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sexta-feira, novembro 02, 2018

A Mão de Fátima

A Mão de Fátima é um símbolo da fé islâmica. É também conhecido como Hamsá, palavra de origem árabe que literalmente significa "cinco", em referência aos dedos da mão.

Fátima é o nome de uma das filhas do profeta Maomé, cuja veneração no Islamismo se assemelha à da Virgem Maria entre os católicos.


A imagem da mão geralmente é simétrica, porém, a ilustração do seu centro varia, podendo ser o olho (que pode ser o olho grego), o peixe, a pomba ou a estrela de David.
No que diz respeito à sua posição a Mão de Fátima pode ser encontrada de forma invertida.
Embora se desconheça o real motivo desse posicionamento, acredita-se que o mesmo seja uma referência às energias masculina - mão para cima - e feminina - mão para baixo.

quinta-feira, novembro 01, 2018

Hoje é dia de todos os santos

«Hoje é dia de todos os santos: dos que têm auréola
e dos que não foram canonizados.
Dia de todos os santos: daqueles que viveram, serenos
e brandos, sem darem nas vistas e que no fim
dos tempos hão de seguir o Cordeiro.
Hoje é dia de todos os Santos: santos barbeiros e
santos cozinheiros, jogadores de football e porque
não? comerciantes, mercadores, caldeireiros e arrumadores (porque não arrumadoras? se até
é mais frequente que sejam elas a encaminhar o espectador?)
Ao longo dos séculos, no silêncio da noite e à
claridade do dia foram tuas testemunhas; disseram sim/sim e não/não; gastaram palavras,
poucas, em rodeios, divagações. Foram teus
imitadores e na transparência dos seus gestos a
Tua imagem se divisava. Empreendedores e bravos
ou tímidos e mansos, traziam-te no coração,
Olharam o mundo com amor e os
homens como irmãos.
Do chão que pisavam
rebentava a esperança de um futuro de justiça e de salvação
e o seu presente era já quase só amor.
Cortejo inumerável de homens e mulheres que Te
seguiram e contigo conviveram, de modo admirável:
com os que tinham fome partilharam o seu pão
olharam compadecidos as dores do
mundo e sofreram perseguição por causa da Justiça
Foram limpos de coração e por isso
dos seus olhos jorrou pureza e dos seus lábios
brotaram palavras de consolação.
Amaram-Te e amaram o mundo.
Cantaram os teus louvores e a beleza da Criação.
E choraram as dores dos que desesperam.
Tiveram gestos de indignação e palavras proféticas
que rasgavam horizontes límpidos.
Estes são os que seguem o Cordeiro
porque te conheceram e reconheceram e de ti receberam
o dom de anunciar ao mundo a justiça e a salvação»
Maria de Lourdes Belchior

quinta-feira, maio 10, 2018

A Igreja de São Lourenço: Visita Guiada

Hoje proponho-lhe mais uma Visita Guiada (programa televisivo da RTP 2) à Igreja de São Lourenço. Esta visita é conduzida pela jornalista Paula Moura Pinheiro.
A Igreja de São Lourenço (também conhecida como Igreja de São Lourenço dos Matos) fica situada em São Lourenço, na freguesia de Almancil (Loulé - Algarve). Datada de finais do século XVII, é devotada a Lourenço de Huesca.
O edifício por fora é banal, no entanto, esta igreja, é considerada uma obra-prima do Barroco europeu justificando plenamente a expressão "ouro sobre azul"
José Meco, o maior especialista em azulejaria barroca portuguesa, é o nosso guia nesta visita à Igreja de São Lourenço, um caso da História da Arte Europeia.

