terça-feira, março 31, 2015

Arte efémera

Jamie Harkins é um artista Neozelandês da chamada Arte Efémera
Arte Efémera é a arte que não é feita com a intencionalidade de ser guardada ou preservada por longo período. A palavra efémera deriva do grego, que significa coisas que não duram mais do que um dia. Aprecie a magia deste artista, que transforma a areia em desenhos espetaculares, a três dimensões, só com algumas linhas. Veja agora a apresentação que se segue (alguns slides terão que ser passados manualmente) com alguns dos seus desenhos. E agora veja, também, um "timelapse" que mostra a preparação e execução de uma escadaria. Ora veja! Vale bem a pena!

segunda-feira, março 30, 2015

Paisagens Alfacinhas

Veja como o pintor J. B. Durão reproduz de forma original algumas das mais belas panoâmicas  Lisboetas.
"J. B. DURÃO nasceu em Lisboa, Portugal. Pintor autodidacta, o mar aparece sempre presente na sua obra, seja em apontamentos concretos seja pela forma como a partir dele transmite os contornos das cidades. Os temas ligados à sua Lisboa antiga, paisagens urbanas e transportes, ganham nos seus quadros expressão e movimentos de grande harmonia e beleza, que tornam a sua obra única e inconfundível no panorama da pintura naïf portuguesa.
Desde 1989 que participa em exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Espanha e na Suíça onde em 1991 obteve a Taça de Ouro na 20ª edição do Prémio Europa realizado na Galeria Kasper, sendo de salientar que foi a sua primeira participação naquele certame. Obteve também uma Menção Honrosa no 1º Concurso “Naïf” – Azeite CEE em Lisboa, 1993 e oito Menções Honrosas nas várias edições da “Exposição Internacional de Arte Naïf do Casino do Estoril”, a última das quais em 2010.
J B Durão pinta apenas em períodos de lazer e está representado em várias colecções particulares no país e no estrangeiro".
Através da apresentação (alguns slides têm de ser passados manualmente) e vídeo que se seguem, aprecie alguns bonitos recantos de Lisboa, pintados de forma muito invulgar.
E agora o vídeo.

domingo, março 29, 2015

O Porto visto por escritores

"O Porto é o lugar onde para mim começam as maravilhas e todas as angústias" - Sophia de Mello Breyner.
De Camilo Castelo Branco a Agustina Bessa-Luís, passando por Ramalho Ortigão, Eça de Queirós ou Almeida Garrett, entre muitos outros, o Porto tem sido, ao longo dos tempos, uma fonte de inspiração literária para um elevado número de escritores portugueses e estrangeiros. 
Veja agora, na excelente apresentação que se segue, o que dizem do Porto alguns dos nossos escritores. 

sábado, março 28, 2015

Um Projeto de Ensino no Japão

"Na Europa, nos últimos trinta anos as crianças em idade escolar mudaram muito. A escola tradicional, não consegue, por vezes acompanhar nem compensar as diferenças de desenvolvimento. Os currículos escolares foram elaborados em relação à idade e não baseados no desenvolvimento da criança. Se compararmos as crianças de há 30 anos em relação às de hoje, em muitas das competências, nota-se uma diferença de desenvolvimento de talvez mais dois anos. Isto resulta de uma infância diferente; as crianças têm uma vida mais individualizada, crescem com os Media, passam menos tempo com os colegas de jogo e provêm de famílias com formas de vida diferentes. Em tempo da globalização são necessárias novas pedagogias e novas filosofias do ensino".
Antonio Cunha Justo - [diálogos_lusofonos] - Fevereiro 27, 2015.  
Recomendo a visualização da apresentação que se segue, sobre um projeto de ensino revolucionário no Japão. Veja também, como a escola está em mutação na Europa, clicando aqui.

