quinta-feira, setembro 27, 2018

Essa Dama Bate Bué!

Essa Dama Bate Bué! é um livro da escritora angolana Yara Monteiro (1979).
Yara Monteiro tem as suas raízes familiares no Planalto Central de Angola e no Norte de Portugal. Com dois anos de idade, vem com a mãe e a família materna para Portugal e cresce na Margem Sul. É na adolescência, que estimulada pela sua professora de Português, começa ativamente a escrever.
Em 2015, enquanto vive no Brasil inicia a sua busca de conexão interior e em 2016 embarca numa viagem xamânica pela Amazónia que modifica a sua vida.
Hoje está casada, vive no Alentejo, e dedica-se à escrita e às artes plásticas.
Sinopse:
Entre a sátira e a tragédia, o abandono e a ruptura, esta é uma história de autodescoberta. Um romance contemporâneo, urbano e feminino, passado numa Luanda do começo do século XXI, caótica, de flagrantes contrastes sociais, aguarela em que tragédia e comédia roçam ombros.

quarta-feira, setembro 26, 2018

terça-feira, setembro 25, 2018

Arte Pública

O que é a Arte Pública?
Não existe uma definição que agrade a toda a gente. Mas, partindo daquela que é utilizada com mais frequência, ou seja, a arte pública é arte para todos, sugiro-lhe que veja a excelente apresentação que se segue, e que mostra belíssimos exemplos de Arte Pública.
Não perca esta oportunidade.
Ora veja!

segunda-feira, setembro 24, 2018

Expedição Fotográfica

Assista a esta bela Expedição Fotográfica realizada por Richard Sidey
Richard Sidey é um cineasta e fotógrafo de natureza e vida selvagem que vive em Wanaka, na Nova Zelândia.
Depois de concluir o Bacharelado em Design de Comunicação Visual em 2004, Richard especializou-se em cinema ambiental e fotografia de natureza, documentando as regiões polares, áreas remotas e vida selvagem por mais de uma década antes de co-fundar a empresa de produção Galaxiid em 2016. A Galaxiid visa explorar, elevar e estabelecera ligação de todos nós com a natureza através de experiências imersivas.

domingo, setembro 23, 2018

Lágrimas Negras

Oiça Bebo e Chucho Valdés em Lágrimas Negras. 
Chucho Valdés (1941), é um pianista cubano de jazz, fundador do grupo Irakere. Seu pai, Bebo Valdés (1918-2013), foi também pianista de referência na música cubana.
Y aunque tú me has echado en el abandono
Y aunque tú has muerto mis ilusiones
En vez de maldecirte con justo encono
En mis sueños te colmo
En mis sueños te colmo de bendiciones

Sufro la inmensa pena de tu extravío
Siento el dolor profundo de tu partida
Y lloro sin que tú sepas que el llanto mío
Tiene lágrimas negras
Tiene lágrimas negras como mi vida

Y aunque tú me has echado en el abandono
Y aunque tú has muerto mis ilusiones
En vez de maldecirte con justo encono
En mis sueños te colmo
En mis sueños te colmo de bendiciones

Sufro la inmensa pena de tu extravío
Siento el dolor profundo de tu partida
Y yo lloro sin que tú sepas que el llanto mío
Tiene lágrimas negras
Tiene lágrimas negras como mi vida

Ay, en el Guadalquivir
Las gitanas lavan
Los niños en las orillas
Viendo los barcos pasar

Agua del limonero
Agua del limonero
Si te acaricio la cara
Tienes que darme un beso

Ay, en el Guadalquivir
Mi gitana lavaba
Pañuelos de blanco y oro
Que yo te daba
Que yo te daba

Agua del limonero
Agua de limonero
Si te acaricio la cara
Tienes que darme un beso

Tú me quieres dejar
Ay, ya no quiero sufrir
Contigo me voy gitana
Y aunque me cueste morir
Contigo me voy gitana
Y aunque me cueste morir

