segunda-feira, janeiro 02, 2012

I CAN ALWAYS MAKE YOU SMILE






Nada como começar o ano com um sorriso de esperança e de alegria.
Sugiro-lhe, assim, este pequeno filme de animação: "I can always make you smile"

domingo, janeiro 01, 2012

Recomeça…

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga

sábado, dezembro 31, 2011

ESPERANÇA

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mário Quintana

Três presentes de fim de ano

I
Querida, mando-te
uma tartaruguinha de presente
e principalmente de futuro
pois viverá uma riqueza de anos
e quando eu haja tomado a estígia barca
rumo ao país obscuro
ela te me lembrará no chão do quarto
e te dirá em sua muda língua
que o tempo, o tempo é simples ruga
na carapaça, não no fundo amor.

II
Nem corbeilles nem
letras de câmbio
nem rondós nem
carrão 69
nem festivais
na ilha d’amores
não esperes de mim
terrestres primores.
Dou-te a senha para
o dom imperceptível
que não vem do próximo
não se guarda em cofre
não pesa, não passa
nem sequer tem nome.
Inventa-o se puderes
com fervor e graça.

III
Sempre foi difícil
ah como era difícil escolher
um par de sapatos, um perfume.
Agora então, amor, é impossível.
O mau gosto
e o bom se acasalaram, catrapuz!
Você acha mesmo bacana esse verniz abóbora
ou tem medo de dizer que é medonho?
E aquele quadro (objeto)? Aquela pantalona?
Aquela poesia? Hem? O quê? Não ouço
a sua voz entre alto-falantes, não distingo
nenhuma voz nos sons vociferantes...
Desculpe, amor, se meu presente
é meio louco e bobo
e superado:
uns lábios em silêncio
(a música mental)
e uns olhos em recesso
(a infinita paisagem).
Carlos Drummond de Andrade - Memória Viva

sexta-feira, dezembro 30, 2011

DAS UTOPIAS


"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!"
Mário Quintana - Espelho Mágico

quinta-feira, dezembro 29, 2011

40 filmes em 200 segundos


Nesta quadra natalícia este post é dedicado a todas as crianças e à criança que existe em todos nós.
Recorde, aqui, 40 clássicos de animação da Disney/Pixar em apenas 200 segundos (de 1937 a 2010).
Veja se consegue reconhecer alguns dos grandes filmes desta fábrica de sonhos, que embalaram a nossa infância e ainda nos conseguem divertir até hoje.

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Fado Loucura

Carlos Zel foi um fadista português (1950 - 2002), que inicou a sua carreira profissional em 1967. A primeira apresentação aconteceu, um ano depois, na antiga Emissora Nacional. Fez teatro de revista e musical - "Aldeia da Roupa Suja" (1978), "A Severa" (1990) e "Ai Quem Me Acode" (1994) -, cantou em várias casas de fado e casinos (destaque-se sobretudo o caso do Casino Estoril, onde foi o primeiro fadista masculino a ser contratado para uma temporada naquela sala).
Apresentou-se em alguns programas de televisão e chegou a participar na telenovela "Cinzas" (RTP), como actor. Foi sócio-fundador da Academia da Guitarra e do Fado, e foi distinguido, em 1993, com o Prémio Prestígio, atribuído pela Casa de Imprensa.
Durante mais de 30 anos de carreira, Carlos Zel levou a sua voz e a sua forma de cantar o fado pelo mundo fora, nomeadamente, a Espanha, França, Holanda, Escócia, Dinamarca, Noruega, Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Canadá, EUA e Senegal.
Muitos foram os artistas que dividiram o palco com o fadista, de Maria João e Mário Laginha ao ex-Trovante Luís Represas, passando pela cabo-verdiana Cesária Évora e Argentina Santos.
Recorde aqui Carlos Zel através do "Fado Loucura".

terça-feira, dezembro 27, 2011

Uma viagem... ao cérebro...

