Como é que é Praga no Inverno? Pode ficar a saber isto e muito mais vendo aqui Praga, numa noite de Inverno, através da bela apresentação que seleccionei para hoje.
Praga é a capital e a maior cidade da República Checa e situa-se na margem do rio Vltava. É conhecida como a "cidade das cem cúpulas", e é um dos mais belos e antigos centros urbanos da Europa. Praga é famosa pelo seu extenso património arquitectónico e a rica vida cultural. É importante também porque é o principal centro económico e industrial da República Checa. Situada na Boémia central, a cidade de Praga localiza-se sobre colinas, nas margens do rio Vltava, pouco antes de sua confluência com o rio Elba. O percurso sinuoso do rio através da cidade, cheia de belas e antigas pontes, contrasta com a presença imponente do grande Castelo de Praga em Hradcany, que domina a capital na margem esquerda do Vltava.
Praga tem uma área de 496 km² e uma população de 1 237 893 habitantes, de acordo com o censo de 2009, perfazendo uma densidade demográfica de 2357,07 hab./km².
Aprecie esta bela cidade através da apresentação que se segue e dê um passeio por Praga, pela mão de portugueses que lá vivem, vendo o episódio 8 do Portugueses Pelo Mundo.
sábado, junho 08, 2013
sexta-feira, junho 07, 2013
Pensar é encher-se de tristeza
To think is to be full of sorrow
J. Keats, Ode to a nightgale
Pensar é encher-se de tristeza
e quando penso
não em ti
mas em tudo
sofro
Dantes eu vivia só
agora vivo rodeada de palavras
que eu cultivo
no meu jardim de penas
Eu sigo-as
e elas seguem-me:
são o exigente cortejo
que me persegue
Em toda a parte
ouço seu imenso clamor
ANA HATHERLY - O pavão negro, 2003
J. Keats, Ode to a nightgale
Pensar é encher-se de tristeza
e quando penso
não em ti
mas em tudo
sofro
Dantes eu vivia só
agora vivo rodeada de palavras
que eu cultivo
no meu jardim de penas
Eu sigo-as
e elas seguem-me:
são o exigente cortejo
que me persegue
Em toda a parte
ouço seu imenso clamor
ANA HATHERLY - O pavão negro, 2003
quinta-feira, junho 06, 2013
Lisboa em Si
“Lisboa em Si”, é um concerto com os sons da cidade, organizado pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Cooperativa Fora de Si, que se vai realizar na capital no dia 21 de Junho.
Mais de 15 igrejas, 25 embarcações, 6 eléctricos, 2 comboios e 6 corporações de bombeiros, com a interpretação a cargo de cerca de 100 músicos, vão proporcionar um concerto inédito, de sete minutos, com início às 22 h.
O objectivo desta iniciativa é explorar as possibilidades musicais do anfiteatro natural de uma cidade à beira rio, recorrendo ao aproveitamento dos sons característicos da cidade, como os apitos de embarcações, das viaturas de bombeiros e dos comboios, os sinos de igrejas e as campainhas de eléctricos.
Existirão diversos pontos de escuta privilegiados: miradouros da Graça, Santa Luzia e São Pedro de Alcântara, Castelo de São Jorge, Praça Camões, Praça do Comércio e passeio ribeirinho da Ribeira das Naus. No entanto, a organização assegura que o concerto será audível dentro do perímetro onde o evento vai decorrer, isto é, em toda a zona ribeirinha da cidade de Lisboa, delineada a este pela igreja de Santo Estêvão, a oeste pela igreja de Santa Catarina e a norte pelo Miradouro de S. Pedro de Alcântara.
O principal impulsionador do projecto, Pedro Castanheira, da Cooperativa Fora de Si, confidenciou que "a ideia nasceu há muitos anos, soprada pelo rio, quando passeava e ouvi um barco a apitar".
Reconhecendo que se trata de uma iniciativa "megalómana" e de um "sonho", o jovem autor afirma, no entanto, que "hoje em dia é o absurdo que nos salva". Por isso, há mais de um ano atrás, decidiu apresentar a ideia ao presidente da autarquia.
Pedro Castanheira destacou ainda a vertente do "exercício da cidadania e da política", como seja a recuperação de sinos com 300 anos e de todo um vasto património que é de todos". Agora, na expectativa de que nenhuma peça montada para a vasta operação venha a falhar, o autor, músico e sociólogo, espera, com o auxílio de "centenas de outros sonhadores", poder "dar ordem ao caos dos sons do quotidiano". Porque, afinal, "tudo isto é fé".
Mais de 15 igrejas, 25 embarcações, 6 eléctricos, 2 comboios e 6 corporações de bombeiros, com a interpretação a cargo de cerca de 100 músicos, vão proporcionar um concerto inédito, de sete minutos, com início às 22 h.
O objectivo desta iniciativa é explorar as possibilidades musicais do anfiteatro natural de uma cidade à beira rio, recorrendo ao aproveitamento dos sons característicos da cidade, como os apitos de embarcações, das viaturas de bombeiros e dos comboios, os sinos de igrejas e as campainhas de eléctricos.
Existirão diversos pontos de escuta privilegiados: miradouros da Graça, Santa Luzia e São Pedro de Alcântara, Castelo de São Jorge, Praça Camões, Praça do Comércio e passeio ribeirinho da Ribeira das Naus. No entanto, a organização assegura que o concerto será audível dentro do perímetro onde o evento vai decorrer, isto é, em toda a zona ribeirinha da cidade de Lisboa, delineada a este pela igreja de Santo Estêvão, a oeste pela igreja de Santa Catarina e a norte pelo Miradouro de S. Pedro de Alcântara.
O principal impulsionador do projecto, Pedro Castanheira, da Cooperativa Fora de Si, confidenciou que "a ideia nasceu há muitos anos, soprada pelo rio, quando passeava e ouvi um barco a apitar".
