Magritte pintou-o como um auto-retrato. A pintura consiste num homem de chapéu-coco, em pé à frente de um pequeno muro, com o mar e um céu nublado ao fundo.
O rosto do homem é, em grande parte, ocultado por uma maçã verde pairando no ar. Apesar disso, os seus olhos podem ser vistos na borda da maçã.
René Magritte iniciou a sua carreira como designer de cartazes e anúncios. Em 1926, ao assinar um contrato com a Galeria la Centaure, em Bruxelas, passou a dedicar-se integralmente à pintura.
No ano seguinte, mudou-se para Paris e passou a integrar o grupo surrealista, tornando-se um dos principais expoentes do movimento. A sua obra desafiou a percepção da realidade pois é marcada por imagens enigmáticas e jogos visuais. Ainda que René Magritte tenha sido o principal nome do surrealismo na Bélgica, ele foi expulso do movimento em 1947 pelo escritor francês André Breton, seu fundador. Ao terminar a Segunda Guerra Mundial o pintor adoptou uma temática mais otimista, chamada por ele de "surrealismo em pleno sol", o que Breton achava pouco condizente com o seu manifesto.

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