sábado, maio 18, 2013

A Bicicleta Que Tinha Bigodes

"A Bicicleta Que Tinha Bigodes", livro do autor angolano Ondjaki, foi escolhido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil brasileira, como o melhor título destinado a crianças e jovens, relativo a 2012. Esta obra também já foi distinguida em Portugal, em 2012, com o Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância.
Ondjaki ficou satisfeito com esta nova distinção vinda do Brasil. “Fico contente. Por mim e por Angola. Ainda vivo essa fase de que partilho os meus prémios com o meu país ou com as crianças do meu país. É a segunda vez que sou distinguido com este prémio, e a emoção é a mesma. Emoção e honra. É bonito ver um livro angolano chegar a outras culturas”.

ONDJAKI NA BIBLIOTECA DA NOSSA ESCOLA (ESL).
"A Bicicleta Que Tinha Bigodes": «Sonhei com a bicicleta bem colorida, os da minha rua brincavam com ela, o Camarada Mudo ria muito, a Avó Dezanove dizia para termos cuidado para não sermos atropelados por nenhum carro e para não atropelarmos mais nenhum bicho, a bicicleta do meu sonho era bem grande e zunia muito, amarela nas rodas, o quadro e o volante eram vermelhos e os para-lamas assim pretos, só que à frente, um pouco abaixo da zona do volante, ninguém ainda tinha visto: a bicicleta tinha uns bigodes iguais aos do tio Rui...»
Se quiser ouvir o jovem autor Ondjaki, a falar sobre esta obra basta clicar aqui.

sexta-feira, maio 17, 2013

O Tumucumaque

O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque é um parque brasileiro de protecção integral da natureza. Localiza-se na Amazónia, nos estados do Amapá e do Pará  (municípios de Almeirim, Amapá, Calçoene, Ferreira Gomes, Laranjal do Jari, Oiapoque, Pedra Branca do Amapari, Pracuuba e Serra do Navio). Faz fronteira a norte com a Guiana Francesa e com a República do Suriname. O Parque das Montanhas do Tumucumaque integra, juntamente, com os parques nacionais da Serra do Divisor, do Cabo Orange, do Pico da Neblina e do Monte Roraima, o conjunto de Parques Nacionais fronteiriços da Amazónia brasileira. Com uma área de 38 464 km², o Tumucumaque é o maior parque nacional do Brasil e o maior em florestas tropicais do mundo. Compreende uma grande e contínua área de floresta e, integra um complexo de 11.000.000 hectares de área conservada, composta por terras indígenas (Parque Indígena Tumucumaque, Terra Indígena Waiapi e Terra Indígena Rio Paru D’Oeste) e quatro unidades de conservação (Floresta Nacional do Amapá, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, Estação Ecológica do Jarí e Reserva Extrativista do Rio Cajari).
Este parque foi criado, em 2002, com a finalidade de:

  • assegurar a preservação dos recursos naturais e da diversidade biológica; 
  • proporcionar a realização de pesquisas científicas;
  • promover o desenvolvimento de actividades de educação, de recreio e de turismo ecológico. 

Recentemente a TV Globo, através do programa Globo Repórter (para o ver, basta clicar no link),  desvendou os segredos do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Um pedaço de Brasil, misterioso, isolado, coberto de mata virgem, árvores imensas, rios e cachoeiras.
É verdadeiramente colossal! Vale a pena ficar a conhecê-lo.




quinta-feira, maio 16, 2013

Declaração de Amor

"Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo. Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Ás vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la — como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope. Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E esse desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida. Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega. Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida". Clarice Lispector - In A Descoberta do Mundo (1984), reunião das crónicas publicadas no Jornal do Brasil, de 1967 a 1973.

quarta-feira, maio 15, 2013

Um transporte com futuro...

