Ouça o cantor brasileiro, radicado em Portugal, Leo Middeaem "Doce Mistério".
Leo Middea (1995) é um artista da nova geração da Música Popular Brasileira. Atualmente em Lisboa, gravou os discos "Vicentina" (2020) e "Beleza Isolar" (2020).
Reconhecido na música brasileira em Portugal, participou das celebrações do Bicentenário da Independência do Brasil. No ano de 2023 lançou o álbum "Gente", que atingiu 1 milhão de streams um mês após o lançamento. A solo ou em banda, encanta o público por onde passa.
Pode segui-lo no podcast "Tem Café, Tem Conversa" que pretende ser um encontro descontraído onde os anfitriões e os convidados com o café como pretexto, discorrem sobre cultura, música, curiosidades e experiências pessoais. Este podcast aborda as conexões entre Brasil e Portugal, a lusofonia e a imigração.
Em entrevista na Rádio Renascença.
Ouça o Leo Middea em "Lisbon Lisbon" no Programa da Manhã da Antena 1.
Sob a Luz Feroz do Teu Rosto - Poemas de amores é um livro do escritor brasileiro Eucanaã Ferraz.
Eucanaã Ferraz é professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e consultor de literatura do Instituto Moreira Salles. Publicou oito livros de poemas — entre os quais: Desassombro (2002), Sentimental (2012, Prémio Portugal Telecom para Melhor Livro de Poesia) —, reunidos em Portugal no volume Poesia (1990-2016). Pela Tinta-da-china, lançou Retratos com Erro (2019), que recebeu o Prémio Oeiras .
Sinopse: "O poema Não de Eucanaã Ferraz, me fez chorar quando li pela primeira vez - e me fez chorar quando li pelas vezes seguintes (foram várias primeiras vezes)". Caetano Veloso
A Bôla Parda é uma iguaria de confecção caseira, tradicional de Natal, da Guarda.
Não se conhece bem a origem do nome ou da receita da "Bôla da Guarda" ou Bôla Parda da Guarda. No entanto, pensa-se que esta iguaria remonta há alguns séculos, possivelmente ao século XVI. Tem como ingredientes de destaque a canela, a aguardente e o azeite.
Esteve durante muito tempo esquecida e quase votada ao esquecimento. Em 2013 foi recuperada por Ludovina Margarido para o II Concurso de Doces de Natal, promovido na época pelo Município da Guarda. Desde então tem-se esforçado por melhorar e reinventar a receita original, tendo já conquistado vários prémios: dois nacionais e um internacional.
A receita da "Bôla da Guarda" é transmitida de geração em geração e, todos os anos, na época de Natal, cumpre-se a tradição de colocar este doce na mesa.
Se quiser experimentar, aqui lhe deixo uma receita desta iguaria natalícia, porque preservar o nosso património gastronómico, é promover a nossa identidade!
Ingredientes: 6 ovos 500 gr de açúcar 1 chávena de azeite ou 1/2 de azeite e 1/2 de óleo Raspa e sumo de 1 laranja 1 cálice de aguardente 1/2 chávena de leite 2 a 4 colheres de sopa de canela em pó (consoante o gosto) 500 gr de farinha de trigo 2 colheres de sobremesa de fermento em pó Açúcar e canela em pó para polvilhar Manteiga para untar a forma q.b. Farinha para polvilhar a forma q.b.
Modo de Preparação: Pré-aquecer o forno a 190ºC. Untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma alta ou um tabuleiro. Separar as gemas das claras e bater estas últimas em castelo firme. Reservar. Bater as gemas com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado. Juntar o azeite, a raspa e sumo de laranja, a aguardente, o leite e a canela e voltar a bater. De seguida juntar, alternadamente, a farinha (previamente misturada com o fermento) e as claras batidas. Envolver tudo muito bem e verter o preparado na forma. Antes de colocar no forno, polvilhar o topo da massa abundantemente com uma mistura de canela em pó e açúcar. Levar a cozer, aproximadamente, durante 35 minutos. Se utilizar uma forma alta deverá demorar mais tempo a cozer. Posteriormente, fazer o teste do palito para verificar a cozedura. Nota: As chávenas utilizadas levam 200 ml. Esta receita utiliza 1/2 chávena de azeite e 1/2 chávena de óleo.