Reconhecendo que se trata de uma iniciativa "megalómana" e de um "sonho", o jovem autor afirma, no entanto, que "hoje em dia é o absurdo que nos salva". Por isso, há mais de um ano atrás, decidiu apresentar a ideia ao presidente da autarquia.
Pedro Castanheira destacou ainda a vertente do "exercício da cidadania e da política", como seja a recuperação de sinos com 300 anos e de todo um vasto património que é de todos". Agora, na expectativa de que nenhuma peça montada para a vasta operação venha a falhar, o autor, músico e sociólogo, espera, com o auxílio de "centenas de outros sonhadores", poder "dar ordem ao caos dos sons do quotidiano". Porque, afinal, "tudo isto é fé".
quarta-feira, junho 05, 2013
Corno do Bico
Hoje, dia mundial do ambiente, proponho-lhe um passeio até uma quase desconhecida, Paisagem Protegida do nosso país.
A Paisagem Protegida do Corno do Bico é uma área protegida dotada de elevado valor ecológico. No seu extenso coberto florestal destacam-se os carvalhais, enquanto na fauna, podem ser observadas espécies como o lobo e a toupeira de água, com estatuto de protecção, a lontra, o tritão palmado, a gineta, o corço e o javali.
A Paisagem Protegida do Corno do Bico é uma área protegida dotada de elevado valor ecológico. No seu extenso coberto florestal destacam-se os carvalhais, enquanto na fauna, podem ser observadas espécies como o lobo e a toupeira de água, com estatuto de protecção, a lontra, o tritão palmado, a gineta, o corço e o javali.

A Paisagem Protegida do Corno do Bico é gerida pelo município de Paredes de Coura. Este território constitui um pequeno santuário natural situado nos limites sueste daquele concelho, com uma área de cerca de 2175 hectares, abrangendo cinco freguesias: Bico, Castanheira, Cristelo, Parada e Vascões. A região é essencialmente montanhosa, de contornos arredondados, sendo Corno de Bico, com 883m de altura, a elevação de maior altitude da região. A paisagem é dominada pelos ''caos de blocos'', que são aglomerados de blocos de granito, a rocha dominante da região, que conferem um aspecto caótico à paisagem e, ainda, pelas cabeceiras de três dos principais cursos de água minhotos: Coura, Labruja e Vez. O clima é temperado, marcadamente atlântico, com elevada precipitação nos meses de Inverno e temperaturas amenas nos meses mais quentes de verão, sendo raros os períodos de neve.
Os povoados fortificados, os monumentos fúnebres do Neolítico e os marcos miliários resistem no Corno de Bico, como testemunhos de outros tempos. Nas encostas verdejantes é possível ver, retalhando a paisagem, os muretes, as sebes e os socalcos - testemunhos da influência humana na paisagem. Juntamente com os espigueiros e os moinhos, que completam a harmonia paisagística, estes testemunhos da presença humana traduzem a ainda vigente ruralidade e o esforço do povo que tem vindo a ocupar esta região.terça-feira, junho 04, 2013
O Montenegro
O Montenegro é uma pequena e montanhosa república situada nos Balcãs, no Sudeste da Europa. Faz fronteira com o Mar Adriático a Sudoeste, com a Albânia e o Kosovo a Sudeste, com a Bósnia e Herzegovina e a Croácia a Oeste, e com a Sérvia a Norte. A capital do Montenegro é a cidade de Podgorica.
Durante muito tempo, o Montenegro constituiu um principado autónomo face ao poder hegemónico que o Império Otomano exercia nos Balcãs. A sua independência foi formalmente reconhecida pelo Tratado de Berlim de 1878 (que também reconheceu a independência da Bulgária, da Roménia e da vizinha Sérvia). Em 1910, o príncipe Nicolau proclamou-se rei. No entanto, o reino do Montenegro existiu durante apenas oito anos. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, o Montenegro foi integrado no Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (não havendo no nome do estado qualquer referência aos montenegrinos, assim como aos bósnios ou aos macedónios), o qual se tornou em 1929 o reino da Jugoslávia.
Entre 1945 e 1991 e desde então até 2003 foi uma das repúblicas constituintes da República Socialista da Jugoslávia e da República Federal da Jugoslávia, respectivamente. De 2003 e até Junho de 2006, foi uma das duas repúblicas que integraram o Estado da Sérvia e Montenegro.
Em 21 de Maio de 2006 realizou-se um referendo para determinar a vontade do povo de se tornar independente ou de manter a união com a Sérvia. Os resultados indicaram que 55.5% dos eleitores haviam escolhido a independência, poucos décimos acima dos 55% requeridos pelo referendo. Em 3 de Junho de 2006 o parlamento montenegrino declarou oficialmente a independência do novo país, mas só obteve aceitação da ONU em Junho desse ano.
Actualmente, o Montenegro pretende entrar na União Europeia. Se quiser ficar a conhecer melhor esta pequena república basta ver com atenção a apresentação que se segue. Olhe que vale bem a pena!
Durante muito tempo, o Montenegro constituiu um principado autónomo face ao poder hegemónico que o Império Otomano exercia nos Balcãs. A sua independência foi formalmente reconhecida pelo Tratado de Berlim de 1878 (que também reconheceu a independência da Bulgária, da Roménia e da vizinha Sérvia). Em 1910, o príncipe Nicolau proclamou-se rei. No entanto, o reino do Montenegro existiu durante apenas oito anos. Com o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, o Montenegro foi integrado no Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (não havendo no nome do estado qualquer referência aos montenegrinos, assim como aos bósnios ou aos macedónios), o qual se tornou em 1929 o reino da Jugoslávia.
Entre 1945 e 1991 e desde então até 2003 foi uma das repúblicas constituintes da República Socialista da Jugoslávia e da República Federal da Jugoslávia, respectivamente. De 2003 e até Junho de 2006, foi uma das duas repúblicas que integraram o Estado da Sérvia e Montenegro.