A proposta de hoje, é conhecer um tipo de transporte para o futuro, mas, para um futuro, provavelmente, muito próximo.
Imagine-se a conduzir numa estrada. De repente, um enorme "túnel móvel" passa por si, como que voando, com centenas de pessoas a bordo. Pode pensar que é um sonho, mas poderá vir a ser verdade, logo que este incrível autocarro aparecer nas ruas de algumas cidades. Pode crer que num futuro próximo, este meio de transporte (ou algo parecido) será a maneira mais económica e ecológica de transportar passageiros, no tráfego urbano intenso, de algumas metrópoles. A partir deste vídeo, veja como poderá funcionar esta inovadora forma de transporte.  

terça-feira, maio 14, 2013

De Ameixoeira a Santa Clara

As freguesias da Ameixoeira  (extinta em 2012) e da Charneca são contíguas e têm uma origem e uma história similares. Estas antigas freguesias rurais, pertenceram ao Termo de Lisboa até à sua abolição (1852), depois ao concelho dos Olivais e com a extinção deste, integraram o concelho de Lisboa (1886).
Eram freguesias afastadas do centro da capital, fazendo parte da "Região Saloia", que abastecia a cidade com os produtos das suas quintas e campos de cultivo, tendo permanecido lugares campestres até às primeiras décadas do século XX.
A Ameixoeira, com as suas quintas de recreio aristocráticas, casas campestres e clima ameno, era um local atractivo para as gentes de Lisboa. No século XIX, os lisboetas vinham para a Ameixoeira passar os meses de verão, alugando casas para o efeito. No início do século XX tornou-se o local favorito para repouso, de escritores, políticos e outras pessoas endinheiradas.
Das memórias destas épocas recuadas, restam os relatos das "idas às hortas", aos Domingos;  da "espera de toiros" na Calçada de Carriche; e dos duelos em defesa da honra na Estrada Militar, ou na Azinhaga da Ameixoeira. Famoso nas duas freguesias era o "Vinho do Termo" que se cultivava, predominantemente, nas Quintas da Torrinha e da Mourisca, e que abastecia as tabernas e retiros da capital. Ainda fazendo parte do património cultural destas duas freguesias, permanecem, os núcleos antigos da Ameixoeira (séculos XVI-XIX), em franco desaparecimento, e da Charneca (século XVIII -XIX), de feição análoga a pequenas aldeias; as Igrejas de S. Bartolomeu da  Charneca (1685), a de Nossa Senhora da Encarnação da Ameixoeira  (do século XVI) e o Terreiro da Feira de S. Bartolomeu (na Charneca) que é o último Terreiro de Feira de Lisboa. Em relação à Igreja da Ameixoeira, embora ela date do século XVI, rezam as crónicas que já em 1276, existia na freguesia uma ermida de evocação a Nossa Senhora do Funchal, depois alterada para Nossa Senhora da Encarnação, em 1593.
Estas duas freguesias de Lisboa que têm um passado idêntico passarão a ter um futuro comum, já que em conjunto, formarão a nova Freguesia de Santa Clara. O nome desta nova freguesia, resulta, provavelmente, da existência da antiga Quinta de Santa Clara (hoje, parte dela, ocupada por um estabelecimento de ensino superior) e do Jardim (cuja traça original era de estilo barroco) de Santa Cara, que era pertença da Quinta primitiva.

Já agora, tendo em conta as memórias que fez António Borges Ribeiro (escrivão da mesa de Nossa Senhora da Encarnação), é de referir que há várias explicações para a existência do nome Ameixoeira. Em 1742, o Padre João Baptista de Castro escreveu que Ameixoeira provém, de AMEIJOEIRA, denominação que nasceu da grande quantidade de ameijoas-fósseis que no sítio apareciam e ainda aparecem.  Pinho Leal (e o Padre Luís Cardoso) diz que a designação provém de um  mouro chamado Mixo ou Mixio, que  dera o nome a esta povoação, que até ao século XVIII se chamava MIXOEIRA, tendo antes o nome de Funchal.

