sexta-feira, abril 29, 2016

A Orquídea Fantoche Feliz

A flor é um organismo cuja função é atrair agentes polinizadores como insectos ou pássaros e exerce essa função com uma certa majestade, nas mais variadas formas e cores.
A que vê aqui ao lado é uma orquídea, que tem uma forma bastante incomum, tal como outras que aqui tenho apresentado.

1- A Orquídea Fantoche Feliz (Orchis italica)
A Orchis Itálica, ou Orquídea Fantoche Feliz ou ainda Orquídea do Homem Nu, encontra-se na Europa Mediterrânea, Médio Oriente e Norte de África.
Esta orquídea silvestre distribui-se por toda Região Mediterrânica, surgindo geralmente em clareiras de matos, nas encostas de outeiros ou colinas, sobre solos magros, relvados e, em regra, pedregosos, frequentemente calcários. Está presente em Portugal, no centro e sul do território do Continente, nomeadamente na Serra da Arrábida.
Ela floresce de março a junho e a sua cor pode variar do branco até diferentes tons de rosa e roxo.
Também é designada comummente por Flor-dos-rapazinhos e Flor-dos-macaquinhos.

quinta-feira, abril 28, 2016

Ele capturou as Auroras Boreais! - Paulo Ferreira, um fotógrafo português.

Recordam-se de uma campanha de crowdfunding lançada pelo fotógrafo português Paulo Ferreira para financiar uma expedição à Noruega: pretendia ele fazer um Timelapse sobre as auroras boreais.
O Timelapse está concluído e disponível online!
Chamou-lhe Nordlys (o termo norueguês para luzes boreais - as que vêm do norte!).

O convite que deixo é para que o contemplem e saboreiem. E não percam os outros exemplos aliciantes e sedutores do trabalho que ele tem vindo a realizar.


Vale a pena passar os olhos pelo texto que serve de apresentação a este Timelapse de Paulo Ferreira:
Terra, o nosso planeta, é o único planeta no nosso sistema solar, conhecido por albergar vida.
Todas as coisas que precisamos para sobreviver são-nos fornecidas debaixo de uma fina camada de atmosfera que nos separa do vazio inabitável do espaço.
A Terra é composta por sistemas complexos e interativos que são muitas vezes imprevisíveis.
Ar, água, terra e vida, incluindo os seres humanos, unem forças para criar um mundo em constante mudança e que nos esforçamos por entender.
Tu podes imaginar a nossa Terra sem os seres humanos? Olha para estas paisagens!
Olha para ela! Olha com paixão!
Esta é a Terra ... a nossa casa ... o nosso lugar ... Por favor, mantem-na viva! Olha para ela com paixão ... com a paixão de quem ama ... e preserva-a!
O nosso planeta está numa rotação rápida e o núcleo de níquel-ferro fundido dá origem a um campo magnético, que o vento solar distorce em forma de lágrima.
O vento solar é uma corrente de partículas carregadas, continuamente ejetadas do sol.
O campo magnético não se desvanece para o espaço, mas tem fronteiras bem definidas.
Quando as partículas carregadas do vento solar são capturadas pelo campo magnético da Terra, colidem com as moléculas de ar acima dos pólos magnéticos do nosso planeta.
Estas moléculas de ar, em seguida, começam a brilhar e são conhecidas como as auroras, ou as luzes do Norte e do Sul.
Esta é a Terra ... a nossa casa ... o nosso lugar ... Por favor, mantém-na viva! Olha para ela com paixão ... com a paixão de quem ama ... e preserva-a!
Desliga as luzes e desfruta de um fenómeno único na Terra ... com a paixão de quem ama.
E a Terra é a nossa nave espacial, nosso bonito globo, delicado, dançando elegantemente em torno do sol para uma eternidade finita .. Nossa linda bola de água e ar. É tudo o que temos .... e tudo o que poderemos ter .. compete-nos a nós preservá-la e protegê-la. Porque esta é a nossa única casa .. Nosso planeta ... Nossa Mãe .... Nossa ... Terra
Bem-vindo a casa.

Imagem que vale por mil palavras

Uma imagem que vale por mil palavras. Prémio World Press Photo.

