quarta-feira, maio 04, 2016

Nova Caledónia: a ilha que fica no fim do mundo

A Nova Caledónia é um arquipélago da Oceania situado na Melanésia — alguns graus a norte do Trópico de Capricórnio. Trata-se de uma comunidade especial, pertencente à França.
O Acordo de Nouméa criou um estatuto especial para este território, além de ter previsto a realização de um referendo local acerca da sua independência ou da manutenção do seu estatuto como parte integrante da República Francesa.
A Nova Caledónia é a porção de terra mais distante do seu respectivo país soberano, estando localizada a aproximadamente 16 000 km de distância da França continental. Possui uma superfície de 18 575 km². Está situada no Oceano Pacífico, a 1 500 km a leste da Austrália e a 2 000 km a norte da Nova Zelândia.
O arquipélago inclui a ilha principal de Grande Terre, as ilhas Lealdade, o arquipélago Belep, as ilhas de Pines e algumas ilhas remotas. As Ilhas Chesterfield do mar de Coral também fazem parte da Nova Caledónia. A capital do território é Nouméa.
Conta com uma população de cerca de 250 mil habitantes. Os povos nativos são do grupo melanésio, conhecidos como canaques, representando 45% do total da população; cerca de um terço são europeus, especialmente franceses, e a restante  população é constituída por polinésios e vietnamitas.
As lagoas da Nova Caledónia - Património Mundial da
Unesco - Maravilhas Naturais
A língua oficial é o francês, porém, os nativos utilizam um conjunto de línguas melanésias relacionadas umas às outras, conhecidas como línguas canaque.
O nome Nova Caledónia foi-lhe atribuído pelo explorador britânico capitão James Cook, que viu semelhanças entre a paisagem local e as terras altas da Escócia.
Em 1853, o território é anexado pela França e torna-se um destino para milhares de prisioneiros vindos da Europa.
A gradual tomada de terra aos povos nativos fez com que estes alimentassem um sentimento de revolta contra os ocupantes brancos. As tensões explodem finalmente em 1878, quando os canaques promovem ataques, em que cerca de 1000 indivíduos são mortos, o que obriga a uma forte repressão da metrópole.
O nacionalismo canaque continuará com uma forte oposição ao domínio europeu.
Em meados dos anos 80 do século XX essas diferenças resultam em novos confrontos violentos. A França é obrigada a declarar o estado de emergência e enviar pára-quedistas para conter os protestos.
Como solução para os distúrbios é assinado em 1988 o Acordo de Matignon, que propunha o fim do domínio direto de Paris e um referendo sobre a independência, a ser realizada em 1998. Outro importante ponto era o comprometimento da França enfrentar o desequilíbrio económico entre os mais ricos, principalmente europeus, habitantes da província do sul (a metade sul da Nova Caledónia).
O referendo acaba por ser adiado com a assinatura  do Acordo de Nouméa, de 1998, que deu maior autonomia à Nova Caledónia e estipulou que a votação acerca independência fosse realizada entre 2014 e 2019.

terça-feira, maio 03, 2016

Folia Darco

Veja o novo vídeo-clip, do violinista Caly Prado, da música original "Folia Darco".
Caly Prado fez o 8º grau musical na Escola Profissional de Música de Viana do Castelo e a licenciatura em música na Metropolitana de Lisboa e na Universidade do Minho.
Já foi membro de várias orquestras como a Orquestra Metropolitana de Lisboa e a Orquestra Calouste Gulbenkian, entre outras.
Com estas orquestras gravou vários concertos para a Antena 2. Foi convidado a tocar em festivais como "Transeuropéennes" - França, "Chiesa Música" - Itália, "Sanfte Musik" - Alemanha, "Dias da Música" e "1001 Músicos" - Portugal.
Em 2009 gravou um CD de originais intitulado de "Unsustainable Pain". Tocou no bailado "Sagração da Primavera", de Ígor Stravinski, no Centro Cultural de Belém.
Atualmente é membro fundador da "String Ensemble" e membro da "Camerata Bracarense".
Aprecie então este Folia Darco. Vale bem a pena.

segunda-feira, maio 02, 2016

Hotel

Hotel é um livro de Paulo Varela Gomes que foi Prémio P.E.N. Clube Português de Novelística de 2015.
De acordo com António Guerreiro, do jornal Público, "Hotel" alberga tudo. Na sua composição, ele é de uma total impureza, uma mistura de géneros: romance filosófico, gótico, de mistério, fantástico, de vampiros, erótico e pornográfico. A estes géneros tradicionais e codificados poderíamos ainda acrescentar outro do qual ele é – ousamos supor – o inventor: o romance de arquitectura."
Paulo Varela Gomes (1952 - 2016) foi professor dos ensinos secundário e superior até se reformar em 2012. 
Foi autor de artigos e livros da sua área de especialidade (história da arquitectura e da arte), colaborador e cronista permanente de vários jornais e revistas, designadamente o Público, autor e apresentador de documentários de televisão. 
Sinopse:
"Quando ganhou o euromilhões, Joaquim Heliodoro de Ataíde e Pinto Winzengerode de Mascarenhas Adrião Manoel de Menezes comprou um grande palacete do início do século XX, uma casa que conhecia por fora e por dentro desde criança e a propósito da qual elaborara muitas fantasias, castelãs, hoteleiras e sexuais, e decidiu transformá‑lo num hotel".
"O hoteleiro, amante de história, de arquitectura e de pornografia, assuntos a que dedica muitas reflexões ao longo destas páginas, acrescenta ao mistério do palacete o seu próprio mistério e os vícios e fraquezas que o acompanham. São testemunhas e cúmplices desse mistério vários hóspedes do hotel, em particular Manuela e Margareta, duas mulheres que encantam e intrigam Joaquim Heliodoro".

