sexta-feira, janeiro 25, 2019

Cabo Verde: Dia Mundial Dos Oceanos

Proponho-lhe que veja o vídeo abaixo, que é uma excelente campanha de consciencialização para um dos problemas que mais afeta os oceanos: o plástico que é lançado ou que acaba por ir parar aos mares.
Na cidade da Praia, em Cabo Verde, foi feita esta campanha como forma de comemorar o Dia Mundial Dos Oceanos que é celebrado todos os anos no dia 8 de junho.
A celebração dos oceanos teve origem na Conferência da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento, que se realizou na cidade brasileira do Rio de Janeiro em 1992. Em 2008, as Nações Unidas decidiram que o dia 8 de junho passaria a ser designado como o Dia Mundial dos Oceanos, tornando-se a data oficial.
Dezenas de países celebram a data, incluindo Portugal, mostrando a importância dos oceanos no clima e como elemento essencial da biosfera.

quinta-feira, janeiro 24, 2019

Dona Flor e Seus Dois Maridos

Dona Flor e Seus Dois Maridos é um dos romances mais conhecidos do escritor brasileiro Jorge Amado, membro da Academia Brasileira de Letras, que o publicou em 1966 e que foi levado com êxito ao cinema, ao teatro e à televisão.

Sinopse:
Florípedes, mais conhecida na cidade por Dona Flor, divide o seu tempo entre a direção da conceituada escola de culinária Sabor e Arte, muito apreciada pelas senhoras da sociedade, e o seu casamento com Vadinho, farrista notório. A sua vida muda quando Vadinho, durante o Carnaval, cai morto em plena esbórnia. Viúva aos trinta anos, dona Flor casa-se com o respeitável e pacato farmacêutico Teodoro Madureira, em nada parecido com o seu finado primeiro marido. E qual não é a sua surpresa quando, um ano depois do seu segundo casamento, o incorrigível Vadinho volta do lado de lá para lhe atormentar o juízo, como sempre fizera em vida.




Leia também, com atenção, a ficha de apreciação (aqui em cima) dos serviços da PIDE (a Polícia Internacional e de Defesa do Estado, foi a polícia política portuguesa entre 1945 e 1969, responsável pela repressão de todas as formas de oposição ao regime político vigente. Para além das funções de polícia política, a sua atividade abrangia igualmente o serviço de estrangeiros e de fronteiras), ao romance de Jorge Amado: "Dona Flor e Seus Dois Maridos"

quarta-feira, janeiro 23, 2019

O Ponney

O Ponney é um jornal que foi fundado por Castelão de Almeida, em 1929, na Real República Ribatejana, em Coimbra.
O Ponney foi e é um jornal de crítica e humor que tem hoje como diretor José Baptista Fernandes Querido.
Fiel à linha de rumo traçada pelo seu fundador, teve "O Ponney", ao longo da sua existência, mantido sempre, nos seus quadros diretivos e redactoriais, antigos ou actuais estudantes de Coimbra, o que lhe possibilita uma estreita aproximação com a Académica, e bem assim, com todos os seus organismos culturais e desportivos.
Este jornal "hibernou" aquando da crise que afetou o país tendo ressuscitando recentemente online, porque o papel é caro e o orçamento é curto.
Aqui fica a homenagem a este jornal que me foi dado a conhecer pela minha mãe (antiga estudante de Coimbra) que nos deliciava com as histórias do Ponney, nomeadamente, a do roubo das galinhas do Patronato, por um grupo de estudantes de uma determinada República (não recordo já o nome).
Episódio este que veio narrado nas páginas do Ponney e que levou os referidos estudantes ao Patronato para apresentarem desculpas públicas. Foram com música e tudo. Esta historieta era de ir às lágrimas.

terça-feira, janeiro 22, 2019

Divertimento Com Sinais Ortográficos



O poeta português Alexandre O'Neill (1924-1986) é o autor de uma conhecida sequência de poemas-comentário, em tom lúdico, sobre os sinais ortográficos.
Apresenta-se em baixo uma adaptação em vídeo, seguida da transcrição parcial do poema.

segunda-feira, janeiro 21, 2019

A Ambrosia: Um Manjar dos Deuses

A Ambrosia é uma receita tradicional portuguesa, com origem na doçaria conventual. É uma sobremesa também muito popular no interior do Brasil, onde é conhecida como Doce de Ovos.

