quinta-feira, novembro 18, 2010

Esmirna

Esmirna é uma cidade do sudoeste da Turquia, situada na região do Egeu, capital da área metropolitana e da província de Esmirna. Em 2009, a população do conjunto dos distritos urbanos era de 3 276 815, o que faz dela a terceira maior cidade da Turquia, a seguir a Istambul e Ancara.
Era conhecida até ao princípio do século XX por ser uma das cidades mais cosmopolitas do mundo (com uma população de origem grega, arménia e judia). Esmirna é muitas vezes chamada "a pérola do Egeu" e considerada a cidade mais ocidentalizada da Turquia quanto a valores, ideologia e estilo de vida. A população actual da cidade é, predominantemente, turca.
A cidade portuária de Esmirna, uma das maiores áreas metropolitanas da Turquia quer continuar a fazer jus ao seu título de "pérola do Egeu", para isso, tem investido na cultura. Recentemente, foi lançada a Izmir Opera House Competition, um concurso que desafia arquitectos de todo o mundo, a conceber um projecto de design inovador para a nova casa da ópera, de forma a que Esmirna se assuma, novamente, como um grande centro de actividades culturais e económicas a nível internacional.
O escritório de arquitectura e design Nüvist, sediado em Istambul desde 2006, respondeu ao apelo, apresentando uma proposta que, de acordo com os arquitectos, "reflecte a história, a cultura e o estilo de vida moderno de Esmirna ou "Izmir". É na crença de que o urbanismo tem um impacto inegável no design e na funcionalidade dos espaços, que se baseia o conceito do projecto da Nüvist, para esta casa da ópera. De facto, o design deixa perceber uma fluidez entre o meio urbano em que se insere e a própria estrutura do edifício projectado, cuja identidade é definida sobretudo pelas suas formas curvilíneas e alongadas.
Tal como afirmam os arquitectos da Nüvist: "os artistas determinam os padrões em que se desenrola a vida moderna". Ora veja!


quarta-feira, novembro 17, 2010

Ver-te é como ter á minha frente todo o tempo



Ver-te é como ter á minha frente todo o tempo
é tudo serem para mim estradas largas
estradas onde passa o sol poente
é o tempo parar e eu próprio duvidar mas sem pensar
se o tempo existe se existiu alguma vez
e nem mesmo meço a devastação do meu passado
Ruy Belo

terça-feira, novembro 16, 2010

Vou Deixar

Skank é uma banda brasileira (Belo Horizonte, 1991) de pop rock formada por Samuel Rosa (guitarra e voz), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferreti (bateria).
Alguns elementos da banda começaram a tocar reggae, em 1983. Em 1991, o grupo mudou de nome, de Pouso Alto para Skank, inspirado na música de Bob Marley, "Easy skanking".
A proposta musical inicial, era uma adaptação da música jamaicana aos ritmos brasileiros. Era uma espécie de reggae electrónico.
O primeiro álbum da banda foi gravado de forma independente e lançado em 1992.
O segundo foi "Calango" em 1994. Nele, se destacam as canções "É Proibido Fumar", "Te Ver", "Pacato Cidadão", "Esmola" e "Jackie Tequila".
"Garota Nacional" foi o principal single de "O Samba Poconé", álbum de 1996. O disco teve a participação do francês Manu Chao em três canções - "Sem Terra", "Los Pretos" e "Zé Trindade".
A Sony Music, em 1997, lançou a compilação "Soundtrack For a Century" para comemorar o seu centenário, adicionando "Garota Nacional", a única canção em língua portuguesa.
Em "Siderado", o grupo mostra uma aproximação ao rock and roll. As canções "Resposta", "Mandrake", "Os Cubanos" e "Saideira" tornaram-se hits.
"Maquinarama", foi lançado em 2000. Os principais singles deste disco foram "Três Lados", "Balada do Amor Inabalável" e "Canção Noturna".
"Cosmotron", foi lançado em 2003. "Dois Rios", "Vou Deixar" e "Amores Imperfeitos" foram as faixas que se destacaram. "Radiola", a primeira compilação do Skank, foi lançada em 2004. Em 2006, a banda iniciou em Belo Horizonte, as gravações do seu nono álbum, "Carrossel". O álbum incluiu canções que se destacaram como hits: "Uma Canção É Pra Isso", "Mil Acasos" e "Seus Passos".
Em 2008, o grupo grava "Beleza Pura", de Caetano Veloso, para a abertura da novela com o mesmo nome.
Também em 2008, o grupo entra em estúdio para a gravação de um novo álbum de inéditos: "Estandarte". As músicas "Ainda Gosto Dela", "Noites de um Verão Qualquer", "Pára-Raio" e "Sutilmente" foram incluídas em novelas da Globo. A crítica gostou do álbum e a revista Rolling Stone considerou-o um dos 25 melhores cds nacionais lançados em 2008. Considerou, também, a música "Chão", uma das 25 melhores canções.
Proponho-lhe que ouça, agora, este grupo em "Vou Deixar". Se quiser ouvir mais dos Skank, clique aqui, ou nas restantes hiperligações. Apreciará, não só as músicas, mas também os belíssimos vídeoclipes.