Jeanne Dielman é um filme (1975) do género drama, realizado por Chantal Akerman e que conta no elenco com: Delphine Seyrig, Jacques Doniol-Valcroze e Jan Decorte.
Este filme é considerado como a obra-prima de Chantal Akerman segundo a revista Sight and Sound como pode ver neste link.
Sinopse: Três dias na vida de Jeanne Dielman (Delphine Seyrig), uma mulher ainda jovem, porém viúva, que mora com o filho adolescente. A rotina enfadonha e a clareza de pequenos gestos e detalhes dessa mulher que cuida da casa enquanto o filho está na escola e se prostitui ocasionalmente. A junção do sufocamento pela rotina com o fato dela atender aos clientes em casa conduzem Jeanne a um trágico final.
António Variações (1944 - 1984) que faria hoje 80 anos, foi um cantor e compositor português do início dos anos 1980. A sua curta discografia continuou a influenciar a música portuguesa nas décadas posteriores à sua morte precoce, aos 39 anos, deixando assim um legado para os tempos vindouros.
Ouça, em baixo, António Variações, um homem à frente do seu tempo, em "O corpo é que paga" que faz parte de "Anjo da Guarda", o álbum de estreia de António Variações, uma edição Valentim de Carvalho de 1983.
A Porca de Beja ouPorquinho Doce é um dos doces típicos desta cidade alentejana. É o doce emblemático do café pastelaria Luiz da Rocha e da doçaria regional.
Este doce foi também descrito como um "mimo" do Convento do Paraíso. O legado conventual tem uma forte influência na doçaria de Beja e um dos doces mais afamados é o Porquinho.
O Porquinho Doce é fabricado com massapão (doce de origem árabe que resulta da mistura de amêndoa com açúcar e claras) corado de castanho (para ter a cor do porco de raça alentejana) pela adição de chocolate, recheado com doce de ovos, doce de gila e fios de ovos. Pode também levar trouxas de ovos.
Apresenta-se em forma de porco deitado de lado sobre um guardanapo de papel rendado. Pode ser feito com vários tamanhos e formatos (o seu peso varia entre 1 kg até cerca de 2 kg), sendo os maiores os mais decorados. Aparece, por vezes, com a forma de uma porca a amamentar os leitõeszinhos, com duas contas de vidro no local dos olhos e, no dorso, com folhas de azinheira e bolotas feitas da mesma massa.
Embora seja uma gulodice ou sobremesa que se come durante todo o ano é muito frequente nas mesas do Natal. O porco é um animal fundamental na alimentação dos alentejanos e sendo a época do Natal a época por excelência das matanças, daí que a pastelaria Luiz da Rocha o tenha começado a fabricar como doce de Natal.
No dia 1 de dezembro de 1640, um grupo de nobres, os 40 Conjurados, invadiram o Paço da Ribeira, em Lisboa. Estes Conjurados conspiraram contra o domínio filipino em Portugal e prepararam um golpe palaciano, para recuperar a independência do país.
Assista ao documentário da RTP sobre o feriado que comemora o Dia da Restauração da Independência, quando no dia 1 de Dezembro de 1640 Portugal recuperou a soberania que havia perdido para Espanha 60 anos antes. O feriado foi instituído em 1910, uma das primeiras medidas aprovadas na Primeira República, em função do seu grande simbolismo.
O Arco Triunfal das Amoreiras localiza-se junto ao Jardim das Amoreiras e consagra a memória de D. João V assinalando o ano de 1748 como o da chegada das águas de Sintra (Belas) até Lisboa.
O Arco das Amoreiras marca o final das obras. Está a poucos metros do Reservatório Mãe D´água, local onde estão os tanques de reserva de água e passa por cima daRua das Amoreiras, antiga Rua das Águas Livres.