quarta-feira, abril 27, 2016

Rede de Túneis

Existe uma Rede de Túneis com 12 mil anos e que cruza toda Europa. Estas passagens subterrâneas intrigam os pesquisadores e ainda permanecem um mistério.
Quem as construiu? Para quê? Como foi possível?
Foram encontradas túneis através de toda a Europa, num sistema interminável de passagens subterrâneas que, 12 mil anos após a sua criação, continuam de pé.
Apesar de não existirem grandes estudos oficiais a respeito deste assunto, acredita-se que elas foram construídas na Idade da Pedra. Atravessam todo o continente europeu, desde a Escócia, passando pela Alemanha e Áustria, até à Turquia.
Em todo o continente, contam-se milhares e milhares de túneis. A grande maioria são muito estreitos, com somente 70 cm de diâmetro, o suficiente para uma pessoa. No entanto, existem alguns setores maiores ou menores, nos quais há assentos e salas de armazenamento.
Um dos primeiros exploradores deste sistema de túneis foi o sacerdote Lambert Karner (1841-1909), que descreveu "estranhas passagens com correntes de ar", segundo a revista Der Spiegel.
A falta de qualquer indício sobre as razões da sua existência fez com que muitos especialistas se referissem a estas construções como o último grande mistério da Europa.
A tradição popular, entretanto, acredita que os túneis foram construídos e escavados por elfos ou gnomos, figuras típicas do folclore celta.
Alguns especialistas afirmam que esta rede funcionou como proteção das populações em relação aos predadores; outras pessoas acreditam que foi utilizada como caminho, para se fazerem viagens com segurança, independentemente das guerras ou fatores climáticos.
O arqueólogo alemão Dr. Kusch, relatou no seu livro "Segredos da Porta do Mundo Subterrâneo para o Mundo Antigo", que só na Baviera, na Alemanha, foram encontrados 700 metros de ligações subterrâneas, e que elas se espalham desde o norte da Escócia até ao Mediterrâneo.
Entretanto, conheça clicando aqui, uma rede de túneis que foi descoberta sob as ruínas da Villa Adriana, na cidade de Tivoli, perto de Roma. O complexo, construído para o imperador Adriano no século II, é considerado uma obra-prima arquitetónica.
Agora uma equipa de especialistas em cavernas está a mapear a rede de túneis e descobriu que ela é ainda mais impressionante do que se pensava

terça-feira, abril 26, 2016

A Flor do Sonho

A Flor do Sonho alvíssima, divina
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia de cetim
Fosse florir num muro todo em ruína.

Pende em meu seio a haste branda e fina.
E não posso entender como é que, enfim,
Essa tão rara flor abriu assim!…
Milagre… fantasia… ou talvez, sina…

Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos,
Que tem que sejam tristes os meus olhos
Se eles são tristes pelo amor de ti?!…

Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minh’alma
E nunca, nunca mais eu me entendi…
Florbela Espanca




segunda-feira, abril 25, 2016

Revolução

Pena que as revoluções
não as façam os tiranos
se fariam bem em ordem
durariam menos anos

liberdade sairia
como verba de orçamento
e se houvesse qualquer saldo
se inventava suplemento

pagamento em dia certo
daria para isto aquilo
o que sobrasse guardado
de todo o assalto a silo

mas o que falta aos tiranos
é só imaginação
e o jeito na circunstância
é mesmo a revolução.
Agostinho da Silva Poemas 

Revolução

Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício

Como a voz do mar
Interior de um povo

Como página em branco
Onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação
Sophia de Mello Breyner Andresen - O Nome das Coisas

domingo, abril 24, 2016

O Teu Nome Meu Amor

Liliana Luz é uma jovem fadista portuguesa (nascida em 1980), uma afirmada promessa no panorama do fado nacional.

Iniciou o seu percurso artístico em 1994,  num grupo de música popular. Desde essa altura e até 2008 a sua carreira fez-se entre a canção ligeira e o fado.

Em 2008 veio para Lisboa e começou a cantar em casas de fado de renome (Marquês da Sé e Sr. Vinho). Por essa altura, participou na Grande Noite do Fado onde alcançou o 2º lugar.

Em 2010 gravou dois fados no CD/Livro Poemas do Meu Fado - obra com cerca de 180 poemas de José Luís Gordo - junto de grandes nomes do fado como Maria da Fé, António Zambujo, Hélder Moutinho, Rita Gordo, José Manuel Osório, entre outros.

Espelho da Saudade é o primeiro álbum de Liliana Luz que a fadista definiu como um disco equilibrado, entre fados tradicionais e os com refrão, num ambiente tradicional.

Oiça Liliana Luz em O Teu Nome Meu Amor.

sábado, abril 23, 2016

São Bartolomeu

São Bartolomeu ou Saint-Barthélemy, Saint-Barts, Saint-Barths ou Saint-Barth,  oficialmente Coletividade de São Bartolomeu. é um dos quatro territórios das Pequenas Antilhas que englobaram as Índias Ocidentais Francesas.
Saint-Barthélemy situa-se a cerca de duas horas de avião de Miami e a 250 km a este de Porto Rico.
Saint - Barts é um território pertencente à França, com 21 km² e que é constituído pela ilha de São Bartolomeu e outros territórios pequenos próximos da mesma.
Saint-Barth foi cedida pela França à Suécia em 1785, e, em 1878, foi concedida à França novamente. A principal cidade da ilha é Gustávia, assim nomeada, em homenagem ao rei Gustavo III, da Suécia.
Esta ilha perdida na imensidão do azul-turquesa das Caraíbas, faz parte das Antilhas Francesas, tendo o estatuto de coletividade ultramarina francesa, somente desde 2007.
Este território é o ponto de encontro do jet set internacional e  um verdadeiro paraíso de milionários.
Aqui pode econtrar, por exemplo, Kate Moss, Beyoncé, Cristiano Ronaldo, Tom Hanks, Leonardo DiCaprio, Giorgio Armani, entre outros.
Saint-Barth é, por isso, uma mistura da beleza caribenha e da sofisticação europeia. Tem praias muito concorridas e outras completamente isoladas. As mansões e os hotéis de luxo estão espalhados por todo lado, mas também tem uma cidade com traços suecos, restaurantes de cozinha francesa e outros muito simples e acessíveis.