Em 21 de Maio de 2006 realizou-se um referendo para determinar a vontade do povo de se tornar independente ou de manter a união com a Sérvia. Os resultados indicaram que 55.5% dos eleitores haviam escolhido a independência, poucos décimos acima dos 55% requeridos pelo referendo. Em 3 de Junho de 2006 o parlamento montenegrino declarou oficialmente a independência do novo país, mas só obteve aceitação da ONU em Junho desse ano.
Actualmente, o Montenegro pretende entrar na União Europeia. Se quiser ficar a conhecer melhor esta pequena república basta ver com atenção a apresentação que se segue. Olhe que vale bem a pena!segunda-feira, junho 03, 2013
Rotunda para peões
Quando muitas vias convergem para - ou partem de - um único ponto da cidade, o trânsito costuma ficar caótico. Para resolver o problema, a melhor solução que a engenharia encontrou, foram as rotundas. Este é um recurso que permite os cruzamentos, mas não elimina a confusão. Pior, dificulta a vida dos peões, os últimos a serem notados pelos condutores, mais preocupados em sair ilesos do caos.
Mas isto não acontece no bairro de Pudong, em Xangai, na China. Ali, os peões têm uma rotunda só para eles: a passadeira circular Lujiazui, construída do lado leste do rio Huangpu, na zona económica e financeira da cidade, cercada por arranha-céus, onde não havia nada além de terra há 15 anos atrás.Esta rotunda, inaugurada em 2012, está suspensa a quase 7 metros acima da rua. Permite que os peões passem de um lado para o outro da mesma em segurança, desde que estejam dispostos a percorrer o mesmo trajecto circular dos automóveis. A passadeira dá acesso ao edifício Oriental Pearl Tower, ligando os prédios de escritórios do centro financeiro das redondezas, a áreas de lazer e de compras, como shoppings e cafés.
Com 5,5 metros de largura, a ponte pedonal permite que 15 pessoas caminhem lado a lado, facilita o acesso aos transportes públicos e ainda é toda iluminada à noite, tornando a rotunda ideal para passeios turísticos.
domingo, junho 02, 2013
Pequenina
És pequenina e ris ... A boca breveÉ um pequeno idílio cor-de-rosa ...
Haste de lírio frágil e mimosa!
Cofre de beijos feito sonho e neve!
Doce quimera que a nossa alma deve
Ao Céu que assim te faz tão graciosa!
Que nesta vida amarga e tormentosa
Te fez nascer como um perfume leve!
O ver o teu olhar faz bem à gente ...
E cheira e sabe, a nossa boca, a flores
Quando o teu nome diz, suavemente ...
Pequenina que a Mãe de Deus sonhou,
Que ela afaste de ti aquelas dores
Que fizeram de mim isto que sou!
Florbela Espanca, "Livro de Mágoas"
sábado, junho 01, 2013
O melhor do mundo são as crianças...
O melhor do mundo são as crianças. Hoje, Dia da Criança, não poderia deixar de assinalar, aqui esse facto. Veja como o Luiz Antonio (no vídeo abaixo), uma criança brasileira, quase nos consegue convencer a sermos vegetarianos.
O Dia Mundial da Criança é oficialmente comemorado a 20 de Novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança. Porém, a data efectiva de comemoração, varia de país para país. Em Portugal, o dia das crianças é festejado a 1 de Junho. A razão tem a ver com o facto de, no mês de Maio, se homenagear Maria, mãe de Jesus.
sexta-feira, maio 31, 2013
Safari Fotográfico
Venha daí fazer um safari fotográfico pelo Quénia. O vídeo de hoje mostra ÁFRICA EM TODO O SEU ESPLENDOR. É LINDO MESMO!A natureza selvagem e quase em estado puro, as paisagens de tirar o fôlego, os lagos do vale do rift e as gentes simples e afáveis, fazem de África no geral, e do Quénia em particular, um lugar inesquecível. Quénia, oficialmente República do Quénia, é um país da África Oriental. Está limitado a norte pelo Sudão do Sul e pela Etiópia, a leste pela Somália e pelo oceano Índico, a sul pela Tanzânia e a oeste pelo Uganda. A capital do país e, a cidade mais populosa, é Nairóbi. O país situa-se na linha do Equador e tem uma área que abrange 581.309 km². A população é de cerca de 44,1 milhões de habitantes, de acordo com estimativas de 2013. O nome do país surgiu do Monte Quénia, o seu ponto geográfico mais elevado e a segunda montanha mais alta da África.
quinta-feira, maio 30, 2013
Alma
O Observatório “ALMA”, é o maior observatório do mundo e foi inaugurado (no deserto do Atacama, norte do Chile) no dia 13 deste mês, após mais de uma década de construção. É considerado como a última maravilha da ciência, na incessante procura das nossas origens.
Este revolucionário observatório astronómico, permitirá revelar segredos do cosmos e poderá ajudar a ciência a descobrir a origem do Universo e da vida.O grande conjunto de radiotelescópios Alma, que actua como um telescópio gigante, é o mais ambicioso projecto astronómico do mundo e foi instalado na Planície de Chajnantor, a mais de 5.000 metros de altitude, em pleno deserto do Atacama, o mais árido do mundo e com uma atmosfera semelhante à de Marte. Participaram na sua construção instituições dos Estados Unidos, do Japão e da Europa,com um investimento de mais de 600 milhões de dólares. Se quiser ficar a conhecer melhor mais esta maravilha da tecnologia e da ciência, basta ver com atenção, o vídeo que se segue.
quarta-feira, maio 29, 2013
That's How We Roll
Oiça, Richie Campbell, em "That's How We Roll".
Richie Campbell (1986), é um cantor de dancehall, reggae e soul, nascido em Portugal.
Começou na banda Stepacide em 2003, e fez parte do projecto, No Joke Sound System, tendo abandonado ambos os projectos, em 2010, para se focar na sua carreira a solo. É no ano de 2010 que lança o seu primeiro álbum "My path", disponível só em forma de download e viu lançado um EP seu, na série 6 da Optimus Discos, dirigida por Henrique Amaro. Com o grande apoio da Positive Vibes, foi no ano de 2011, que se estabeleceu como o artista de Reggae, mais reconhecido da Jamaica e fez a primeira parte da tour europeia do jamaicano Anthony B. O seu trabalho é muito divulgado no meio Reggae internacional. Richie Campbell (nome artístico) trabalha e actua ao vivo com uma banda chamada "911 Band", que foi já referenciada por várias especialistas como a melhor "backing band" de Reggae de Portugal, e contém elementos que já passaram por projectos como "One Sun Tribe", "Kussundulola" etc.
