quarta-feira, maio 11, 2016

Favaios

Favaios é uma freguesia com 21,45 km² de área e 1 064 habitantes (2011).

Está localizada na Serra do Vilarelho, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real, província de Trás-os-Montes e Alto Douro, no nordeste de Portugal.

Integra-se no Douro Vinhateiro, Património Mundial da Humanidade.

Aldeia Vinhateira do Douro, Favaios está a cerca de 150 km do Porto  e a 120 de Bragança, A sua população depende, em grande parte, da vinicultura. É conhecida pelo seu vinho moscatel e está localizada num dos mais belos planaltos da região duriense.
Para além da deslumbrante paisagem, das marcas arqueológicas, das casas brasonadas e dos monumentos religiosos, Favaios oferece gastronomia de fazer crescer água na boca!

Numa visita a Favaios, deve começar pelas muralhas do Castelo dos Mouros e depois conhecer a Igreja Matriz de São Domingos, que tem a torre sineira mais alta do concelho. Não deixe de passar pelo Museu do Pão e do Vinho, pela Fonte do Largo da Praça, pela Capela do Senhor Jesus do Outeiro e ainda pelo Cruzeiro de Favaios.

Tanto o pão como o vinho possuem longa tradição na gastronomia local. Não pode, por isso, passar sem o saborear. Delicie-se com o trigo de quatro cantos ou com a bola de carne.

A visita não ficaria completa sem uma passagem pela Adega Cooperativa de Favaios.
O produto de excelência é o seu moscatel. Um vinho generoso único e inconfundível mundialmente apreciado e reconhecido numerosos prémios nacionais e internacionais.
Obtido a partir da uva moscatel, é óptimo para beber antes e depois das refeições.

Veja agora com atenção a reportagem do Porto Canal
sobre a aldeia de Favaios:

terça-feira, maio 10, 2016

A Península de Yamal

A Península de Iamal ou Península de Yamal situa-se no norte da Rússia, localizando-se no distrito autónomo Yamal-Nenets, do noroeste da Sibéria.
Esta península está rodeada pelo Mar de Kara e a região estende-se por cerca de 700 km.  A norte fica a Ilha Belyi, da qual está separada pelo estreito de Malygin. Baydaratskaya Bay, fica a oeste, e o Golfo de Ob, a leste. É praticamente desabitada e o seu solo é constituído maioritariamente por permafrost.
Na língua dos seus habitantes indígenas, os Nenets , que pode ver na excelente apresentação que se segue, "Yamal" significa "End of the Land" ou seja "Fim do Mundo".
Yamal é também habitada por uma infinidade de espécies de aves migratórias. Mas, é uma região chave na produção de gás natural e de petróleo da Federação Russa, produzindo 8,2 milhões de toneladas de gás natural, anualmente.


Recentemente encontrou-se nesta península, uma cratera com cerca de 80 metros de profundidade, como pode ver no vídeo abaixo.
A análise de imagens de satélite da região, permitiu verificar que esta e outras crateras (com diâmetros variáveis) estão espalhadas por uma àrea relativamente grande e, pensa-se que, a sua formação resulta da extração do petróleo e gás natural.

segunda-feira, maio 09, 2016

A Dislexia

A dislexia é um transtorno na área da leitura, escrita e soletração, que pode também ser acompanhado de outras dificuldades, como por exemplo, na distinção entre esquerda e direita, na percepção de dimensões (distâncias, espaços, tamanhos e valores), na realização de operações aritméticas (discalculia) e no funcionamento da memória de curta duração.
A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante o processo de alfabetização, sendo comum provocar uma desfasagem inicial na aprendizagem.
A dislexia não é considerada uma doença, mas sim uma formação diferenciada do encéfalo, o que acarreta problemas na aprendizagem escolar, pela dificuldade revelada por alguns alunos, em descodificar os códigos que lhe são administrados durante as aulas.
A propósito deste transtorno, veja com atenção o vídeo abaixo, que mostra de forma extraordinária algumas das suas características e recorda exemplos de personalidades que sofreram/sofrem de dislexia.
 

domingo, maio 08, 2016

O Douro preso em barragens

Douro Vinhateiro - Leonardo Bizcaya
Verde tão verde e as árvores no fundo.
No fundo os rápidos que de água se quebravam
subindo à sirga em de rabelos barcos.
Mais baixas as alturas se reflectem calmas
de rochas casas e arvoredo fundo.

Verde tão verde o rio se não corre
de lago é preso e um barco noutra margem
parado se contempla a esbelta proa arqueada
sobre o telhado inverso do solar antigo.
Só brisa matinal se encrespa de água e morre.

