domingo, março 30, 2014
Gorilas Na Bruma
A sua vida, que terminou demasiado cedo, foi contada num premiado filme de 1988: "Gorilas Na Bruma".
"Perdida na imensidão verde da floresta tropical que cobre as montanhas do Ruanda, uma família de gorilas vive e brinca isolada. Sentada entre os símios está uma mulher que imita os seus gestos, finge roer folhas e aos poucos ganhou a confiança do macho dominante do grupo. Essa mulher é Dian Fossey.
O realizador Michael Apted trouxe para o grande ecrã a fascinante história desta zoóloga pioneira, filmando-a no habitat natural dos gorilas de montanha no Ruanda. Sigourney Weaver, num papel que lhe valeu o Globo de Ouro para Melhor Actriz Dramática, interpreta Dian Fossey, uma mulher forte e carismática, dominada pela ideia fixa que constituía a sua maior força e, talvez, levou à sua trágica morte".
quinta-feira, março 03, 2011
Ainda o conflito no Ruanda...
Se quizer ficar a saber mais sobre a guerra civil no Ruanda, recomendo-lhe umdocumentário disponível na internet que aborda a omissão das Nações Unidas e da opinião pública mundial que silenciou e assistiu passivamente a este genocídio. O documentário, produzido pelo programa de TV americano "Frontline", chama-se, "Os fantasmas do Ruanda". Para aceder ao primeiro capítulo deste documentário basta clicar aqui.
Entretanto, deixo-o com mais algumas opiniões acerca do filme Hotel Ruanda e o genocídio resultante do conflito que opôs Hutus e Tutsis. Os alunos do 12º ano (turmas B e C) expressaram-se, então, da seguinte forma:
1 - "Gostei imenso do filme porque retrata uma realidade que eu já vivi. Acho que é um filme muito importante principalmente para as pessoas que nunca viveram esta situação, para que possam dar mais valor às pessoas que viveram a guerra. Aprendi muito com o fi
lme mas, ele não me surpreendeu em nenhum aspecto, porque já estive numa situação igual, senão pior.(...)" Cândida A. - 12º C
2 - "Gostei do filme porque este filme refere-se a uma história verdadeira que aconteceu no Ruanda. (...) O Paul é um herói do país. (...) Outro aspecto, nas situações de emergência é que os alimento são muito importante. Du An Nan - 12º B
3 - "Gostei do filme. Mostra um povo com a mesma cor de pele mas por ter etnias diferentes (Hutus e Tutsis) entram em conflito (...)." Eveline S. - 12º C
4 - "(...) Mostra a realidade de um país que sabemos ser problemát
ica mas revela também, o que é viver em condições de guerra, o que é lutar pela sobrevivência e o que é deixar a família para trás, para ajudar uma comunidade". Joana A. - 12º C
5 - "(...) O que mais me surpreendeu foi a forma como eles tratavam as pessoas que não tinham a mesma etnia, matando-as sem dó nem piedade". Catarina - 12º C
6 - "Sinceramente não gostei do filme porque mostra a verdade nua e crua da crueldade humana.(...) O que mais me surpreendeu foi que ao vê-lo parecia que estava a viver o que ali se passava". Brenda S. - 12º C
7 - "A minha opinião é que os países ricos não querem saber dos países pobres se não tiverem nada a receber em troca. Foi o que aconteceu no Ruanda(...)" João Silva - 12º B
8 - " (...) As razões para o conflito foi o que mais me surpreendeu, tantas mortes por algo como etnias diferentes (...)." Mafalda V. - 12º C
9 - "Fiquei a conhecer um país onde houve um conflito entre duas etnias e fiquei a saber o que acontece neste tipo de conflitos. O que mais me impressionou foi o facto de um homem sozinho, ou seja, Paul Rusesabagina ter salvo muitas vidas o que demonstra que mesmo num cenário de guerra existem pessoas com bom coração". Mikael P. - 12º C
10 - "Na minha opinião o filme retrata com bastante clareza o que "muitos" não preferem dizer para o resto do mundo. É um filme em que a emoção toma lugar em nós e dá a entender que existem países que pass
am por dificuldades, tal como o Ruanda, que nem nos passam pela cabeça (...)". Soraia G. - 12º C
11 - "(...) Gostei do facto de existir um homem que foi racional, que pensou nos outros, que os defendeu como família mesmo sendo de outra etnia. Fez-me ver que além desses que não valorizam os outros, também encontramos pessoas que estão dispostas a dar a vida pelos "insectos", como diziam os hutus (...)". Tárcia M. - 12º C
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
O Ruanda Hoje
O Ruanda ou oficialmente República de Ruanda, é um país sem costa marítima localizado em África, na região dos Grandes Lagos. Faz fronteira com o Uganda, o Burundi, a RD Congo e a Tanzânia.Embora esteja próximo da linha do Equador possui um clima temperado fresco, devido à altitude. O relevo é constituído principalmente por planaltos e colinas suaves. Este país tem um abundante vida selvagem, incluindo os raros gorilas de montanha. Estes factos têm permitido o desenvolvimento do turismo que se transformou num dos maiores setores da economia do país.