Richie Campbell (1986), é um cantor de dancehall, reggae e soul, nascido em Portugal.
Começou na banda Stepacide em 2003, e fez parte do projecto, No Joke Sound System, tendo abandonado ambos os projectos, em 2010, para se focar na sua carreira a solo. É no ano de 2010 que lança o seu primeiro álbum "My path", disponível só em forma de download e viu lançado um EP seu, na série 6 da Optimus Discos, dirigida por Henrique Amaro. Com o grande apoio da Positive Vibes, foi no ano de 2011, que se estabeleceu como o artista de Reggae, mais reconhecido da Jamaica e fez a primeira parte da tour europeia do jamaicano Anthony B. O seu trabalho é muito divulgado no meio Reggae internacional. Richie Campbell (nome artístico) trabalha e actua ao vivo com uma banda chamada "911 Band", que foi já referenciada por várias especialistas como a melhor "backing band" de Reggae de Portugal, e contém elementos que já passaram por projectos como "One Sun Tribe", "Kussundulola" etc.
terça-feira, maio 28, 2013
A Amizade
"A amizade é uma linda lição de matemática.
Ensina a dividir problemas, multiplicar alegrias, diminuir lágrimas e a somar sorrisos.
É talvez a forma mais bela de amar porque é gratuita e intemporal.
Não requer promessas, nem presentes, não se desfaz com zangas e não acaba com o tempo".
Anónimo
segunda-feira, maio 27, 2013
Elogio da Dialéctica
Não aceitamos silenciamentos ou branqueamentos. Não esquecemos!
E hoje lembramos as vítimas do 27 de Maio de 1977, que tantas vidas ceifou em Angola.
Porquê?
Para quê?
Elogio da Dialéctica
A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser
[como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o começo
Mas entre os oprimidos muitos há que agora
[dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o
[alcançaremos
Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De
[nós
De quem depende que ela acabe? Também de
[nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o
[retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores
[de amanhã!
Bertold Brecht
domingo, maio 26, 2013
No Meu Peito Não Cabem Pássaros
Hoje proponho-lhe a leitura de um texto, que faz parte do livro, de Nuno Camarneiro
"NO MEU PEITO NÃO CABEM PÁSSAROS". Espero que também gostem...
"A escola é uma casa onde nos sentamos e a professora fala para nós. Na escola as palavras da professora chegam ao mesmo tempo aos ouvidos de todos e os que estão na sala com a professora aprendem as mesmas coisas. Se eu quiser dizer ao Roberto qual é o maior rio do mundo, ele já sabe porque aprendemos juntos, de igual modo para os planetas e as montanhas e os animais da savana, por isso no recreio todos correm e fazem jogos ou ficam calados a comer pão com geleia.
Na escola aprende-se a ler mas não há livros a sério. Há um cartaz com as letras impressas e vão-se aprendendo uma a uma, depois duas a duas, depois as palavras pequenas e as maiores, tudo sem livros para ler. Já começámos a aprender algumas frases, mas a professora não nos disse de que histórias vêm.
Ontem repetimos várias vezes que “o Pedro pegou na pá do papá”, mas não nos foi dito para que queria o Pedro a pá nem se o acto foi feito à revelia do pai ou com o seu consentimento. Em resposta às minhas perguntas, a professora ameaçou-me com castigos se eu não ficasse calado e quieto. Todos os meus colegas se riram e o Rudolf disse que o Pedro pegou na pá para me dar com ela na cabeça.
Acredito que aprenderia mais com a minha mãe do que na escola, mas ela disse-me que devo fazer o que fazem os outros meninos e saber as coisas que eles sabem. Eu perguntei-lhe até quando tem de ser assim, até quando tenho de saber o que os outros sabem e porque é que os livros têm histórias de outras avós. A minha mãe diz-me que os livros são para eu saber o que quiser para dentro, que posso lê-los e conversar com eles sobre todas as coisas de que não falo com os meus colegas.
Amanhã não há escola e sinto-me aliviado. Vou procurar livros complicados onde o Pedro pegue na pá para fazer um buraco enorme e enfiar lá a professora e o Rudolf.Só os meninos sem mãe deveriam ir à escola e, em vez da professora, deveria haver livros pelas paredes para cada um aprender as suas coisas. Assim eu podia chegar ao pé do Roberto e contar-lhe do homem sozinho na ilha e ele falava-me de uma viagem até à lua numa bala de canhão. Não sei se vou conseguir ler os livros todos e gostava que alguém me contasse alguns.
O Roberto disse-me ontem que os livros não prestam, eu perguntei-lhe se tinha lido algum e ele disse-me que não porque não prestam. Na casa dele não há livros porque o pai e a mãe não sabem ler e por isso não precisam deles".
"NO MEU PEITO NÃO CABEM PÁSSAROS". Espero que também gostem...
"A escola é uma casa onde nos sentamos e a professora fala para nós. Na escola as palavras da professora chegam ao mesmo tempo aos ouvidos de todos e os que estão na sala com a professora aprendem as mesmas coisas. Se eu quiser dizer ao Roberto qual é o maior rio do mundo, ele já sabe porque aprendemos juntos, de igual modo para os planetas e as montanhas e os animais da savana, por isso no recreio todos correm e fazem jogos ou ficam calados a comer pão com geleia.
Na escola aprende-se a ler mas não há livros a sério. Há um cartaz com as letras impressas e vão-se aprendendo uma a uma, depois duas a duas, depois as palavras pequenas e as maiores, tudo sem livros para ler. Já começámos a aprender algumas frases, mas a professora não nos disse de que histórias vêm.
