terça-feira, julho 02, 2024
Grande, Grande É A Viagem...
segunda-feira, julho 01, 2024
Venceslau de Moraes
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| Altar em Tokushima a Venceslau e Ó-Yoné Fukumoto |
domingo, junho 30, 2024
Tell Mama
Ouça Janis Joplin em Tell Mama (Festival Express, 1970).
No verão de 1970, algumas das maiores estrelas do rock da época (The Grateful Dead, Janis Joplin e The Band) participaram no Festival Express, que capturou o espírito e a imaginação de uma geração. O que o tornou único este festival foi o facto de durante cinco dias, as bandas e os intérpretes terem vivido, dormido, ensaiado a bordo de um comboio customizado que viajou de Toronto, para Winnipeg e para Calgary.
Cada paragem culminava num megaconcerto. Toda esta experiência foi filmada dentro e fora do palco, mas as filmagens e as bandas sonoras dos eventos permaneceram esquecidas por décadas. Recentemente foram redescobertas e restauradas. O filme Festival Express é uma conquista importante na arqueologia do cinema rock que combina o material há muito perdido com entrevistas contemporâneas que acrescentam um contexto importante ao evento quase 50 e poucos anos depois de ter sido originalmente filmado.
sábado, junho 29, 2024
O S. Pedro no Montijo
O Montijo é um dos três concelhos da Área Metropolitana de Lisboa que tem como feriado municipal o dia 29 de junho, Dia de São Pedro.
Os festejos no Montijo são marcados por muita animação, desfiles de marchas populares, cor, concertos, procissões, música, dança e muita alegria, que atraem milhares de visitantes. O destaque vai para as procissões fluvial e noturna, a bênção dos pescadores, a queima do batel, nunca esquecendo as touradas, largadas e os comes e bebes.
Durante as festas, a Igreja Matriz do Espírito Santo torna-se local de grande importância e veneração. Daqui se desloca a imagem do santo padroeiro da comunidade piscatória da cidade de Montijo - S. Pedro.
Hoje, dia de S. Pedro, destaca-se a procissão fluvial, onde várias embarcações de pesca engalanadas escoltam uma principal que transporta a imagem do S. Pedro, da ponta do Montijo (base aérea n.º6) até ao antigo cais citadino (Cais das Faluas), terminando o cortejo na Igreja do Espírito Santo.
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| Senhor Jesus dos Aflitos |
A 30 de Junho, dia de S. Marçal, de manhã, junto à capela do Senhor Jesus dos Aflitos - Quinta do Saldanha, dá-se o ritual da "lavagem" da classe piscatória (ritual que remete a antigas abluções ou banhos purificadores), seguindo-se a arrematação das bandeiras e da imagem de S. Pedro.
A Ermida de Nosso Senhor Jesus dos Aflitos integrada na Quinta do Saldanha é um edifício do séc. XVIII, e que tinha uma função muito importante para os pescadores que aí acorriam em auxílio, bem como a todos os viajantes que faziam desta, um local de abrigo. A imagem de Nosso Senhor Jesus dos Aflitos é, ainda hoje, alvo de grande devoção popular, sobretudo por parte dos pescadores.
Assista agora à Procissão Noturna de São Pedro, no Montijo em 2023.
sexta-feira, junho 28, 2024
São Pedro de Penaferrim
Em 2013, no âmbito da reforma administrativa foi anexada às freguesias de São Martinho e Santa Maria e São Miguel, criando-se a União de Freguesias de Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim).
A Igreja de São Pedro de Penaferrim foi mandada reconstruir no séc. XVI por D. Álvaro de Castro sobre um templo de fundação medieval.
Tem uma só nave, um portal barroco na fachada com as armas do Arcebispo D. Tomás de Almeida, mas merece uma visita pelo revestimento de azulejos em azul e branco, da primeira metade do do séc. XVIII, com cenas da vida de São Pedro, da autoria da Oficina de Lisboa, e pela escultura gótica de São Pedro (séc. XV) e um Cristo luso oriental em marfim de finais do séc. XVII.
Sintra está em festa (com música, arraiais, tasquinhas e animações de rua) em especial nos dias 28 e 29 de junho, por altura dos festejos de S. Pedro, padroeiro do município.
quinta-feira, junho 27, 2024
O Almoço dos Barqueiros
"O Almoço dos Barqueiros" é uma pintura a óleo sobre tela do pintor impressionista francês Pierre-Auguste Renoir realizada entre1880-1881. Foi incluída na 7ª Exibição Impressionista em 1882, tendo sido apontada como a melhor pintura naquela exposição por três críticos.
