segunda-feira, maio 29, 2017

As Camélias

Aprecie a beleza e a simetria de uma flor de Camélia.
A Camellia L. é um género de plantas da família Theaceae que produz as flores conhecidas como camélias. 
O género Camellia inclui muitas plantas ornamentais incluindo a planta do chá. O género foi descrito pelo naturalista sueco Carl von Linné em sua obra magna Species Plantarum, e assim designado em homenagem ao missionário jesuíta Georg Kamel.
Este género apresenta cerca de 80 espécies nativas das florestas da Índia, Sudeste Asiático, China e Japão.
As cameleiras ou, em algumas regiões de Portugal, conhecidas como japoneira, são arbustos ou árvores de porte médio, com folhas escuras, lustrosas, com bordas serrilhadas ou denteadas. Apresentam flores vistosas, brancas, vermelhas, rosadas, matizadas, ou raramente amarelas, algumas tão grandes quanto a palma da mão de uma pessoa adulta, outras tão pequenas quanto uma moeda. Certas espécies exalam suave perfume.
Muitas espécies são cruzadas para a obtenção de híbridos.
A este género, pertence, ainda, a C. sinensis, de cujas folhas se obtém o chá, cuja atividade comercial movimenta muitos milhões de dólares por ano.
Outras espécies produzem um óleo nas suas sementes, que é aproveitado como combustível.
A camélia é, também, usada em jardins ornamentais. Em Portugal, a cidade de Celorico de Basto promove todos os anos a Festa Internacional das Camélias.

domingo, maio 28, 2017

Condor

Condor - O Plano Secreto das Ditaduras Sul-Americanas é um livro do  fotógrafo português João Pina.

Sinopse:
Condor é um tributo à memória das vítimas da Operação Condor, um plano militar secreto instituído em 1975 por seis países latino-americanos, governados por ditaduras militares de extrema-direita, para eliminar a oposição política. Esta operação resultou na morte de cerca de 60.000 pessoas. Durante aproximadamente uma década, João Pina viajou de forma extensiva pela Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai para documentar o que restou da época do Condor.

sábado, maio 27, 2017

O 27 de Maio foi há 40 anos. Quando é que chega a verdade e a justiça?


Completam-se hoje 40 anos sobre os trágicos acontecimentos do 27 de maio de 1977, em Angola.

Para que não caia no esquecimento, a memória, a recordação e a saudade do meu irmão, Rui Coelho.

Cobardemente assassinado, foi uma, dos milhares de vítimas, desta tragédia.
Tinha 25 anos. Da sua execução não se sabem local, data ou circunstâncias.

Não teve direito a qualquer tipo de julgamento ou defesa. Não se conhecem termos de acusação: Qualquer tipo de pseudo confissão, a existir, foi arrancada sob coacção e tortura.
Rui Coelho nem sequer estava em Angola por alturas do 27 de Maio de 1977. O seu assassinato aconteceu porquê? Para quê?
Violência? Terror? Ameaça? Atentado à vida e aos Direitos Humanos? Ou tudo isso junto?

Será demasiado querer saber porque morreu, e como morreu, o meu irmão?

O Rui Coelho nunca, fosse de que forma fosse, atentou contra a vida de ninguém. Não foi acusado de nenhum ato violento ou crime de sangue.

Queremos resgatar a sua memória e o seu bom nome. Queremos ter acesso aos seus restos mortais para que a família possa cumprir o luto e dar-lhe um enterro digno.
A dor, essa, permanecerá para sempre!

Uma vida curta, precocemente interrompida, ceifada de forma cruel, cobarde, contrariando todos os princípios dos Direitos Humanos.

Um crime tão absurdo como repugnante que roubou a vida a um jovem de 25 anos que nunca chegou a poder conhecer e acariciar o seu filho.

Um jovem generoso e idealista, que lutou por um mundo mais justo e melhor, defendendo as ideias em que acreditava.




  • E convido a ver algumas imagens de um filme-projecto de documentário que está a ser realizado pelo me sobrinho (e sobrinho do Zeca!) Rafael Coelho:

sexta-feira, maio 26, 2017

Angola, o 27 de Maio. Memórias de Um Sobrevivente

Angola, o 27 de Maio. Memórias de Um Sobrevivente, é um livro de José Reis que vai ser lançado amanhã na Casa de Goa, às 17h.

José Reis é um dos sobreviventes dos trágicos acontecimentos, que ocorreram em Angola, em 27 de maio de 1977.
O José Reis foi preso a 30 de maio de 1977, acusado de ser "fraccionista". Só seria libertado dois anos e quatro meses depois, sem nunca ter sido julgado. Nesse período, esteve preso, foi torturado na cadeia de São Paulo, e depois internado num campo de trabalhos forçados.
Não deixe de ler o seu testemunho, porque é necessário e urgente saber o que se passou.

quinta-feira, maio 25, 2017

Dia da Espiga ou Quinta - Feira da Espiga

 A Quinta-feira da Espiga é uma comemoração popular, tradicional de Portugal, que ocorre no dia da Quinta-Feira da Ascensão. Esta celebração ocorre 40 dias após a Páscoa. Em vários municípios de Portugal a Quinta-feira da Espiga é feriado municipal.