sexta-feira, março 27, 2015

O Museu Nacional do Teatro

O Museu Nacional do Teatro comemorou este ano o seu trigésimo aniversário e em janeiro passou a designar-se Museu Nacional do Teatro e da Dança pelo seu "papel histórico" nas duas áreas.
Foi inaugurado em 1985 e ocupa o Palácio do Monteiro-Mor, situado na freguesia do Lumiar em Lisboa. O Palácio do Monteiro-Mor, um edifício do século XVIII, que após um incêndio de que apenas restaram as paredes exteriores, foi restaurado e concebido para responder ao programa museológico do MNT.
Em 2003 foi inaugurada no edifício principal a primeira exposição de carácter permanente, "Peças de Teatro: as coleções do Museu".
A exposição permanente inclui peças das mais diversas origens, tais como trajos de cena criados e desenhados por artistas como Almada Negreiros ou Paula Rego, bem como trajos e joias de cena usados por Amália Rodrigues, figurinos e maquetas de cenário originais desenhados por Carlos Botelho, Mário Cesariny, José de Guimarães ou Pedro Calapez, retratos originais de gente de teatro pintados por Columbano, Tagarro e muitos outros, objetos e documentos que representam uma parte da História do Teatro e das Artes do Palco em Portugal e que correspondem a uma pequeníssima percentagem do total das coleções do Museu. Assim, do seu acervo, fazem parte cerca de 260.000 peças, trajos e adereços de cena, maquetes de cenários, figurinos, desenhos, caricaturas, programas, cartazes, postais, álbuns de recortes de jornal, manuscritos, folhetos, coplas, discos, partituras, teatros de papel do século XVIII ao século XX, assim como um espólio com cerca de 25.000 fotografias.
O Museu Nacional do Teatro apresenta para além da sua exposição permanente, exposições temporárias dedicadas a artistas e ou companhias de teatro, prestando desta forma a sua homenagem, aos diversos e conceituados artistas de palco portugueses.
Na Galeria situada no edifício fronteiro à Receção são apresentadas exposições temporárias dedicadas a todos os aspetos que intervêm nas Artes do Espetáculo. 
No edifício principal do Museu está, ainda, instalada a Biblioteca, também dedicada em exclusivo às artes do espetáculo, com cerca de 35 000 volumes. É, por isso, considerada a mais vasta e completa neste domínio, em Portugal.
Assinalando o dia mundial do Teatro e as três décadas de vida do Museu do Teatro e da Dança aqui fica este post. Não deixe, contudo de visitar este Museu. Entretanto ouça a conversa entre a RTP e  o diretor da instituição, José Alvarez. E agora faça uma visita virtual ao Museu do Teatro pelas mãos do seu diretor. Ao longo das salas deste Museu encontram-se, como já lhe disse objectos de actores portugueses e trabalhos de artistas como Almada Negreiros ou Paula Rego...

quinta-feira, março 26, 2015

A Educação Geográfica e os Livros de Geografia

 É necessário reflectirmos sobre a importância do ensino da Geografia na educação actual em geral, por isso, é relevante conhecermos a evolução do ensino desta disciplina ao longo do tempo.
"A Comissão de Educação Geográfica afirma que a educação geográfica é indispensável para o desenvolvimento de cidadãos responsáveis e activos no mundo actual e no futuro (CEG, 1992: 5). A Geografia não é (e nunca foi…) uma disciplina neutra; ela transmite valores, quer explícita quer implicitamente. A diferença reside apenas nos valores que se têm tentado transmitir, ao longo dos tempos. Nos últimos anos, têm-se evidenciado mudanças no ensino da Geografia. A um modelo centrado na transmissão da informação, associada a uma ideia de neutralidade, objectividade e racionalidade de aprendizagem, confronta-se hoje um outro onde se atribui especial atenção aos conceitos, às atitudes e aos valores éticos (André e Cachinho, 1996: 1)  - O CONTRIBUTO DA EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA NA EDUCAÇÃO AMBIENTAL. O CASO DA GEOGRAFIA NO ENSINO SECUNDÁRIO, Alzira Filipe Alberto". 
Veja então, os caminhos trilhados pela educação geográfica em Portugal recordando o "Livro de Geografia de Portugal e Colónias (3ª e 4ª Classes)".
No Estado Novo, os autores dos livros de Geografia para o ensino Primário, eram no geral professores primários anónimos, que ignoraram a supressão da disciplina, ditada nos anos 30.

quarta-feira, março 25, 2015

Sobre um Poema

Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.

Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.

E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.

- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
Herberto Helder