Verde tão verde era de espuma e rocas
polindo-se tranquilas no fiar das águas.
Pelo Douro - João Escórcio
Vinham descendo os montes em socalcos que
lambidos se inseriam no passar dos barcos.
No fundo como nuvens se enverdecem rocas.

Verde tão verde era de rijas águas
de espumas e de pedras e de alteadas margens.
Tão verde ora de névoa surda
em que de gritos não barqueiros remam.
Que rio se era escuro e já de verdes águas.

Parado e sempiterno e velho de águas rio
não passas repassando as águas de outro tempo,
verde tão verde na manhã parada.
Jorge de Sena - Douro, 30/8/1971 - Exorcismos, Poesia III

sábado, maio 07, 2016

De Morrer a Rir: 10 Pragas Algarvias

Aqui fica uma recolha de 10 Pragas Algarvias, caçado no FB e que é de morrer a rir!  
Ao autor da recolha (que não sei quem é) os meus parabéns.
"São, com certeza, um dos patrimónios culturais algarvios mais peculiares e fantásticos. As pragas algarvias já são pouco usadas, mas continuam sobejamente conhecidas e a ser relembradas em jeito de anedota. Afinal, apesar de serem desejos de má sorte, não queremos que ninguém fique mal por força das palavras.

As mais conhecidas são as pragas do Alvor, mas são também populares noutras zonas como Monte Gordo ou Fuzeta. Rogadas em combate verbal ou quando um algarvio se irritava, são sempre irónicas, caricaturais e até violentas. E contam sempre com dizeres e sotaque algarvios.

Recordemos agora algumas pragas algarvias muito boas:

 1- "Permita Deus que tenhas um bichoco tão grande e tão ruim que todo o algodão que há no mundo não chegue para o tratamento"

 2 - "Ah maldeçoade! Que tivesses uma dor de barriga tão grande, tão grande, que te desse pra correr, que cande más corresses más te doesse e que cande parasses arrebentasses.

 3 - "Oh maldeçoade, havia de te crescer um par de cornos tão grandes e tão pequenos, que dois cucos a cantarem, cada um na sua ponta, não se ouvissem um ao outro".

 4 - "Permita Deus que fiques tão magro, tão magro, que possas passar pelo fundo de uma agulha de braços abertos."

 5 - "Amaldeçoade môce, havia de te dar uma dor tã grande, tã grande, que só te passasse com o sumo de pedra."

 6 - "Ah moça maldeçoada, havias de apanhar tante sol, tante sol, que t’aderretesses toda e fosse preciso apanhar-te às colheres com’à banha."

 7 - "Devia Deus dar-te tanto dinheiro que até chovesse em cima de ti tantas notas como bagos de areia há no fundo do mar."

 8 - "Permita Deus que tenhas de andar tanto que gastes os pés e as pernas até à cintura."

 9 - "Que te desse uma traçã no beraco desse cu, que tevesses sem cagar oito dias e quando cagasses só cagasses figos de pita inteiros." 

 10 - "Permita Dês que toda a comida que hoje quemeres, amanhã a vás cagar ao cemitério já de olhos fechados." 

sexta-feira, maio 06, 2016

Dos Gardenias & Besame Mucho

Omara Portuondo por Amoxes
Oiça a cantora cubana Omara Portuondo em dois boleros: Dos Gardenias e  Besame Mucho, em Montreal (Canadá).
Omara Portuondo (1930) é uma cantora de bolero e dançarina cubana, cuja carreira se estende por meio século.
Esta artista fez parte da formação original do Cuarteto d'Aida e já se apresentou com Ignacio Piñeiro, Orquesta Anacaona, Orquesta Aragón, Nat King Cole,  Adalberto Álvarez, Los Van Van, Buena Vista Social Club, Pupy Pedroso, Chucho Valdés, Juan Formell e Maria Bethânia. Bésame Mucho é o título de uma canção escrita em 1940 pela mexicana Consuelo Velásquez antes de completar o seu 16° aniversário. Segundo Consuelo Velázquez, ela inspirou-se numa ária de uma ópera de Enrique Granados. Rapidamente esta canção se converteu numa das mais populares do século XX.
Emilio Tuero foi o primeiro a gravá-la. Mas, não podemos esquecer as interpretações extraordinárias de Nat King Cole, João Gilberto e Beatles, entre outras.
Em 1999, a canção foi reconhecida como a mais cantada e gravada do idioma espanhol, e talvez seja a mais traduzida entre as compostas nesta língua.
Oiça, então esta versão de Omara Portuondo.

quinta-feira, maio 05, 2016

Mais duas orquídeas diferentes...