sábado, setembro 22, 2018

Parque Nacional de Aparados da Serra

O Parque Nacional de Aparados da Serra é uma unidade de conservação e de proteção integral da natureza localizada na serra Geral, que se situa entre os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, na região sul do Brasil.
Os Parques Nacionais de Aparados da Serra e Serra Geral, abrangem uma área de aproximadamente 30.400 ha, distribuída ao longo dos contrafortes da região natural comumente denominada de Aparados da Serra, inserida na formação geológica da Serra Geral – daí a origem do nome destas importantes unidades de conservação.
O maior atrativo do Parque é o Canyon Itaimbezinho, que tem uma profundidade que vai até aos 700m, com paredões verticais, uma fenda estreita e as paredes rochosas ornadas pelo verde exuberante da Mata Atlântica.
Aparados da Serra, região conhecida como a Terra dos Canyons, dispõe do maior conjunto de formações deste género da América do Sul.
É como voltar atrás 130 milhões de anos, quando a separação dos continentes e os constantes derrames de lavas deram origem ao que se chama hoje de planalto vulcânico da Serra Geral, no extremo nordeste do Rio Grande do Sul. Noutras palavras, ali está um dos cenários mais exclusivos e desconhecidos do Brasil.
Cambará do Sul é o município brasileiro que tem a sorte de abrigar estes dois parques nacionais — o de Aparados da Serra e o da Serra Geral —, uma região de Mata Atlântica e de Floresta de Araucárias.
A região dos Aparados inclui as cidades de Vacaria, Bom Jesus e São José dos Ausentes, declarada o ponto mais alto do Rio Grande do Sul (o Pico do Monte Negro, no canyon Monte Negro, a 1.403 metros de altitude).
Entre araucárias gigantes e gargantas profundas, o turismo na Terra dos Canyons começa agora a desenvolver-se a passos largos.

sexta-feira, setembro 21, 2018

A Ilha Migingo (2)


Já aqui lhe dei conta da existência desta ilha.
Vale a pena ver a apresentação que se segue, e entretanto, para ficar a conhecer mais um pouco sobre este assunto, basta clicar aqui.
Não perca a apresentação abaixo.
Vale bem a pena.

quinta-feira, setembro 20, 2018

Postais Antigos de Angola





Se gosta de passear pelo mundo, nem que seja virtualmente, não deixe de ver estes Postais Antigos de Angola (1ª parte).
Não perca esta oportunidade.

quarta-feira, setembro 19, 2018

domingo, setembro 16, 2018

O Túmulo do Rei D. Dinis

Para que fique a conhecer mais alguma coisa acerca do Túmulo do Rei D. Dinis aqui lhe deixo a crónica de Maria Máxima Vaz.

