domingo, dezembro 07, 2008

Cordel dos Direitos Humanos

Introdução
O pensamento humanitário
Produziu transformação,
Para o direito fundamental,
Do homem ou cidadão.
Americanos e franceses,
Formalizam Declaração.


Revoluções do século dezoito
Vêm suscitar e favorecer,
Os ideais filosóficos,
De Rosseau e Montesquieu,
Os quais contribuíram,
Pró movimento crescer.

A Declaração da França
Foi universalizante,
A iniciativa popular
Foi sua representante.
Hoje serve de modelo,
Um documento marcante.

A concepção francesa
Era da individualidade,
Mas num estilo lapidar
Enfatiza a liberdade,
A igualdade e o legal
E ainda a propriedade.

A Burguesia liberal
Ajudou na revolução,
Pois o absolutismo,
Tinha a dominação,
Mais adiante porém,
Promoveu a opressão.

O progresso industrial
Acentua desigualdade,
O trabalhador explorado,
Ficou sem propriedade
E sem salário condigno,
Aumentou a gravidade.


Nesse quadro avassalador
Surge Marx o cientista
Criticando a igualdade
Feita por capitalista,
Discutiu essas ideias,
No Manifesto Comunista.

A concentração de riquezas
Na mão duma minoria,
É o que provoca a miséria
De toda uma maioria.
P’ra dividir esse bolo,
Só com muita rebeldia.

Assim continua o homem
Em busca da perfeição,
Pouco se preocupando
Com a humanização,
Apesar das deficiências
Temos a Declaração.

No ano de quarenta e oito
Dia dez, mês do natal
A Assembleia da ONU,
De modo universal,
Aprova os direitos do homem,
P’ra cumprimento integral.
1
Pelo artigo primeiro
Somos iguais em dignidade,
Direitos e nascemos livres,
P’ra agir com fraternidade.
Fico triste em lhes falar,
Que não é a realidade.
2
O segundo manda gozar
Do direito e da liberdade,
Sem utilizar distinção
De raça, cor, religiosidade,
Opinião política, riqueza...
Será que isso é verdade?
3
As palavras do terceiro
Nos diz o essencial,
Todos têm direito à vida,
À segurança pessoal
E ainda à liberdade,
Bonito! Mas irreal.
4
O quarto é enfático,
Proíbe a escravidão,
Só que
os juros pagos,
P’ra manter globalização,
Está nos deixando servos,
Eternizando a prisão.
5
Quinto vem ser o artigo
Que não deixa torturar,
Condena-se a Polícia
Sem antes observar,
Que a maior violência,
É não poder se educar.
6
O sexto nos informar
Que o homem tem o direito,
Perante a lei do mundo,
Ser tratado com respeito,
Mas Países descumprem
A regra deste preceito.
7
No sétimo somos iguais
Não havendo distinção
Diante a lei e o direito,
Desses temos protecção,
O forte ainda consegue
Manter discriminação.
8
O oitavo nos ensina
A procurar os Tribunais,
Contra os actos que violem
Os direitos fundamentais,
Mas a sumptuosa justiça,
Pouco tem sido eficaz.

9
Ninguém, pelo artigo nono
Será preso ilegalmente,
Detido ou exilado,
Se arbitrariamente,
O descumprimento é flagrante,
Analise historicamente!
10
O artigo dez não inventa
Diz o fundamental,
Igualmente temos direito
A uma justiça imparcial,
Tem País que ainda julga,
Sem uma defesa legal.
11
Pelo onze não se acusa
Sem devido processo legal,
Tudo deve estar previsto
Na lei de cada local.
Mas inocentes são vítimas,
De bombardeio fatal.
12
Na regra do artigo doze
Não haverá interferência
Na vida privada, no lar
Ou numa correspondência,
Essas normas são violadas
Até com muita insistência.
13
Fala o treze da liberdade
De locomover e morar,
Dentro de um território,
Podendo sair e retornar,
Mas existem ditaduras
Que persistem em violar.
14
O catorze dá direito
A vítima de perseguição,
Que pode procurar asilo,
Em seja qual for a nação,
Muitos Países descumprem
E não dão essa protecção.
15
Pelo quinze fazemos jus
A uma nacionalidade,
Não podemos ser privados
Dessa legal faculdade,
Podendo até mudá-la,
Se houver necessidade.
16

O dezasseis nos ensina
Que maiores de idade,
Podem contrair matrimónio,
Por espontânea vontade,
O duro é manter a família,
Agregando-a a realidade.
17
O dezassete vem tratar
Do direito à Propriedade,
A qual não se deve violar
Pela arbitrariedade,
Poucos são donos de tudo,
Muitos na precariedade.
18
Pelo dezoito somos livres
P’ra reflectir e pensar,
De cultuar religião
Quando nela acreditar,
Cristãos, judeus e outros,
Teimam em se digladiar.
19
O dezanove complementa
A ideia do anterior,
Expressaremos opiniões
Seja em que lugar for,
Se não houver embaraços
Com prepotente ditador.
20
O artigo vinte agrega
Liberando reunião,
Podemos pacificamente,
Criar associação,
Mas os ricos liberais,
Preferem desunião.
21
O vinte e um nos indica
Que podemos governar,
Escolhendo representantes,
Ou se um pleito conquistar,
Mas voto é mercadoria
E só ganha marajá.
22
Pretende o vinte e dois
Dá segurança social,
A que fazemos jus,
Pelo esforço nacional,
Mas educação e saúde,
Estão num plano orbital.
23
Pelo artigo vinte e três
O homem deve trabalhar
Ter remuneração decente,
E sindicato organizar,
Os projectos globalizantes,
Querem com isso acabar.
24
É no vinte e quatro
Que podemos repousar,
Ter lazer, férias com grana,
E na Europa passear,
Um sonho do operário,
Que mal pode se alimentar.
25
É direito no vinte e cinco,
Ter padrão de vida real,
Alimentar-se, morar bem,
Ter um bem-estar social,
O difícil é ter acesso,
Ao que é fundamental.

