terça-feira, Abril 15, 2014

O Museu do Prado & Isabel de Bragança

Muitos portugueses desconhecem ter sido uma mulher portuguesa a fundadora do Museu do Prado, em Espanha. Essa mulher chamava-se Maria Isabel de Bragança e foi esposa de Fernando VII, Rainha de Espanha e fundadora de um dos mais importantes museus do mundo: o Museu do Prado.
Maria Isabel de Bragança era filha do nosso rei D. João VI e de D. Carlota Joaquina de Borbón, tendo-se tornado rainha de Espanha, ao casar com o seu tio D. Fernando VII, em 28 de Setembro de 1816, de quem foi segunda mulher.
A rainha Maria Isabel de Bragança que morreu jovem (de parto, em 1818), figura na galeria de retratos do Museu do Prado, onde tem um retrato (de 1829) que foi pintado onze anos depois da sua morte, sendo o seu autor Bernardo López Piquer.
É de sublinhar a especial iconografia deste retrato, no qual a rainha é representada como fundadora do Real Museu de Pintura e Escultura do Prado, cuja imagem, ela aponta com o braço direito e se encontra visível através de uma janela, assinalando com a mão esquerda alguns planos do museu, em pergaminhos ou papéis, que se encontram depositados sobre uma mesa.
No catálogo dos quadros do Museu Real, datado de 1854, o seu autor, Pedro de Madrazo, escreve que "foi a rainha Maria Isabel de Bragança quem sugeriu ao Rei a ideia (da criação do Museu), por “escitacion” (sic) de algumas personalidades amantes das Belas Artes, ideia que o Rei acolheu com verdadeiro entusiasmo".
O crítico e historiador Gabriele Finaldi, em recente catálogo de uma exposição sobre "O retrato Espanhol no Museu o Prado de Goya a Sorolla", sublinha a importância desse retrato, que considera uma "imagem emblemática para a História do Museu do Prado".
Se é certo que os espanhóis não esquecem e muito menos escondem haver sido uma portuguesa e rainha do seu país a fundadora do Museu do Prado, é no mínimo estranho senão lamentável, que tal facto seja desconhecido da generalidade dos portugueses, e que o seu nome não conste da toponímia dos nossos centros urbanos, nem o seu feito seja salientado nos manuais escolares de História.
Agora sugiro-lhe que faça um passeio pelo Museu do Prado através da excelente apresentação que se segue. Ora veja!

segunda-feira, Abril 14, 2014

A Síria

A República Árabe Síria, é um país árabe que faz fronteira com o Líbano e o Mar Mediterrâneo a oeste, Israel a sudoeste, Jordânia a sul, Iraque a leste, e Turquia a norte.
A Síria, antigamente, compreendia toda a região do Levante, enquanto actualmente abrange os locais de antigos reinos e impérios, incluindo as civilizações de Ebla do III milênio a.C.
Na era islâmica, a sua capital, Damasco, foi a capital do Império Omíada e a capital provincial do Império Mameluco. Hoje Damasco é,  largamente, reconhecida como uma das cidades mais antigas, continuadamente habitadas do mundo.
A Síria de hoje obteve a sua independência em 1946, como uma república parlamentar. O pós-independência foi instável, e um grande número de golpes militares e tentativas de golpe sacudiram o país no período entre 1949 e 1970.  O actual presidente da Síria é Bashar al-Assad, filho de Hafez al-Assad, que governou de 1970 até sua morte em 2000.
A população predominante é de muçulmanos sunitas, mas com uma significativa população de alauítas, drusos e minorias cristãs.
Etnicamente, cerca de 90% da população é árabe (dos quais aproximadamente 10% pertencem à minoria curda), e o estado é governado pelo Partido Baath de acordo com princípios nacionalistas árabes.
Desde o começo de 2011, o país vive uma violenta guerra civil entre forças contrárias e leais à liderança do presidente Bashar al-Assad. As estatísticas referem que mais de 100 mil pessoas já morreram no conflito. Para conhecer melhor este país proponho-lhe que veja duas excelentes apresentações, uma com imagens da Síria antes da guerra civil e outra, com imagens da Síria já no decorrer deste conflito.
Veja agora como era a Síria de ontem.
  