"O túmulo do Rei D. Dinis foi aberto em 1938.
O Rei D. Dinis escolheu a Igreja do Mosteiro Cisterciense de Odivelas para sua última morada. Indicou mesmo o local – la meio, entre a capela-mor e o coro.
Para que a sua vontade fosse cumprida, fez essa declaração no seu testamento.
Assim se cumpriu.
Naquele local e naquele Igreja foi depositado o seu corpo quando o cortejo fúnebre chegou, vindo de Santarém.
Era um mausoléu majestoso. O primeiro a ter uma estátua jacente. O primeiro a ficar dentro de um lugar sagrado.
Estava cercado de grades altas de ferro terminando em escudetes nas pontas dos balaústres com as armas de Portugal, e cruzes da Ordem de Cristo. Um dossel cobria-o em toda a sua dimensão.
O sismo de 1755 precipitou sobre o túmulo do Rei D. Dinis a abóbada da igreja do Mosteiro Cisterciense de Odivelas deixando-o gravemente arruinado.
Reconstruída a Igreja, foi o túmulo encostado à teia do corredor lateral direito e ali esteve até 1938, ano em que se fizeram novamente obras na Igreja. Em consequência dessas obras, foi necessário mudá-lo de lugar e para facilitar o trabalho transportaram primeiro a tampa, pelo que, logo que a levantaram, ficaram à vista os restos mortais do Rei.
Removida a tampa viu-se um manto de brocada vermelho a cobrir o corpo do Rei, da cabeça aos pés.
Este manto era tecido com fios de ouro.
A todo o cumprimento tinha faixas alternadas, separadas com fios dourados e onde se tinham executado bordados com os seguintes motivos: numa das faixas estavam bordadas pinhas em toda a sua extensão; na faixa seguinte bordaram açores e na última viam-se flores de Liz.
Na opinião dos que assistiram a este acontecimento, as pinhas são uma referência ao pinhal de Leiria.
Os açores, sendo o Rei um amante da caça de volataria, lembram-nos as aves de caça que muito estimava.
Conta-se que até mandou construir uma capela a São Luís em Beja, porque este santo lhe ressuscitou um falcão.
As flores de Liz são uma afirmação da sua ascendência real francesa.
Retirado o manto, ficou à vista o esqueleto do Rei, que estava completo e coberto pela pele ressequida. Tinha vestido um colete de lã branca muito macia, sobre a túnica. A cabeça repousava numa almofada e estava inclinada como quem dorme sobre o lado esquerdo, posição que o corpo acompanhava ligeiramente. O braço direito dobrado sobre o peito e o esquerdo descaído ao longo do corpo. Apenas os ossos dos pés estavam separados uns dos outros. Nos maxilares a pele estava um pouco separada e apresentava uma longa barba ruiva. Na cabeça a pele não se apresentava solta do crânio e tinha tufos de cabelos ruivos.
O Rei tinha 64 anos quando faleceu, o que para a época era uma idade avançada. Apesar da idade, conservava todos os dentes.
Perante os restos mortais do Rei, os pintores dos seus retratos não se podiam ter enganado mais.
Foi uma surpresa a verificação que era ruivo, o que se deve ao facto de ter antecedentes germânicos.
Afirma-se que soldados franceses terão tentado profanar o túmulo pensando que o Rei teria sido sepultado com esporas de ouro. De facto alguém partiu o túmulo no sítio dos pés, e terão introduzido
um objecto que puxasse as esporas. Não garanto que tivesse sido assim, mas o facto de os ossos dos pés estarem espalhados pode ter essa explicação.
Não há sinais de ter sido aberto o túmulo antes de 1938, nem notícia de ter sido aberto depois.
Posteriormente foi levado para o segundo absidíolo esquerdo, por decisão dos técnicos das obras, decisão que não foi aprovada pelo presidente do Conselho, que ordenou a sua remoção para dentro da
Igreja, por saber que essa era a vontade do Monarca. Foi então colocado onde hoje se encontra – na capela do lado do Evangelho.
Para que conste que o Rei D. Dinis está sepultado no seu túmulo, depositado na Igreja do Mosteiro Cisterciense feminino de São Dinis e São Bernardo em Odivelas, o que tenho vindo a afirmar continuadamente desde 1980.
Nota:
"Estes são conhecimentos porque uma pessoa com saber e responsável soube transmitir-nos o que viu. Era então Director do Instituto de Odivelas um grande Militar e Pedagogo, Coronel Ferreira Simas. Assistiu à abertura e ordenou a uma professora de desenho que reproduzisse os bordados do manto. Mais tarde teve conhecimento de um artigo que fazia uma descrição cheia de atropelos.
Então ele fez um relatório dos factos, com a descrição do que viu. Merece todo o crédito a sua descrição e foi aí que obtive as informações que aqui vos deixei com enorme satisfação."
Maria Máxima Vaz.

sábado, setembro 15, 2018

Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra

Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo,
Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,
Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir?

Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,
Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.
Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem consequência,
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida…

Maleável aos meus movimentos subconscientes no volante,
Galga sob mim comigo, o automóvel que me emprestaram.
Sorrio do símbolo, ao pensar nele, e ao virar à direita.
Em quantas coisas que me emprestaram eu sigo no mundo!
Quantas coisas que me emprestaram guio como minhas!
Quanto que me emprestaram, ai de mim!, eu próprio sou!

À esquerda o casebre — sim, o casebre — à beira da estrada.
À direita o campo aberto, com a lua ao longe.
O automóvel, que parecia há pouco dar-me liberdade,
É agora uma coisa onde estou fechado,
Que só posso conduzir se nele estiver fechado,
Que só domino se me incluir nele, se ele me incluir a mim.

À esquerda lá para trás o casebre modesto, mais que modesto.
A vida ali deve ser feliz, só porque não é a minha.
Se alguém me viu da janela do casebre, sonhará: Aquele é que é feliz.
Talvez à criança espreitando pelos vidros da janela do andar que está em cima
Fiquei (com o automóvel emprestado) como um sonho, uma fada real.
Talvez à rapariga que olhou, ouvindo o motor, pela janela da cozinha
No pavimento térreo,
Sou qualquer coisa do príncipe de todo o coração de rapariga,
E ela me olhará de esguelha, pelos vidros, até à curva em que me perdi.
Deixarei sonhos atrás de mim, ou é o automóvel que os deixa?
Eu, guiador do automóvel emprestado, ou o automóvel emprestado que eu guio?