domingo, maio 01, 2016

Colegial

Em cima da minha mesa,
Da minha mesa de estudo,
Mesa da minha tristeza
Em que, de noite e de dia,
Rasgo as folhas, leio tudo
Destes livros em que estudo,
E me estudo
(Eu já me estudo...)
E me estudo,
A mim,
Também,
Em cima da minha mesa,
Tenho o teu retrato, Mãe!

À cabeceira do leito,
Dentro dum lindo caixilho,
Tenho uma Nossa Senhora
Que venero a toda a hora...
Ai minha Nossa Senhora
Que se parece contigo,
E que tem, ao peito,
Um filho
(O que ainda é mais estranho)
Que se parece comigo,
Num retratinho,
Que tenho,
De menino pequenino...!

No fundo da minha sala,
Mesmo lá no fundo, a um canto,
Não lhes vá tocar alguém,
(Que as lesse, o que entendia?
Só riria
Do que nos comove a nós...)
Já tenho três maços, Mãe,
Das cartas que tu me escreves
Desde que saí de casa...
Três maços - e nada leves! -
Atados com um retrós...

Se não fora eu ter-te assim
A toda a hora,
Sempre à beirinha de mim,
(Sei agora
Que isto de a gente ser grande
Não é como se nos pinta...)
Mãe!, já teria morrido,
Ou já teria fugido,
Ou já teria bebido
Algum tinteiro de tinta!
José Régio

sábado, abril 30, 2016

A Pensão Amor

A Pensão Amor, é um espaço de diverimento em Lisboa, que se localiza na Rua do Alecrim. O seu nome remete-nos para a história do edifício e para o antigo quotidiano do Cais Sodré.
Esta zona da cidade, póxima do porto de Lisboa, era frequentada por prostitutas e marinheiros. Esta antiga e degradada pensão/bordel foi remodelada e reconvertida para novas funções.

A partir de 2011 a Pensão Amor passou a ser um local de convívio e encontro, para lisboetas e turistas, quer durante o dia quer durante a noite.

Pelos vários andares do prédio distribuem-se ateliês de trabalho, um restaurante/cabaret, uma livraria erótica Ler Devagar com Amor e até uma sala (com um varão de strip) para eventos e espectáculos. Aqui recria-se o ambiente erótico de cabaret e o universo do burlesco, num palco disponível para todo o tipo de eventos: concertos, poesia, teatro, lançamentos literários ou musicais, conversas e tertúlias.

Ao pé da Pensão Amor encontra ainda o Povo e a Velha Senhora. O Povo recria a antiga tasca portuguesa, com fado, petiscos e vinho a copo. A Velha Senhora procura recriar o espírito festivo, do burlesco e da boémia da cidade de Lisboa.

Ao entrar no salão da Pensão Amor vai encontrar cadeirões, mesas, puffs, quadros, estátuas e bibelots "de época", estando os tectos pintados com réplicas de frescos dos quais pendem lustres. Pintado com cores quentes, espelhos pendurados, um piano antigo e inundado de fotografias sensuais de várias décadas, a média luz do ambiente completa a atmosfera, onde o erotismo e o burlesco dominam.

Subindo ao primeiro andar deste antigo bordel, as paredes da escadaria estão decoradas pelas pinturas de Mário Belém que caracterizam a sua anterior função.

O projecto Pensão Amor contribuiu para apagar a má-fama desta zona da cidade, ao trazer novas pessoas, novas ideias, novos bares, novos hábitos e uma nova forma de viver a cidade.

sexta-feira, abril 29, 2016

A Orquídea Fantoche Feliz

A flor é um organismo cuja função é atrair agentes polinizadores como insectos ou pássaros e exerce essa função com uma certa majestade, nas mais variadas formas e cores.
A que vê aqui ao lado é uma orquídea, que tem uma forma bastante incomum, tal como outras que aqui tenho apresentado.

1- A Orquídea Fantoche Feliz (Orchis italica)
A Orchis Itálica, ou Orquídea Fantoche Feliz ou ainda Orquídea do Homem Nu, encontra-se na Europa Mediterrânea, Médio Oriente e Norte de África.
Esta orquídea silvestre distribui-se por toda Região Mediterrânica, surgindo geralmente em clareiras de matos, nas encostas de outeiros ou colinas, sobre solos magros, relvados e, em regra, pedregosos, frequentemente calcários. Está presente em Portugal, no centro e sul do território do Continente, nomeadamente na Serra da Arrábida.
Ela floresce de março a junho e a sua cor pode variar do branco até diferentes tons de rosa e roxo.
Também é designada comummente por Flor-dos-rapazinhos e Flor-dos-macaquinhos.

quinta-feira, abril 28, 2016

Ele capturou as Auroras Boreais! - Paulo Ferreira, um fotógrafo português.