sexta-feira, abril 22, 2016

O copo, o transeunte e o caixote do lixo !

Hoje, 22 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Terra.
A data foi criada em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Nelson que resolveu realizar um protesto contra a poluição da Terra, depois de verificar as consequências do desastre petrolífero de Santa Barbara, na Califórnia, ocorrido em 1969.
A população aderiu em força à manifestação e mais de 20 milhões de americanos manifestaram-se a favor da preservação da terra e do ambiente.
Todos os anos, neste dia, milhões de cidadãos do mundo inteiro manifestam o seu compromisso na preservação do ambiente e da sustentabilidade da Terra.
Para assinalar esta data veja com atenção o vídeo espetacular que selecionei para hoje.
Um copo de plástico é deixado na rua e espera-se que alguém pegue nele e o deite num caixote de lixo, mesmo ali ao pé.
Depois, bem... depois veja o que acontece!

quinta-feira, abril 21, 2016

Os Camiões de Gás

Frequentemente vemos nas estradas portuguesas, camiões transportando gás. Quando passar por um camião destes, preste muita atenção e mantenha uma distância de segurança.
Veja o que pode acontecer quando um destes camiões se envolve num acidente.
O acidente aqui documentado aconteceu na Rússia.
Só diante de acontecimentos deste tipo é que valorizamos todas as normas existentes sobre o Transporte de Cargas Perigosas e a respectiva fiscalização.

quarta-feira, abril 20, 2016

Junquilhos

Nessa tarde mimosa de saudade
Em que eu te vi partir, ó meu amor,
Levaste-me a minh'alma apaixonada
Nas folhas perfumadas duma flor.

E como a alma, dessa florzita,
Que é minha, por ti palpita amante!
Oh alma doce, pequenina e branca,
Conserva o teu perfume estonteante!

Quando fores velha, emurchecida e triste,
Recorda ao meu amor, com teu perfume
A paixão que deixou e qu'inda existe...

Ai, dize-lhe que se lembre dessa tarde,
Que venha aquecer-se ao brando lume
Dos meus olhos que morrem de saudade!
Florbela Espanca - A Mensageira das Violetas

terça-feira, abril 19, 2016

Uma prótese com história

1- A prótese mais antiga tem 3.000 anos
Já desde há 3.000 anos que as pessoas se preocupam o suficiente com o seu bem estar para construirem próteses.
Esta prótese em particular, foi utilizada no Antigo Egipto, para ajudar uma pessoa a andar. De acordo com as investigações e réplicas levadas a cabo pelos técnicos, esta peça é uma prótese muito prática e funcional.

segunda-feira, abril 18, 2016

Curaçau ou Curação

Curaçau (ou Curação) é uma ilha no Mar das Caraíbas. Antigamente fez parte das hoje extintas Antilhas Holandesas. Hoje é um país autónomo constituinte do Reino dos Países Baixos.
Curaçau ou Curação situa-se um pouco ao norte da Venezuela, e próximo de Aruba, outra ilha que integra, igualmente, o Reino dos Países Baixos. A capital de Curação, Willemstad, está dividida em Otrobanda e Punda.
Em textos antigos chegou a referir-se, em Portugal, esta ilha como a ilha da Curação.
Os nomes dados inicialmente à ilha (1501), Curasorbo e Curasoto, significavam, respectivamente, "trago de bebida para cura" e "matagal de cura". Assim se entende a palavra "curação" (arte de curar), e não com o significado de "coração".
Há, igualmente, a teoria de que o nome tem origem no facto de aí se produzir um licor a partir de cascas de laranja-da-terra, cravo e canela, o Curaçau. Os holandeses denominaram assim a ilha por não serem capazes de pronunciar "ilha da Curação", nome dado originalmente por navegadores portugueses que viram ali a cura de doentes atacados pelo escorbuto. Provavelmente, terão sido salvos pelas vitaminas dos frutos que ingeriram na ilha.
A língua oficial é o holandês, mas a língua mais falada é o papiamento, um crioulo ou dialeto que mistura seis idiomas diferentes - o português, entre eles.
Este país com apenas 150 mil habitantes tem uma economia que se baseia no petróleo e no turismo.
Curação faz parte das chamadas ilhas ABC (Aruba, Bonaire e Curação) e destaca-se pelas praias cristalinas, de azul profundo e límpido, perfeitas o para mergulho.
Observar Kenepa, uma praia de azul perfeito, similar a uma piscina, é a certeza de estar no paraíso ou bem próximo dele.
Algumas praias neste país das Caraíbas são pagas, o que não tira o charme e garante uma boa estrutura de apoio para os visitantes.
Além do mar, o país destaca-se também pelo seu passado histórico. Os fortes, que um dia tiveram a função de proteger a capital contra as invasões, hoje são centros de comércio e divertimento. Curação é uma mistura da Europa com a cor e as características típicas da América Latina.