1- Orquídea com Cara de Babuíno (Dracula Simia)
A Orquídea Dracula simia é uma espécie de orquídea epífita. Esta espécie é originária do sudeste do Equador, onde habita as florestas úmidas e com muita nebulosidade das montanhas.
A sua característica mais marcante é o facto das suas flores possuírem uma incrível semelhança com o rosto de um macaco.
Como é encontrada na natureza em regiões de altitudes entre 1000 e 2000 metros, esta é uma espécie pouco conhecida, embora possa ser cultivada domesticamente com bastante cuidados.


2- Orquídea com Cara de Abelha Risonha (Ophrys Bombyliflora) ou Bumblebee Orchid
O habitat desta orquídea generaliza-se a todo o Mediterrâneo (sobretudo a ocidente). No Algarve, Portugal, ocorre com muita frequência e em grande número.
A Ophrys bombyliflora prefere um substrato calcário, pelo que esta é uma das razões por que é tão comum na costa do Algarve onde o terreno é de areia e tem um alto teor de conchas.

quarta-feira, maio 04, 2016

Nova Caledónia: a ilha que fica no fim do mundo

A Nova Caledónia é um arquipélago da Oceania situado na Melanésia — alguns graus a norte do Trópico de Capricórnio. Trata-se de uma comunidade especial, pertencente à França.
O Acordo de Nouméa criou um estatuto especial para este território, além de ter previsto a realização de um referendo local acerca da sua independência ou da manutenção do seu estatuto como parte integrante da República Francesa.
A Nova Caledónia é a porção de terra mais distante do seu respectivo país soberano, estando localizada a aproximadamente 16 000 km de distância da França continental. Possui uma superfície de 18 575 km². Está situada no Oceano Pacífico, a 1 500 km a leste da Austrália e a 2 000 km a norte da Nova Zelândia.
O arquipélago inclui a ilha principal de Grande Terre, as ilhas Lealdade, o arquipélago Belep, as ilhas de Pines e algumas ilhas remotas. As Ilhas Chesterfield do mar de Coral também fazem parte da Nova Caledónia. A capital do território é Nouméa.
Conta com uma população de cerca de 250 mil habitantes. Os povos nativos são do grupo melanésio, conhecidos como canaques, representando 45% do total da população; cerca de um terço são europeus, especialmente franceses, e a restante  população é constituída por polinésios e vietnamitas.
As lagoas da Nova Caledónia - Património Mundial da
Unesco - Maravilhas Naturais
A língua oficial é o francês, porém, os nativos utilizam um conjunto de línguas melanésias relacionadas umas às outras, conhecidas como línguas canaque.
O nome Nova Caledónia foi-lhe atribuído pelo explorador britânico capitão James Cook, que viu semelhanças entre a paisagem local e as terras altas da Escócia.
Em 1853, o território é anexado pela França e torna-se um destino para milhares de prisioneiros vindos da Europa.
A gradual tomada de terra aos povos nativos fez com que estes alimentassem um sentimento de revolta contra os ocupantes brancos. As tensões explodem finalmente em 1878, quando os canaques promovem ataques, em que cerca de 1000 indivíduos são mortos, o que obriga a uma forte repressão da metrópole.
O nacionalismo canaque continuará com uma forte oposição ao domínio europeu.
Em meados dos anos 80 do século XX essas diferenças resultam em novos confrontos violentos. A França é obrigada a declarar o estado de emergência e enviar pára-quedistas para conter os protestos.
Como solução para os distúrbios é assinado em 1988 o Acordo de Matignon, que propunha o fim do domínio direto de Paris e um referendo sobre a independência, a ser realizada em 1998. Outro importante ponto era o comprometimento da França enfrentar o desequilíbrio económico entre os mais ricos, principalmente europeus, habitantes da província do sul (a metade sul da Nova Caledónia).
O referendo acaba por ser adiado com a assinatura  do Acordo de Nouméa, de 1998, que deu maior autonomia à Nova Caledónia e estipulou que a votação acerca independência fosse realizada entre 2014 e 2019.

terça-feira, maio 03, 2016

Folia Darco

Veja o novo vídeo-clip, do violinista Caly Prado, da música original "Folia Darco".
Caly Prado fez o 8º grau musical na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e a licenciatura em música na Metropolitana de Lisboa e na Universidade do Minho.
Já foi membro de várias orquestras como a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Calouste Gulbenkian, entre outras.
Com estas orquestras gravou vários concertos para a Antena 2. Foi convidado a tocar em festivais como "Transeuropéennes" - França, "Chiesa Música" - Itália, "Sanfte Musik" - Alemanha, "Dias da Música" e "1001 Músicos" - Portugal.
Em 2009 gravou um CD de originais intitulado de "Unsustainable Pain". Tocou no bailado "Sagração da Primavera", de Ígor Stravinski, no Centro Cultural de Belém.
Atualmente é membro fundador da "String Ensemble" e membro da "Camerata Bracarense".
Aprecie então este Folia Darco. Vale bem a pena.