segunda-feira, maio 13, 2013

O Termo de Lisboa

Desde épocas remotas que a jurisdição da Câmara de Lisboa não se limitava à área citadina ou urbanizada da cidade de Lisboa.  Assim, "O Termo de Lisboa" (criado em 1385) era um vasto território a Norte e a Ocidente da cidade. Compreendia vilas, aldeias e lugares sob a administração da capital.
Os mais antigos documentos que lhe fazem referência, são as cartas das doações feitas, logo no princípio do seu reinado, por D. João I à Cidade – como gratidão pelos serviços, que lhe prestou, auxiliando-o na libertação do jugo que Castela queria impor ao reino, e na sua elevação à realeza.
"Estas doações transformaram em Termo de Lisboa todo o território do Reino compreendido entre o Oceano Atlântico por oeste; o mesmo Oceano e o rio Tejo, pelo sul, o mesmo rio por leste; e limitado ao norte, talvez, pelo rio de Alcabrichel, do lado do Oceano, e pela ribeira da Ota do lado do Tejo”.
Com o decorrer dos anos, o Termo foi perdendo terreno e os seus limites sofreram algumas alterações fruto de várias alterações legislativas, reformas e revisões administrativas (1527, 1654, 1759, 1822, 1826 e 1836). Com a reforma de 1836, ficou, assim, o Termo constituído pelas seguintes 22 freguesias: Campo Grande, Charneca, S. João da Talha, Olivais, Sacavém, Via Longa, Loures, Bucelas, Ameixoeira, Apelação, Camerate, Santo Estêvâo das Galés, Fanhões, Frie1as, Louza, Lumiar, Odivelas, Póvoa de Santo Adríão, Tojal, Tojalinho, Unhos, e Benfica. Com esta divisão administrativa , o Termo perdeu, pois, terreno.
Em 1852 extinguiu-se o Termo e criaram-se dois novos Concelhos: Belém e Olivais.
Depois de 1852, novas reformas administrativas trazem ainda alterações. Em 1885 foi extinto o Concelho de Belém. Foi traçada a linha de circunvalação da cidade de Lisboa que ía de Chelas a Algés e houve freguesias que passaram para dentro de Lisboa, outras que ficaram com os territórios cortados por essa linha, os quais foram anexados, conforme a situação, ou a Lisboa ou aos Concelhos de Oeiras, Sintra e Olivais. Assim, a parte exterior da freguesia de Benfica, passou a pertencer a Oeiras, o terreno exterior de Carnide, (hoje freguesia da Pontinha ), do Lumiar, (onde é a Serra da Luz, Vale do Forno, Senhor Roubado ), da Ameixoeira, (onde agora é Olival Basto ) e toda a freguesia de Odivelas, passaram para os Olivais. Antes de traçada a circunvalação, o território destas três últimas freguesias vinha até ao rio da Costa e à ribeira de Odivelas. As alterações não se ficaram por aqui.  O decreto de 22 de Julho de 1886, extinguiu o Concelho dos Olivais e criou o Concelho de Loures. A lei de 1895 encurtou de novo,  um pouco, a extensa área do Município de Lisboa, tirando-lhe a freguesia de Camarate, e a parte que tinha da de Sacavém, as quais anexou ao Concelho de Loures. Lisboa, ficou assim com os limites que actualmente (1940) possui e que se mantiveram até aos dias de hoje.
Do antigo Termo de Lisboa, restaram durante muito tempo as lembranças relativas ao Vinho do Termo. Este, era um tipo de vinho tinto muito encorpado, e proveniente da região ao norte de Lisboa, até à Póvoa de Santo Adrião e Frielas. Era muito apreciado para venda a copo nas tabernas, e por ocasião de S. Martinho.
Fonte:  Augusto Vieira da Silva, Dispersos, volume III