domingo, abril 17, 2016

O Amor em Lobito Bay

O Amor em Lobito Bay é o último livro de contos de Lídia Jorge.
Lídia  Jorge (1946) é uma escritora portuguesa, que foi professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, durante o último período da guerra colonial, mas a maior parte da sua carreira docente foi em Portugal.
O seu primeiro romance, publicado em 1980, O Dia dos Prodígios, constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da literatura portuguesa. Seguiram-se os romances O Cais das Merendas (1982), Notícia da Cidade Silvestre (1984), A Costa dos Murmúrios (1988), que reflecte a experiência colonial passada na África colonial, A Última Dona (1992), O Jardim sem Limites (1995), O Vale da Paixão (1998), O Vento Assobiando nas Gruas (2002), Combateremos a Sombra (2007), e o livro de ensaios, Contrato Sentimental (2009), que é uma reflexão crítica sobre o futuro de Portugal, A Noite das Mulheres Cantoras (2011) e Os Memoráveis (2014).
Lídia Jorge publicou antologias de contos, Marido e Outros Contos (1997), O Belo Adormecido (2003), e Praça de Londres (2008), para além das edições separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador (1992). 
A sua peça de teatro A Maçon foi levada à cena, em 1997. Também houve uma adaptação teatral de O Dia dos Prodígios. O romance A Costa dos Murmúrios foi adaptado (2004) ao cinema.
Sinopse:
Os contos reunidos neste livro têm vários elementos em comum: a acção decorre num espaço longínquo, a narrativa desenvolve-se em torno de uma revelação demolidora, a memória funciona como uma catarse que o tempo se encarrega de prolongar de modo a não poder ser esquecida. 
Como no primeiro conto, «O Amor em Lobito Bay», que dá título ao volume, em todos existe uma história de amor, no sentido mais amplo do termo, que entrecruza a experiência da confiança na vida com o desconcerto do mundo. E à imagem da criança que deseja comer o coração de uma andorinha, em todos os outros contos ocorre a experiência de uma decepção inaugural transformada em sabedoria. São contos de persistência, memória de momentos, breves momentos de relâmpago, durante os quais a luz ilumina demais, e algo se esclarece para sempre, ainda que a sombra nunca se esgote. É sob essa luz transfiguradora que as crianças expõem os limites da sua inocência, jovens lutam contra a desordem do mundo para além do improvável, mulheres e homens perto da velhice recriam sonhos audazes, poetas descobrem, a meio da noite, os limites frágeis da humanidade. São contos sobre a marcha humana que não pára de reiniciar continuamente os seus primeiros passos.

sábado, abril 16, 2016

A Boa Mentira

A Boa Mentira é um filme (2014), com argumento de Margaret Nagle e realizado pelo americano Philippe Falardeau, que conta com as interpretações de Reese Witherspoon, Corey Stoll, Sarah Baker, Emmanuel Jal, Arnold Oceng, Ger Duany e Kuoth Wiel. Alguns destes atores viveram de perto a experiência mostrada no filme.
Sinopse:
Este drama inspirado em factos reais, conta a história de um jovem sobrevivente da Guerra Civil do Sudão que, ao lado de outros três homens sudaneses, Mamere (Arnold Oceng), Jeremiah (Ger Duany) e Paul (o músico Emmanuel Jal), têm a oportunidade de sair do país e conseguir uma vida melhor nos Estados Unidos. São acolhidos por uma assistente social, Carrie Davis (Reese Witherspoon), que pouco conhece sobre o duro passado de cada um. Ela é uma mulher solteira, bem resolvida e muito prática, o que lhes parece estranhíssimo. Aos poucos, tornam-se amigos e descobrem uma nova visão de mundo.
De referir ainda que, entre 1983 e 2005, durante os anos da Guerra Civil que assolou o Sudão, estima-se que mais de dois milhões de pessoas tenham perdido a vida. Em busca de abrigo, um sem-número de famílias, sobretudo crianças, deixou as suas casas e seguiu em direcção a campos de refugiados. Alguns anos mais tarde, um esforço humanitário levou para os EUA algumas destas crianças.

sexta-feira, abril 15, 2016

Os cinco sentidos

São belas - bem o sei, essas estrelas
Mil cores - divinais têm essas flores;
Mas eu não tenho amor, olho para elas;
      Em toda a natureza
      Não vejo outra beleza
      Senão a ti - a ti!

