sábado, fevereiro 27, 2016

O Glory Hole

1.O Glory Hole - Califórnia
O Glory Hole de Monticello Dam é o maior remoinho (ou buraco) de drenagem do mundo (suga 5000 m³ de água por segundo).
A represa ou barragem de Monticello, é uma barragem localizada no Condado de Napa, Califórnia, Estados Unidos, que foi construída entre os anos de 1953 e 1957.
A barragem é famosa em todo o mundo por contar com um imenso sumidouro de água, de cimento armado com 22 metros de diâmetro (chamado "Glory Hole", ou, "buraco da Glória"), que faz o escoamento do Lago Berryessa quando o nível da água atinge o limite de segurança, com o objetivo de evitar inundações. É considerado o maior buraco do mundo com estas características.

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

My first, my last, my everything

Oiça Pavarotti & Barry White em "My first, my last, my everything". 
Barry White (1944 - 2003) foi um cantor, compositor, maestro e produtor musical norte-americano. Compositor de inúmeros sucessos em estilo soul e disco e de baladas românticas, e um intérprete com voz profunda e grave.

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

A Orquídea Pato

A Orquídea Pato, Orquídea Pato Voador, Pato-Voador, ou Caleana major,  pertence à família botânica das orquídeas e é típica das regiões leste e sul da Austrália.
É uma planta perene que floresce no final da primavera ou no início do verão. Pode ser encontrada em bosques de eucalipto, ribeirinhos ou pantanosos, e, também nos matagais próximos da costa. A planta costuma crescer até aos 50 centímetros de altura e as suas flores têm de 15 a 20 milímetros.
É uma planta muito apreciada por colecionadores devido a este formato diferente, que lembra muito patos com asas abertas, formato que utiliza para atrair insetos para a polinização.
A Orquídea Pato foi catalogada pela primeira vez pelo botânico e colecionador George Caley.

O Nome da Rosa

Umberto Eco (1932 –  2016) foi um escritor, filósofo, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano de fama internacional.
Foi colaborador de diversos periódicos académicos, e colunista da revista semanal italiana L'Espresso, na qual escreveu sobre uma infinidade de temas.
Eco foi, ainda, um notório escritor de romances, entre os quais "O Nome da Rosa" (adaptado ao cinema, veja o trailer abaixo) e "O Pêndulo de Foucault".
Sinopse:
Um estudioso descobre casualmente a tradução francesa de um manuscrito do século XIV: o autor é um monge beneditino alemão, Adso de Melk, que narra, já em idade avançada, uma perturbante aventura da sua adolescência, vivida ao lado de um franciscano inglês, Guilherme de Baskerville.
Estamos em 1327. Numa abadia beneditina reúnem-se os teólogos de João XXII e os do Imperador. O objecto da discussão é a pregação dos Franciscanos, que chamam a igreja à pobreza evangélica e, implicitamente, à renúncia ao poder temporal.
Guilherme de Baskerville, tendo chegado com Adso pouco antes das duas delegações, encontra-se subitamente envolvido numa verdadeira história policial. Um monge morreu misteriosamente, mas este é apenas o primeiro dos sete cadáveres que irão transtornar a comunidade durante sete dias. Guilherme recebe o encargo de investigar esses prováveis crimes. O encontro entre os teólogos fracassa, mas não a investigação do nosso Sherlock Holmes da Idade Média, atento decifrador de sinais, que através de uma série de descobertas extraordinárias, conseguira no final encontrar o culpado nos labirintos da Biblioteca.

terça-feira, fevereiro 23, 2016

O Kimberley Big Hole

1.Kimberley Big Hole - África do Sul
"The Big Hole" (Grande Buraco) é uma cratera, que fica na cidade de Kimberley, África do Sul.
O Big Hole é o maior buraco do mundo feito a mão. Foi feito devido à excessiva atividade mineira nos arredores de Kimberley.
De 1866 a 1914, mais de 50 000 mineiros escavaram o buraco com pás e picaretas, tirando deste, cerca de 2720 kg de diamantes. O Big Hole ocupa 17 hectares e tem 463 metros de largura. Desde então acumulou água até aos 40 metros abaixo da superfície, inundando 175 metros do buraco. A mina subterrânea de Kimberley foi escavada até uma profundidade de 1097 metros.
Existe actualmente um esforço para registar o Big Hole como Património Mundial da Humanidade.