Na estrada de Sintra ao luar, na tristeza, ante os campos e a noite,
Guiando o Chevrolet emprestado desconsoladamente,
Perco-me na estrada futura, sumo-me na distância que alcanço,
E, num desejo terrível, súbito, violento, inconcebível,
Acelero…
Mas o meu coração ficou no monte de pedras, de que me desviei ao vê-lo
sem vê-lo,
À porta do casebre,
O meu coração vazio,
O meu coração insatisfeito,
O meu coração mais humano do que eu, mais exacto que a vida.

Na estrada de Sintra, perto da meia-noite, ao luar, ao volante,
Na estrada de Sintra, que cansaço da própria imaginação,
Na estrada de Sintra, cada vez mais perto de Sintra,
Na estrada de Sintra, cada vez menos perto de mim…
Álvaro de Campos, em Poesia

sexta-feira, setembro 14, 2018

Evidências

Oiça Chitãozinho & Xororó em Evidências.
Chitãozinho & Xororó é uma dupla brasileira de música sertaneja formada pelos irmãos José Lima Sobrinho (1954) e Durval de Lima (1957). Chitãozinho & Xororó, ícones da música sertaneja, são recordistas em vendas de discos no Brasil. São tidos como a dupla que abriu as portas das rádios FM para este tipo de música, no início da década de 1980.

Quando eu digo que deixei de te amar
É porque eu te amo
Quando eu digo que não quero mais você
É porque eu te quero
Eu tenho medo de te dar meu coração
E confessar que eu estou em tuas mãos
Mas não posso imaginar
O que vai ser de mim
Se eu te perder um dia

Eu me afasto e me defendo de você
Mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que eu não sou
Mas depois eu nego
Mas a verdade
É que eu sou louco por você
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que não dá mais
Pra separar as nossas vidas

E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências
Disfarçando as evidências
Mas pra que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração?
Eu sei que te amo!

Chega de mentiras
De negar o meu desejo
Eu te quero mais que tudo
Eu preciso do seu beijo
Eu entrego a minha vida
Pra você fazer o que quiser de mim
Só quero ouvir você dizer que sim!

Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você pensa muito em mim
Diz que é verdade, que tem saudade
Que ainda você quer viver pra mim

quinta-feira, setembro 13, 2018

Bem Vindo à Vida

Bem Vindo à Vida é um dos vídeos da Science Nature Page com maior número de visualizações. São oito biliões de visualizações. Ora veja!
São momentos inesquecíveis.
Não perca.

quarta-feira, setembro 12, 2018

Os Rótulos da Fruta e dos Vegetais

Atenção aos Rótulos da Fruta e dos Vegevetais! Aqui lhe deixo algumas dicas que deve conhecer para se tornar um (a) consumidor (a) atento (a).
É importante que saiba o significado de algumas indicações que aparecem nos rótulos e etiquetas que aparecem nas frutas e vegetais, sobretudo naqueles que são importados.
Se na etiqueta adesiva estão cinco números e o primeiro é o 8, significa que o produto é um OGM (Organismo Geneticamente Modificado).
Se o rótulo tem cinco números e o primeiro é o 9, o produto vem de uma cultura que não usa pesticidas. É o exemplo ao lado com uma laranja proveniente dos EUA.
No caso dos produtos da chamada agricultura biológica na Europa,
o logótipo europeu de produtos biológicos, ou Eurofolha, garante que o produto está em conformidade com as condições e regulamentação aplicáveis ao setor da agricultura biológica na União Europeia (UE).
Obrigatório para produtos alimentares biológicos pré-embalados na UE e facultativo para produtos que não são pré-embalados na UE ou importados de fora da UE, desde que cumpram os requisitos da regulamentação aplicável.
Garante que o produto tem no mínimo 95% de ingredientes provenientes de agricultura biológica e está associado a um código que informa sobre o local de origem da matéria-prima.
Os rótulos e as etiquetas não servem somente para colocar o logótipo da empresa, mas servem também para indicar o modo de cultivo das frutas ou verduras.
Se estiver atento (a), no futuro,  saberá como distinguir produtos cultivados com pesticidas, modificados geneticamente ou pertencentes à chamada agricultura biológica.