domingo, maio 12, 2013

Código Impala

"Código Impala", é um romance ficcionado, da autoria de Manuel Mota, economista e gestor de profissão, lançado ontem na Biblioteca Municipal de São Lázaro, pela Chiado Editora.
Histórias de há 40 anos inspiraram-no para a realização deste livro, que é o primeiro de uma trilogia. De acordo com o autor "A escrita vai passar a fazer parte da minha vida, com carácter permanente. A prova disso é que o segundo livro, já está escrito e em fase de revisão e o terceiro, está em fase muito adiantada. Na verdade, estes três livros têm uma história com alguma continuidade, pois a solução final para o destino a dar aos documentos só aparece no fim do terceiro livro".
Embora toda a trama se desenrole na actualidade, a história, tem raízes e motivações históricas. De facto tudo acontece à volta de uns documentos que foram assinados em Angola, no ano de 1974 e após a revolução do 25 de Abril. As consequências na actualidade, da existência desses documentos, são muito comprometedoras, para algumas pessoas, com posição relevante no "establishment" de Angola. Isso gera uma grande disputa pela sua posse. A história tem "flashbacks", retratando momentos e episódios vividos, pelos personagens, à época, com a respectiva critica politica e social ao processo de descolonização. Grande parte da acção, desta obra, desenrola-se em Lisboa, mas, com escapadelas até ao nordeste brasileiro, Luanda e ao norte de Portugal.

sábado, maio 11, 2013

Funiculì, Funiculà

"Funiculì, Funiculà" é o nome de uma famosa canção napolitana,  escrita pelo jornalista, poeta e cantautor italiano, Giuseppe 'Peppino' Turco e musicada por Luigi Denza, em 1880. Foi composta para celebrar a abertura do primeiro funicular do Monte Vesúvio, em 1879. Foi cantada pela primeira vez em Castellammare di Stabia, no Hotel Quisisana, no dia 6 de junho de 1880 e  tornou-se, logo, um grande sucesso. Sucesso que permanece até aos dias de hoje, tendo sido interpretada por vários tenores, entre eles Luciano Pavarotti.
Ouça agora, Funiculì, Funiculà, interpretada por três jovens tenores do grupo "Il Volo", no Festival de San Remo. Este grupo é constituído por um trio de jovens cantores italianos (Piero Barone, Ignazio Boschetto e Gianluca Ginoblno) que interpretam temas do "pop lírico".

sexta-feira, maio 10, 2013

Em Versos me Revelo

"Em Versos me Revelo", é o novo livro de Inácio Rebelo de Andrade, lançado recentemente pelas Edições Colibri.
Inácio Rebelo de Andrade é um escritor, sociólogo e professor universitário português, nascido em 1935, na cidade de Huambo, em Angola.
Como escritor, publicou alguns contos, crónicas e memórias, que contribuíram para a divulgação da história e cultura angolana, tais como os livros "Um Grito na Noite" (1960), "Apontamentos de Rua" (1961), "O Sabor Doce das Nêsperas Amargas" (1997), "Parábolas em Português" (1999), "Aconteceu em Agosto" (2000), "Revisitações no Exílio" (2001), "Passageiro sem Bilhete" (2003), "Adeus Macau, Adeus Oriente" (2004). Para além das suas obras literárias, escreveu livros científicos, técnicos e eruditos, como "No Centenário de António Sérgio", o "Doutrinador Cooperativista" (1983), "Difusão de Inovações e Extensão Rural" (1987), "Para uma Estratégia de Apoio aos Agricultores" (1988), "Avaliação de Actividades em Extensão Rural" (1996), entre outros. Rebelo de Andrade é ainda membro da Sociedade de Geografia de Lisboa, da União dos Escritores Angolanos e da Associação Portuguesa de Escritores. Juntamente com o poeta angolano Ernesto Lara Filho, foi fundador da coleção Bailundo.

quinta-feira, maio 09, 2013

Lua Cheia

Hoje proponho-lhe que veja um vídeo (de 3 minutos) de uma beleza incrível. Trata do nascimento de uma enorme lua cheia, fotografada pelo australiano, Mark Gee, que filmou este acontecimento, na Nova Zelândia.
O vídeo feito em Wellington, que mostra belíssimas imagens da lua a assomar sobre o miradouro de Mount Victoria, transformou-se num grande sucesso para a Vimeo, já que atingiu as 110 mil visualizações em pouco tempo.
Segundo Mark Gee, o material está tal e qual como foi filmado, sem nenhum tipo de manipulação.