Divina - ai! sim, será a voz que afina
Saudosa - na ramagem densa, umbrosa.
Será; mas eu do rouxinol que trina
      Não oiço a melodia,
      Nem sinto outra harmonia
      Senão a ti - a ti!

Respira - n'aura que entre as flores gira,
Celeste - incenso de perfume agreste.
Sei... não sinto: minha alma não aspira,
      Não percebe, não toma
      Senão o doce aroma
      Que vem de ti - de ti!

Formosos - são os pomos saborosos,
É um mimo - de néctar o racimo:
E eu tenho fome e sede... sequiosos,
      Famintos meus desejos
      Estão... mas é de beijos,
      E só de ti - de ti!

Macia - deve a relva luzidia
Do leito - se por certo em que me deito;
Mas quem, ao pé de ti, quem poderia
      Sentir outras carícias,
      Tocar noutras delícias
      Senão em ti - em ti!

      A ti! ai, a ti só os meus sentidos
      Todos num confundidos,
      Sentem, ouvem, respiram;
      Em ti, por ti deliram.
      Em ti a minha sorte,
      A minha vida em ti;
      E quando venha a morte,
      Será morrer por ti.
Almeida Garrett -  Folhas Caídas 

quinta-feira, abril 14, 2016

A Aldeia do Marco

A aldeia do Marco (ou Várzea Grande) é uma aldeia que faz parte da freguesia de Esperança, no concelho de Arronches (Alentejo). Esta aldeia está separada da sua irmã gémea a aldeia de El Marco (freguesia do concelho de La Codosera (Badajoz) pela Ribeira de Abrilongo.
A particularidade desta aldeia geminada é o facto de estar separada pela fronteira e por uma ribeira. Até à criação de uma estrada de ligação entre ambos os países, a única forma de comunicação possível era uma pequena ponte sobre a Ribeira de Abrilongo. 
Esta ponte tem apenas 6 metros de comprimento e é a ponte internacional mais pequena do mundo. Atravessa a fronteira entre Portugal e Espanha ligando as pequenas povoações de Várzea Grande e El Marco. Na parte portuguesa da aldeia existe um marco fronteiriço, o 713-B, colocado na sequência do Tratado de Limites de Lisboa de 1864.
Esta região foi colonizada por camponeses alentejanos, nomeadamente no último quartel do século XIX, abrangendo grande parte do território do concelho ou ayuntamiento de La Codosera, o que nos permite falar de uma Extremadura portuguesa ou alentejana ou de um Alentejo espanhol ou extremenho. Não admira, pois, que o casario tradicional, seja fundamentalmente alentejano.
A aldeia situa-se numa região rural, onde o português é a língua normal de comunicação, pouco desenvolvida, em que a agricultura (oliveira) continua a ser importante tal como o comércio, tanto na parte portuguesa como na espanhola, com duas lojas de venda a retalho de relógios, toalhas, candeeiros, faqueiros, etc., direccionados claramente para um cliente espanhol que procura em Portugal bons produtos a preços mais reduzidos.
Devido ao comércio e à proximidade com Espanha, os contactos transfronteiriços são muito intensos, o que tem originado matrimónios mistos muito frequentes.
A aldeia de Marco fica integrada no Parque Natural da Serra de São Mamede, o que é um bom motivo para fazer excursões pela serra.

quarta-feira, abril 13, 2016

A Flor-do-beijo

1. A Flor-do-beijo ou Psychotria elata
A Psychotria é um género botânico que compreende aproximadamente 1900 espécies de plantas com flores, que pertence à família Rubiaceae.
Uma das variedades desta planta tem o nome científico Psychotria Elata.
A flor-do-beijo é uma planta arbustiva ou uma pequena árvore, semilenhosa e florífera, que chama a atenção principalmente pelas suas flores, de brácteas vermelho vivo, brilhantes e que lembram lábios carnudos. Esta variedade é vulgarmente conhecida pelos nomes populares: Flor-do-beijo, Flor-de-lábios, Lábios-de-prostituta, Lábios-quentes, Planta-dos-lábios-quentes ou Lábios de Hooker.
É uma planta que surge em estado selvagem, nas regiões de climas tropicais ou equatoriais da Amérca Central e do Sul, nomeadamente na Colômbia, no Equador, na Costa Rica, nas Honduras, no Panamá, no México, na Jamaica e em Belize.
Só se encontra ao pé de árvores das florestas tropicais e nas margens de riachos e pequenos sulcos de água.
Na Colômbia de onde é originária, está ameaçada de extinção, pela desflorestação do seu habitat.