Recordam-se de uma campanha de crowdfunding lançada pelo fotógrafo português Paulo Ferreira para financiar uma expedição à Noruega: pretendia ele fazer um Timelapse sobre as auroras boreais.
O Timelapse está concluído e disponível online!
Chamou-lhe Nordlys (o termo norueguês para luzes boreais - as que vêm do norte!).

O convite que deixo é para que o contemplem e saboreiem. E não percam os outros exemplos aliciantes e sedutores do trabalho que ele tem vindo a realizar.


Vale a pena passar os olhos pelo texto que serve de apresentação a este Timelapse de Paulo Ferreira:
Terra, o nosso planeta, é o único planeta no nosso sistema solar, conhecido por albergar vida.
Todas as coisas que precisamos para sobreviver são-nos fornecidas debaixo de uma fina camada de atmosfera que nos separa do vazio inabitável do espaço.
A Terra é composta por sistemas complexos e interativos que são muitas vezes imprevisíveis.
Ar, água, terra e vida, incluindo os seres humanos, unem forças para criar um mundo em constante mudança e que nos esforçamos por entender.
Tu podes imaginar a nossa Terra sem os seres humanos? Olha para estas paisagens!
Olha para ela! Olha com paixão!
Esta é a Terra ... a nossa casa ... o nosso lugar ... Por favor, mantem-na viva! Olha para ela com paixão ... com a paixão de quem ama ... e preserva-a!
O nosso planeta está numa rotação rápida e o núcleo de níquel-ferro fundido dá origem a um campo magnético, que o vento solar distorce em forma de lágrima.
O vento solar é uma corrente de partículas carregadas, continuamente ejetadas do sol.
O campo magnético não se desvanece para o espaço, mas tem fronteiras bem definidas.
Quando as partículas carregadas do vento solar são capturadas pelo campo magnético da Terra, colidem com as moléculas de ar acima dos pólos magnéticos do nosso planeta.
Estas moléculas de ar, em seguida, começam a brilhar e são conhecidas como as auroras, ou as luzes do Norte e do Sul.
Esta é a Terra ... a nossa casa ... o nosso lugar ... Por favor, mantém-na viva! Olha para ela com paixão ... com a paixão de quem ama ... e preserva-a!
Desliga as luzes e desfruta de um fenómeno único na Terra ... com a paixão de quem ama.
E a Terra é a nossa nave espacial, nosso bonito globo, delicado, dançando elegantemente em torno do sol para uma eternidade finita .. Nossa linda bola de água e ar. É tudo o que temos .... e tudo o que poderemos ter .. compete-nos a nós preservá-la e protegê-la. Porque esta é a nossa única casa .. Nosso planeta ... Nossa Mãe .... Nossa ... Terra
Bem-vindo a casa.

Imagem que vale por mil palavras

Uma imagem que vale por mil palavras. Prémio World Press Photo.

quarta-feira, abril 27, 2016

Rede de Túneis

Existe uma Rede de Túneis com 12 mil anos e que cruza toda Europa. Estas passagens subterrâneas intrigam os pesquisadores e ainda permanecem um mistério.
Quem as construiu? Para quê? Como foi possível?
Foram encontradas túneis através de toda a Europa, num sistema interminável de passagens subterrâneas que, 12 mil anos após a sua criação, continuam de pé.
Apesar de não existirem grandes estudos oficiais a respeito deste assunto, acredita-se que elas foram construídas na Idade da Pedra. Atravessam todo o continente europeu, desde a Escócia, passando pela Alemanha e Áustria, até à Turquia.
Em todo o continente, contam-se milhares e milhares de túneis. A grande maioria são muito estreitos, com somente 70 cm de diâmetro, o suficiente para uma pessoa. No entanto, existem alguns setores maiores ou menores, nos quais há assentos e salas de armazenamento.
Um dos primeiros exploradores deste sistema de túneis foi o sacerdote Lambert Karner (1841-1909), que descreveu "estranhas passagens com correntes de ar", segundo a revista Der Spiegel.
A falta de qualquer indício sobre as razões da sua existência fez com que muitos especialistas se referissem a estas construções como o último grande mistério da Europa.
A tradição popular, entretanto, acredita que os túneis foram construídos e escavados por elfos ou gnomos, figuras típicas do folclore celta.
Alguns especialistas afirmam que esta rede funcionou como proteção das populações em relação aos predadores; outras pessoas acreditam que foi utilizada como caminho, para se fazerem viagens com segurança, independentemente das guerras ou fatores climáticos.
O arqueólogo alemão Dr. Kusch, relatou no seu livro "Segredos da Porta do Mundo Subterrâneo para o Mundo Antigo", que só na Baviera, na Alemanha, foram encontrados 700 metros de ligações subterrâneas, e que elas se espalham desde o norte da Escócia até ao Mediterrâneo.
Entretanto, conheça clicando aqui, uma rede de túneis que foi descoberta sob as ruínas da Villa Adriana, na cidade de Tivoli, perto de Roma. O complexo, construído para o imperador Adriano no século II, é considerado uma obra-prima arquitetónica.
Agora uma equipa de especialistas em cavernas está a mapear a rede de túneis e descobriu que ela é ainda mais impressionante do que se pensava