Os últimos arcos do Aqueduto mostram a necessidade de um símbolo comemorativo. Ao longo do percurso do aqueduto existem 2 deste arcos, o primeiro o Arco de São Bento, sobre a Rua de São Bento, é mais simples e mais pequeno. Este é mais bonito, mais imponente e mais "trabalhado", encimado por um frontão triangular.
Se não conhece esta parte da cidade de Lisboa, não deixe de o fazer e de visitar o Reservatório, o Jardim e o Arco das Amoreiras ou Arco Triunfal das Amoreiras.
Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos.
Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.
No vídeo de hoje Luciane Cachinski mostra-lhe o que uma mulher elegante não usa!!!
Assista ao vídeo abaixo porque acho que vai apreciar algumas das dicas.
Mário Pinto de Andrade (1928 - 1990) foi um filólogo, sociólogo, ensaísta, militar, teórico e ideólogo anticolonial angolano, que foi um dos membros-fundadores do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).
Mantinha o pseudónimo literário de Buanga Felé, e é considerado o patrono da sociologia angolana.
Estreia hoje nos cinemas o filme Mário de Billy Woodberry que segue a história e o legado de Mário Pinto de Andrade, fundador do MPLA.
"Mário é o retrato da vida de um homem, mas também o retrato da geração que nos países africanos sob domínio colonial português encabeçou a luta pelas independências (Jornal Público)".
Se não conseguir ir ao cinema proponho-lhe que assista ao vídeo abaixo, da TV Zimbo Oficial, que é um especial acerca deste intelectual angolano.
Chile, 1976 é um filme (2022) em que a atriz chilena Manuela Martelli faz a sua estreia atrás das câmaras, numa longa-metragem. O roteiro é de Manuela Martelli em parceria com Alejandra Moffat e a banda sonora eletrónica está a cargo da brasileira Mariá Portugal. O filme conta no elenco com Aline Küppenheim, Hugo Medina, Alejandro Goic.
Aline Küppenheim no papel de Carmen é uma dona de casa que vive a placidez da vida burguesa de classe média. Até o dia em que, em visita à sua casa de Verão, se vê arrastada para a luta política quando recebe o apelo do padre da família para que esconda, por piedade, um refugiado político ferido.
Um drama conjugal tépido transforma-se num thriller político, arrepiante na contraposição do conforto conformista com o terror da oposição ao regime de Pinochet, no Chile de 1976.
Se não viu o filme na RTP 2 (no dia 25/11) não deixe de o fazer, entretanto assista ao Trailer abaixo.
E agora assista a um vídeo com a crítica do filme: pactos de silêncio no Chile durante a ditadura Pinochet.
Elvis Presley (1935 - 1977) foi um cantor, músico e ator dos E. U. A.. Ficou conhecido como "Rei do Rock and Roll" ou simplesmente "O Rei", e é considerado um dos ícones culturais mais significativos do século XX.
Com uma série de aparições bem-sucedidas na televisão e de sucessos musicais tornou-se a principal figura do rock and roll.
Entre as suas músicas mais conhecidas destacam-se: That's All Right, Love Me Tender, It's Now or Never e Kiss Me Quick.
Proponho-lhe que assista, em baixo, ao primeiro show (chamado Aloha From Hawai) ao vivo via satélite, de Elvis Presley, em 1973.
A audiência deste evento superou a da transmissão da chegada do homem à Lua.
Assista também a uma entrevista que O Rei concedeu acerca deste show.
Sou poeira também, folha de outono. Rês tresmalhada que não quer abrigo No calor do redil de nenhum dono. Leva-me, e livre deixa-me cair No deserto de todas as lembranças, Onde eu possa dormir Como no limbo dormem as crianças.
