O rio Alva é um afluente do Mondego. Nasce na encosta sudoeste da Serra da Estrela e percorre cerca de 105 km até desaguar no Rio Mondego (no Porto da Raiva).
A história conta que o rio Alva e o rio Mondego são rios irmãos porque as suas nascentes têm a mesma mãe (Serra da Estrela). A diferença é que percorrem vertentes opostas. O rio Mondego é mais calmo e maduro. O rio Alva, mais jovem e rebelde, rompeu pelas encostas escarpadas da Serra da Estrela, no ímpeto de apanhar o seu irmão Mondego. Ambos se confrontam em fúria na localidade que hoje tem o nome de Porto da Raiva. O Alva percorre um caminho sinuoso entre as encostas da Serra da Estrela e da Serra do Açor. Várias localidades cresceram nas suas margens (onde existem praias fluviais) como São Gião, Avô, Penalva de Alva, Caldas de São Paulo e a aldeia de Sandomil. Se puder dê um escapadela até esta região. Vale a pena. Para lhe aguçar o apetite proponho-lhe que veja, o álbum com mais algumas imagens desta bela região do país.
Na sua coluna de opinião do Diário de Notícias a Drª Mª José Nogueira Pinto debruça-se sobre o debate que aconteceu na Escola Secundária do Lumiar sobre a eutanásia. Leia aqui o texto integral da crónica desta deputada. Maria José Nogueira Pinto foi uma das participantes da iniciativa dinamizada pelo aluno João Silva (do 11º C) que contou ainda com a presença do deputado Rui Prudêncio (representante do PS), duas representantes do partido ecologista Os Verdes (Drª Cláudia Madeira), uma enfermeira (Isabel Vilaça) e uma psicóloga (Drª Alda Morgado). Confira aqui. Com a organização deste debate o aluno João Silva conseguiu atingir alguns objectivos, dar visibilidade a este assunto, à sua iniciativa e à escola onde estuda. Parabéns!
No âmbito da disciplina de Filosofia os alunos do 11º ano discutiram e trabalharam o tema da eutanásia. João Silva, aluno do 11º C fez uma apresentação em power point e dinamizou um debate sobre o assunto. Convidou dois deputados (representantes do PS e do PSD), duas representantes do partido ecologista os verdes, uma enfermeira e uma psicóloga. Na assistência estiveram alguns professores e alunos dos 12º e 11º anos. Um tema pertinente a exigir reflexão urgente. Veja a apresentação elaborada pelo João Silva.
Garmisch-Partenkirchen é, simultaneamente, uma pequena cidade mercado e um município (Markt) da Alemanha. Está localizada na região administrativa de Alta Baviera próximo da fronteira com a Áustria.. Garmisch-Partenkirchen é, também, uma estância de desportos de inverno e foi sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1936. O estádio Große Olympiaschanze foi o local onde se realizaram as cerimónias de abertura e encerramento destes jogos. Mas, o encanto desta localidade está na beleza das suas casas e na capacidade de conservação das mesmas.
O Dia Mundial do Ambiente, comemorado todos os anos no dia cinco de Junho, é um dos principais veículos através dos quais as Nações Unidas, estimula a consciencialização mundial acerca do meio ambiente e reforça a atenção política e de acção. Ruanda, um país do Leste Africano, que está a adoptar uma transição para uma economia verde, será o anfitrião global do Dia Mundial do Ambiente 2010. O tema deste ano é: Muitas espécies. Um Planeta. Um Futuro. Esta é uma mensagem que põe ênfase na importância central da riqueza global de espécies e ecossistemas para a humanidade. O Dia Mundial do Ambiente 2010, terá como objectivo mobilizar as pessoas mais do que nunca para o ambiente. Para isso, propõe uma enorme variedade de actividades que vão desde a plantação de árvores nas escolas, as limpezas nas diferentes localidades, os dias sem carro, os concursos de fotografia sobre biodiversidade, as caminhadas ao ar livre, as iniciativas de limpeza em parques urbanos, as exposições, as petições e as campanhas globais em prol do meio ambiente, etc. O site oficial do Dia Mundial do Ambiente 2010 servirá para inspirar, informar e envolver as pessoas através de uma interactividade sem precedentes, oferecendo dicas, informações e estatísticas diárias sobre biodiversidade. As pessoas ao redor do mundo disporão, ainda, de uma plataforma onde podem registar as suas actividades, as campanhas de redes sociais e as competições que conectam as pessoas de todos os continentes. O mais importante é ajudar a incrível variedade de vida no nosso planeta para que não aconteça o que sucede na Indonésia. Veja, já a seguir, aquele que é considerado o rio mais poluído do mundo.
