de um ano, início de outro. Olho o céu: nenhum indício. Olho o céu: o abismo vence o olhar. O mesmo espantoso silêncio da Via-Láctea feito um ectoplasma sobre a minha cabeça nada ali indica que um ano novo começa. E não começa nem no céu nem no chão do planeta: começa no coração. Começa como a esperança de vida melhor que entre os astros não se escuta nem se vê nem pode haver: que isso é coisa de homem esse bicho estelar que sonha (e luta).
Com votos de um feliz Ano Novo proponho-lhe que ouça Ella Fitzgerald em What Are You Doing New Year's Eve.
Este é, provavelmente, o standard de Ano Novo com mais versões. A canção foi composta em 1947 por Frank Loesser tendo sido notavelmente gravada, entre outros, por Bette Midler, Lena Horne, os Carpenters, Johnny Mathis, Harry Connick Jr, Billie Eilish, Rod Stewart, Diana Krall e Norah Jones.
Só a versão amadora gravada por Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt tem mais de 22 milhões de visualizações no YouTube. Mas foi esta interpretação registada em 1960, por Ella Fitzgerald, que escolhi em especial para hoje.
Ouça "New Year’s Resolution", nas vozes de Otis Redding e Carla Thomas. Com esta música temos a reconciliação como resolução de fim de ano.
"Let's turn over a new leave And baby let's make promises That we can keep And call it a New Year's resolution, hmmm".
Ouvimos Otis Redding e Carla Thomas a fazer as pazes, a jurar que no ano novo vai ser só amor, e que vão deixar de andar sempre a guerrear como se deduz que era costume no ano velho.
A dupla foi reunida pela Stax Records em 1967, tentando replicar a fórmula que a rival Motown tinha conseguido com Marvin Gaye e Tammi Terrell.
O resultado foi o disco de duetos King & Queen, onde se inclui este "New Year’s Resolution". Infelizmente, Redding morreria a 10 de Dezembro e não chegaria a ver o ano novo de 1968.
Saiba quais as 3 cores que têm de estar no seu roupeiro através das sugestões de mais um vídeo da influencer brasileira Luciane Cachinski.
Luciane Cachinski é uma influencer e youtuber brasileira que se dedica a transmitir ao público feminino, com um humor peculiar, o que aprendeu sobre moda durante 27 anos.
Luciane é também proprietária da empresa Corte in Brazil, que fabrica, num pequeno atelier familiar, uma coleção feminina básica em malha.
Com a vida que se leva nos dias de hoje, precisamos de ser práticas inclusive no nosso roupeiro. Este vídeo mostra-lhe as 3 cores que irão deixar os seus looks incríveis!
Alguém tem que ceder (2004) é um filme, do género comédia romântica, realizado por Nancy Meyerse que contou no elenco com Jack Nicholson, Diane Keaton, Keanu Reeves e Amanda Peet.
Sinopse:
Harry Sanborn (Jack Nicholson) é um executivo que trabalha no ramo da música e que namora Marin (Amanda Peet), que tem idade para ser sua filha. Harry e Marin decidem ir até à casa de praia da mãe dela, Erica (Diane Keaton), para a visitar. Aí Harry sofre uma paragem cardíaca, ficando sob os cuidados de Erica e de Julian (Keanu Reeves), um jovem médico local. Aos poucos Harry percebe que está a interessar-se cada vez mais por Erica, mas tenta esconder os seus sentimentos. Julian também sente atração por ela, tornando-se um rival de Harry na disputa pelo coração de Érica.
A Soupe à L’Oignoné uma sopa de cebola que tem raízes profundas, desde a Roma antiga, onde era um prato simples e popular, e assim permaneceu até à França dos séculos XVII e XVIII, onde a corte francesa e reis como Luís XV a tornaram famosa.
Existe uma outra teoria mais plausível. Ela afirma que Stanislas Leszczynski,Duque da Lorena e pai da Rainha da França, provou sopa de cebola numa taberna de Champagne. Segundo Alexandre Dumas, que relatou a cena, ele quis aprender "como preparar uma sopa semelhante". Diz-se que, posteriormente, popularizou a receita na corte de Versalhes.
Mas foi graças a Les Halles, em Paris, que a sopa de cebola francesa deve sua fama. No século XIX, os donos de restaurantes tiveram a ideia de adicionar queijo ralado e gratinar as tigelas de sopa. Preparada desta forma, a sopa tornava-se muito mais nutritiva para os trabalhadores e notívagos do bairro.