segunda-feira, maio 02, 2016

Hotel

Hotel é um livro de Paulo Varela Gomes que foi Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística de 2015.
De acordo com António Guerreiro, do jornal Público, "Hotel" alberga tudo. Na sua composição, ele é de uma total impureza, uma mistura de géneros: romance filosófico, gótico, de mistério, fantástico, de vampiros, erótico e pornográfico. A estes géneros tradicionais e codificados poderíamos ainda acrescentar outro do qual ele é – ousamos supor – o inventor: o romance de arquitectura."
Paulo Varela Gomes (1952 - 2016) foi professor dos ensinos secundário e superior até se reformar em 2012. 
Foi autor de artigos e livros da sua área de especialidade (história da arquitectura e da arte), colaborador e cronista permanente de vários jornais e revistas, designadamente o Público, autor e apresentador de documentários de televisão. 
Sinopse:
"Quando ganhou o euromilhões, Joaquim Heliodoro de Ataíde e Pinto Winzengerode de Mascarenhas Adrião Manoel de Menezes comprou um grande palacete do início do século XX, uma casa que conhecia por fora e por dentro desde criança e a propósito da qual elaborara muitas fantasias, castelãs, hoteleiras e sexuais, e decidiu transformá‑lo num hotel".
"O hoteleiro, amante de história, de arquitectura e de pornografia, assuntos a que dedica muitas reflexões ao longo destas páginas, acrescenta ao mistério do palacete o seu próprio mistério e os vícios e fraquezas que o acompanham. São testemunhas e cúmplices desse mistério vários hóspedes do hotel, em particular Manuela e Margareta, duas mulheres que encantam e intrigam Joaquim Heliodoro".

domingo, maio 01, 2016

Colegial

Em cima da minha mesa,
Da minha mesa de estudo,
Mesa da minha tristeza
Em que, de noite e de dia,
Rasgo as folhas, leio tudo
Destes livros em que estudo,
E me estudo
(Eu já me estudo...)
E me estudo,
A mim,
Também,
Em cima da minha mesa,
Tenho o teu retrato, Mãe!

À cabeceira do leito,
Dentro dum lindo caixilho,
Tenho uma Nossa Senhora
Que venero a toda a hora...
Ai minha Nossa Senhora
Que se parece contigo,
E que tem, ao peito,
Um filho
(O que ainda é mais estranho)
Que se parece comigo,
Num retratinho,
Que tenho,
De menino pequenino...!

No fundo da minha sala,
Mesmo lá no fundo, a um canto,
Não lhes vá tocar alguém,
(Que as lesse, o que entendia?
Só riria
Do que nos comove a nós...)
Já tenho três maços, Mãe,
Das cartas que tu me escreves
Desde que saí de casa...
Três maços - e nada leves! -
Atados com um retrós...

Se não fora eu ter-te assim
A toda a hora,
Sempre à beirinha de mim,
(Sei agora
Que isto de a gente ser grande
Não é como se nos pinta...)
Mãe!, já teria morrido,
Ou já teria fugido,
Ou já teria bebido
Algum tinteiro de tinta!
José Régio

sábado, abril 30, 2016

A Pensão Amor

A Pensão Amor, é um espaço de diverimento em Lisboa, que se localiza na Rua do Alecrim. O seu nome remete-nos para a história do edifício e para o antigo quotidiano do Cais Sodré.
Esta zona da cidade, póxima do porto de Lisboa, era frequentada por prostitutas e marinheiros. Esta antiga e degradada pensão/bordel foi remodelada e reconvertida para novas funções.

A partir de 2011 a Pensão Amor passou a ser um local de convívio e encontro, para lisboetas e turistas, quer durante o dia quer durante a noite.

Pelos vários andares do prédio distribuem-se ateliês de trabalho, um restaurante/cabaret, uma livraria erótica Ler Devagar com Amor e até uma sala (com um varão de strip) para eventos e espectáculos. Aqui recria-se o ambiente erótico de cabaret e o universo do burlesco, num palco disponível para todo o tipo de eventos: concertos, poesia, teatro, lançamentos literários ou musicais, conversas e tertúlias.

Ao pé da Pensão Amor encontra ainda o Povo e a Velha Senhora. O Povo recria a antiga tasca portuguesa, com fado, petiscos e vinho a copo. A Velha Senhora procura recriar o espírito festivo, do burlesco e da boémia da cidade de Lisboa.

Ao entrar no salão da Pensão Amor vai encontrar cadeirões, mesas, puffs, quadros, estátuas e bibelots "de época", estando os tectos pintados com réplicas de frescos dos quais pendem lustres. Pintado com cores quentes, espelhos pendurados, um piano antigo e inundado de fotografias sensuais de várias décadas, a média luz do ambiente completa a atmosfera, onde o erotismo e o burlesco dominam.

Subindo ao primeiro andar deste antigo bordel, as paredes da escadaria estão decoradas pelas pinturas de Mário Belém que caracterizam a sua anterior função.

O projecto Pensão Amor contribuiu para apagar a má-fama desta zona da cidade, ao trazer novas pessoas, novas ideias, novos bares, novos hábitos e uma nova forma de viver a cidade.

sexta-feira, abril 29, 2016

A Orquídea Fantoche Feliz

A flor é um organismo cuja função é atrair agentes polinizadores como insectos ou pássaros e exerce essa função com uma certa majestade, nas mais variadas formas e cores.
A que vê aqui ao lado é uma orquídea, que tem uma forma bastante incomum, tal como outras que aqui tenho apresentado.

1- A Orquídea Fantoche Feliz (Orchis italica)
A Orchis Itálica, ou Orquídea Fantoche Feliz ou ainda Orquídea do Homem Nu, encontra-se na Europa Mediterrânea, Médio Oriente e Norte de África.
Esta orquídea silvestre distribui-se por toda Região Mediterrânica, surgindo geralmente em clareiras de matos, nas encostas de outeiros ou colinas, sobre solos magros, relvados e, em regra, pedregosos, frequentemente calcários. Está presente em Portugal, no centro e sul do território do Continente, nomeadamente na Serra da Arrábida.
Ela floresce de março a junho e a sua cor pode variar do branco até diferentes tons de rosa e roxo.
Também é designada comummente por Flor-dos-rapazinhos e Flor-dos-macaquinhos.

quinta-feira, abril 28, 2016

Ele capturou as Auroras Boreais! - Paulo Ferreira, um fotógrafo português.

Recordam-se de uma campanha de crowdfunding lançada pelo fotógrafo português Paulo Ferreira para financiar uma expedição à Noruega: pretendia ele fazer um Timelapse sobre as auroras boreais.
O Timelapse está concluído e disponível online!
Chamou-lhe Nordlys (o termo norueguês para luzes boreais - as que vêm do norte!).

O convite que deixo é para que o contemplem e saboreiem. E não percam os outros exemplos aliciantes e sedutores do trabalho que ele tem vindo a realizar.


Vale a pena passar os olhos pelo texto que serve de apresentação a este Timelapse de Paulo Ferreira:
Terra, o nosso planeta, é o único planeta no nosso sistema solar, conhecido por albergar vida.
Todas as coisas que precisamos para sobreviver são-nos fornecidas debaixo de uma fina camada de atmosfera que nos separa do vazio inabitável do espaço.
A Terra é composta por sistemas complexos e interativos que são muitas vezes imprevisíveis.
Ar, água, terra e vida, incluindo os seres humanos, unem forças para criar um mundo em constante mudança e que nos esforçamos por entender.
Tu podes imaginar a nossa Terra sem os seres humanos? Olha para estas paisagens!
Olha para ela! Olha com paixão!
Esta é a Terra ... a nossa casa ... o nosso lugar ... Por favor, mantem-na viva! Olha para ela com paixão ... com a paixão de quem ama ... e preserva-a!
O nosso planeta está numa rotação rápida e o núcleo de níquel-ferro fundido dá origem a um campo magnético, que o vento solar distorce em forma de lágrima.
O vento solar é uma corrente de partículas carregadas, continuamente ejetadas do sol.
O campo magnético não se desvanece para o espaço, mas tem fronteiras bem definidas.
Quando as partículas carregadas do vento solar são capturadas pelo campo magnético da Terra, colidem com as moléculas de ar acima dos pólos magnéticos do nosso planeta.
Estas moléculas de ar, em seguida, começam a brilhar e são conhecidas como as auroras, ou as luzes do Norte e do Sul.
Esta é a Terra ... a nossa casa ... o nosso lugar ... Por favor, mantém-na viva! Olha para ela com paixão ... com a paixão de quem ama ... e preserva-a!
Desliga as luzes e desfruta de um fenómeno único na Terra ... com a paixão de quem ama.
E a Terra é a nossa nave espacial, nosso bonito globo, delicado, dançando elegantemente em torno do sol para uma eternidade finita .. Nossa linda bola de água e ar. É tudo o que temos .... e tudo o que poderemos ter .. compete-nos a nós preservá-la e protegê-la. Porque esta é a nossa única casa .. Nosso planeta ... Nossa Mãe .... Nossa ... Terra
Bem-vindo a casa.