O Ruanda chamou a atenção da comunidade internacional, por causa do genocídio que ali se registou em 1994 e que levou à morte de mais de 800 mil pessoas. Desde então, o país viveu uma grande recuperação social e, hoje em dia, o seu modelo de desenvolvimento é considerado exemplar para os países em desenvolvimento (PED).
Em 2009, uma reportage
m da CNN classificou-o como tendo a história de maior sucesso do continente africano, tendo alcançado estabilidade, crescimento económico (o rendimento médio triplicou nos últimos dez anos) e integração internacional.Já em 2007, a revista Fortune tinha publicado um artigo intitulado "Why CEOs Love Rwanda" (porque é que os CEOs amam o Ruanda, em tradução livre). A capital, Kigali, é a primeira cidade africana a ser galardoada com o Habitat Scroll of Honor Award, em reconhecimento pela "limpeza, segurança e modelo urbano."
Em 2008, o Ruanda tornou-se o primeiro país a eleger uma legislatura nacional na qual a maioria dos membros eram mulheres.
O Ruanda aderiu à Commonwealth of Nations em 29 de novembro de 2009 como 54º membro, fazendo do país, um dos apenas dois membros sem um passado col
onial britânico.Ao contrário dos países vizinhos, o Ruanda, que era um reino centralizado, não teve a sua “sorte” decidida na Conferência de Berlim (de 1885) e só foi entregue à Alemanha (juntamente com o vizinho Burundi) em 1890. No entanto, as fronteiras desta colónia – que, na altura incluíam também alguns pequenos reinos das margens do Lago Vitória – só foram definidas em 1900.
Depois da derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, o protectorado foi entregue à Bélgica. O domínio belga foi muito mais direto e duro que o dos alemães.
Depois da Segunda Guerra Mundial, o Ruanda tornou-se novamente um protectorado, pelas Nações Unidas, tendo tido a Bélgica como autoridade administrativa até à independência, que correu em 1962.
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Hotel Ruanda
"Hotel Ruanda" (2004) é um filme (Canadá, Itália, Reino Unido e África do Sul) realizado por Terry George. Se não viu o filme não desperdice a 1ª oportunidade que tiver para o fazer.Em 1994, o Ruanda foi palco de uma das maiores atrocidades da história da humanidade. Em apenas 100 dias, quase um milhão de tutsis são brutalmente assassinados por milícias da etnia hutu. No cenário destas indescritíveis ações, um homem promete proteger a família que ama, acabando por encontrar coragem para salvar mais de um milhar de refugiados.
"Hotel Ruanda" conta-nos a história verídica de Paul Rusesabagina, um homem que conseguiu evitar o genocídio de mais de 1200 tutsis durante a guerra civil ao conceder-lhes abrigo no hotel que dirigia na capital daquele país.
Deixo-lhe, aqui, a opinião de alguns alunos do 12º B e C, depois de verem o "Hotel Ruanda", numa das aulas de Geografia C.
"(...) O que mais me surpreendeu foi a corrupção, o prazer pela matança e a pouca importância que era dada à vida humana". Adelma - 12º C
"Eu nunca imaginei que uma coisa destas tinha acontecido no mundo. Fiquei muito surpreendida com a morte de milhares de pessoas só por serem diferentes à vista dos outros e também com o "fechar de olhos" dos outros países face a tudo o que estava a acontecer". Carla S. - 12º B.
"O que mais me surpreendeu no fime foi a crueldade dos hutus contra os tutsis e de os estrangeiros e de outros países se recusarem a ajudá-los". Alexandra - 12º C
"O filme tem muita coisa horrível, desde o assassinato do presidente do Ruanda
, mais os massacres de milhares de pessoas inocentes. Mas, também fala de um homem que por salvar a sua família salva muitas pessoas". Boubacar Bah - 12º B"O filme transmite muito bem o terror que se fez sentir nessa época". Ricardo S. - 12º C
"Gostei do filme porque conheci um novo país e uma nova cultura. Deu para perceber que países ricos como a Inglaterra não querem saber dos países pobres como o Ruanda". Paulo S. -12º C.
"Aprendi um pouco sobre a realidade que se passou neste país e as situações que as pessoas inocentes têm que viver". Ana S. - 12º C
"(...) Surpreendeu-me a brutalidade do conflito marcado pelo ódio e pela intolerância. O protagonista mostrou grande coragem e calma perante os acontecimentos (...)". Rui V. - 12º C
