sexta-feira, julho 03, 2015

Câncer

Você nunca avance
Em mulher de Câncer.

Seu planeta é a Lua
E a Lua, é sabido
Só vive na sua.
É muito apegada
E quando pegada
Pega da pesada.

É mulher que ama
Com muito saber
No tocante a cama
Não sei lhe dizer…
Vinícius de Moraes 

quinta-feira, julho 02, 2015

Os paraísos artificiais

Desenho de Jorge de Sena
Na minha terra, não há terra, há ruas;
mesmo as colinas são de prédios altos
com renda muito mais alta.

Na minha terra, não há árvores nem flores.
As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês,
e a Câmara tem máquinas especialíssimas para desenraizar as árvores.

O cântico das aves — não há cânticos,
mas só canários de 3º andar e papagaios de 5º.
E a música do vento é frio nos pardieiros.

Na minha terra, porém, não há pardieiros,
que são todos na Pérsia ou na China,
ou em países inefáveis.

A minha terra não é inefável.
A vida na minha terra é que é inefável.
Inefável é o que não pode ser dito.
Jorge de Sena 

quarta-feira, julho 01, 2015

Forasteiro

Oiça o jovem cantor brasileiro Tiago Iorc em "Forasteiro" do seu álbum "Zeski".
Tiago Iorc é um cantor que transita entre diferentes públicos, géneros musicais e até nas línguas em que canta e é apoiado por uma proposta criativa interessante.



Ninguém falou que eu podia
Nem me indicou ponte ou guia
Vento animou
Vim na ventania

Como cheguei, não sei explicar
Não planejei, tão oposto olhar
Que me salvou da monotonia

Um forasteiro de mim
Eu espero o sim
Até encontrar
Uma centelha de fim
Recomeço assim
Vida clarear

Não vou negar tudo e meu amor
Vai me despir, se preciso for
Em toda dor outra melodia

Um forasteiro de mim
Eu espero o sim
Até encontrar
Uma centelha de fim
Recomeço assim
Vida clarear

Ninguém falou que eu podia
Nem me indicou ponte ou guia
Vento animou
Vim na ventania

Como cheguei, não sei explicar
Não planejei, tão oposto olhar
Que me salvou da monotonia

Um forasteiro de mim
Eu espero o sim
Até encontrar
Uma centelha de fim
Recomeço assim
Vida clarear

Não vou negar tudo e meu amor
Vai me despir, se preciso for
Em toda dor outra melodia

Um forasteiro de mim
Eu espero o sim
Até encontrar
Uma centelha de fim
Recomeço assim
Vida clarear

terça-feira, junho 30, 2015

Mais Algumas Fronteiras

1 - Afeganistão e Paquistão
Aqui um soldado americano vigia o Torkham Gate, que divide o Afeganistão do Paquistão.








2 - Coréia do Norte e Coréia do Sul.
Também aqui os militares asseguram a vigilância desta fronteira.




3 - China e Índia
Mais militares na fronteira que separa a China da Índia.






Agora veja o vídeo que se segue e que mostra uma das fronteiras mais vigiadas do planeta, a famosa DMZ - Zona Desmilitarizada, entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.

segunda-feira, junho 29, 2015

Filme Português - O Leão Da Estrela

Aqui fica a sugestão de mais um filme Português: "O Leão Da Estrela" (1947).
Este é considerado por alguns cinéfilos um dos melhores filmes portugueses de sempre.
Aqui fica também uma curiosidade: "O Leão da Estrela", ao lado de "Aldeia da Roupa Branca" foram alguns dos filmes portugueses que a RTP nunca emitiu durante o Estado Novo!
Sinopse:
Anastácio da Silva (António Silva), sportinguista ferrenho, vai ao Porto assistir à Final da Taça, levando consigo a mulher e as duas filhas.
Ficam hospedados em casa da riquíssima família Barata, que acredita que os seus convidados também têm distintas origens. A situação complica-se quando Eduardo Barata (Curado Ribeiro), o filho do casal, se apaixona por Jujú (Milú), filha de Anastácio, e os dois decidem casar-se. A cemirónia é em Lisboa e o pai da noiva tem que manter as aparências a todo o custo.
Não perca.
Ora veja!

