quinta-feira, junho 03, 2010

O Aquecimento Global




Antecipando o Dia Mundial do Ambiente que se comemora dia 5 de Junho, proponho-lhe que veja a apresentação elaborada pelo aluno do 12º A, Nelson Figueiredo. O tema está na ordem do dia, porque vivemos já as consequências deste fenómeno. Não perca!

quarta-feira, junho 02, 2010

A Solidão Por...

Francisco (Chico) Buarque de Holanda definiu de forma exemplar a Solidão. Leia devagar. Dá que pensar!

Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo...
ISTO É CARÊNCIA.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar...
ISTO É SAUDADE.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos...
ISTO É EQUILÍBRIO.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida...
ISTO É UM PRINCíPIO DA NATUREZA.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
ISTO É CIRCUNSTÂNCIA .
Solidão é muito mais que isto.
SOLIDÃO É QUANDO NOS PERDEMOS DE NÓS MESMOS E PROCURAMOS EM VÃO PELA NOSSA ALMA.
Chico Buarque.

terça-feira, junho 01, 2010

Menino

No colo da mãe
a criança vai e vem
vem e vai
balança.
Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado
futuro
sorri a mãe
sorri o pai.
Maravilhado
o rosto puro
da criança
vai e vem
vem e vai
balança.

De seio a seio
a criança
em seu vogar
ao meio
do colo-berço
balança.

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança.

Depois quando
com o tempo
a criança
vem crescendo
vai a esperança
minguando.
E ao acabar-se de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança
portuguesa
da esperança
na vida
faz certeza
conseguida.
Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.
Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

segunda-feira, maio 31, 2010

Vai pensamento, sobre asas douradas...

"Nabucco" é uma ópera de Verdi (com libreto de Temistocle Solera), escrita em meados do século XIX (1842), durante a ocupação austríaca do norte de Itália. A acção da ópera conta a história do rei Nabucodonosor da Babilónia. O "Coro dos Escravos" hebreus Va pensiero sull'ali dorate (vai pensamento, sobre asas douradas), devido a várias analogias, tornou-se uma espécie de hino nacionalista e o símbolo do nacionalismo o italiano. O próprio nome Verdi, que aparecia naquela época, escrito nas paredes, queria também na realidade significar, "Vitor Emanuel Rei de Itália". Vítor Emanuel viria a ser rei, mais tarde, já depois da unificação italiana. É um dos mais belos coros jamais escritos e ouve-se sempre com prazer.
A ópera Nabuco relata a história bíblica do cativeiro dos hebreus, na Babilónia, no século sexto a.C. Na ópera o coro " Va, pensiero" é cantado por exilados, junto às margens do Rio Eufrates, que lamentam a perda da sua terra natal. Por isso, rapidamente, se transformou num hino para os italianos que lutavam pela sua liberdade em relação à Áustria.
Giuseppe Verdi (1813) foi um compositor de óperas do período romântico italiano, sendo na época considerado o maior compositor nacionalista da Itália, assim como Richard Wagner o era na Alemanha. Após a morte de Verdi, em 1901, enquanto o caixão era levado para o cemitério, uma multidão de cerca de 25000 pessoas entoou, espontaneamente, o coro "Va pensiero".
Va pensiero sull'ali dorate (tradução da letra do coro dos escravos Hebreus, da ópera Nabuco, de Verdi)
Vai, pensamento, sobre asas douradas
Vai e pousa sobre as encostas e as colinas
Onde os ares são tépidos e macios
Com a doce fragrância do solo natal!
Saúda as margens do Jordão
E as torres abatidas do sião.
Oh, minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada de desígnios fatídicos,
Porque choras a ausência da terra querida?
Reacende a memória no nosso peito,
Fala-nos do tempo que passou!
Lembra-nos o destino de Jerusalém.
Traga-nos um ar de lamentação triste,
Ou o que o senhor te inspire harmonias
Que nos infundam a força para suportar o sofrimento.