1 frango ou galinha 150 g. de chouriço 100 g. de bacon frito 1 pão saloio, de 500 g. 120 g. de manteiga 3 ovos 5 dl. de caldo de galinha 2 dl. de nata Queijo ralado q.b. Alcaparras q.b. 2 ou 3 cenouras
Preparação: Coze-se o frango com um bocado de chouriço e duas ou três cenouras. Depois de cozidos, corta-se o frango em bocados e o chouriço em rodelas finas. Reduz-se o caldo da cozedura, até ficar em cerca de 2 dl. Parte-se o pão em fatias, que depois se torram e se barram com manteiga. em ambos os lados. Arrumam-se as torradas no fundo e nos lados de um pirex bem untado, e vão-se dispondo sobre o pão as fatias de bacon frito, os bocados de frango e as rodelas de chouriço. Rega-se tudo com os caldos preparados e leva-se ao forno, rega-se com a nata aquecida, à qual se juntaram as gemas. Vai ao forno mais alguns minutos e depois de polvilhar com queijo e alcaparras serve-se imediatamente.
A Lisboa anterior ao terramoto de 1755 desapareceu quase completamente, não só com a catástrofe de 01 de novembro, mas também com a reconstrução empreendida pelo futuro Marquês de Pombal, ministro do rei D. José I, da qual resultou uma cidade de traçado regular e quarteirões uniformes.
Veja, através dos vídeos abaixo, como seria a cidade de Lisboa, então capital de um imenso império, antes do terramoto de 1755.
Se quiser saber como foi este terramoto e que consequências teve não deixe de visitar o Museu do Terramoto.Uma incrível viagem no tempo até 1755 que permite reviver o acontecimento mais dramático e transformativo de Lisboa - o Terramoto de 1755.
Quer conhecer a maqueta de Lisboa antes de 1755? Veja o vídeo abaixo ou visite o Museu de Lisboa no Palácio Pimenta, onde a pode ver e cada peça conta uma história.
"Balada dos Homens que Sonham" - Breve Antologia do conto angolano.
Organizado por António Quino, Balada dos Homens que Sonham nasceu do interesse da União dos Escritores Angolanos em promover mais a literatura angolana a nível internacional. Segundo o coordenador, o livro foi organizado com o objetivo de condensar textos literários em prosa, iniciando um volume de textos de autores que se tenham revelado ou publicado entre 1980 e 2010, e cujo teor expresse interesse, contexto, realidade, consciência coletiva, escolhas estéticas e temáticas de Angola e dos angolanos.
"A escala dos contistas foi disposta numa hierarquia que obedece à data dos seus nascimentos", esclarece António Quino. "Assim, iniciámos com os contos dos autores mais velhos e terminámos com os dois mais novos, criando uma espécie de pico que tem no cimo memórias mais distanciadas do presente e, na ponta, um presente menos pretérito. Aqui reside um dos substratos dos contos dos "catorze apóstolos" presentes nesta antologia. Um silêncio que fala e convoca o leitor, pois muito fica por ser dito na incompletude das formas, ideias e coisas muito diretas dos verbos exprimir e comunicar."
Sinopse:
Ondjaki, José Eduardo Agualusa, Frederico Nini e Timóteo Ulika são apenas alguns dos autores presentes nesta breve antologia do conto angolano. Os textos ali reunidos, 22 no total, revelam uma Angola por vezes desconhecida, quase sempre inspiradora, alegre, viva e cheia de talento.
O grupo Puhdys é uma banda de rock alemã formada em Oranienburg, na Alemanha Oriental, em 1969.
Embora tivessem sido especialmente populares na Alemanha Oriental, os Puhdys tiveram um sucesso significativo fora da RDA e foram uma das primeiras bandas da Alemanha Oriental autorizadas a fazer turnês pela Alemanha Ocidental (RFA).
Embora os Puhdys se tenham apresentado e feito turnês noutros países comunistas, começando com a União Soviética em 1973, o seu maior número de seguidores fora da RDA estava na Alemanha Ocidental, onde seus álbuns começaram a ser lançados. No entanto, as autoridades da RDA estavam relutantes em permitir que os artistas viajassem para o oeste devido ao medo de poderem desertar.