quarta-feira, maio 08, 2013

O Monge Eremita ou The Misguided Monk

Hoje sugiro-lhe um pequeno filme de animação, The Misguided Monk, que foi escrito, produzido, animado e realizado por Tom Long, e que conta com a música de Alexandra Hamer (Solent University, Reino Unido).
Este belo filme conta-nos a história de um velho monge eremita que vê o seu dia e rotina interrompidos, por um hóspede inesperado. Com ele o monge é, involuntariamente, levado a descobrir o verdadeiro significado do companheirismo. Ora veja!

terça-feira, maio 07, 2013

Baía de Sepetiba

A Baía de Sepetiba é uma baía localizada no estado do Rio de Janeiro. Tem cerca de 305 km2 de área, e é limitada a nordeste pela Serra do Mar, a norte pela Serra da Madureira, a sudeste pelo Maciço da Pedra Branca e a sul pela Restinga da Marambaia. Comunica com o oceano Atlântico por meio de duas passagens, a oeste entre os cordões de ilhas que limitam com a ponta da restinga e, a leste, pelo canal que desagua na Barra de Guaratiba. A baía de Sepetiba foi palco de inúmeros acontecimentos da história do Brasil, desde a pré-história indígena, até ser considerada o "Porto do Ouro", por receber todo o ouro que vinha de Paraty com destino a Lisboa. No século XVIII, a baía de Sepetiba foi cenário de muitas batalhas entre corsários atraídos pelo ouro e soldados do rei Dom João IV. Além do ouro, os piratas usurpavam o pau-brasil abundante nas matas da região.
Hoje a baia, as áreas de mangal  e as zonas de estuário constituem um berço natural para as diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes existentes neste ecossistema. A actividade pesqueira é, pois,  um importante suporte económico e social para a região, que possui, ainda, indiscutível vocação natural para o turismo, com as ilhas da Madeira, Martins e Jaguanum, parte da ilha de Itacuruçá e três cachoeiras: Mazomba, Itimirim e Bicão. Além das praias de Coroa Grande, Itacuruçá, Muriqui, Ibicuí, Sahy, Praia Grande entre outras. Se quiser ficar a conhecer melhor esta região do litoral brasileiro, basta ver a belíssima apresentação que se segue. 

segunda-feira, maio 06, 2013

Mãe

Fique com a presentação de Gal Costa no programa Altas Horas exibido na Rede Globo em 07/04/2013, onde interpreta a canção "Mãe", de Caetano Veloso.

Palavras, calas, nada fiz
Estou tão infeliz
Falasses, desses, visses não
Imensa solidão
Eu sou um Rei que não tem fim
E brilhas dentro aqui
Guitarras, salas, vento, chão
Que dor no coração
Cidades, mares, povo, rio
Ninguém me tem amor
Cigarra, camas, colos, ninhos
Um pouco de calor
Eu sou um homem tão sozinho
Mas brilhas no que sou
E o meu caminho e o teu caminho
É um nem vais nem vou
Meninos, ondas, becos, mãe
E só porque não estais
És para mim que nada mais
Na boca das manhãs
Sou triste, quase um bicho triste
E brilhas mesmo assim
Eu canto, grito, corro, rio
e nunca chego a ti.
Caetano Veloso
 

domingo, maio 05, 2013

A Globalização dos Provérbios Portugueses

Hoje sugiro-lhe que visite uma página do facebook que tem como originalidade dar a conhecer alguns provérbios portugueses traduzidos (literalmente) para o Inglês. É, verdadeiramente, o que se chama a globalização dos nossos provérbios, ou seja, de uma parte da cultura portuguesa .
Numa altura em que tanto se fala da necessidade de internacionalização e de globalização dos produtos portugueses (não nos podemos esquecer da história do Pastel de Nata), o Luís Santos resolveu criar a página: "Portuguese Sayings" (Se quiser ficar a conhecer melhor esta página basta clicar nos links). Esta, apresenta provérbios, expressões idiomáticas e frases já míticas traduzidas para inglês e também uma Portuguese Sayings Fashion Store.
E não se esqueça: "Há coisas que não lembram ao diabo"!! "Ou há coisas do arco da velha"!!!

