sábado, outubro 20, 2018

Danny Macaskill: The Ridge

Proponho-lhe hoje que veja o filme de Danny Macaskill, chamado The Ridge.
Daniel "Danny" MacAskill (1985) é um ciclista de testes escocês, de Dunvegan na Ilha de Skye.
Em maio de 2014, MacAskill lançou outro vídeo chamado Epecuen , que em abril de 2016, acumulava já mais de 10 milhões de visualizações.
É assim que, em outubro de 2014, MacAskill e o colaborador de longa data Stu Thomson, lançaram o filme intitulado The Ridge. Este foi filmado na sua ilha natal, a Ilha de Skye , ao longo da íngreme e rochosa Cuillin Ridge. Esta cordilheira é famosa pelos seus trilhos irregulares, pelo clima selvagem e pela rota de subida dramática até ao "Pináculo Inacessível".
O vídeo abaixo e as fotos que circulam na net dizem tudo ...

sexta-feira, outubro 19, 2018

A Carne das Mercês

Um dos pratos típicos que são parte integrante dos cardápios da Feira ou Festa das Mercês é a famosa Carne das Mercês, localidade que deu nome a um prato que é comum a toda a região saloia a ocidente de Lisboa.
A Carne das Mercês é um dos poucos "confitados" (há mais 4 ou 5 na cozinha tradicional portuguesa) da nossa cozinha popular e não tem nada a ver com as "carnes às mercês" das tabernas e cervejarias lisboetas.  Essas são carnes de porco fritas e em tudo iguais, excepto na massa de pimentão, à carne de porco alentejana (sem amêijoas).

De acordo com alguns entendidos em gastronomia, nos dias de hoje, a sua confecção anda pelas ruas da amargura. Pelo que aqui lhe deixo a verdadeira receita da Carne das Mercês segundo Luís Pontes, experimente-a, para ver o que é um petisco bom demais para se perder.

Ingredientes:

1kg de rabadilha de porco
1 colher de sopa de pimentão em pó
5-6 dentes de alho
5-6 folhas de louro
Sal grosso e pimenta preta
150g de banha de porco
2,5dl de vinho branco
2 colheres de sopa de vinagre (facultativo*)

Preparação:
"Corte a carne em pedaços com a volumetria aproximada de uma noz, tempere-os, junte o vinho e o vinagre* e deixe por 24 horas (mas melhor por 48h) no frigorífico*. Ponha esta carne com a marinada numa assadeira ou frigideiras de barro, por cima coloque a banha e leve ao forno, regulado para 120ºC com calor por baixo, durante cerca de 4 horas.

Durante este tempo a carne mal fervinha e a película de banha que se forma sobre a marinada impede a sua evaporação. Isto é essencial para que a carne vá confitando lentamente, adquirindo aquela tenrura não-desfeita que só a baixa temperatura e o tempo conferem.

Depois destas horas é tempo de finalizar: é agora que a carne já confitada vai ser frita. Passe a temperatura para 250ºC ou, mais prático, passe a assadeira para o lume do fogão, forte, e deixe que a marinada se evapore por completo e a carne fique alourada e frita por fora, mexendo sempre. No final (cuidado para que os alhos não queimem) junte um golpe de vinho branco, agite para desglaçar os sucos caramelizados e evaporar o álcool e sirva acompanhado de um bom vinho e pão de Mafra".
Luís Pontes em Outras Comidas

quinta-feira, outubro 18, 2018

O Palacete do Visconde de Sacavém

 O Palacete do Visconde de Sacavém situa-se entre grandes embaixadas na Lapa (Rua do Sacramento à Lapa).
Foi construído nos finais do século XIX como residência nobre, e as suas janelas neo-manuelinas estão cobertas de azulejos e de peças de cerâmica. Meio barroca, meio Arte Nova, é uma decoração simbólica do final do período romântico.




O Palacete do Visconde de Sacavém, um exemplar do romantismo tardio, foi mandado construir pelo Visconde de Sacavém, entre 1897 e 1900, tem projecto do arquiteto H. Faria Blanc e apresenta uma decoração cerâmica naturalista e revivalista.

quarta-feira, outubro 17, 2018

A Feira das Mercês



A Feira das Mercês, antiquíssimo vestígio do culto popular do Divino Espírito Santo, realiza-se nas últimas semanas de Outubro. Acontece numa quinta que foi casa do Marquês de Pombal na zona saloia, entre Rio de Mouro e o Algueirão Mem - Martins.