Ontem repetimos várias vezes que “o Pedro pegou na pá do papá”, mas não nos foi dito para que queria o Pedro a pá nem se o acto foi feito à revelia do pai ou com o seu consentimento. Em resposta às minhas perguntas, a professora ameaçou-me com castigos se eu não ficasse calado e quieto. Todos os meus colegas se riram e o Rudolf disse que o Pedro pegou na pá para me dar com ela na cabeça.
Acredito que aprenderia mais com a minha mãe do que na escola, mas ela disse-me que devo fazer o que fazem os outros meninos e saber as coisas que eles sabem. Eu perguntei-lhe até quando tem de ser assim, até quando tenho de saber o que os outros sabem e porque é que os livros têm histórias de outras avós. A minha mãe diz-me que os livros são para eu saber o que quiser para dentro, que posso lê-los e conversar com eles sobre todas as coisas de que não falo com os meus colegas.
Amanhã não há escola e sinto-me aliviado. Vou procurar livros complicados onde o Pedro pegue na pá para fazer um buraco enorme e enfiar lá a professora e o Rudolf.Só os meninos sem mãe deveriam ir à escola e, em vez da professora, deveria haver livros pelas paredes para cada um aprender as suas coisas. Assim eu podia chegar ao pé do Roberto e contar-lhe do homem sozinho na ilha e ele falava-me de uma viagem até à lua numa bala de canhão. Não sei se vou conseguir ler os livros todos e gostava que alguém me contasse alguns.
O Roberto disse-me ontem que os livros não prestam, eu perguntei-lhe se tinha lido algum e ele disse-me que não porque não prestam. Na casa dele não há livros porque o pai e a mãe não sabem ler e por isso não precisam deles".
Nuno Camarneiro - "NO MEU PEITO NÃO CABEM PÁSSAROS"
sábado, maio 25, 2013
Montevideu
Hoje, vamos conhecer um bocadinho de Montevideu. Montevideu é a capital e a maior cidade do Uruguai. É, também, a sede administrativa do Mercosul. Localiza-se no sul do Uruguai, nas margens do rio da Prata. É a cidade latino-americana com a melhor qualidade de vida e encontra-se entre as 30 mais seguras do mundo.
Em 2004, possuía uma população de aproximadamente 1 325 968 habitantes (ou 1 968 335, se englobarmos a sua área metropolitana).
Montevideu tem uma situação geográfica privilegiada junto a uma baía ideal, que forma um porto natural, o mais importante e mais movimentado do país.
A cidade nasceu de um pequeno povoado de índios tapes e imigrantes das Canárias, radicados junto a um forte, construído em 1724, por ordem do governador espanhol de Buenos Aires, Bruno Mauricio de Zabala, para manter as tropas portuguesas de Manuel de Freitas da Fonseca, distantes do Rio da Prata. Só em 1726, é que Montevideu adquiriu o estatuto de cidade.
Conquistada por Portugal em 1817, tornou-se capital da Província Cisplatina do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, em 1821. Pertenceu ao Brasil durante o reinado de D. Pedro I, chegando a receber o título de Imperial Cidade, em 15 de abril de 1825 , mas logo conquistou a sua independência, na chamada Guerra da Cisplatina, tendo recebido apoio da Argentina. Com a independência (1828) tornou-se a capital de um novo país, o Uruguai. Entre 1843 e 1851, Montevidéu foi palco de disputas políticas internas, na chamada Guerra Grande.
A Ciudad Vieja (Cidade Velha) de Montevideu, é a sua parte mais antiga, originária da urbanização começada em 1742, que lhe deu origem. Actualmente, esta parte, é um bairro da cidade. A criação deste novo povoado ocorre num momento de disputa entre Portugal e Espanha pelo território ao redor do Rio da Prata, exacerbada pela fundação da Colónia do Sacramento pelos portugueses, em 1680. Neste contexto, a Espanha de Filipe V, decide-se pela fundação de uma nova cidade no rio da Prata, para contra-arrestar as ambições portuguesas.
Nesses primeiros tempos a cidade foi cercada por várias baterias fortificadas e uma muralha, começada em 1741 e terminada por volta de 1780. Montevideu foi ainda protegida por dois fortes, um (chamado a Cidadela) no lugar da actual Praça Independência, e outro no lugar da actual Praça Zabala. Os dois fortes e as muralhas, foram destruídos já no início do século XIX, após um decreto de 1829, e deles poucos vestígios há. Da cidadela, foi preservada uma porta de entrada, mantida actualmente como monumento, na entrada da Cidade Velha, entre esta e a Praça Independência. Junto ao Rio da Prata também se preserva uma pequena bateria fortificada de planta circular.
A praça principal do bairro, cuja origem é a Plaza Matriz colonial, é a atualmente a Plaza Constitución, onde se encontra a antiga igreja matriz, construída a partir de 1790 (atualmente Catedral Metropolitana de Montevideu) e o centro administrativo da cidade colonial, o Cabildo de Montevideu, começado em 1804. Estes edifícios são os mais antigos preservados na Cidade Velha.
Venha daí até ao Uruguai, para conhecer Montevideu.
Em 2004, possuía uma população de aproximadamente 1 325 968 habitantes (ou 1 968 335, se englobarmos a sua área metropolitana).
Montevideu tem uma situação geográfica privilegiada junto a uma baía ideal, que forma um porto natural, o mais importante e mais movimentado do país.
A cidade nasceu de um pequeno povoado de índios tapes e imigrantes das Canárias, radicados junto a um forte, construído em 1724, por ordem do governador espanhol de Buenos Aires, Bruno Mauricio de Zabala, para manter as tropas portuguesas de Manuel de Freitas da Fonseca, distantes do Rio da Prata. Só em 1726, é que Montevideu adquiriu o estatuto de cidade.Conquistada por Portugal em 1817, tornou-se capital da Província Cisplatina do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve, em 1821. Pertenceu ao Brasil durante o reinado de D. Pedro I, chegando a receber o título de Imperial Cidade, em 15 de abril de 1825 , mas logo conquistou a sua independência, na chamada Guerra da Cisplatina, tendo recebido apoio da Argentina. Com a independência (1828) tornou-se a capital de um novo país, o Uruguai. Entre 1843 e 1851, Montevidéu foi palco de disputas políticas internas, na chamada Guerra Grande.