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Por Favor Não Matem a Cotovia

"Por Favor Não Matem a Cotovia" é um livro de Harper Lee
recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, para o 3º Ciclo.
Harper Lee (1926 - 2016) foi uma escritora norte-americana, que ganhou o Prémio Pulitzer de Ficção em 1961, pela sua obra de ficção To Kill a Mockingbird  (Por Favor, Não Matem a Cotovia).
Em julho de 1960 publicou "Por Favor Não Matem a Cotovia", tornando-se sucesso de público e crítica, e desde então nunca mais lançou um livro até que foi descoberto o "Vá Coloque Um Vigia", escondido numa caixa, e lançado em 2015.
Muito reservada, não dava entrevistas há anos. Morreu numa clínica para idosos em Monroeville, em 19 de fevereiro de 2016.
Sinopse:
Obra pungente onde são tratados temas como a coragem, a injustiça racial, a perda da inocência, a tragédia e o crescimento, é ainda um monumento de integridade que serve de exemplo, em muitos países de língua inglesa, para o ensino de valores humanos, bem como de construção literária.
Durante os anos da Depressão, Atticus Finch, um advogado viúvo de Maycomb, uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de violar uma jovem branca. Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, Harper Lee descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora onde o preconceito e o racismo caracterizam as relações humanas, revelando-nos, ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típicos da infância.
Críticas:
«Sem dúvida um verdadeiro fenómeno literário, este romance sulista não apresenta a mais pequena mácula nas suas delicadas folhas de magnólia. Divertido, alegre e escrito com uma precisão cirúrgica.» - Vogue
«O estilo de Harper Lee revela-nos uma prosa enérgica e vigorosa capaz de traduzir com minúcia o modo de vida e o falar sulistas, bem como uma imensa panóplia de verdades úteis sobre a infância no sul dos EUA.» - Time

domingo, fevereiro 21, 2016

Medronho Moonshine

Kevin O'Grady, do grupo The Tasmaniac, é um cidadão irlandês que vive em Portugal e escreveu uma canção sobre o medronho algarvio  (ou aguardente de medronho).

Chama-se Medronho Moonshine. O vídeo oficial está aí em baixo. Preste atenção à letra!
Este irlandeses tornaram-se fãs desta nossa bebida e até os Guardas Republicanos são clientes....

O medronho, medronheira ou aguardente do medronho faz parte da identidade cultural e gastronómica do nosso país em particular do Algarve e da vila de Monchique e representa uma tradição secular que tem vindo a passar, religiosamente, de geração em geração.
Esta bebida é produzida a partir dos frutos com o mesmo nome (medronho), num processo de produção muito tradicional e artesanal. Todo o processo é demorado, para que o produto final fique com a melhor qualidade. Se quiser ficar a saber como se fabrica a medronheira basta clicar aqui.

O medronho é o fruto do medronheiro que é uma árvore frutífera e ornamental da família Ericaceae. É uma planta nativa da região mediterrânica e Europa Ocidental podendo ser encontrada em Portugal, por todo o país, mas a maior concentração ocorre nas serras do Caldeirão e Monchique.


Entretanto, não perca a oportunidade de apreciar esta homenagem de Kevin O'Grady, dos "The Tasmaniac, ao nosso medronho:

sábado, fevereiro 20, 2016

Não posso adiar o amor

Desenho - António Ramos Rosa
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob as montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa 

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

O que é a pressão arterial?