domingo, maio 30, 2010

Paixão em Santorini

Hoje proponho-lhe três formas falar de paixão. A primeira através de uma história de amor entre dois polvos. A segunda é um pequeno filme de animação que nos conta de forma exemplar esta bela história de amor. A outra é o prazer e a paixão que as viagens podem proporcionar, quanto mais não seja em sonhos ou através da net. O local por trás destas paixões é Santorini. Esta ilha é o elo de ligação entre estas três formas de paixão: o cinema, as viagens e um história bem contada. Como vai ver, Santorini é uma terra que suscita paixões.Paixões de vários tipos.
Santorini ou Santorino é um arquipélago vulcânico circular localizado no extremo sul do grupo de ilhas gregas das Cíclades, no mar Egeu, a cerca de 200 km a sueste da cidade de Atenas.Tem uma área total de aproximadamente 73 km² e uma população de 13.600 habitantes (2001). Deve o seu nome a Santa Irene, nome pelo qual os venezianos a denominavam. Era anteriormente conhecida por Kallístē (que em grego significa "a mais bela"). Santorini é também o vulcão mais activo do denominado Arco Egeu. A forma actual da ilha deve-se, em grande parte, à erupção que ocorreu há aproximadamente 3.500 anos atrás. Em Santorini pode passar o dia entre ruínas arqueológicas, a bronzear-se ao sol numa espreguiçadeira junto ao Mar Egeu, a subir a pé ou no lombo de um burrinho do Porto de Skala Firon até o centro de Fira. Deve passar o final do dia, na vila de Óia. Aí pode refrescar-se com a brisa fresca ou banhar-se numa piscina construída sobre o mar. Aprecie então o pôr do sol, de preferência com uma tacinha de vinsanto (o vinho fortificado local) na mão. Imagine (ou veja) o sol enorme, a descer lentamente até desaparecer no mar atrás da vila. Observe, então, as tonalidades que o céu adquire. Os tons que vão do vermelho ao roxo e do rosa ao lilás. É um espectáculo deslumbrante. Tudo o que sempre imaginou sobre as ilhas gregas está aqui: as casas brancas orladas a azul, as igrejinhas com cúpulas azuis, os sinos e os gatos. Mas, se quiser desfrutar de praia vá até à mais badalada: Red Beach. É uma praia de areia vermelha porque o arquipélago é de origem vulcânica, por isso, as praias têm areia escura. Se Marte tivesse praia, provavelmente seria como Red Beach, na extremidade sul, uma pequena baía de águas verdes emoldurada por uma falésia... vermelha, claro. Mas, continue a passear-se pelas encantadoras vilas encarrapitadas no alto das montanhas. É ali, nas vielas e nos becos tortuosos, nos cafés e nos terraços ou varandas debruçados sobre o mar, que está todo o charme da ilha. O encanto de Santorini está na sua geografia. Se não gosta de andar de burro ou a pé alugue um quadriciclo. Deste modo, fácil, divertido e barato pode conhecer a ilha toda. Pode passear-se por ruas floridas e de casas impecavelmente caiadas com fachadas de portas coloridas e flores nas janelas. Se tiver oportunidade, puder e quiser, vá de barco. Vai conseguir observar a melhor vista de Santorini.
Agora, veja como tudo isto e muito mais, está retratado neste pequeno filme de animação.

sábado, maio 29, 2010

Um Passeio pela Saxónia

A Saxónia ou Saxe (em alemão Sachsen) é um dos 16 estados federados da Alemanha. Este estado localiza-se a leste do país e a capital é Dresden.
Faz fronteira a norte com o Brandemburgo, a leste com a Polónia, a sul com a República Tcheca, a sudoeste com a Baviera, a oeste com a Turíngia e a noroeste com a Saxónia-Anhalt.
Desde 2008, a Saxónia está dividida em três regiões que estão subdivididas em 10 distritos e 3 cidades independentes, que possuem um estatuto de distrito.
Hoje proponho-lhe um passeio pela Saxónia. Ora veja. Vale mesmo a pena.

sexta-feira, maio 28, 2010

Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar?