segunda-feira, setembro 10, 2018

A Desescolarização

A desescolarização ou "Unschooling",  surgiu no final da década de 1960 e ganhou força em 1971, com a publicação do livro "Sociedade Sem Escolas", de Ivan Illich, com críticas às instituições escolares.
Diferente do que ocorre no ensino doméstico ou "homeschooling", as famílias que são adeptas desta modalidade de ensino, não ensinam em casa o currículo em vigor no seu país. A ideia, pelo contrário, é fugir dos objetivos e regras da vida da escola.
A desescolarização é tema do documentário "Contra a Maré" , realizado por André Castilho e André Chitas, lançado pela produtora La Casa de la Madre.
Esta curta-metragem retrata a história de Cauê "Batata", de 9 anos, que vive em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, e é educado pela sua mãe, Déborah Gérbera.
Com o colapso do modelo das instituições de ensino tradicionais, ganha força no Brasil o movimento de desescolarização, ou unschooling, em que a criança é educada fora da escola, pelos seus familiares, sem compromisso com o esquema curricular. Mas a sociedade está preparada para lidar com esta nova abordagem?
Neste documentário, vai conhecer a história de Déborah que, assim como outras 5.000 famílias brasileiras, lutam na justiça pelo direito de ensinar os filhos nos seus próprios termos.
Sobre o mesmo assunto, assista em baixo, ao documentário "Etre et Devenir" ou Ser e Tornar-se, de Clara Bellar.
Diante do crescente fenómeno das crianças educadas na França, Clara Bellar, uma atriz francesa que mora em Los Angeles, explorou a escolha autónoma de aprendizagem, em "Ser e Tornar-se".
Surpreendente, empolgante e comovente, o seu documentário oferece histórias de experiências e encontros que exploram a escolha de não ir à escola, confiar neles e deixá-los aprender livremente sobre o que eles gostam.
A jornada de descoberta da realizadora leva-nos a quatro países, Estados Unidos, Alemanha (onde é ilegal ir à escola), França e Inglaterra.

domingo, setembro 09, 2018

Portugal Visto Pelos Olhos De Uma Investigadora Australiana

Leia a crónica que se segue e que fala de Portugal visto pelos olhos de uma investigadora Australiana:  Erin B Taylor.

"Os portugueses falam bem inglês, percebem o espanhol, têm Sol e bom vinho, tratam bem das suas cidades mas subestimam as potencialidades do país. Estas são algumas das conclusões de Erin B Taylor, uma investigadora australiana do Instituto de Ciências Sociais, que publicou recentemente um artigo sobre Portugal num site dedicado à antropologia.
No seu texto, publicado recentemente no site Popanth, Erin Taylor, que vive em Portugal há mais de um ano, faz uma análise pessoal e divertida do povo português e de alguns hábitos nacionais.
A investigadora afirma, por exemplo, que os portugueses "vivem em casas pequenas mas adoram cães grandes", ao contrário da Austrália onde, mesmo com casas grandes, as pessoas preferem cães pequenos. Erin especula que isto talvez aconteça porque os portugueses levam mais vezes os seus animais de estimação a passear na rua.
Erin salienta, no artigo, que embora os portugueses estejam constantemente a avisar que falar português não é o mesmo que falar espanhol, é possível falar com um português em espanhol. "Parece que os espanhóis não têm esta capacidade", avisa a investigadora, "os portugueses conseguem compreendê-los (aos espanhóis) mas eles não percebem os portugueses".
Modestos e tímidos
Num outro parágrafo, a investigadora garante que a maior parte dos portugueses fala inglês melhor do que parece. "Não se admire se descobrir, ao fim de umas semanas, que o senhor do café fala um inglês perfeito, mesmo que peça desculpa por não falar a sua língua", diz Erin. Um fenómeno que a investigadora atribui ao facto dos portugueses serem "modestos e tímidos".
Sobre o vestuário, a autora do artigo considera que os portugueses gostam de roupa elegante mas "pouco ostensiva", pelo que "os homens normalmente vestem calças com polos e as mulheres saias com tops casuais mas bonitos".
Erin defende ainda que todo o país se revela extremamente cuidado com "calçadas de pedra", "bonitos azulejos que indicam os nomes das ruas", e modernos passeios nas zonas ribeirinhas. Comparando com outros países, a investigadora diz que os portugueses são "incrivelmente dedicados" às suas cidades.
Erin elogia ainda a qualidade dos vinhos e da rede de transportes públicos, "bem desenhada e esteticamente agradável", o sol que persiste ao longo do Verão e o facto das pessoas serem "educadas e prestáveis".
Apesar de tudo isto, diz a investigadora, os portugueses tendem a "subestimar o seu país. "Dizem que estão sempre em crise, que a burocracia é um pesadelo e que é tudo muito caro", afirma Erin.
Isso faz com que, conclui a australiana, "muitos portugueses queiram fugir para outro país, enquanto todos os outros parecem querer vir para cá".
Boas Notícias. Um Mundo em Crescimento.

sábado, setembro 08, 2018

8 de Setembro

Hoje, este dia foi uma taça cheia,
hoje, este dia foi a onda imensa,
hoje, foi a terra inteira.