A proposta de hoje é uma viagem interativa por dentro do cérebro humano. Com esta viagem podemos aprender um pouco mais, sobre esta máquina fantástica, que é o nosso cérebro!
O cérebro humano é particularmente complexo e extenso. Este é imóvel e representa apenas 2% da massa do corpo, mas, apesar disso, recebe aproximadamente 25% de todo o sangue que é bombeado pelo coração. Divide-se em dois hemisférios: o esquerdo e o direito. O seu aspecto assemelha-se ao miolo de uma noz. É um conjunto de milhares de milhões de células que se estende por uma área de mais de 1 metro quadrado, dentro do qual conseguimos diferenciar certas estruturas correspondendo às chamadas áreas funcionais, que podem cada uma abranger até um décimo dessa área. O roteiro que lhe proponho, então, explica o funcionamento do cérebro e como a doença de Alzheimer o afeta. Para iniciar a sua viagem basta clicar aqui.

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Feliz Navidad

Com votos de Boas Festas fique com Feliz Navidad, de Jose Feliciano.
Jose Feliciano (Porto Rico, 1945), é um cantor porto-riquenho radicado nos Estados Unidos.
Jose Feliciano nasceu cego, numa família pobre, com mais onze irmãos. Aprendeu sozinho a tocar acordeão, e aos nove já tocava no The Puerto Rican Theater, no Bronx, Nova Iorque. A sua família emigrou para os E. U. A. quando ele tinha cinco anos. Ganhou vários prémios e homenagens e é considerado como o primeiro músico latino a penetrar no mercado de música de língua inglesa, abrindo caminho para outros cantores de origens diferentes da anglo - saxónica.

Ouça agora uma versão diferente de Feliz Navidad, pelos North Point's iBand (na North Point Community Church), que usam como instrumentos iPhones and iPads.

domingo, dezembro 25, 2011

Uma História de Natal


Para assinalar o dia de hoje nada como uma boa história de Natal. Sobretudo se é daquelas que nos deixa com uma lágrima ao canto do olho.



Feliz Natal.

sábado, dezembro 24, 2011

White Christmas

"White Christmas" foi uma música escrita, em 1940, por Irving Berlin, para o filme (de 1942) "Holiday Inn" com Bing Crosby e Fred Astaire.
Berlin, que era judeu considerou que escrever esta canção seria um enorme desafio. Assim, inspirou-se nas suas experiências juvenis de Natal, quer em Nova York quer em Los Angeles , quando os vizinhos celebravam esta quadra festiva. Considerou, contudo, que a sua canção expressava de modo deficiente o espírito de Natal. Foi Bing Crosby que, ao ouvir pela primeira vez "White Christmas, " disse a Berlin que tinha ali uma canção vencedora.
O sucesso da canção, " White Christmas", na voz de Bing Crosby (1941,1942 e 1947), levou à realização de um filme em 1954, com o mesmo nome, com Danny Kaye.
Convém referir que o single de White Christmas, na voz de Bing, vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo e foi considerado como o single que mais se vendeu por mais de 50 anos (até 1998).
A versão de "White Christmas" que proponho que ouça agora, é a do jovem cantor canadiano Michael Bublé, com votos de um Natal cheio de calor e alegria.

Bate o Sino Pequenino





Bate o Sino Pequenino (Jingle Bells) aqui em ritmo tropical e com votos de um santo e feliz Natal.
Esta música foi gravada com músicos dos 4 cantos do Brasil, e integra o DVD exclusivo da Luigi Bertolli, 4 Cantos.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

BLUE CHRISTMAS


"Blue Christmas" é uma canção de Natal escrita por Billy Hayes e Jay W. Johnson e que foi popularizada por vários cantores americanos (Doye O'Dell, Hugo Winterhalter e ainda pelo cantor de música "country" Ernest Tubb, etc.) .
Elvis Presley transformou "Blue Christmas" num clássico do rock-and-roll, em 1957. Esta versão original de 1957 só foi disponibilizada comercialmente em 1964 através de um single.
Sugiro-lhe que oiça, agora, Elvis Presley interpretando Blue Cristmas (em 1965).