sábado, maio 04, 2013

Recusa

Convosco, não, traidores! Que poeta decente poderia
Acompanhar-vos um segundo apenas?
À quente romaria do futuro
Não vão homens obesos e cansados.
Vão rapazes alegres.
Moças bonitas,
Trovadores,
E também os eternos desgraçados,
Revoltados
E sonhadores.
Miguel Torga

sexta-feira, maio 03, 2013

Inovação Lisboeta

A partir deste mês, a cidade de Lisboa dispõe, para o turismo, de um novo meio de transporte. É o primeiro autocarro anfíbio da Península Ibérica. Nos Países Baixos este conceito já existe, daí que um jovem português, ao terminar Harvard, tenha decidido lançar um projecto inteiramente novo, na terra que o viu nascer. O coroar de longos meses de trabalho, deste novo empreendedor, levou-o à apresentação à comunicação social deste tipo de empresa turística, nomeadamente, com uma sessão de testes e um apresentação televisiva, na Doca do Bom Sucesso.
A empresa que explora este nicho de mercado chama-se Hippotrip e descreve o seu projecto como: "Diversão riso e aventura, tudo embrulhado na experiência de passeio turístico mais singular de Lisboa!"
Se quiser experimentar este passeio singular, basta seguir a bordo deste veículo anfíbio, explorar os diferentes locais da capital portuguesa, por terra e mar, tudo sem sair do conforto do seu próprio assento.

quinta-feira, maio 02, 2013

A Lusofonia está na Malaposta


A cidade de Odivelas, em Portugal, recebe, entre 3 e 26 de Maio, a IV edição da Bienal de Culturas Lusófonas. Esta cidade volta, assim, a ser a Capital da Lusofonia apresentando uma vasta programação cultural que acolhe obras de diversos artistas lusófonos.

Esta é um  iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Odivelas  e que conta com o patrocínio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e com uma Comissão de Honra de excelência, presidida por Maria de Jesus Barroso Soares.
A presente edição da Bienal dá continuidade a um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em prol da ideia da lusofonia, com iniciativas de relevante interesse cultural, destacando-se a Exposição de Artes Plásticas, o Encontro de Escritores, as Artes Performativas e o Fórum Lusofonia.
Este projecto nasceu no âmbito da programação do Centro Cultural Malaposta, em 2007, com a iniciativa “Semana Africana”, que serviu de mote para desenvolver a Bienal de Culturas Lusófonas.
O trabalho desenvolvido neste âmbito, tem vindo a ser substancialmente reconhecido por várias instituições, quer de projecção nacional, quer internacional, onde se destaca a CPLP, a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), o Instituto Camões, o Museu do Oriente, a Fundação Portugal-África, as Embaixadas dos Países Lusófonos, etc.

Assim, não poderia deixar de assinalar que hoje, 2 de Maio, pelas 21:30hs , haverá no Centro Cultural da Malaposta, uma apresentação em pré-estreia mundial do longa-metragem de Alberto Araújo "Aplauso e Solidão", com um grande elenco que inclui nomes como o de Lima Duarte, Murilo Rosa, Bete Mendes, Othon Bastos, Lauro Moreira, etc. Este filme deverá ser lançado no Brasil só no segundo semestre de 2013.
A 5 de Maio, domingo, a partir das 16hs, no mesmo teatro, haverá a apresentação do documentário "Por outros Solos", que narra a digressão do Grupo Solo Brasil, no seu espectáculo "Uma viagem através da música do Brasil". Haverá também o lançamento do livro de poemas e fotos de Alberto Araújo,  "Alma Lusitana".