terça-feira, abril 26, 2016

A Flor do Sonho

A Flor do Sonho alvíssima, divina
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia de cetim
Fosse florir num muro todo em ruína.

Pende em meu seio a haste branda e fina.
E não posso entender como é que, enfim,
Essa tão rara flor abriu assim!…
Milagre… fantasia… ou talvez, sina…

Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos,
Que tem que sejam tristes os meus olhos
Se eles são tristes pelo amor de ti?!…

Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minh’alma
E nunca, nunca mais eu me entendi…
Florbela Espanca




segunda-feira, abril 25, 2016

Revolução

Pena que as revoluções
não as façam os tiranos
se fariam bem em ordem
durariam menos anos

liberdade sairia
como verba de orçamento
e se houvesse qualquer saldo
se inventava suplemento

pagamento em dia certo
daria para isto aquilo
o que sobrasse guardado
de todo o assalto a silo

mas o que falta aos tiranos
é só imaginação
e o jeito na circunstância
é mesmo a revolução.
Agostinho da Silva Poemas 

Revolução

Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação
Sophia de Mello Breyner Andresen - O Nome das Coisas

domingo, abril 24, 2016

O Teu Nome Meu Amor

Liliana Luz é uma jovem fadista portuguesa (nascida em 1980), uma afirmada promessa no panorama do fado nacional.

Iniciou o seu percurso artístico em 1994,  num grupo de música popular. Desde essa altura e até 2008 a sua carreira fez-se entre a canção ligeira e o fado.

Em 2008 veio para Lisboa e começou a cantar em casas de fado de renome (Marquês da Sé e Sr. Vinho). Por essa altura, participou na Grande Noite do Fado onde alcançou o 2º lugar.

Em 2010 gravou dois fados no CD/Livro Poemas do Meu Fado - obra com cerca de 180 poemas de José Luís Gordo - junto de grandes nomes do fado como Maria da Fé, António Zambujo, Hélder Moutinho, Rita Gordo, José Manuel Osório, entre outros.

Espelho da Saudade é o primeiro álbum de Liliana Luz que a fadista definiu como um disco equilibrado, entre fados tradicionais e os com refrão, num ambiente tradicional.

Oiça Liliana Luz em O Teu Nome Meu Amor.

sábado, abril 23, 2016

São Bartolomeu

São Bartolomeu ou Saint-Barthélemy, Saint-Barts, Saint-Barths ou Saint-Barth,  oficialmente Coletividade de São Bartolomeu. é um dos quatro territórios das Pequenas Antilhas que englobaram as Índias Ocidentais Francesas.
Saint-Barthélemy situa-se a cerca de duas horas de avião de Miami e a 250 km a este de Porto Rico.
Saint - Barts é um território pertencente à França, com 21 km² e que é constituído pela ilha de São Bartolomeu e outros territórios pequenos próximos da mesma.
Saint-Barth foi cedida pela França à Suécia em 1785, e, em 1878, foi concedida à França novamente. A principal cidade da ilha é Gustávia, assim nomeada, em homenagem ao rei Gustavo III, da Suécia.
Esta ilha perdida na imensidão do azul-turquesa das Caraíbas, faz parte das Antilhas Francesas, tendo o estatuto de coletividade ultramarina francesa, somente desde 2007.
Este território é o ponto de encontro do jet set internacional e  um verdadeiro paraíso de milionários.
Aqui pode econtrar, por exemplo, Kate Moss, Beyoncé, Cristiano Ronaldo, Tom Hanks, Leonardo DiCaprio, Giorgio Armani, entre outros.
Saint-Barth é, por isso, uma mistura da beleza caribenha e da sofisticação europeia. Tem praias muito concorridas e outras completamente isoladas. As mansões e os hotéis de luxo estão espalhados por todo lado, mas também tem uma cidade com traços suecos, restaurantes de cozinha francesa e outros muito simples e acessíveis.

sexta-feira, abril 22, 2016

O copo, o transeunte e o caixote do lixo !