Sinto que em minhas veias arde sangue, chama vermelha que vai cozendo minhas paixões no coração.
Mulheres, por favor, derramai água: quando tudo se queima, só as fagulhas voam ao vento. Federico García Lorca, in 'Poemas Esparsos' Tradução de Oscar Mendes
Antecipando o Dia Mundial do Ambiente que se comemora dia 5 de Junho, proponho-lhe que veja a apresentação elaborada pelo aluno do 12º A, Nelson Figueiredo. O tema está na ordem do dia, porque vivemos já as consequências deste fenómeno. Não perca!
Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... ISTO É CARÊNCIA. Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... ISTO É SAUDADE. Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... ISTO É EQUILÍBRIO. Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... ISTO É UM PRINCíPIO DA NATUREZA. Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... ISTO É CIRCUNSTÂNCIA . Solidão é muito mais que isto. SOLIDÃO É QUANDO NOS PERDEMOS DE NÓS MESMOS E PROCURAMOS EM VÃO PELA NOSSA ALMA. Chico Buarque.
No colo da mãe a criança vai e vem vem e vai balança. Nos olhos do pai nos olhos da mãe vem e vai vai e vem a esperança.
Ao sonhado futuro sorri a mãe sorri o pai. Maravilhado o rosto puro da criança vai e vem vem e vai balança.
De seio a seio a criança em seu vogar ao meio do colo-berço balança.
Balança como o rimar de um verso de esperança.
Depois quando com o tempo a criança vem crescendo vai a esperança minguando. E ao acabar-se de vez fica a exacta medida da vida de um português.
Criança portuguesa da esperança na vida faz certeza conseguida. Só nossa vontade alcança da esperança humana realidade. Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"
"Nabucco" é uma ópera de Verdi (com libreto de Temistocle Solera), escrita em meados do século XIX (1842), durante a ocupação austríaca do norte de Itália. A acção da ópera conta a história do rei Nabucodonosor da Babilónia. O "Coro dos Escravos" hebreus Va pensiero sull'ali dorate (vai pensamento, sobre asas douradas), devido a várias analogias, tornou-se uma espécie de hino nacionalista e o símbolo do nacionalismo o italiano. O próprio nome Verdi, que aparecia naquela época, escrito nas paredes, queria também na realidade significar, "Vitor Emanuel Rei de Itália". Vítor Emanuel viria a ser rei, mais tarde, já depois da unificação italiana. É um dos mais belos coros jamais escritos e ouve-se sempre com prazer. A ópera Nabuco relata a história bíblica do cativeiro dos hebreus, na Babilónia, no século sexto a.C. Na ópera o coro " Va, pensiero" é cantado por exilados, junto às margens do Rio Eufrates, que lamentam a perda da sua terra natal. Por isso, rapidamente, se transformou num hino para os italianos que lutavam pela sua liberdade em relação à Áustria. “Giuseppe Verdi (1813) foi um compositor de óperas do período romântico italiano, sendo na época considerado o maior compositor nacionalista da Itália, assim como Richard Wagner o era na Alemanha. Após a morte de Verdi, em 1901, enquanto o caixão era levado para o cemitério, uma multidão de cerca de 25000 pessoas entoou, espontaneamente, o coro "Va pensiero". Va pensiero sull'ali dorate (tradução da letra do coro dos escravos Hebreus, da ópera Nabuco, de Verdi) Vai, pensamento, sobre asas douradas Vai e pousa sobre as encostas e as colinas Onde os ares são tépidos e macios Com a doce fragrância do solo natal! Saúda as margens do Jordão E as torres abatidas do sião. Oh, minha pátria tão bela e perdida! Oh lembrança tão cara e fatal! Harpa dourada de desígnios fatídicos, Porque choras a ausência da terra querida? Reacende a memória no nosso peito, Fala-nos do tempo que passou! Lembra-nos o destino de Jerusalém. Traga-nos um ar de lamentação triste, Ou o que o senhor te inspire harmonias Que nos infundam a força para suportar o sofrimento.