Aí se provavam a primeira água-pé do ano, às vezes algum vinho novo que alguém teimava em trazer, ainda meio-feito e as primeiras castanhas se o tempo tivesse ajudado com algum granizo precoce. Pelas nove horas, já sobre brasas no fundo de bidões serrados ao meio, as frigideiras da Carne às Mercês que havia de ser comidas bem depois do meio-dia!

A Feira ou Festa das Mercês , como também era conhecida, foi sempre muito atrativa pelo quadro etnogáfico que apresentava. O local encantava quem o visitava, quer pela diversidade de produtos, quer também pela algazarra das gentes e dos pregões, das figuras e garrido dos trajes. Era possível observar-se as saloias vestidas com as suas roupas coloridas.



Hoje é uma representação de uma das feiras mais emblemáticas do concelho de Sintra. E proporciona aos visitantes vários e diversos momentos de animação etnográfica saloia, espaços de restauração, bancas de artesanato diversificado, área infantil e espetáculos de palco.

Um aliciante desafio a não perder!

terça-feira, outubro 16, 2018

Minas Gerais é...

Minas Gerais é... 
"pão de queijo, paçoca e cafezim.
Aonde as pessoas se cumprimentam com 3 beijinhos, e têm um coração enorme.
Também é cachoeiras maravilhosas, uma culinária muito rica e uma bela cultura...
Onde se encontra o Instituto Inhotim que é um dos acervos mais importantes da arte contemporânea, onde andar de bicicleta é mais complicado porque a cidade foi construída em cima de várias montanhas, é aonde não tem praias, mas em compensação há várias paisagens espetaculares; onde trem substitui qualquer palavra e arredar significa afastar; aonde usar palavras diminutivas a qualquer momento, ou não terminar (de falar) as palavras é normal... Como (por exemplo): arreda pra lá um cadim sô, ou, sai ditrai da porta, etc,.
MG é "donde" há cidades maravilhosas e se concentra um dos sotaque mais lindos do Brasil".
Ashiley D. J. - 11º E

segunda-feira, outubro 15, 2018

Quando A Gira Girou

Oiça o cantor brasileiro Zeca Pagodinho em "Quando A Gira Girou".

O céu de repente anuviou
E o vento agitou as ondas do mar
E o que o temporal levou
Foi tudo que deu pra guardar
Só Deus sabe o quanto se labutou
Custou mas depois veio a bonança
E agora é hora de agradecer
Pois quando tudo se perdeu
E a sorte desapareceu
Abaixo de Deus só ficou você

Quando a gira girou, ninguém suportou
Só você ficou, não me abandonou
Quando o vento parou e a água baixou
Eu tive a certeza do seu amor

Quando tudo parece que estar perdido
É nessa hora que você vê
Quem é parceiro, quem é bom amigo
Quem tá contigo quem é de correr
A sua mão me tirou do abismo
O seu axé evitou o meu fim
Me ensinou o que é companheirismo
E também a gostar de quem gosta de mim

Quando a gira girou, ninguém suportou...

Na hora que a gente menos espera
No fim do túnel aparece uma luz
A luz de uma amizade sincera
Para ajudar carregar nossa cruz
Foi Deus quem pôs você no meu caminho
Na hora certa pra me socorrer
Eu não teria chegado sozinho
A lugar nenhum se não fosse você

Quando a gira girou, ninguém suportou...

domingo, outubro 14, 2018

Jura

Pelas rugas da fronte que medita...
Pelo olhar que interroga — e não vê nada...
Pela miséria e pela mão gelada
Que apaga a estrela que nossa alma fita...

Pelo estertor da chama que crepita
No último arranco duma luz minguada...
Pelo grito feroz da abandonada
Que um momento de amante fez maldita...

Por quanto há de fatal, por quanto há misto
De sombra e de pavor sob uma lousa...
Oh pomba meiga, pomba da esperança!

Eu te juro, menina, tenho visto
Coisas terríveis — mas jamais vi coisa
Mais feroz do que um riso de criança!
Antero de Quental

sábado, outubro 13, 2018

Rua das Cruzes da Sé

Rua das Cruzes da Sé, 13-15, em Lisboa.
Esta fachada ao lado da Sé está coberta de azulejos criados em 1918. Trata-se de uma antiga fábrica que produzia balanças, e por isso os painéis são alusivos ao ofício.

sexta-feira, outubro 12, 2018

A Loucura dos Homens


Sugiro-lhe que veja a excelente apresentação que se segue: "A Loucura dos Homens".
A Loucura dos Homens põe-nos a refletir e a dar razão ao índio apache Gerónimo.

