quinta-feira, maio 19, 2016

A Pomba Gira

A Pomba Gira (Pombajira, Bombogira ou Pombagira) é uma entidade espiritual da umbanda, que se manifesta incorporada num médium.
Para muitos, é uma espécie de forma feminina do orixá Exu. O termo poderia ser uma corruptela de Pambu Njila, equivalente ao orixá Exu, no candomblé de Angola. Esta entidade é a mensageira entre o mundo dos orixás e a terra.
O Candomblé é uma religião derivada do animismo africano onde se cultuam os orixás, voduns ou nkisis, dependendo da nação. Sendo de origem totémica e familiar, é uma das religiões de matriz africana mais praticadas, tendo mais de três milhões de seguidores em todo o mundo, principalmente no Brasil.
A umbanda, uma religião brasileira com origens africanas, foi trazida para o Brasil pelos escravos de origem bantu (Angola, Nigéria, etc), e é caracterizada por vários rituais. A Pomba Gira está fundamentada como arquétipo criado a partir da bombogira, originária dos cultos africanos de Angola.
Para muitos a Pomba Gira veio para construir um arquétipo forte e poderoso, para ultrapassar o machismo ostentado por Exu e todos os homens vaidosos, e, a sua força e poder sobre as mulheres.
Com o tempo a entidade construiu um arquétipo de mulher libertada, exibicionista, provocante, livre das convenções sociais e, passou a ser chamada de Pomba Gira.
P. G. do Fogo
Segundo a umbanda a Pomba Gira é um espírito de luxúria, já que todos os prazeres deste mundo lhe são agradáveis.
Para alguns sacerdotes, a Pomba Gira é um espírito de mulheres que na sua vida foram prostitutas, ou mulheres ligadas aos prazeres das coisas carnais, e, que ao morrer se transformaram em entidades espirituais, que voltaram depois ao mundo para evoluir ajudando os outros.
A Pomba Gira é especializada no amor e nos relacionamentos por ser o orixá do trono do desejo e dos estímulos.
P. G.  Maria Mulambo
É vista como a personificação das forças da natureza, que equivale à força feminina de Exu – orixá guardião do comportamento humano, das casas, das aldeias etc.
Afirma-se na teologia Umbanda e Kimbanda, que o conceito Pomba-Gira, serve para distinguir toda uma linhagem de espíritos femininos que costumam auxiliar os médiuns nos terreiros de umbanda, como por exemplo: Sete Saias, Pombagira Maria Mulambo (pombas giras ligadas a locais ermos), Maria PadilhaRosa dos Ventos, Rainha das 7 Encruzilhadas (pombas giras ligadas ás encruzilhadas), Pombagira da Calunga (pombas giras afetas aos cemitérios), Pombagira das Almas, Pombagira Cigana (pombas giras relacionadas com ciganas), Rosa Vermelha, Dona Rosinha Caveira, entre outras.
P. G. Calunga
As cores predominantes da Pomba Gira são o vermelho e o preto. É representada com saias rodadas, blusas com rendas, colares, flores e muitos enfeites.
As suas oferendas preferidas são o champanhe, o vinho, a aguardente, o gim, os espelhos, as bijuterias, os batons, as cigarrilhas e os cigarros de filtro branco, as rosas vermelhas (sempre em número ímpar), as jóias, os perfumes, o mel, o licor de anis (que é uma das suas bebidas preferidas). Enfim, todo o tipo de aparato que se atribui à chamada "vaidade feminina".
Os despachos às Pomba Giras são feitos em encruzilhadas em forma de "T", cemitérios, estradas e, em alguns casos, jardins.
Assista agora, através do vídeo abaixo, à Festa Pomba Gira 2014, num Terreiro de Umbanda.

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