Deixo-vos, hoje, mais algumas palavras de Lobo Antunes, a propósito da entrevista que deu ao jornalista, Ubiratan Brasil, via telefone, a partir do seu escritório em Lisboa.
Nessa entrevista, Ubiratan recordou ao escritor que, em relação ao Arquipélago da Insónia, ele teria contado, que primeiro ouviu a voz do autista, um dos personagens principais daquele livro.
Eu devo ter dito isso mesmo... É curioso mas recordo-me mais dos problemas que
enfrentei do que propriamente da narrativa. Naquela época, em 2008, descobri que estava com cancro nos intestinos. Foi terrível, não sabia se ia viver ou morrer. Foi difícil retomar o livro depois de dois meses sem escrever, pois não tinha forças. Voltei lentamente, escrevendo uma hora e ficando cansado. Ao mesmo tempo, ganhei o Prémio Camões. Finalmente, quando estava a terminar o livro, descobri que me havia curado
.
O discurso do autista permite que você exercite a linguagem fragmentada para narrar a história de três gerações de uma família rural portuguesa, desde sua ascensão até a sua queda total. Como funciona o trabalho de burilar a palavra?
Eu sei que ninguém escreve como eu. Mas isso não me traz alegria alguma. Escrevo com dificuldade, mas sinto-me à vontade com o assunto. Fico espantado quando algum leitor confessa ter certa dificuldade no entendimento - a escrita sempre foi muito clara para mim.
Em sua opinião, o que explicaria essa dificuldade do leitor?
Não sei, talvez a maioria espere por uma intriga bem definida, o que não acontece nos meus livros. O livro deveria ser publicado sem o nome do autor, aí acabariam os problemas de inveja. Deveria, sim, levar o nome do leitor, porque o livro também é a nossa circunstância. Veja, a única obra que me fez chorar foi Love Story, que é uma porcaria. Mas eu estava isolado em África, a minha mulher grávida, estava em Lisboa. Assim, quando lemos, estamos a projectar os nossos fantasmas, sofrimentos, medos. O que vai ficar é a obra e não seu autor.
Depois de O Arquipélago da Insónia, você publicou, Que Cavalos São Aqueles
Que Fazem Sombra no Mar?
Há cinco meses finalizou Sôbolos Rios Que Vão, que deve ser lançado em Portugal em Outubro. Escrever não parece ser um sacrifício para você.
Tenho cada vez mais medo de escrever, de decepcionar as pessoas que confiam em mim. Não tenho o direito de desiludi-las. É um recomeçar em cada livro. O leitor não pode perceber isso, tem de acreditar que é muito fácil escrever. Mas espontaneidade dá muito trabalho.
A novidade, portanto, tem de surgir a cada novo abrir de página?
Para mim, sim. Não gosto de repetir fórmulas. Só começo um novo livro quando estou seguro de que não conseguirei escrevê-lo. É um desafio, não posso deixar-me vencer pelas palavras.
E, nesse caminho, o enredo é secundário?
A intriga não me interessa, só serve para apanhar o leitor. O livro é simbólico, quero expressar os sentimentos mais profundos, aqueles, por definição, intraduzíveis em palavras. Para mim, essa é a única forma de se escrever um livro. A história não tem importância nenhuma, serve apenas como um anzol para fisgar o leitor. O escritor admite, ainda, que tem cada vez mais medo de escrever.
Texto elaborado a partir de excertos da entrevista dada pelo escritor, a UBIRATAN BRASIL, jornalista d' O Estado de S.Paulo, em 25 de Abril de 2010.

quinta-feira, maio 27, 2010

Virinha

As noites de António Lobo Antunes são povoadas de vozes. Uma dela é a da angolana Virinha. O canto de Elvira fez-se ouvir nas palavras do ficcionista, aquando da entrevista concedida ao jornalista UBIRATAN BRASIL, d' O Estado de S.Paulo, em 25 de Abril de 2010.
O doloroso canto de uma mulher torturada povoa o pensamento do escritor português. "É a voz de Elvira, conhecida como Virinha, que foi presa em Angola em 1977, quando o país, recém-independente de Portugal, enfrentava problemas internos", comenta ele, na entrevista que deu ao Estadão. Comandante do batalhão feminino do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola, movimento que assumiu o poder), Elvira foi uma das 80 mil pessoas mortas, sob suspeita de conspirar contra o governo de Agostinho Neto, "cifra superior à dos assassinados durante todo o período ditatorial de Augusto Pinochet no Chile", acrescenta.
Como é que Elvira, a Virinha, que comandou o batalhão feminino do MPLA, foi torturada e morta?
Os pulsos foram amarrados com arame e os tornozelos atados nas costas. Era levantada a uma altura de dois metros, depois era repentinamente solta. O seu corpo tombava no chão. Mas, mesmo torturada, Elvira não parou de cantar, só quando morreu.
E foi a Comissão das Lágrimas, uma espécie de tribunal que não julgava,
apenas determinava a forma da pena, que decidiu o futuro de Elvira?

