sábado, fevereiro 13, 2016

Bicicleta à Chuva

O livro "Bicicleta à Chuva", é uma história sobre bullying, coragem e amizade, narrada por Margarida Fonseca Santos.
Margarida Fonseca Santos (1960) é uma escritora, formadora e dramaturga portuguesa. Escreveu já mais de uma centena de livros em língua portuguesa, entre ficção, literatura infantojuvenil e não-ficção.
Margarida Fonseca Santos, que já esteve a falar com alunos desta escola, é uma autora reconhecida e muito querida do público, com vários livros publicados, estando mais de metade deles incluídos no Plano Nacional de Leitura.
Sinopse:
Crescer é um desafio enorme. Mas às vezes é difícil decidir que caminho devemos seguir. 
O Jaime carrega um enorme segredo: um grupo de rufias, os Alcaides, toma conta da sua vida de muitas maneiras, deixando--lhe o corpo e a mente com marcas difíceis de apagar.
O Valdomiro, o chefe dos Alcaides, luta para, de alguma forma, conseguir ser importante naquele bairro tão complicado.
Um dia, em frente à paragem do autocarro, o Jaime vê uma bicicleta antiga encostada ao muro de pedras, e desenha-a. Cai uma chuva miudinha, mas o dono da bicicleta, o Joaquim, não se incomoda com isso, e interessa-se por aquele desenhador.
Nasce assim uma amizade capaz de revolucionar a vida do Jaime e de muitos outros.
Um livro comovente e emocionante que os mais novos não vão conseguir parar de ler!

sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Broadway Rhythm

Um vídeo de 1944, foi recuperado, digitalizado e colorido. Nesta clássica coreografia do filme "Broadway Rhythm", as assim chamadas The Ross Sisters (Aggie, Maggie e Elmira), cantam e movimentam-se de uma forma, que não parece ser humanamente possível.
Nos primeiros 45 segundos elas só cantam. Mas o que vem a seguir é absolutamente impressionante.
Ora veja! Não perca esta oportunidade.

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Os elefantes que vieram para o jantar!

O que lhe trago hoje, acontece na Mfuwe Lodge, uma pousada de cinco estrelas, na Zâmbia.
Penso que a história é mais ou menos assim: uma família de elefantes num determinado período do ano, costuma vir comer frutos (mangas) e folhas de árvores, que existem na região onde se situa a pousada. Mas, os homens construíram esta unidade hoteleira exatamente no local onde eles passavam. Os elefantes não se perturbaram por aí além, com tal facto.
Sempre na mesma altura do ano, chegam como sempre fizeram, liderados por uma matriarca de nome Wonky Tusk, atravessam o hall do Lodge e, dirigem-se para as tais árvores com o objectivo de colherem os frutos e as folhas que tanto adoram.
Depois, de barriguinha cheia, vão-se embora. E um filhote de elefante ainda tem tempo para brincar com o jeep.
É absolutamente espetacular. Ora veja lá!

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Doces e Outras Especialidades Carnavalescas

Nesta quarta - feira  de cinzas, apetece-me falar de doces e de outras especialidades gastronómicas carnavalescas, típicas de outras partes do mundo.
Na Colômbia, o doce típico do Carnaval é o "Enyucado", doce tradicional feito à base de mandioca (Yuca) e coco.
Mas, não podia deixar de aproveitar a oportunidade de falar no Carnaval de Barranquilla (Colômbia), considerado Património Cultural Imaterial da Unesco (2008).  Aqui o prato típico, não é um doce, e sim, o "Sancocho de guandú con carne salada" (sopa de feijão-guandu com carne salgada).
Além do ingrediente essencial que é o "guandu" (de preferência verde) a sopa leva carne salgada (peito), inhame, mandioca, banana (que lhe dá o sabor doce característico), vegetais (cebola, pimenta doce, alho, cebolinha crioula e coentros) e especiarias (cominhos, sal, pimenta) e se quiser pode adicionar torresmos. É servido com arroz branco ou de coco, bolo de mandioca e "guarapo" (nome dado a uma bebida não-alcoólica ou infusão) de panela ou sumo natural.
Este cozido guandu, muito condimentado, é considerado o prato típico do Carnaval de Barranquilla.
Em Nova Orlães (E.U.A.), o doce típico do Carnaval são as Panquecas (variante dos crepes franceses) que se servem com mel e natas.
Na Alemanha, pelo Carnaval, comem-se os típicos "Berliner Pfannkuchen" com recheio de ameixa ou morango. A partida de carnaval associada a estes doces, é fazer correr a boato de que estão recheados com mostarda.
No Carnaval de Colónia (Kölle Alaaf) fazem-se muitos caramelos para distribuir às pessoas que estão nos desfiles.
Como prato característico de Nice (França)  temos o "Ratatouille", cuja diferença principal tem a ver com a inclusão da beringela entre os seus ingredientes.
O carnaval em Espanha oferece alguns doces típicos como os "Pestiños" (fritos), em Cádiz, as tortilhas de Carnaval de Olvera e os bolos de carnaval, as rosquinhas de Carnaval, etc. Na cozinha galega são frequentes os "Freixós" (uma espécie de filhós).
Em Cádiz gostaria de destacar, também, uma especialidade culinária de carnaval que é a "Ortiguilla", uma alga marinha que se serve frita e temperada com limão.
Em Avilés nas Astúrias, serve-se o "Pote Asturiano" (o cozido típico da região) e os "Frixuelos" –que, como no caso de Nova Orleães, são uma variante dos crepes franceses.
Também na Galiza, em Verín, o menú de Entrudo ou Entroido tem o cozido como o seu prato estrela, acompanhado de rabo, orelha ou língua de porco, sem esquecer o chouriço, a morcela e "lacón" (ombro do porco).
Os doces tradicionais de carnaval são a "Bica", feita com farinha, claras de ovo, nata e anis, as "Filloas"  - de novo as panquecas – ou as chamadas "Orejas de Carnaval" – uma massa de manteiga, farinha, ovos e anis, que se fritam em azeite.
No carnaval de Lantz  (Navarra) os visitantes podem provar a "Borraja", os deliciosos "Espárragos" ou uma boa "Chuleta del Valle de Baztán".
O carnaval de Tenerife nas Canárias oferece como menú carnavalesco, as "Sopas de Miel" - confecionadas à base de pão, mel de cana, canela e  anis – ou as "Tortillas de Carnaval".
Os doces de carnaval na Itália são muitos e variados. Assim, são muito populares na Calábria e Campania o "Sanguinaccio dolce" (pastel de chocolate). Os "Castagnole" são muto típicos da Itália meridional, os "Tortelli dolci" típicos da Itália central, e ainda, uns pasteis fritos chamados "Ciambelle de Carnevale".
Ainda são dignos de nota os "Cenci", ou os "Chiacchiere" (ou Frappe, Galani, Intrigoni e Sfrappole), como exemplos de alguns dos numerosos pasteis desta época, todos eles com uma enorme popularidade, dependendo da região de Itália.
No caso do célebre carnaval de Veneza, a sua especialidade gastronómica de carnaval, também é um doce. São os chamados "Frittole", que são uns bolinhos feitos à base de leite, farinha, ovos, manteiga, uvas e pinhões; aromatizados com "grappa" (ou graspa, bebida alcoólica de origem italiana, tradicionalmente feita a partir de bagaço, que já existe desde a Idade Média) - o chamado "orujo" italiano - e fritos em azeite.

terça-feira, fevereiro 09, 2016

Marafonas e Matrafonas


A palavra "marafona" (nom. fem.) é um regionalismo que significa "boneca de trapos" (sem olhos, ouvidos, boca e nariz, constituída por uma cruz de madeira revestida de tecido colorido que lhe serve de traje); ou "mona"; (fig.) "mulher ordinária"; (regionalismo pejorativo) mulher considerada desajeitada, mal vestida ou mal cuidada", "mulher mal arranjada"; (em calão, pejorativo) "prostituta"; (outro regionalismo) "figurante masculino vestido de mulher, no Carnaval de Torres Vedras".

Esta palavra tem a variante "matrafona", mais próxima da etimologia, que contém a ideia de "mãe" (matr...) e a aproxima da "matrioska" russa. O facto de ter uma raiz "matr..." indica que a palavra é de origem indoeuropeia, não necessariamente latina. O conteúdo semântico que, por desgaste, escorrega para o tom pejorativo, indica a antiguidade da palavra.

As marafonas estão associadas ao culto da fertilidade, ao Entrudo ou à religião, em algumas regiões do nosso país.
A marafona ou matrafona (Alentejo) é uma boneca de trapos, sem olhos, nem boca, nariz ou ouvidos, vestida com um colorido traje regional. A sua armação é uma cruz de madeira revestida a tecido.
A procissão das marafonas (que eram as moças que levavam os açafates), ou do pão bento, tinha lugar em Guimarães, na igreja de Sta Clara.

Marafona - Monsanto
Em Monsanto, segundo reza a lenda, quando a aldeia estava cercada pelos mouros alguns dos seus habitantes decidiram fazer umas bonecas e pô-las a dançar nas ameias do castelo, dando a ideia de que estavam bem e felizes. Os mouros, ao ver as bonecas, decidiram levantar o cerco.

As bonecas de Monsanto, são utilizadas para celebrar a fertilidade, e a felicidade conjugal. As marafonas fazem parte da tradição de Monsanto na Festa das Cruzes, celebrada no dia 3 de Maio se for domingo, caso contrário, no domingo seguinte.

Durante a festa, as raparigas casadoiras bailam com as marafonas. Depois da festa as bonecas são deixadas em cima da cama onde têm o poder de livrar a casa das tempestades de trovoada, e de maus olhados. No dia do casamento guardam-se debaixo da cama (como não têm olhos nem orelhas nem boca, nada vêem, nada ouvem nem nada podem contar) para trazer fertilidade e felicidade ao casal.

A marafona faz parte da tradição na localidade de Podence,, no concelho de Macedo de Cavaleiros, mais propriamente na festa dos Caretos de Podence, onde a marafona é, também, uma rapariga mascarada que anda com a cara escondida por baixo de uma renda e leva um lenço à cabeça. Estas marafonas são os únicos seres que os caretos respeitam nas suas brincadeiras.

O Carnaval de Torres Vedras é das poucas festividades de carnaval que se mantêm fiéis às tradições da comemoração do Entrudo em Portugal.
Um carnaval que conta, na celebração destes dias de festa, com a participação espontânea de milhares de cidadãos.
As matrafonas (homens vestidos de mulher) desfilam no Carnaval de Torres Vedras, participando no Desfile das Matrafonas ou passeando nos espaços livres entre os carros alegóricos. O seu aspeto caricato diverte o público que muitas vezes exclama: "aquele é mesmo uma grande matrafona"!

segunda-feira, fevereiro 08, 2016

A Gastronomia e o Entrudo

O Entrudo ou Carnaval é festejado nos três dias que antecedem a Quaresma, que começa na Quarta-Feira de Cinzas e se prolonga até à Páscoa.
A gastronomia portuguesa relacionada com o entrudo é rica e variada seguindo o velho ditado: "No Entrudo come-se de tudo". Mas, nesta época festiva o porco é que é o rei.

O que nos contam os textos históricos relativamente ao Entrudomostra que o que se encontra em lugar de destaque nas mesas portuguesas são duas iguarias, a carne de porco e as filhós.
Em tempos recuados a época do Entrudo começava no Dia de Reis, a 6 de Janeiro. A partir de então, os domingos eram assinalados por festas já carnavalescas e com grandes comezainas. Daí que fossem conhecidos por Domingos Gordos. E assim ssim nasceram as feijoadas de Carnaval.

As melhores são as do Norte de Portugal, com destaque para as transmontanas, enriquecidas com o fumeiro da região. Em algumas regiões de Trás-os-Montes fazem -se as Casulas com Butelo.
Na Beira Litoral, faz-se uma feijoada com orelheira, a que se juntam muitos nabos (4 para 1 orelha) e a respectiva rama, tenrinha.
Nas Minas da Panasqueira, há uma feijoada temperada com massa de pimentão, e na qual, do porco, só se usam os pezinhos.
No Porto, fazem-se grandes feijoadas e diga-se que as tripas não seriam o que são, se lhes faltasse a saborosa leguminosa. Falta acrescentar que os açorianos juntam à feijoada ramos de funcho. Na Madeira, entre outras iguarias,  muito procurados são o cuscuz de fabrico caseiro, a sopa de trigo, e a carne de vinha-d’alhos.

Manda a tradição que a feijoada seja sempre acompanhada por arroz, e há uma explicação para o facto: o cereal melhora a qualidade das respectivas proteínas. No Norte, em princípio, o arroz é de forno, devendo ser servido no recipiente em que foi cozinhado.
Carnaval Tradicional - S. Brás de Alportel (Algarve)

O feijão chegou à Europa Ocidental em 1528 e os historiadores atribuem o feito ao Papa Clemente VII que, tendo recebido das Índias Ocidentais umas estranhas sementes em forma de rim, ordenou a um frade, Piero Valeriano, que as semeasse.


Por agora deixo-lhe uma receita de Filhós Estendidas  à moda do Alentejo (Évora) retiradas do livro: "Festas e Comeres do Povo Português" (Editorial Verbo).

Ingredientes:
1,5 kg de farinha
1 dl de azeite
1 colher de chá (bem cheia) de sal
1/2 dl de aguardente branca
sumo de 3 laranjas grandes
7 a 8 ovos
100 grs de manteiga
azeite para fritar
açúcar e canela para polvilhar

Confecção:
Peneira-se a farinha para um alguidar e escalda-se com o azeite a ferver. Depois com as mãos misturam-se o melhor possível estes dois ingredientes desfazendo os caroços que se formaram. Faz-se uma cova no meio da farinha e deitam-se aí 1 dl de água tépida onde se desfez o sal, a aguardente, o sumo das laranjas e 3 ovos.
Começa então a amassar-se juntando os ovos à medida que a massa os vai obsorvendo. Quando se considerar que a massa está pronta, isto é, quando a massa estiver elástica e não se pegar ao alguidar, junta-se a manteiga e mistura-se bem. Tapa-se a massa com um pano e deixa-se repousar durante 2 horas, pelo o menos.
Depois, com o rolo e o mínimo de farinha estendem-se as filhós e cortam-se em rectângulos ou circunferências com a ajuda de uma carretilha. No centro de cada filhó dão-se 4 golpes que não deverão atingir os bordos da massa. À medida que se vão estendendo e cortando, colocam-se as filhós sobre um pano ligeiramente empoado de farinha, ou melhor, para evitar que as filhós sequem, devem, na medida do possível, ir-se fritando em azeite bem quente.
Há diversas maneiras de pegar nas filhós para as fritar no azeite. A mais corrente consiste em introduzir os dedos nas tiras formadas pelos golpes. Assim: passam-se os dedos da mão direita na 1.ª e 3.ª tiras deixando cair a 2.ª e a 4.ª que serão amparadas com a mão esquerda.
Depois de fritas e louras, escorrem-se as filhós sobre papel absorvente. Polvilham-se com o açúcar e canela ou passam-se por uma calda de mel como se faz no caso das filhós da Beira Baixa.

* No Alentejo, nomeadamente em Évora, é costume fazer estas filhós na Quinta-Feira das Comadres em quantidade suficiente para os três dias do Carnaval. Ainda não há muitos anos, os amigos e os vizinhos mascaravam-se e visitavam-se uns aos outros para comerem as Filhós e outros fritos, acompanhados de Licores caseiros ou de Vinho Fino (Vinho do Porto).

Sugiro-lhe que veja um vídeo (TV Barroso) que nos mostra um outro tipo de Filhós. São as Filhoses de Entrudo de Montalegre que continuam a ser tradição na Região d3 Barroso.

domingo, fevereiro 07, 2016

O Entrudo: Pitões das Júnias


Pitões das Júnias
é uma das mais tradicionais e pitorescas aldeias portuguesas.
Situa-se no Parque Nacional da Peneda-Gerês, no concelho de Montalegre.
A elevada altitude da sede de freguesia (1103 m) torna-a uma das mais altas aldeias de Portugal, a par de Gralheira na Serra de Montemuro.

A 1200 metros de altitude, com as fragas e picos do Gerês a poente e noroeste, e o planalto da Mourela a nascente e nordeste, Pitões das Júnias é uma das aldeias mais visitadas do concelho de Montalegre.
Além da fauna e da flora riquíssima, oferece outros pretextos para um passeio, concentrados no percurso pedestre de quatro quilómetros - percorridos em cerca de 1h30 - entre o cemitério e o centro da aldeia.
É uma aldeia interessantíssima e que vale a pena visitar porque, entre outras coisas, tem conseguido manter o aspecto medieval e as construções em pedra.

A sua origem confunde-se com a do Mosteiro de Santa Maria das Júnias, localizado num vale isolado, consagrado à Senhora das Unhas que acabou por se tornar Senhora das Júnias.
O ano de 1147 será a data provável da fundação do mosteiro das Júnias, como atesta a data gravada no muro da igreja. Sabe-se que a incorporação na importante Ordem de Cister ocorreu no séc. XIII, sendo este o estabelecimento cisterciense mais isolado que se tem conhecimento.
Pitões das Júnias perpetua tradições que não se encontram em mais nenhum local. Uma das tradições que mantém é a do Entrudo, com os seus Caretos e Farrapões.

No fim de semana e durante quatro dias, Pitões das Júnias promove, um Entrudo à moda antiga.
Uma aldeia tipicamente portuguesa que mantém preservado um legado etnográfico e gastronómico muito próprio.

Se puder vá até lá e participe no Entrudo, veja os seus Caretos e Farrapões e prove a Sopa d'Unto, os enchidos, o pão cozido a lenha e o Cozido Transmontano.

Não perca estas imagens da TV Barroso que contam o Entrudo de Pitões das Júnias. Com uma ressalva: Não são ainda as deste ano,  referem-se a um tempo em que a não existência de "tolerância de ponto" na 3º feira de de Carnaval roubou muita gente às festividades do país todo. Este ano não é assim.
Portanto... é só pensar em rumar a Pitões das Júnias!

sábado, fevereiro 06, 2016

Crazy

Oiça Diana Krall, Willie Nelson e Elvis Costello em "Crazy".
Diana  Krall (1964) é uma popular cantora e pianista de jazz de origem canadiana.
Willie Nelson (1933) é um cantor e compositor de música country, escritor, ator, poeta e ativista americano. Foi considerado o 77º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista norte-americana Rolling Stone.
Elvis Costello, nome artístico de Declan Patrick Aloysius MacManus (1954) é um cantor, compositor e músico britânico. Fez parte do cenário pub rock britânico de meados dos anos 70, e mais tarde esteve associado aos estilos de punk rock e new wave antes de se estabilizar como uma voz única e original nos anos 80. O seu alcance musical é impressionantemente amplo.
Oiça-os, então, no inesquecível tema de Patsie Cline "Crazy".

sexta-feira, fevereiro 05, 2016

Teatro da boneca

A menina tinha os cabelos louros.
A boneca também.
A menina tinha os olhos castanhos.
Os da boneca eram azuis.
A menina gostava loucamente da boneca.
A boneca ninguém sabe se gostava da menina.

Mas a menina morreu.
A boneca ficou.
Agora também já ninguém sabe se a menina gosta da boneca.

E a boneca não cabe em nenhuma gaveta.
A boneca abre as tampas da todas as malas.
A boneca arromba as portas de todos os armários.
A boneca é maior que a presença de todas as coisas.
A boneca está em toda parte.
A boneca encha a casa toda.

É preciso esconder a boneca.
É preciso que a boneca desapareça para sempre.
É preciso matar, é preciso enterrar a boneca.

A boneca.

A boneca.
Carlos Queirós

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

A Lancheira

A "Lancheira" é um filme indiano que mistura drama e gastronomia de forma inusitada.
A primeira longa-metragem do indiano Ritesh Batra narra-nos uma história de amor a partir de um propósito algo documental – a observação do curioso trabalho dos "dabbawallahs".
Os "dabbawalas" da cidade de Bombaim, Índia, são uma comunidade de 5000 homens que diariamente transporta em bicicletas centenas de marmitas, das casas aos locais de trabalho, na labiríntica paisagem urbana Bombaim.
É uma profissão hereditária, com mais de um século de existência, transmitida de pais para filhos, que assegura diariamente aos maridos trabalhadores a degustação de refeições quentes e caseiras confeccionadas pelas esposas.  Os  "dabbawalas" regressam mais tarde com as lancheiras vazias para as devolver às respectivas casas.
A entrega das lancheiras ou marmitas é feita por analfabetos que usam um complexo sistema de código, com cores e símbolos, para as entregar aos seus devidos donos. Um estudo da Universidade de Harvard, nos EUA, demonstrou que apenas uma em cada quatro milhões de lancheiras é extraviada e entregue na morada errada.
Esta história alicerça-se, por isso, nesse engano improvável. Mas, o filme oferece, em primeiro lugar, um detalhado retrato de Bombaim e do seu estilo de vida, do papel subjugado da mulher naquela sociedade, da confusão dos transportes decrépitos e sobrelotados, da pobreza dos habitantes, das ruas caóticas e barulhentas por onde diariamente circulam os dabba no seu ofício.
Sinopse:
Saajan (Irrfan Khan) é um contabilista viúvo e muito solitário que todos os dias se esforça para iniciar os seus dias. Ila (Nimrat Kaur), por seu lado, é uma jovem mulher desprezada que deseja reconquistar o marido e que, com amor e dedicação, lhe cozinha os pratos mais saborosos, certa que ele a voltará a amar. Certo dia, devido a um fatídico erro de troca de lancheiras, Saajan recebe a refeição que Ila cuidadosamente preparou para o marido. Quando ela percebe o sucedido, escreve-lhe um bilhete a pedir desculpa. Ele responde, agradecido. Dá-se assim início a uma troca de bilhetes e confissões de parte a parte que se vai desenvolvendo em algo cada vez mais profundo.
Este filme (2013), sobre a mágoa e a esperança numa vida melhor, escrito e realizado pelo estreante Ritesh Batra, foi apresentado na Semana da Crítica do Festival de Cinema de Cannes.
Se quiser ver o filme basta clicar aqui, entretanto veja o que a Euronews (a Euronews, a rede de notícias internacionais de maior audiência na Europa) tem a dizer sobre "A Lancheira"

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Ganchas de S. Brás

O dia 3 de fevereiro é dedicado a São Brás. Aqui lhe deixo mais uma receita da gastronomia tradicional portuguesa, associada a uma lenda religiosa.
Em Vila Real manda a tradição que os rapazes ofereçam, neste dia, a gancha às raparigas. Mas elas ficam em dívida. A 13 de dezembro, dia de Santa Luzia, terão de dar-lhes o pito. Uma tradição que começou por ser religiosa e que com o tempo ganhou cariz popular.
Esta tradição repete-se ano após ano e não dispensa uma boa dose de brejeirice.
A gancha é um doce típico de Vila Real em forma de bengala, inspirado no báculo de São Brás, que foi bispo, e é feito com açúcar e água.
São Brás (264 - 316) foi um mártir, bispo e santo católico que viveu entre o séculos III e IV na Arménia. São Brás, é o padroeiro das doenças da garganta.
Reza a lenda que "Uma criança estava engasgada com uma espinha na garganta e não havia maneira de lha tirarem. Então, São Brás usou uma espécie de gancha feita de açúcar e meteu-lha na boca. A criança colaborou porque a gancha era doce e conseguiu tirar-lhe a espinha. A partir daí ficou a tradição da gancha".
Não se sabe quando começou a tradição das Ganchas de S. Brás em Vila Real, no entanto, se passar por lá hoje há-de verificar que esta tradição ainda se mantém. Agora aqui vai a receita.
Ingredientes:
Açúcar
Água
Limão q.b. (opcional)
Preparação:
Deitam-se todos os ingredientes num tacho que se leva ao lume para se obter o ponto de rebuçado.
Deita-se o preparado num tabuleiro untado com manteiga e deixa-se arrefecer um pouquinho.
Com as mãos forma-se então uma gancha. Depois decore-as com papéis coloridos.
Entretanto, confira no vídeo abaixo, como é que se fabricam, em Vila Real, as Ganchas de S. Brás.

terça-feira, fevereiro 02, 2016

Dois de Fevereiro

Oiça Dorival Caymmi, em "Dois de fevereiro".
Já agora fique a saber que dia 2 de Fevereiro é dia de Yemanjá. Yemanjá é o orixá africano do povo Egba divindade das águas doces e salgadas. É também conhecida no Brasil pelos epítetos Iyá Ori, Mãe d'água, Rainha do Mar, Sereia, Inaê, Aiucá, ou Maria princesa do Aioká, sendo por vezes confundida com o Nkisi Ndanda Lunda e a entidade Mami Wata. É conhecida popularmente como Dona Janaína.
Manifesta-se aos iniciados nos seus mistérios (eleguns) ou médiuns através de possessão ou transe, ato em que os orixás nas palavras de R. S. Barbara: "vêm para dançar e mostrar os seus poderes, representando em gestos as suas ações míticas".
Em homenagem a Yemanjá foi lançado em dezembro de 2010, no Brasil, um DVD com uma hora de duração e que celebra Iemanjá, a rainha do mar, segundo as religiões de matriz africana.
No palco, Daúde, Margareth Menezes, Martinália, Luciana Mello, Rosa Marya Colyn e Paula Lima, negras de diferentes gerações e estilos, representam os sete arquétipos da iyabá (o mito, a mulher).
A lenda de Yemanjá é contada no decorrer do vídeo por Mãe Railda, sacerdotisa do Ilê Axé Opô Afonjá - Ilê Oxum, de Brasília, intercalando os solos e duetos das cantoras. Entre as músicas mais conhecidas estão "Conto de Areia", composta por Toninho Nascimento e Romildo Bastos; "Arrastão", de Edu Lobo e Vinícius de Morais; e "Caminhos do Mar", de Dudu Falcão.
O show foi realizado em Brasília, em agosto de 2010. O momento mais emocionante foi o do encerramento, vídeo, abaixo, quando as sete divas interpretaram, juntas, as canções "Lenda das Sereias", de Vicente, Dionel e Veloso; e "Dois de Fevereiro", de Dorival Caymmi - todas em homenagem a Iemanjá.
Vale a pena conferir! Ora veja.

segunda-feira, fevereiro 01, 2016

"O Silêncio" na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha

Em 27 de Julho de 2014, assinalou-se o aniversário do último dia de paz na Europa antes do início da Primeira Grande Guerra, e uma onda musical propagou-se a todo o mundo.
Sob proposta da Itália e a partir de uma ideia do jornalista e escritor Paolo Rumiz, nesse mesmo dia, trompetistas das numerosas nações envolvidas no conflito, entoaram o toque militar do "Silêncio", recordando todos os que tombaram nesta guerra.
Uma homenagem expressa na única língua universalmente aceite e reconhecida: a música.
Embora pouco divulgada em Portugal, esta iniciativa revestiu-se de uma carga simbólica que a todos emocionou, nessa celebração do último dia de uma paz tragicamente interrompida.
Aqui deixo à vossa atenção, dois vídeos onde poderão visualizar o toque do  "O Silêncio" como forma de assinalar esta efeméride.
No primeiro ouvimos "O Silêncio" na Sala do Capítulo do Mosteiro da Batalha.
A Sala do Capítulo é um salão encontrado em mosteiros, conventos, colegiadas ou catedrais onde era realizado o capítulo, ou seja, as reuniões entre os monges ou cónegos com os seus superiores, como abades, priores ou deões.
Nestas assembleias podiam ser discutidas tanto as regras da ordem como questões relacionadas com a administração do mosteiro.
Nos mosteiros, as salas do capítulo eram frequentemente de nobre arquitetura e encontravam-se junto aos claustros. Em Portugal, grandes exemplos de salas capitulares medievais podem ser vistos no Mosteiro da Batalha (onde se realizou este evento) e no Mosteiro de Alcobaça.
É absolutamente arrepiante. Não perca!
No segundo vemos " O Silêncio" noutras partes do mundo.

domingo, janeiro 31, 2016

As Pupilas do Senhor Reitor

As Pupilas do Senhor Reitor, filme português de 1935, realizado por Leitão de Barros, baseado no romance homónimo de de Júlio Dinis, publicado 1863.


A preto-e-branco, com a duração de 102 minutos, nele se destacam actores como António Silva e Maria Matos - atriz portuguesa que com este filme se tornou mais conhecida e próxima do grande público.


A história:

A trajectória das duas jovens pupilas do reitor da aldeia e os seus amores.
A moral de Pedro e Daniel e a bonomia do médico João Semana, são algumas das histórias retratadas, num filme de grande carga nacionalista., espelho da época em que foi rodado.

Excelentemente realizado por Leitão de Barros que aqui recria toda a atmosfera rural e minhota de meados do século passado.

Não perca!

sábado, janeiro 30, 2016

Hogwarts

Hogwarts,
é um internato de magia para bruxos e bruxas com idades entre os onze e dezassete anos. Embora não seja "exatamente" um mundo em extensão, Hogwarts merece destaque pela história e pela coerência que a envolve.
Fundada pelos quatro bruxos mais poderosos da sua época – mais ou menos há mil anos atrás –, Godric Gryffindor, Salazar Slytherin, Rowena Ravenclaw e Helga Hufflepuff, num imenso castelo medieval, a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts possui quatro casas que têm os nomes dos seus fundadores, onde os alunos são divididos de acordo com as suas habilidades e valores, e pela qual disputam a taça das casas, entregue no final de cada ano letivo pelo diretor, o Professor Dumbledore.
Hogwarts é o palco principal para os primeiros seis livros da série "Harry Potter", da escritora britânica JK Rowling.. Cada um destes livros equivale a um ano letivo.
No volume derradeiro da série, Harry Potter e as Relíquias da Morte, a maior parte da história passa-se fora de Hogwarts. A batalha final no livro e na série, no entanto, ocorre em Hogwarts.
Como é que se chega a Hogwarts?  Viajando no Expresso de Hogwarts que parte às 11 da manhã da Plataforma 9 ½ (embora nos filmes tenha sido traduzida como 9 ¾) da estação de combóios de Kings Cross.
Não é necessário dar mais detalhes deste mundo, pois hoje em dia ele é mais conhecido do que o Presidente da República. No entanto, convém ressaltar que o mundo mágico criado por J. K. Rowling não se limita à  Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Há também a Floresta Proibida nos arredores do castelo, o vilarejo bruxo de Hogsmeade, a aldeia bruxa de Godric’s Hollow onde Harry Potter nasceu e o Beco Diagonal – uma espécie de shopping center dos bruxos.
Já agora saiba que Hogwarts foi votada como a 36ª melhor instituição de ensino escocesa numa lista online de 2008, superando a Loretto School, localizada em Edimburgo.
Segundo um dos diretores da Listagem da Rede de Escolas Independentes, a escola fictícia foi adicionada ao ranking apenas como "uma brincadeira", e depois esteve disponível para ser votada, tendo ficado no 36º lugar.
Harry Potter é uma série de filmes britânico-americana baseada nos livros homónimos da autora britânica J. K. Rowling.
A série consiste em oito filmes, iniciando-se com Harry Potter e a Pedra Filosofal (2001) e finalizando com Harry Potter e as Relíquias da Morte - (2011).

sexta-feira, janeiro 29, 2016

A beleza espantosa da Ásia

Para uns minutos de descontração, proponho-lhe que veja um excelente vídeo, que lhe revelará toda a beleza espantosa da Ásia. Poderá também fascinar-se com as diferenças existentes entre cada um dos países deste continente.
A Ásia é o maior dos continentes, tanto em área como em população. Abrange um terço da partes sólida da Terra e é responsável por abrigar quase três quintos da população mundial.
A Ásia faz fronteira no lado ocidental com a África e com a Europa, e no lado oriental com o oceano Pacífico, a Oceania e, em menor proporção, com a América do Norte. O ponto extremo setentrional do continente está localizado no oceano Glacial Ártico. Mas na parte meridional, a Ásia atinge a região mais quente da terra, nas imediações da linha do equador.
Na Ásia são encontradas algumas das montanhas mais altas do mundo; os rios mais extensos; os maiores desertos, planícies e planaltos; as selvas e florestas mais densas.
Não perca a oportunidade de conhecer este continente através do vídeo abaixo.

quinta-feira, janeiro 28, 2016

Aquário

Se o que se quer é a boa esposa
A aquariana pousa.

Se o que se quer é uma outra coisa
A aquariana ousa.

Se o que se quer é muito amor
A aquariana
É mulher macho sim senhor.

Porém não são possessivas
Nem procuram dominar
Ou são meigas e passivas
Ou botam para quebrar.
Vinícius de Moraes 

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Largadinho

Claudia Leite (1980), é uma cantora, compositora, empresária e apresentadora brasileira. A sua carreira teve início em 2001, na Bahia, como vocalista da banda Babado Novo, onde teve sucessos com músicas como "Amor Perfeito", "Cai Fora", "Eu Fico", "Safado, Cachorro, Sem-vergonha", "Doce Desejo", "Bola de Sabão", "A Camisa e O Botão", "Insolação do Coração" e "Pensando em Você".
Em 2008 deixou a banda para seguir uma carreira a solo com o lançamento do single "Exttravasa".
Do seu primeiro álbum a solo fizeram sucesso canções como "Beijar na Boca", "Pássaros" e "Horizonte". 
Em 2010 lançou o álbum de estúdio, intitulado "As Máscaras",  que foi produzido pelo DJ Deeplick e tendo como compositores Carlinhos Brown, Latino e Mikael Mutti.
Em 2011, Claudinha apresenta a sua primeira canção em inglês no Miss Universo; participa do Rock In Rio e lança a música "Samba", que é um dueto com o porto-riquenho Ricky Martin. Em 2014 lançou o seu terceiro DVD e álbum ao vivo "Axemusic" onde constava o consagrado single "Largadinho" que lhe proponho que oiça através do vídeo abaixo.
Ainda em 2014, Claudia torna-se uma das vozes da música que foi tema oficial da Copa do Mundo FIFA de 2014 "We Are One (Ole Ola)"  com Pitbull e Jennifer Lopez.
Eu já falei pra você deixar de maresia
Eu quero ver você na coreografia
Eu já falei pra você deixar de maresia
Eu quero ver você na coreografia
Mas se você quiser pode dançar largadinho
(Largadinho, largadinho)
Vai no balanço do vento dançando gostosinho
(Largadinho, largadinho)
Mas se você quiser pode dançar largadinho
(Largadinho, largadinho)
Vai no balanço do vento dançando gostosinho
(Largadinho, largadinho)
Em baixo, em baixo, em baixo, em baixo, em baixo
Se prepare pra subir
Em cima, em cima, em cima, em cima, em cima
Balança dai que eu balanço daqui!
A dança é essa, a dança é boa
Entre na onda, não fique à toa
Rádio de pilha lá na Gamboa
Tá tocando esse sucesso
Se espalhou na cidade e a galera todinha já sabe dançar o largadinho!
Mas se você quiser pode dançar largadinho (Largadinho)
Vai no balanço do vento dançando gostosinho
(Venha venha venha vem dançar o largadinho)
Se você quiser pode dançar largadinho (Largadinho)
Vai no balanço do vento dançando bonitinho
(Venha venha venha vem dançar o largadinho)
Eu já falei pra você deixar de maresia
Eu quero ver você na coreografia
Eu já falei pra você deixar de maresia
Eu quero ver você na coreografia
Mas se você quiser pode dançar largadinho (largadinho, largadinho)
Vai no balanço do vento dançando gostosinho (largadinho, largadinho)
Mas se você quiser pode dançar largadinho (largadinho, largadinho)
Vai no balanço do vento dançando bonitinho (largadinho, largadinho)
Em baixo, em baixo, em baixo, em baixo, em baixo
Se prepare pra subir
Em cima, em cima, em cima, em cima, em cima
Balança dai que eu balanço daqui!
A dança é essa, a dança é boa
Entre na onda, não fique à toa
Rádio de pilha lá na Gamboa
Tá tocando esse sucesso
Se espalhou na cidade e a galera todinha já sabe dançar o largadinho!
Mas se você quiser pode dançar largadinho (largadinho, largadinho)
Vai no balanço do vento dançando gostosinho (largadinho, largadinho)
Mas se você quiser pode dançar largadinho (largadinho, largadinho)
Vai no balanço do vento dançando bonitinho (largadinho, largadinho)

terça-feira, janeiro 26, 2016

Canção Para Uma Valsa Lenta

Pintura de Mário Cesariny de Vasconcelos
'Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amar, não digas, que morro
De surpresa... de encanto... de medo...

Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches de vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso.
                      De um gesto.
                                         Um olhar.
Mário Quintana

segunda-feira, janeiro 25, 2016

A Tempestade Jonas ou a Snowzila

A tempestada Jonas, tem afetado a costa leste dos Estados Unidos e provocado fortes nevões e frio intenso.  A neve que tem caído com grande intensidade deu origem a acidentes que já provocaram vários mortos.
Durante os meses de inverno é muito comum nos Estados Unidos a formação das tempestades de nordeste. Os sistemas de baixa pressão atmosférica posicionam-se na costa noroeste e a corrente polar, que no caso da Snowzila se tem observado a 6 km de altura (500hPa), posiciona-se mais ao sul.
Foi a rede de tv americana Weather Channel que "batizou" esta tempestade de inverno, com o nome de Jonas, o que não é oficial segundo a Organização Mundial de Meteorologia.
O serviço meteorológico norte-americano alertou para a possibilidade de fortes nevões e frio intenso em Baltimore, Washington, Nova Iorque, Boston e algumas áreas do Kentucky e Carolina do Norte.
Veja as imagens que mostram o avanço de muitas nuvens para a costa leste, essa nebulosidade é organizada por uma frente fria que avança para o leste e também alimenta com forte instabilidade um sistema de baixas pressões que dá origem às conhecidas tempestades de nordeste, com neve e frio intenso.