26
Agora pelo vinte e seis,
Tenho que ter instrução
P’ra compreender a miséria
E debater a questão,
O poder sabendo disso,
Destrói a educação.
27
O artigo vinte e sete
Vem nos dá a protecção,
Sobre o que se produz
P’ra cultura da nação,
O nosso direito autoral,
Não esboça reacção.
28
O vinte e oito se apega
Na ordem sócio - global,
P’ra que o estabelecido,
Realize-se no total,
O preceito é coerente,
Mas não cumprem no final.

29
Prevê o vinte e nove
A nossa obrigação,
De respeitarmos as leis
E também o nosso irmão,
No entanto há violência,
Por faltar compreensão.
30
Chego no artigo trinta
Vejo nele a previsão,
Que nenhum dispositivo
Da presente declaração,
Seja porém destruídos
Por revoltosa nação.

Conclusão

Analisei as premissas
Dos direitos fundamentais,
Mostrei a Declaração,
Nos seus aspectos formais,
Dissequei todos artigos,
Fazendo críticas leais.

O homem sempre lutou
P’ra reaver seu direito
A história mostra isso
De modo muito perfeito,
Mas apesar do progresso,
Persistimos no defeito

Fiz um breve retrospecto
Do que é primordial,
Para que o homem viva
Na sociedade ideal,
Espero que no futuro
Não existe desigual.


Tenho medicação certa
P’ra que todos vivam bem
Acabe com a ganância,
Divida o que você tem,
Pois na vida espiritual,
Não precisará de vintém.

Dedico esse trabalho
A quem nele acreditar,
A Deus referencio
Por ele me ajudar.
A Terra será um éden,
Quando povo se agregar.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Parabéns Manoel

Manoel Cândido Pinto de Oliveira (nasceu no Porto a 11 de Dezembro de 1908) é um cineasta português que actualmente (2008) é o realizador activo mais idoso do mundo.

Com mais de 75 anos de carreira cinematográfica Manoel de Oliveira é um dos mais importantes cineastas europeus. A sua obra ultrapassou as fronteiras do cinema português e espalhou-se pelo mundo.

Aos 100 anos, Oliveira continua a fazer filmes independentemente da crítica ser boa ou má, porque o que o motiva é a arte de filmar. Da sua vasta obra constam trinta e duas longas-metragens. Destacam – se no início da carreira o documentário Douro, Faina Fluvial (1931) e o filme Aniki Bobó. Benilde ou a Virgem Mãe, O Quinto Império, Nom, ou a Vã Glória de Mandar, A Caixa, Vale Abrão e Belle Toujors são alguns dos seus filmes mais recentes.

Os cem anos de Manoel de Oliveira serão celebrados atrás das câmaras. Desde 25 de Novembro que se encontra a filmar as Singularidades de Uma Rapariga Loira.

Singularidades de uma rapariga loura, uma co - produção entre Portugal, Espanha e França, é uma adaptação de Manoel de Oliveira de um conto homónimo de Eça de Queirós, publicado no começo do século XX.

A história centra-se em Macário, um jovem contabilista que se perde de amores por Luísa Vilaça, uma rapariga loira por quem fez juras de amor e casamento até que descobre uma singularidade da virtuosa noiva.

Nesta nova produção, Manoel de Oliveira voltou a um leque de actores com quem já trabalhou antes.

São os casos de Ricardo Trêpa, seu neto, no papel de Macário, de Diogo Dória, como Tio Francisco, de Leonor Silveira, a interlocutora da aventura amorosa que Macário relata durante uma viagem de comboio, e de Júlia Buisel, a mãe da loira.

A excepção neste elenco é a presença da jovem e bonita actriz Catarina Wallenstein, que trabalha pela primeira vez com Manoel de Oliveira.

A sua obra é atravessada por um estilo próprio que confere autenticidade a tudo aquilo que faz.

Amado por uns e odiado por outros, Manuel de Oliveira continua a resistir a tudo e a todos, movido pela paixão do cinema.

Parabéns Manoel!








quarta-feira, dezembro 03, 2008

Machado de Assis

Em 29 de Setembro passado, comemorou-se o centenário da morte de Machado de Assis, um dos grandes escritores da língua portuguesa.
Joaquim Maria Machado de Assis (nasceu no Rio de Janeiro a 21 de Junho de 1839 e faleceu na mesma cidade a 29 de Setembro de 1908) foi um romancista, contista, poeta e teatrólogo brasileiro, considerado um dos mais importantes nomes da literatura daquele país e identificado, pelo crítico Harold Bloom, como o maior escritor afro - descendente de todos os tempos.
Era filho de um mulato (Francisco José de Assis) pintor de paredes e descendente de escravos alforriados e de uma lavadeira açoriana (da ilha de S. Miguel) – Maria Leopoldina Machado.
É considerado por muitos o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores escritores do mundo, enquanto romancista e contista. A sua vasta obra inclui também a crítica literária. É considerado um dos criadores da crónica no Brasil, além de ser importante tradutor, vertendo para o português obras como Os Trabalhadores do Mar, de Victor Hugo e o poema O Corvo, de Edgar Allan Poe. Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente. A Academia é também chamada de, a Casa de Machado de Assis.
Foi influenciado por: William Shakespeare, Voltaire, José de Alencar e Edgar Allan Põe.
As suas obras mais conhecidas são:
1.Memórias Póstumas de Brás Cubas
2.Dom Casmurro
3.Quincas Borba
4.O Alienista (Conto)