Hoje proponho-lhe três formas falar de paixão. A primeira através de uma história de amor entre dois polvos. A segunda é um pequeno filme de animação que nos conta de forma exemplar esta bela história de amor. A outra é o prazer e a paixão que as viagens podem proporcionar, quanto mais não seja em sonhos ou através da net. O local por trás destas paixões é Santorini. Esta ilha é o elo de ligação entre estas três formas de paixão: o cinema, as viagens e um história bem contada. Como vai ver, Santorini é uma terra que suscita paixões.Paixões de vários tipos. Santorini ou Santorino é um arquipélago vulcânico circular localizado no extremo sul do grupo de ilhas gregas das Cíclades, no mar Egeu, a cerca de 200 km a sueste da cidade de Atenas.Tem uma área total de aproximadamente 73 km² e uma população de 13.600 habitantes (2001). Deve o seu nome a Santa Irene, nome pelo qual os venezianos a denominavam. Era anteriormente conhecida por Kallístē (que em grego significa "a mais bela"). Santorini é também o vulcão mais activo do denominado Arco Egeu. A forma actual da ilha deve-se, em grande parte, à erupção que ocorreu há aproximadamente 3.500 anos atrás. Em Santorini pode passar o dia entre ruínas arqueológicas, a bronzear-se ao sol numa espreguiçadeira junto ao Mar Egeu, a subir a pé ou no lombo de um burrinho do Porto de Skala Firon até o centro de Fira. Deve passar o final do dia, na vila de Óia. Aí pode refrescar-se com a brisa fresca ou banhar-se numa piscina construída sobre o mar. Aprecie então o pôr do sol, de preferência com uma tacinha de vinsanto (o vinho fortificado local) na mão. Imagine (ou veja) o sol enorme, a descer lentamente até desaparecer no mar atrás da vila. Observe, então, as tonalidades que o céu adquire. Os tons que vão do vermelho ao roxo e do rosa ao lilás. É um espectáculo deslumbrante. Tudo o que sempre imaginou sobre as ilhas gregas está aqui: as casas brancas orladas a azul, as igrejinhas com cúpulas azuis, os sinos e os gatos. Mas, se quiser desfrutar de praia vá até à mais badalada: Red Beach. É uma praia de areia vermelha porque o arquipélago é de origem vulcânica, por isso, as praias têm areia escura. Se Marte tivesse praia, provavelmente seria como Red Beach, na extremidade sul, uma pequena baía de águas verdes emoldurada por uma falésia... vermelha, claro. Mas, continue a passear-se pelas encantadoras vilas encarrapitadas no alto das montanhas. É ali, nas vielas e nos becos tortuosos, nos cafés e nos terraços ou varandas debruçados sobre o mar, que está todo o charme da ilha. O encanto de Santorini está na sua geografia. Se não gosta de andar de burro ou a pé alugue um quadriciclo. Deste modo, fácil, divertido e barato pode conhecer a ilha toda. Pode passear-se por ruas floridas e de casas impecavelmente caiadas com fachadas de portas coloridas e flores nas janelas. Se tiver oportunidade, puder e quiser, vá de barco. Vai conseguir observar a melhor vista de Santorini. Agora, veja como tudo isto e muito mais, está retratado neste pequeno filme de animação.
