rei da Escócia" (2006) dá a conhecer mais um ditador mundial: o ugandense Idi Amin Dada.
O recém-formado médico escocês Nicholas Garrigan (James Macvoy) parte para o Uganda onde pretende exercer a sua profissão. Nicholas chega num momento conturbado do país, já que o governo de Milton Obote foi derrubado. O novo presidente é Idi Amin Dada (Forest Whitaker) que, ao assumir o poder, promete à população a construção de escolas, estradas e outras infra-estruturas. O percurso de Nicholas cruza-se com o de Idi Amin, quando o presidente necessita de tratamento médico. A postura do jovem médico encanta o presidente, que acaba por convidar Nicholas para seu médico pessoal e para trabalhar num hospital de Kampala (capital do Uganda). Nicholas fica entusiasmado com a possibilidade de ajudar o desenvolvimento do Uganda, e aceita a oferta.
"O Último Rei da Escócia" retrata alguns dos acontecimentos históricos, que ocorreram no período de oito anos em que este ditador ocupou a presidência, como por exemplo, a expulsão dos asiáticos do país e o sequestro do avião da Air France.
Foram anos difíceis para o Uganda.O país sofreu uma forte repressão, sobretudo aqueles que contestavam o governo do ditador. Além disso, Idi Amin acabou com algumas tribos locais, permitiu a formação de pelotões de execução e aprisionou os seus opositores. Estima-se que cerca de 300 mil pessoas foram executadas durante aqueles oito anos.
Se quiser ficar a saber um pouco mais acerca de Idi Amin aconselho-o(a) a ver aqui, o documentário francês:  General Idi Amin Dada (Général Idi Amin Dada: Autoportrait), realizado em 1974, por Barbet Schroeder.
Este documentário exótico e fantástico, foi feito com o apoio e a participação no argumento, do ditador africano Idi Amin. A produção mostra o ditador na plenitude do poder no Uganda.

domingo, novembro 11, 2012

Ich Bin Ein Berliner

Diz o Expresso que "A Alemanha recusou a divulgação no país, do vídeo sobre Portugal que o professor Marcelo Rebelo de Sousa anunciou e promoveu."
 (http://expresso.sapo.pt/video-de-marcelo-recusado-pela-alemanha=f766017#ixzz2BvohIlql)
Vale a pena ver do que se trata.
Tem a versão em inglês: http://youtu.be/xmj7xYStJDQ e em Alemão: http://youtu.be/_gwvHs0cg0I
Faça-as circular junto dos seus amigos de outras línguas e nacionalidades.
Entretanto, veja agora o vídeo em língua portuguesa.

Os Magustos e as Castanhas

Hoje dia de S. Martinho, é dia de se  ir à adega provar o vinho novo e comer castanhas assadas. É também dia de se realizarem por esse país fora, os célebres Magustos.

O Magusto é uma festa popular, cujas formas de celebração divergem um pouco consoante as tradições regionais.
As famílias ou grupos de amigos juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam castanhas ou bolotas. Acompanham-se as castanhas ou as bolotas assadas com jeropiga, água-pé ou vinho novo.

Nalgumas localidades, as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam algumas cantigas ou fazem brincadeiras. Estas celebrações acontecem não só em Portugal, mas também na Galiza (onde se chama magosto) e nas Astúrias.

O antropólogo José Leite de Vasconcelos, considerava o magusto como o vestígio de um antigo sacrifício em honra dos mortos e referia que em Barqueiros era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer. Ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babadas dos defuntos”.

A celebração do magusto está, também, associada a uma lenda: Dizia que um soldado romano (conhecido por Martinho de Tours), ao passar a cavalo por um mendigo quase nu, como não tinha nada para lhe dar, cortou a sua capa ao meio com a espada - estava um dia chuvoso e diz-se que, nesse preciso momento, parou de chover- Daí deriva a expressão: "Verão de São Martinho".

A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro).
Consideradas actualmente uma “guloseima” de época, a castanhas - em tempo idos - constituiu um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam.

Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-História.

Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, tendo acompanhado a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos.

Os gregos e os romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor.
Também os romanos incluíam já a castanha nos seus banquetes.

Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.

Com o Renascimento, a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confecções. Surge o "marron glacé", que passou da França para a Espanha e daí, com as Invasões Francesas, para Portugal.

sábado, novembro 10, 2012

Uma Cidade Romântica

Veneza é uma cidade e uma comuna italiana da região do Veneto, província de Veneza no nordeste de Itália. Tem cerca de 271 009 habitantes e é conhecida pela história, pelos canais, pelos museus e pelos monumentos.
A comuna de Veneza estende-se por uma área de 412 km², e inclui as ilhas de Murano, Burano e outras da lagoa de Veneza, tendo uma densidade populacional de 646 hab/km².
A cidade de Veneza cresceu num arquipélago da laguna de Veneza, no golfo de Veneza, no noroeste do mar Adriático. O patrono da cidade é São Marcos e a data da sua fundação é celebrada a 25 de março.  Esta lindíssima cidade está classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Dos muitos monumentos e locais turísticos existentes, destacam-se a imponente Basílica de São Marcos, na Praça de São Marcos, a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal (construída em 1588 segundo projecto de Antonio da Ponte), a Ca' d'Oro e numerosas igrejas e museus. Veneza é ainda famosa pelos seus certames internacionais: o Festival de Cinema;  a Bienal de Artes; a Regata Histórica (primeiro domingo de setembro) e sobretudo o Carnaval de Veneza. Contudo, outras  actividades, iniciativas e símbolos lhe dão prestigio, como por exemplo, as gôndolas, o fabrico de vidro, os casinos e os passeios românticos.
Nesta cidade nasceram os Papas Gregório XII, Eugénio IV, Paulo II, Alexandre VIII, Clemente XIII e Pio X, além de numerosos artistas e arquitectos como Antonio Vivarini (1440-1480), Antonio da Ponte (1512-1595), Tintoretto (1518-1594) e Canaletto (1697-1768).
No campo da música, foi aqui que nasceu e viveu Antonio Vivaldi (1678-1741).