A Festa da Ascensão, conhecida também como Quinta-Feira da Ascensão ou apenas como Ascensão comemora a Ascensão de Jesus ao céu. É uma das festas ecuménicas, ou seja, uma das que são comemoradas por todas as igrejas cristãs, juntamente com as celebrações da Semana da Paixão, da Páscoa e do Pentecostes. Na Igreja Católica é conhecida também como Solenidade da Ascensão do Senhor.

O "Dia da espiga" ou "Quinta-feira da espiga" celebra-se em algumas localidades com um passeio matinal pelo campo, onde rapazes e raparigas, colhem espigas de vários cereais (trigo, centeio ou cevada),  em número ímpar, flores campestres (como papoilas, malmequeres ou flores de romãzeira) e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga.
Segundo reza a tradição, o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada de casa, e só deve ser substituído por um novo, no dia da espiga do ano seguinte, para que nela haja pão, azeite, dinheiro e alegria durante todo o ano.
Os ramos da espiga são simbólicos da fecundidade da terra e da alegria de viver: as espigas, geralmente de trigo, simbolizam a abundância (ou o pão), as papoilas, rosas, margaridas e malmequeres, a beleza, e o ramo de oliveira, a paz.
O Dia da Espiga é comemorado sobretudo no Centro e Sul do País. Pensa-se que terá uma origem pré-cristã e marca, de certa forma, o início da época das colheitas.
Outros acreditam que este costume tenha as suas raízes num antigo ritual cristão que consistia na bênção dos primeiros frutos. Mas, as suas características permitem adivinhar origens mais remotas, muito provavelmente em antigas tradições pagãs associadas às festas em honra da deusa Flora que ocorriam por esta altura e às quais se mantém ligada a tradição dos Maios e das Maias.

O Dia da Espiga é considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar.
Por isso,  antes de ser assinalado como feriado municipal, em algumas localidades era já dia de descanso.
Era chamado o "dia da hora" porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava. Dizia-se nas aldeias do sopé da Serra do Montejunto que "na quinta-feira de espiga há uma hora em que os pássaros não vão aos ninhos, as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha e o pão não leveda".
Em Atouguia "o leite não se vende, todo ele é dado". Noutras localidades "não se faz pão em quinta-feira de espiga" e noutras tantas coze-se nesse dia pão "para guardar o ano inteiro".
Era nessa hora , o meio dia, que se colhiam as plantas para fazer o ramo da "espiga" e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.

Cada um dos elementos do ramo da espiga simboliza um desejo:
- A espiga - que haja pão (isto é, que nunca falte comida, que haja abundância em cada lar);
- O ramo de folhas de oliveira - que haja paz (a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz (divina). Antigamente as pessoas alumiavam-se com lamparinas de azeite, e o azeite faz-se com as azeitonas, que são o fruto da oliveira.
- As flores (malmequeres, papoilas, etc.) -  que haja alegria (simbolizada pela cor das flores - o malmequer ainda «traz» ouro e prata, a papoila «traz» amor e vida e o alecrim «traz» saúde e força.

Hoje em dia, nas grandes cidades, as pessoas já não vão colher o Ramo da Espiga, mas há quem os venda, tendo-os colhido e atado, fazem negócio com a tradição, ajudando, contudo, a preservá-la.

quarta-feira, maio 24, 2017

Foz Côa: Património Mundial da Humanidade

 A série documental "Património Mundial" (da RTP 2) reúne 14 filmes sobre edifícios e paisagens portugueses classificados pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.
Das vinhas da Ilha do Pico, nos Açores, ao Mosteiro da Batalha, passando, pelos Jerónimos e pelo centro histórico de Guimarães, esta série cobre parte do que de melhor existe em Portugal em património histórico construído e em paisagem natural.
Vila Nova de Foz Côa, ou Foz Côa, é uma cidade portuguesa, pertencente ao distrito da Guarda, Região Norte de Portugal, com cerca de 3 100 habitantes.
O Parque Arqueológico do Vale do Côa é considerado como "um dos mais importantes sítios de arte rupestre do mundo e é o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre". Aqui foram identificados cinco dezenas de núcleos de arte, ao longo dos últimos 17 quilómetros do Rio Côa, até à sua confluência com o Douro.
Estes núcleos apresentam gravuras datadas, na sua maioria, do Paleolítico superior (mais de 10.000 anos antes do presente) mas o vale guardou também exemplos de pinturas e gravuras do Neolítico e Calcolítico, gravuras da Idade do Ferro e dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX, altura em que os moleiros, os últimos gravadores do Côa, abandonaram o fundo do vale.
Os concelhos de Foz Côa, Meda e Pinhel compartilham vestígios de arte rupestre do Vale do Côa/Parque Arqueológico.
Se quiser ficar a conhecer melhor mais este pedacinho de Portugal, não deixe de ver o vídeo abaixo, com mais um episódio de Património Mundial.
Vale bem a pena. Não deixe de ver!

terça-feira, maio 23, 2017

Sete grandes mistérios da história de Portugal

Ao longo de 900 anos, a História de Portugal está repleta de mistérios, intrigas, desaparecimentos, mortes, etc.
Que os portugueses já sabiam da existência do Brasil antes do tratado de Tordesilhas e que Cristóvão Colombo era português não são novidades, agora o resto...
Veja clicando aqui, os 7 grandes mistérios da História de Portugal.
Não sei, contudo, se estaremos todos de acordo. Mas, vale a pena conhecer estas perspectivas...