A Saxónia ou Saxe (em alemão Sachsen) é um dos 16 estados federados da Alemanha. Este estado localiza-se a leste do país e a capital é Dresden. Faz fronteira a norte com o Brandemburgo, a leste com a Polónia, a sul com a República Tcheca, a sudoeste com a Baviera, a oeste com a Turíngia e a noroeste com a Saxónia-Anhalt. Desde 2008, a Saxónia está dividida em três regiões que estão subdivididas em 10 distritos e 3 cidades independentes, que possuem um estatuto de distrito. Hoje proponho-lhe um passeio pela Saxónia. Ora veja. Vale mesmo a pena.
Deixo-vos, hoje, mais algumas palavras de Lobo Antunes, a propósito da entrevista que deu ao jornalista, Ubiratan Brasil, via telefone, a partir do seu escritório em Lisboa. Nessa entrevista, Ubiratan recordou ao escritor que, em relação ao Arquipélago da Insónia, ele teria contado, que primeiro ouviu a voz do autista, um dos personagens principais daquele livro. Eu devo ter dito isso mesmo... É curioso mas recordo-me mais dos problemas que enfrentei do que propriamente da narrativa. Naquela época, em 2008, descobri que estava com cancro nos intestinos. Foi terrível, não sabia se ia viver ou morrer. Foi difícil retomar o livro depois de dois meses sem escrever, pois não tinha forças. Voltei lentamente, escrevendo uma hora e ficando cansado. Ao mesmo tempo, ganhei o Prémio Camões. Finalmente, quando estava a terminar o livro, descobri que me havia curado. O discurso do autista permite que você exercite a linguagem fragmentada para narrar a história de três gerações de uma família rural portuguesa, desde sua ascensão até a sua queda total. Como funciona o trabalho de burilar a palavra? Eu sei que ninguém escreve como eu. Mas isso não me traz alegria alguma. Escrevo com dificuldade, mas sinto-me à vontade com o assunto. Fico espantado quando algum leitor confessa ter certa dificuldade no entendimento - a escrita sempre foi muito clara para mim. Em sua opinião, o que explicaria essa dificuldade do leitor? Não sei, talvez a maioria espere por uma intriga bem definida, o que não acontece nos meus livros. O livro deveria ser publicado sem o nome do autor, aí acabariam os problemas de inveja. Deveria, sim, levar o nome do leitor, porque o livro também é a nossa circunstância. Veja, a única obra que me fez chorar foi Love Story, que é uma porcaria. Mas eu estava isolado em África, a minha mulher grávida, estava em Lisboa. Assim, quando lemos, estamos a projectar os nossos fantasmas, sofrimentos, medos. O que vai ficar é a obra e não seu autor. Depois de O Arquipélago da Insónia, você publicou, Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra no Mar? Há cinco meses finalizou Sôbolos Rios Que Vão, que deve ser lançado em Portugal em Outubro. Escrever não parece ser um sacrifício para você. Tenho cada vez mais medo de escrever, de decepcionar as pessoas que confiam em mim. Não tenho o direito de desiludi-las. É um recomeçar em cada livro. O leitor não pode perceber isso, tem de acreditar que é muito fácil escrever. Mas espontaneidade dá muito trabalho. A novidade, portanto, tem de surgir a cada novo abrir de página? Para mim, sim. Não gosto de repetir fórmulas. Só começo um novo livro quando estou seguro de que não conseguirei escrevê-lo. É um desafio, não posso deixar-me vencer pelas palavras. E, nesse caminho, o enredo é secundário? A intriga não me interessa, só serve para apanhar o leitor. O livro é simbólico, quero expressar os sentimentos mais profundos, aqueles, por definição, intraduzíveis em palavras. Para mim, essa é a única forma de se escrever um livro. A história não tem importância nenhuma, serve apenas como um anzol para fisgar o leitor. O escritor admite, ainda, que tem cada vez mais medo de escrever. Texto elaborado a partir de excertos da entrevista dada pelo escritor, a UBIRATAN BRASIL, jornalista d' O Estado de S.Paulo, em 25 de Abril de 2010.