Assista a um lição de Wilfred Manzano, em animação (Fox Animation Domination High-Def), acerca da pressão arterial e de como é que ela funciona.
Se alinhassemos todos os vasos sanguíneos de nosso corpo, eles teriam mais de 90 mil km de comprimento. Todos os dias, transportam mais de 7 mil litros de sangue para os tecidos do nosso organismo. Qual é o efeito da pressão sanguínea nas paredes desses vasos? 
Wilfred Manzano explica-lhe isso tudo e mostra todos os factos que deve saber.
Ora veja. Não perca esta oportunidade!

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Como funciona o coração

O coração humano é o órgão responsável pelo percurso do sangue através do nosso organismo. Este percurso é feito, aproximadamente, em 45 segundos, quando em repouso. O coração bate cerca de 109.440 a 110.880 vezes por dia, bombeando aproximadamente 5 litros de sangue.
Neste tempo o órgão bombeia sangue suficiente, a uma pressão razoável, para percorrer todo o corpo humano (ida e volta), transportando assim, o oxigénio e os nutrientes necessários às células que sustentam as atividades orgânicas.
Veja, no vídeo abaixo, como é que o coração bombeia o sangue no corpo humano, através da explicação de Edmond Hui.
Durante grande parte da História da humanidade, não se sabia para que é que servia o coração ou porque é que ele batia sem parar.
Com a evolução da Ciência e da Medicina, percebemos que este órgão-bomba cumpre a tarefa vital de bombear o sangue arterial por todo o corpo. Mas como?
Edmond Hui explica-lhe tudo isso, de forma muito eficaz.
Ora veja!
Olhe que vale bem a pena.

quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Os lobos que mudaram os rios

Nos anos 90, no parque de Yellowstone (nos EUA), os lobos já estavam praticamente extintos. Os cientistas resolveram então reintroduzir estes animais no parque. Como toda a gente sabe, os lobos são predadores e, por isso, muitos acreditavam que aquilo poderia ser prejudicial ao ambiente, que já se encontrava em desequilíbrio.
Para a surpresa dos cientistas, não foi o que ocorreu. Não só isso, mas outras coisas inesperadas e incríveis começaram a acontecer. E mais uma vez o homem se curvou diante da soberania da mãe natureza. 
Confira estes acontecimentos vendo o vídeo abaixo. Não perca.

terça-feira, fevereiro 16, 2016

A propósito das ondas gravitacionais


Einstein tinha razão, previstas por Einstein há 100 anos, as ondas gravitacionais (teoria da relatividade) existem.
Durante décadas, os cientistas tentaram, sem êxito, detectar estas ondas, fundamentais para entender as leis que regem o Universo.
Na quinta-feira passada, um grupo de cientistas de vários países, anunciou ter conseguido detectá-las pela primeira vez.
Esta comprovação é uma das maiores descobertas da ciência do nosso tempo porque, além de confirmar as ideias de Einstein, abre as portas para maneiras totalmente novas de se investigar o Universo. A partir de agora, a astronomia e outras áreas da ciência entram uma nova era.

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

É o Amor

Oiça Zezé di Camargo  (da dupla sertaneja, Zezé Di Camargo e Luciano) & Vanessa Camargo em "É o Amor" (ao vivo).
Eu não vou negar que sou louco por você
Tô maluco pra te ver
Eu não vou negar

Eu não vou negar sem você tudo é saudade
Você traz felicidade
Eu não vou negar

*Eu não vou negar você é meu doce mel
Meu pedacinho de céu
Eu não vou negar

Você é minha doce amada
Minha alegria
Meu conto de fada
Minha fantasia
A paz que eu preciso pra sobreviver

Eu sou o seu apaixonado de alma transparente
Um louco alucinado meio inconsequente
Um caso complicado de se entender

É o amor
Que mexe com minha cabeça
E me deixa assim
Que faz eu pensar em você esquecer de mim
Que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver

É o amor
Que veio como um tiro certo no meu coração
Que derrubou a base forte da minha paixão
E fez eu entender que a vida é nada sem você
(* repetir)
Zezé Di Camargo e Luciano - Compositor: Zeze di Camargo

domingo, fevereiro 14, 2016

Ofélia, a namorada de Pessoa

Ophelia Queiroz ou Ofélia Maria Queirós Soares (1900 - 1991), foi a única namorada conhecida de Fernando Pessoa.