Imagem que vale por mil palavras

Uma imagem que vale por mil palavras. Prémio World Press Photo.

quarta-feira, abril 27, 2016

Rede de Túneis

Existe uma Rede de Túneis com 12 mil anos e que cruza toda Europa. Estas passagens subterrâneas intrigam os pesquisadores e ainda permanecem um mistério.
Quem as construiu? Para quê? Como foi possível?
Foram encontradas túneis através de toda a Europa, num sistema interminável de passagens subterrâneas que, 12 mil anos após a sua criação, continuam de pé.
Apesar de não existirem grandes estudos oficiais a respeito deste assunto, acredita-se que elas foram construídas na Idade da Pedra. Atravessam todo o continente europeu, desde a Escócia, passando pela Alemanha e Áustria, até à Turquia.
Em todo o continente, contam-se milhares e milhares de túneis. A grande maioria são muito estreitos, com somente 70 cm de diâmetro, o suficiente para uma pessoa. No entanto, existem alguns setores maiores ou menores, nos quais há assentos e salas de armazenamento.
Um dos primeiros exploradores deste sistema de túneis foi o sacerdote Lambert Karner (1841-1909), que descreveu "estranhas passagens com correntes de ar", segundo a revista Der Spiegel.
A falta de qualquer indício sobre as razões da sua existência fez com que muitos especialistas se referissem a estas construções como o último grande mistério da Europa.
A tradição popular, entretanto, acredita que os túneis foram construídos e escavados por elfos ou gnomos, figuras típicas do folclore celta.
Alguns especialistas afirmam que esta rede funcionou como proteção das populações em relação aos predadores; outras pessoas acreditam que foi utilizada como caminho, para se fazerem viagens com segurança, independentemente das guerras ou fatores climáticos.
O arqueólogo alemão Dr. Kusch, relatou no seu livro "Segredos da Porta do Mundo Subterrâneo para o Mundo Antigo", que só na Baviera, na Alemanha, foram encontrados 700 metros de ligações subterrâneas, e que elas se espalham desde o norte da Escócia até ao Mediterrâneo.
Entretanto, conheça clicando aqui, uma rede de túneis que foi descoberta sob as ruínas da Villa Adriana, na cidade de Tivoli, perto de Roma. O complexo, construído para o imperador Adriano no século II, é considerado uma obra-prima arquitetónica.
Agora uma equipa de especialistas em cavernas está a mapear a rede de túneis e descobriu que ela é ainda mais impressionante do que se pensava

terça-feira, abril 26, 2016

A Flor do Sonho

A Flor do Sonho alvíssima, divina
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia de cetim
Fosse florir num muro todo em ruína.

Pende em meu seio a haste branda e fina.
E não posso entender como é que, enfim,
Essa tão rara flor abriu assim!…
Milagre… fantasia… ou talvez, sina…

Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos,
Que tem que sejam tristes os meus olhos
Se eles são tristes pelo amor de ti?!…

Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minh’alma
E nunca, nunca mais eu me entendi…
Florbela Espanca




segunda-feira, abril 25, 2016

Revolução

Pena que as revoluções
não as façam os tiranos
se fariam bem em ordem
durariam menos anos

liberdade sairia
como verba de orçamento
e se houvesse qualquer saldo
se inventava suplemento

pagamento em dia certo
daria para isto aquilo
o que sobrasse guardado
de todo o assalto a silo

mas o que falta aos tiranos
é só imaginação
e o jeito na circunstância
é mesmo a revolução.
Agostinho da Silva Poemas 

Revolução

Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação
Sophia de Mello Breyner Andresen - O Nome das Coisas

domingo, abril 24, 2016

O Teu Nome Meu Amor

Liliana Luz é uma jovem fadista portuguesa (nascida em 1980), uma afirmada promessa no panorama do fado nacional.

Iniciou o seu percurso artístico em 1994,  num grupo de música popular. Desde essa altura e até 2008 a sua carreira fez-se entre a canção ligeira e o fado.

Em 2008 veio para Lisboa e começou a cantar em casas de fado de renome (Marquês da Sé e Sr. Vinho). Por essa altura, participou na Grande Noite do Fado onde alcançou o 2º lugar.

Em 2010 gravou dois fados no CD/Livro Poemas do Meu Fado - obra com cerca de 180 poemas de José Luís Gordo - junto de grandes nomes do fado como Maria da Fé, António Zambujo, Hélder Moutinho, Rita Gordo, José Manuel Osório, entre outros.

Espelho da Saudade é o primeiro álbum de Liliana Luz que a fadista definiu como um disco equilibrado, entre fados tradicionais e os com refrão, num ambiente tradicional.

Oiça Liliana Luz em O Teu Nome Meu Amor.

sábado, abril 23, 2016

São Bartolomeu

São Bartolomeu ou Saint-Barthélemy, Saint-Barts, Saint-Barths ou Saint-Barth,  oficialmente Coletividade de São Bartolomeu. é um dos quatro territórios das Pequenas Antilhas que englobaram as Índias Ocidentais Francesas.
Saint-Barthélemy situa-se a cerca de duas horas de avião de Miami e a 250 km a este de Porto Rico.
Saint - Barts é um território pertencente à França, com 21 km² e que é constituído pela ilha de São Bartolomeu e outros territórios pequenos próximos da mesma.
Saint-Barth foi cedida pela França à Suécia em 1785, e, em 1878, foi concedida à França novamente. A principal cidade da ilha é Gustávia, assim nomeada, em homenagem ao rei Gustavo III, da Suécia.
Esta ilha perdida na imensidão do azul-turquesa das Caraíbas, faz parte das Antilhas Francesas, tendo o estatuto de coletividade ultramarina francesa, somente desde 2007.
Este território é o ponto de encontro do jet set internacional e  um verdadeiro paraíso de milionários.
Aqui pode econtrar, por exemplo, Kate Moss, Beyoncé, Cristiano Ronaldo, Tom Hanks, Leonardo DiCaprio, Giorgio Armani, entre outros.
Saint-Barth é, por isso, uma mistura da beleza caribenha e da sofisticação europeia. Tem praias muito concorridas e outras completamente isoladas. As mansões e os hotéis de luxo estão espalhados por todo lado, mas também tem uma cidade com traços suecos, restaurantes de cozinha francesa e outros muito simples e acessíveis.

sexta-feira, abril 22, 2016

O copo, o transeunte e o caixote do lixo !

Hoje, 22 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Terra.
A data foi criada em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Nelson que resolveu realizar um protesto contra a poluição da Terra, depois de verificar as consequências do desastre petrolífero de Santa Barbara, na Califórnia, ocorrido em 1969.
A população aderiu em força à manifestação e mais de 20 milhões de americanos manifestaram-se a favor da preservação da terra e do ambiente.
Todos os anos, neste dia, milhões de cidadãos do mundo inteiro manifestam o seu compromisso na preservação do ambiente e da sustentabilidade da Terra.
Para assinalar esta data veja com atenção o vídeo espetacular que selecionei para hoje.
Um copo de plástico é deixado na rua e espera-se que alguém pegue nele e o deite num caixote de lixo, mesmo ali ao pé.
Depois, bem... depois veja o que acontece!

quinta-feira, abril 21, 2016

Os Camiões de Gás

Frequentemente vemos nas estradas portuguesas, camiões transportando gás. Quando passar por um camião destes, preste muita atenção e mantenha uma distância de segurança.
Veja o que pode acontecer quando um destes camiões se envolve num acidente.
O acidente aqui documentado aconteceu na Rússia.
Só diante de acontecimentos deste tipo é que valorizamos todas as normas existentes sobre o Transporte de Cargas Perigosas e a respectiva fiscalização.

quarta-feira, abril 20, 2016

Junquilhos

Nessa tarde mimosa de saudade
Em que eu te vi partir, ó meu amor,
Levaste-me a minh'alma apaixonada
Nas folhas perfumadas duma flor.

E como a alma, dessa florzita,
Que é minha, por ti palpita amante!
Oh alma doce, pequenina e branca,
Conserva o teu perfume estonteante!

Quando fores velha, emurchecida e triste,
Recorda ao meu amor, com teu perfume
A paixão que deixou e qu'inda existe...

Ai, dize-lhe que se lembre dessa tarde,
Que venha aquecer-se ao brando lume
Dos meus olhos que morrem de saudade!
Florbela Espanca - A Mensageira das Violetas

terça-feira, abril 19, 2016

Uma prótese com história

1- A prótese mais antiga tem 3.000 anos
Já desde há 3.000 anos que as pessoas se preocupam o suficiente com o seu bem estar para construirem próteses.
Esta prótese em particular, foi utilizada no Antigo Egipto, para ajudar uma pessoa a andar. De acordo com as investigações e réplicas levadas a cabo pelos técnicos, esta peça é uma prótese muito prática e funcional.