A Ciudad Vieja (Cidade Velha) de Montevideu, é a sua parte mais antiga, originária da urbanização começada em 1742, que lhe deu origem. Actualmente, esta parte, é um bairro da cidade. A criação deste novo povoado ocorre num momento de disputa entre Portugal e Espanha pelo território ao redor do Rio da Prata, exacerbada pela fundação da Colónia do Sacramento pelos portugueses, em 1680. Neste contexto, a Espanha de Filipe V, decide-se pela fundação de uma nova cidade no rio da Prata, para contra-arrestar as ambições portuguesas.
Nesses primeiros tempos a cidade foi cercada por várias baterias fortificadas e uma muralha, começada em 1741 e terminada por volta de 1780. Montevideu foi ainda protegida por dois fortes, um (chamado a Cidadela) no lugar da actual Praça Independência, e outro no lugar da actual Praça Zabala. Os dois fortes e as muralhas, foram destruídos já no início do século XIX, após um decreto de 1829, e deles poucos vestígios há. Da cidadela, foi preservada uma porta de entrada, mantida actualmente como monumento, na entrada da Cidade Velha, entre esta e a Praça Independência. Junto ao Rio da Prata também se preserva uma pequena bateria fortificada de planta circular.
A praça principal do bairro, cuja origem é a Plaza Matriz colonial, é a atualmente a Plaza Constitución, onde se encontra a antiga igreja matriz, construída a partir de 1790 (atualmente Catedral Metropolitana de Montevideu) e o centro administrativo da cidade colonial, o Cabildo de Montevideu, começado em 1804. Estes edifícios são os mais antigos preservados na Cidade Velha.Venha daí até ao Uruguai, para conhecer Montevideu.
sexta-feira, maio 24, 2013
Encargo
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| Flower Juice, Kyoko Murase |
No me des tregua, no me perdones nunca.
Hostígame en la sangre, que cada cosa cruel sea tú que vuelves.
¡No me dejes dormir, no me des paz!
Entonces ganaré mi reino,
naceré lentamente.
No me pierdas como una música fácil, no seas caricia ni guante;
tállame como un sílex, desespérame.
Guarda tu amor humano, tu sonrisa, tu pelo. Dalos.
Ven a mí con tu cólera seca de fósforo y escamas.
Grita. Vomítame arena en la boca, rópeme las fauces.
No me importa ignorarte en pleno día, saber que juegas cara al sol y al hombre.
Compártelo.
Yo te pido la cruel ceremonia del tajo,
Lo que nadie te pide: las espinas
Hasta el hueso. Arráncame esta cara infame, oblígame a gritar al fin mi verdadero nombre.
quinta-feira, maio 23, 2013
Pára-me de repente o pensamento
Pára-me de repente o pensamento
Como que de repente refreado
Na doida correria em que levado
Ia em busca da paz do esquecimento.
Pára surpreso, escrutador, atento,
Como pára um cavalo alucinado
Ante um abismo súbito rasgado.
Pára e fica, e demora-se um momento.
Pára e fica, na doida correria.
Pára à beira do abismo, se demora.
E mergulha na noite escura e fria.
Um olhar de aço, que essa noite explora.
Mas a espora da dor seu flanco estria,
E ele galga e prossegue sob a espora...
Ângelo de Lima
quarta-feira, maio 22, 2013
As Sete Cidades
O Parque Nacional de Sete Cidades, localiza-se a norte do estado do Piauí, a cerca de 18 km do município de Piracuruca, e tem uma área de 6.221 ha. Foi criado em 1961 e é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O Parque foi criado com o objectivo de preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cénica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de actividades de educação e interpretação ambiental, turismo ecológico e lazer, em contacto com a natureza.
A maior parte da flora encontrada no parque é típica do cerrado, com espécies, avistadas com facilidade, como murici, cascudo, lixeira, bacuri, pequi e pau-terra. Nas manchas de caatinga encontram-se juazeiros, juremas, aroeiras e cactos, como o xique-xique e a coroa-de-frade.
Há manchas de matas ao longo do curso dos rios e das nascentes, onde são comuns o pau-d`arco e a embaúba. Nessas áreas crescem ninféias, (plantas aquáticas que vivem nos espelhos d`água das piscinas e lagos naturais), que dão um toque especial à paisagem.

O Cerrado aparece no bioma cerrado e em outras formações vegetais do Brasil, geralmente quando o solo é mais pobre que o circundante, no caso dos domínios da mata Atlântica e da Amazónia. Caracteriza-se pela presença de árvores baixas, inclinadas e tortuosas, de troncos grossos, com ramificações irregulares e retorcidas, geralmente com evidências de queimadas, e presença de grande quantidade de gramíneas no sub-bosque.
A Caatinga, é o único bioma exclusivamente brasileiro. Este nome decorre da paisagem esbranquiçada resultando do aspecto da vegetação durante o período seco: a maioria das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados e secos. Do ponto de vista da vegetação, a região da caatinga é classificada como savana estépica. Entretanto, a caatinga é bastante diversa, com regiões distintas, cujas diferenças se devem à pluviometria, à fertilidade, ao tipo de solos e ao relevo. Assim, pode dividir-se entre o agreste e o sertão. O agreste é uma faixa de transição entre o interior seco e a Mata Atlântica, característica da Zona da Mata. Já o sertão apresenta vegetação mais rústica.
O Parque foi criado com o objectivo de preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cénica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de actividades de educação e interpretação ambiental, turismo ecológico e lazer, em contacto com a natureza.
