terça-feira, janeiro 20, 2009

Lumiar é...


Onde está a nossa escola
…uma freguesia que tem um centro comercial, dois super mercados, dois mini mercados, três creches, algumas escolas primárias e secundárias.
Ana Rita M. - 11º C


Uma freguesia com bastante população…Habitado por população da classe alta.
Marisa C. - 11º B
Uma freguesia de Lisboa pouco populosa … Tem o Museu do Traje e o do Teatro.
Sara P. - 11º C
Uma zona muito fria e secante…Lá encontram-se muitos musgueirenses…
Onde se encontra a Escola Secundária do Lumiar que foi onde conheci muita gente que ao longo do tempo se tornaram amigos de grande importância…Uma freguesia antiga e importante… (é um lugar onde no seu) centro se encontra a Quinta das Conchas que é um parque que é um belo sítio onde muita coisa acontece.
Ana Sofia R. - 11º C
Uma freguesia com os seus problemas e algumas pessoas com mau carácter…Para mim é um ponto de encontro com os amigos…Um lugar de saber…Um bom sítio para tirar fotos.
Ana Rita F.- 11º C

A pior freguesia de Lisboa, pois, tem muitos musgueirenses sem classe e que adoram comprar roupa na FIG (Feira Internacional das Galinheiras)…
Uma freguesia que tem partes bonitas como a mata do Lumiar e o Centro Comercial do Lumiar.
Paula Cassola - 11º C
Uma freguesia do concelho de Lisboa onde recentemente chegou o metro…Uma freguesia com uma rua antiga e uma zona histórica constituída pela Igreja do Lumiar, cemitério e Museu do Trajo.
Ariana B. - 11º B

A freguesia do Lumiar, no Concelho de Lisboa e Distrito de Lisboa. O sítio onde se situa a minha Escola Secundária. Um local que tem também o Museu do Traje e o do Teatro. Um ponto de passagem de muitos autocarros.
Ana Isabel Martins - 11º C

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Lisboa sob névoa

Outra grande figura da cultura portuguesa cujo destino se cruzou com o Lumiar foi Fiama Hasse Pais Brandão. Polígrafa da cultura portuguesa dedicou-se à poesia, à ficção, ao teatro e à tradução.


Na névoa, a cidade, ébria
oscila, tomba.
Informes, as casas
perdem o lugar e o dia.
Cravadas no nada,
as paredes são menires,
pedras antigas vagas
sem princípio, sem fim.

Fiama Hasse Pais Brandão
As Fábulas

segunda-feira, janeiro 12, 2009

No Lumiar

Ilustres personalidades viveram ou tiveram a sua vida de certo modo ligada ao Lumiar.
Almeida Garrett exímio escritor, jornalista, orador e dramaturgo, foi um deles. Amigo íntimo do Duque de Palmela, frequentou os jardins (Parque do Monteiro Mor) do actual Museu do Traje (Quinta Angeja/Palmela) e deles deixou uma bela descrição no poema No Lumiar, das Folhas Caídas.

No Lumiar
(...) Era um dia de Abril.
E nós íamos lentos passeando
De vergel em vergel, no descuidado
Sossego d’alma que se está lembrando
Das lutas do passado,
Das vagas incertezas do porvir.
E eu não cansava de admirar, de ouvir,
Porque era grande, um grande homem deveras
Aquele Duque – ali maior ainda,
Ali no seu Lumiar, entre as sinceras
Belezas desse parque, entre essas flores,
A qual mais bela e de mais longe vinda
Esmaltar de mil cores
Bosque, jardim, e as relvas tão mimosas,
Tão suaves ao pé – muito há cansado
De pisar alcatifas ambiciosas,
De tropeçar no perigoso estrado
Das vaidades da terra.(...)
Almeida Garrett, Folhas Caídas

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

terça-feira, dezembro 30, 2008

Virar de Página

A passos apressados,
Ou languidamente
Devagar…
Aproxima-se…

Não sei se será,
O final,
Ou o principio,
De tudo.