Hoje, o mar tempestuoso
ergueu-nos num beijo
tão alto que estremecemos
ao clarão de um relâmpago
e, unidos, descemos
para mergulharmos enlaçados.

Hoje os nossos corpos dilataram-se,
cresceram até ao extremo do mundo
e rolaram fundidos
numa só gota
de cera ou meteoro.

Entre mim e ti abriu-se uma nova porta
e alguém, sem rosto ainda,
esperava-nos ali.
Pablo Neruda -  "Os Versos do Capitão"

sexta-feira, setembro 07, 2018

Os Provocadores de Naufrágios

Os Provocadores de Naufrágios é o segundo livro de João Nuno Azambuja (1974). João Azambuja é licenciado em História e Ciências Sociais. Participou, por sua iniciativa, em diversas explorações arqueológicas pelo país ao longo de vários anos. Militou, mais tarde, nas tropas paraquedistas como comandante de pelotão, após um breve período como professor de História. Regressado à vida civil, dedicou-se à escrita e fundou, em Braga, um bar de inspiração celta, onde se realizaram concertos memoráveis das melhores bandas ibéricas desse género musical. O seu primeiro romance, Era Uma Vez Um Homem, ganhou o Prémio Literário UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) em 2016.

Sinopse:
Baseada em factos reais, esta é a história de Klaus Kittel, um alemão portuense que combateu na Segunda Guerra Mundial. Um homem mergulhado numa época de pesadelo, de guerra, morte e ditaduras. Uma Europa destroçada, de onde surge uma história improvável, mas verdadeira, feita de viagens e fintas ao destino. Kittel foi sempre perseguido pela crueldade humana. Em criança, expulsaram-no de Portugal. Em adulto, viveu os bombardeamentos aliados e fugiu ao Exército Vermelho. Passou pela grande depressão, assistiu à ascensão de Hitler e discursou para a elite do Partido Nazi. Depois da guerra, é preso. Sobrevive aos campos de prisioneiros, onde milhares de homens encontraram a morte. Mas consegue fugir, com o que talvez seja uma misteriosa ajuda de Álvaro Cunhal. Foi escravo, soldado, marido. Um romance escrito pela pena de uma das mais promissoras vozes das Letras portuguesas, vencedora do Prémio Literário UCCLA, sobre a qual disse o poeta Fernando Pinto do Amaral ser «capaz de exprimir um intenso sentido de revolta em face do mundo contemporâneo» …

quinta-feira, setembro 06, 2018

Samba de Verão








Oiça a música Samba de Verão na voz do seu compositor Marcos Valle, o surfista da Bossa Nova.

Você viu só que amor
Nunca vi coisa assim
E passou, nem parou
Mas olhou só pra mim

Se voltar, vou atrás
Vou pedir, vou falar
Vou dizer que o amor
Foi feitinho pra dar

Olha, é como o verão
Quente o coração
Salta de repente para ver
A menina que vem

Ela vem, sempre tem
Esse mar no olhar
E vai ver, tem de ser
Nunca tem quem amar
Hoje sim, diz que sim
Já cansei de esperar
Nem parei, nem dormi
Só pensando em lhe dar

Peço, mas você não vem, bem!
Deixo então, falo só, digo ao céu, mas você vem

Você viu só que amor
Nunca vi coisa assim
Que passou nem parou, mas olhou só pra mim
Se voltar, vou atrás
Vou pedir, vou falar
Vou dizer que o amor foi feitinho pra dar
Olha, é como o verão
Quente o coração
Salta de repente para ver a menina que vem
Ela tem, sempre tem, esse mar do olhar
E vai ver, tem de ser, nunca tem quem amar
Hoje sim, diz que sim, já cansei de esperar
Nem parei, nem dormi
Só pensando em lhe dar
Peço, mas você não vem
Vem!
Deixo então!
Falo só
Digo ao céu
Mas você vem

E agora a mesma música na voz de Caetano Veloso

quarta-feira, setembro 05, 2018

Antes da Invenção de Gutenberg

Como eram pintados os manuscritos, e por que é que eles são tão valiosos? Descubra estas e outras coisas neste mini-documentário do Getty Museum legendado pela Wish!