A maior parte da flora encontrada no parque é típica do cerrado, com espécies, avistadas com facilidade, como murici, cascudo, lixeira, bacuri, pequi e pau-terra. Nas manchas de caatinga encontram-se juazeiros, juremas, aroeiras e cactos, como o xique-xique e a coroa-de-frade.
Há manchas de matas ao longo do curso dos rios e das nascentes, onde são comuns o pau-d`arco e a embaúba. Nessas áreas crescem ninféias, (plantas aquáticas que vivem nos espelhos d`água das piscinas e lagos naturais), que dão um toque especial à paisagem.

O Cerrado aparece no bioma cerrado e em outras formações vegetais do Brasil, geralmente quando o solo é mais pobre que o circundante, no caso dos domínios da mata Atlântica e da Amazónia. Caracteriza-se pela presença de árvores baixas, inclinadas e tortuosas, de troncos grossos, com ramificações irregulares e retorcidas, geralmente com evidências de queimadas, e presença de grande quantidade de gramíneas no sub-bosque.A Caatinga, é o único bioma exclusivamente brasileiro. Este nome decorre da paisagem esbranquiçada resultando do aspecto da vegetação durante o período seco: a maioria das plantas perde as folhas e os troncos tornam-se esbranquiçados e secos. Do ponto de vista da vegetação, a região da caatinga é classificada como savana estépica. Entretanto, a caatinga é bastante diversa, com regiões distintas, cujas diferenças se devem à pluviometria, à fertilidade, ao tipo de solos e ao relevo. Assim, pode dividir-se entre o agreste e o sertão. O agreste é uma faixa de transição entre o interior seco e a Mata Atlântica, característica da Zona da Mata. Já o sertão apresenta vegetação mais rústica.
terça-feira, maio 21, 2013
Dos Gardenias
Ouça Maria Rita, numa excelente interpretação da canção cubana, "Dos Gardenias" (ao vivo).
Maria Rita (1977) é uma cantora e produtora musical brasileira, filha da cantora Elis Regina e do arranjador e pianista César Camargo Mariano. Maria Rita iniciou a sua carreira com cerca de 24 anos, apesar de querer cantar desde os catorze.
Já ganhou seis prémios "Grammy Latino" incluindo o Grammy Latino de Melhor Artista Revelação. Já ganhou, também, dois Prémio Multishow de Música Brasileira e já vendeu mais de 2 milhões de CDs e DVDs, só no Brasil.
Dos gardenias para ti,
Con ellas quiero decir
Te quiero,
Te adoro,
Mi vida.
Ponles toda tu atencin
Porque son tu corazn
Y el mio.
Dos gardenias para ti
Que tendran todo el calor
De un beso.
De estos besos que te di
Y que jamas encontraras
En el calor de otro querer.
A tu lado viviran
Y te hablaran
Como cuando estas conmigo.
Y hasta creeras que te diran
Te quiero.
Pero si un atardecer
Las gardenias de mi amor
Se mueren
Es porque han adivinado
Que tu amor se ha terminado
Porque existe otro querer.
Isolina Carillo
Dos gardenias para ti,
Con ellas quiero decir
Te quiero,
Te adoro,
Mi vida.
Ponles toda tu atencin
Porque son tu corazn
Y el mio.
Dos gardenias para ti
Que tendran todo el calorDe un beso.
De estos besos que te di
Y que jamas encontraras
En el calor de otro querer.
A tu lado viviran
Y te hablaran
Como cuando estas conmigo.
Y hasta creeras que te diran
Te quiero.
Pero si un atardecer
Las gardenias de mi amor
Se mueren
Es porque han adivinado
Que tu amor se ha terminado
Porque existe otro querer.
Isolina Carillo
segunda-feira, maio 20, 2013
Quem quer viver para sempre?
"Quem quer viver para sempre?
Eu já deveria estar morto. Ou a caminho de. Para alguns leitores, nunca uma frase soou tão verdadeira.
Mas eu falo de história, não de afetos. Se tivesse nascido em Portugal cem anos atrás, já haveria lápide e caixão. Dá para acreditar que, em inícios do século 20, a esperança média de vida para os homens portugueses rondasse os 35-40 anos?
Hoje, andará pelos 80. O que significa que, com sorte e algum bom humor do Altíssimo, eu estou apenas no meio da viagem.
Se juntarmos os progressos da medicina no futuro próximo, é possível que a viagem seja alargada mais um pouco. Cem anos, cento e tal. Nada mau.
Um artigo recente da "Nature", aliás, promete revoluções para a minha pobre carcaça. O segredo está no hipotálamo cerebral e numa proteína do dito cujo que regula o envelhecimento humano.
Não entro em pormenores, até porque eu próprio não os entendo. Mas eis o negócio: se a proteína é estimulada, os ratinhos morrem mais depressa. Se a proteína é inibida, acontece o inverso.
Falamos de ratos, por enquanto, o que significa que a descoberta só terá aplicação imediata entre a classe política.
Mas o leitor entende onde eu quero chegar. E eu quero chegar à maior promessa de todas: o dia em que seremos finalmente imortais.
Na história da cultura ocidental, esse dia pode estar no passado distante (ler o poeta grego Hesíodo, ler a Bíblia).
Ou pode estar no futuro, como garantem os "transumanistas". Falo de uma corrente bioética perfeitamente respeitável que se dedica a essa causa: o destino da humanidade não está em morrer aos cem. Está em viver indefinidamente depois dos cem. Como?
Através dos avanços da tecnologia, claro. Porque só a tecnologia permitirá aos homens suplantar a sua infantil condição mortal.
O nosso corpo é apenas a primeira casca de todas as cascas que estarão para vir. E quem, em juízo perfeito, não gostaria de viver para sempre?
Curiosamente, há quem não queira. O filósofo inglês Roger Scruton, em ensaio recente, dedica um capítulo específico aos transumanistas. O livro intitula-se "The Uses of Pessimism and the Dangers of False Hope" (os usos do pessimismo e os perigos da falsa esperança). Segundo sei, será publicado no Brasil em breve. Recomendo.