Hoje, 22 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Terra.
A data foi criada em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Nelson que resolveu realizar um protesto contra a poluição da Terra, depois de verificar as consequências do desastre petrolífero de Santa Barbara, na Califórnia, ocorrido em 1969.
A população aderiu em força à manifestação e mais de 20 milhões de americanos manifestaram-se a favor da preservação da terra e do ambiente.
Todos os anos, neste dia, milhões de cidadãos do mundo inteiro manifestam o seu compromisso na preservação do ambiente e da sustentabilidade da Terra.
Para assinalar esta data veja com atenção o vídeo espetacular que selecionei para hoje.
Um copo de plástico é deixado na rua e espera-se que alguém pegue nele e o deite num caixote de lixo, mesmo ali ao pé.
Depois, bem... depois veja o que acontece!

quinta-feira, abril 21, 2016

Os Camiões de Gás

Frequentemente vemos nas estradas portuguesas, camiões transportando gás. Quando passar por um camião destes, preste muita atenção e mantenha uma distância de segurança.
Veja o que pode acontecer quando um destes camiões se envolve num acidente.
O acidente aqui documentado aconteceu na Rússia.
Só diante de acontecimentos deste tipo é que valorizamos todas as normas existentes sobre o Transporte de Cargas Perigosas e a respectiva fiscalização.

quarta-feira, abril 20, 2016

Junquilhos

Nessa tarde mimosa de saudade
Em que eu te vi partir, ó meu amor,
Levaste-me a minh'alma apaixonada
Nas folhas perfumadas duma flor.

E como a alma, dessa florzita,
Que é minha, por ti palpita amante!
Oh alma doce, pequenina e branca,
Conserva o teu perfume estonteante!

Quando fores velha, emurchecida e triste,
Recorda ao meu amor, com teu perfume
A paixão que deixou e qu'inda existe...

Ai, dize-lhe que se lembre dessa tarde,
Que venha aquecer-se ao brando lume
Dos meus olhos que morrem de saudade!
Florbela Espanca - A Mensageira das Violetas

terça-feira, abril 19, 2016

Uma prótese com história

1- A prótese mais antiga tem 3.000 anos
Já desde há 3.000 anos que as pessoas se preocupam o suficiente com o seu bem estar para construirem próteses.
Esta prótese em particular, foi utilizada no Antigo Egipto, para ajudar uma pessoa a andar. De acordo com as investigações e réplicas levadas a cabo pelos técnicos, esta peça é uma prótese muito prática e funcional.

segunda-feira, abril 18, 2016

Curaçau ou Curação

Curaçau (ou Curação) é uma ilha no Mar das Caraíbas. Antigamente fez parte das hoje extintas Antilhas Holandesas. Hoje é um país autónomo constituinte do Reino dos Países Baixos.
Curaçau ou Curação situa-se um pouco ao norte da Venezuela, e próximo de Aruba, outra ilha que integra, igualmente, o Reino dos Países Baixos. A capital de Curação, Willemstad, está dividida em Otrobanda e Punda.
Em textos antigos chegou a referir-se, em Portugal, esta ilha como a ilha da Curação.
Os nomes dados inicialmente à ilha (1501), Curasorbo e Curasoto, significavam, respectivamente, "trago de bebida para cura" e "matagal de cura". Assim se entende a palavra "curação" (arte de curar), e não com o significado de "coração".
Há, igualmente, a teoria de que o nome tem origem no facto de aí se produzir um licor a partir de cascas de laranja-da-terra, cravo e canela, o Curaçau. Os holandeses denominaram assim a ilha por não serem capazes de pronunciar "ilha da Curação", nome dado originalmente por navegadores portugueses que viram ali a cura de doentes atacados pelo escorbuto. Provavelmente, terão sido salvos pelas vitaminas dos frutos que ingeriram na ilha.
A língua oficial é o holandês, mas a língua mais falada é o papiamento, um crioulo ou dialeto que mistura seis idiomas diferentes - o português, entre eles.
Este país com apenas 150 mil habitantes tem uma economia que se baseia no petróleo e no turismo.
Curação faz parte das chamadas ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curação) e destaca-se pelas praias cristalinas, de azul profundo e límpido, perfeitas o para mergulho.
Observar Kenepa, uma praia de azul perfeito, similar a uma piscina, é a certeza de estar no paraíso ou bem próximo dele.
Algumas praias neste país das Caraíbas são pagas, o que não tira o charme e garante uma boa estrutura de apoio para os visitantes.
Além do mar, o país destaca-se também pelo seu passado histórico. Os fortes, que um dia tiveram a função de proteger a capital contra as invasões, hoje são centros de comércio e divertimento. Curação é uma mistura da Europa com a cor e as características típicas da América Latina.

