

É pacífico, porém, que Salgari jamais sulcou outros mares que não os do seu país e os da sua imaginação e que nunca conheceu outros piratas senão os dos seus livros.
Os jornais estrangeiros, a literatura de viagens e as enciclopédias inspiraram os enredos aventurosos dos quatro principais ciclos da sua produção literária (Piratas da Malásia; Corsários das Antilhas; Corsários das Bermudas e Far-West). Os seus heróis são proscritos, fora-da-lei ou «bárbaros» perseguidos pela avidez de colonizadores «civilizados».
De entre as suas obras gostaria de destacar: O Corsário Negro; O Tigre da Malásia; Os Piratas da Malásia e As Maravilhas do Ano 2000.
As maravilhosas e fantásticas aventuras de Sandokan, o "Tigre da Malásia"; retratam o pirata mais carismático dos mare

"O Corsário Negro” é, sem dúvida, uma das suas mais conhecidas obras. Escrito numa altura (1898) em que o cinema ainda não imaginava onde iria chegar, a acção de “O Corsário Negro” decorre a um ritmo que se poderia chamar de cinematográfico – começa logo na primeira linha: “Uma voz forte de vibração metálica retumbara nas trevas, lançando esta frase ameaçadora: "Homens da canoa! Alto ou meto-os a pique!”
A vingança dá o mote para o arranque desta aventura. O Corsário Negro (o fidalgo italiano Emilio de Roccanera) persegue Wan Guld, um duque flamengo governador Maracaíbo e responsável pela morte dos seus irmãos (Corsário Verde e Corsário Vermelho), que jurou matar, assim como a todos os seus parentes.
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