sábado, julho 14, 2012
Dos Gardenias
Ibrahim Ferrer (1927 - 2005) foi um cantor cubano. Filho de uma dançarina de um clube nocturno, Ibrahim ficou órfão aos 12 anos de idade. Para sobreviver começou a cantar nas ruas. Ao longo dos anos, fez parte de diversos grupos musicais. Em 1953, juntou-se à banda de Pacho Alonso. Em 1959, mudou-se com a banda para Havana, tendo esta formação musical sido rebaptizada com o nome de "Los Bocudos". Com Alonso, Ferrer dedicou-se principalmente a ritmos cubanos. Mas, como declarou numa entrevista colectiva, sempre manteve o desejo de gravar boleros, o que veio a ocorrer no final de sua carreira, quando se juntou ao Buena Vista Social Club. O seu último disco (um disco de boleros) chamava-se "Mi Sueño". Já agora, Buena Vista Social Club era um clube de dança e actividades musicais, que existia Havana (Cuba) na década de 1940. Este clube era um local onde alguns músicos cubanos se encontravam e tocavam, entre eles Manuel "Puntillita" Licea, Compay Segundo, Rubén González, Ibrahim Ferrer, Pío Leyva, Anga Díaz e Omara Portuondo. Ao longo dos anos novos membros foram entrando no grupo. Na década de 1990, aproximadamente 40 anos após o encerramento do clube, inspirou a gravação de um disco do músico cubano Juan de Marcos González e do guitarrista americano Ry Cooder, feita com os músicos tradicionais daquele clube. O disco, chamado Buena Vista Social Club, tornou-se um sucesso internacional. Foi quando o realizador alemão Wim Wenders, filmou a apresentação do grupo na Holanda e no famoso Carnegie Hall em Nova York. Transformando estas filmagens num documentário, acompanhado de entrevistas feitas em Havana com os músicos. O filme, chamado Buena Vista Social Club, foi aclamado pela crítica, tendo sido indicado para os Oscares na categoria de Melhor Documentário e tendo ganho o prémio de Melhor documentário no European Film Awards. Em 2006 foi lançado "Rhythms del Mundo", um ábum com as estrelas do Buena Vista e da música cubana.
sexta-feira, maio 06, 2016
Dos Gardenias & Besame Mucho
![]() |
| Omara Portuondo por Amoxes |
Omara Portuondo (1930) é uma cantora de bolero e dançarina cubana, cuja carreira se estende por meio século.
Esta artista fez parte da formação original do Cuarteto d'Aida e já se apresentou com Ignacio Piñeiro, Orquesta Anacaona, Orquesta Aragón, Nat King Cole, Adalberto Álvarez, Los Van Van, Buena Vista Social Club, Pupy Pedroso, Chucho Valdés, Juan Formell e Maria Bethânia. Bésame Mucho é o título de uma canção escrita em 1940 pela mexicana Consuelo Velásquez antes de completar o seu 16° aniversário. Segundo Consuelo Velázquez, ela inspirou-se numa ária de uma ópera de Enrique Granados. Rapidamente esta canção se converteu numa das mais populares do século XX.
Emilio Tuero foi o primeiro a gravá-la. Mas, não podemos esquecer as interpretações extraordinárias de Nat King Cole, João Gilberto e Beatles, entre outras.
Em 1999, a canção foi reconhecida como a mais cantada e gravada do idioma espanhol, e talvez seja a mais traduzida entre as compostas nesta língua.
Oiça, então esta versão de Omara Portuondo.
sexta-feira, abril 30, 2021
Chan Chan
"Chan Chan" é uma composição de 1984 que foi gravada pela primeira vez em 1985. Em março de 1996, Compay Segundo, Eliades Ochoa e outros músicos cubanos veteranos gravaram uma nova versão da canção como parte do projeto Buena Vista Social Club.
A canção tornou-se a faixa de abertura do seu álbum homónimo e a canção com a assinatura do grupo, alcançou fama internacional.
De Alto Cedro voy para Marcané
Llego a Cueto, voy para Mayarí
De Alto Cedro voy para Marcané
Llego a Cueto, voy para Mayarí
De Alto Cedro voy para Marcané
Llego a Cueto, voy para Mayarí
El cariño que te tengo
No te lo puedo negar
Se me sale la babita
Yo no lo puedo evitar
Cuando Juanica y Chan Chan
En el mar cernían arena
Como sacudía el jibe
A Chan Chan le daba pena
Limpia el camino de pajas
Que yo me quiero sentar
En aquel tronco que veo
Y así no puedo llegar
De alto Cedro voy para Marcané
Llego a Cueto, voy para Mayarí
De alto Cedro voy para MarcanéLlego a Cueto, voy para Mayarí
De alto Cedro voy para Marcané
Llego a Cueto, voy para Mayarí
De alto Cedro voy para Marcané
Llego a Cueto, voy para Mayarí
De alto Cedro voy para Marcané
Llego a Cueto, voy para Mayarí
De alto Cedro voy para Marcané
Llego a Cueto, voy para Mayarí
quarta-feira, junho 19, 2013
Chan Chan
A sua carreira sofreu inúmeras mudanças. Integrou o sexteto "Los Seis Ases", o "Cuarteto Cubanacán", e foi clarinetista da Banda Municipal de Santiago de Cuba. Em 1956 criou o grupo "Compay Segundo y sus Muchachos", com quem trabalhou até à morte.Compay Segundo foi um artista único. Os estilos musicais em que transitava eram: o "son", a "guaracha", o "bolero" e as "canciones" com marcados matizes caribenhos. A sua voz, grave e redonda, acompanhou célebres cantores de fama internacional. Com os "muchachos" do seu grupo, foi capaz de fazer dançar multidões de todos os continentes. Realizou digressões pela América Latina e Europa, particularmente Espanha, onde gravou os seus últimos discos. É em Espanha entre 1992 e 1995, que se iniciou a sua consagração internacional e se verificou a retomada da sua carreira artística, a partir de uma antologia sua, organizada por Santiago Auserón.
Compay Segundo participou, também activamente, do ambicioso projecto "Buena Vista Social Club", um disco produzido por Ry Cooder, em 1996, em que se reuniram os grandes nomes da música cubana, como Ibrahim Ferrer, Juan de Marcos González, Rubén González, Manuel "Puntillita" Licea, Orlando "Cachaito" López, Manuel "Guajiro" Mirabal, Eliades Ochoa, Omara Portuondo, Barbarito Torres, Amadito "Tito" Valdés e Pio Leyva. O disco foi premiado com o Grammy e promoveu um ressurgimento fabuloso de músicos cubanos que, em alguns casos, estavam no ostracismo há mais de 10 anos.
O disco é o tema central do documentário homónimo, dirigido pelo alemão Wim Wenders.Aos 94 anos, Compay Segundo estreou-se, ainda, nos palcos como actor, numa peça intitulada "Se secó el arroyto" (algo como "secou-se o riozinho"). Esta peça é baseada numa de suas canções e narra os amores frustrados de um casal de jovens, nos anos anteriores à Revolução Cubana (1959).
Entre as canções mais conhecidas, interpretadas por Compay Segundo, estão: "Sarandonga", "Saludos, Compay", "¿Y tú, qué has hecho?", "Amor de la loca juventud", "Juramento" e "Veinte años". No entanto, a mais famosa de todas é "Chan Chan", que, lhe proponho que oiça hoje.