É um doce de colher feito à base de leite, ovos (sobretudo gemas) e açúcar, enriquecido com erva-doce e canela.

É interessante saber também que, de acordo com a mitologia grega original, a ambrosia, ambrôsia ou ambrósia, também chamada de Manjar dos Deuses do Olimpo, era um doce com divino sabor, que teria poder de cura, e se um mortal comum o comesse morreria.

Segundo a Mitologia grega, era o alimento dos deuses olímpicos enquanto que o néctar seria a sua bebida. Ambos têm fragrância e, por isso, poderiam ser usados como perfume.
Este doce originário da Península Ibérica, é um dos doces mais típicos do Rio Grande do Sul (Brasil). No Brasil, também é conhecido como doce de leite de bolinhas, devido à forma com que fica quando pronto para consumo.

Se o quiser experimentar aqui vai uma receita deste Manjar dos Deuses.

Ingredientes:


1 colher (sopa) de vinagre
1 colher (chá) de erva-doce em grão
1 litro de leite
12 gemas
500 g de açúcar
canela p/ polvilhar

Preparação:


Ponha o leite a ferver com a erva-doce embrulhada num pano ou gaze.
>Logo que levante fervura, adicione o vinagre e deixe ferver até formar grumos (se forem muito grandes, desfaça-os com um garfo). Retire-os com uma escumadeira e mantenha o leite ao lume, retirando mais algum grumo que se vá formando. Desfaça muito bem os grumos e reserve.


Quando o soro do leite estiver reduzido, junte-lhe o açúcar e deixe ferver em lume brando, mexendo até atingir ponto de espadana (a calda corre com o aspeto de lâmina).

Retire a erva-doce e reintroduza, então, os grumos que retirou do leite. Adicione as gemas sem estarem batidas.

Coloque num tacho e ponha em lume brando, mexendo sempre até cozer as gemas.
Deite a ambrósia em pequenas taças individuais ou numa travessa larga e sirva bem fria, podendo polvilhá-lo com canela.

sábado, janeiro 19, 2019

Os Lusíadas: 1ª Edição de 1572






Quer conhecer a 1ª Edição de Os Lusíadas, obra - prima de Luís de Camões, de 1572, já digitalizada?!!!
Não é todos os dias que temos acesso a uma preciosidade destas!
Não é uma pérola, é um tesouro quer para historiadores quer para todos aqueles que gostam de cultura.
Se quiser folhear esta preciosidade, nem que seja virtualmente, basta clicar aqui.

sexta-feira, janeiro 18, 2019

D. Pedro II do Brasil

Vale a pena ler e saber. O mundo está a precisar de governantes assim...

Quando D. Pedro II (1840 - 1889) do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta.
No seu último ano de reinado, em 1889, essa percentagem era de 56%, devido ao seu grande empenho na educação, na construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.
A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).
Assim, em 1880, o Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.
De 1860-1889 a média do crescimento económico foi de 8,81% ao ano.
Em 1880 o número de impostos era de 14. Hoje, são 98. De 1850 a 1889 a média da inflação foi de 1,08% ao ano. Em 1880 a moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.
No mesmo ano o Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra e foi o maior construtor de caminhos de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.
Entre 1860 e 1889 o Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.
Nesta altura a imprensa era livre tanto para divulgar o ideal republicano quanto para falar mal do  Imperador D. Pedro II
"Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" refere o historiador José Murilo de Carvalho. Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II colocava-se contra a censura. "Imprensa combate-se com imprensa", dizia.
O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de "O Guarani" foi apoiado financeiramente por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.
D. Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.
Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge. D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que era fluente em 17.
A primeira tradução do clássico árabe "Mil e Uma Noites" foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.
D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase sobretudo nas ciências e artes.
Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Numa época em que ninguém pensava em ecologia ou desflorestação, este imperador mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.
Os média da época ridicularizavam a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o desinteresse demonstrado no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.
No seu exílio Pedro II andava sempre, pelas ruas de Paris, com um saco de veludo no bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.
Fonte: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Diário de Pedro II, Acervo Museu Imperial de Petrópolis RJ, IHGB, FGV, Museu Nacional RJ, Bibliografia de José Murilo de Carvalho.

quinta-feira, janeiro 17, 2019

20 Ideias Criativas

Veja em baixo 20 ideias criativas para decorar as suas paredes.

Este vídeo mostra-lhe alguns truques e técnicas que os profissionais de pintura usam para ficar com uma sala perfeitamente decorada.


 Aqui terá ideias sobre como pintar rapidamente, obter ótimos resultados e facilitar a limpeza.


 A pintura é uma das maneiras menos caras de transformar qualquer ambiente.

 Inove na decoração das suas paredes sem gastar muito.

Que tal aproveitar algumas destas ideias?


Então pegue no rolo e mãos à obra!

quarta-feira, janeiro 16, 2019

O Nome Dela É Jennifer

Oiça o cantor brasileiro Gabriel Diniz em O Nome Dela É Jennifer, uma canção que está a dar que falar naquele país.

Mas ela veio me xingando, enchendo o saco e perguntando
Quem é essa perua aí?
Mas peraí! Mas peraí!
Você não paga as minhas contas
Já não é da sua conta o que é que eu tô fazendo aqui
Mas mesmo assim vou te explicar...
O nome dela é Jenifer
Eu encontrei ela no Tinder
Não é minha namorada
Mas poderia ser
O nome dela é Jenifer
Eu encontrei ela no Tinder
Mas ela faz umas paradas
Que eu não faço com você
Mas ela veio me xingando, enchendo o saco e perguntando
Quem é essa perua aí?
Mas peraí! Mas peraí!
Você não paga as minhas contas
Já não é da sua conta o que é que eu tô fazendo aqui
Mas mesmo assim vou te explicar...
O nome dela é Jenifer
Eu encontrei ela no Tinder
Não é minha namorada
Mas poderia ser
O nome dela é Jenifer
Eu encontrei ela no Tinder
Mas ela faz umas paradas
Que eu não faço com você
O nome dela é Jeni-Jeni-Jeni
Encontrei ela no Tinder (uhh)
Não é minha namorada
Mas poderia ser
O nome dela é Jenifer
Eu encontrei ela no Tinder
Mas ela faz umas paradas
Que eu não faço com você
O nome dela é Je-ni-fer

terça-feira, janeiro 15, 2019

São Paulo, Prisão de Luanda

São Paulo, Prisão de Luanda é o mais recente livro do lobitanga e amigo Carlos Taveira ou Piri (como era conhecido no Lobito).

Este novo livro, que vai ser lançado no dia 17/01 às 18 h e 30 m, no Corte Inglês, em Lisboa, detalha os horrores e o dia a dia na prisão de São Paulo de Luanda antes e depois do 27 de Maio de 1977.

Quando o "autocarro do amor" chegava à prisão de São Paulo de Luanda os presos sentiam o terror e o medo de que eles poderiam ser os próximos a serem levados para a morte num local desconhecido.

Fixado no Canadá, Carlos Taveira, escreve em português e francês e já publicou:

• Mateus da Costa e os Trilhos de Megumaagee (2006) na Texto Editores; La Traversée des Mondes (2011) , Les Editions L'Interligne, Otava; Mots et Marées (2014), Les Editions L'Interligne, Otava; Mots et Marées , tome 2 (2015), Les Editions L'Interligne, Otava; De la Racine des Orages (2014), Les Editions L'Interligne, Otava (poesia).

Sinopse:

Este é um livro sobre o dia a dia na prisão mais aterradora criada pela ditadura do MPLA, de índole marxista. Ali morreram muitos angolanos.

Em finais de 1976, a cadeia de São Paulo, em Luanda, estava nas mãos da DISA, a polícia política do regime angolano sob a presidência de Agostinho Neto, quando Carlos Taveira, acusado de pertencer à Organização Comunista de Angola (OCA), foi preso sem direito a defesa ou a julgamento, como tantos outros, por tempo indeterminado.

Foi em São Paulo que o autor viveu o golpe de Estado de 27 de Maio de 1977, o grande tabu da história de Angola, que culminou nas execuções de Nito Alves, José Van Dúnem, Sita Valles e milhares de supostos apoiantes.