Gostava de ler, de ir ao teatro e de conviver. Passava muitas horas em casa do sobrinho, o poeta Carlos Queirós, a conviver com grandes artistas como Carlos Botelho, Vitorino Nemésio, Almada Negreiros, Olavo d'Eça Leal, Teixeira de Pascoaes, José Régio etc.

Ofélia, no entanto, ficou conhecida por ter sido a única namorada do poeta Fernando Pessoa.

Este namoro é caracterizado por ter duas fases distintas. De Maio a Novembro de 1920 e de Setembro de 1929 a Janeiro de 1930. Embora o contacto entre os dois se tenha mantido cordial, mas esporádico, até à morte do poeta.
A relação entre os dois tornou-se conhecida após a publicação das cartas que ele lhe escreveu, São 48, publicadas em 1978 e precedidas de um texto explicativo da própria Ofélia e das cartas dela (110) para ele, publicadas pela sua sobrinha em 1996, já depois da morte de Ofélia.
Foi o único amor conhecido do poeta, o único nos seus 47 anos de vida.

A primeira fase durou poucos meses e foi marcada por uma paixão intensa. Começa quando Pessoa conhece a jovem, na altura com 19 anos, nos escritórios da baixa lisboeta, onde ela entra para trabalhar como dactilógrafa e ele já exercia os seus serviços como tradutor de correspondência comercial. A relação é pura e doce.
A mudança de Ophélia para o outro lado da cidade, a morte do padrasto e a volta da mãe para Lisboa, somadas ao estado dos nervos do poeta - que se reconhece muito doente - arrefecem o entusiasmo que impulsionava a relação. A 29 de Novembro de 1920, uma lúcida e cruel mensagem encerra o namoro: "O amor passou... O meu destino pertence a outra Lei, cuja existência a Ophelinha ignora, e está subordinado cada vez mais à obediência a Mestres que não permittem nem perdoam..."

Dez anos depois acontece a retomada do namoro, agora usando igualmente o recurso da voz, pois, já existiam telefones em Portugal. O reencontro é motivado por uma fotografia do poeta a beber no Abel Ferreira da Fonseca, que tinha sido oferecida a Carlos Queirós, sobrinho de Ofélia e amigo de Pessoa. A jovem mostra vontade de possuir uma igual e ele envia-lhe uma com a dedicatória: "Fernando Pessoa em flagrante delitro".

A 11 de Setembro inicia-se a primeira da segunda série de cartas de amor. Nesta segunda fase, nota-se uma enorme confusão de sentimentos e perturbação psíquica.

O crítico David Mourão-Ferreira, que estudou as duas fases da correspondência amorosa, sugere que o fracasso desta aventura se deve à presença constante de Álvaro de Campos e que a relação de 1929-1930 era, na verdade, um "ménage à trois virtual".

Ofélia, depois da natural fase de perplexidade, seguiu a sua vida. Mais tarde conhece, na Tobis, o teatrólogo Augusto Soares com quem se casa em 1938, três anos após a morte de Pessoa.