As noites de António Lobo Antunes são povoadas de vozes. Uma dela é a da angolana Virinha. O canto de Elvira fez-se ouvir nas palavras do ficcionista, aquando da entrevista concedida ao jornalista UBIRATAN BRASIL, d' O Estado de S.Paulo, em 25 de Abril de 2010. O doloroso canto de uma mulher torturada povoa o pensamento do escritor português. "É a voz de Elvira, conhecida como Virinha, que foi presa em Angola em 1977, quando o país, recém-independente de Portugal, enfrentava problemas internos", comenta ele, na entrevista que deu ao Estadão. Comandante do batalhão feminino do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola, movimento que assumiu o poder), Elvira foi uma das 80 mil pessoas mortas, sob suspeita de conspirar contra o governo de Agostinho Neto, "cifra superior à dos assassinados durante todo o período ditatorial de Augusto Pinochet no Chile", acrescenta. Como é que Elvira, a Virinha, que comandou o batalhão feminino do MPLA, foi torturada e morta? Os pulsos foram amarrados com arame e os tornozelos atados nas costas. Era levantada a uma altura de dois metros, depois era repentinamente solta. O seu corpo tombava no chão. Mas, mesmo torturada, Elvira não parou de cantar, só quando morreu. E foi a Comissão das Lágrimas, uma espécie de tribunal que não julgava, apenas determinava a forma da pena, que decidiu o futuro de Elvira? Sim. É um nome espantoso, carregado de poesia para determinar algo tão cruel. Isso faz-me lembrar o povo da Roménia que, antes da queda do comunismo em 1989, perguntava se haveria vida antes da morte. Como médico psiquiatra, conheceu Angola durante a guerra colonial, entre 1971 e 1973. Foi durante o período anterior à independência, portanto, precisou de fazer muitas pesquisas? Não fiz quase nenhuma, caso contrário seria esmagado pela documentação. Nesse caso, o melhor seria fazer um livro-reportagem. Prefiro confiar na minha sensibilidade. Mas nem sei ainda se terei um livro, pois vivo agora o momento mais terrível, aquele das falsas partidas: um caminho aponta, mas não é esse. Surge outro, também não é. Portanto, é um trabalho para, no mínimo, dois anos, que pode resultar em nada. Estas são as tais inspirações que são o ponto de partida das obras de Lobo Antunes. Assim, começou agora o rascunho daquilo que pode resultar no seu novo livro, com o título provisório de Comissão das Lágrimas. Texto elaborado a partir de excertos da entrevista dada pelo escritor, a UBIRATAN BRASIL, jornalista d' O Estado de S.Paulo, em 25 de Abril de 2010.
Marjorie Estiano (Curitiba, 1982) é uma actriz, cantora e compositora brasileira. O seu primeiro papel surgiu na série Malhação, em seguida, foi a protagonista da novela Duas Caras e fez ainda de co-protagonista em Páginas da Vida. Os maiores sucessos musicais são "Você Sempre Será", "Por Mais que Eu Tente", "Espirais" e "Tatuagem". Marjorie Estiano é, portanto, mais uma das novas vozes do Brasil. Veja-a interpretar a música, Quizás, Quizás, Quizás, do cubano Osvaldo Farrés (na apresentação no Terça por Elas, Bourbon Street, em São Paulo no dia 23/03/2010).
A publicidade tem destas coisas. Às vezes surpreende-nos! Este é um anúncio indiano. Só por si, já é uma raridade. Outra particularidade, é que o objectivo do anúncio não é vender nenhum produto. Mostra-nos, antes, o valor do exemplo e da solidariedade. Mostra-nos que depende de nós arregaçarmos as mangas e começar a fazer qualquer coisa, para que aconteça a mudança. O nosso exemplo pode ser o factor x ou a alavanca para essa mudança!!!! Vale a pena ver... a música indiana é, também, bonita de se ouvir! É simplesmente fantástico!