Um livro escrito sem ressentimento, com um invulgar e muito inteligente sentido de humor, mesmo quando o pano de fundo é trágico.

segunda-feira, janeiro 14, 2019

O Mediterrâneo à Beira do Colapso

O Mediterrâneo à Beira do Colapso é um documentário que conselho vivamente que veja no vídeo abaixo. Se não viu este documentário na Televisão, não perca esta oportunidade.
O mar Mediterrâneo está prestes a atingir uma situação de esgotamento, provocada por um desenvolvimento económico sem paralelo nesta zona costeira, ameaçando ecossistemas que já estão degradados e espécies ameaçadas de extinção, advertiu a organização ambiental World Wide Fund (WWF).
O berço da civilização europeia está à beira do colapso total. Se nada for feito, o Mediterrâneo pode em breve tornar-se um mar morto.
Em cada verão, o Mediterrâneo regista 300 milhões de visitantes, o que representa um terço dos turistas do mundo em apenas 1% das águas do nosso planeta. Segundo os especialistas em 2030 o número de visitantes atingirá os 500 milhões.
A pressão demográfica, a poluição e a sedimentação  são algumas causas para se chegar a esta situação ...
Conseguirá o Mediterrâneo continuar a enfrentar tais ameaças?
De França, à Itália, à Grécia, ao Montenegro, à Tunísia e ao Líbano esta investigação de Alexis Marant e Anthony Orliange revela um mar sob alta pressão.

domingo, janeiro 13, 2019

Amanheceu, Peguei a Viola

Oiça o cantor brasileiro Renato Teixeira em Amanheceu, Peguei a Viola.

 Amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui viajar
Sou cantador e tudo nesse mundo, vale pra que eu cante
e possa praticar.
A minha arte sapateia as cordas
E esse povo gosta de me ouvir cantar.
Amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui
viajar

Ao meio-dia eu tava em Mato Grosso, do sul ou do
norte, não sei explicar.
Só sei dizer que foi de tardezinha,
Eu já tava cantando em Belém do Pará.
Amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui
viajar
Em Porto Alegre um tal de coronel, pediu que eu
musicasse um verso que ele fez.
Para uma china, que pela poesia,
Nem lá em Pequim se vê tanta altivez.

Amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui
viajar
Parei em minas pra trocar as cordas, e segui direto
para o Ceará.
E no caminho fui pensando, é lindo,
Essa grande aventura de poder cantar.

Amanheceu, peguei a viola botei na sacola e fui
viajar
Chegou a noite e me pegou cantando, num bailão, no
norte lá do Paraná.
Daí pra frente ninguém mais se espanta,
E o resto da noitada eu não posso contar.

Anoiteceu, e eu voltei pra casa,
Que o dia foi longo e o sol quer descansar.
Composição: Renato Teixeira

sábado, janeiro 12, 2019

Como Embalar Presentes?





Veja no vídeo abaixo diferentes formas de embalar presentes.
As festas de Natal e de Final de Ano chegaram ao fim mas, às vezes, queremos inovar e fazer um embrulho diferente ou até melhorar a forma de fazer esse tipo de tarefas. Mas como?
O vídeo abaixo vai dar-lhe ótimas ideias de decoração para os seus presentes!
Vale a pena tentar!

sexta-feira, janeiro 11, 2019

Soneto ao Inverno

 
Inverno, doce inverno das manhãs
Translúcidas, tardias e distantes
Propício ao sentimento das irmãs
E ao mistério da carne das amantes:

Quem és, que transfiguras as maçãs
Em iluminações dessemelhantes
E enlouqueces as rosas temporãs
Rosa-dos-ventos, rosa dos instantes?

Por que ruflaste as tremulantes asas
Alma do céu? o amor das coisas várias
Fez-te migrar - inverno sobre casas!

Anjo tutelar das luminárias
Preservador de santas e de estrelas...
Que importa a noite lúgubre escondê-las?
Vinicius de Moraes

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Museu Grão Vasco: Visita Guiada

Proponho-lhe mais uma Visita Guiada ao Museu Grão Vasco, em Viseu, pelas mãos de Paula Moura Pinheiro e da historiadora de arte Dalila Rodrigues. O primeiro índio da história da arte ocidental é português. Grão Vasco e os seus colaboradores pintaram-no nas tábuas do retábulo da Sé de Viseu. Um facto espantoso: os portugueses tinham chegado ao Brasil em 1500 e estas tábuas começaram a ser pintadas em 1501. Será que Grão Vasco teve acesso às descrições dos índios do Brasil da carta de Pêro Vaz de Caminha? Um período fantástico que transformou a vida e o imaginário europeus. Ora veja. Não perca esta oportunidade.