domingo, abril 17, 2016

O Amor em Lobito Bay

O Amor em Lobito Bay é o último livro de contos de Lídia Jorge.
Lídia  Jorge (1946) é uma escritora portuguesa, que foi professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, durante o último período da guerra colonial, mas a maior parte da sua carreira docente foi em Portugal.
O seu primeiro romance, publicado em 1980, O Dia dos Prodígios, constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da literatura portuguesa. Seguiram-se os romances O Cais das Merendas (1982), Notícia da Cidade Silvestre (1984), A Costa dos Murmúrios (1988), que reflecte a experiência colonial passada na África colonial, A Última Dona (1992), O Jardim sem Limites (1995), O Vale da Paixão (1998), O Vento Assobiando nas Gruas (2002), Combateremos a Sombra (2007), e o livro de ensaios, Contrato Sentimental (2009), que é uma reflexão crítica sobre o futuro de Portugal, A Noite das Mulheres Cantoras (2011) e Os Memoráveis (2014).
Lídia Jorge publicou antologias de contos, Marido e Outros Contos (1997), O Belo Adormecido (2003), e Praça de Londres (2008), para além das edições separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador (1992). 
A sua peça de teatro A Maçon foi levada à cena, em 1997. Também houve uma adaptação teatral de O Dia dos Prodígios. O romance A Costa dos Murmúrios foi adaptado (2004) ao cinema.
Sinopse:
Os contos reunidos neste livro têm vários elementos em comum: a acção decorre num espaço longínquo, a narrativa desenvolve-se em torno de uma revelação demolidora, a memória funciona como uma catarse que o tempo se encarrega de prolongar de modo a não poder ser esquecida. 
Como no primeiro conto, «O Amor em Lobito Bay», que dá título ao volume, em todos existe uma história de amor, no sentido mais amplo do termo, que entrecruza a experiência da confiança na vida com o desconcerto do mundo. E à imagem da criança que deseja comer o coração de uma andorinha, em todos os outros contos ocorre a experiência de uma decepção inaugural transformada em sabedoria. São contos de persistência, memória de momentos, breves momentos de relâmpago, durante os quais a luz ilumina demais, e algo se esclarece para sempre, ainda que a sombra nunca se esgote. É sob essa luz transfiguradora que as crianças expõem os limites da sua inocência, jovens lutam contra a desordem do mundo para além do improvável, mulheres e homens perto da velhice recriam sonhos audazes, poetas descobrem, a meio da noite, os limites frágeis da humanidade. São contos sobre a marcha humana que não pára de reiniciar continuamente os seus primeiros passos.

sábado, abril 16, 2016

A Boa Mentira

A Boa Mentira é um filme (2014), com argumento de Margaret Nagle e realizado pelo americano Philippe Falardeau, que conta com as interpretações de Reese Witherspoon, Corey Stoll, Sarah Baker, Emmanuel Jal, Arnold Oceng, Ger Duany e Kuoth Wiel. Alguns destes atores viveram de perto a experiência mostrada no filme.
Sinopse:
Este drama inspirado em factos reais, conta a história de um jovem sobrevivente da Guerra Civil do Sudão que, ao lado de outros três homens sudaneses, Mamere (Arnold Oceng), Jeremiah (Ger Duany) e Paul (o músico Emmanuel Jal), têm a oportunidade de sair do país e conseguir uma vida melhor nos Estados Unidos. São acolhidos por uma assistente social, Carrie Davis (Reese Witherspoon), que pouco conhece sobre o duro passado de cada um. Ela é uma mulher solteira, bem resolvida e muito prática, o que lhes parece estranhíssimo. Aos poucos, tornam-se amigos e descobrem uma nova visão de mundo.
De referir ainda que, entre 1983 e 2005, durante os anos da Guerra Civil que assolou o Sudão, estima-se que mais de dois milhões de pessoas tenham perdido a vida. Em busca de abrigo, um sem-número de famílias, sobretudo crianças, deixou as suas casas e seguiu em direcção a campos de refugiados. Alguns anos mais tarde, um esforço humanitário levou para os EUA algumas destas crianças.

sexta-feira, abril 15, 2016

Os cinco sentidos

São belas - bem o sei, essas estrelas
Mil cores - divinais têm essas flores;
Mas eu não tenho amor, olho para elas;
      Em toda a natureza
      Não vejo outra beleza
      Senão a ti - a ti!

Divina - ai! sim, será a voz que afina
Saudosa - na ramagem densa, umbrosa.
Será; mas eu do rouxinol que trina
      Não oiço a melodia,
      Nem sinto outra harmonia
      Senão a ti - a ti!

Respira - n'aura que entre as flores gira,
Celeste - incenso de perfume agreste.
Sei... não sinto: minha alma não aspira,
      Não percebe, não toma
      Senão o doce aroma
      Que vem de ti - de ti!

Formosos - são os pomos saborosos,
É um mimo - de néctar o racimo:
E eu tenho fome e sede... sequiosos,
      Famintos meus desejos
      Estão... mas é de beijos,
      E só de ti - de ti!

Macia - deve a relva luzidia
Do leito - se por certo em que me deito;
Mas quem, ao pé de ti, quem poderia
      Sentir outras carícias,
      Tocar noutras delícias
      Senão em ti - em ti!