Durante o final do século XIX, os passeios de barco eram o passatempo favorito entre os artistas parisienses. Renoir imortalizou esse costume nesta obra, que é uma das suas pinturas mais célebres. Mostra uma combinação de natureza-morta, com paisagem e personagens que estão na varanda ensolarada do Maison Fournaise, um restaurante que alugava barcos naquela época. Como de costume, alguns amigos de Renoir atuaram como modelos para ajudar na composição da obra. É preciso recordar que o pintor não tinha recursos na época para pagar a modelos. Note que o corrimão em diagonal serve para dividir as duas metades da composição, sendo que uma regista muitas pessoas e a outra apenas o verde. Renoir também capta uma imensa quantidade de luz entrando na varanda, ao lado do homem com chapéu. As camisas sem mangas e a tolha refletem o brilho que se espalha pela composição. Esta pintura capta o verão em todo o seu esplendor.
quarta-feira, junho 26, 2024
Eu nem sequer gosto de escrever
"Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde a chorar. E o mais estranho é arrancar da moinha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida."
terça-feira, junho 25, 2024
A Influência do Árabe no Português
Aprenda Português Europeu através de conteúdos interessantes e autênticos!
Assista hoje a mais um vídeo do Portuguese With Leo, onde Leonardo Coelho aborda a influência do Árabe no Português.
Ora veja.
segunda-feira, junho 24, 2024
A Noite do Porto
transborda para as ruas nas correntes
humanas que as inundam. Podia ter escrito
nos invernos de ausência o que a noite
ensina sobre a privação. Podia ter
ensinado, à beira do cais, que o tempo lascivo
corre como a água, levando o que não há-de
voltar e trazendo o que nunca terá nome
nem corpo. As almas, que empalidecem quando
o sol poente se reflecte nos vidros,
cantam bruscamente o verão: reflexo de um
reflexo, frutos que se deixam colher pela
memória, seres sem ser que não hão-de voltar
a nascer. Mas o que ele cantou, podia
tê-lo cantado aqui. Todos os lugares são,
afinal, lugar nenhum para quem não habita
senão a própria voz: sonho de outra margem,
cantor perdido no labirinto das pontes. Perto
da foz, sem o saber; sonhando a nascente,
como se não fosse ele próprio a única fonte.
Nuno Júdice - A Fonte da vida, Quetzal, 1997
domingo, junho 23, 2024
A Cascata Sanjoanina
sábado, junho 22, 2024
A minha cidade
e nem por ela passa o Tejo,
mas como ela, tem Nascentes
leitosos e marmóreos...
Na minha cidade os Poentes são de ouro
sobre o Douro e o mar
e só ela tem a luz do entardecer
a enfeitar o granito...
Na minha cidade, tal como em Lisboa
há gaivotas e maresia
mas não há cacilheiros no rio
há rabelos
transportando nectar e almas...
Da minha cidade nasce o Norte
alcantilado, insubmisso
e o sol, quando chega, penetra-a
delicadamente, carinhosamente,
depois de vencido o nevoeiro...
Na minha cidade também há pregões,
gatos, pombas, castanhas assadas e iscas
e fado pelas vielas, pendurado com molas,
como roupa a secar nos arames...
A minha cidade tem também tardes languescentes,
coretos nas praças
e o revivalismo de viúvas e solteironas
passeando de eléctrico...
É bem verdade que na minha cidade
a luz, não é como a de Lisboa
mas a luz da minha cidade
é um frémito de amor do astro-rei
a beijá-la na fronte, cada manhã!...
Maria Mamede (Pseudónimo literário de Maria do Céu Silva Fernandes, nasceu em 1947 em S. Mamede de Infesta.)
sexta-feira, junho 21, 2024
Todos os bons livros se parecem...
"Todos os bons livros se parecem:
São mais reais do que se tivessem acontecido de verdade.!"
quinta-feira, junho 20, 2024
Os Dias de Verão
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| Claude Monet (1882) |
Os dias de verão vastos como um reino
Cintilantes de areia e maré lisa
Os quartos apuram seu fresco de penumbra
Irmão do lírio e da concha é nosso corpo
O instante é completo como um fruto
Irmão do universo é nosso corpo
Enquanto no terraço fitamos o alto enigma familiar dos astros
Que em sua imóvel mobilidade nos conduzem
Como se em tudo aflorasse eternidade
Justa é a forma do nosso corpo
Os Dias de Verão começam hoje, data da ocorrência do solstício de verão.
quarta-feira, junho 19, 2024
Um beijo sem nome
Quando te disse que era da terra selvagem do vento azul e das praias morenas...
Do arco-íris das mil cores, do sol com fruta madura e das madrugadas serenas...
Das cubatas e musseques, das palmeiras com dendém,
das picadas com poeira, da mandioca e fuba também...
Das mangas e fruta pinha, do vermelho do café,
dos maboques e tamarindos, dos cocos, do ai u'é...
Das praças no chão estendidas com missangas de mil cores,
os panos do Congo e os kimonos, os aromas, os odores...
Dos chinelos no chão quente, do andar descontraído,
da cerveja ao fim da tarde, com o sol adormecido...
Dos merengues e do batuque, dos muxiques e dos mupungos,
dos embondeiros e das gajajas, da macanha e dos maiungos...
Da cana doce e do mamão, da papaia e do cajú...
Tu sorriste e sussurraste...
- Sou da mesma terra que tu!
Ana Paula Lavado
Aqui lhe deixo agora a Nota Biográfica da poetisa
Arredondou a barriga da mãe no ano de 1960.
O sol de Angola brilhou à sua chegada.
Já roída pela saudade veio para Portugal.
Como muitos... como muitos...
Deambulou, buscando poiso.
Encontrou-o no local onde o Cávado enche a barriga do mar.
Em Esposende amou, teve 4 filhos e maturou as palavras.
Perdeu... cresceu... chegou à idade da madureza.
Em 2007 lançou "Vozes do Vento".
Talvez atordoada com as rajadas do vento norte,
Encantada pela suave modorra das águas prateadas do rio,
Dois mil e oito aparece-nos com as palavras aguareladas pelo Henrique do Vale
em "Um Beijo... Sem Nome".
Esta Mulher,
Mãe,
Amante,
Poeta,
é
Ana Paula Lavado
terça-feira, junho 18, 2024
O Verão Nunca Mais Chega?
O verãoverão nunca mais chega? Está desesperado?
Então aprecie o ditado popular que se segue, e perceba que pode gozar as suas férias em paz. Já não falta quase nada!
"Ande o Verão por onde andar, no S. João há-de chegar!"
segunda-feira, junho 17, 2024
Os Incêndios em Portugal
- Ligue de imediato para o 112
- Se não correr perigo e possuir vestuário adequado, tente extinguir pequenos focos com pás, enxadas ou ramos
- Evite a exposição ao fumo, tape a boca e o nariz com um pano húmido
- Proteja o corpo das chamas e do calor com vestuário seco e comprido
- Não prejudique a ação dos Bombeiros, Sapadores Florestais e outras forças de socorro e siga as suas instruções
- Retire a sua viatura dos caminhos de acesso ao incêndio
- Se notar a presença de pessoas com comportamentos de risco informe as autoridades
- Evite circular em zonas próximas de incêndios
domingo, junho 16, 2024
Joao Ratão
sábado, junho 15, 2024
Expressões Transmontanas
Arrebunhar
Arrebunhar é exatamente o mesmo que "arranhar". Em vez de: "O azeiteiro do teu gato arranhou-me o braço todo", pode dizer "O azeiteiro do teu gato arrebunhou-me o braço todo".
Albarda
A palavra vem do espanhol (a região sofre bastante influência de Espanha) e designa as selas que se colocam nos cavalos, burros e outros animais de carga. Em Trás-os-Montes (e noutras regiões do país), refere-se também ao vestuário de alguém, mais frequentemente para falar de casacos grandes ou algo do género. Por exemplo: "Não te metas nesse caminho de lama que dás cabo da albarda, rapaze!".
Amarrar
A palavra existe e é conhecida para toda a gente, certo? Significa, obviamente, atar com cordas, por exemplo. Contudo, em Trás-os-Montes, a palavra é utilizada como um sinónimo – ou substituto – de "agachar". Se algum dia um transmontano gritar "cuidado, amarra-te!", não é suposto pegar numa corda e prender-se a um poste com ela. A única coisa que tem que fazer é baixar-se.
Carranha
É uma palavra que significa, simplesmente, "macaco do nariz", ou monca: "Pega lá um lenço, que tens aí uma carranha!"
Cibo
Esta palavra significa exatamente o mesmo que "bocado", podendo substituí-la em qualquer contexto. Ao lanche, numa terra transmontana, é comum oferecer-se um "cibo de pão com manteiga", por exemplo
C’moquera
Esta é uma das expressões mais difíceis de explicar. Quer dizer, mais ou menos, "pode ser que sim", sendo utilizada tanto em tom "normal" como em tom de ameaça. Por exemplo, se não fizeres as cadeiras todas este ano – nós sabemos que estás à rasca – "c’moquera" que ainda perdes a bolsa de estudos, se a tiveres. Se se meterem contigo, poderá também só dizer "c’moquera!", em tom de ameaça, como quem diz "Pode ser que leves uma saronda!" O que é uma saronda? Já lá vamos. Só mais um cibo.
C’mássim
Esta tem mais ou menos o mesmo significado que "assim sendo" com a vantagem de não precisar necessariamente de qualquer antecedente. Se a conversa estiver fraca pode simplesmente dizer "C’mássim, vou-me andando para casa". Também pode significar algo como "tem que ser", como no exemplo: "Bem, vou limpar aqui o chão da cozinha, c’mássim..."
Emplouricar
Significa ir para cima de alguma coisa. Os gatos, por exemplo, gostam de andar sempre "emplouricados" nas mesas, nos armários, nas portas, nas janelas, na televisão, nos móveis da casa de banho, na bacia…enfim, já percebeu a ideia. E uma coisa é certa: "os gatos são mais fofos quando se andam a emplouricar do que quando nos estão a arrebunhar o couro por completo".
Ele é
Esta é um cibo difícil de explicar porque não tem jeito nenhum. Basicamente, é o mesmo que "é", mas por vezes junta-se o "ele" mesmo que não se justifique. Em vez de perguntar "É aqui o festival?", poderá perguntar "Ele é aqui o festival?". Qual é a vantagem? Nenhuma. E a necessidade? Também nenhuma.
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| Sónia Borges |
Isto é uma variante de "faz", pelo que tem mais que ver com a pronúncia do que com a palavra em si. Por exemplo: "Ó Sandra, fai-me aí um sumo de laranja!". Há quem diga que o verbo "fazer" pode ser conjugado nas outras formas verbais, ao estilo de "fai" ("fais", "faem") mas também há quem diga que não.
Massim
Não há uma correspondência 100% correta para isto mas é parecido com "não mas sim", o que, por si só, não faz muito sentido. Por exemplo, se disser que não quer salada, podem dizer-lhe: "Massim, que te faz bem!"
Manhuço
Manhuço é um aglomerado de qualquer coisa, numa quantidade que seja possível pegar com uma mão mas sem ser possível esconder. Um manhuço de cereais, por exemplo, seria quando mete a mão na caixa dos Chocapitos e tira uma mão cheia deles. Um manhuço de terra é quando agarra numa mão cheia de terra.
Lapouço
Quer dizer sujo/porco/labrego. Se é uma daquelas pessoas que não consegue comer sem deixar cair metade na barriga, pode dizer-se que é um "lapouço"!. Outras palavras com significado semelhante – ainda que o destas seja um pouco mais forte, significando que a pessoa é mesmo porca – são "Larego" ou "Cochino".
Ladradeira
Isto é o que se chama àquelas senhoras coscuvilheiras, que passam o dia a dar à língua para cá e para lá, a falar da vida do Sr. Francisco, do carro novo da Dona Teresa, da filha bastarda da Maria Cigana. Dedicada a todas essas senhoras, e palavra "ladrar" foi adaptada, de forma pejorativa, para esta bela forma: Ladradeira.
Guicho/a
A pronúncia é "guitcho/a" e é o equivalente a "fino", que descreve alguém inteligente, ou esperto! Em vez de dizer "e és pouco fino, ó Zé!", dirias "E és pouco guitcho, ó Zé! C’moquera!"
Refustedo/Chaldraria
Ambas as palavras querem dizer confusão, ou barulheira. "Isto é que vai para aqui um refustedo/uma chaldraria do caraças!". Contudo, "refustedo" pode também ser utilizado em substituição de uma palavra parecida, mais feia: Por exemplo: "Não te metas nessa lanchonete que só há lá refustedo…"
Esta palavra significa o mesmo que comer, mas de uma maneira ligeiramente mais torgueira. Não há muito mais a dizer acerca dela.
Engranhado/a
Uma pessoa engranhada – ou, noutra variante, engaranhada – é uma pessoa cheia de frio, ou que está toda encolhida por causa do mesmo. Por exemplo: "Aquela ladradeira está ali toda engaranhada e mesmo assim não se cala! C’moquera ainda apanha uma constipação."
Arreguichada/o
Arreguichar é mais ou menos sinónimo de empinar. Como tal, para dizer que alguém tem a mania, diz-se que anda de nariz "arreguichado", em vez de empinado.
Birolho/a
Um "gajo birolho" é, basicamente, alguém que tem os olhos tortos. Apesar de parecido, não é sinónimo de zarolho, que isso é alguém que só tem um olho. Por exemplo: "O Pedro é birolho, tem um olho no pão e outro no repolho". Os birolhos são, portanto, mais frequentes.
Furgalhos
Isto é exatamente o mesmo que migalhas. É uma questão de preferência. Poderás dizer, por exemplo, "Não deites os forgalhos na cama pá! És birolho ou quê?"
Porí
Porí é uma expressão que pode ser utilizada no lugar de "se calhar". "Porque é que a Maria está ali amarrada? – Não sei, está engaranhada, porí". Em português de Lisboa isto seria equivalente a " Porque é que a Maria está ali agachada? – Não sei, está com frio, se calhar".
Saronda/Tunda
"Saronda" (palavra já referida anteriormente) é sinónimo de tareia, assim como "tunda". "O ladrão armou-se em guicho mas levou uma saronda que ficou lá estendido!"
"Bardino", bem como "gandulo", são palavras utilizadas para descrever um indivíduo vadio, meio delinquente.
Surro
Quando alguém tem algum tipo de sujidade na pele, por exemplo (os lapouços têm frequentemente sujidade que vem da comida que espalham), pode dizer-se que tem surro. "Ó garota vai-te lavar que estás cheia de surro na cara!" é uma expressão que se ouve várias vezes, quando se lida com crianças.
Bilhó
Zorra
Talvez das mas engraçadas, é uma palavra que significa "filha bastarda", como, por exemplo, "a filha da Maria Cigana" da qual já falamos exemplo da Ladradeira.
A maneira de dizer as horas:
Este título não se refere a uma expressão transmontana. Neste caso, o que acontece é o seguinte: sempre que ouvir alguém dizer a preposição "as" ao dizer as horas (por exemplo: "são as 3h da manhã", em vez de "são 3h da manhã"), pode assumir, com 99% de certeza, que essa pessoa vem de Trás-os-Montes. Os transmontanos teimam que faz mais sentido assim, quem não é de lá, teima que não.
sexta-feira, junho 14, 2024
Tous les garçons et les filles
Ouça a cantora francesa Françoise Hardy, recentemente desaparecida, em "Tous les garçons et les filles".
Se promènent dans la rue deux par deux
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent bien ce que c'est d'être heureux
Et les yeux dans les yeux et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule par les rues, l'âme en peine
Oui mais moi, je vais seule, car personne ne m'aime
Mes jours comme mes nuits sont en tous points pareils
Sans joies et pleins d'ennuis
Personne ne murmure "je t'aime" à mon oreille
Tous les garçons et les filles de mon âge
Font ensemble des projets d'avenir
Tous les garçons et les filles de mon âge
Savent très bien ce qu'aimer veut dire
Et les yeux dans les yeux et la main dans la main
Ils s'en vont amoureux sans peur du lendemain
Oui mais moi, je vais seule par les rues, l'âme en peine
Oui mais moi, je vais seule, car personne ne m'aime
Mes jours comme mes nuits sont en tous points pareils
Sans joies et pleins d'ennuis, oh
Quand donc pour moi brillera le soleil?
Comme les garçons et les filles de mon âge
Connaîtrais-je bientôt ce qu'est l'amour?
Comme les garçons et les filles de mon âge
Je me demande quand viendra le jour
Où les yeux dans ses yeux et la main dans sa main
J'aurai le cœur heureux sans peur du lendemain
Le jour où je n'aurai plus du tout l'âme en peine
Le jour où moi aussi j'aurai quelqu'un qui m'aime
quinta-feira, junho 13, 2024
A Cidade de Lisboa na Evocação de S.to António (2)
Guarda lá o meu lindo amor,
Que cada vez foge mais.
Não quer que lhe chamem Santo ;
Quer que lhe chamem António
Do Divino Espírito Santo.
Espêlho de Portugal,
Ajudai-me a vencer




