Os mercados parisienses transformaram-na, então, num prato icónico com a adição de queijo gratinado, tornando-se a "Gratinée des Halles". O prato também era conhecido por mascarar o hálito daqueles que exageravam nas bebidas, ganhando o apelido de "sopa dos bêbados".
Hoje é um verdadeiro clássico da culinária francesa, especialmente apreciada nos meses frios de inverno porque este creme é uma explosão de sabor. A cebola é, claro, a protagonista do prato, trazendo doçura e profundidade de sabor quando caramelizada. Gratinada ou não, derrete na boca para o deleite das nossas papilas gustativas.
A sopa de cebola é tradicional na culinária francesa e em muitas regiões produtoras de cebola. É frequentemente servida com croutons e queijo ralado.
Ingredientes: 8 cebolas grandes 40g de manteiga 1 colher de sopa de farinha 1l de caldo de carne caseiro Sal q.b. Pimenta q.b. 3 fatias de pão 100g de Gruyère ralado
Preparação:
1) Descasque as cebolas e corte-as em meias luas; refogue num tacho as rodelas de cebola na manteiga até ficarem douradas e caramelizadas, durante cerca de 10 minutos com o tacho tapado; adicione a farinha peneirada ao tacho, mexendo sempre; junte o caldo de carne e envolva; tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar em lume brando durante cerca de 30 minutos.
2) Disponha as fatias de pão num tabuleiro para ir ao forno e cubra-as com o queijo ralado; tempere com pimenta e leve ao forno, pré-aquecido a 230º, na função grill a gratinar até o queijo derreter e ficar dourado.
3) Num prato fundo disponha as fatias de pão gratinadas sobre a sopa e sirva imediatamente.
The mood is right The spirit's up We're here tonight And that's enough
Simply having a wonderful Christmastime Simply having a wonderful Christmastime
The party's on The feeling's here That only comes This time of year
Simply having a wonderful Christmastime Simply having a wonderful Christmastime
The choir of children sing their song Ding-dong, ding-dong, ding-dong, ding Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh Ooh-ooh-ooh-ooh-ooh-ooh Doo-doo, doo-doo, doo-doo, doo
Simply having a wonderful Christmastime We're simply having a wonderful Christmastime Simply having a wonderful Christmastime
The word is out About the town To lift a glass Oh, and don't look down
Simply having a wonderful Christmastime Simply having a wonderful Christmastime
The choir of children sing their song They practiced all year long Ding-dong, ding-dong Ding-dong, ding-dong Ding-dong, ding-dong Ding-dong, ding-dong
The party's on The spirit's up We're here tonight And that's enough
Simply having a wonderful Christmastime We're simply having a wonderful Christmastime Simply having a wonderful Christmastime
The mood is right The spirit's up We're here tonight Oh, and that's enough
We're simply having a wonderful Christmastime Simply having a wonderful Christmastime Simply having a wonderful Christmastime Simply having a wonderful Christmastime Simply having a wonderful Christmastime
Voltas pequeno ao mundo. Não deixas nunca de nascer! Com braços, pernas, mãos, olhos, semblante, Voz de menino. Humano o corpo e o coração divino.
Natal… Natais… Tantos vieram e se foram! Quantos ainda verei mais?
Em cada estrela sempre pomos a esperança De que ela seja a mensageira, E a sua chama azul encha de luz a terra inteira. Em cada vela acesa, em cada casa, pressentimos Como um anúncio de alvorada; E ein cada árvore da estrada Um ramo de oliveira; E em cada gruta o abrigo da criança omnipotente;
E no fragor do vento falas de anjos, e no vácuo De silêncio da noite Estriada de súbitos clarões, A presença de Alguém cuja forma é precária E a sua essência, eterna. Natal… Natais… Tantos vieram e se foram! Quantos ainda verei mais?
Com votos de Boas Festas e de um Santo Natal proponho-lhe que ouça o canadiano Michael Bublé em It's Beginning To Look A Lot Like Christmas(Áudio oficial).
It's beginning to look a lot like Christmas Everywhere you go Take a look at the five and ten, it's glistening once again With candy canes and silver lanes that glow
It's beginning to look a lot like Christmas Toys in every store But the prettiest sight to see is the holly that will be On your own front door
A pair of Hopalong boots and a pistol that shoots Is the wish of Barney and Ben Dolls that'll talk and will go for a walk Is the hope of Janice and Jen
And Mom and Dad can hardly wait for school to start again
It's beginning to look a lot like Christmas Everywhere you go There's a tree in the Grand Hotel, one in the park as well It's the sturdy kind that doesn't mind the snow
It's beginning to look a lot like Christmas Soon the bells will start And the thing that'll make 'em ring is the carol that you sing Right within your heart
It's beginning to look a lot like Christmas Toys in every store But the prettiest sight to see is the holly that will be On your own front door
O Iraque é um país do Médio Oriente, limitado a norte pela Turquia, a leste pelo Irão, a sul pelo Golfo Pérsico, pelo Kuwait e pela Arábia Saudita e a oeste pela Jordânia e pela Síria. A sua capital é a cidade de Bagdade, no centro do país e nas margens do rio Tigre.
A história do Iraque é milenar, uma vez que o território iraquiano abrigou diversos povos antigos, como os sumérios. Os aspectos culturais e as curiosidades do país perpassam pela sua grandiosa história.
O parlamento iraquiano decidiu por unanimidade que o Natal passasse a ser uma festividade para todo o país a partir de 2021.
Esta proposta foi divulgada durante um encontro entre o presidente iraquiano e o patriarca caldeu, cardeal Louis Raphael I Sako, que expressou a sua alegria e gratidão por esta decisão tão esperada.
Antes da invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003, havia cerca de 1,4 milhão de cristãos no país. No entanto, o seu número diminuiu para cerca de 300.000 depois de centenas de milhares terem fugido da nação após a violência e os ataques de vários grupos armados ao longo dos anos.
Na véspera de Natal os cristãos iraquianos reúnem-se em família e uma das crianças lê em voz alta a história do nascimento de Jesus, enquanto que os restantes elementos da família escutam, segurando velas.
Depois das leituras acende-se a lareira. Quando o fogo se apaga todos devem saltar três vezes sobre as cinzas e pedir um desejo.
Durante a eucaristia de Natal o sacerdote, segurando a imagem de Jesus Menino abençoa uma pessoa que, tocando na que está ao seu lado, a abençoa e assim sucessivamente. É a Paz de Cristo para estes cristãos.
Com votos de Boas Festas proponho-lhe que leia Hotel Timor, um livro do escritor timorense Luís Cardoso.
Luís Cardoso de Noronha (1958) é um dos mais importantes escritores timorenses. Estudou na ilha de Ataúro e nos colégios missionários de Soibada e de Fuiloro, no seminário dos jesuítas e no Liceu Dr. Francisco Machado, em Díli. Mais tarde, em Portugal, licenciou-se em Silvicultura no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e realizou uma Pós-Graduação em Direito e Política do Ambiente, na Universidade Lusófona. Desempenhou as funções de Representante do Conselho Nacional da Resistência Maubere, em Portugal. É autor dos romances: Crónica de Uma Travessia (1997); Olhos de Coruja Olhos de GatoBravo (2002); A Última Morte do Coronel Santiago (2003); Réquiem para o Navegador Solitário (2007); O Ano em que Pigafetta completou a circum-navegação (2013); Para onde vão os gatosquando morrem? (2017); e o Plantador de Abóboras (2020), romance galardoado com o Prémio Oceanos 2021.
Sinopse: No coração de Díli, debruçado sobre um mar que guarda mais silêncios do que ondas, ergue-se o Hotel Timor. O edifício é mais do que um lugar de passagem: é testemunha de uma história que resiste ao tempo. Entre Lisboa e Timor, entre a partida e o regresso impossível, este romance habita a fronteira do exílio. As personagens movem-se como viajantes perdidos, estrangeiros na sua própria terra, seres que procuram redenção na lembrança e tropeçam na ferida ainda aberta da História. Amores interrompidos, destinos fragmentados, cartas nunca enviadas, vozes que regressam na madrugada: tudo converge na atmosfera rarefeita do hotel, metáfora de um país e de uma identidade suspensa entre a ruína e a esperança. Com uma escrita densa, melódica e por vezes cruel, o autor ergue uma narrativa que é ao mesmo tempo íntima e coletiva. Hotel Timor fala da dor e da resistência, do esquecimento e da memória, do peso das ausências e da obstinação em continuar a viver, mesmo quando tudo em redor ameaça desaparecer. Ler este livro é entrar num espaço onde a literatura se torna morada de sombras, mas também de claridade inesperada — um lugar onde a palavra resiste, como último refúgio contra a perda.
O Heléboro é uma flor resistente ao frio e por isso é conhecida como a Flor do Inverno ou a Rosa de Natal.
Esta planta é nativa da Suíça, Áustria e Alemanha. Usada na Idade Média com fins medicinais, ela pode ser tóxica e deve ser manuseada com cuidado. Os heléboros pertencem à família Ranunculaceae, surgem no inverno e são resistentes à neve e às geadas mais intensas. Embora a maioria das espécies sejam de folha perene, as caducifólias podem manter as folhas velhas durante todo o inverno, contribuindo para a decoração dos jardins até surgir a primeira cor das flores. A folhagem é grande e muito brilhante, a floração começa em novembro, altura em que normalmente os jardins começam a perder charme e o encanto, prolongando-se até março.
A maior parte das variedades de Heléboros começam a florir em novembro, suportando o frio e a neve. Outras florescem no fim do inverno e continuam a sua floração até à primavera. Após a floração, os Helleborus funcionam como uma ótima planta de cobertura, desde o fim da primavera até ao outono.
Esta planta é bastante procurada porque, numa época em que os jardins estão sem vida e sem cor, os heléboros destacam-se com as suas belas flores, que desabrocham brancas e depois adquirem tons vivos.
Apesar de todas as variedades de Helleborus serem conhecidas na Europa como Rosa de Natal, este nome apenas se aplica a uma espécie, ao Helleborus niger, a verdadeira "celebridade" entre todos os Helleborus. Poucas espécies são capazes de apresentar tamanha riqueza de formas e cores no inverno como o Helleborus niger.
As espécies mais comuns são a popular H. niger; o H. lividus, que oferece raminhos de flores de cor verde amarelado a partir do segundo ano de vida; e o H. orientalis, que produz flores com pontinhos na parte inferior e cores amarelo pálido, branco, verde, vermelho ou grená, de acordo com a variedade.
Conta a lenda que a pastora, Medelon, enquanto observava o seu rebanho, viu um grupo de homens passar com presentes para o recém-nascido Jesus. Medelon chorou porque não tinha nenhum presente, nem mesmo uma simples flor… Um anjo, ao ouvir o seu choro, apareceu e, com a mão, afastou a neve. Foi então que apareceu a mais bela flor branca: a Rosa de Natal.
Na República Islâmica do Irão, onde 98% da população é muçulmana quase não se sente a chegada do Natal , exceto nos bairros cristãos das grandes cidades, onde é possível ver pinheiros decorados.
Embora o Natal não seja oficialmente reconhecido no país, é no Irão, antiga Pérsia, que se crê terem vivido os três Reis Magos.
Os iranianos nascidos num lar cristão e frequentadores de uma das igrejas tradicionais têm a sua própria maneira de comemorar o Natal.
Hoje em dia os cristãos iranianos iniciam o seu jejum de produtos à base de carne no dia 1 de Dezembro, naquele que é conhecido como o Pequeno Jejum (quetem o objetivo de purificar a mente, corpo e alma para receber Cristo), por oposição ao jejum de 40 dias da Quaresma. A véspera de Natal é o ultimo dia do jejum, e as pessoas reúnem-se para irem ao culto antes do amanhecer.
Assim, depois da Missa de 25 de Dezembro tem lugar o Pequeno Banquete - o Grande Banquete tem lugar na Páscoa. O prato central do Pequeno Banquete é composto por um cozido de galinha denominado harasa.
Os cristãos noIrão podem ser divididos em três grupos, com três maneiras diferentes de celebrar o nascimento de Cristo.
Os "nativos", em maior número, são descendentes das primeiras comunidades cristãs, católicas e ortodoxas, com tradições da Arménia (que têm uma forte presença emIsfahan) e Assíria. Quase todos são cidadãos iranianos, discriminados ao nível legal e social, mas com status legal, desfrutando de liberdade de culto. Celebram, por isso o Natal, decorando árvores, trocando presentes e indo ao culto. Esses cristãos, descendentes de igrejas tradicionais no Irão, são livres para praticar a sua religião nas suas casas e igrejas. Não podem, contudo, como os outros iranianos, festejar nas ruas ou restaurantes, pois certos alimentos, música, roupas e gestos são proibidos. Para celebrar em paz, a melhor opção é fazê-lo em particular.
Há também os cristãos estrangeiros, que trabalham ou moram no Irão, de diferentes tradições religiosas, que celebram o Natal de acordo com sua cultura. São, contudo, pequenas comunidades com membros que vivem permanentemente no Irão.
Há ainda os cristãos secretos que são o terceiro grupo de cristãos. Eles celebram o Natal correndo riscos. A vigilância da polícia sobre as igrejas não é apenas para garantir a ordem pública, mas também para controlar a frequência ao culto daqueles que não são "legalmente" cristãos.
Normalmente não há no Natal iraniano troca de prendas, mas as crianças vestem sempre roupas novas que orgulhosamente exibem no dia de Natal.
A mulher dá à luz, Há sempre um Anjo Anunciador A murmurar-lhe ao coração — Jesus!
Cada criança é o Céu que vem Pra nos remir do pecado E as palhas d’oiro de Belém Espalham-se no berço, como um Sol espelhado
Por sobre o lar presepial , o brilho Da estrela abre o convite dos portais: — Vinde adorar a floração do filho No alvoroço da raiz dos pais. António Manuel Couto Viana - Mínimos
Embora nos Países Baixos (Holanda) também se celebre o Natal, as celebrações são mais modestas e as tradições um pouco diferentes.
Nos Países Baixos,S. Nicolau (o santo que deu origem à lenda do Pai Natal) é conhecido entre os holandeses como Sinterklaas. Sinterklaas ou Sint-Nicolaas é uma figura lendária baseada em São Nicolau, padroeiro das crianças.
Para as crianças holandesas, Sinterklaas parte de Espanha no dia 5 de Dezembro e ruma até às suas casas. Assim nos Países Baixos, o dia mais importante não é o dia 25 de dezembro. O dia mais importante é o dia 5 de dezembro - o Dia de Sinterklaas.
A noite de 5 de dezembro, véspera do Dia de São Nicolau, é celebrada por grande parte das famílias holandesas. As crianças enchem os sapatos de feno e açúcar para o cavalo Amerigo de Sinterklaas (cavalo branco) e dele recebem em troca prendas, doces e frutos secos.
O jantar é feito em família e em algumas casas aparece um Sinterklaas que lê alguns poemas, consulta o seu livro vermelho para saber se as crianças se portaram bem e entrega os presentes.O Sinterklaas é tão importante que tem até um jornal na televisão aberta, o Sinterklaas journaal, que mostra o que o barbudo e seus ajudantes andam fazer.
Em certas aldeias holandesas são usados cornos de animais como instrumentos de sopro para afastar os maus espíritos e anunciar a vinda de Cristo.
Durante esta época do ano é comum encontrar em cada canto uma barraquinha com comidas tradicionais, chamadas oliebollenkramen onde pode provar uma variedade de alimentos fritos tradicionais e sazonais, como os Oliebollen.
Os Oliebollen são bolinhos de massa fritos, recheados com uvas passas e groselha, e cobertos com uma camada de açúcar de confeiteiro. É tradição servir oliebollen com café durante esta época do ano.
Nas cidades dos Países Baixos, o dia 24 de dezembro é um dia útil normal, não há sequer o hábito de trabalhar meio dia ou fechar mais cedo. Por outro lado, os holandeses ficam em casa no dia 26 de dezembro que é feriado e conhecido como o segundo dia de Natal.
Os pepernoten
Logo depois do Dia do Sinterklaas, os holandeses decoram as suas casas e as suas árvores com decorações natalícias. Os holandeses são apanhados, igualmente, pela febre das compras de natal que são deixadas debaixo da árvore até à manhã de 25 de Dezembro, quando são tradicionalmente abertas.
A ceia de Natal é feita em família e junto de amigos, tendo como pratos o peru ou outras carnes.
As sobremesas são variadas desde bolos de amêndoa amarga, pepernoten, tartes, speculaas (Bolachinhas de São Nicolau- uma espécie de biscoitos feitos no forno com manteiga, canela e outras especiarias); stroopwafels (parecidas com as bolacha waffle) e Wentelteefjes (as rabanadas holandesas).
Na Holanda, os coros de Natal (Kerstzang) são uma parte importante da celebração. Grupos de pessoas reúnem-se para cantar músicas natalícias nas ruas, em igrejas ou em eventos comunitários. É uma maneira de criar uma atmosfera festiva e compartilhar a alegria do Natal com os outros.
E agora fique com a receita dos Oliebollen.
Ingredientes: 125 gramas de farinha 75 ml de leite morno 7 gramas de fermento biológico seco 20 gramas de manteiga amolecida 15 gramas de açúcar 1 colher de chá de raspas de limão Uma pitada de sal 1 ovo 20 gramas de uvas passas e groselha ou outras frutas secas 1 colher de sopa bem cheia de açúcar de confeiteiro
Preparação: Mergulhe as passas por algumas horas em água morna, de preferência na noite anterior. Dissolva o fermento no leite morno. Misture a farinha, o açúcar e as raspas de limão, misture o leite e o fermento com cuidado. Adicione o ovo e o sal e misture até obter uma massa homogénea. Escorra as passas e misture com a massa. Cubra e deixe crescer até que duplique o seu volume, vire a massa e deixe crescer novamente. Enquanto isso, aqueça o óleo na frigideira a 190ºC. Coloque um prato com várias folhas de papel absorvente para absorver o excesso de gordura dos bolinhos fritos. De seguida, use uma colher grande para pegar uma parte da massa, solte-a no óleo quente e frite por cerca de quatro minutos de cada lado ou até dourar. Escorra os bolinhos em papel absorvente e polvilhe-os com açúcar de confeiteiro.
E ainda um vídeo com canções natalícias holandesas.
Com votos de Boas Festas ouça Merry Christmas Baby, canção com letra e voz de Otis Redding.
Merry Christmas, baby Sure did treat me nice Merry Christmas, baby Sure did treat me nice Bought me a diamond ring for Christmas I feel like I'm in paradise
I feel mighty fine, y'all I've got music on my radio Feel mighty fine, girl I've got music on my radio, oh, oh, oh I feel like I'm gonna kiss you Standing beneath that mistletoe
Santa came down the chimney Half past three, y'all Left all them a good ol' present For my baby and for me, ha, ha, ha
Merry Christmas, baby Sure did treat me nice You bought all those good ol' presents I love you, baby, rest of my life
Merry Christmas, girl Merry, merry, merry Christmas, baby Sure did treat me nice Merry Christmas, baby I said you sure did treat me nice You bought me all those lovely things, yeah I feel like I'm in paradise
I wish you a merry Christmas, baby Happy New Year, ha Merry Christmas, honey Everything here is beautiful I love you, baby For everything that you give me I love you, honey More, Lord have mercy Merry Christmas, honey
Neste Natal ofereça livros. Aqui fica uma sugestão.
Retornados - E a vida nunca mais foi a mesma é um livro de Marta Martins Silva.
Sinopse: Com o 25 de Abril, mais de seiscentos mil portugueses abandonaram África - para muitos a única casa que até então tinham conhecido - e chegaram a um Portugal que os ostracizou, perpetuando uma sensação de abandono a quem partiu de mãos vazias.
Neste livro, Marta Martins Silva dá voz a vinte e uma histórias, relatos impressionantes, que se cruzam com a análise histórica, política e social da época sobre a qual se edificou o Portugal contemporâneo. Nestes testemunhos, cabem dias repletos de amor, dor, luta e desespero - sentimentos que parecem unir a vida no antes e no depois do retorno -, mas também de resiliência e superação.
Permitindo ao leitor recuar no tempo e ficar a conhecer, através de quem lá esteve, um momento fundamental da História de Portugal, este livro assume-se como um importante exercício de preservação da memória coletiva. Honrando a verdade da História e de todas as histórias que se construíram num período em que muitos foram esquecidos e injustiçados, quase cinquenta anos depois recordam-se vidas que, após o regresso, nunca mais foram as mesmas.
O Bife Chateaubriand ou Chateaubriand é um prato clássico francês que homenageia o escritor, político e diplomata François-René de Chateaubriand (século XIX). Embora as origens exatas do prato e do seu nome sejam um mistério culinário, há quem considere que foi inventado pelo próprio Visconde de Chateaubriand.
Se gosta de carne, vai gostar de experimentar o Chateaubriand. É um prato sofisticado apresentado de forma magnífica e complementado por molhos sofisticados.