A banda Puhdys foi o primeiro grupo de rock da Alemanha Oriental a fazê-lo, na Bélgica e na Holanda em 1974. Depois, finalmente, foram autorizados a apresentar-se na Alemanha Ocidental com um show em Hamburgo em 9 de novembro de 1976, seguido por apresentações em Dortmund e Berlim Ocidental. Após o sucesso desses shows, os álbuns da banda foram lançados na Alemanha Ocidental em 1977.
Eles são um dos grupos de rock de língua alemã de maior sucesso. Formado em 1969, o lendário grupo de rock da Alemanha Oriental, Puhdys, ressurgiu há alguns anos tendo feito turnês pelo país.
Aqui lhe deixo agora dois vídeos deste mítico grupo. Aqui vai o 1º.
Diu(ou Dio) é uma cidade e sede de distrito que pertence ao território de Dadrá e Nagar Aveli e Damão e Diu. Fez parte do antigo Estado Português da Índia até que, em 1961, foi anexado pela Índia, que invadiram aquele território, no tempo de Nehru.
O território de Diu possui uma área de 40 km² e situa-se na península indiana de Guzerate e é composto pela ilha de Diu (separada da península pelo estreito rio Chassis) e pelos pequenos enclaves continentais de Gogolá e Simbor.
Diu era uma cidade de grande movimento comercial quando os portugueses chegaram à Índia. Em 1513 os portugueses tentaram estabelecer ali uma feitoria, mas as negociações não tiveram êxito. Em 1531 a tentativa de conquista levada a efeito por D. Nuno da Cunha também não foi bem sucedida. No entanto, Diu veio a ser oferecida aos portugueses em 1535 como recompensa pela ajuda militar que estes deram ao sultão Bahadur Xá de Guzerate, contra o Grão-Mogol de Deli. Assim, cobiçada desde os tempos de Tristão da Cunha e de Afonso de Albuquerque, e depois das tentativas fracassadas de Diogo Lopes de Sequeira, em 1521 e de Nuno da Cunha, quando Diu foi oferecida aos portugueses, estes transformaram a velha fortaleza num castelo português.
Depois de dois cercos posteriores, Diu foi de tal modo fortificada que pôde resistir, mais tarde, aos ataques dos árabes de Mascate e dos holandeses (nos finais do século XVII).
A partir do século XVIII, declinou a importância estratégica de Diu. Acabou por ficar reduzida a uma espécie de museu ou marco histórico da sua grandeza comercial e estratégica de antigo baluarte nas lutas entre as forças islâmicas do Oriente e as cristãs do Ocidente.
A fortaleza de Diu foi a mais importante estrutura de defesa construída na Índia pelos portugueses.
A fortificação, erigida entre 1535 e 1541, garantiu a Portugal o controlo da rota marítima das especiarias e das sedas durante o século XVI.
O Forte de Diu, fortificação do século XVI, está de pé como um testemunho da história colonial da região. Localizado na ponta leste da ilha, oferece vistas panorâmicas do Mar Arábico. Podem-se explorar as suas antigas muralhas, baluartes e canhões, que proporcionam um vislumbre da importância estratégica de Diu durante a era portuguesa. O forte também abriga um farol e uma capela, o que marca também a sua importância histórica.
Graças à sua localização foi também um entreposto comercial estratégico que só perdeu importância após a construção do canal do Suez.
As suas imponentes muralhas, com sete quilómetros de perímetro, ainda hoje são motivo de orgulho para os habitantes de Diu que registam a importância da herança portuguesa.
Outro marco histórico localizado na costa de Diu é o Fortim do Mar ou Panikotha Fortim Do Mar, também conhecido como o Forte do Mar. Acessível de barco, este forte oferece uma perspectiva única sobre a história marítima da ilha. Também se podem explorar as ruínas do forte e desfrutar das vistas panorâmicas do mar circundante.