      A ti! ai, a ti só os meus sentidos
      Todos num confundidos,
      Sentem, ouvem, respiram;
      Em ti, por ti deliram.
      Em ti a minha sorte,
      A minha vida em ti;
      E quando venha a morte,
      Será morrer por ti.
Almeida Garrett -  Folhas Caídas 

quinta-feira, abril 14, 2016

A Aldeia do Marco

A aldeia do Marco (ou Várzea Grande) é uma aldeia que faz parte da freguesia de Esperança, no concelho de Arronches (Alentejo). Esta aldeia está separada da sua irmã gémea a aldeia de El Marco (freguesia do concelho de La Codosera (Badajoz) pela Ribeira de Abrilongo.
A particularidade desta aldeia geminada é o facto de estar separada pela fronteira e por uma ribeira. Até à criação de uma estrada de ligação entre ambos os países, a única forma de comunicação possível era uma pequena ponte sobre a Ribeira de Abrilongo. 
Esta ponte tem apenas 6 metros de comprimento e é a ponte internacional mais pequena do mundo. Atravessa a fronteira entre Portugal e Espanha ligando as pequenas povoações de Várzea Grande e El Marco. Na parte portuguesa da aldeia existe um marco fronteiriço, o 713-B, colocado na sequência do Tratado de Limites de Lisboa de 1864.
Esta região foi colonizada por camponeses alentejanos, nomeadamente no último quartel do século XIX, abrangendo grande parte do território do concelho ou ayuntamiento de La Codosera, o que nos permite falar de uma Extremadura portuguesa ou alentejana ou de um Alentejo espanhol ou extremenho. Não admira, pois, que o casario tradicional, seja fundamentalmente alentejano.
A aldeia situa-se numa região rural, onde o português é a língua normal de comunicação, pouco desenvolvida, em que a agricultura (oliveira) continua a ser importante tal como o comércio, tanto na parte portuguesa como na espanhola, com duas lojas de venda a retalho de relógios, toalhas, candeeiros, faqueiros, etc., direccionados claramente para um cliente espanhol que procura em Portugal bons produtos a preços mais reduzidos.
Devido ao comércio e à proximidade com Espanha, os contactos transfronteiriços são muito intensos, o que tem originado matrimónios mistos muito frequentes.
A aldeia de Marco fica integrada no Parque Natural da Serra de São Mamede, o que é um bom motivo para fazer excursões pela serra.

quarta-feira, abril 13, 2016

A Flor-do-beijo

1. A Flor-do-beijo ou Psychotria elata
A Psychotria é um género botânico que compreende aproximadamente 1900 espécies de plantas com flores, que pertence à família Rubiaceae.
Uma das variedades desta planta tem o nome científico Psychotria Elata.
A flor-do-beijo é uma planta arbustiva ou uma pequena árvore, semilenhosa e florífera, que chama a atenção principalmente pelas suas flores, de brácteas vermelho vivo, brilhantes e que lembram lábios carnudos. Esta variedade é vulgarmente conhecida pelos nomes populares: Flor-do-beijo, Flor-de-lábios, Lábios-de-prostituta, Lábios-quentes, Planta-dos-lábios-quentes ou Lábios de Hooker.
É uma planta que surge em estado selvagem, nas regiões de climas tropicais ou equatoriais da Amérca Central e do Sul, nomeadamente na Colômbia, no Equador, na Costa Rica, nas Honduras, no Panamá, no México, na Jamaica e em Belize.
Só se encontra ao pé de árvores das florestas tropicais e nas margens de riachos e pequenos sulcos de água.
Na Colômbia de onde é originária, está ameaçada de extinção, pela desflorestação do seu habitat.

terça-feira, abril 12, 2016

Miúda Linda

Oiça Nelson Freitas em Miúda Linda (2015).
Nelson Freitas (Lisboa, 1975) é um cantor e produtor musical holandês, de origem cabo-verdiana. O seu estilo musical incorpora R&B e hip-hop combinados com zouk, kizomba e música tradicional de Cabo Verde.
Ainda adolescente, aprendeu a entreter o público através do breakdance. Depois, tornou-se vocalista do grupo Quatro (posteriormente, Quatro Plus). Atualmente assume-se como produtor, escritor, cantor, engenheiro e dono da GhettoZouk Music, um selo criado por Nelson Freitas com artistas como Chelsy Shantel & William Araujo.
Em 1997, o CD de compilação de Mobass Presents foi lançado com a faixa Hoje em Dia, que lançou oficialmente os Quatro no mercado. O grupo lançou três álbuns: 4-Voz (Quatro Vozes) em 1998, Bem Conche (Vem conhecer) em 2002, e Ultimo Viagem em 2005. Após estes três álbuns com o grupo, Nelson, criou o seu álbum a solo chamado Magic, em 2006. Este álbum lançou a sua carreira a nível mundial.
Em 2010 Nelson lançou o seu segundo álbum, My life, do qual se destacaram títulos como Rebound Chick, Saia Branka e Nha Primere Amor.
Em 2013 Nelson lançou o 3 º álbum Elevate, onde contou com a colaboração de artistas e produtores de diferentes etnias, como Angola, Cabo Verde, Congo, Holanda e Marrocos.

Ela é a miúda mais linda que eu ja vi na minha vida
As curvas dela me fazem enlouquecer logo na hora
Quando ela me toca ela me domina
Ela me fascina com um simples beijo na boca

Ninguem me engana que tu es a miuda que me faz
Sentir calor sentir o amor sentir-me bem
Podem falar o que quiserem mas eu nao me importo
Contigo eu sei que eu vou mais alem

Essa miuda é linda, oh!
Ela me faz fazer coisas que eu nunca fiz na minha vida
Linda, oh!
'To a gostar, fazer coisas que nunca fiz por ninguem não

Eu não me importo se ando a gastar a toa
É só com ela que eu vejo a minha vida numa boa
Ela é tão bonita, ela ilumina a minha vida
Só Deus é que sabe, bi 'tá bo tão feliz!