quinta-feira, outubro 11, 2018

Portugal Aos Olhos De Uma Brasileira

 Vale a pena ler a crónica de Ruth Manus: "Portugal Aos Olhos De Uma Brasileira".
Ruth Manus, é advogada e professora universitária e escreve num blogue num Jornal de S. Paulo. E escreveu isto sobre Portugal, num texto que deve ser (é !) um orgulho lermos:

"Dentre as coisas que mais detesto, duas podem ser destacadas:
Ingratidão e pessimismo.
Sou incuravelmente grata e otimista e, comemorando quase 2 anos em Lisboa, sinto que devo a Portugal o reconhecimento de coisas incríveis que existem aqui, embora me pareça que muitos nem percebam.
Não estou dizendo que Portugal seja perfeito.
Nenhum lugar é.
Nem os portugueses são, nem os brasileiros, nem os alemães, nem ninguém.
Mas para olharmos defeitos e pontos negativos basta abrir qualquer jornal, como fazemos diariamente.
Mas acredito que Portugal tenha certas características nas quais o mundo inteiro deveria inspirar-se.
Para começo de conversa, o mundo deveria aprender a cozinhar com os portugueses.
Os franceses aprenderiam que aqueles pratos com porções minúsculas não alegram ninguém.
Os alemães descobririam outros acompanhamentos além da batata.
Os ingleses aprenderiam tudo do zero.
Bacalhau e pastel de nata ?
Não.
Estamos falando de muito mais.
Arroz de pato, arroz de polvo, alheira, peixe fresco grelhado, ameijoas, plumas de porco preto, grelos salteados, arroz de tomate, baba de camelo, arroz doce, bolo de bolacha, ovos moles.
Mais do que isso, o mundo deveria aprender a se relacionar com a terra como os portugueses se relacionam.
Conhecer a época das cerejas, das castanhas e da vindima.
Saber que o porco é alentejano, que o vinho do Porto é do Douro.
Talvez o pequeno território permita que os portugueses conheçam melhor o trajeto dos alimentos até a sua mesa, diferente do que ocorre, por exemplo, no Brasil.
O mundo deveria saber ligar a terra à família e à história como os portugueses.
A história da quinta do avô, as origens transmontanas da família, as receitas típicas da aldeia onde nasceu a avó.
O mundo não deveria deixar o passado escoar tão rapidamente por entre os dedos.
E se alguns dizem que Portugal vive do passado, eu tenho certeza de que é isso o que os faz ter raízes tão fundas e fortes.
O mundo deveria ter o balanço entre a rigidez e a afeto que têm os portugueses.
De nada adiantam a simpatia e o carisma brasileiros se eles nos impedem de agir com a seriedade e a firmeza que determinados assuntos exigem.
O deputado Jair Bolsonaro, que defende ideias piores que as de Donald Trump, emergiu como piada e hoje se fortalece como descuido no nosso cenário político.
Nem Bolsonaro nem Trump passariam em Portugal .
Os portugueses - de direita ou de esquerda - não riem desse tipo de figura, nem permitem que elas floresçam.
Ao mesmo tempo, de nada adianta o rigor japonês que acaba em suicídio, nem a frieza nórdica que resulta na ausência de vínculos.
Os portugueses são dos poucos povos que sabem dosar rigidez e afeto, acidez e doçura, buscando sempre a medida correta de cada elemento, ainda que de forma inconsciente.
Todo país do mundo deveria ter uma data como o 25 de abril para celebrar.
Se o Brasil tivesse definido uma data para celebrar o fim da ditadura, talvez não observássemos com tanta dor a fragilidade da nossa democracia.
Todo país deveria fixar o que é passado e o que é futuro através de datas como essa.
Todo idioma deveria conter afeto nas palavras corriqueiras como o português de Portugal transporta .
Gosto de ser chamada de “ miúda“.
Gosto de ver os meninos brincando e ouvir seus pais chama-los carinhosamente de “ putos “.
Gosto do uso constante de diminutivos.
Gosto de ouvir ” magoei-te ? ” quando alguém pisa no meu pé.
Gosto do uso das palavras de forma doce.
O mundo deveria aprender a ter modéstia como os portugueses, embora os portugueses devessem ter mais orgulho desse seu país do que costumam ter.
Portugal usa suas melhores características para aproximar as pessoas, não para afastá-las.
A arrogância que impera em tantos países europeus, passa bem longe dos portugueses.
O mundo deveria saber olhar para dentro e para fora como Portugal sabe.
Portugal não vive centrado em si próprio como fazem os franceses e os norte americanos.
Por outro lado, não ignora importantes questões internas, priorizando o que vem de fora, como ocorre com tantos países colonizados.
Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece.
Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal.
Essa sorte, pelo menos, nós brasileiros tivemos."

quarta-feira, outubro 10, 2018

No Campo de Santa Clara...