Igreja de S. Paulo - Diu
De destacar ainda a Igreja de São Paulo, dedicada à Senhora da Imaculada Conceição, um exemplo imperdível em Diu do requinte de arquitetura barroca. A sua construção iniciou-se em 1601 e foi completada no ano de 1610. Esta igreja é famosa pelos seus intricados entalhes em madeira e serena atmosfera.
Da presença portuguesa neste território ainda se pode visitara Igreja da Nossa Senhora da Misericórdia, com uma bonita fachada que abriga no seu interior uma estátua da Virgem Maria esculpida em madeira, a Igreja de São Tomás, convertida em museu e o convento (franciscano) e Igreja de São Francisco de Assis, construída pelos portugueses em 1593, e atualmente usada como um hospital no seu claustro.
Na zona piscatória de Vanakbara, na ilha de Diu, o destaque vai para o seu porto de pesca com barcos coloridos e para um mercado de peixe cheio de vida e de cor. Os homens tratam dos barcos e da pesca enquanto as mulheres são vendedoras completando, assim, a tarefa da comercialização.
Na ilha de Diu ainda pode apreciar as praias de Nagoa e Ghoghla que são um pedaço do paraíso, naquelas paragens. A Praia de Nagoa é uma das praias mais populares de Diu, conhecida pelas suas areias douradas e águas claras. Os visitantes podem passear tranquilamente pela praia, dar um mergulho no mar, praticar desportos aquáticos e outras atividades recreativas ou relaxar sob as palmeiras.
Hotel Terminus é um documentário (1988) realizado porMarcel Ophüls. Com 267 minutos de duração, apresenta a vida completa do criminoso de guerra nazi Klaus Barbie, agente da Gestapo em Lyon.
Klaus Barbie foi responsável pela execução ou assassinato de mais de 4.000 indivíduos e pela deportação de 7.500 judeus, a maioria dos quais pereceu em Auschwitz.
Sinopse: A parte 1 que pode ver no 1º link acima, faz uma análise brilhante e épica, vencedora do Oscar de melhor documentário, do oficial nazi das SS Klaus Barbie, o infame "Carniceiro de Lyon".
Hotel Terminus reúne quarenta anos de filmagens e entrevistas selecionadas, de mais de 120 horas de discussão com ex-nazis, oficiais de inteligência americanos, autoridades do governo sul-americano, vítimas de atrocidades nazis e testemunhas.
A romã é um fruto típico do outono e nalguns países tem um grande simbolismo. É uma das frutas mais antigas que se conhece e, provavelmente, a fruta com maior capacidade medicinal comprovada. Está à nossa disposição entre setembro e dezembro. Pensa-se que terá tido origem na região do Irão, antiga Pérsia ou norte da Índia, acabando por se difundir pela região do mediterrâneo.
A romã aparece nos textos bíblicos e está associada às paixões e à fecundidade. Os gregos consideravam-na como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois acreditava-se nos seus poderes afrodisíacos. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo porque acreditam sempre que o ano que chega será sempre melhor do que aquele que se vai embora.
A romã pode ser consumida de diversas formas, em sobremesas, como ornamento de vários pratos, em sumo(o sumo de romã tem um conteúdo em polifenóis três vezes superior ao do vinho tinto e do chá verde, substâncias que ajudam a prevenir as doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro), em licor, e ao natural.
Se quiser aproveitar as romãs que tem no seu quintal, aqui lhe deixo algumas receitas de Licor de Romã:
Ingredientes:
1,500 kg de romã, já descascada 1 litro de água 800 g de açúcar branco 1 litro de aguardente (pode ser de medronho, de figo ou de outro tipo se preferir).
Preparação: Comece por esmagar os bagos de romã, a seguir adicione a água e leve ao lume, durante cerca de oito minutos. Terminado o tempo, retire do lume, passe no passador de rede e, a seguir, passe no passador de pano.
Depois leve ao lume juntamente com o açúcar e deixe cozer durante trinta minutos. Terminado este processo, deixe arrefecer um pouco e misture na aguardente.
Resultado final: Muito bom!
Nota: Pode acrescentar, na calda de açúcar, canela em pau ou outras especiarias a seu gosto).