quinta-feira, julho 02, 2026

O Forte de Golconda

Golconda é uma cidade e uma fortaleza em ruínas localizada na região central da Índia. Situa-se a 11  kms de Hyderabad, no estado de Andhra Pradesh e conhecida pelos seus tesouros. 

Tanto a cidade quanto a fortaleza estão construídas sobre uma colina de granito de 120 metros de altura.

A origem do forte é do ano 1143, aproximadamente, quando a dinastía hindu dos Kakatiya governava a área. O nome significa "colina do pastor".

Desde 1512, Golconda foi um reino independente até 1687, quando foi tomado pelas tropas do imperador Aurangzeb. A capital deste reino esteve situada em Golconda até que, em finais do século XVI, foi trasladada a Hyderabad.

A maioria das construções que ainda estão conservadas, são, aproximadamente, dos séculos XVI e XVII. A sua impressionante estrutura foi capaz de resistir a prolongadas ocupações por parte das tropas da Mongólia.

O conjunto de Golconda consiste em quatro fortes diferentes, com uma muralha exterior de 10 kms de comprimento e 87 bastiões semi-circulares. Embora a maioria dos edifícios estejam na atualidade quase destruídos, a fortaleza acolhia outrora diversos palácios cujos restos ainda são visíveis.

O Forte de Golconda, um marco histórico em Hyderabad, em tempos, albergou joias famosas, como os diamantes Koh-i-Noor e Hope. O forte começou por ser uma modesta estrutura de barro construída no século XI pela dinastia Kakatiya. Em 1518, a dinastia Qutb Shahi transformou-o numa formidável cidadela de pedra. 

O diamante Hope

A entrada é realizada através da Porta da Vitória (Fateh Darwaza). Na conhecida "Grande Porta", a acústica permite ouvir uma palmada a um km de distância. Esta característica utilizava-se para avisar os habitantes do forte sobre possíveis perigos. A cidade fortificada foi famosa no negócio do comércio dos diamantes devido às minas desta pedra preciosa que existem nos arredores.

 Em 2010, a UNESCO incluiu o local na sua Lista de Sítios do Património Mundial, sob o título Os Monumentos Qutb Shahi de Hyderabad. Embora o forte já não funcione como sede do poder e os seus célebres diamantes tenham sido retirados no final do século XVII, continua a ser um símbolo vital do legado arquitetónico e histórico da região.

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