quarta-feira, maio 01, 2013

Meu Maio

A todos
Que saíram às ruas
De corpo-máquina cansado,
A todos
Que imploram feriado
Às costas que a terra extenua –
Primeiro de Maio!
Meu mundo, em primaveras,
Derrete a neve com sol gaio.
Sou operário –
Este é o meu maio!
Sou camponês - Este é o meu mês.
Sou ferro –
Eis o maio que eu quero!
Sou terra –
O maio é minha era!
Vladimir Maiakovski

terça-feira, abril 30, 2013

Oh Naia

Lura, (1975) é uma cantora de ascendência cabo-verdiana, nascida em Lisboa. O seu envolvimento com o meio artístico começou cedo, com participações em projectos teatrais e corais, mas a sua carreira como cantora só despontou em 1996. Após o dueto com Bonga no tema "Mulemba Xangola", a editora Lusafrica editou em 2004, o disco “Di Korpu Ku Alma” (De Corpo e Alma), um trabalho genuinamente cabo-verdiano com o qual Lura, despontou no país e na diáspora com o sucesso de "Na Ri Na". Em 2005, o álbum foi lançado em vários países: EUA, Itália e Inglaterra (onde foi nomeado pela “BBC World Music Awards”). Com  “Di Korpu Ku Alma”, Lura foi nomeada em França para o prémio “Victoires de la Musique 2006”, na categoria de “Melhor Álbum de Músicas do Mundo”. No álbum seguinte, “M’bem di Fora” (Eu Vim do Campo) em Novembro de 2006, surge toda a riqueza dos ritmos do arquipélago caboverdiano, desde o batuque (Galanton) ao funáná (Fitiço di Funana) passando pela coladera (No Bem Fala). Com o sucesso internacional deste disco, Lura conquistou um público cada vez mais vasto, fiel e atento à sua música. Três anos mais tarde, “Eclipse” veio sedimentar o talento imenso de Lura, jóia da nova geração luso-cabo-verdiana. Lura, a propósito deste percurso, refere: “A minha carreira, para mim, é uma surpresa permanente, desde a descoberta da minha voz na adolescência, até aos dias de hoje… Vivo o quotidiano… Mas, de uma coisa estou certa, de que serei cantora para o resto da vida!”.
Recentemente, a Lusafrica editou “The Best of Lura”, onde reúne os seus melhores temas, incluindo 2 inéditos: "Amor E Tão Sabe" (gravado durante as sessões de “M’bem di Fora”) e "Moda Bô", um dueto com Cesária Évora gravado no início de 2010. Este tema é de autoria de Lura, e é dedicado a Cesária Évora, numa homenagem repleta de ternura e reconhecimento, que dá lugar a um dueto, particularmente marcante! O álbum inclui um DVD com um concerto gravado pela RTP, no Teatro Virgínia, em Torres Novas, e quatro dos mais demonstrativos videoclips da carreira de Lura. Oiça, agora, esta jovem interprete em "Oh Naia".

segunda-feira, abril 29, 2013

Pendulum Waves

Este vídeo é uma maravilha: simples, bonito e eficaz. A Universidade de Harvard realiza, aqui,  uma experiência que mostra quinze pêndulos de comprimento crescente a balançar para lá e para cá. Às vezes, eles parecem estar em sincronia, em outras vezes, não. Porquê? Eis a questão!
E agora aqui está a explicação: "O período de um ciclo completo da dança é de 60 segundos. O comprimento do pêndulo maior foi ajustado de modo a que ele execute 51 oscilações num período de 60 segundos. O comprimento de cada pêndulo, sequencialmente menor, é cuidadosamente ajustado de forma que execute uma oscilação adicional nesse período. Assim, o 15º pêndulo (o menor) executa 65 oscilações. Os 15 pêndulos, que iniciam as oscilações ao mesmo tempo, depressa deixam de estar em sincronia. No entanto, após 60 segundos de oscilações, todos eles estarão de volta à sincronia, prontos para repetir a dança." O caos, ou melhor aquilo a que chamamos "caos", pode ser parte da ordem. Ora veja!