segunda-feira, novembro 15, 2010

Vamos até Monsanto

Monsanto (ou Monsanto da Beira) é uma freguesia portuguesa do concelho de Idanha-a-Nova. Tem 131,76 km² de área e cerca 1 160 habitantes (dados de 2001) o que perfaz uma densidadepopulacional de 8,8 hab/km².
Foi sede de concelho entre 1174 e o início do século XIX. Este conselho era constituído pelas freguesias da sede, Aldeia de João Pires, Aldeia do Salvador e Toulões. Tinha, em 1801, cerca de 2 139 habitantes.
A aldeia de Monsanto da Beira é uma imponente povoação esculpida no granito agreste de uma elevação de pedra que domina toda a planície circundante.
A óptima localização geográfica do lugar, tornou -o num refúgio privilegiado desde os tempos mais remotos, pelo que será legítimo afirmar que Monsanto tenha sido um castro pré-Romano.
Durante séculos, Monsanto foi sendo minuciosamente esculpida num vasto cabeço rochoso. O génio humano temperado com a devida tenacidade foi dando forma a altares, sepulturas e casas. O que resultou num todo arquitectónico harmonioso e coerente a que não se pode ficar indiferente.
Vale a pena vaguear pelas ruelas sinuosas, descobrir os recantos solarengos e debruçar o olhar pela majestosa paisagem. Estes motivos são mais do que suficientes para o visitante se perder na descoberta da terra e da sua população.
Para além do próprio conjunto urbano e do castelo, Monsanto contém ainda variados elementos patrimoniais merecedores de visita atenta, como pode ver na apresentação que seleccionei para hoje.
Vencedora do concurso da Aldeia mais Portuguesa de Portugal (com o Galo de Prata), realizado durante a época do Estado Novo, Monsanto é, ainda hoje, uma das aldeias beirãs mais bem conservadas fazendo parte do roteiro turístico das aldeias históricas de Portugal.