No Campo de Santa Clara (124 -126) existe um prédio com aquela que é provavelmente a mais bela fachada de azulejos em Lisboa. Encontra-se perto do Panteão Nacional onde se realiza a Feira da Ladra, e data de 1860. Criada ao gosto romântico da época, de inspiração barroca, usa o azul, o amarelo e o branco para representar bustos e molduras imitando mármore.

terça-feira, outubro 09, 2018

As Saloias na Poesia Popular


As saloias são cantadas na poesia popular. A quadra, abaixo,  recolhida na aldeia da Rapa (Celorico da Beira) desenha nitidamente dois perfis: o etnográfico, da saloia; o moral do poeta.

Quem me dera em Lisboa,
Á porta de uma taberna,
P’ra ver passar a saloia
Com a saia a meia perna.

A seguir, a referência ao traje da saloia (folclore lisbonense dos arredores, ou da região mais próxima de Lisboa).

Sou saloia, trago botas,
E também trago mantéu,
Também trago carapuça
Debaixo do meu chapéu.

Sou saloia, trago botas,
Também trago o meu manteu
Também tiro a carapuça
A quem me tira o chapeu.

Agora mais três quadras acerca das saloias.

Sou saloia, vendo queijos,
Também vendo requeijão,
Também falo ao meu amor,
Quando tenho ocasião. (!)

Lavadeira, que lava a roupa,
Ela lava a roupa boa;
Ela lava, lava a roupa,
O sabão vem de Lisboa.

Ó saloia, dá-me um beijo,
Que eu te darei um vintém,
Os beijos de uma saloia
São caros, mas sabem bem.

domingo, outubro 07, 2018

Volta ao Mundo



Dê uma Volta ao Mundo, ainda que virtual, através da excelente apresentação que se segue.
Ora veja!. Vale bem a pena!
Não perca esta oportunidade.

sábado, outubro 06, 2018

A Nossa Voz

Veja e oiça o novo clipe de Chitãozinho e Xororó, A Nossa Voz, clipe apresentado no programa da TV Globo, Altas horas.
 A Nossa Voz conta com a participação dos seguintes cantores: Chitãozinho e Xororó, Paulo Miklos, Thiaguinho, Luan Santana,  Michel Teló, Gilberto Gil, Sandy, Andreas Kisser, Família Lima, Marcos e Belutti, Alcione, Paula Fernandes, Toni Garrido,  Karol Conka, Projota, Negra Li, Rappin’ Hood, Seu Jorge, Ivete Sangalo, Rogério Flausino, Maria Gadú,  Junior Lima, Caetano Veloso, Elba Ramalho, Daniel, Tonny e Kleber, Allison Lima, Theo Scholles Lima
Como viu grandes nomes da música brasileira uniram-se na canção de protesto "A Nossa Voz".

Tudo o que eu quero é um país sem medo
De corrigir seus erros, de crescer e de sonhar.
Somos índios, brancos, amarelos, negros,
Somos um gigante pronto pra despertar!
To querendo, mesmo, um país seguro,
Que tenha justiça, mais saúde e educação.
Nossa terra é fértil, linda e tão jovem...
A mudança está em nossas mãos!
Esse é o país que eu quero construir,
Com nosso povo andando de mãos dadas vamos conseguir!
Esse é o Brasil, somos milhões!
E o futuro depende só de nós,
Nada irá calar a nossa voz!
É, quero poder andar em segurança,
Sem medo, eu só tenho esperança.
Quem vem de baixo também alcança,
Não mais ser julgado se o corpo balança.
O povo quer paz, a gente quer mais,
A revolução é a gente que faz,
É hora da gente mostrar que ainda somos racionais.
Eu quero sorrir, ser feliz por aqui, com liberdade.
Um país de amor, sem distinção de cor, sem maldade.
Lutei para sorrir, sempre resistir,
Vencer e ser feliz, por paz e amizade, sim.
Esse é o louvor, Te peço, Meu Senhor,
Ajude o meu povo a sair dessa escravidão.
Nunca desistimos, somos brasileiros,
Temos a esperança viva em cada olhar.
Tudo o que eu quero é um país sem muros,
Respeitar a sua e ter a minha opinião.
Nossos filhos herdarão o que plantamos,
A semente está em nossas mãos!
Esse é o país que eu quero construir,
Com nosso povo andando de mãos dadas vamos conseguir!
Esse é o Brasil, somos milhões!
E o futuro depende só de nós,
Nada irá calar a nossa voz!
Esse é o país que eu quero construir,
Com nosso povo andando de mãos dadas vamos conseguir!
Esse é o país que eu quero construir,
Com nosso povo andando de mãos dadas vamos conseguir!
Esse é o país que eu quero construir,
Com nosso povo andando de mãos dadas vamos conseguir!
Esse é o Brasil, somos milhões!
E o futuro depende só de nós,
Nada irá calar a nossa voz!
Esse é o país que eu quero!

sexta-feira, outubro 05, 2018

De amor nada mais resta que um Outubro

De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.
Natália Correia, em "Poesia completa - Natália Correia". 

quinta-feira, outubro 04, 2018

Trance

Oiça Chucho Valdés & Gonzalo Rubalcaba, em Trance, no Blue Note Tokyo (2017).