segunda-feira, abril 02, 2018

O Dia do Anjo

O Dia do Anjo, a Segunda-feira do Anjo, o Anjo ou Festa da Hera, é uma festa do litoral norte português com origem na Póvoa de Varzim, mas também comemorado em diversas localidades (em especial Vila do Conde e Esposende) no qual a população faz um piquenique familiar nos campos e bouças da região, na segunda-feira depois da Páscoa.
Na Póvoa de Varzim, a população e empresas preferem trabalhar na Sexta-Feira Santa, feriado nacional, e ter a segunda-feira de folga para poder fazer o seu piquenique.
Esta festividade popularizada na Festa da Hera dos anos 20 do século XX, possuiu algumas reminiscências de cultos pagãos, iniciada com a ida tradicional da população da Póvoa de Varzim às bouças do Anjo, como é conhecida a freguesia de Argivai (paróquia de São Miguel - o Anjo), onde parte da população tinha origem.
Argivai é paróquia desde a época medieval e foi também uma antiga freguesia civil. Teve esse estatuto civil entre 1836 e 1842 e, pela última vez, entre c. 1853 e 2013. É, pois, uma das freguesias eclesiásticas da cidade da Póvoa de Varzim, e está dividida em duas partes: Argivai e Gândara.
A Argivai estão associadas devoções religiosas poveiras, como o Senhor dos Milagres, Nossa Senhora do Bom Sucesso e o Dia do Anjo.
No final do século XX, o desenvolvimento urbano da Póvoa de Varzim, nomeadamente a criação de auto-estradas (reduzindo e dividindo significativamente os espaços verdes), a crescente população e a necessidade de variedade de destinos fizeram com que muitas outras áreas da região fossem usadas para esse piquenique familiar, sendo Barca do Lago e Pinhais do litoral de Esposende, São Félix e Serra de Rates na Póvoa de Varzim e o litoral de Mindelo em Vila do Conde bastante populares. No entanto, algumas famílias tradicionais continuam a visitar as zonas verdes que restam da freguesia de Argivai. 
Porquê Festa da Hera?
A Hera é uma planta muito comum na Póvoa de Varzim. Encontra-se com grande frequência nos muros graníticos que dividem os campos rurais. Na Páscoa, quando chega a primavera, adquirem simbolismo, aquando da visita do compasso com a cruz dando a "boa nova" a cada casa, a população espalha folha de hera em frente à porta de suas casas para serem calcadas pelo compasso. Estas folhas espalhadas pelas ruas podem também formar caminhos, por onde deve passar o compasso ao passar a rua, visitando todas as casas com a porta aberta. A colocação das folhas depende do brio dos residentes de cada rua.
O Dia do Anjo era também um dia dos namorados. Os estudantes e outros rapazes solteiros esperavam esse dia com ansiedade porque era o único dia que os pais davam inteira liberdade de manhã à noite. A meio do piquenique cantavam-se muitas músicas do cancioneiro poveiro que puxavam para a dança.
As raparigas, nos anos 20, para financiar os músicos dissidentes da Banda Poveira e que fundaram a Banda Povoense (popularmente Banda dos Passarinhos) aproveitaram a tradicional ida ao Anjo e colocavam-se à entrada das bouças, onde as famílias faziam os piqueniques, vendendo folhas de hera aos casais que passassem:

Quem pela hera passou
e uma folhinha não tirou,
do seu amor não se lembrou.
ou

Quem me dera ser a hera
Pela parede subir
E espreitar à janela
Do teu quarto de dormir.

Levando a que os casais que passassem as comprassem. Os rapazes colocavam uma folha no chapéu ou no bolso do casaco e as raparigas prendiam-nas ao peito.

domingo, abril 01, 2018

O Pão - de - Ló de Margaride

Pão -  de -  Ló de Margaride é considerado o melhor pão-de-ló seco de Portugal.
Margaride foi uma freguesia portuguesa do concelho de Felgueiras (distrito do Porto), com 5,86 km² de área e 9 653 habitantes (2011). Tinha o nome alternativo de Santa Eulália e foi a sede do concelho de Felgueiras até 2013, ano em que foi extinta, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Várzea, Lagares, Varziela e Moure, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Margaride (Santa Eulália), Várzea, Lagares, Varziela e Moure da qual é a sede e empresta o seu nome a um famoso pão-de-ló.