E ouça agora, Blue Christmas, num improvável dueto de Elvis Presley e Martina McBride.

quinta-feira, dezembro 22, 2011

Have Yourself a Merry Little Christmas


"Have Yourself a Merry Little Christmas" é uma canção (escrita por Hugh Martin e Ralph Blane) que foi cantada por Judy Garland, em 1944, no musical "Meet Me in St. Louis".
Mais tarde, Frank Sinatra gravou uma versão que se tornou mais conhecida do que a canção original.
Hoje proponho-lhe que ouça "Have Yourself a Merry Little Christmas" na voz de Katie Melua.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

Duas Luas

Mísia é uma fadista portuguesa, nascida no Porto em 1955. Apesar de cantar sobretudo fado o seu repertório é vasto, cantando em francês, castelhano, catalão, inglês e até mesmo japonês.
Mísia tem cantado também, os mais importantes nomes da literatura portuguesa: Lídia Jorge, Mário Cláudio, Eduardo Prado Coelho, Vasco Graça Moura, Agustina e Saramago.
Os discos têm-se sucedido: "Mísia" (1991), "Fado" (1993), "Tanto menos, tanto mais", a meio da década de noventa,e ainda "Garras dos Sentidos" (1998). Maria João Pires acompanha-a no disco, "Paixões Diagonais". A partir de 2000 grava "Ritual" (em 2001) e "Canto" em 2003.
Mistura o tango,o bolero e o fado num "Drama Box" (gravado em 2005) que também é cheio de cumplicidades artísticas: Fanny Ardant, Miranda Richardson, Ute Lemper, Carmen Maura, Maria de Medeiros e Sophia Calle. Em 2009 edita "Ruas".
Ouça, agora a Mísia em "Duas Luas", que é um fado com letra de João Monge e José Magala e reza assim:
Eu vivo com duas luas
Delas me fiz companhia
Andam cruzadas as duas
E nenhuma me alumia
Atrás da minha janela
Nos lençóis onde me deito
Há uma lua que vela
Escondida no meu peito
A outra dizem que é tua
Nasceu no teu coração
É por isso que esta lua
Só brilha na tua mão
Até quando te insinuas
Quando me chamas baixinho
Eu vivo com duas luas
Cruzadas no meu caminho.

terça-feira, dezembro 20, 2011

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília Meireles

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Um passeio por Lisboa...

Um passeio por Lisboa... é a proposta que lhe faço hoje.
Trata-se de um filme publicitário (produzido pela Audi TV), que nos permite ir percorrendo, em poucos minutos, alguns dos locais mais emblemáticos desta maravilhosa cidade, ao volante de um Audi Q5.
Locais como a cervejaria Trindade, o restaurante O Tavares, o Elevador do Lavra, o Elevador de Santa Justa e o rio Tejo surgem neste vídeo, que divulga não só a cidade de Lisboa mas também Portugal, de uma forma simples e eficaz.
Se quiser ver o filme com uma melhor qualidade de imagem, basta clicar aqui, na Audi TV.

domingo, dezembro 18, 2011

Adeus Cesária...

A diva da música de Cabo Verde deixou-nos ontem. Cesária Évora tinha regressado a S. Vicente, sua ilha natal, a 22 de Outubro após ter posto fim à carreira musical (em Setembro) devido a problemas de saúde.
Cesária Évora, nasceu há 70 anos na cidade do Mindelo, na ilha cabo-verdiana de S. Vicente, no seio de uma família de músicos.
Cesária Évora (1941 - 17 de Dezembro de 2011), era também conhecida como «a diva dos pés descalços». Transformou-se na cantora de maior reconhecimento internacional de toda história da música popular cabo-verdiana. Apesar de ser muito bem sucedida em diversos outros géneros musicais, Cesária Évora ficou ligada à morna, tendo por vezes o apelido "rainha da morna".
Aos 16 anos, Cesária começou a cantar em bares e hotéis. Após a independência de Cabo Verde, afastou-se dos palcos e teve de lutar contra o alccolismo.
Encorajada por Bana (cantor e empresário cabo-verdiano radicado em Portugal), Cesária Évora voltou a cantar, actuando em Portugal. Mais tarde, José da Silva persuadiu-a a ir para Paris e lá acabou por gravar um novo álbum em 1988 "La diva aux pied nus". Este álbum foi aclamado pela crítica, levando-a a iniciar a gravação do álbum "Miss Perfumado" em 1992. Cesária tornou-se, assim, numa estrela internacional aos 47 anos de idade.
Em 2004 conquistou um Grammy pelo melhor álbum de world music contemporânea. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, distinguiu-a, em 2009, com a medalha da Legião de Honra.
Adeus Cesária... vamos ter "Sodade".