domingo, junho 28, 2015

As Crónicas do Gelo e do Fogo

George Raymond Richard Martin (1948), mais conhecido como George R. R. Martin ou simplesmente GRRM, é um roteirista e escritor de ficção científica, terror e fantasia americano. É mais conhecido por escrever a série de livros de fantasia épica "As Crónicas de Gelo e Fogo". GRRM foi declarado como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2011, pela revista TIME.
GRRM começou a desenvolver esta série de livros de fantasia épica em 1991 e o primeiro volume foi lançado em 1996.
Originalmente concebida para ser uma trilogia, a série consiste em cinco volumes publicados, com mais dois planeados.
Existem três argumentos principais na história que se interligam cada vez mais no decorrer dos livros: a crónica de uma guerra civil dinástica entre várias famílias concorrentes pelo controle dos Sete Reinos; a ameaça crescente das criaturas sobrenaturais conhecidas como os Outros, que habitam além de uma imensa muralha de gelo ao Norte; e a ambição de Daenerys Targaryen, a filha exilada de um rei louco deposto 15 anos antes numa outra guerra civil, prestes a voltar à sua terra e reivindicar o seu trono por direito.
Esta série de livros foi traduzida para vinte idiomas e vendeu mais de 25 milhões de exemplares mundialmente.
Todos os romances foram, em geral, bem recebidos pela crítica literária e pelo público, tendo sido indicados para diversos prémios, como o Locus, o Nebula e o Hugo.
Os livros de "As Crónicas de Gelo e Fogo" foram adaptados para um grande número de formatos, como vídeojogos, histórias aos quadradinhos e uma série de TV intitulada "Guerra dos Tronos" (Game of Thrones).
O mundo das "Crónicas de Fogo e Gelo" talvez seja um dos maiores já inventados e encontra-se em expansãos. O entrosamento dos fãs também é gigantesco, e tem proporcionado o aparecimento de produtos como um atlas, o Lands of Ice and Fire, um mapa interativo chamado Quartermaester e até um mapa geológico de Westeros.

sábado, junho 27, 2015

La Cumparsita

"La Cumparsita" é um tango que foi escrito por um uruguaio de 17 anos, de nome Gerardo Matos Rodriguez (músico, compositor e jornalista), em 1917. Foi vendido, na época, por 20 pesos uruguaios!
Gerardo Matos Rodríguez (1897-1948) é, então, o compositor do tango mais conhecido e difundido do mundo: "La Cumparsita".
Em 1916 ele compôs um tango para um grupo da Federação de Estudantes do Uruguay, que desfilaria no carnaval de 1917. A partitura foi entregue ao notável pianista argentino Roberto Firpo, que estava a apresentar-se no "Cafe La Giralda" da "Plaza Independencia" de Montevidéu. Ele fez-lhe um pequeno arranjo e nessa noite tocou o "La Cumparsita".  Teve que repetir três vezes o tango devido ao sucesso conseguido, dando origem depois, a um disco que obteve um êxito inaudito.
"La Cumparsita", é considerado por muitos especialistas como o primeiro tango, pela influência que exerceria nas futuras composições de um género, que ainda procurava a sua afirmação.
"La Cumparsita" atravessou todas as fronteiras e transformou-se num dos hinos do tango. Em 1924, Pascual Contursi e Enrique Maroni composeram uma letra para o "La Cumparsita", composição que foi gravada de seguida por Carlos Gardel (que começava a obter uma grande popularidade). Esta letra que recebeu o título de Si Supieras, gerou uma controvérsia com Matos Rodríguez (também conhecido como Becho), que não tinha autorizado a inserção de uma letra no seu tango.
Matos Rodríguez ainda foi o compositor de outros tangos como "Che Papusa Oí", "Mocosita", "Te Fuiste Ja Ja", "La Muchacha Del Circo" e "El Rosal", todas gravadas por Carlos Gardel.

Zamar - Argentinian Tango from Goosebump Productions on Vimeo.