sábado, fevereiro 13, 2016

Bicicleta à Chuva

O livro "Bicicleta à Chuva", é uma história sobre bullying, coragem e amizade, narrada por Margarida Fonseca Santos.
Margarida Fonseca Santos (1960) é uma escritora, formadora e dramaturga portuguesa. Escreveu já mais de uma centena de livros em língua portuguesa, entre ficção, literatura infantojuvenil e não-ficção.
Margarida Fonseca Santos, que já esteve a falar com alunos desta escola, é uma autora reconhecida e muito querida do público, com vários livros publicados, estando mais de metade deles incluídos no Plano Nacional de Leitura.
Sinopse:
Crescer é um desafio enorme. Mas às vezes é difícil decidir que caminho devemos seguir. 
O Jaime carrega um enorme segredo: um grupo de rufias, os Alcaides, toma conta da sua vida de muitas maneiras, deixando--lhe o corpo e a mente com marcas difíceis de apagar.
O Valdomiro, o chefe dos Alcaides, luta para, de alguma forma, conseguir ser importante naquele bairro tão complicado.
Um dia, em frente à paragem do autocarro, o Jaime vê uma bicicleta antiga encostada ao muro de pedras, e desenha-a. Cai uma chuva miudinha, mas o dono da bicicleta, o Joaquim, não se incomoda com isso, e interessa-se por aquele desenhador.
Nasce assim uma amizade capaz de revolucionar a vida do Jaime e de muitos outros.
Um livro comovente e emocionante que os mais novos não vão conseguir parar de ler!

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Broadway Rhythm

Um vídeo de 1944, foi recuperado, digitalizado e colorido. Nesta clássica coreografia do filme "Broadway Rhythm", as assim chamadas The Ross Sisters (Aggie, Maggie e Elmira), cantam e movimentam-se de uma forma, que não parece ser humanamente possível.
Nos primeiros 45 segundos elas só cantam. Mas o que vem a seguir é absolutamente impressionante.
Ora veja! Não perca esta oportunidade.

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Os elefantes que vieram para o jantar!

O que lhe trago hoje, acontece na Mfuwe Lodge, uma pousada de cinco estrelas, na Zâmbia.
Penso que a história é mais ou menos assim: uma família de elefantes num determinado período do ano, costuma vir comer frutos (mangas) e folhas de árvores, que existem na região onde se situa a pousada. Mas, os homens construíram esta unidade hoteleira exatamente no local onde eles passavam. Os elefantes não se perturbaram por aí além, com tal facto.
Sempre na mesma altura do ano, chegam como sempre fizeram, liderados por uma matriarca de nome Wonky Tusk, atravessam o hall do Lodge e, dirigem-se para as tais árvores com o objectivo de colherem os frutos e as folhas que tanto adoram.
Depois, de barriguinha cheia, vão-se embora. E um filhote de elefante ainda tem tempo para brincar com o jeep.
É absolutamente espetacular. Ora veja lá!

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Doces e Outras Especialidades Carnavalescas