terça-feira, abril 12, 2016

Miúda Linda

Oiça Nelson Freitas em Miúda Linda (2015).
Nelson Freitas (Lisboa, 1975) é um cantor e produtor musical holandês, de origem cabo-verdiana. O seu estilo musical incorpora R&B e hip-hop combinados com zouk, kizomba e música tradicional de Cabo Verde.
Ainda adolescente, aprendeu a entreter o público através do breakdance. Depois, tornou-se vocalista do grupo Quatro (posteriormente, Quatro Plus). Atualmente assume-se como produtor, escritor, cantor, engenheiro e dono da GhettoZouk Music, um selo criado por Nelson Freitas com artistas como Chelsy Shantel & William Araujo.
Em 1997, o CD de compilação de Mobass Presents foi lançado com a faixa Hoje em Dia, que lançou oficialmente os Quatro no mercado. O grupo lançou três álbuns: 4-Voz (Quatro Vozes) em 1998, Bem Conche (Vem conhecer) em 2002, e Ultimo Viagem em 2005. Após estes três álbuns com o grupo, Nelson, criou o seu álbum a solo chamado Magic, em 2006. Este álbum lançou a sua carreira a nível mundial.
Em 2010 Nelson lançou o seu segundo álbum, My life, do qual se destacaram títulos como Rebound Chick, Saia Branka e Nha Primere Amor.
Em 2013 Nelson lançou o 3 º álbum Elevate, onde contou com a colaboração de artistas e produtores de diferentes etnias, como Angola, Cabo Verde, Congo, Holanda e Marrocos.

Ela é a miúda mais linda que eu ja vi na minha vida
As curvas dela me fazem enlouquecer logo na hora
Quando ela me toca ela me domina
Ela me fascina com um simples beijo na boca

Ninguem me engana que tu es a miuda que me faz
Sentir calor sentir o amor sentir-me bem
Podem falar o que quiserem mas eu nao me importo
Contigo eu sei que eu vou mais alem

Essa miuda é linda, oh!
Ela me faz fazer coisas que eu nunca fiz na minha vida
Linda, oh!
'To a gostar, fazer coisas que nunca fiz por ninguem não

Eu não me importo se ando a gastar a toa
É só com ela que eu vejo a minha vida numa boa
Ela é tão bonita, ela ilumina a minha vida
Só Deus é que sabe, bi 'tá bo tão feliz!

Ninguém me engana que tu és a miuda que me faz
Sentir calor sentir o amor sentir-me bem
Podem falar o que quiserem mas eu nãome importo
Contigo eu sei que eu vou mais além

Essa miuda é linda oh!
Ela me faz fazer coisas que nunca fiz na minha vida
Linda oh!
'To a gostar fazer coisas que nunca fiz por ninguem não

Miuda linda, tão bonita
Fazer coisas que nunca fiz na minha vida
Miuda linda, tão bonita
Fazer coisas que nunca fiz por ninguem não

Essa miuda é linda oh!
Ela me faz fazer coisas que nunca fiz na minha vida
Linda oh!
'To a gostar fazer coisas que nunca fiz por ninguem não

segunda-feira, abril 11, 2016

Orquídeas Raras

1 – Peristeria elata
Peristeria é um género botânico pertencente à família das orquídeas (Orchidaceae).  A espécie tipo é a Peristeria elata Hooker. O nome do género vem do grego peristerion, pequeno pombo, em alusão à forma das suas flores.
A estrutura central similar a uma pomba branca rendeu a essa orquídea o apelido de "Orquídea do Espírito Santo". Encontra-se na América Central, desde a Costa Rica à floresta Amazónica, no Equador, Perú, Colômbia, Guianas e norte do Brasil.

2 – Habenaria radiata
Esta é uma das mais famosas orquídeas japonesas. Apesar de ser muito conhecida no mundo inteiro, esta espécie está em perigo de extinção no estado selvagem.
Aqui a semelhança é difícil de negar: a parte central e as "asas" fazem com que esta orquídea se pareça com uma garçota (um tipo de garça). Encontra-se na China, no Japão, nas Coreias do Norte e do Sul e na Rússia.

domingo, abril 10, 2016

A aldeia de Rio de Onor

A aldeia de Rio de Onor está inserida no Parque Natural de Montesinho, concelho de Bragança, sendo atravessada pela fronteira com Espanha. De um lado fica, Rio de Onor, do outro, Rihonor de Castilla.

Rio de Onor é uma aldeia, (foi freguesia raiana, portuguesa) com 44,16 km² de área e 76 habitantes (2011). O que dá uma densidade populacional de 1,7 hab/km².

Subsiste ainda como aldeia comunitária. Se quiser conhecer melhor este tema recomendo-lhe a leitura de Rio de Onor - Comunitarismo Agropastoril (1953), de Jorge Dias (1907 – 1973), um prestigiado etnólogo português.

O comunitarismo pressupõe partilha e entreajuda de todos os habitantes:
  • Partilha dos fornos comunitários;
  • Partilha de terrenos agrícolas comunitários, onde todos devem trabalhar;
  • Partilha de um rebanho, pastoreado nos terrenos comunitários.

