
O próprio nome deste Deserto, Badain Jaran, significa no dialecto local daquela região da Mongólia, Lago Misterioso.
Outra característica estranha é que estas dunas, são húmidas no interior, embora naquela região as chuvas só atinjam os 40 mm anuais, pelo que é impossível que sirvam para sustentar o nível da água destes lagos. Este mistério foi, contudo, desvendado há bem poucos anos. Como noticiou a revista Nature, cientistas chineses, australianos e britânicos descobriram, no deserto de Badain Jaran, sinais de humidade a cerca de 20 centímetros debaixo da areia.
Esta descoberta explica por que razão as dunas de Badain Jaran, resistem à erosão eólica. «Esta água age como um agente de coesão, dando -lhes uma enorme resistência contra a erosão e os deslizamentos de areia», indica o estudo.

Na perspectiva daqueles investigadores, a água retida debaixo das dunas não provém dos 72 lagos disseminados pela paisagem do Badain Jaran, mas da fusão das neves dos montes Qilian, situados 500 quilómetros a Sudoeste. Assim, a água escorre pelas falhas das montanhas e segue depois, através de camadas profundas das rochas, para finalmente chegar às dunas e aos lagos de Badain Jaran. Qualquer coisa como um gigantesco rio subterrâneo que não tem outra opção senão atravessar o deserto. Segundo os cálculos dos cientistas, 500 milhões de metros cúbicos de água poderão estar contidos debaixo do deserto.
Portanto, estas dunas, contêm gigantescas reservas de água subterrâneas, que poderão suprir a crónica falta de água existente no Norte da China.
Apesar de alguns destes lagos serem de formação recente, outros são muito antigos e possuem uma elevada salinidade.
As vistas são impone

O Badain Jaran não é um "mar de morte", como se poderia imaginar. É, antes pelo contrário, um deserto com muita vida. Ali existe um mosteiro budista com os seus monges desde 1755 e pastores com camelos, que vivem no meio das suas gigantescas dunas.
Agora veja esta maravilha da natureza através da apresentação que escolhi para hoje.
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