Sim. É um nome espantoso, carregado de poesia para determinar algo tão cruel. Isso
faz-me lembrar o povo da Roménia que, antes da queda do comunismo em 1989, perguntava
se haveria vida antes da morte.
Como médico psiquiatra, conheceu Angola durante a guerra colonial, entre 1971 e 1973. Foi durante o período anterior à independência, portanto, precisou de fazer muitas pesquisas?
Não fiz quase nenhuma, caso contrário seria esmagado pela documentação. Nesse caso, o
melhor seria fazer um livro-reportagem. Prefiro confiar na minha sensibilidade. Mas nem sei ainda se terei um livro, pois vivo agora o momento mais terrível, aquele das falsas partidas: um caminho aponta, mas não é esse. Surge outro, também não é. Portanto, é um trabalho para, no mínimo, dois anos, que pode resultar em nada.
Estas são as tais inspirações que são o ponto de partida das obras de Lobo Antunes. Assim, começou agora o rascunho daquilo que pode resultar no seu novo livro, com o título provisório de Comissão das Lágrimas.
Texto elaborado a partir de excertos da entrevista dada pelo escritor, a UBIRATAN BRASIL, jornalista d' O Estado de S.Paulo, em 25 de Abril de 2010.

quarta-feira, maio 26, 2010

Quizás, Quizás, Quizás...

Marjorie Estiano (Curitiba, 1982) é uma actriz, cantora e compositora brasileira. O seu primeiro papel surgiu na série Malhação, em seguida, foi a protagonista da novela Duas Caras e fez ainda de co-protagonista em Páginas da Vida.
Os maiores sucessos musicais são "Você Sempre Será", "Por Mais que Eu Tente", "Espirais" e "Tatuagem".
Marjorie Estiano é, portanto, mais uma das novas vozes do Brasil. Veja-a interpretar a música, Quizás, Quizás, Quizás, do cubano Osvaldo Farrés (na apresentação no Terça por Elas, Bourbon Street, em São Paulo no dia 23/03/2010).

terça-feira, maio 25, 2010

A Árvore

A publicidade tem destas coisas. Às vezes surpreende-nos! Este é um anúncio indiano. Só por si, já é uma raridade. Outra particularidade, é que o objectivo do anúncio não é vender nenhum produto. Mostra-nos, antes, o valor do exemplo e da solidariedade. Mostra-nos que depende de nós arregaçarmos as mangas e começar a fazer qualquer coisa, para que aconteça a mudança. O nosso exemplo pode ser o factor x ou a alavanca para essa mudança!!!! Vale a pena ver... a música indiana é, também, bonita de se ouvir! É simplesmente fantástico!

segunda-feira, maio 24, 2010

Lisgoa

Depois de acompanhar os grandes fadistas do seu tempo, António Chaínho sentiu necessidade de buscar novos horizontes e fazer novas descobertas.
Assim, em Abril passado, António Chaínho lançou o seu novo álbum intitulado, Lisgoa.
Depois de ter visitado musicalmente o Brasil e África, este projecto levou António Chainho até à Índia. Neste novo álbum alia os sons tradicionais daquele país aos sons da guitarra portuguesa.
"Parece sempre que não há mais nada para fazer - mas há." Quem o diz é António Chaínho, que resume numa frase a sua longa carreira e a vontade que a motiva.
Com Lisgoa, viajou até ao sub-continente indiano onde encontrou cumplicidades e diferenças que quis trazer para o seu mundo musical e resolveu partilhá-las connosco.
Nesta aventura contou com as colaborações de Sonia Shirsat e Remo Fernandes (que cantam em concanim, dialecto goês com muitas contribuições do português); da voz de
Natasha Lewis (que canta em hindi) e de Isabel Noronha sua companheira desta e de outras viagens. Nos instrumentos encontramos Tiago Oliveira (guitarra clássica), Paulo Sousa na sitar (sitar é um instrumento musical de origem indiana, que é da família do alaúde e instrumento símbolo da música da Índia), Raimund Engelhart (tablas), Ruca Rebordão (percussões), Rodrigo Serrão (contrabaixo), Mohamed Assani (tablas e sitar), Marc Rapson (sintetizadores) e Carlos Barreto Xavier (teclados e piano).
Depois do Brasil e de África a guitarra portuguesa passa pela Índia. Este é um casamento perfeito entre sonoridades tão diferentes e simultaneamente tão parecidas . Lisgoa é mais um dos belos descobrimentos, que António Chaínho nos proporciona.