Rio de Onor tem em comum com a alentejana aldeia de Marco uma outra característica única: é atravessada a meio pela fronteira internacional entre Portugal e Espanha. Sendo, para efeitos oficiais, a parte espanhola distinguida como Rihonor de Castilla, Mas, para os seus habitantes, é apenas o povo de acima e povo de abaixo, não se distinguindo como dois povoados diferentes como, erradamente, é escrito por alguns.

O povoado singular assume, para além de um regime de governo próprio, um dialecto próprio e quase extinto, pertencente ao grupo do asturo-leonês, à semelhança da língua mirandesa.
Tipicamente trasmontana, a aldeia apresenta casas tradicionais compostas por dois andares: no andar de cima moram as famílias, no andar de baixo abriga-se o gado, os cereais e outros produtos da terra.

Esta aldeia comunitária é uma das mais bem preservadas do Parque Natural de Montesinho, com casas típicas serranas em xisto de varandas alpendradas, muito bem recuperadas.
Rio de Onor é atravessada pelo rio Onor, também conhecido como rio Contensa. A praia fluvial convida a momentos de lazer e descanso, tal a limpidez das águas que a beijam.

Em Rio de Onor, descubra a Ponte Romana, a Igreja Matriz, o forno, a forja e os moinhos comunitários.

Conheça ainda melhor esta região percorrendo o Roteiro da Baixa Lombada e Onor, que atravessa as aldeias de Baçal, Sacoias, Aveleda e Varge.

O artesanato típico da aldeia de Rio de Onor engloba peças de cestaria e carpintaria.
Na gastronomia destacam-se os saborosos enchidos.

Das tradições ancestrais de Rio de Onor merecem atenção especial o rionorês - dialeto que nasceu da mistura do castelhano e do português, ainda hoje, é falado na aldeia - e a Festa dos Reis (6 de janeiro), um rito da puberdade que envolve a participação dos rapazes solteiros da aldeia.

Vale a pena dar uma vista de olhos nestas imagens:

sábado, abril 09, 2016

O pelotão 72...

O vídeo abaixo mostra um pelotão absolutamente espetacular! Estão todos muito bem treinadinhos...
Este desempenho é feito por 38 estudantes do sexo masculino e 34 estudantes do sexo feminino de uma Universidade do Japão.
Não é preciso saber japonês para entender o vídeo, por isso, não perca a oportunidade de o ver.
Vale bem a pena observar o que é o treino e a precisão destes jovens.
Ora veja.

sexta-feira, abril 08, 2016

Tia Guida

Tia Guida é um livro do escritor português, André Fernandes. Este jovem autor esteve recentemente, na nossa escola, para fazer a apresentação desta sua obra e, para conversar com alguns alunos.
Sinopse:
Não me lembro do dia exacto, nem da hora exacta, mas lembro-me exactamente de como me senti.
Despertei. Peguei no telefone e digitei o número que pretendia. A chamada estava estabelecida. Estava prestes a receber notícias que ansiava receber há já alguns dias. Mas nem por um segundo equacionei a hipótese de serem tão negras como aquelas que recebi naquele dia. Cancro. Sim, tinha ouvido bem. Cancro.
Se quiser conhecer o André Fernandes veja o vídeo abaixo, porque ele esteve na TVI, para falar sobre o Tia Guida
Embora seja um livro sobre cancro, é um m livro com uma mensagem muito positiva.

quinta-feira, abril 07, 2016

It's Only Love / Without You

Oiça, Tina Turner & Bryan Adams em  It's Only Love/Without You (ao vivo).
Tina Turner, conhecida como Miss Hot Legs é uma cantora, dançarina e atriz nascida nos Estados Unidos e, desde 2013, de cidadania suíça , cuja carreira começou há mais de cinquenta anos.
Bryan  Adams (1959), é um cantor, compositor e fotógrafo canadiano. Bryan Adams é um dos artistas mais bem sucedidos da década de 1980. É também reconhecido por sucessos como Heaven, Please Forgive Me, Everything I Do, Summer of 69, entre outros.

quarta-feira, abril 06, 2016

Maria do Mar


Maria do Mar (1930) é um filme mudo português, realizado pelo cineasta Leitão de Barros.
O argumento é de Leitão de Barros que contou com a parceria de António Lopes Ribeiro.
É a primeira docuficção e também a primeira etnoficção do cinema português (metragem original: 3000 metros, metragem conservada: 2138 metros), a segunda mundial depois de Moana (1926), de Robert Flaherty.
Uma obra precursora, com Moana, da prática da antropologia visual.
Estreou em Lisboa, nos cinemas Odeon e São Luiz, e na cidade do Porto, no cinema Águia de Ouro, em 1930.