domingo, novembro 14, 2010

Momentos

"Momentos" é uma curta metragem de Nuno Rocha (filmada na Rua da Boavista, Porto). Nuno Rocha é um realizador português nascido no Porto (1977).
Ainda como estudante, Nuno escreveu e realizou a sua primeira curta-metragem “Berço de pedra”, alcançando vários prémios. Esteve presente em vários festivais de relevo em Portugal (Fantasporto ou o Festival Internacional Vila do Conde). Em 2009 surgiu com uma nova curta-metragem intitulada “3×3″, tendo alcançado o grande prémio “Zon Criatividade em Multimédia” incluindo diversos prémios nacionais e internacionais.
Mais tarde foi realizador de publicidade em Lisboa onde realizou spots para a EDP, ZON e Ministério do Ambiente.
Em 2010 tornou-se sócio-gerente da produtora FilmesDaMente e foi responsável pela primeira curta-metragem da LG intitulada “Momentos”.
Esta curta metragem é genial! Numa noite normal com o passado largado da memória, um homem reencontra, no lugar a que chama casa, lembranças de um tempo que viveu.
Fragmentos de pura felicidade e instantes de sublime partilha, surgem como apontamentos de esperança de um presente que não voltará a ser o mesmo.
O problema de um é um problema de todos. Estar bem hoje não é garantia de se estar bem amanhã.
Não perca a oportunidade. Veja Momentos e reflicta sobre o assunto.

sábado, novembro 13, 2010

As Sepulturas dos Sagada

A vários quilómetros a norte de Manila, nas Filipinas, fica situado um dos mais bizarros cemitérios do mundo. Dezenas de caixões precariamente agarrados às rochas escarpadas contêm os restos mortais dos ancestrais do povo de Sagada que prefere este tipo de sepultamento, ao enterro no solo.
Apesar de apenas alguns caixões serem visíveis, precisamente aqueles que se encontram pendurados na escarpa, todo o rochedo aloja centenas deles. Estes têm sido acumulados ao longo de gerações em grutas profundas no seu interior, uma enorme catacumba natural. O povo de Sagada perpetua este ritual há mais de 2000 anos.
Todo o processo fúnebre, que pode parecer algo macabro aos nossos olhos sensíveis de ocidentais, tem início bem antes do sepultamento propriamente dito. Os pequenos caixões de madeira começam a ser executados pelos idosos quando sentem ter chegado a sua hora. Se já estiverem muito fracos ou incapacitados para tal trabalho, são os filhos ou os parentes mais próximos que o fazem, de modo que estejam concluídos a tempo de receber o corpo.

sexta-feira, novembro 12, 2010

Testamento

Se por acaso morrer durante o sono
não quero que te preocupes inutilmente.
Será apenas uma noite sucedendo-se
a outra noite interminavelmente.

Se a doença me tolher na cama
e a morte aí me for buscar,
beija Amor, com a força de quem ama,
estes olhos cansados, no último instante.

Se, pela triste monotonia do entardecer,
me encontrarem estendido e morto,
quero que me venhas ver
e tocar o frio e sangue do corpo.

Se, pelo contrário, morrer na guerra
e ficar perdido no gelo de qualquer Coreia,
quero que saibas, Amor, quero que saibas,
pelo cérebro rebentado, pela seca veia,

pela pólvora e pelas balas entranhadas
na dura carne gelada,
que morri sim, que não me repito,
mas que ecoo inteiro na força do meu grito.
Rui Knopfli

quinta-feira, novembro 11, 2010

Vou lá Visitar Pastores

Ruy Duarte de Carvalho (1941-2010) foi poeta, antropólogo, escritor e cineasta angolano.
Filho de um aventureiro caçador de elefantes, cresceu no Namibe, no Sul de Angola. Para além de regente agrícola e de criador de ovelhas, estudou cinema em Londres. Em 1982, obteve com um filme, “Nelisita”, o diploma da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais em Paris, tendo-se doutorado também aí, em 1986, em Antropologia Social e Etnologia, com uma tese sobre a produção da diferença cultural entre os pescadores da costa de Luanda. Foi professor em Luanda, Coimbra, São Paulo, Paris e Berkeley.
Escreveu vários livros: Como se o Mundo Não tivesse Leste (1977), Lavra – poesia reunida 1970-2000 (2005), Vou lá Visitar Pastores (1999), Os Papéis do Inglês (2001), Actas da Maianga (2003), As Paisagens Propícias (2005), A Câmara, a
Escrita e a Coisa Dita – Fitas, Textos e Palestras
(2008), Desmedida -
Luanda, São Paulo, São Francisco e Volta
(2008), A Terceira Metade (2009)
Foi também realizador de alguns filmes: Uma Festa para Viver (1976), O
Deserto e os Mucubais
(1976), Presente Angolano, Tempo Mumuíla (1979), O
Balanço do Tempo na Cena de Angola
(1982) Nelisita (1982), O Recado das
Ilhas
(1990).
O livro Vou lá Visitar Pastores, é um livro dificilmente classificável, porque é uma «exploração epistolar» sobre as idas e vindas do antropólogo pelo território Kuvale, situado a sul de Angola entre o Namibe (a antiga Moçâmedes) e as margens do Kunene. Consiste na «transcrição» de uma colecção de cassetes em que o narrador, pressupondo um interlocutor virtual, desenrola o relato das suas anotações de campanha, penetrando mais e mais no território do Outro (os kuvale), para melhor compreender a essência silenciosa da paisagem". (Adapt. de António Mega Ferreira, in "Visão", 30 de Junho de 2005)