Mas a passos apressados,
Caminho para o final.

Ele aproxima-se,
Silenciosamente,
Mas faz-se anunciar.

E eu,
Todos nós,
O abraçamos,
Como amantes
Em actos de ternura.

Nada se sabe
Dele, se melhor
Ou pior…
Mas tenho esperança
Que dele venha
Algo de mudança.


Porque de tristeza,
Ele nos brindou
Porque sorrisos,
Ele nos deu
e nos roubou.

Que venha!

Traga alegria,
E risos, rasgados
De melhores dias.

Porque este ano, moribundo,
Que se fina,
Eu tenho recordação
De muitas tristezas
E de poucas alegrias.

Dez 2007
Augusto P. Gil

segunda-feira, dezembro 29, 2008

IRREDENTA ESPERANÇA

escondo-me no saco dos brinquedos:
ainda aí guardo esperanças e segredos
fechados a sete chaves.
deles por enquanto nada direi
- quero-os irredentos
puros (sagrados)
como serão os corpos nos noivados
e são as mulheres que eu amei.
escondo-me mas não deserto. Fico
à espreita na tocaia a que me dedico
sempre à espera de novidades.
sei que virá o tempo
de abrir o saco
e sacar lá de dentro outro pacto
com a chuva com o sol e com o vento.

eu sei: virá o tempo. e então direi
quanto esteve sufocado e conservei
com força de medrar e viço
e alma. direi o chão
da aventura
regada pela viva água da ternura
onde por nossas mãos brotará o pão.

eu sei: virá o tempo

Nuno Rebocho
15 Dezembro 2008

domingo, dezembro 28, 2008

No novo ano que aí vem

Recomeça…

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga

sábado, dezembro 27, 2008

Poemas de Dezembro

Procuro uma alegria
uma mala vazia
do final de ano
e eis que tenho na mão
- flor do cotidiano –
é vôo de um pássaro
é uma canção.
(Dezembro de 1968)

Uma vez mais se constrói
a aérea casa da esperança
nela reluzem alfaias
de sonho e de amor: aliança.
(Dezembro de 1973)

Fazer da areia, terra e água uma canção
Depois, moldar de vento a flauta
que há de espalhar esta canção
Por fim tecer de amor lábios e dedos
que a flauta animarão
E a flauta, sem nada mais que puro som
envolverá o sonho da canção
por todo o sempre, neste mundo
(Dezembro de 1981)


Quem me acode à cabeça e ao coração
neste fim de ano, entre alegria e dor?
Que sonho, que mistério, que oração?
Amor.
(Dezembro de 1985)
Carlos Drummond de Andrade

sábado, dezembro 20, 2008

Falavam-me de Amor

Falavam-me de Amor

Quando um ramo de doze badaladas
se espalhava nos móveis e tu vinhas

solstício de mel pelas escadas

de um sentimento com nozes e com pinhas,

menino eras de lenha e crepitavas
porque do fogo o nome antigo tinhas

e em sua etern
idade colocavas
o que a infância pedia às andorinhas.


Depois nas folhas secas te envolvias
de trezentos e muitos lerdos dias

e eras um sol na sombra flagelado.


O fel que por nós bebes te liberta

e no manso natal que te conserta

só tu ficaste a ti acostumado.

Natália Correia O Dilúvio e a Pomba Lisboa, Publicações D. Quixote, 1979

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Natal segundo Pessoa

Natal
Nasce um Deus. Outros morrem. A Verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.

Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo é oculto.

Fernando Pessoa (Cancioneiro)

Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.


Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.



Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa (Cancioneiro)

terça-feira, dezembro 16, 2008

Natal

NATAL À BEIRA-RIO
É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro peq
ueno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho!É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância re
ssurrecta.
Da casa onde nasci via-se perto o rio.

Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!

E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...
Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.
Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?

David Mourão-Ferreira, Obra Poética 1948-1988 Lisboa, Editorial Presença, 1988


domingo, dezembro 14, 2008

O Deus Menino Nasceu...

Um Pastor Vindo de Longe

Um pastor vindo de longe
À nossa porta bateu
Trouxe recados que dizem
O Deus menino nasceu.
Este recado tivemos
Já meia noite seria
Estrelas do céu lá vamos
Dar parabéns a Maria.
Vamos ter com os mais pastores
Não se percam no caminho
Vamos todos e depressa
Visitar o Deus Menino.
Ai, que formoso Menino!
Ai, que tanta graça tem!
Ai, que tanto se parece
Com sua Senhora

PINHEIRINHO

Pinheirinho
Pinheirinho,Pinheirinho
De ramos verdinhos
P'ra enfeitar, p'ra enfeitar
Bolas, bonequinhos
Uma bola aqui
Uma acolá
Estrelinhas que luzem
Que lindo que está
Olha o Pai Natal
De barbas branquinhas
Trás o saco cheio de lindas prendinhas

Noite Feliz


Noite feliz!
O Senhor, Deus de amor,
Pobrezinho, nasceu em Belém;
Eis na lapa Jesus, nosso bem!
Dorme em paz, ó Jesus!
Dorme em paz, ó Jesus!

Toca o Sino Pequenino...


Toca o sino pequenino

Toca o sino pequenino
Sino de Belém,
Já nasceu o Deus Menino
Que a Senhora tem.

É Natal, é Natal,
Vamos sem demora,
Já nasceu o Deus Menino
Que a Senhora adora.


Natal (Trás-os-Montes)

Bem pudera Deus nascer
Em cama de pedraria;
Mas p'ra dar exemplo ao mundo,
Nasceu numa estrebaria.
Ó meu Menino Jesus,
Vestido de azul-celeste
Hei-de pedir à Senhora
Para ser Ele o meu Mestre.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

A Todos Eles...

Com palavras de Fernando Pessoa lembramos todos os que pereceram vítimas de atentados aos direitos do homem. Nada como um dos mais belos poemas da língua portuguesa para os homenagear.

O Menino Da Sua Mãe

No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
-Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! Que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
“O menino da sua mãe.”

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço … Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe

Fernando Pessoa (Cancioneiro)

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Faz Hoje 60 anos



Aniversário: 60 Anos (1948 - 2008)

Celebra-se hoje, dia 10 de Dezembro, a assinatura em 1948, pela Organização das Nações Unidas (ONU), da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A Declaração nasceu em resposta à barbárie praticada pelo nazismo contra os judeus, os comunistas, os ciganos e os homossexuais. Foi, também, uma resposta às bombas atómicas lançadas pelos Estados Unidos sobre Hiroshima e Nagazaki, matando milhares de inocentes.


A partir deste instante,
A Liberdade será algo vivo e transparente
Como um fogo ou um rio,
Ou como a semente do trigo,
E a sua morada será sempre o coração do Homem.


Thiago de Melo

terça-feira, dezembro 09, 2008

Lágrima de Preta

Lágrima de Preta
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:


Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão, Poemas Escolhidos


A cor da pele tem sido, ao longo dos séculos, a razão para inúmeras atrocidades e para
a discriminação. Esta discriminação, nos dias de hoje, ainda continua a dividir os povos e a alimentar a desconfiança entre indivíduos de uma mesma sociedade, em muitas regiões do mundo.
A discriminação e a segregação podem ser de vários tipos. Mas, a causa fundamental é sempre o preconceito.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

A.I.