Nesta quarta - feira  de cinzas, apetece-me falar de doces e de outras especialidades gastronómicas carnavalescas, típicas de outras partes do mundo.
Na Colômbia, o doce típico do Carnaval é o "Enyucado", doce tradicional feito à base de mandioca (Yuca) e coco.
Mas, não podia deixar de aproveitar a oportunidade de falar no Carnaval de Barranquilla (Colômbia), considerado Património Cultural Imaterial da Unesco (2008).  Aqui o prato típico, não é um doce, e sim, o "Sancocho de guandú con carne salada" (sopa de feijão-guandu com carne salgada).
Além do ingrediente essencial que é o "guandu" (de preferência verde) a sopa leva carne salgada (peito), inhame, mandioca, banana (que lhe dá o sabor doce característico), vegetais (cebola, pimenta doce, alho, cebolinha crioula e coentros) e especiarias (cominhos, sal, pimenta) e se quiser pode adicionar torresmos. É servido com arroz branco ou de coco, bolo de mandioca e "guarapo" (nome dado a uma bebida não-alcoólica ou infusão) de panela ou sumo natural.
Este cozido guandu, muito condimentado, é considerado o prato típico do Carnaval de Barranquilla.
Em Nova Orlães (E.U.A.), o doce típico do Carnaval são as Panquecas (variante dos crepes franceses) que se servem com mel e natas.
Na Alemanha, pelo Carnaval, comem-se os típicos "Berliner Pfannkuchen" com recheio de ameixa ou morango. A partida de carnaval associada a estes doces, é fazer correr a boato de que estão recheados com mostarda.
No Carnaval de Colónia (Kölle Alaaf) fazem-se muitos caramelos para distribuir às pessoas que estão nos desfiles.
Como prato característico de Nice (França)  temos o "Ratatouille", cuja diferença principal tem a ver com a inclusão da beringela entre os seus ingredientes.
O carnaval em Espanha oferece alguns doces típicos como os "Pestiños" (fritos), em Cádiz, as tortilhas de Carnaval de Olvera e os bolos de carnaval, as rosquinhas de Carnaval, etc. Na cozinha galega são frequentes os "Freixós" (uma espécie de filhós).
Em Cádiz gostaria de destacar, também, uma especialidade culinária de carnaval que é a "Ortiguilla", uma alga marinha que se serve frita e temperada com limão.
Em Avilés nas Astúrias, serve-se o "Pote Asturiano" (o cozido típico da região) e os "Frixuelos" –que, como no caso de Nova Orleães, são uma variante dos crepes franceses.
Também na Galiza, em Verín, o menú de Entrudo ou Entroido tem o cozido como o seu prato estrela, acompanhado de rabo, orelha ou língua de porco, sem esquecer o chouriço, a morcela e "lacón" (ombro do porco).
Os doces tradicionais de carnaval são a "Bica", feita com farinha, claras de ovo, nata e anis, as "Filloas"  - de novo as panquecas – ou as chamadas "Orejas de Carnaval" – uma massa de manteiga, farinha, ovos e anis, que se fritam em azeite.
No carnaval de Lantz  (Navarra) os visitantes podem provar a "Borraja", os deliciosos "Espárragos" ou uma boa "Chuleta del Valle de Baztán".
O carnaval de Tenerife nas Canárias oferece como menú carnavalesco, as "Sopas de Miel" - confecionadas à base de pão, mel de cana, canela e  anis – ou as "Tortillas de Carnaval".
Os doces de carnaval na Itália são muitos e variados. Assim, são muito populares na Calábria e Campania o "Sanguinaccio dolce" (pastel de chocolate). Os "Castagnole" são muto típicos da Itália meridional, os "Tortelli dolci" típicos da Itália central, e ainda, uns pasteis fritos chamados "Ciambelle de Carnevale".
Ainda são dignos de nota os "Cenci", ou os "Chiacchiere" (ou Frappe, Galani, Intrigoni e Sfrappole), como exemplos de alguns dos numerosos pasteis desta época, todos eles com uma enorme popularidade, dependendo da região de Itália.
No caso do célebre carnaval de Veneza, a sua especialidade gastronómica de carnaval, também é um doce. São os chamados "Frittole", que são uns bolinhos feitos à base de leite, farinha, ovos, manteiga, uvas e pinhões; aromatizados com "grappa" (ou graspa, bebida alcoólica de origem italiana, tradicionalmente feita a partir de bagaço, que já existe desde a Idade Média) - o chamado "orujo" italiano - e fritos em azeite.

terça-feira, fevereiro 09, 2016

Marafonas e Matrafonas


A palavra "marafona" (nom. fem.) é um regionalismo que significa "boneca de trapos" (sem olhos, ouvidos, boca e nariz, constituída por uma cruz de madeira revestida de tecido colorido que lhe serve de traje); ou "mona"; (fig.) "mulher ordinária"; (regionalismo pejorativo) mulher considerada desajeitada, mal vestida ou mal cuidada", "mulher mal arranjada"; (em calão, pejorativo) "prostituta"; (outro regionalismo) "figurante masculino vestido de mulher, no Carnaval de Torres Vedras".