segunda-feira, abril 18, 2016

Curaçau ou Curação

Curaçau (ou Curação) é uma ilha no Mar das Caraíbas. Antigamente fez parte das hoje extintas Antilhas Holandesas. Hoje é um país autónomo constituinte do Reino dos Países Baixos.
Curaçau ou Curação situa-se um pouco ao norte da Venezuela, e próximo de Aruba, outra ilha que integra, igualmente, o Reino dos Países Baixos. A capital de Curação, Willemstad, está dividida em Otrobanda e Punda.
Em textos antigos chegou a referir-se, em Portugal, esta ilha como a ilha da Curação.
Os nomes dados inicialmente à ilha (1501), Curasorbo e Curasoto, significavam, respectivamente, "trago de bebida para cura" e "matagal de cura". Assim se entende a palavra "curação" (arte de curar), e não com o significado de "coração".
Há, igualmente, a teoria de que o nome tem origem no facto de aí se produzir um licor a partir de cascas de laranja-da-terra, cravo e canela, o Curaçau. Os holandeses denominaram assim a ilha por não serem capazes de pronunciar "ilha da Curação", nome dado originalmente por navegadores portugueses que viram ali a cura de doentes atacados pelo escorbuto. Provavelmente, terão sido salvos pelas vitaminas dos frutos que ingeriram na ilha.
A língua oficial é o holandês, mas a língua mais falada é o papiamento, um crioulo ou dialeto que mistura seis idiomas diferentes - o português, entre eles.
Este país com apenas 150 mil habitantes tem uma economia que se baseia no petróleo e no turismo.
Curação faz parte das chamadas ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curação) e destaca-se pelas praias cristalinas, de azul profundo e límpido, perfeitas o para mergulho.
Observar Kenepa, uma praia de azul perfeito, similar a uma piscina, é a certeza de estar no paraíso ou bem próximo dele.
Algumas praias neste país das Caraíbas são pagas, o que não tira o charme e garante uma boa estrutura de apoio para os visitantes.
Além do mar, o país destaca-se também pelo seu passado histórico. Os fortes, que um dia tiveram a função de proteger a capital contra as invasões, hoje são centros de comércio e divertimento. Curação é uma mistura da Europa com a cor e as características típicas da América Latina.

domingo, abril 17, 2016

O Amor em Lobito Bay

O Amor em Lobito Bay é o último livro de contos de Lídia Jorge.
Lídia  Jorge (1946) é uma escritora portuguesa, que foi professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, durante o último período da guerra colonial, mas a maior parte da sua carreira docente foi em Portugal.
O seu primeiro romance, publicado em 1980, O Dia dos Prodígios, constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da literatura portuguesa. Seguiram-se os romances O Cais das Merendas (1982), Notícia da Cidade Silvestre (1984), A Costa dos Murmúrios (1988), que reflecte a experiência colonial passada na África colonial, A Última Dona (1992), O Jardim sem Limites (1995), O Vale da Paixão (1998), O Vento Assobiando nas Gruas (2002), Combateremos a Sombra (2007), e o livro de ensaios, Contrato Sentimental (2009), que é uma reflexão crítica sobre o futuro de Portugal, A Noite das Mulheres Cantoras (2011) e Os Memoráveis (2014).
Lídia Jorge publicou antologias de contos, Marido e Outros Contos (1997), O Belo Adormecido (2003), e Praça de Londres (2008), para além das edições separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador (1992). 
A sua peça de teatro A Maçon foi levada à cena, em 1997. Também houve uma adaptação teatral de O Dia dos Prodígios. O romance A Costa dos Murmúrios foi adaptado (2004) ao cinema.
Sinopse:
Os contos reunidos neste livro têm vários elementos em comum: a acção decorre num espaço longínquo, a narrativa desenvolve-se em torno de uma revelação demolidora, a memória funciona como uma catarse que o tempo se encarrega de prolongar de modo a não poder ser esquecida. 
Como no primeiro conto, «O Amor em Lobito Bay», que dá título ao volume, em todos existe uma história de amor, no sentido mais amplo do termo, que entrecruza a experiência da confiança na vida com o desconcerto do mundo. E à imagem da criança que deseja comer o coração de uma andorinha, em todos os outros contos ocorre a experiência de uma decepção inaugural transformada em sabedoria. São contos de persistência, memória de momentos, breves momentos de relâmpago, durante os quais a luz ilumina demais, e algo se esclarece para sempre, ainda que a sombra nunca se esgote. É sob essa luz transfiguradora que as crianças expõem os limites da sua inocência, jovens lutam contra a desordem do mundo para além do improvável, mulheres e homens perto da velhice recriam sonhos audazes, poetas descobrem, a meio da noite, os limites frágeis da humanidade. São contos sobre a marcha humana que não pára de reiniciar continuamente os seus primeiros passos.