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Ex-Aluno da ESL: Cientista do Ano na Austria

Nuno Maulide, químico orgânico português e ex - aluno da Escola Secundária do Lumiar, foi distinguido pelo Clube de Jornalistas de Ciência e Educação austríaco como Cientista do Ano na Áustria. O cientista português foi escolhido por cerca de 150 membros desta associação.


Nuno Maulide nasceu em Lisboa em 1979, é professor catedrático na Universidade de Viena desde 2013 e professor convidado do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa, em Oeiras.


Nuno Maulide considera que "A química é algo tão presente no nosso dia-a-dia que é sempre surpreendente para as pessoas quão acessível e intuitiva pode ser. Enquanto cientista, é nosso dever sair das paredes dos nossos institutos e conseguir explicar o que fazemos para que qualquer pessoa possa perceber e, mais ainda, gostar de ouvir e querer saber mais. A ciência é fascinante e cabe-nos a nós, investigadores, contagiarmos as pessoas com a nossa paixão e interesse."

terça-feira, janeiro 08, 2019

Pídeme

A cantora portuguesa Mariza que foi distinguida com o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, gravou, com a cantora e compositora espanhola Vanesa Martín, a canção Pídeme, que lhe proponho que oiça em baixo.


Va cayendo la lluvia lentamente
Tu paso tormenta
Silencio que se rompe con sutil naturaleza
Voy encendiendo luces por la casa
La vida sucediendo y todo pasa
Como pasa un olor
Me sabe con descaro
Y se me sube a la cabeza
Me rindo entre sus manos
Mientras pienso en como besa
Intullo lo que viene y lo que queda
Trazando cordenadas imperfectas
Buscándonos
Pídeme lo que tú quieras
Sácame de esta duda
Pídeme la tentación
Cuando estemos a oscuras
Pídeme el diario de tu piel
Pídeme lo que jamás seré
Pídeme, pídeme, pídeme, pídeme
Las trampas de mi mente
Dibujándome un camino
Me siento un pasajero
Marcha atrás con su destino
Tenemos tanta paz como maneras
Son restos del deseo que no lleva
Siempre dejándonos, dejándonos
Pídeme lo que tú quieras
Sácame de esta duda
Pídeme la tentación
Cuando estemos a oscuras
Pídeme el diario de mi piel
Pídeme lo que jamás seré
Pídeme, pídeme, pídeme, pídeme
Pídeme el diario de mi piel
Pídeme lo que jamás seré
Pídeme, pídeme, pídeme, pídeme
Pídeme el diario de mi piel
Pídeme lo que jamás seré
Pídeme, pídeme, pídeme, pídeme
Compositora: Maria Vanesa Martin Mata

segunda-feira, janeiro 07, 2019

Fazer da areia, terra e água uma canção

Fazer da areia, terra e água uma canção
Depois, moldar de vento a flauta
que há de espalhar esta canção
Por fim tecer de amor lábios e dedos
que a flauta animarão
E a flauta, sem nada mais que puro som
envolverá o sonho da canção
por todo o sempre, neste mundo
Carlos Drummond de Andrade - (Dezembro de 1981)

domingo, janeiro 06, 2019

As Ameixas de Elvas

As Ameixas de Elvas (DOP), provenientes da ameixeira "Rainha‑Cláudia Verde", são um dos doces mais antigos e internacionalmente reconhecidos da região do Alto Alentejo.

A preparação e confeção de ameixas secas e ameixas em calda é uma das tradições seculares desta região, sendo as Ameixas de Elvas, também registadas como Ameixas D’Elvas, dos doces mais antigos e típicos do Alto Alentejo.

A receita consiste na transformação das ameixas "Rainha Cláudia Verde" em conserva doce.
Do ponto de vista histórico, este tipo de ameixa, conhecida na região de Elvas como abrunho, terá tido origem em França. O nome de Rainha Cláudia (1499-1524), foi-lhe dado em honra da filha de Luís XII, a Duquesa da Britânia.