Ninguém me engana que tu és a miuda que me faz
Sentir calor sentir o amor sentir-me bem
Podem falar o que quiserem mas eu nãome importo
Contigo eu sei que eu vou mais além

Essa miuda é linda oh!
Ela me faz fazer coisas que nunca fiz na minha vida
Linda oh!
'To a gostar fazer coisas que nunca fiz por ninguem não

Miuda linda, tão bonita
Fazer coisas que nunca fiz na minha vida
Miuda linda, tão bonita
Fazer coisas que nunca fiz por ninguem não

Essa miuda é linda oh!
Ela me faz fazer coisas que nunca fiz na minha vida
Linda oh!
'To a gostar fazer coisas que nunca fiz por ninguem não

segunda-feira, abril 11, 2016

Orquídeas Raras

1 – Peristeria elata
Peristeria é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae).  A espécie tipo é a Peristeria elata Hooker. O nome do género vem do grego peristerion, pequeno pombo, em alusão à forma das suas flores.
A estrutura central similar a uma pomba branca rendeu a essa orquídea o apelido de "Orquídea do Espírito Santo". Encontra-se na América Central, desde a Costa Rica à floresta Amazónica, no Equador, Perú, Colômbia, Guianas e norte do Brasil.

2 – Habenaria radiata
Esta é uma das mais famosas orquídeas japonesas. Apesar de ser muito conhecida no mundo inteiro, esta espécie está em perigo de extinção no estado selvagem.
Aqui a semelhança é difícil de negar: a parte central e as "asas" fazem com que esta orquídea se pareça com uma garçota (um tipo de garça). Encontra-se na China, no Japão, nas Coreias do Norte e do Sul e na Rússia.

domingo, abril 10, 2016

A aldeia de Rio de Onor

A aldeia de Rio de Onor está inserida no Parque Natural de Montesinho, concelho de Bragança, sendo atravessada pela fronteira com Espanha. De um lado fica, Rio de Onor, do outro, Rihonor de Castilla.

Rio de Onor é uma aldeia, (foi freguesia raiana, portuguesa) com 44,16 km² de área e 76 habitantes (2011). O que dá uma densidade populacional de 1,7 hab/km².

Subsiste ainda como aldeia comunitária. Se quiser conhecer melhor este tema recomendo-lhe a leitura de Rio de Onor - Comunitarismo Agropastoril (1953), de Jorge Dias (1907 – 1973), um prestigiado etnólogo português.

O comunitarismo pressupõe partilha e entreajuda de todos os habitantes:
  • Partilha dos fornos comunitários;
  • Partilha de terrenos agrícolas comunitários, onde todos devem trabalhar;
  • Partilha de um rebanho, pastoreado nos terrenos comunitários.

Rio de Onor tem em comum com a alentejana aldeia de Marco uma outra característica única: é atravessada a meio pela fronteira internacional entre Portugal e Espanha. Sendo, para efeitos oficiais, a parte espanhola distinguida como Rihonor de Castilla, Mas, para os seus habitantes, é apenas o povo de acima e povo de abaixo, não se distinguindo como dois povoados diferentes como, erradamente, é escrito por alguns.

O povoado singular assume, para além de um regime de governo próprio, um dialecto próprio e quase extinto, pertencente ao grupo do asturo-leonês, à semelhança da língua mirandesa.
Tipicamente trasmontana, a aldeia apresenta casas tradicionais compostas por dois andares: no andar de cima moram as famílias, no andar de baixo abriga-se o gado, os cereais e outros produtos da terra.

Esta aldeia comunitária é uma das mais bem preservadas do Parque Natural de Montesinho, com casas típicas serranas em xisto de varandas alpendradas, muito bem recuperadas.
Rio de Onor é atravessada pelo rio Onor, também conhecido como rio Contensa. A praia fluvial convida a momentos de lazer e descanso, tal a limpidez das águas que a beijam.

Em Rio de Onor, descubra a Ponte Romana, a Igreja Matriz, o forno, a forja e os moinhos comunitários.

Conheça ainda melhor esta região percorrendo o Roteiro da Baixa Lombada e Onor, que atravessa as aldeias de Baçal, Sacoias, Aveleda e Varge.

O artesanato típico da aldeia de Rio de Onor engloba peças de cestaria e carpintaria.
Na gastronomia destacam-se os saborosos enchidos.

Das tradições ancestrais de Rio de Onor merecem atenção especial o rionorês - dialeto que nasceu da mistura do castelhano e do português, ainda hoje, é falado na aldeia - e a Festa dos Reis (6 de janeiro), um rito da puberdade que envolve a participação dos rapazes solteiros da aldeia.

Vale a pena dar uma vista de olhos nestas imagens: