quarta-feira, março 04, 2026

A Torre Milad

A Torre Milad  (Milad Tower), também conhecida como a Torre de Teerão, tem 435 m e é a sexta torre mais alta do mundo e a 24ª maior estrutura independente do mundo. A construção da torre foi iniciada em 1997 e concluída após 11 anos, em 2008. É um edifício multifuncional localizado na capital do Irão.

A Milad Tower tem uma base octogonal, simbolizando a tradicional arquitetura persa. Possui escadaria e elevadores para chegar ao topo e faz parte do Centro de Convenções Internacional de Teerão

 O projeto inclui restaurantes, torre de telecomunicações, hotel cinco estrelas, centro de convenções, um centro de comércio, e um parque de TI.


A sua antena possui 100 metros, a torre tem na parte superior 12 andares de metal e vidro, onde funcionam um restaurante panorâmico, uma galeria de arte e um terraço.

Ainda outro vídeo sobre a Torre Milad.
Na Torre de Teerão também se praticam desportos radicais.

terça-feira, março 03, 2026

O Bolo Ópera

 O Bolo Ópera (Gâteau Opéra) é um dos doces mais clássicos, refinados e técnicos da confeitaria  francesa. Criado em Paris na década de 1950, é conhecido pela sua estrutura elegante, composta por camadas finas e precisas que alternam sabor intenso de café e chocolate. Esta é uma boa opção para quem não dispensa esta deliciosa combinação. Aliás, esta receita da gastronomia francesa traduz-se num intenso contraste entre o amargor do café e o rico sabor do chocolate.

Este bolo foi criado por Cyriaque Gavillon na famosa casa de confeitaria parisiense Dalloyau. A esposa do criador, Andrée Gavillon, batizou o bolo de "Ópera" em homenagem à Ópera Garnier de Paris, e diz-se que as camadas lembravam o palco da ópera ou os palcos dos dançarinos. Embora Dalloyau tenha popularizado o bolo, Gaston Lenôtre também reivindicou a invenção da sobremesa na década de 1960. 

Tradicionalmente composto por sete camadas finas e harmoniosas, geralmente incluindo biscoito Joconde (um tipo de pão de ló leve feito com farinha de amêndoas, que é banhado em calda de café para manter a humidade e o sabor), ganache de chocolate intenso e creme de manteiga (buttercream) de café. Geralmente retangular, com uma glaçagem de chocolate espelhada no topo e a palavra "Ópera" escrita com chocolate. Para ser perfeito, deve ter entre 2,5 e 3 cm de altura, sendo servido em fatias finas.

Os componentes da Receita Tradicional, são: o Biscuit Joconde (massa de amêndoas crocante); Calda de Café (para embeber o biscoito); Buttercream de Café (que é um creme de manteiga com sabor a café); Ganache de Chocolate (chocolate intenso) e Glaçagem (cobertura de chocolate brilhante). 

É uma sobremesa que exige técnica, tempo e paciência, sendo muitas vezes considerada uma das provas de fogo na alta confeitaria, popularizada em escolas como Le Cordon Bleu.

Cada garfada é uma experiência: o aroma intenso, o derreter suave na boca e o equilíbrio perfeito entre doçura e sofisticação.

Um doce que não é só sobremesa, é pausa, é prazer, é o sabor de um momento elegante.

segunda-feira, março 02, 2026

A Torre Azadi

 A Torre Azadi ou Torre da Liberdade é um dos símbolos de Teerão. A torre, construída em 1971 por ocasião das comemorações dos 2 500 anos do Império Persa, foi chamada originalmente Shahyād, que significa "memorial dos reis". Passou a chamar-se Azadi "liberdade" a partir dos protestos que tiveram lugar em 12 de dezembro de 1978 que conduziriam à Revolução Islâmica de 1979. Esta Revolução transformou o Irão, até aí uma monarquia autocrática pró-Ocidente comandada pelo Xá Mohammad Reza Pahlevi, numa república islâmica teocrática sob o comando do aiatolá Ruhollah Khomeini.

A Torre foi concebida pelo arquiteto Hossein Amanat, que aos 24 anos apresentou o projeto vencedor do concurso realizado em 1966. A Torre Azadi combina os elementos arquitetónicos dos períodos Aqueménida e Sassânida e da arquitetura islâmica. Tem 45 m de altura e é inteiramente revestida por 25 000 placas de mármore branco de Isfahan. Um museu e várias fontes completam o conjunto.
A torre está situada no centro da Praça Azadi, cuja área é de 50 000 m². Nessa praça aconteceram as manifestações que conduziram à Revolução de 1979 e que transformaram o país numa ditadura islâmica teocrática.

domingo, março 01, 2026

O Jogo da Silva (ou Jogo dos Bilros)

Jogado em Trás-os-Montes e Alto Douro, o Jogo da Silva ou Jogo dos Bilros é jogado individualmente ou em equipa e num terreno plano.

Material:
– 1 bola de madeira de fácil trabalho (principalmente pinho ou amieiro), mais ou menos redonda com o diâmetro da ordem dos 20 cm.
– 9 bilros, normalmente de pinho, de forma cilíndrica com o comprimento da ordem dos 25 a 30 cm e diâmetro da ordem dos 4 cm, terminando uma das extremidades em forma cónica.
– 1 bilro com a forma dos anteriores cujo comprimento é da ordem dos 30 a 35 cm e diâmetro de cerca de 5,5 cm.

Disposição dos bilros:
Os 9 bilros são dispostos por forma a constituírem 3 linhas e 3 colunas com 3 elementos cada.
O bilro maior, denominado "vinte", coloca-se separado dos restantes pouco mais ou menos no alinhamento e prolongamento da coluna central (sentido do lançamento) e deles separado cerca de 30 cm por um traço ou risco.

Local:
Uma escavação no terreno, sensivelmente plana, formando uma meia cana com a largura aproximada de 90 cm e uma profundidade com cerca de 30 cm, encimada por uma pedra que limita o movimento da bola.

Como Jogar:
As equipas devem encontrar-se a uma distância dos bilros entre 6 a 8 metros, assinalada por dois pinos vermelhos. Um jogador de cada vez lança a bola, rolando-a pelo chão e tentando derrubar os bilros. Pelo derrube do bilro maior a equipa ganha 20 pontos e ganha 2 pontos por cada bilro pequeno, desde que este não ultrapasse o risco. Caso tal aconteça, o derrube vale 10 pontos. Ganha a equipa que fizer primeiro100 pontos. 
A partida é constituída por 3 jogos: 1º, 2º e negra. O vencedor terá de ganhar dois destes jogos. Cada jogo vale 100 pontos.

Valores atribuídos:
– 10 pontos. Só tem valor quando há bilros derrubados legalmente.
– Bilro maior: 20 pontos. Tem valor sempre que tocado pela bola em qualquer sentido e direção.

– Restantes bilros:
– se caem e não ultrapassam o risco (não livrar) que os separa do 20, têm o valor de 2 pontos.
– Se caem e ultrapassam o risco (livrar) é-lhes atribuído a cada um 10 pontos.
Estes bilros só têm valor quando tocados no sentido do lançamento.

sábado, fevereiro 28, 2026

O Foie Gras

O Foie Gras é uma especialidade gastronómica tradicional cuja produção está intimamente ligada à identidade culinária do Sudoeste de França. O Foie Gras é oficialmente reconhecido como parte do "Património Cultural e Gastronómico Protegido" daquele país. 

A história conta que este pitéu se tornou uma especialidade com o "Pâté de Contades" inventado por um cozinheiro de Estrasburgo para um marechal de França e governador da Alsácia em 1778. Depois de se tornar uma instituição nas mesas reais no século XIX, o Foie Gras consolidou-se no sudoeste e tornou-se popular no país. É muito consumido no inverno e em datas festivas, como o Natal.

O Foie Gras é uma receita que tem gerado polémica no mundo inteiro, por causa da alimentação forçada de animais. Ainda assim carrega uma aura que evoca luxo e requinte. Juntamente com as trufas, o Foie Gras é considerado uma das maiores iguarias da gastronomia francesa.

Literalmente traduzido como "fígado gordo", este patê tem textura interessante que derrete suavemente na boca. Apesar de ser um prato sofisticado, é conhecido pelo seu sabor delicado e textura aveludada, o que o torna um verdadeiro tesouro para quem aprecia a alta gastronomia.

Um Foie Gras é simplesmente o fígado de um pato ou ganso adulto, saudável e robusto, criado segundo métodos tradicionais, e também em conformidade com as normas rigorosas definidas pela IGP para engordar os patos ou gansos com vista a produzir um fígado maior. Os patos ou gansos são especialmente alimentados com uma dieta rica em grãos. 

O Foie Gras tradicionalmente é servido com acompanhamentos como figos, geleias de frutas ou pães frescos, criando uma sinfonia de sabores. Os críticos gastronómicos são unânimes na sua admiração pelo equilíbrio sublime dos sabores deste prato.

sexta-feira, fevereiro 27, 2026

Epifania

Epifania - 1940
 "Epifania" (Epiphany) é uma pintura surrealista criada por Max Ernst. Esta obra reflete o estilo inconfundível do artista, caracterizado por paisagens oníricas, figuras bizarras e texturas complexas, muitas vezes resultantes das suas técnicas inovadoras de frottage e grattage. A obra é notável pela atmosfera contemporânea e misteriosa. 

Grattage é uma técnica de pintura surrealista inventada por Max Ernst em 1927. Consiste em raspar tinta fresca ou seca sobre uma tela para criar texturas, relevos e formas tridimensionais. Frequentemente associada à frottage, a técnica revela camadas inferiores de cor e é usada para criar efeitos aleatórios ou figurativos, sendo também utilizada no informalismo.

Max Ernst (1891/1976) foi um pintor e poeta alemão que se naturalizou norte-americano e, posteriormente, francês. Em 1922, mudou-se para França, onde conheceu André Breton e ingressou no movimento surrealista. Breton descrevia-o como o "mais magnífico cérebro assombrado" das artes, destacando a sua maestria na essência do Surrealismo.

A Tentação de Santo António - 1945
Durante a Segunda Guerra Mundial, Ernst fugiu para os Estados Unidos, retornando a França em 1948, quando se naturalizou francês. A sua obra inovadora, marcada por experiências com colagem, frottage e técnicas inusitadas, consolidou o seu impacto na arte moderna.
Uma das obras mais conhecidas de Max Ernest é A tentação de Santo António (1945) que é uma pintura a óleo surrealista que venceu um concurso para o filme "The Private Affairs of Bel Ami". A obra retrata a angústia do santo no deserto, cercado por criaturas fantásticas e bizarras num estilo onírico e de pesadelo, destacando-se pela mistura do fantástico com o real.

quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Lisboa Com Suas Casas

 Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores,
Lisboa com suas casas
De várias cores…
À força de diferente, isto é monótono.
Como à força de sentir, fico só a pensar.

Se, de noite, deitado mas desperto,
Na lucidez inútil de não poder dormir,
Quero imaginar qualquer coisa
E surge sempre outra (porque há sono,
E, porque há sono, um bocado de sonho),
Quero alongar a vista com que imagino
Por grandes palmares fantásticos.
Mas não vejo mais,
Contra uma espécie de lado de dentro de pálpebras,
Que Lisboa com suas casas
De várias cores.

Sorrio, porque, aqui, deitado, é outra coisa.
À força de monótono, é diferente.
E, à força de ser eu, durmo e esqueço que existo.

Fica só, sem mim, que esqueci porque durmo,
Lisboa com suas casas
De várias cores.
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) - Poesias de Álvaro de Campos, 1934

quarta-feira, fevereiro 25, 2026

A Encharcada

A Encharcada do Convento de Santa Clara de Évora
 A Encharcada é uma sobremesa tradicional do Alentejo de origem conventual. É muito apreciada pelo seu sabor doce e textura cremosa e suave. 

Este doce simples e reconfortante, fácil de preparar, pode ser servido morno ou à temperatura ambiente.

A história da encharcada envolve, provavelmente, produtores de vinho e freiras. Diz-se que os primeiros clareavam o vinho usando claras de ovo, e as gemas (que não eram usadas) eram doadas às freiras, que os usavam de forma brilhante em diversos doces. 

A receita remete-nos para a simplicidade e autenticidade da gastronomia alentejana. Onde a combinação dos ovos, com o leite e o açúcar é equilibrada com um toque de limão e canela. Podemos encontrar algumas variações regionais e pessoais na preparação desta sobremesa. Por exemplo, algumas receitas  acrescentam pão alentejano, moído e demolhado em leite, e amêndoa ralada. Esta mistura é depois cozida numa calda de açúcar até ficar uma papa. Aliás, de acordo com algumas opiniões, o nome "encharcada" refere-se ao ato de "encharcar" o pão no preparado dos ovos, açúcar e leite. Muitas famílias têm as suas próprias versões da receita, que transmitem de geração em geração.

Existem diversos tipos de encharcada, umas mais húmidas e moles, outras mais secas, que até podem ser cortadas em fatias. As mais famosas são as feitas à moda do convento de Santa Clara, em Évora.

terça-feira, fevereiro 24, 2026

Stefania

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, desencadeando o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Passaram-se exatamente 4 anos. 
Para assinalar esta triste efeméride e homenageando este povo corajoso, sofrido e resiliente, não deixe de ouvir a Kalush Orchestra em Stefania  (Vídeo oficial Eurovisão 2022).

segunda-feira, fevereiro 23, 2026

O Segredo dos Seus Olhos

 O Segredo dos Seus Olhos (2009) é um filme realizado por Juan José Campanella. O roteiro foi escrito por Campanella e Eduardo Sacheri e é baseado no romance La Pregunta de sus Ojos, escrito por Sacheri.

Este filme recebeu prémios quer em Hollywood quer em Espanha. De salientar que recebeu o Oscar de Melhor Filme Internacional nos Oscares de 2010, tornando a Argentina o primeiro país da América Latina a ganhar o prémio duas vezes, sendo a primeira em 1985. Três semanas antes, tinha-lhe sido atribuído o prémio espanhol equivalente, o Goya de Melhor Filme Estrangeiro em Espanhol. 

Em 2016, O Segredo dos Seus Olhos foi considerado pela crítica internacional como um dos 100 Melhores Filmes do Século XXI pela BBC.

Sinopse:
Benjamin Esposito (Ricardo Darín) aposentou-se recentemente do cargo de oficial de justiça de um tribunal penal. Com bastante tempo livre, dedica-se agora a escrever um livro. Benjamin usa a sua experiência para contar uma história trágica, da qual tinha sido testemunha em 1974. Na época o Departamento de Justiça onde trabalhava foi designado para investigar o estupro e consequente assassinato de uma bela jovem. É desta forma que Benjamin conhece Ricardo Morales (Pablo Rago), marido da falecida, a quem promete ajudar a encontrar o culpado. Para tanto conta com a ajuda de Pablo Sandoval (Guillermo Francella), seu grande amigo, e com Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil), sua chefe imediata, por quem nutre uma paixão secreta.

domingo, fevereiro 22, 2026

Virá

 Ouça o cantor brasileiro Silva em Virá (Videoclipe Oficial). "Virá" é uma canção sobre esperança, afeto e amor.

Lúcio Silva de Souza (1988), mais conhecido pelo nome artístico de Silva, é um cantor, compositor e músico multi-instrumentista brasileiro.

Ah, ah

'Cê faz que não vê, mas eu te vejo
O corpo que fala sem querer
Reflete no olhar igual ao espelho
Te espero no claro amanhecer
Se você quiser, você vai ver
Não vai dar pra disfarçar a luz do sol, eu e você

Virar sobre o mar
Pode ser muito bonito, nosso amor já vai raiar

Virar sobre o mar
Pode ser muito bonito, nosso amor já vai raiar

Ah, ah, ah, nosso amor já vai raiar
Ah, ah, nosso amor já vai raiar
Ah, ah, nosso amor já vai raiarº

Ah, ah

'Cê faz que não vê, mas eu te vejo
O corpo que fala sem querer
Reflete no olhar igual ao espelho
Te espero num claro amanhecer
Se você quiser, você vai ver
Não vai dar pra disfarçar a luz do sol, eu e você

Virar sobre o mar
Pode ser muito bonito, o nosso amor já vai raiar
Virar sobre o mar
Pode ser muito bonito, nosso amor já vai raiar

Ah, ah, ah
Nosso amor já vai raiar
Ah, ah
Nosso amor já vai raiar
Ah, ah
Nosso amor já vai raiar
Ah, ah
Nosso amor já vai

Ah, ah
Nosso amor já vai raiar
Ah, ah, nosso amor já vai raiar
Ah, ah, nosso amor já vai raiar
Ah, ah
'Cê faz que não vê, mas eu te vejo

sábado, fevereiro 21, 2026

Balada de Lisboa

Em cada esquina te vais
Em cada esquina te vejo
Esta é a cidade que tem
Teu nome escrito no cais
A cidade onde desenho
Teu rosto com sol e Tejo

Caravelas te levaram
Caravelas te perderam
Nas manhãs da tua ausência
Tão perto de mim tão longe
Tão fora de seres presente

Esta é a cidade onde estás
Como quem não volta mais
Tão dentro de mim tão que
Nunca ninguém por ninguém
Em cada dia regressas
Em cada dia te vais.

Em cada rua me foges
Em cada rua te vejo
Tão doente da viagem
Teu rosto de sol e Tejo
Esta é a cidade onde moras
Como quem está de passagem

Às vezes pergunto se
Às vezes pergunto quem
Esta é a cidade onde estás
Com quem nunca mais vem
Tão longe de mim tão perto
Ninguém assim por ninguém
Manuel Alegre - Babilónia, 1983

sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Ainda Se Lembra Do Cantinflas?

Cantinflas (1911 - 1993) era o nome artístico do humorista, ator e comediante mexicano Mario Moreno

Cantinflas protagonizou cerca de 49 filmes, destacando-se pela comédia social e habilidade linguística única ("cantinflear"). 

Alguns dos filmes notáveis que interpretou incluem, entre outros:  "A Volta ao Mundo em 80 Dias" (1956) onde desempenhou o papel de Passepartout, ganhando reconhecimento mundial; "Bombeiro Atómico" (1952); "Se eu fosse Deputado" (1952); O Grande Fotógrafo (1953); Pepe (1960); O Analfabeto (1961); Sua Excelência (1967); O Patrulheiro 777 (1978) e o último, "O Varredor" (1982). 

A maioria dos seus filmes, especialmente na década de 50 e 60, foi realizada por Miguel M. Delgado, focando-se em personagens humildes que superavam situações através do seu carisma e sagacidade. 

Para quem se lembra dos filmes de Mário Moreno "Cantinflas", aquele artista que vinha com as calças a meio do rabo, deixo-lhe aqui um cheirinho de alguns dos filmes que fez. Divirtam-se, e riam, que até ver ainda não pagamos imposto.

Em Cantinflas O Analfabeto, Mario Moreno é um jovem analfabeto que recebe uma carta que lhe diz que herdou uma larga soma de dinheiro de um tio que falecera. Contudo, ele vai ter de aprender a ler, para conseguir perceber o que vem escrito na carta.
Já o vídeo "Festival de Cantinflas" (1939), realizado por Carlos Toussaint, é uma compilação de curtas-metragens que destaca os primeiros trabalhos de comédia de Mario Moreno "Cantinflas", em que atua em cenários variados desempenhando papéis como um taxista que não leva os passageiros ao seu destino ou um pugilista. Esta coletânea apresenta o início da icónica personagem, explorando o humor característico e o estilo único de Cantinflas no cinema mexicano inicial. 

quinta-feira, fevereiro 19, 2026

O Morgado e o Morgadinho

 O Morgado e o Morgadinho são doces tradicionais, originários de Portimão e Silves, que representam a forte tradição algarvia da amêndoa. 

São feitos à base de massa de amêndoa (amêndoa pelada e moída, açúcar, água), recheada com fios de ovos, ovos moles e doce de chila (gila) e cobertos por glacê. 

A versão grande, decorada com pétalas e flores (ou formas de maçapão), é o "Morgado", enquanto a individual, com bolas prateadas, é o "Morgadinho". 

O Morgado é, por vezes, moldado em forma de queijo, e a sua confecção reflete um saber artesanal antigo, passado de geração em geração. 

Com forte influência conventual, são típicos de festas, casamentos, batizados e mesas de Natal, sendo o morgado de amêndoa um bolo de festas.

quarta-feira, fevereiro 18, 2026

O Dia dos Diabos e da Morte

Vinhais é uma vila raiana portuguesa localizada em terras de Trás-os-Montes (Bragança) com tradições seculares que atraem inúmeros visitantes. Uma delas é o Dia dos Diabos e da Morte que é celebrado em Vinhais na Quarta-feira de cinzas. 

Esta tradição secular é única em Portugal. As origens da mesma permanecem desconhecidas havendo, no entanto, diferentes interpretações que a situam nas celebrações dos Lupercais romanos, nas procissões da Quarta-feira de Cinzas, na Idade Média, ou mesmo por influência dos franciscanos do Convento de São Francisco de Vinhais, durante os séc. XVIII e XIX.

Durante a celebração um grupo de rapazes mascara-se de Diabo vestindo-se com um fato vermelho, a cara coberta com uma máscara vermelha e um cinto na mão; outros mascaram-se de Morte com um fato preto, a cara enfarruscada (pintada com cinza ou carvão) e carregando uma gadanha. A personagem da Morte, que é única, só sai na Quarta-feira de cinzas.

Os Diabos perseguem principalmente as raparigas. Saem a correr pelas ruas com um chicote e quando as apanham elas são levadas à pedra, onde as obrigam a ajoelharem-se para serem chicoteadas. Depois são obrigadas a recitar orações "pagãs":

"Padre-nosso, caldo grosso,
carne gorda não tem osso,
rilha-o tu que eu já não posso
Salve Rainha, mata a galinha,
põe-na a cozer,
dá cá a borracha que quero beber."
A Morte, mais calma, anda pelas ruas silenciosamente. Quando a Morte encontra alguma pessoa obriga-a a ajoelhar-se e a beijar a gadanha que leva na mão. Ela é a única que pode entrar na igreja, interditada para os Diabos, onde se refugiam as raparigas, para as ir buscar e as entregar aos Diabos.

terça-feira, fevereiro 17, 2026

Arerê

 

"Arerê" é um dos maiores sucessos da música brasileira do género axé, lançado em 1997 pela Banda Evacom a voz de Ivete Sangalo

Composta por Gilson Babilónia e Alaim Tavares, a música é um clássico de Carnaval, conhecida pelo refrão contagiante "Arerê, um lobby, um hobby, um love com você". 

Assista agora à performance ao vivo da Banda Eva, com Ivete Sangalo, cantando "Arerê".

segunda-feira, fevereiro 16, 2026

As Filhós de Cabrela

As Filhós de Cabrela, o bêbedo ou brinhol, são os doces tradicionais de Carnaval de Montemor-o-Novo.

Cabrela é uma povoação portuguesa do município de Montemor-o-Novo, freguesia com 194,84 km² de área e 509 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de 2,6 hab./km².

Foi vila e sede de concelho entre 1170 e o início do século XIX. Este era constituído apenas pela vila e tinha, em 1801, 892 habitantes.

Este doce típico do Carnaval esteve quase perdido no esquecimento. Há poucos anos recuperou-se a receita ancestral das Filhós de Cabrela que tem como ingrediente base a farinha e os ovos e depois uns toques de aguardente branca, azeite, manteiga, laranjas e mel (ou açúcar).

Com o apoio da Junta de Freguesia local, não só se recuperou a receita, como se candidatou o doce às 7 Maravilhas Doces de Portugal, chegando a finalista. A receita é feita 95% manualmente, o que lhe dá um toque estaladiço e um sabor inconfundível. Se quiser saber como se fazem estas Filhós é só clicar aqui e seguir abaixo a receita dos reis do Carnaval em Montemor-o-Novo.

Ingredientes:
250 g água
100 g erva-doce em grão
50 g banha
120 g sumo de laranja (2 unid. aprox.)
10 g azeite
50 g aguardente
25 g açúcar 
Açúcar q.b. p/ polvilhar
2 ovos
500 g farinha 
farinha q.b. p/ polvilhar
Óleo q.b. p/ fritar

domingo, fevereiro 15, 2026

Carnaval

Fotos: Observador
O Carnaval em Lisboa nem sempre foi como o conhecemos hoje. Ora veja:
"Accorda a gente ouvindo, na rua, as castanholas dos rapazes. De vez em quando passa ao longe, muito festiva, uma philarmonica de artistas. É o Carnaval, não ha que vêr. Estamos em pleno domingo gordo. E aqui mesmo, debaixo da janella, um garroche veio tocar buzina furiosamente. Parece um epigramma a nossa preguiça cheia de indiferença. A pe! a pé! até os gainachas nos fazem surriada. Já se sabe na visinhança que gostamos de levantar-nos tarde; portanto a visinhança aproveita a occasião para nos mandar uma bisca n'uma buzina. Que horas marca o relogio? Onze. Com efeito! a buzina teve razão. A pé! a pé! Abrimos a janella. Oh! santo Deus! que mal encarado dia! eu pesadão, ruas lamacentas. Adivinha-se frio lá fóra. Pois, senhores, os que gostam de divertir-se no carnaval vão ficar verdadeiramente codilhados com este domingo gordo. Pobres rapazes! Elles ainda querem iludir-se annunciando a festa com as suas castanholas, espantar O mau tempo com a buzina."
  Alberto Pimentel - Vida De Lisboa,  1900, pp. 115-116

sábado, fevereiro 14, 2026

Para ti

Amor (1935) Mário Eloy
Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre

Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida

sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Vira Lata



Ouça João Gomes e Pabllo Vittar (Clipe Oficial) em Vira Lata.
"Vira-Lata" é uma música do cantor brasileiro João Gomes, que contou com a participação da cantora Pabllo Vittar. É a faixa de abertura do EP "Dois Lados". 

quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Shelly My Love

Ouça Rod Stewart em Shelly My Love.
Shelly my love
I only long to be where you are
Shelly my love
Now and forevermore
Shelly my love
When I see you I catch fire
And soon I'm all aflame
I feel it start
Whenever you call my name
All around I feel a passion
That thrills my very soul
I put it down
To that I love you so
Shelly my love
I only long to be where you are
Shelly my love
Now and forevermore
Shelly my love
Oh Shelly my love
All around I feel a passion
That thrills my very soul
I put it down
To that I love you so
Oh Shelly my love
If this time I'm into somethin'
That is not of this world
The love I've got
It's supernatural, girl
Shelly my love
I only long to be where you are
Shelly my love
Now and forevermore
Shelly my love
Shelly, my love
Shelly, my love
Shelly, my love

quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Um Dia em Grande


 Um Dia em Grande (ou Um Dia Especial) é um filme (1997) do género comédia romântica, realizado por Michael Hoffman e que conta no elenco com Michelle Pfeiffer, George Clooney, Charles Durning.
Sinopse:
Melanie Parker (Michelle Pfeiffer), uma arquiteta, e Jack Taylor (George Clooney), um colunista de um jornal, encontram-se quando os filhos se atrasam e perdem um passeio da escola. A partir de então o que deveria ser um dia normal de trabalho, acaba por ser uma loucura de idas e vindas entre celulares, filhos e várias outras crises que ameaçam acabar com as carreiras dos dois em apenas 12 horas.

terça-feira, fevereiro 10, 2026

O Boeuf Bourguignon

O Boeuf Bourguignon é um prato típico da gastronomia francesa, apreciado e preparado desde a Idade Média, que consiste em carne de vaca guisada em vinho tinto, com alguns vegetais e condimentos. Como o nome indica, é uma especialidade emblemática duma região da França, a Borgonha, pátria de vinhos célebres e também da raça charolesa de gado bovino, que são as indicadas para a elaboração desta iguaria. 

Reza a história que esta receita foi, no passado, um prato muito apreciado pelos agricultores durante as festas. Comiam-no, sobretudo, com pão torrado esfregado com alho. Este prato acabou por se tornar um prato dominical por excelência. E cada família tinha a sua maneira de cozinhar o Borgonha e acompanhava-o com batatas ou puré.

Aprenda a fazer este prato clássico da culinária francesa, de ensopado de carne em vinho tinto que utiliza ingredientes de alta qualidade (cenouras, aipo, salsa, cogumelos, bacon, cebolas-miniatura, etc.), com a chefe brasileira Rita Lobo. 

segunda-feira, fevereiro 09, 2026

O Filho do Homem

O Filho do Homem é uma pintura (1964) do pintor surrealista belga René Magritte (1898 -1967), produzida com tinta a óleo. 

Magritte pintou-o como um auto-retrato. A pintura consiste num homem de chapéu-coco, em pé à frente de um pequeno muro, com o mar e um céu nublado ao fundo. 

O rosto do homem é, em grande parte, ocultado por uma maçã verde pairando no ar. Apesar disso, os seus olhos podem ser vistos na borda da maçã.

René Magritte iniciou a sua carreira como designer de cartazes e anúncios. Em 1926, ao assinar um contrato com a Galeria la Centaure, em Bruxelas, passou a dedicar-se integralmente à pintura.

No ano seguinte, mudou-se para Paris e passou a integrar o grupo surrealista, tornando-se um dos principais expoentes do movimento. A sua obra desafiou a percepção da realidade pois é marcada por imagens enigmáticas e jogos visuais. Ainda que René Magritte tenha sido o principal nome do surrealismo na Bélgica, ele foi expulso do movimento em 1947 pelo escritor francês André Breton, seu fundador. Ao terminar a Segunda Guerra Mundial o pintor adoptou uma temática mais otimista, chamada por ele de "surrealismo em pleno sol", o que Breton achava pouco condizente com o seu manifesto. 

domingo, fevereiro 08, 2026

Blues da Piedade

Ouça Chico Chico (Francisco Eller) em Blues da Piedade (Ao Vivo).
Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm

Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia

Pra quem não sabe amar
Fica esperando alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade!
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade!
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar os blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade!
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade!
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Pra quem não sabe amar
Fica esperando alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade!
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade!
Lhes dê um pouco de coragem...
Aaah...
Lhes dê um pouco de coragem...
Aaah...
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Compositores: Roberto Frejat, Agenor De Miranda Araujo Neto

sábado, fevereiro 07, 2026

O Terceiro Corvo

Oh Lisboa
como eu gostava de ser
o terceiro corvo do teu emblema…
estar implícita na tua bandeira
negra e branca
como tinta e papel
como escrita e espaço!

Ser teu desenho
tua nova lenda
invenção deste século
que já não inventa
e se interroga:
donde vieram estes corvos?

Como tu, Vicente,
eu também não sou de cá
não sou daqui
não pertenço a esta terra
e talvez nem sequer a este mundo…

Porém estou aqui
nesta dolorosa praia lusitana
cheia de um tumulto inútil
que enegrece as tuas areias
e polui o ventre do rio
que os golfinhos há muito desertaram

E olhando as nuvens dedilhadas pelo vento
sentindo a terna dor do teu sentir sentido
peço-te, Lisboa:
surge de novo bela
reinventa
a santidade perdida do teu emblema
Ana Hatherly - Em Lisboa sobre o mar, Poesia 2001-2010

sexta-feira, fevereiro 06, 2026

A Charolinha da Mata Nacional dos Sete Montes

 A Charolinha da Mata Nacional dos Sete Montes era um dos elementos mais enigmáticos e fotografados da cidade de Tomar, no centro de Portugal, destacando-se não só pela beleza arquitetónica como pela profunda ligação ao passado templário e ao Convento de Cristo. Inserida na vasta Mata Nacional dos Sete Montes - uma área verde de cerca de 39 hectares conhecida também como a Cerca do Convento - esta pequena construção tornou-se ao longo dos séculos num símbolo de mistério, contemplação e património renascentista.

A Charolinha da Mata Nacional dos Sete Montes é um templo em miniatura com uma planta cilíndrica e em pedra lavrada que evocava as torres-lanterna do Convento de Cristo. Com cúpula esférica era inteiramente construída em pedra de cantaria e ficava situada acima do nível da água de um tanque também circular, ao bordo do qual se liga através de uma ponte de pedra.

A obra foi desenhada no século XVI pelo arquiteto João de Castilho, uma das figuras centrais do Renascimento arquitetónico em Portugal, e funcionava como "Casa de fresco": um abrigo de descanso e meditação para os monges, protegido do calor e ligado à água por um tanque circular.

A passagem da tempestade Kristin pelo concelho e cidade de Tomar causou danos significativos na Charolinha da Mata Nacional dos Sete Montes, um dos elementos patrimoniais integrados naquele espaço histórico e natural.

Não deixe de ver agora os Jardins Históricos (da RTP) acerca da Mata Nacional dos 7 Montes e de como era a Charolinha
E agora veja o que resta da Charolinha da Mata dos Sete Montes após a tempestade Kristin.

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

A Feira das Peraltas

 Esta terça-feira, dia 3 de fevereiro, cumpriu-se a tradição com a realização da Feira das Peraltas e de São Braz, em Oliveira do Hospital. A iniciativa é muito de popular e serve para 𝗿elembrar o passado e manter vivas as tradições e os costumes.

O certame é "muito antigo" e "remonta presumivelmente a meados do século XIX".  Foi recuperado recentemente pelo atual executivo da União de Freguesias de Oliveira do Hospital e São Paio de Gramaços pois não quer "deixar morrer as tradições". 

Tal como o nome sugere, nesta data, as mulheres "aperaltavam-se com os melhores fatos que tinham à época para se mostrarem também à sociedade". Com uma calendarização perto do Carnaval, a feira já se apresentava com uma forte componente de animação com a participação de grupos culturais. 

Ao certame estiveram sempre ligadas as vertentes comercial, social e cultural, sob a forma de feira artesanal.

A feira costuma integrar na programação um desfile etnográfico, gastronomia, atividades culturais, animação de rua, artesanato e bicicletas antigas.