A receita das Ameixas de Conserva fazia parte do receituário do Convento de Nossa Senhora da Consolação ou das Dominicanas, em Elvas. Inicialmente confecionavam‑se somente nos conventos da região de Elvas e eram consumidas apenas pelas classes mais abastadas.

A partir de 1834 as "Ameixas D’Elvas" começaram a ser produzidas em pequenas unidades industriais, sendo então possível a expansão do seu consumo, inclusivamente além-fronteiras.

Atualmente é uma Denominação de Origem Protegida (DOP), o que obriga a que a ameixa seja produzida de acordo com as regras estipuladas, o que inclui as condições de produção, de condução dos pomares, de colheita dos frutos e de secagem ou de transformação e de acondicionamento do produto.
Se quiser fazer este doce, aqui lhe deixo uma receita.

Ingredientes:
3 litros de água + q.b. p/ a preparação da ameixa
2 kg de açúcar
2 kg de ameixas Rainha Cláudia

Confeção:
Leve ao lume, num tacho grande, 2 litros de água e, quando começar a ferver, junte as ameixas e deixe-as cozer.
Retire-as da água quente e introduza-as em água fria, deixando-as assim por 12 horas, renovando a água por quatro vezes, ou seja, de 3 em 3 horas.

Dissolva o açúcar num litro de água e leve ao lume até formar ponto de pasta (aos 101º C, quando a calda escorre da colher, deixando uma leve camada aderente).

Mergulhe as ameixas na calda de açúcar e retire-as quando a calda levantar de novo fervura.
Coe as ameixas e deite-as num recipiente de loiça. Leve a calda de açúcar novamente ao lume até atingir o ponto de espadana (aos 117º C, quando a calda corre da colher em fitas largas).
Deite a calda sobre as ameixas e deixe-as repousar de um dia para o outro.

No dia seguinte, escorra a calda de novo para o tacho e leve ao lume até atingir o ponto assoprado (aos 115º C, soprando pelos orifícios da escumadeira depois de mergulhada na calda, saem dela pequenas bolhas que rebentam imediatamente). Atingindo a calda este novo ponto, regue uma vez mais as ameixas com ela, deixando-as aí mergulhadas durante três dias.

Passado o tempo de maceração, repita a operação inicial, levando a calda ao lume até alcançar o ponto de fio (103º C, colocando uma gotinha de calda entre o polegar e o indicador humedecidos em água fria, ao uni-los e afastá-los repetidamente, forma-se entre ambos um pequeno fio).

Mantenha as ameixas na nova calda durante oito dias.

Quando terminar este período, escorra as ameixas, lave-as e deixe-as secar. Também poderá deixá-las ficar na calda, guardadas em frascos esterilizados e tapados.
Se teve coragem e paciência para fazer esta receita não deixe de experimentar estas Ameixas D'Elvas com Sericá ou Sericaia.

sábado, janeiro 05, 2019

Um Telejornal do Futuro com Efeitos 3D

As principais e mais poderosas emissoras de TV de todo o mundo procuram inventar cenários e visuais mirabolantes para os seus programas, tendo por base as tecnologias mais modernas.
Uma TV árabe conseguiu inovar ao criar um cenário em 3D para o seu principal noticiário noturno.
As imagens são impressionantes e segundo os media locais não existe nada igual em nenhuma outra TV do mundo, tamanha a sofisticação e os efeitos especiais usados. Por causa deste facto, o programa jornalístico tornou-se campeão de audiência em todo o mundo árabe pois traduz em imagens reais, toda a violência dos conflitos existentes naquela região.
Ao falar de cada assunto, o apresentador parece estar no meio dos acontecimentos em pleno estúdio.
Veja, em baixo, um noticiário em 3D, nessa TV árabe. Ao assistir ao vídeo, é provável que não entenda uma única palavra do que é dito, já que o apresentador fala em árabe, mas nem precisa entender, basta conferir o ineditismo das imagens.
Ora veja! Não perca esta oportunidade.

sexta-feira, janeiro 04, 2019

(Get Your Kicks On) Route 66

(Get Your Kicks On) Route 66 é uma canção popular  no estilo Rhythm and blues, composta em 1946 pelo músico Bobby Troup, inspirado por uma viagem pela mítica estrada  U.S. Route 66.
Foi gravada pela primeira vez no mesmo ano por Nat King Cole e desde então tem sido regravada por inúmeros músicos e bandas, inclusive Chuck Berry (1961), Nancy Sinatra, Diana Krall, Depeche Mode, Ray Charles e The Rolling Stones (1964).