quarta-feira, novembro 10, 2010

Talentos




Assista a mais uma surpreendente audição do Britain's Got Talent. O júri ficou surpreendido com os Spelbound. Não é para menos! A prestação destes ginastas é fabulosa e só tem rival com a que costumamos ver nas equipas de atletas chineses.
Ora veja, clicando aqui ! Se preferir assistir ao show, que deram na final, clique também aqui.

terça-feira, novembro 09, 2010

Ilha das Flores

Ilha das Flores é uma curta metragem de Jorge Furtado (1959), um cineasta brasileiro, que foi vencedora do Urso de Prata, no Festival de Cinema de Berlim, em 1990.
O documentário, Ilha das Flores, relata em aproximadamente 12 minutos, a grande problemática da actual sociedade de consumo: a riqueza e a desigualdade; o consumo versus o humanismo.
Faz-nos refletir sobre situação a que chegaram os homens em busca de alimento. Leva-nos a pensar sobre a abundância que há nas prateleiras dos supermercados, em resultado do sistema capitalista em que vivemos.
Está dramatizada com uma linguagem simples e lógica. Acompanha a trajectória de um simples produto, um tomate, desde a sua plantação até à altura em que é deitado fora. Este simples alimento que deveria estar à disposição de todos, é produzido não só para a própria subsistência do agricultor, mas também para a comercialização em massa, processo que gera lucro, riqueza e...desigualdade.
Veja, agora, este ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Peritos em Curvas

A Serra da Leba é uma das grandes maravilhas do Planalto da Huíla, no Lubango, Angola. Famosa pela sua altura e pela sua arquitectura natural a Serra da Leba destaca-se também pela rodovia, construída pelos portugueses, no tempo colonial. Esta estrada liga a cidade do Lubango à cidade do Namibe. Dada a morfologia e geologia do terreno os engenheiros que a conceberam tiveram que, para vencer o declive do terreno, dar-lhe a forma de uma serpente. Esta estrada estreita, não dispõe de qualquer protecção lateral, o que a transforma numa via perigosa ou mesmo fatal, por causa dos enormes precipícios laterais.
Proponho-lhe, hoje, que veja três vídeos. O primeiro mostra a beleza natural desta serra, localizada no sul de Angola. No segundo pode apreciar a perícia dos camionistas angolanos quando nela transitam. No terceiro vídeo poderá ver que, mesmo assim, há quem não a ache suficientemente perigosa. Não é de estranhar,portanto, que se possa cruzar com condutores que resolvem fazer corridas a mais de 100 Km/h, nesta estrada cheia de curvas (algumas em cotovelo) e com precipícios de um lado e do outro.


Os Camionistas na Serra da Leba.

As corridas na Serra da Leba

domingo, novembro 07, 2010

Mais Nola

Foi há cinco anos que o furacão Katrina devastou Nova Orleães (o nome da cidade é, geralmente, abreviada para NOLA, daí o título deste post). No terreno muito está ainda por fazer. Assim, os principais problemas da cidade são a sua difícil reconstrução após a destruição causada pelo Furacão Katrina, a pobreza, a criminalidade e o tráfico de drogas.
Apesar de todos estes problemas, a cidade não perdeu a alma e a sua essência como pode ver a seguir.
"Nova Orleães é a minha essência,
a minha alma,
a minha musa
" (Harry Connick, Jr.).
"Nova Orleães, a verdadeira Nova Orleães é a alma do país." (Winton Marsalis)
Proponho-lhe que veja, agora a apresentação que se segue. Ela procura mostrar toda a criatividade associada às diferentes formas de arte (pintura, escultura, arquitectura, música, danç, gastronomia,etc) que percorrem e marcam esta bela cidade e mais alguns testemunhos de personalidades que a amam.

sábado, novembro 06, 2010

O Cirque du Soleil

O Cirque du Soleil ("Circo do Sol") é uma companhia circense com base em Montréal e Quebec, no Canadá.
Foi fundado em 1984 por dois ex-artistas de rua, Guy Laliberté e Daniel Gauthier. Em 2000, Guy Laliberté comprou a parte do circo referente a Gauthier, que deixou a companhia. Actualmente o Cirque du Soleil é dirigido por Guy Laliberté, proprietário de 95% do património do Cirque. Este ex - artista de rua está na lista de bilionários da revista Forbes.
Cada espectáculo do Cirque du Soleil é a síntese da inovação do circo, contando não só com enredo, cenário e vestuário próprios, mas também com música ao vivo durante as apresentações.
De 1990 a 2000, o Cirque cresceu rapidamente, passando de um show com 73 artistas em 1984, para mais de 3.500 empregados, em mais de 40 países, com 15 espetáculos apresentados simultaneamente e um lucro anual estimado em 600 milhões de dólares.
As criações do Cirque du Soleil já ganharam diversos prémios, tais como o Rose d'Or e o Emmy. Em 2004, a consultora Interbrand, classificou o nome Cirque du Soleil, como o 22º nome de maior impacto global.
Se clicar aqui, pode apreciar um maravilhoso show na água, executado pelo Cirque do Soleil. É uma BELEZA!

sexta-feira, novembro 05, 2010

A Terra Australis

Em época de crise o melhor é passear sem sair de casa. Pode fazê-lo aqui, no Lume & Ar. Hoje o destino que lhe sugiro é longínquo. Mas, garanto-lhe que vale a pena.
A Austrália, oficialmente Comunidade da Austrália, é um país do hemisfério sul, localizado na Oceania.
Compreende a menor área continental do mundo ("continente australiano"), a ilha da Tasmânia e várias ilhas adjacentes nos oceanos Índico e Pacífico. O continente-ilha, como a Austrália por vezes é chamada, é banhado, a sul e a oeste, pelo oceano Índico, pelo mar de Timor, mar de Arafura e Estreito de Torres, a norte, e pelo mar de Coral e mar da Tasmânia, a leste. Através destes mares, tem fronteira marítima com a Indonésia, Timor-Leste e Papua-Nova Guiné, a norte, e com o território francês da Nova Caledónia, a leste, e a Nova Zelândia a sudeste.
O continente australiano e Tasmânia eram habitadas por cerca de 250 nações individuais de aborígenes antes da colonização europeia iniciada no final do século XVIII.
Desde a formação da Comunidade da Austrália em 1901, que este país tem mantido um sistema político democrático, liberal e estável, continuando, a ser um dos reinos da Commonwealth e uma monarquia constitucional. A Rainha Isabel II é a Rainha da Austrália.
A população do país é de 21,7 milhões habitantes. Cerca de 60% dos habitantes, encontram-se concentrados em torno das capitais continentais estaduais de Sydney, Melbourne, Brisbane, Perth, Adelaide, e Darwin. A capital da nação é Camberra.
Tecnologicamente avançada e industrializada, a Austrália é um próspero país multicultural. Tem apresentado excelentes resultados em muitas comparações internacionais, tais como com os cuidados de saúde, a esperança de vida, a qualidade de vida, o desenvolvimento humano, a educação pública, a liberdade económica, bem como a protecção de liberdades civis e direitos políticos.
As cidades australianas aparecem também muito bem posicionadas, quando comparadas com as de outros países, em termos de habitabilidade, oferta cultural e qualidade de vida.
A Austrália faz parte da ONU, do G-20, da ANZUS, da OCDE e da OMC.
Aprecie, agora, esta belíssima apresentação sobre a Austrália.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Montanhas de Chocolate?

As montanhas ou colinas de chocolate (Chocolate Hills) são uma invulgar formação geológica. Localizam-se em Bohol, nas Filipinas. São cerca de 1776 colinas (quase todas do mesmo tamanho), em forma de cone, espalhadas por uma área de cerca de 50 kilómetros quadrados. A maioria delas atinge os 120 metros de altura.
Estas montanhas foram declaradas como o 3º monumento geológico das Filipinas e são candidatas à integração na lista, da Unesco, dos Patrimónios Naturais da Humanidade.
Quando se olha pela primeira vez para estas montanhas da ilha Bohol, pode-se pensar que são uma monumental construção feita pelo homem. No entanto, são completamente naturais. Os montes parecem cones moldados em chocolate. Esta ilusão é mais intensa durante a estação seca, porque as pastagens que as cobrem estão completamente ressequidas, o que lhes dá o tom castanho do chocolate.
Estas colinas são uma das grandes atracções turísticas das Filipinas, devido ao grande impacto visual que causam.
No que se refere à sua formação não existe uma teoria científica verdadeiramente estabelecida.
Existe uma versão muito romântica da formação destes cones que remete para uma lenda. Segundo reza a lenda, estas colinas resultaram das lágrimas (que depois secaram desta forma), de um gigante chamado Arogo (ser imortal), que as derramou após a morte da sua amada Aloya (uma aldeã).
A verdade é que com ou sem uma lenda, as Chocolate Hills são uma paisagem única, justamente escolhida como emblema para a promoção do turismo nas Filipinas e, um monumento da natureza, à beleza, ao mistério e ao romance.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Renúncia

Renunciar. Todo o bem que a vida trouxe,
Toda a expressão do humano sofrimento
A gente esquece assim como se fosse
Um vôo de andorinha em céu nevoento.

Anoiteceu de súbito. Acabou-se
Tudo… A miragem do deslumbramento…
Se a vida que rolou no esquecimento
Era doce, a saudade inda é mais doce.

Sofre de ânimo forte, alma intranqüila!
Resume na lembrança de um momento
Teu amor. Olha a noite: ele cintila.

Que o grande amor, quando a renúncia o invade,
Fica mais puro porque é pensamento,
Fica muito maior porque é saudade.
Carneiro da Cunha

terça-feira, novembro 02, 2010

O Aeroporto de Pequim

Pequim é a capital da República Popular da China e a sua segunda cidade mais populosa.
Pequim, cujo nome em mandarim significa capital do norte, foi durante séculos a maior cidade do mundo. Hoje tem cerca de 10,3 milhões de habitantes. Situada no norte do país tornou-se famosa pela Cidade Proibida, um conjunto de palácios dos imperadores chineses construído no século XV. A cidade foi capital do Império Chinês de 1421 a 1911.
Em 1912, a capital do país foi transferida para Nanjing. Pequim foi ocupada pelos japoneses entre 1937 e 1945 e tornou-se a capital da República Popular da China em 1949.
Da Cidade Proibida ao Templo Lama, do paraíso consumista de Wanfujing às velhas ruas de Liulichang, Pequim é, sem dúvida, uma cidade fascinante. E, ainda por cima tem a famosa Grande Muralha da China ali tão perto!
Na actualidade, a cidade chama a atenção do mundo por possuir um dos maiores e mais modernos aeroportos do muno. Ora veja!


Se ficou com vontade de conhecer Pequim veja também o vídeo que selecionei para hoje. É uma espécie de guia de viagem desta bela cidade.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Fonte - I

Ela é a fonte. Eu posso saber que é
a grande fonte
em que todos pensaram. Quando no campo
se procurava o trevo, ou em silêncio
se esperava a noite,
ou se ouvia algures na paz da terra
o urdir do tempo ---
cada um pensava na fonte. Era um manar
secreto e pacífico.
Uma coisa milagrosa que acontecia
ocultamente.

Ninguém falava dela, porque
era imensa. Mas todos a sabiam
como a teta. Como o odre.
Algo sorria dentro de nós.

Minhas irmãs faziam-se mulheres
suavemente. Meu pai lia.
Sorria dentro de mim uma aceitação
do trevo, uma descoberta muito casta.
Era a fonte.

Eu amava-a dolorosa e tranquilamente.
A lua formava-se
com uma ponta subtil de ferocidade,
e a maçã tomava um princípio
de esplendor.

Hoje o sexo desenhou-se. O pensamento
perdeu-se e renasceu.
Hoje sei permanentemente que ela
é a fonte.
Herberto Hélder

domingo, outubro 31, 2010

Nova Orleães: A capital do Jazz

Nova Orleães é a maior cidade do estado do Luisiana, nos E.U.A. Esta cidade foi fundada (1718),originalmente, por exploradores franceses. Está situada no sudeste do Estado, ao sul do Lago Pontchartrain. Parte de Nova Orleães está localizada abaixo do nível do mar e protegida das enchentes do Rio Mississippi através de diques. Devastada pelo Furacão Katrina, em 2005, a cidade tenta aos poucos recuperar.
Segundo o censo de 2000, a população da cidade é de 484 674 habitantes enquanto que a região metropolitana possui 1 337 726 habitantes. Nova Orleães é o centro portuário mais movimentado dos Estados Unidos e, o quarto mais movimentado do mundo, graças à sua localização próxima do Golfo do México e do Rio Mississippi, fazendo da cidade um pólo de ligação para produtos que são importados/exportados da e para a América Latina. Além disso, a indústria petrolífera tem também, grande importância para a economia da cidade. O turismo é outra das suas fontes de rendimento.
Nova Orleães possui vários cognomes, que descrevem diversas das suas características. De entre os cognomes, os mais conhecidos são The Crescent City (que descreve o seu formato ao longo do Rio Mississippi), The Big Easy (uma referência feita por músicos, graças à relativa facilidade de encontrar um emprego na cidade) e The City that Care Forgot (associado à natureza amistosa dos habitantes da cidade). O lema de Nova Orleães, não-oficial mas muito citado na cidade, é "Laissez les bons temps rouler" (Deixe os bons tempos rolarem).
Desde os primórdios da história da cidade, que uma característica evidente de Nova Orleães é a existência de uma população cosmopolita, poliglota e multicultural, devido ao grande número de americanos, britânicos, franceses e antilhanos (do Haiti e da Martinica) que se foram aí fixando.
Os termos "Cajun" e "Créole" são, por isso, uma constante e estão ligados à colonização dos estados do Luisiana e do Mississipi. Embora surjam, por vezes, como sinónimos, apresentam algumas diferenças. Ambos designam, contudo, o que advém da cultura francófona, indo do idioma, à música e à culinária.
Os cajun são os descendentes dos acadianos expulsos do Canadá (franceses, brancos, católicos, que colonizaram a Nova Escócia, no Canadá, então Acádia) que se fixaram no estado de Luisiana (no século XVIII, devido a perseguições religiosas e políticas, em consequência da guerra entre a Inglaterra e a França ). Esta população tem uma cultura própria, em especial uma variedade de música popular e de culinária , que já ultrapassou as fronteiras daquele país.
O termo "Créole" refere-se aos imigrantes brancos e negros que vieram para o Luisiana no século XVIII, provenientes das colónias francesas nas Antilhas (a Martinica e o Haiti), e aos índios e brancos nativos que sofreram a sua influência.
Por toda essa miscigenação e sincretismo, decorrentes do "Cajun" e "Créole", Nova Orleães é comparável à cidade de Salvador (no Brasil) e tem como característica marcante ser uma cidade multirracial, além de apresentar menor preconceito racial que outras cidades americanas.
É, por isso, uma cidade conhecida pelo seu legado multicultural (resultante das influências culturais francesas, espanholas e afro-americanas) que vai desde a música à culinária. Nova Orleães tornou-se, assim, um destino turístico internacional mundialmente famoso graças aos seus vários festivais.
Os principais pontos turísticos de Nova Orleães incluem o French Quarter (identificado apenas como, The Quarter) e a Bourbon Street, conhecidos pela sua activa vida noturna. O French Quarter possui vários hotéis, bares e clubes noturnos, bem como a Jackson Square, a St. Louis Cathedral e o Mercado Francês. Neste bairro existe, também, o Café du Monde (famoso pelo seu café com leite), o Preservation Hall e alguns museus.
A região metropolitana de Nova Orleães é sede de diversos festivais anuais, tais como o Mardi Gras, o Ano Novo e o New Orleans Jazz & Heritage Festival ou Jazz Fest.
Este é o maior dos vários festivais musicais da cidade e um dos maiores festivais de música de todo o país.
Nova Orleães tem sido sempre um centro musical importante no Estados Unidos, em resultado da sua mistura de culturas européias, latino-americanas e afro-americanas. Nova Orleães é conhecida pelo papel que músicos afro-americanos da cidade tiveram na formação do jazz. A cidade é actualmente considerada a capital mundial do jazz. Décadas depois do surgimento do jazz, a cidade seria também o berço de um novo estilo musical, o rhythm and blues, que muito contribuiria, posteriormente, para o surgimento e o crescimento da popularidade do rock and roll. Além disso, as áreas rurais próximas da cidade são o berço da música cajun, da música zydeco, e dos blues.