O prato é uma celebração do filé mignon (é um corte grosso e central), cozinhado no ponto de mal passado (deve ser caramelizado por fora, mas macio e mal passado por dentro para uma textura ideal) e servido com um molho rico (como o Béarnaise ou molho Madeira) e guarnições como batatas e legumes. A preparação começa com a carne na grelha até ficar bem suculenta e com um interior rosado que derrete na boca.
O molhoBéarnaiseé um molho feito de manteiga clarificada emulsionada em gema de ovo e vinagre de vinho branco e aromatizado com ervas. O molho Madeira é um molho feito à base de vinho da Madeira, chalota e manteiga.
Fique agora com dois vídeos de Bife Chateaubriand.
As celebrações natalícias francesas são menos pagãs do que as de outras culturas europeias, pelo que o presépio (Crèche) ainda ocupa um lugar central nos lares franceses.
Os presépios franceses são conhecidos pela quantidade e riqueza das figuras que os compõem. A noite de Natal é conhecida como Réveillon e traduz-se numa ceia depois da Missa da Meia Noite, onde não pode faltar o Tronco de Natal (bolo típico com forma de tronco de árvore).
Em França, tanto o Natal (Noël) como o Ano Novo (Réveillon de la Saint-Sylvestre) são celebrados com jantares festivos em família, com muitos pratos gourmet como o foie gras, as ostras e o salmão fumado, acompanhados de champanhe e do Bolo de Tronco de Natal (Bûche de Noël). O Réveillon de Noël (24 de dezembro) é a principal ceia de Natal, onde se trocam presentes, enquanto o Réveillon do Ano Novo (31 de dezembro) foca-se mais na festa da passagem do ano, com celebrações nos Champs-Élysées e Cruzeiros no rio Sena.
As crianças recebem as prendas do Pai Natal, que viaja acompanhado de Pre (père) Fouettard, que avalia quem se portou bem durante o ano. Os adultos trocam presentes apenas no Ano Novo.
Père Fouettard é uma personagem lendária que acompanha São Nicolau nas suas rondas durante o Dia de São Nicolau (6 de dezembro) dispensando pedaços de carvão e/ou surras às crianças desobedientes enquanto São Nicolau dá presentes aos bem comportados. Esta personagem é conhecida principalmente nas regiões do extremo norte e leste da França, no sul da Bélgica e na Suíça francófona , embora existam personagens semelhantes em toda a Europa.
A Costa dos Murmúrios é um livro da escritora portuguesa Lídia Jorge que foi distinguida ontem com o Prémio Pessoa 2025.
A Costa dos Murmúrios, publicado em 1988, é o mais famoso romance de Lídia Jorge, tanto em Portugal como no estrangeiro.
A obra é produto da experiência que a autora viveu em África e, particularmente, dos seus três anos em Moçambique, imediatamente antes da queda do regime de ditadura em 1974.
Sinopse: Romance de um império de ocupação de costa, nada é atenuado ou escamoteado neste livro. Enredo e personagens arrastam consigo o significado caótico de um universo desregulado, onde o risco permanente torna os protagonistas dependentes em extremo de fortuitas coincidências.
O romance reflete a época da luta colonial segundo as recordações da autora, mas o fio condutor da trama é a traumática história de amor de Eva Lopo e Luís Alex, combatente ao serviço do projecto imperial salazarista. O romance abre com um conto relatado na terceira pessoa sobre o casamento de Eva e Luís. Mas, seguidamente, é Eva que assume a voz da narração e evoca os últimos vinte anos de vertiginosas transformações.
Para celebrar este dia, o tema central promovido pela ONU, será sobre a presença e importância quotidiana dos direitos humanos, com slogans como "«Direitos Humanos: O essencial de cada dia»". O objetivo está em reconectar as pessoas com a dignidade, igualdade e justiça que são alcançáveis e fundamentais para a vida, destacando-os como positivos e essenciais. É um convite para combater a desinformação e mobilizar a ação global.
Este tema destaca a presença dos direitos humanos e sua influência direta na vida de todas as pessoas diariamente. Pretende-se reaproximar as pessoas dos direitos humanos, mostrar como eles influenciam a vida no dia a dia, muitas vezes de maneiras que talvez passem despercebidas. Com muita frequência, os direitos humanos são dados como certos ou vistos como ideias abstratas, mas são fatores essenciais dos quais se depende todos os dias.