E agora descubra como eram feitas as tintas e os manuscritos no documentário do Museu dos Lóios em Santa Maria da Feira.

terça-feira, setembro 04, 2018

Chefes vs Cozinheiras

Chefes vs Cozinheiras é uma crónica de Rui Vieira Nery que aqui lhe deixo hoje como reflexão.

"Antigamente as cozinheiras dos bons restaurantes portugueses eram umas Senhoras rechonchudas e coradas, em geral já de idade respeitável, com nomes bem portugueses ainda a cheirar a aldeia – a D. Adosinda, a D. Felismina, a D. Gertrudes – e por vezes com uma sombra de buço que parecia fazer parte dos atributos da senioridade na profissão.

Tinham começado por baixo e aprendido o ofício lentamente, espreitando por cima do ombro dos mais velhos.

E tinham apurado a mão ao longo dos anos, para saberem gerir cada vez com mais mestria a arte do tempero, a ciência dos tempos de cozedura, os mistérios da regulação do lume.

A escolha dos ingredientes baseava-se numa sabedoria antiga, de experiência feita, que determinava o que “pertencia” a cada prato, o que “ia” com quê, os sabores que “ligavam” ou não entre si.

Traziam para a mesa verdadeiras obras de arte de culinária portuguesa, com um brio que disfarçavam com a falsa modéstia dos diminutivos – “Ora aqui está o cabritinho”, “Vamos lá ver se gosta do bacalhauzinho”, “Olhe que o agriãozinho é do meu quintal”.

Ficavam depois a olhar discretamente para nós, para nos verem na cara os sinais do prazer de cada petisco, mesmo quando à partida já tinham a certeza do triunfo, porque cada novo cliente satisfeito era como uma medalha de honra adicional.

E a melhor recompensa das boas Senhoras era o apetite com que nos viam: “Mais um filetezinho?” “Mais uma batatinha assada?”.

Hoje em dia, ao que parece, nestes tempos de terminologias filtradas, já não há cozinheiros, há “chefes”, e a respectiva média etária ronda a dos demais jovens empresários de sucesso com que os vemos cruzarem-se indistintamente nas páginas da “Caras” e da “Olá”.

Os nomes próprios seguem um abecedário previsível – Afonso, Bernardo, Caetano, Diogo, Estêvao, Frederico, Gonçalo, … – e os apelidos parecem um anuário do Conselho de Nobreza, com uma profusão ostensiva de arcaísmos ortográficos que funcionam como outros tantos marcadores de distinção – Vasconcellos, Athaydes, Souzas, Telles, Athouguias, Sylvas…

Quase nunca os vemos, claro, porque os deuses só raramente descem do Olimpo, mas somos recebidos por um exército de divindades menores cuja principal função é darem-nos a entender o enorme privilégio que é podermos aceder a semelhante espaço tão acima do nosso habitat social natural.

A explicação da lista é, por isso, um longo recitativo barroco, debitado em registo enjoado, em que, mais do que dar-nos uma ideia aproximada das escolhas possíveis, se pretende esmagar-nos com a consciência da nossa pressuposta inadequação à cerimónia em curso.

A regra de ouro é, claro, o inusitado das propostas culinárias em jogo e, preferivelmente, a sua absoluta ininteligibilidade para o cidadão comum.

Mandam, pois, o bom senso e o próprio instinto de auto-defesa que se delegue na casa a escolha do menu, sabendo-se, no entanto, que não vale a pena sonhar com que pelo meio nos apareça um pobre cabrito assado no forno, um humilde sável com açorda, ou uma honesta posta de bacalhau preparada segundo qualquer das “Cem Maneiras” santificadas das nossas Avós.

Seja o que Deus quiser!

E começam então a chegar a “profiterolle de anchova em cama de gomos de tangerina caramelizados, com espuma de champagne”,  o “ceviche de vieira com molho quente de chocolate branco e raspa de trufa”, a “ratatouille de pepino e framboesa polvilhada com canela e manjericão”, e por aí fora, em geral com largos minutos de intervalo entre cada prato e o seguinte, para nos dar tempo de meditar sobre a experiência numa espécie de retiro espiritual momentâneo…


E é de experiência que se pode aqui falar no sentido mais fugaz do termo.