domingo, maio 23, 2010

As Águas Livres e o Aqueduto

O Aqueduto das Águas Livres foi um complexo sistema de captação e distribuição de água. Tem como obra mais emblemática a grandiosa arcaria em cantaria que se ergue sobre o vale de Alcântara. É um dos núcleos do Museu da Água e um dos vários bilhetes postais de Lisboa.
O Aqueduto foi construído durante o reinado de D. João V, com origem na nascente das Águas Livres, em Belas, e foi sendo progressivamente reforçado e ampliado ao longo do século XIX. Resistiu incólume ao Terramoto de 1755 e abasteceu de água a cidade de Lisboa até 1967.
Se não conhece o Aqueduto, aproveite o episódio de hoje de, "Lisboa Debaixo de Terra".


sábado, maio 22, 2010

A Biodiversidade É Vida

Hoje é o Dia Mundial da Biodiversidade. Mas, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2010, como o Ano Internacional da Biodiversidade.
A ONU pretende chamar a atenção para a perda de biodiversidade e a recuperação dos habitats e sistemas naturais.
A biodiversidade é importante para o bem estar humano. A actual taxa de perda de biodiversidade é muito grave. Precisamos de trabalhar todos juntos para deter esta perda.
A diversidade de animais (fauna), plantas (flora) e microrganismos tem de ser mantida para que a nossa sobrevivência não fique em perigo e para que exista equilíbrio na natureza.
A harmonia na natureza está cada vez mais ameaçada. As actividades humanas e as alterações climáticas são as grandes responsáveis pela perda da biodiversidade. Muitos animais e plantas estão em perigo de desaparecer e outros estão em risco de extinção. Se não fizermos nada, grande parte da biodiversidade que nos rodeia irá desaparecer.
A biodiversidade é uma enorme riqueza porque nos dá alimentos (colheitas, animais domésticos, recursos florestais e peixes), fibras para roupas, madeira para construções, energia, medicamentos e produtos farmacêuticos.
A biodiversidade favorece a fertilidade do solo, a purificação do ar e da água, o equilíbrio do clima, permite o controlo de inundações, de secas e de outros desastres ambientais.
Como 2010 é o ano internacional da biodiversidade o Discovery Channel lançou no dia 18 de Março a série Vida, um documentário com 10 episódios, filmados em alta definição, em parceria com a BBC. A série tem imagens fantásticas da natureza e do planeta. No nosso país o ano da biodiversidade é comemorado com actividades realizadas por diversos organismos, instituições (como por exemplo escolas) e empresas.
Veja, agora, a mensagem do Secretário Geral das Nações Unidas sobre o Ano Internacional da Biodiversidade.



Mensaje de bienvenida del Secretario General de la ONU para el Año Internacional de la Diversidad Biológica 2010 from CBD on Vimeo.

sexta-feira, maio 21, 2010

Eu luminoso não sou

Eu luminoso não sou. Nem sei que haja
Um poço mais remoto, e habitado
De cegas criaturas, de histórias e assombros.
Se, no fundo poço, que é o mundo
Secreto e intratável das águas interiores,
Uma roda de céu ondulando se alarga,
Digamos que é o mar: como o rápido canto
Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirável
O movimento de asas. O musgo é um silêncio,
E as cobras-d’água dobram rugas no céu,
Enquanto, devagar, as aves se recolhem.
José Saramago

