domingo, setembro 25, 2016

O Palácio da Rosa

O Palácio da Rosa é um solar oitocentista com traços quinhentistas, situado no Largo da Rosa, na Mouraria, atual freguesia de Santa Maria Maior.
Em 1393 foi dada autorização pela câmara de Lisboa a Afonso Anes Nogueira, cavaleiro e alcaide-mor e morador da dita cidade, filho do conhecido João das Leis e casado com Joana Vaz de Almada (filha de Vasco Lourenço de Almada), para derrubar uns "pardieiros" e fechar as ruas junto à Igreja de São Lourenço, para fazer umas casas e um edifício, "por que a dita cidade seria mais honrada", naquele que mais tarde veio dar origem a este Palácio da Rosa.
Este que fazia parte do chamado morgado de S. Lourenço e que entra, por casamento, para a casa dos Marqueses de Ponte de Lima e mais tarde, também por casamento, entra para os bens dos Marqueses de Castelo Melhor, daí igualmente ter sido conhecido por "Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e dos Castelo-Melhor".
O Palácio Rosa foi destruído quase na totalidade pelo Terramoto de 1755 e foi reedificado no Século XVIII.
Entre 1927 e 1942 era proprietário e morador, o escritor e poeta, Afonso Lopes Vieira (1878 - 1946).
Depois de tentar o exercício da advocacia junto do seu pai, Afonso Xavier Lopes Vieira, radicou-se em Lisboa, optando pelo ofício de redator na Câmara dos Deputados, que exerceu até 1916.
No último desses anos deixou o cargo para se dedicar exclusivamente à atividade literária. Na capital residiu no Palácio da Rosa, que fora dos marqueses de Castelo Melhor, e seria propriedade do poeta entre 1927 e 1942. Em frente do palácio, existe hoje o seu busto.
No final do século XX é adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa. O conjunto constituído pelo Palácio da Rosa e Igreja de São Lourenço (incluindo toda a área de jardins) está classificado desde 2012 como Monumento de Interesse Público.

sábado, setembro 24, 2016

Qual é a profundidade do mar?

O ponto mais profundo dos oceanos localiza-se na fossa das Ilhas Marianas. Esta depressão situa-se no Oceano Pacífico, a cerca de 2 500 km a leste das Filipinas. É uma espécie de vale submarino e está, na sua parte mais profunda, 11 500 metros abaixo da superfície do mar – o que equivale a sete vezes o tamanho do Grand Canyon, nos Estados Unidos.
Um novo sistema de sondas submarinas, permitiu à Marinha dos EUA medir, recentemente, os pontos mais profundos da Terra com uma precisão jamais alcançada. A Fossa das Marianas (ponto mais baixo conhecido pelo homem), de acordo com a pesquisa, alcança a profundidade de 10.994 metros.
A medição foi feita pelo governo americano, com objetivos políticos e económicos para além dos científicos.
As técnicas usadas no levantamento, abrem, contudo, novas perspectivas para mapeamentos do fundo do mar. A nova tecnologia é baseada na emissão e recepção de feixes de raios por parte dos equipamentos, o que proporciona uma margem de erro inferior a 40 metros.
Já agora saiba que o recorde de profundidade em mergulho, foi obtido por Jacques Piccard, oceanógrafo suíço, e Donald Walsh, tenente da Marinha americana.
Ambos comandaram o submersível Triest I, que desceu 35 800 pés (ou seja cerca de 11 000 metros) – a maior profundidade oceânica registada, no dia 23 de janeiro de em 1960, numa das fossas das Marianas chamada Challenger Deep, a cerca de 360 Km a sul das Ilhas Guam, no Oceano Pacífico.

sexta-feira, setembro 23, 2016

Do Trópico de Capricórnio aos Grandes Lagos

Deste Outono em árvores despidas
que em mil ramículos cruzados o livor enredam
celeste e nevoento de que as águas
tão crespamente se embranquecem frias,
eu não sabia já. Envelhecia
num Verão chuvoso ou num Inverno claro
em que de noutras árvores a folhagem viva
apenas de ser verde persistia.
Agora não. Neste hirto esbracejar de tantos dedos
que o ar sem unhas cortam tão tranquilos,
melhor hei-de saber que o tempo passa
em que sou eu quem passa como tempo
neste ficar do mundo sempre renovado,
com que da nossa vida é feito o tempo alheio.
Jorge de Sena - 4/12/1965

quinta-feira, setembro 22, 2016

Eusébio Macário

Eusébio Macário é o título de uma novela de Camilo Castelo Branco, escrita em 1879.
Trata-se de uma obra em que Camilo parodia as novas correntes literárias do Realismo e, especialmente, da sua variante, o Naturalismo.