Primeiro, porque é uma súmula perfeita do pensamento de Scruton, escrito com a elegância habitual do autor.
Mas sobretudo porque é a mais brilhante refutação do pensamento utópico --e em particular do pensamento utópico transumanista de autores como o norte-americano Ray Kurzweil ou o britânico Max More--, que me lembro de ter lido.
Isso deve-se, em grande parte, ao fato corajoso de Scruton ter sido capaz de virar o debate do avesso e perguntar: por que motivo a doença e a morte devem ser vistos como males intoleráveis que devemos erradicar? Não será possível olhar para eles como bens necessários?
Certo, certo: ninguém ama a doença e, tirando casos extremos, ninguém deseja morrer. Só que esse não é o ponto.
O ponto é que, sem a doença e a morte, a vida não teria qualquer valor em si mesma.
Os projetos que fazemos; as viagens com que sonhamos; os amores que temos, perdemos, procuramos; e até a descendência que deixamos --tudo isso parte da mesma premissa: o fato singelo de não termos todo o tempo do mundo.
Vivemos, escolhemos, amamos --porque temos urgência em viver, escolher e amar. Se retirarmos a urgência da equação, podemos ainda viver eternamente.
Mas viveremos uma eternidade de tédio em que nada tem sentido porque nada precisa ter sentido. Sem a importância do efêmero, nada se torna importante.
Os transumanistas sonham com um mundo pós-humano. É provável que esse mundo seja possível no futuro, quando a técnica suplantar a nossa casca primitiva.
Mas esse mundo, até pela sua própria definição, será um filme diferente. Não será um filme para seres humanos tal como os conhecemos e reconhecemos.
Viver até os cem? Agradeço.
Cento e vinte também servem. Mas se me dissessem hoje mesmo que o meu futuro duraria uma eternidade, eu seria o primeiro a pular da janela sem hesitar".
João Pereira Coutinho - C.M.
Eu já deveria estar morto. Ou a caminho de. Para alguns leitores, nunca uma frase soou tão verdadeira.
Mas eu falo de história, não de afetos. Se tivesse nascido em Portugal cem anos atrás, já haveria lápide e caixão. Dá para acreditar que, em inícios do século 20, a esperança média de vida para os homens portugueses rondasse os 35-40 anos?
Hoje, andará pelos 80. O que significa que, com sorte e algum bom humor do Altíssimo, eu estou apenas no meio da viagem.
Se juntarmos os progressos da medicina no futuro próximo, é possível que a viagem seja alargada mais um pouco. Cem anos, cento e tal. Nada mau.
Um artigo recente da "Nature", aliás, promete revoluções para a minha pobre carcaça. O segredo está no hipotálamo cerebral e numa proteína do dito cujo que regula o envelhecimento humano.
Não entro em pormenores, até porque eu próprio não os entendo. Mas eis o negócio: se a proteína é estimulada, os ratinhos morrem mais depressa. Se a proteína é inibida, acontece o inverso.
Falamos de ratos, por enquanto, o que significa que a descoberta só terá aplicação imediata entre a classe política.
Mas o leitor entende onde eu quero chegar. E eu quero chegar à maior promessa de todas: o dia em que seremos finalmente imortais.
Na história da cultura ocidental, esse dia pode estar no passado distante (ler o poeta grego Hesíodo, ler a Bíblia).Ou pode estar no futuro, como garantem os "transumanistas". Falo de uma corrente bioética perfeitamente respeitável que se dedica a essa causa: o destino da humanidade não está em morrer aos cem. Está em viver indefinidamente depois dos cem. Como?
Através dos avanços da tecnologia, claro. Porque só a tecnologia permitirá aos homens suplantar a sua infantil condição mortal.
O nosso corpo é apenas a primeira casca de todas as cascas que estarão para vir. E quem, em juízo perfeito, não gostaria de viver para sempre?
Curiosamente, há quem não queira. O filósofo inglês Roger Scruton, em ensaio recente, dedica um capítulo específico aos transumanistas. O livro intitula-se "The Uses of Pessimism and the Dangers of False Hope" (os usos do pessimismo e os perigos da falsa esperança). Segundo sei, será publicado no Brasil em breve. Recomendo.
Primeiro, porque é uma súmula perfeita do pensamento de Scruton, escrito com a elegância habitual do autor.
Mas sobretudo porque é a mais brilhante refutação do pensamento utópico --e em particular do pensamento utópico transumanista de autores como o norte-americano Ray Kurzweil ou o britânico Max More--, que me lembro de ter lido.
Isso deve-se, em grande parte, ao fato corajoso de Scruton ter sido capaz de virar o debate do avesso e perguntar: por que motivo a doença e a morte devem ser vistos como males intoleráveis que devemos erradicar? Não será possível olhar para eles como bens necessários?
Certo, certo: ninguém ama a doença e, tirando casos extremos, ninguém deseja morrer. Só que esse não é o ponto.
O ponto é que, sem a doença e a morte, a vida não teria qualquer valor em si mesma.Os projetos que fazemos; as viagens com que sonhamos; os amores que temos, perdemos, procuramos; e até a descendência que deixamos --tudo isso parte da mesma premissa: o fato singelo de não termos todo o tempo do mundo.
Vivemos, escolhemos, amamos --porque temos urgência em viver, escolher e amar. Se retirarmos a urgência da equação, podemos ainda viver eternamente.
Mas viveremos uma eternidade de tédio em que nada tem sentido porque nada precisa ter sentido. Sem a importância do efêmero, nada se torna importante.
Os transumanistas sonham com um mundo pós-humano. É provável que esse mundo seja possível no futuro, quando a técnica suplantar a nossa casca primitiva.
Mas esse mundo, até pela sua própria definição, será um filme diferente. Não será um filme para seres humanos tal como os conhecemos e reconhecemos.
Viver até os cem? Agradeço.
Cento e vinte também servem. Mas se me dissessem hoje mesmo que o meu futuro duraria uma eternidade, eu seria o primeiro a pular da janela sem hesitar".
João Pereira Coutinho - C.M.
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