Não se pode falar de Direitos Humanos sem se falar da Amnistia Internacional (A.I.). Esta é uma das mais importantes ONG de defesa dos direitos do homem. Surgiu, em 1961, por causa de um facto ocorrido em Portugal. Três jovens portugueses foram presos porque fizeram um brinde à Liberdade.



domingo, dezembro 07, 2008

Cordel dos Direitos Humanos

Introdução
O pensamento humanitário
Produziu transformação,
Para o direito fundamental,
Do homem ou cidadão.
Americanos e franceses,
Formalizam Declaração.


Revoluções do século dezoito
Vêm suscitar e favorecer,
Os ideais filosóficos,
De Rosseau e Montesquieu,
Os quais contribuíram,
Pró movimento crescer.

A Declaração da França
Foi universalizante,
A iniciativa popular
Foi sua representante.
Hoje serve de modelo,
Um documento marcante.

A concepção francesa
Era da individualidade,
Mas num estilo lapidar
Enfatiza a liberdade,
A igualdade e o legal
E ainda a propriedade.

A Burguesia liberal
Ajudou na revolução,
Pois o absolutismo,
Tinha a dominação,
Mais adiante porém,
Promoveu a opressão.

O progresso industrial
Acentua desigualdade,
O trabalhador explorado,
Ficou sem propriedade
E sem salário condigno,
Aumentou a gravidade.


Nesse quadro avassalador
Surge Marx o cientista
Criticando a igualdade
Feita por capitalista,
Discutiu essas ideias,
No Manifesto Comunista.

A concentração de riquezas
Na mão duma minoria,
É o que provoca a miséria
De toda uma maioria.
P’ra dividir esse bolo,
Só com muita rebeldia.

Assim continua o homem
Em busca da perfeição,
Pouco se preocupando
Com a humanização,
Apesar das deficiências
Temos a Declaração.

No ano de quarenta e oito
Dia dez, mês do natal
A Assembleia da ONU,
De modo universal,
Aprova os direitos do homem,
P’ra cumprimento integral.
1
Pelo artigo primeiro
Somos iguais em dignidade,
Direitos e nascemos livres,
P’ra agir com fraternidade.
Fico triste em lhes falar,
Que não é a realidade.
2
O segundo manda gozar
Do direito e da liberdade,
Sem utilizar distinção
De raça, cor, religiosidade,
Opinião política, riqueza...
Será que isso é verdade?
3
As palavras do terceiro
Nos diz o essencial,
Todos têm direito à vida,
À segurança pessoal
E ainda à liberdade,
Bonito! Mas irreal.
4
O quarto é enfático,
Proíbe a escravidão,
Só que
os juros pagos,
P’ra manter globalização,
Está nos deixando servos,
Eternizando a prisão.
5
Quinto vem ser o artigo
Que não deixa torturar,
Condena-se a Polícia
Sem antes observar,
Que a maior violência,
É não poder se educar.
6
O sexto nos informar
Que o homem tem o direito,
Perante a lei do mundo,
Ser tratado com respeito,
Mas Países descumprem
A regra deste preceito.
7
No sétimo somos iguais
Não havendo distinção
Diante a lei e o direito,
Desses temos protecção,
O forte ainda consegue
Manter discriminação.
8
O oitavo nos ensina
A procurar os Tribunais,
Contra os actos que violem
Os direitos fundamentais,
Mas a sumptuosa justiça,
Pouco tem sido eficaz.

9
Ninguém, pelo artigo nono
Será preso ilegalmente,
Detido ou exilado,
Se arbitrariamente,
O descumprimento é flagrante,
Analise historicamente!
10
O artigo dez não inventa
Diz o fundamental,
Igualmente temos direito
A uma justiça imparcial,
Tem País que ainda julga,
Sem uma defesa legal.
11
Pelo onze não se acusa
Sem devido processo legal,
Tudo deve estar previsto
Na lei de cada local.
Mas inocentes são vítimas,
De bombardeio fatal.
12
Na regra do artigo doze
Não haverá interferência
Na vida privada, no lar
Ou numa correspondência,
Essas normas são violadas
Até com muita insistência.
13
Fala o treze da liberdade
De locomover e morar,
Dentro de um território,
Podendo sair e retornar,
Mas existem ditaduras
Que persistem em violar.
14
O catorze dá direito
A vítima de perseguição,
Que pode procurar asilo,
Em seja qual for a nação,
Muitos Países descumprem
E não dão essa protecção.
15
Pelo quinze fazemos jus
A uma nacionalidade,
Não podemos ser privados
Dessa legal faculdade,
Podendo até mudá-la,
Se houver necessidade.
16