sábado, dezembro 17, 2011

Um concerto diferente

No próximo dia 18 de Dezembro, pelas 21 horas, vai realizar-se um concerto na garagem da Fundação Gulbenkian, em Lisboa, com músicos que foram pessoas retiradas do mundo da rua. Formou-se, então, uma orquestra com aqueles que mostraram apetência para o mundo da música.
Da Orquestra TODOS, constituída durante os meses de Verão, fazem parte músicos vindos maioritariamente dos países lusófonos.
A fundação Gulbenkian oferece os bilhetes a todos aqueles que queiram dar o seu apoio, calor humano e incentivo a esta orquestra. O concerto brindará os presentes com música clássica e não só. O programa é diversificado já que inclui composições originais e ritmos multiculturais que vão do Brasil a Cabo Verde, passando por Goa, Roménia e outros países de origem dos músicos que a compõem.
Não esqueça, é na Gulbenkian e, basta pedir os respectivos bilhetes de ingresso.
Não deixe de apoiar esta nobre causa, comparecendo ao espectáculo.

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Fui Dizer-te Adeus ao Cais

Fernando Maurício (Mouraria, 1933 - 2003) foi um fadista português.
É hoje considerado como o maior fadista da sua geração, apesar do seu descuido perante a necessidade de apostar numa carreira discográfica.
Nasceu na Rua do Capelão, no coração do Bairro da Mouraria, e com apenas oito anos começou a cantar numa taberna da rua onde morava, “O Chico da Severa”, onde se juntavam os fadistas após as festas de beneficência onde participavam.
Em 1947 participa na Marcha Infantil da Mouraria, no papel de Conde de Vimioso ao lado de Clotilde Monteiro como Severa. Por esta altura trabalhava como sapateiro.
Cantou regularmente durante um período de três anos, aos fins-de-semana, no Café Latino, no Retiro dos Marialvas, no Vera Cruz e no Casablanca no Parque Mayer. No entanto, quando contava dezassete anos resolveu interromper a actividade, que só retomou em 19
54, no Café Luso, no Bairro Alto. Aqui, actuou já profissionalizado, bem como, na Adega Machado e na casa típica O Faia.
Nos anos 60 e 70 foi a vez de outras casas de fado de Lisboa, como a Nau Catrineta, a Kaverna, o Poeta, a Taverna d’El Rey e novamente, o Café Luso. Estas casas conquistaram novos públicos com as actuações de Fernando Maurício que seria apelidado de Rei do Fado. Nos anos 80 começou a actuar na Adega Mesquita.
São vários os fados que Fernando Maurício celebrizou. Entre eles a "Igreja de Santo Estêvão". Fernando Maurício cantou em programas de fados quer na Emissora Nacional quer nos primeiros programas da RTP. Contudo, preferia cantar em festas de beneficência e solidariedade, por todo o país, não se preocupando muito com a carreira discográfica. Apesar de tudo, gravou alguns discos. Convém destacar, entre outros: De Corpo e Alma sou Fadista (1984); Tantos Fados deu-me a Vida (1995), Os 21 Fados do Rei (1997); Fernando Maurício, col. O Melhor dos Melhores (1997); e Fernando Maurício,
Clássicos da Renascença (2000).
Participou em inúmeros espectáculos no estrangeiro, nomeadamente no Luxemburgo, Holanda, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos.
Recebeu ao longo da sua vida vários prémios, mas, era avesso a homenagens. Contudo, em 1989, Amália Rodrigues descerrou na rua onde nasceu duas lápides evocativas das vozes do fado emblemáticas deste bairro: Maria Severa Onofriana e Fernando da Silva Maurício.
Ouça, agora, Fernando Maurício em "Fui Dizer-te Adeus ao Cais".