quinta-feira, maio 20, 2010

O País Basco

O País Basco que significa literalmente "terra do euskara" é uma região histórico-cultural localizada no extremo norte da Espanha e no extremo sudoeste da França.
É cortada pela cadeia montanhosa dos Pirenéus e banhada pelo Golfo da Biscaia.
As montanhas predominam nesta região, destacando-se os Montes Bascos e a imponente Serra Cantábrica a sul. Apresenta características climáticas variadas: na vertente atlântica, a norte, predomina o clima subatlântico, um clima submediterrâneo no extremo Sul enquanto que na depressão do Ebro e Rioja Alavesa um clima do tipo continental.
O País Basco ou Euskadi é uma das 17 comunidades autónomas de Espanha e possui "Nacionalidade Histórica" reconhecida pela Constituição Espanhola.
A sua denominação oficial é Comunidad Autónoma del País Vasco ou Euskal Autonomia Erkidegoa. Os nacionalistas bascos consideram este território, o "País Basco do Sul" (ou Hegoalde), como parte da nação basca em conjunto com a Comunidade Foral de Navarra (Nafarroa), também em Espanha e, três partes do departamento francês dos Pirineus Atlânticos, nomeadamente, Sola (Zuberoa) Lapurdi e Baixa Navarra (Nafarroa Beherea), que formam o "País Basco do Norte" (Iparralde) ou "País Basco francês".
O País Basco espanhol está dividido em três províncias: Álava (Araba), Biscaia (Bizkaia) e Guipúscoa (Gipuzkoa).
As principais cidades bascas são: Bilbao/Bilbo (a mais populosa), Donostia/San Sebastian, Gasteiz/Vitória (a capital política de Euskara/Pais Basco).
A região basca tem uma língua e cultura próprias. No país basco existe um movimento nacionalista desde finais do século XIX. A campanha dos grupos radicais pela independência cresce com a fundação, em 1959, do grupo separatista ETA (considerado como organização terrorista por vários governos mundiais), em plena ditadura do Generalíssimo Franco (1939–1975). Com a constituição espanhola de 1978, o País Basco conquistou um alto grau de autonomia. A maior parte do movimento depôs as armas, criando partidos legais. Contudo, alguns sectores e activistas da ETA, decidiram continuar a sua luta, utilizando a violência como meio de coação e intimidação.
Aprecie, agora, uma apresentação elaborada por alunas do 12º sobre este conflito regional.

quarta-feira, maio 19, 2010

Portugal, Portugal

O aumento de impostos, o PEC, e a época de crise em que vivemos, deixa-nos cinzentões e depressivos. Por isso, quando tiver tempo proponho-lhe que veja este documentário, feito pela televisão espanhola (TVE), sobre Portugal. O documentário tem 60 minutos e começa no Algarve. Segue para o Norte, Alentejo, Centro e Lisboa.
Tem imagens fantásticas, esplendorosas, magníficas!
Deixa-nos plenos de orgulho por termos um país tão bonito e aumenta-nos a auto-estima.
Não Perca! Acesse:
http://www.rtve.es/alacarta/la2/ultimos/index.html#659940

terça-feira, maio 18, 2010

A Fonte do Dubai

O Dubai é um dos sete emirados e a cidade mais populosa dos Emirados Árabes Unidos (EAU), com cerca de 2.262.000 habitantes
No Dubai o que se faz, faz-se em grande... ALGUEM IRÁ PAGAR A FACTURA !!!
Esta é a maior fonte luminosa dançante do mundo, contendo um total de um milhão e quinhentas mil luzes, meticulosamente sincronizadas com música.
Os jactos de água ultrapassam os 500 metros de altura projectando mais de 80.000 litros em cada exibição. (As exibições podem ser vistas com intervalos de 20 minutos, a partir das 6 horas da manhã).
Trata-se de um projecto da Wet Design que também concebeu as fontes luminosas do nosso Parque das Nações, em Lisboa.
Aprecie, agora, esta fonte luminosa quer durante o dia (com a música "Shik Shak Shok" de Hassan Abou El Seoud) quer durante a noite.


À noite com a música "Time to Say Goodbye" nas vozes de Andrea Bocelli e Sarah Brightman.

segunda-feira, maio 17, 2010

Poema do Menino Jesus





De Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa), O Poema do Menino Jesus dito de forma extraordinaria por Maria Bethânia. Mais palavras para quê! Ora ouça!










Agora, se quiser ler com calma, aqui fica o poema.

Poema do Menino Jesus

Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido." -
"Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ...

