sexta-feira, março 23, 2012

Como um vento na floresta.

Como um vento na floresta.
Minha emoção não tem fim.
Nada sou, nada me resta.
Não sei quem sou para mim.

E como entre os arvoredos
Há grandes sons de folhagem,
Também agito segredos
No fundo da minha imagem.

E o grande ruído do vento
Que as folhas cobrem de som
Despe-me do pensamento :
Sou ninguém, temo ser bom.
Fernando Pessoa - Poesias Inéditas

1 comentário:

Jorge Coimbra disse...

Parabéns por este trabalho em particular e pelo site.
Interessante e feito de forma profissional.
Continuem!