Depois de acompanhar os grandes fadistas do seu tempo, António Chaínho sentiu necessidade de buscar novos horizontes e fazer novas descobertas. Assim, em Abril passado, António Chaínho lançou o seu novo álbum intitulado, Lisgoa. Depois de ter visitado musicalmente o Brasil e África, este projecto levou António Chainho até à Índia. Neste novo álbum alia os sons tradicionais daquele país aos sons da guitarra portuguesa. "Parece sempre que não há mais nada para fazer - mas há." Quem o diz é António Chaínho, que resume numa frase a sua longa carreira e a vontade que a motiva. Com Lisgoa, viajou até ao sub-continente indiano onde encontrou cumplicidades e diferenças que quis trazer para o seu mundo musical e resolveu partilhá-las connosco. Nesta aventura contou com as colaborações de Sonia Shirsat e Remo Fernandes (que cantam em concanim, dialecto goês com muitas contribuições do português); da voz de Natasha Lewis (que canta em hindi) e de Isabel Noronha sua companheira desta e de outras viagens. Nos instrumentos encontramos Tiago Oliveira (guitarra clássica), Paulo Sousa na sitar (sitar é um instrumento musical de origem indiana, que é da família do alaúde e instrumento símbolo da música da Índia), Raimund Engelhart (tablas), Ruca Rebordão (percussões), Rodrigo Serrão (contrabaixo), Mohamed Assani (tablas e sitar), Marc Rapson (sintetizadores) e Carlos Barreto Xavier (teclados e piano). Depois do Brasil e de África a guitarra portuguesa passa pela Índia. Este é um casamento perfeito entre sonoridades tão diferentes e simultaneamente tão parecidas . Lisgoa é mais um dos belos descobrimentos, que António Chaínho nos proporciona.
O Aqueduto das Águas Livres foi um complexo sistema de captação e distribuição de água. Tem como obra mais emblemática a grandiosa arcaria em cantaria que se ergue sobre o vale de Alcântara. É um dos núcleos do Museu da Água e um dos vários bilhetes postais de Lisboa. O Aqueduto foi construído durante o reinado de D. João V, com origem na nascente das Águas Livres, em Belas, e foi sendo progressivamente reforçado e ampliado ao longo do século XIX. Resistiu incólume ao Terramoto de 1755 e abasteceu de água a cidade de Lisboa até 1967. Se não conhece o Aqueduto, aproveite o episódio de hoje de, "Lisboa Debaixo de Terra".
Hoje é o Dia Mundial da Biodiversidade. Mas, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2010, como o Ano Internacional da Biodiversidade. A ONU pretende chamar a atenção para a perda de biodiversidade e a recuperação dos habitats e sistemas naturais. A biodiversidade é importante para o bem estar humano. A actual taxa de perda de biodiversidade é muito grave. Precisamos de trabalhar todos juntos para deter esta perda. A diversidade de animais (fauna), plantas (flora) e microrganismos tem de ser mantida para que a nossa sobrevivência não fique em perigo e para que exista equilíbrio na natureza. A harmonia na natureza está cada vez mais ameaçada. As actividades humanas e as alterações climáticas são as grandes responsáveis pela perda da biodiversidade. Muitos animais e plantas estão em perigo de desaparecer e outros estão em risco de extinção. Se não fizermos nada, grande parte da biodiversidade que nos rodeia irá desaparecer. A biodiversidade é uma enorme riqueza porque nos dá alimentos (colheitas, animais domésticos, recursos florestais e peixes), fibras para roupas, madeira para construções, energia, medicamentos e produtos farmacêuticos. A biodiversidade favorece a fertilidade do solo, a purificação do ar e da água, o equilíbrio do clima, permite o controlo de inundações, de secas e de outros desastres ambientais. Como 2010 é o ano internacional da biodiversidade o Discovery Channel lançou no dia 18 de Março a série Vida, um documentário com 10 episódios, filmados em alta definição, em parceria com a BBC. A série tem imagens fantásticas da natureza e do planeta. No nosso país o ano da biodiversidade é comemorado com actividades realizadas por diversos organismos, instituições (como por exemplo escolas) e empresas. Veja, agora, a mensagem do Secretário Geral das Nações Unidas sobre o Ano Internacional da Biodiversidade.