Fundado em 1988, o Blue Note Tokyo  é um clube de jazz localizado no coração de Tóquio e considerado um dos mais importantes clubes de jazz do mundo.
O Blue Note Tokyo tem recebido inúmeros músicos, tais como Sarah Vaughan, Tony Bennett, Roberta Flack, Chick Corea, Oscar Peterson, Maceo Parker, Soulive, Dr. John, David Sanborn, Milt Jackson Quartet, Quartet Jim Hall and Kyle Eastwood Band.
Aqui fica o registo da atuação de Chucho Valdés & Gonzalo Rubalcaba neste famoso clube.

O pianista e compositor Gonzalo Rubalcaba nasceu (1963) numa família musical em Havana. Gonzalo Rubalcaba, uma das figuras mais importantes a emergir do jazz afro-cubano nos anos 90, é um pianista extraordinariamente versátil capaz de misturar diferentes vertentes da tradição do jazz cubano e americano num todo novo e moderno.

quarta-feira, outubro 03, 2018

O Estranho Caso do Botão de Punho

O Estranho Caso do Botão de Punho é um livro de António Enes Marques. 
António Enes Marques (1955), é licenciado em Economia e já publicou três romances, A Vida em 3D (2010), O Monte da Lua (em 20139, e O Latido do Doutor Adam (2016).

Sinopse:
"O suor escorria-lhe em bica pela testa, pelo rosto, em grossas gotículas. A camisa molhada pegava-se-lhe ao corpo. As mãos trementes, húmidas, peganhentas, mal conseguiam segurar o volante. As pernas alquebradas tremiam como varas verdes como se fossem abanadas por forte ventania. Verificou num relance através do espelho retrovisor que o corpo do presumível e infando assassino se mantinha imóvel.
Em O Estranho Caso do Botão de Punho, revela-se a história de Pedro, lançado no desemprego em plena crise financeira, e que, por causa de Olga e do seu ex-marido, se vê envolvido nas teias de uma inaudita e melindrosa situação, que ensombra o seu devir.
Numa narrativa escorreita e empolgante, ao melhor estilo do romance policial, em que se conjugam e se sobrepõem o mistério com a realidade, o leitor é confrontado com a dúvida permanente sobre a autoria de um terrível crime, cujos indícios tanto podem incriminar como absolver, o ou os, potenciais suspeitos".

terça-feira, outubro 02, 2018

A Casa do Ferreira das Tabuletas

 A Casa do Ferreira das Tabuletas é o edifício de azulejos mais fotografado da cidade de Lisboa, pois encontra-se mesmo no centro, no Chiado.
Data de 1864 e é completamente forrado com azulejos amarelos e laranja, retratando imagens mitológicas que representam a Terra, a Água, a Ciência, a Agricultura, o Comércio e a Indústria. No topo vê-se uma estrela com o olho da Providência.
Mandada edificar nos terrenos do extinto Convento da Santíssima Trindade, por Manuel Moreira Garcia, capitalista galego de fortes convicções maçónicas, a Casa do Ferreira das Tabuletas é um edifício, de feição pombalina, com a fachada dividida em três panos e quatro registos, que apresenta um revestimento azulejar da autoria do pintor e azulejador Luís António Ferreira, mais conhecido por Ferreira das Tabuletas, daí o nome da casa.

segunda-feira, outubro 01, 2018

A Commonwealth Avenue ou Killer Highway

A  Avenida Commonwealth, nas Filipinas, assiste a mais de cinco acidentes diários.
A Avenida Commonwealth, é uma estrada de 12,4 km, que dispõe de 6 a 18 faixas e é a mais ampla das Filipinas. Esta avenida está localizada na cidade de Quezon.
Quezon, é uma das várias cidades da região metropolitana de Manila, nas Filipinas.
A Avenida Commonwealth, tem uma alta incidência de acidentes de trânsito, especialmente relacionados com o excesso de velocidade e, por isso, ganhou o apelido de Killer Highway, por ser uma das mais perigosas do mundo.