sexta-feira, janeiro 02, 2026

Ano Novo

Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua.

Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento.

quinta-feira, janeiro 01, 2026

This Will Be Our Year



"This Will Be Our Year" cantavam os The Zombies em 1968, com a confiança de quem espera e sempre alcança. 


Também Odessey and Oracle, o disco onde se escuta "This Will Be Our Year", esperou para ser reconhecido como um clássico do rock, mas acabou eventualmente por atingir a posição 100 na lista dos melhores álbuns de todos os tempos da Rolling Stone, e a banda britânica (que se extinguiu nesse mesmo ano), teve de esperar até 2019 para entrar no Rock and Roll Hall of Fame.

quarta-feira, dezembro 31, 2025

Meia-noite.

 Meia-noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.
Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça
nada ali indica
que um ano novo começa.
E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.
Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta).

What Are You Doing New Year's Eve


Com votos de um feliz Ano Novo proponho-lhe que ouça Ella Fitzgerald em What Are You Doing New Year's Eve.

Este é, provavelmente, o standard de Ano Novo com mais versões.  A canção foi composta em 1947 por Frank Loesser tendo sido notavelmente gravada, entre outros, por Bette Midler, Lena Horne, os Carpenters, Johnny Mathis, Harry Connick Jr, Billie Eilish, Rod Stewart, Diana Krall e Norah Jones


Só a versão amadora gravada por Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt tem mais de 22 milhões de visualizações no YouTube. Mas foi esta interpretação registada em 1960, por Ella Fitzgerald, que escolhi em especial para hoje.

Ding, Dong, Ding, Dong



Com votos de um feliz Ano Novo ouça George Harrison em "Ding, Dong, Ding, Dong".

"Ding, Dong, Ding, Dong" é uma brilhante lengalenga de passagem de ano, com instruções simples e precisas: 



"Ring out the false
Ring in the true 
Ring out the old
Ring in the new". 

Foi um dos singles de Dark Horse, de 1974, o quinto álbum de estúdio a solo de Harrison.

terça-feira, dezembro 30, 2025

New Year’s Resolution

 Ouça "New Year’s Resolution", nas vozes de Otis Redding e Carla Thomas. Com esta música temos a reconciliação como resolução de fim de ano. 

"Let's turn over a new leave
And baby let's make promises
That we can keep
And call it a New Year's resolution, hmmm".

 Ouvimos Otis Redding e Carla Thomas a fazer as pazes, a jurar que no ano novo vai ser só amor, e que vão deixar de andar sempre a guerrear como se deduz que era costume no ano velho.

 

A dupla foi reunida pela Stax Records em 1967, tentando replicar a fórmula que a rival Motown tinha conseguido com Marvin Gaye e Tammi Terrell

O resultado foi o disco de duetos King & Queen, onde se inclui este "New Year’s Resolution". Infelizmente, Redding morreria a 10 de Dezembro e não chegaria a ver o ano novo de 1968.

segunda-feira, dezembro 29, 2025

As 3 Cores Que Têm de Estar no seu Roupeiro

Saiba quais as 3 cores que têm de estar no seu roupeiro através das sugestões de mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.

Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos. 

Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.

Com a vida que se leva nos dias de hoje, precisamos de ser práticas inclusive no nosso roupeiro. Este  vídeo mostra-lhe as 3 cores que irão deixar os seus looks incríveis!

Ora veja!

domingo, dezembro 28, 2025

Alguém tem que ceder,

Alguém tem que ceder (2004) é um filme, do género comédia romântica, realizado por Nancy Meyers e que contou no elenco com Jack Nicholson, Diane KeatonKeanu Reeves e Amanda Peet.

Sinopse:
Harry Sanborn (Jack Nicholson) é um executivo que trabalha no ramo da música e que namora Marin (Amanda Peet), que tem idade para ser sua filha. Harry e Marin decidem ir até à casa de praia da mãe dela, Erica (Diane Keaton), para a visitar. Aí Harry sofre uma paragem cardíaca, ficando sob os cuidados de Erica e de Julian (Keanu Reeves), um jovem médico local. Aos poucos Harry percebe que está a interessar-se cada vez mais por Erica, mas tenta esconder os seus sentimentos. Julian também sente atração por ela, tornando-se um rival de Harry na disputa pelo coração de Érica.

sábado, dezembro 27, 2025

Soupe à L’Oignon

 A Soupe à L’Oignon é uma sopa de cebola que tem raízes profundas, desde a Roma antiga, onde era um prato simples e popular, e assim permaneceu até à França dos séculos XVII e XVIII, onde a corte francesa e reis como Luís XV a tornaram famosa. 

Existe uma outra teoria mais plausível. Ela afirma que Stanislas Leszczynski, Duque da Lorena e pai da Rainha da França, provou sopa de cebola numa taberna de Champagne. Segundo Alexandre Dumas, que relatou a cena, ele quis aprender "como preparar uma sopa semelhante". Diz-se que, posteriormente, popularizou a receita na corte de Versalhes.

Mas foi graças a Les Halles, em Paris, que a sopa de cebola francesa deve sua fama. No século XIX, os donos de restaurantes tiveram a ideia de adicionar queijo ralado e gratinar as tigelas de sopa. Preparada desta forma, a sopa tornava-se muito mais nutritiva para os trabalhadores e notívagos do bairro. 

Os mercados parisienses transformaram-na, então, num prato icónico com a adição de queijo gratinado, tornando-se a "Gratinée des Halles". O prato também era conhecido por mascarar o hálito daqueles que exageravam nas bebidas, ganhando o apelido de "sopa dos bêbados". 

 Hoje é um verdadeiro clássico da culinária francesa, especialmente apreciada nos meses frios de inverno porque este creme é uma explosão de sabor. A cebola é, claro, a protagonista do prato, trazendo doçura e profundidade de sabor quando caramelizada. Gratinada ou não, derrete na boca para o deleite das nossas papilas gustativas.

A sopa de cebola é tradicional na culinária francesa e em muitas regiões produtoras de cebola. É frequentemente servida com croutons e queijo ralado.

E agora fique com a receita de Soupe à L’oignon de Joana Barrios.

Ingredientes: 
8 cebolas grandes
40g de manteiga
1 colher de sopa de farinha
1l de caldo de carne caseiro
Sal q.b.
Pimenta q.b.
3 fatias de pão
100g de Gruyère ralado

Preparação:
1) Descasque as cebolas e corte-as em meias luas; refogue num tacho as rodelas de cebola na manteiga até ficarem douradas e caramelizadas, durante cerca de 10 minutos com o tacho tapado; adicione a farinha peneirada ao tacho, mexendo sempre; junte o caldo de carne e envolva; tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar em lume brando durante cerca de 30 minutos.
2) Disponha as fatias de pão num tabuleiro para ir ao forno e cubra-as com o queijo ralado; tempere com pimenta e leve ao forno, pré-aquecido a 230º, na função grill a gratinar até o queijo derreter e ficar dourado.
3) Num prato fundo disponha as fatias de pão gratinadas sobre a sopa e sirva imediatamente.