Esta palavra tem a variante "matrafona", mais próxima da etimologia, que contém a ideia de "mãe" (matr...) e a aproxima da "matrioska" russa. O facto de ter uma raiz "matr..." indica que a palavra é de origem indoeuropeia, não necessariamente latina. O conteúdo semântico que, por desgaste, escorrega para o tom pejorativo, indica a antiguidade da palavra.

As marafonas estão associadas ao culto da fertilidade, ao Entrudo ou à religião, em algumas regiões do nosso país.
A marafona ou matrafona (Alentejo) é uma boneca de trapos, sem olhos, nem boca, nariz ou ouvidos, vestida com um colorido traje regional. A sua armação é uma cruz de madeira revestida a tecido.
A procissão das marafonas (que eram as moças que levavam os açafates), ou do pão bento, tinha lugar em Guimarães, na igreja de Sta Clara.

Marafona - Monsanto
Em Monsanto, segundo reza a lenda, quando a aldeia estava cercada pelos mouros alguns dos seus habitantes decidiram fazer umas bonecas e pô-las a dançar nas ameias do castelo, dando a ideia de que estavam bem e felizes. Os mouros, ao ver as bonecas, decidiram levantar o cerco.

As bonecas de Monsanto, são utilizadas para celebrar a fertilidade, e a felicidade conjugal. As marafonas fazem parte da tradição de Monsanto na Festa das Cruzes, celebrada no dia 3 de Maio se for domingo, caso contrário, no domingo seguinte.

Durante a festa, as raparigas casadoiras bailam com as marafonas. Depois da festa as bonecas são deixadas em cima da cama onde têm o poder de livrar a casa das tempestades de trovoada, e de maus olhados. No dia do casamento guardam-se debaixo da cama (como não têm olhos nem orelhas nem boca, nada vêem, nada ouvem nem nada podem contar) para trazer fertilidade e felicidade ao casal.

A marafona faz parte da tradição na localidade de Podence,, no concelho de Macedo de Cavaleiros, mais propriamente na festa dos Caretos de Podence, onde a marafona é, também, uma rapariga mascarada que anda com a cara escondida por baixo de uma renda e leva um lenço à cabeça. Estas marafonas são os únicos seres que os caretos respeitam nas suas brincadeiras.

O Carnaval de Torres Vedras é das poucas festividades de carnaval que se mantêm fiéis às tradições da comemoração do Entrudo em Portugal.
Um carnaval que conta, na celebração destes dias de festa, com a participação espontânea de milhares de cidadãos.
As matrafonas (homens vestidos de mulher) desfilam no Carnaval de Torres Vedras, participando no Desfile das Matrafonas ou passeando nos espaços livres entre os carros alegóricos. O seu aspeto caricato diverte o público que muitas vezes exclama: "aquele é mesmo uma grande matrafona"!

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

A Gastronomia e o Entrudo

O Entrudo ou Carnaval é festejado nos três dias que antecedem a Quaresma, que começa na Quarta-Feira de Cinzas e se prolonga até à Páscoa.
A gastronomia portuguesa relacionada com o entrudo é rica e variada seguindo o velho ditado: "No Entrudo come-se de tudo". Mas, nesta época festiva o porco é que é o rei.

O que nos contam os textos históricos relativamente ao Entrudomostra que o que se encontra em lugar de destaque nas mesas portuguesas são duas iguarias, a carne de porco e as filhós.
Em tempos recuados a época do Entrudo começava no Dia de Reis, a 6 de Janeiro. A partir de então, os domingos eram assinalados por festas já carnavalescas e com grandes comezainas. Daí que fossem conhecidos por Domingos Gordos. E assim ssim nasceram as feijoadas de Carnaval.

As melhores são as do Norte de Portugal, com destaque para as transmontanas, enriquecidas com o fumeiro da região. Em algumas regiões de Trás-os-Montes fazem -se as Casulas com Butelo.
Na Beira Litoral, faz-se uma feijoada com orelheira, a que se juntam muitos nabos (4 para 1 orelha) e a respectiva rama, tenrinha.
Nas Minas da Panasqueira, há uma feijoada temperada com massa de pimentão, e na qual, do porco, só se usam os pezinhos.
No Porto, fazem-se grandes feijoadas e diga-se que as tripas não seriam o que são, se lhes faltasse a saborosa leguminosa. Falta acrescentar que os açorianos juntam à feijoada ramos de funcho. Na Madeira, entre outras iguarias,  muito procurados são o cuscuz de fabrico caseiro, a sopa de trigo, e a carne de vinha-d’alhos.

Manda a tradição que a feijoada seja sempre acompanhada por arroz, e há uma explicação para o facto: o cereal melhora a qualidade das respectivas proteínas. No Norte, em princípio, o arroz é de forno, devendo ser servido no recipiente em que foi cozinhado.
Carnaval Tradicional - S. Brás de Alportel (Algarve)

O feijão chegou à Europa Ocidental em 1528 e os historiadores atribuem o feito ao Papa Clemente VII que, tendo recebido das Índias Ocidentais umas estranhas sementes em forma de rim, ordenou a um frade, Piero Valeriano, que as semeasse.


Por agora deixo-lhe uma receita de Filhós Estendidas  à moda do Alentejo (Évora) retiradas do livro: "Festas e Comeres do Povo Português" (Editorial Verbo).

Ingredientes:
1,5 kg de farinha
1 dl de azeite
1 colher de chá (bem cheia) de sal
1/2 dl de aguardente branca
sumo de 3 laranjas grandes
7 a 8 ovos
100 grs de manteiga
azeite para fritar
açúcar e canela para polvilhar

Confecção:
Peneira-se a farinha para um alguidar e escalda-se com o azeite a ferver. Depois com as mãos misturam-se o melhor possível estes dois ingredientes desfazendo os caroços que se formaram. Faz-se uma cova no meio da farinha e deitam-se aí 1 dl de água tépida onde se desfez o sal, a aguardente, o sumo das laranjas e 3 ovos.
Começa então a amassar-se juntando os ovos à medida que a massa os vai obsorvendo. Quando se considerar que a massa está pronta, isto é, quando a massa estiver elástica e não se pegar ao alguidar, junta-se a manteiga e mistura-se bem. Tapa-se a massa com um pano e deixa-se repousar durante 2 horas, pelo o menos.
Depois, com o rolo e o mínimo de farinha estendem-se as filhós e cortam-se em rectângulos ou circunferências com a ajuda de uma carretilha. No centro de cada filhó dão-se 4 golpes que não deverão atingir os bordos da massa. À medida que se vão estendendo e cortando, colocam-se as filhós sobre um pano ligeiramente empoado de farinha, ou melhor, para evitar que as filhós sequem, devem, na medida do possível, ir-se fritando em azeite bem quente.
Há diversas maneiras de pegar nas filhós para as fritar no azeite. A mais corrente consiste em introduzir os dedos nas tiras formadas pelos golpes. Assim: passam-se os dedos da mão direita na 1.ª e 3.ª tiras deixando cair a 2.ª e a 4.ª que serão amparadas com a mão esquerda.
Depois de fritas e louras, escorrem-se as filhós sobre papel absorvente. Polvilham-se com o açúcar e canela ou passam-se por uma calda de mel como se faz no caso das filhós da Beira Baixa.

* No Alentejo, nomeadamente em Évora, é costume fazer estas filhós na Quinta-Feira das Comadres em quantidade suficiente para os três dias do Carnaval. Ainda não há muitos anos, os amigos e os vizinhos mascaravam-se e visitavam-se uns aos outros para comerem as Filhós e outros fritos, acompanhados de Licores caseiros ou de Vinho Fino (Vinho do Porto).

Sugiro-lhe que veja um vídeo (TV Barroso) que nos mostra um outro tipo de Filhós. São as Filhoses de Entrudo de Montalegre que continuam a ser tradição na Região d3 Barroso.