Este tema é um desdobramento da campanha de 2024 ("Nossos direitos, nosso futuro, agora"), que já tinha como foco o poder dos direitos humanos para construir um mundo mais pacífico e justo.
Hoje deixo-lhe aqui uma receita tradicional do Alentejo: as Talhadinhas de Almodôvar.
Almodôvaré uma vila portuguesa pertencente ao distrito de Beja, região do Alentejo (NUT II), com cerca de 3 000 habitantes (2021).
Ingredientes: - 400 g de amêndoa pelada - 300 g de açúcar - Fios de ovos q.b. - Ovos moles q.b. - Doce de gila q.b.
Preparação:
Ferve-se o açúcar, com um pouco de água, até se obter o ponto de pérola. Junta-se a amêndoa bem triturada. Vai novamente ao lume, mexendo sempre até fazer ponto de estrada.
Tira-se do lume, põe-se numa travessa e deixa-se a repousar de um dia para o outro. Põe-se sobre uma folha de papel vegetal polvilhada com açúcar. Tapa-se com outra folha e estende-se com o rolo da massa, até obter uma camada com 1 cm de espessura. Cobre-se a massa com uma camada de fios de ovos, ovos moles e outra de gila.
Finalmente, enrola-se em forma de torta e conserva-se no frigorífico. Na hora de servir, corta-se em talhadinhas, que se passam por açúcar.
Envolta em diversas lendas, a fundação do Mosteiro de Lorvão tem vindo a recuar até ao séc. VI, época em que foi pela primeira vez identificada a paróquia suevo-visigótica de "Lurbine", tendo sido seu fundador o abade Lucêncio, que se sabe ter assistido ao Concílio de Braga em 561.
Muito embora subsista uma pedra de mármore com ornato visigodo, os primeiros documentos escritos só aparecem depois da primeira Reconquista de Coimbra, em 878, data a partir da qual surgem os primeiros documentos escritos testemunhando a existência de uma comunidade que desempenhou um importante papel no fomento agrário e repovoamento da região. Os monges de Cluny, que vieram a fundar o Mosteiro de Lorvão, dedicaram-no aos mártires São Mamede e São Pelágio.
No séc. X, a sua importância era já considerável e o Mosteiro atingiu grande prosperidade graças a doações de fiéis e ricos-homens, nomeadamente, durante o governo do abade Primo, que mandou vir de Córdova artistas especializados para fazerem obras na região. A investida muçulmana de 987 pôs fim a este surto de progresso mas, após 1064, a comunidade laurbanense recuperou o seu prestígio e esplendor e, em redor do Mosteiro, cresceu uma população atraída pelo trabalho oferecido pelos monges nas suas vastas propriedades.
Durante o reinado de D. Afonso Henriques, aconteceram importantes remodelações coincidindo com o governo do Abade João (1162-1192), durante o qual o mosteiro do Lorvão, a par do mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, foi um dos principais centros de produção de manuscritos iluminados do jovem reino. Destacam-se entre a produção do scriptorium do Lorvão o Livro das Aves, executado no final do reinado de D. Afonso Henriques (1184), e o Apocalipse do Lorvão, executado já durante o reinado de D. Sancho I (1189).
No ano de 1206, o mosteiro passou para a Ordem de Cister, e passou ao mesmo tempo a ser um mosteiro feminino, tendo por invocação Santa Maria. Esta profunda transformação deveu-se à infanta Beata Teresa de Portugal, filha de D. Sancho I e mulher de Afonso IX de Leão.
Mas, se quiser conhecer melhor a história deste Mosteiro não deixe de ver, em baixo. o programa televisivo Visita Guiada ao Mosteiro do Lorvão, pelas mãos da jornalista Paula Moura Pinheiro e seus convidados.
Este programa Visita Guiada começa na Torre do Tombo, em Lisboa, onde está guardado o "Apocalipse do Lorvão", manuscrito iluminado do séc. XII que a UNESCO classificou como "Memória do Mundo", e termina no Mosteiro do Lorvão, onde este manuscrito foi produzido há mais de 800 anos. A historiadora Maria Adelaide Miranda, a maior especialista portuguesa em Iluminura, é a a guia nesta dupla visita
Ainda o vídeo:Mosteiro de Lorvão - Penacova
E ainda outro vídeo: Penacova: A História do Mosteiro de Lorvão.