As Queijadas de Sintra são provavelmente o mais antigo doce da gastronomia sintrense eternizada na literatura portuguesa.
"Ega ia largar atarantadamente o embrulho, para apertar a mão que Maria Eduarda lhe estendia, corada e sorrindo. Mas o papel pardo, mal atado, desfez-se; e uma provisão fresca de queijadas de Sintra rolou, esmagando-se, sobre as flores do tapete".
Eça de Queiroz - Os Maias
Sobre as queijadas de Sintra, imortalizadas por Eça de Queirós, pensa-se que este doce regional secular tem origem no século XIII, no reinado de D. Sancho II, pois as excelentes pastagens da região permitiam o fabrico de queijo fresco e era comum o excesso de queijo ser usado para confeccionar estes doces, que depois podiam servir aos camponeses como forma de pagamento. Até meados do século XVIII, as queijadas eram, então, de fabrico caseiro e serviam também para pagamento de foros, passando depois a ser fabricadas, até aos dias de hoje, nas destacadas fábricas de queijadas: Sapa, Gregório, Piriquita , Casa do Preto, e Dona Estefânia situadas na Vila de Sintra, nos arredores de Lisboa.
Para além de farinha e sal para a massa, levam queijo fresco, açúcar, ovos, farinha e um pouco de canela para o recheio. A textura suave das queijadas é assegurada pelo cozimento em banho-maria (no forno, mas em água) que depois é envolvida numa massa crocante e estaladiça..
Pode provar as Queijadas de Sintra na Fábrica das Verdadeiras Queijadas da Sapa ou, se for à Confeitaria Piriquita conhecer os famosos travesseiros, também as encontrará por ali.


Sem comentários:
Enviar um comentário