Well, if you ever plan to motor west
Jack, take my way, it's the highway, that's the best
Get your kicks on Route 66

Well, it winds from Chicago to L.A.
More than two-thousand miles all the way
Get your kicks on Route 66

Well, it goes through St. Louis
Joplin, Missouri
Oklahoma City looks oh-so pretty

You'll see Amarillo, a-Gallup, New Mexico
Flagstaff, Arizona, don't forget Winona
Klingman, Barstow, San Bernardino

Would you get hip to this kindly tip
And take that California trip
Get your kicks on Route 66

It goes through St. Louis
A-Joplin, Missouri
A-Oklahoma City looks oh-so pretty
Oiça agora os Rolling Stones em (Get Your Kicks On) Route 66.

quinta-feira, janeiro 03, 2019

O Rio de Janeiro é...


O Rio de Janeiro é...

"minha outra casa. Um do lugares mais bonitos em que já estive.

(...) Um lugar onde em cada esquina há uma barraca vendendo pastel com caldo de cana - a segunda melhor combinação depois do feijão com arroz.

(...) Um lugar onde durante a copa do mundo, nas ruas o que não faltava era a decoração, desde os postes aos asfaltos.

(Uma cidade onde) apesar da população viver em meio à violência, não deixa de perder a alegria.




(A cidade) dos Cariocas, os quais todos reconhecem pelo seu sotaque que puxa o "S" e que mesmo não tendo dinheiro, não deixam de de fazer um churrasco com a família, todo o final de semana".
Sophia P. Ribeiro - 11º  E

quarta-feira, janeiro 02, 2019

Os Passos em Volta

Os Passos em Volta (1963) é um livro do escritor português Herberto Helder, recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.
Os Passos em Volta está entre o conto, o romance e o discurso autobiográfico, num livro que espelha o homem-poeta com um tom refletivo de quem procura respostas.
Sendo um dos pioneiros do surrealismo em Portugal, Herberto Helder (1930-2015) escreve: “Não queremos este inferno. Deem-nos um pequeno paraíso humano.”

Sinopse:
Este livro retrata a busca incessante de um homem para o sentido da sua existência e é também uma obra que nos transcende.

"Talvez pudesse ouvir passos junto à porta do quarto, passos leves que estacariam enquanto a minha vida, toda a vida, ficaria suspensa. Eu existiria então vagamente, alimentado pela violência de uma esperança, preso à obscura respiração dessa pessoa parada. Os comboios passariam sempre. E eu estaria a pensar nas palavras do amor, naquilo que se pode dizer quando a extrema solidão nos dá um talento inconcebível. O meu talento seria o máximo talento de um homem e devia reter, apenas pela sua força silenciosa, essa pessoa defronte da porta, a poucos metros, à distância de um simples movimento caloroso. Mas nesse instante ser-me-ia revelada a essencial crueldade do espírito. Penso que desejaria somente a presença incógnita e solitária dessa pessoa atrás da porta."

terça-feira, janeiro 01, 2019

Sísifo


Recomeça…

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo


O logro da aventura.

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças…

certeza de que estamos sempre começando...

A certeza de que precisamos continuar...

A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto devemos:

Fazer da interrupção um caminho novo...

Da queda um passo de dança...

Do medo, uma escada...

Do sonho, uma ponte...

Da procura, um encontro...
Miguel Torga, Diário XIII.

segunda-feira, dezembro 31, 2018

Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo

Adeus, ano velho!
Feliz ano novo!
Que tudo se realize
No ano que vai nascer!
Muito dinheiro no bolso,
Saúde pra dar e vender!
Para os solteiros, sorte no amor
Nenhuma esperança perdida
Para os casados, nenhuma briga
Paz e sossego na vida

Ano Novo

 
Meia noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.

Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça:
nada ali indica
que um ano novo começa.

E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.

Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta)
Ferreira Gullar

domingo, dezembro 30, 2018

Uma vez mais se constrói



Uma vez mais se constrói
a aérea casa da esperança
nela reluzem alfaias
de sonho e de amor: aliança.
Carlos Drummond de Andrade - (Dezembro de 1973 - Poemas de Dezembro)