O dezasseis nos ensina
Que maiores de idade,
Podem contrair matrimónio,
Por espontânea vontade,
O duro é manter a família,
Agregando-a a realidade.
17
O dezassete vem tratar
Do direito à Propriedade,
A qual não se deve violar
Pela arbitrariedade,
Poucos são donos de tudo,
Muitos na precariedade.
18
Pelo dezoito somos livres
P’ra reflectir e pensar,
De cultuar religião
Quando nela acreditar,
Cristãos, judeus e outros,
Teimam em se digladiar.
19
O dezanove complementa
A ideia do anterior,
Expressaremos opiniões
Seja em que lugar for,
Se não houver embaraços
Com prepotente ditador.
20
O artigo vinte agrega
Liberando reunião,
Podemos pacificamente,
Criar associação,
Mas os ricos liberais,
Preferem desunião.
21
O vinte e um nos indica
Que podemos governar,
Escolhendo representantes,
Ou se um pleito conquistar,
Mas voto é mercadoria
E só ganha marajá.
22
Pretende o vinte e dois
Dá segurança social,
A que fazemos jus,
Pelo esforço nacional,
Mas educação e saúde,
Estão num plano orbital.
23
Pelo artigo vinte e três
O homem deve trabalhar
Ter remuneração decente,
E sindicato organizar,
Os projectos globalizantes,
Querem com isso acabar.
24
É no vinte e quatro
Que podemos repousar,
Ter lazer, férias com grana,
E na Europa passear,
Um sonho do operário,
Que mal pode se alimentar.
25
É direito no vinte e cinco,
Ter padrão de vida real,
Alimentar-se, morar bem,
Ter um bem-estar social,
O difícil é ter acesso,
Ao que é fundamental.

26
Agora pelo vinte e seis,
Tenho que ter instrução
P’ra compreender a miséria
E debater a questão,
O poder sabendo disso,
Destrói a educação.
27
O artigo vinte e sete
Vem nos dá a protecção,
Sobre o que se produz
P’ra cultura da nação,
O nosso direito autoral,
Não esboça reacção.
28
O vinte e oito se apega
Na ordem sócio - global,
P’ra que o estabelecido,
Realize-se no total,
O preceito é coerente,
Mas não cumprem no final.

29
Prevê o vinte e nove
A nossa obrigação,
De respeitarmos as leis
E também o nosso irmão,
No entanto há violência,
Por faltar compreensão.
30
Chego no artigo trinta
Vejo nele a previsão,
Que nenhum dispositivo
Da presente declaração,
Seja porém destruídos
Por revoltosa nação.

Conclusão

Analisei as premissas
Dos direitos fundamentais,
Mostrei a Declaração,
Nos seus aspectos formais,
Dissequei todos artigos,
Fazendo críticas leais.

O homem sempre lutou
P’ra reaver seu direito
A história mostra isso
De modo muito perfeito,
Mas apesar do progresso,
Persistimos no defeito

Fiz um breve retrospecto
Do que é primordial,
Para que o homem viva
Na sociedade ideal,
Espero que no futuro
Não existe desigual.


Tenho medicação certa
P’ra que todos vivam bem
Acabe com a ganância,
Divida o que você tem,
Pois na vida espiritual,
Não precisará de vintém.

Dedico esse trabalho
A quem nele acreditar,
A Deus referencio
Por ele me ajudar.
A Terra será um éden,
Quando povo se agregar.