Sinopse:

Maria do Mar, é o nome do batel da grande desgraça e o nome da protagonista. Daí o título ao filme.
É simultaneamente um documentário - porque retrata fielmente a vida pobre e dura das gentes da Nazaré, o que lhe dá uma caução muito realista - e, uma película de ficção. Narra a trágica história de duas famílias desavindas pelas mortes dos pais em que as matriarcas - principalmente Tia Aurélia, a Ilhôa, interpretada pela extraordinária Adelina Abranches - subjugam todos ao seu domínio. Mas não conseguem evitar uma bela história de amor entre os filhos, Maria do Mar (Rosa Maria) e Manuel (Oliveira Martins).

Falacha (Alves da Cunha) é o capitão de um barco de pesca da Nazaré que perdeu parte de seus homens num naufrágio.
Uma das vítimas foi o homem da Tia Aurélia, que nunca perdoou à família do arrais. Perseguido pelo ódio dos seus patrícios, Falacha suicida-se. Um dia, Maria do Mar, a filha dele, é salva por Manuel, filho da Tia Aurélia...
Tempos depois, Maria do Mar, apaixona-se pelo Manuel, o que faz com que estes dois jovens se transformem numa espécie de Romeu e Julieta da Nazaré.

Mas agora é mais do que tempo de ver o filme de que  temos estado para aqui a falar!

terça-feira, abril 05, 2016

A Rua Das Rimas

A rua que eu imagino, desde menino, para o meu destino
pequenino
é uma rua de poeta, reta, quieta, discreta,
direita, estreita, bem feita, perfeita,
com pregões matinais de jornais, aventais nos portais, animais e
varais nos quintais;
e acácias paralelas, todas elas belas, singelas, amarelas,
douradas, descabeladas, debruçadas como namoradas para as
calçadas;
e um passo, de espaço a espaço, no mormaço de aço baço e lasso;
e algum piano provinciano, quotidiano, desumano,
mas brando e brando, soltando, de vez em quando,
na luz rara de opala de uma sala uma escala clara que embala;
e, no ar de uma tarde que arde, o alarde das crianças do
arrabalde;
e de noite, no ócio capadócio,
junto aos lampiões espiões, os bordões dos violões;
e a serenata ao luar de prata (Mulata ingrata que mata...);
e depois o silêncio, o denso, o intenso, o imenso silêncio...
A rua que eu imagino, desde menino, para o meu destino
pequenino
é uma rua qualquer onde desfolha um malmequer uma mulher
que bem me quer
é uma rua, como todas as ruas, com suas duas calças nuas,
correndo paralelamente, como a sorte diferente de toda gente,
para a frente,
para o infinito; mas uma rua que tem escrito um nome bonito,
bendito, que sempre repito
e que rima com mocidade, liberdade, tranqüilidade: RUA DA FELICIDADE...
Guilherme de Almeida

segunda-feira, abril 04, 2016

A Martinica

A Martinica é um departamento insular francês, situado nas Caraíbas. 
Este território ultramarino tem fronteiras marítimas com a Dominica a noroeste, e com Santa Lúcia a sul.
A capital da Martinica é  Fort-de-France. Este território tem estatuto de região administrativa, assim como as outras colónias francesas (Guadalupe, a ilha de Reunião e a Guiana Francesa).
A antiga capital, Saint-Pierre, ficou mundialmente famosa após a grande erupção vulcânica de 1902, no Monte Pelée. Em 29 de novembro de 2007, houve um sismo de 7,4 na escala de Richter, que foi sentido no Brasil (Amazonas, Pará, Rondónia, Roraima e Amapá).
A pessoa mais ilustre, filha deste território, foi a primeira consorte do imperador Napoleão I, a imperatriz Josefina de Beauharnais.
Descubra a Martinica através do excelente timelapse que se segue.
E veja agora um excelente vídeo sobre este magnífico território.

domingo, abril 03, 2016

O Dia do Vale ou o Dia das Sestas

Em alguns lugares do nosso país, em especial da região do Alentejo, existe uma tradição que ocorre uma semana depois da Páscoa, que é o chamado Dia do Vale.
Neste dia, que costuma ser uma semana após o Domingo de Páscoa, em algumas zonas, as pessoas vão para o campo fazer um pic-nic, numa celebração ainda pascal, da ressurreição de Cristo.
Vão para o campo, para conviver com a família, para descansar, para ver os campos verdes, as árvores floridas, as crias que nascem, ou seja, a natureza a transbordar de nova vida.
As pessoas levam os farneis, onde não pode faltar o tradicional borrego para o almoço no campo, cadeiras e mesas, entre outras coisas, para  um dia passado em festa.
Noutros locais do Alentejo estes pic-nics pascais ocorrem na segunda feira após o Domingo de Páscoa ou na segunda feira de Pascoela uma semana a seguir ao Domingo de Páscoa.
Uma tradição linda, embora em vias de extinção, pelo seu conteúdo, pela sua liberdade, pela celebração da Vida!