Deliciosa ou intragável, a oferta tende a ser, por princípio, “one time only”, porque quando o empregado anuncia, na sua meia voz enfadada, o “camarão salteado em calda de frutos silvestres e açafrão”, o uso do singular não é metafórico – é mesmo um exemplar único da espécie que se nos apresenta em toda a sua glória, ainda que possa reinar isolado no meio de um prato em que, em tempos, caberia um costeletão de novilho com os respectivos acompanhamentos.

Se se detestar, há pelo menos a consolação de que não haverá qualquer hipótese de reincidência do crime; se se adorar – o que há que reconhecer que muitas vezes acontece – ficará apenas a memória fugidia do prazer inesperado.

A função do “chefe” é proporcionar-nos no palato esta sucessão de sensações momentâneas irrepetíveis, todas elas em doses cuidadosamente homeopáticas, um pouco como as configurações sempre novas de um caleidoscópio – ou, se se preferir uma imagem mais forte, como a versão gastronómica de uma poderosa substância alucinogénia, daquelas que faziam as delícias da geração hippie dos anos 60 quando lhe davam a ver, ora elefantes cor-de-rosa, ora hipopótamos azul-celeste.

Wow!

Que saudades das Donas Adozindas, das Donas Felisminas, das Donas Gertrudes, mais camponesas ainda do que citadinas, com a sua sabedoria, as suas receitas de família, a sua simplicidade, a sua fartura, o seu gosto de servir bem, o seu sentido de tradição e de comunidade!"
Rui Vieira Nery

segunda-feira, setembro 03, 2018

Portas Pelo Mundo Fora

A palavra Porta pode ter vários significados.
Quando é utilizada em informática pode significar ponto de ligação físico ou virtual usado na transmissão de dados.
Em sentido figurado pode indicar entrada, acesso, ou admissão.
Quando se utiliza para falar de algum tipo de tecnologia pode referir-se a parte de um equipamento onde se liga um cabo ou uma ficha, etc.
Há também várias expressões relacionadas com a palavra Porta. Por exemplo, bater à porta de (ou seja pedir auxílio a alguém);  infelizmente, a doença bateu-lhe à porta ou seja aconteceu, surgiu; Pela Porta do Cavalo, usando de meios pouco lícitos, Fora de Portas (ou seja, fora da cidade), etc.
No entanto, o significado mais vulgar desta palavra de origem latina (substantivo feminino), é uma abertura para entrar ou sair. 
Proponho-lhe que assista, então, à excelente apresentação que se segue e que mostra Portas Em Várias Partes do Mundo. Todas elas de uma beleza extraordinária e que mostram a influência da cultura dos povos e da sua história na arquitectura.
Ora veja. Vale bem a pena!

domingo, setembro 02, 2018

Respect

Oiça a rainha da Música Soul, Miss Aretha Franklin em Respect  (versão original de 1967), do álbum: I Never Loved a Man the Way I Love You.

What you want
Baby, I got it
What you need
Do you know I got it?
All I'm askin'
Is for a little respect when you get home (just a little bit)
Hey baby (just a little bit) when you get home
(Just a little bit) mister (just a little bit)
I ain't gonna do you wrong while you're gone
Ain't gonna do you wrong 'cause I don't wanna
All I'm askin'
Is for a little respect when you come home (just a little bit)
Baby (just a little bit) when you get home (just a little bit)
Yeah (just a little bit)
I'm about to give you all of my money
And all I'm askin' in return, honey
Is to give me my propers
When you get home (just a, just a, just a, just a)
Yeah, baby (just a, just a, just a, just a)
When you get home (just a little bit)
Yeah (just a little bit)
Ooh, your kisses
Sweeter than honey
And guess what?
So is my money
All I want you to do for me
Is give it to me when you get home (re, re, re, re)
Yeah baby (re, re, re, re)
Whip it to me (respect, just a little bit)
When you get home, now (just a little bit)
R-E-S-P-E-C-T
Find out what it means to me
R-E-S-P-E-C-T
Take care, TCB
Oh (sock it to me, sock it to me, sock it to me, sock it to me)
A little respect (sock it to me, sock it to me, sock it to me, sock it to me)
Whoa, babe (just a little bit)
A little respect (just a little bit)
I get tired (just a little bit)
Keep on tryin' (just a little bit)
You're runnin' out of fools (just a little bit)
And I ain't lyin' (just a little bit)
(Re, re, re, re) when you come home
(Re, re, re, re) 'spect
Or you might walk in (respect, just a little bit)
And find out I'm gone (just a little bit)
Compositores: Otis Redding