Sinopse:
Eusébio Macário é um boticário da região de Basto, no Minho profundo, que sabe de cor as mezinhas e remédios para todos os males. É viúvo, tem dois filhos chamados José Fístula e Custódia. Ambos têm uma hereditariedade sensual e estróina.
A filha, Custódia, é uma moça roliça, gorda, penugenta, cheia de "desejos animais" e muitos ardores, "com cheiros de mulher suspeita".
O filho, José Fístula estudou para padre, tornou-se devasso, bêbado e cliente de prostitutas.
Eusébio é amigo do padre Justino que vive com a amante, Felícia. Esta tem um irmão, um brasileiro (na novela camiliana um brasileiro é um português que emigrou para o Brasil e voltou a Portugal, regra geral com fortuna) chamado Bento, que é comendador.
Bento interessa-se por Custódia, filha de Eusébio. Ela casa-se com o comendador Bento por interesse no dinheiro. Estando casados vão viver para o Porto. A irmã de Bento, Felícia, abandona o Padre e vai acompanhá-los. O Padre Justino, desconsolado, torna-se amante de uma modista, Eufémia. Felícia acaba por se casar com o José Fístula (filho de Eusébio, irmão de Custódia).

quarta-feira, setembro 21, 2016

Acontecimentos que abalaram o mundo...

Os principais acontecimentos que abalaram o mundo no século XXI, de acordo com os alunos de Geografia C do 12º ano foram:

• Queda das Torres Gémeas de Nova York
• Barack Obama tornou-se o 1º presidente negro nos E.U.A
• Atentados terroristas (França, Bélgica e Turquia)
• A crise dos refugiados e o resgate dos refugiados no Mar Egeu

• Os campos de refugiados na Europa
• Próxima saída do Reino Unido da U.E.
• A guerra na Síria, no Iraque e a guerra contra o Estado Islâmico
• Atentado homofóbico nos E.U.A.
• A crise de 2008

• A crise em Portugal
• A crise em Angola
• A legalização do casamento homossexual e da adoção por homossexuais em alguns países
• Morte de Bin Ladem e de M. Kadafi
• Morte de Nelson Mandela

• Os terramotos e tsunamis registados na Ásia e os sismos em Itália e no Haiti
• O furacão Katrina

• As olímpiadas no Brasil
• A invasão e ocupação da Crimeia (Ucrânia) pela Rússia
• A propagação de doenças e de vírus (ébola, gripe A, zica, etc)

• A morte de João Paulo II e a mudança para o atual Papa
• A primeira mulher eleita presidente no Brasil
• Portugal - Campeão Europeu de 2016
• Morte de Michael Jackson
• Generalização do uso de telemóveis, saída do iphone 7 e da aplicação Pokemon Go

Turmas B e C do 12º ano da Escola Secundária do Lumiar - Geografia C

terça-feira, setembro 20, 2016

Noturno II

Se eu escrever que a noite é bruna,
dirão uns: "Está doido!"; outros: "Que pedantismo!"
Mas não estou doido, não sou pedante, a noite é bruna,
e navego nas suas águas como navegaria
no Bósforo à procura de não sei que peixe ou porto ou flor.

Com a sua, densa, confundo a minha fluida substância
e em ela me transformo para deixar de ser.

Onde os companheiros de viagem? Onde o amplo convés?
 [Onde os canhões? Onde os remos?
          Que viagem me levava para onde?
Tudo esqueci. O farol acabou-se, Constantinopla está de luzes apagadas, todos os mares são o Mar Negro vazio, não há ninguém junto de mim,
e é bruna esta noite velha solta nas águas, nos ares e nos olhos.
Abgar Renault (1901- 1995)

segunda-feira, setembro 19, 2016

Camões

Camões (1946) é um filme português, realizado por José Leitão de Barros, que relata a vida e os feitos do poeta português, Luís de Camões. Este filme concorreu à primeira edição do Festival de cinema de Cannes, que se realizou em setembro de 1946.

A vida aventurosa do nosso grande poeta épico, Luis de Camões,  num filme que conta com o argumento de Afonso Lopes Vieira, e de onde se destaca a soberba interpretação de António Vilar, como Camões.
Outros protagonistas que se destacam são: José Amaro (Dom Manuel de Portugal, comendador de Vimioso); Igrejas Caeiro (André Falcão de Resende); Paiva Raposo (Pero de Andrade Caminha); Leonor Maia (Leonor); Idalina Guimarães (Inês); Vasco Santana (Mal-Cozinhado) e Eunice Muñoz (Beatriz da Silva).

Assista, então, a um grande filme do cinema português dos anos quarenta, sobre a vida fascinante de um dos nossos maiores poetas.
Não perca.
Vale bem a pena rever este clássico.