E agora a Síria da actualidade, em resultado do conflito ali existente.

domingo, Abril 13, 2014

E a Noite Roda

"E a Noite Roda" é o romance de estreia de Alexandra Lucas Coelho que foi escolhido por unanimidade pelo júri, como prémio APE (Associação Portuguesa de Escritores).
A protagonista é uma jornalista (como a autora), viajante incansável (como a autora), repórter especializada no acompanhamento das questões do Médio Oriente (como a autora).
Sinopse
E a Noite Roda é a história de Ana e Léon, uma catalã e um belga que se conhecem em Jerusalém e ao longo de dois anos vivem uma paixão intermitente, do Médio Oriente à América, passando por vários lugares da Europa.
Excerto
«Noite na terra. Nunca é noite na terra porque a noite roda. Mas é noite na terra quando duas pessoas estão coladas uma à outra. Só nós estamos vivos, somos a Arca de Noé.»
Críticas de imprensa
«E a Noite Roda faz prova de um lirismo simultaneamente enxuto e transfigurador, em viagem certeira para o coração das coisas.»
Isabel Cristina Rodrigues
«Raras vezes na ficção portuguesa a sexualidade terá sido tão delicada e concretamente física como aqui.»
Luís Mourão
«A sua prosa é sóbria e depurada, usada daquela maneira em que somos convencidos de que as suas palavras são rigorosas e exactas, mesmo que não possamos sabê-lo.»
Manuel Gusmão
«O romance de Alexandra Lucas Coelho conjuga lirismo e dinâmica narrativa, intensidade expressiva e força evocativa, paisagem íntima e paisagem do mundo, valor documental e capacidade de efabulação.»
Clara Crabbé Rocha
«O que há de romanesco neste último livro de Alexandra Lucas Coelho é ao mesmo tempo a intriga passional e a decisão que leva Ana a escrever para reconstituir e dar existência a essa intriga, ou seja, a escrever o que não escreve quando escreve para o jornal, ou seja ainda: a tornar-se romancista.»
Gustavo Rubim, Público
«Mais do que desarrumar discursos identificados com géneros narrativos bem definidos, o primeiro romance de Alexandra Lucas Coelho ensaia uma apropriação daquilo a que, por uma questão de conforto, chamamos realidade. Que o faça através de um discurso romanesco, de apontamentos de reportagem e de uma longa epistolografia dos tempos modernos, com e-mails e sms substituindo o papel de carta, só confirma a vocação experimental desta prosa, mais interessada em encontrar formas possíveis para expor os ossos do mundo do que em vender miragens desse mundo com a embalagem adequada.»
Sara Figueiredo Costa, Time Out

sábado, Abril 12, 2014

Palau: Um Belo e Longínquo País

Hoje proponho-lhe um passeio virtual até um belo e longínquo país. Venha daí, então, até Palau.
A República de Palau é um pequeno país insular da Micronésia, no Oceano Pacífico, entre os mares das Filipinas a oeste, Indonésia e Papua-Nova Guiné a sul e Estados Federados da Micronésia a leste.
A República de Palau faz parte das ilhas Carolinas e consiste num arquipélago com oito ilhas principais e mais de 250 ilhotas e atóis, localizadas a oeste dos Estados Federados da Micronésia, entre o Mar das Filipinas, a norte e a Indonésia e Nova Guiné, a sul.
As ilhas mais importantes são Angaur, Babeldaob, Koror e Peleliu, perto da extremidade norte, todas rodeadas por uma barreira de corais.
Cerca de dois terços da população de cerca de 20.000 habitantes vive em Koror.
A norte desse grupo, encontra-se o atol de Kayangel, enquanto que as desabitadas “Rock Islands” estão situadas a oeste do grupo principal, e as Ilhas do Sudoeste, a cerca de 600 km das ilhas principais e a cerca de 200 km da extremidade norte da Nova Guiné.
Palau tem um clima tropical (onde os tufões são raros) com uma temperatura média anual de 27 °C e uma humidade média de 82%. As chuvas ocorrem durante todo o ano, com uma média anual de 3800 mm.
Uma nova capital foi projectada e construída na ilha de Babeldaob, maior ilha do país e segunda maior da Micronésia, onde está situado o aeroporto, mais precisamente no estado de Melequeoque e na localidade de Ngerulmud.
Apesar de ser nominalmente um país independente, Palau assinou um Tratado de Livre Associação com os Estados Unidos.
Uma das principais características dos habitantes de Palau é serem bons construtores de canoas. Destacam-se, também, na arte do tecido, onde utilizam elementos naturais, e também na escultura.
A dança é uma das expressões típicas tradicionais e a música utiliza poucos instrumentos destacando-se, entre eles, a flauta e o búzio marinho.
As manifestações culturais em Palau são singelas, devido à pequena dimensão deste país.

sexta-feira, Abril 11, 2014

O Conflito na Colômbia

Os conflitos internos na Colômbia fizeram milhares de vítimas nas últimas décadas, numa guerra que envolve milícias paramilitares, grupos armados e guerrilhas, além das forças do estado. Um retrato deste confronto que foi divulgado recentemente, mostra que entre janeiro de 1958 e dezembro de 2012, foram mortas aproximadamente 220 000 pessoas  na Colômbia, das quais mais de 170 000 eram civis. Estes números fazem parte do relatório “Basta, Já! Colômbia: Memórias de Guerra e Dignidade".
Se quiser conhecer um pouco melhor este conflito siga, com atenção, a apresentação que se segue e que é o resultado de um trabalho efectuado por alguns alunos do 12º B, para a disciplina de Geografia C.
Ora veja!

quinta-feira, Abril 10, 2014

O Mar de Portugal

Hoje proponho-lhe uma visita guiada à história e ao mar de Portugal, pelas mãos da equipa do Globo Mar, um programa de TV da rede Globo.
Esta equipa regressou ao passado e aproveitou para lhe trazer, através de uma reportagem/documentário, a viajem efectuada a este lado do Atlântico.
Este programa desbravou as águas portuguesas a bordo da caravela Vera Cruz, aproveitando para recontar um pouco da história de Portugal e do Brasil, ou seja um pouco da nossa história comum. É muito interessante esta viagem de caravela de Lisboa a Lagos, passando por Sesimbra e Sines.
Como não poderia deixar de ser onde estão portugueses está a nossa gastronomia. Daí que petiscos como os percebes ou, pratos como o tradicional Bacalhau à Gomes de Sá, estejam aqui bem em evidência. No Algarve, foi pena não terem apresentado, aos nossos irmãos brasileiros, outros petiscos como as condelipas (e a origem deste nome) ou as sandes de moreia frita.
Entretanto, confira em baixo esta reportagem da Globo sobre Portugal, que já passou no Brasil com grande êxito.
Vale bem a pena!
 

quarta-feira, Abril 09, 2014

O Rio Minho

Hoje proponho-lhe um pequeno passeio, embora virtual, pelo Rio Minho, que era conhecido como Minius ou Baenis pelos antigos historiadores.
O Minho é um rio internacional que nasce a uma altitude de 750 m na serra de Meira, na Comunidade Autónoma da Galiza e percorre cerca de 300 quilómetros até desaguar no oceano Atlântico a sul da localidade da Guarda e a norte de Caminha.
Nos últimos 75 quilómetros do seu percurso, entre Melgaço e a foz, o Minho serve de fronteira entre Espanha e Portugal.
Entre a nascente e a foz, o rio Minho passa por Lugo, Ourense, Melgaço, Monção, Tui, Valença, Vila Nova de Cerveira e Caminha.
Se quiser ficar a conhecer um pouco melhor esta região, aprecie com atenção, o vídeo que se segue.