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

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Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

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Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?
Alberto Caeiro

domingo, maio 16, 2010

Capitais da Violência

Hoje vai ficar a conhecer as dez cidades mais violentas do mundo. Estas cidades são sinónimo de perigo, insegurança e morte. Não devem, por isso, fazer parte dos melhores roteiros turísticos. Se está a pensar tirar umas férias para algum deste destinos, é melhor pensar duas vezes.
Para se medir o grau de violência das cidades tem-se em conta o número de homícidios por cada 100 mil habitantes. Assim, foi elaborada, recentemente no México, uma lista com as dez cidades mais violentas do mundo (e acredite o Rio de Janeiro não está nessa lista).Veja, agora, as cidades onde a violência, a morte e o roubo são altíssimos.
1º - Ciudad Juárez (México)
É a "capital da violência", por excelência. É conhecida pelas guerras entre cartéis de droga e pelo crime organizado associado ao narcotráfico. Em 2009, foram assassinadas 2.658 pessoas, por estarem relacionadas com esses problemas. Só nos primeiros dez dias de Janeiro deste ano, foram mortas 100 pessoas associadas a processos relacionados com o crime organizado.
2º - Caracas (Venezuela)
Os homicídios na capital da Venezuela aumentaram desde que o presidente Hugo Chávez tomou o poder. Em apenas dez dias, depois do Natal de 2009, 220 pessoas foram assassinadas em Caracas.
3º - Nova Orleães (EUA)
Nova Orleães localiza-se no estado do Louisiana. Neste estado jovens e corrupção andam de mãos dadas devido ao envolvimento com o tráfico de droga. A ineficácia do sistema judicial é a principal causa apontada para que esta seja a cidade mais violenta dos EUA.
4º - Tijuana (México)
A sexta maior cidade mexicana é conhecida pelas lutas entre bandos rivais que procuram o controlo do narcotráfico. Ao todo, 15.000 pessoas já morreram desde que o presidente Felipe Caldéron declarou guerra ao narcotráfico.
5º - Cidade do Cabo (África do Sul)
A xenofobia e o ataque a imigrantes marcam o dia-a-dia desta cidade. Os graves problemas de saúde pública e os crimes relacionados com droga são também uma constante.
6º- Port Moresby (Nova Guiné)
A capital da Papua - Nova Guiné, vive sob as rédeas da violência e criminalidade juvenil. Em 2009 houve 54 homicidios por 100.000 habitantes. A corrupção e o desemprego são também problemas graves que afectam este país.
7º - São Salvador (El Salvador)
Uma onda de criminalidade afecta a cidade e o país. Em 2009, 4.365 pessoas foram mortas. Este foi o número mais alto registado nos últimos dez anos. A cidade é ainda conhecida pela criminalidade e tráfico de armas.
8º- Medellín (Colômbia)
Aqui, impera o narcotráfico. Em 2009, a Colômbia registou a taxa de homicídio mais baixa em 27 anos, mas nesta cidade as mortes aumentaram. No ano passado, 15.817 pessoas foram mortas.
Esta cidade ficou associada ao cartel de Medellín liderado por Pablo Escobar. O cartel perdeu muito da sua força e influência após a captura e morte de muitos dos seus líderes o que o levou a desaparecer. A partir daí o governo tem procurado melhorar a imagem da cidade.
9º - Baltimore (EUA)
A maior cidade do estado de Maryland registou 45 homicídios por cada 100.000 habitantes, em 2009. Esta é a segunda metrópole mais mortífera dos EUA. Apenas o centro da cidade é considerado relativamente seguro.
10º - Bagdade (Iraque)
A capital do Iraque tem sido palco de várias guerras nos últimos anos. Em 2009, a violência matou 4.497 civis, sendo este, ainda assim, o número mais baixo desde 2003.
Aqui tem as dez cidades mais violentas do mundo. Cinco cidades latino-americanas figuram neste top ten, ao mesmo tempo que nenhuma metrópole europeia é referida.

sábado, maio 15, 2010

Um Real de Amor

Poesia, parceria, amizade e cumplicidade.
Encontra isto e muito mais, nestes excelentes cantores e compositores brasileiros: Fagner e Zeca Baleiro.
Não perca a oportunidade de os ver e ouvir interpretando Um Real de Amor.
Fique com esta dupla de sucesso! É um casamento artístico extraordinário.