Aprecie agora, a belíssima apresentação sobre Nova Orleães, que escolhi para hoje, de preferência ouvindo Louis Armstrong, Ella Fitzgerald ou Oscar Peterson.

sábado, outubro 30, 2010

Ando Devagar Porque Já Tive Pressa

Ando Devagar ou Tocando em Frente é uma música escrita e composta por Almir Sater (que é um compositor, cantor, tocador de viola e actor brasileiro - 1956) e Renato Teixeira (que é também um compositor e cantor brasileiro - 1945).
Conta-se que num dia qualquer em que Almir Sater estava em São Paulo, para a realização de uma temporada musical, saiu do seu apartamento para tomar um cafézinho num mercado poróximo. Quando chegou ao mercado, encontrou Renato Teixeira que o convidou para experimentar uma viola nova que acabara de comprar.
Enquanto tomavam café, Almir Sater dedilhou a viola e soltou... "Ando devagar"... ao que Renato Teixeira acrescentou de imediato ..."porque já tive pressa".
Dizem as más línguas que esta maravilha ficou pronta em 10 minutos.
Tempos mais tarde, alguém perguntou a Almir Sater como é que esta música fora feita e ele respondeu...
“Ela já estava pronta... Deus apenas esperou que eu e o Renato nos encontrássemos para mostrá-la pra gente".
Não sei se isto é lenda ou e é verdade... Mas, isto, também não tem importância.
A música e a letra são realmente espetaculares...
Uma música e letra raras, feitas num raro momento de inspiração.
Confira aqui a letra , e ouça a música que escolhi para hoje.