Na vertente gastronómica, é sempre servido o almoço, com destaque para os torresmos, "um prato tradicional da época".


quarta-feira, fevereiro 04, 2026

Minnesota

Ouça  "Minnesota" uma adaptação feita pela Marsh Family, de "San Francisco (Be Sure to Wear Some Flowers in Your Hair)".

Esta família a viver no Reino Unido postou esta música no seu canal do YouTube (Marsh Family Songs) e dedicou-a a Renee Good e Alex Pretti  em solidariedade.

Os autores desta adaptação esclareceram:  "Esperamos que os cidadãos de São Francisco não se importem que adaptemos esta canção icónica (sobre a cidade deles, nos anos 60, no meio de protestos e acerca do movimento de contracultura) para abordar as tragédias dos últimos dias e semanas em Minneapolis. A música original foi escrita por John Phillips (do grupo "The Mamas & the Papas") e lançada pela primeira vez (cantada por Scott McKenzie) em 1967, alcançando o primeiro lugar no Reino Unido, Alemanha, Irlanda e Nova Zelândia."

terça-feira, fevereiro 03, 2026

Frame by Frame

 Frame by Frame é um aclamado documentário de 2015 realizado por Alexandria Bombach e Mo Scarpelli.

Teve a sua estreia mundial no Festival South by Southwest em Austin, Texas, e foi indicado para o prémio Cinema Eye Honors de 2015 na categoria "Prémio Destaque".

O filme explora a "revolução fotográfica" no Afeganistão pós-Talibã, onde a fotografia era anteriormente proibida. 

Sinopse:
No final de 2012, Scarpelli e Bombach viajaram para o Afeganistão para filmar uma curta-metragem sobre fotógrafos. 

Este projeto acabou por se transformar na longa-metragem Frame by Frame. O documentário que acompanha quatro fotojornalistas afegãos – Farzana Wahidy, Massoud Hossaini, Wakil Kohsar e Najibullah Musafar – que enfrentam dificuldades enquanto reportam durante a "revolução fotográfica" que ocorre na imprensa livre pós-Talibã. 

É um olhar pessoal sobre a vida destes quatro fotógrafos afegãos que trabalham em locais onde a fotografia era anteriormente proibida pelo governo talibã, lutando para construir uma imprensa livre após décadas de censura e guerra. 

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

O Mille-feuille ou Mil Folhas

 O Mille-feuille ou Mil folhas é uma mistura de uma massa muito fina e crocante (massa folhada) e um creme de baunilha. A cobertura é uma fina camada de açúcar de confeiteiro. O nome significa literalmente "mil folhas", referindo-se ao grande número de finas camadas da massa folhada, que proporcionam uma textura muito leve. É uma sobremesa muito elegante e versátil.

O Mille-feuille, ou mil-folhas, é uma clássica sobremesa francesa feita com três camadas de massa folhada intercaladas com creme de pasteleiro (ou creme de confeiteiro), coberta com açúcar em pó, muitas vezes com um padrão de chocolate. 

Em Portugal, onde é muito popular, serve para denominar dois tipos de doce: inspirado no francês Mille-feuille e no Napoleão, de origem russa, criado em 1912 com clara influência da pastelaria francesa. Assim, pode ser chamado Napoleão, especialmente no Porto, com recheio de creme pasteleiro, natas e doce de ovos, ou Russo (com massa de claras). Este bolo em Lisboa chama-se Mil-Folhas. 

No Brasil, é popular com creme de baunilha, doce de leite ou frutas, polvilhado com açúcar de confeiteiro. 

Para um Mille-Feuille perfeito, siga a receita abaixo e sirva-o o mais breve possível após a montagem para garantir que a massa continue crocante. 

domingo, fevereiro 01, 2026

O Sorriso das Estrelas

O Sorriso das Estrelas (2008) é um filme do género romance, realizado por George C. Wolfe. Contou no elenco com Richard Gere, Diane Lane, Christopher Meloni e foi baseado no "best-seller" de Nicholas Sparks, é a história de um homem e de uma mulher que se encontram num fim-de-semana que mudará as suas vidas para sempre.

Sinopse:
Adrienne (Diane Lane) tem a sua vida num verdadeiro caos e resolve então tentar encontrar alguma paz de espírito para resolver os seus problemas na pousada da sua melhor amiga, na pequena cidade costeira de Rodanthe, na Carolina do Norte. Aí, espera conseguir repensar os conflitos que a rodeiam: o marido que lhe pediu que regressasse a casa e a filha adolescente que contraria e discute todas as suas decisões. Durante esse fim-de-semana, o único hóspede da pousada será o Dr. Paul Flanner (Richard Gere), um médico que enfrenta uma terrível crise de consciência. Uma tempestade que se aproxima de Rodanthe, vai aproximar Adrienne e Paul, que descobrem conforto um no outro. E o fim-de-semana transforma-se num momento mágico em que é possível acreditar que, às vezes, a vida nos oferece uma segunda oportunidade. Uma oportunidade que mudará as suas vidas para sempre.