O Pão -  de - Ló de Margaride é uma referência na doçaria tradicional portuguesa, sobretudo na Páscoa.
A qualidade e excelência deste doce regional foram reconhecidas pela Casa Real Portuguesa, tendo sido atribuído à sua criadora, D. Leonor Rosa da Silva, o título de "Doceira da Casa Real". A receita original, usada pela casa Leonor Rosa da Silva, que o comercializa, está guardada a sete chaves. Contudo, aqui lhe deixo duas receitas (uma delas em vídeo) deste tipo de Pão -  de - Ló.
O autêntico pão -  de -  ló de Margaride é cozido em forno de lenha em formas de barro não vidrado. Estas formas são constituídas por três tigelas, duas iguais e uma mais pequena, sendo esta colocada invertida no centro de uma das outras tigelas, formando um cano.

Ingredientes:
1 pitada de sal
19 gemas
250 g de farinha
500 g de açúcar
6 ovos inteiros
casca de 2 limões
Confeção:
Deite os ovos, o açúcar, as cascas de limão e o sal num recipiente amplo e bata até a mistura clarear e fazer castelo (a massa faz um montinho quando se deixa cair de uma colher).

Retire as cascas de limão e, aos poucos, junte a farinha em chuva, peneirada no momento. Note que a farinha não deve ser batida, mas sim bem misturada com as mãos, sendo, por isso, necessária a participação de duas pessoas — uma para peneirar e outra para envolver a farinha. Este processo manual poderá durar aproximadamente ½ hora e o pão de ló ica com uma textura muito fofa. No entanto, poderá também fazê-lo numa batedeira elétrica, o que lhe irá poupar tempo.

Deite a massa numa tigela previamente forrada com papel manteiga (ou outro papel grosso) untado, em quadrados sobrepostos. Encha a forma de pão -  de -  ló até um pouco mais de meio, vire os bicos do papel para dentro e tape com a segunda tigela.
Leve a cozer em forno moderadamente quente, durante 30 a 45 minutos no máximo. Verifique a cozedura com um palito.

Retire do forno e desenforme, deixando depois arrefecer o seu pão -  de -  ló de Margaride.
A receita que se segue, em vídeo, é uma versão adaptada de uma receita antiga de Mª de Lurdes Modesto, recolhida junto de habitantes de Felgueiras.

sábado, março 31, 2018

Os Borrachos

Em Valença (no norte de Portugal), os borrachos são o doce de eleição na Páscoa. São servidos quentes ou mornos, dentro da calda.

Ingredientes:
Para a massa
1 colher (chá) de canela
250 g de pão ralado
50 g de açúcar
5 ovos grandes

Para a calda
1 casca de limão
1 pau de canela
250 g de açúcar
500 ml de vinho verde branco

Confeção:
Bata muito bem os ingredientes da massa sendo que deverá adicionar os ovos individualmente para serem bem absorvidos pelo pão e obter um preparado bem ligado.

Coloque um tacho ao lume com o vinho, a casca de limão, o pau de canela e o açúcar para fazer a calda.

Entretanto, frite os borrachos em óleo bem quente, moldando a massa com o auxílio de duas colheres. À medida que os frita, vá deitando na calda, que ainda se encontra a ferver no tacho, sobre lume brando.

quinta-feira, janeiro 25, 2018

Gatos

Gatos (Kedi), é um documentário (2016) da realizadora turca Ceyda Torun. Este documentário é uma espécie de carta de amor aos gatos e à cidade de Istambul.
Istambul, a antiga Bizâncio e Constantinopla, é a maior cidade da Turquia, a quarta maior do mundo, rivalizando com Londres como a mais populosa da Europa, com 13 120 596 habitantes na sua área metropolitana (2010). A grande maioria da população é muçulmana, mas também há um grande número de laicos e uma ínfima minoria de cristãos e judeus.
Foi a capital do Império Romano do Oriente e do Império Otomano até 1923, cujo governante máximo, o sultão, foi durante séculos reconhecido como califa, o chefe supremo de todos os muçulmanos, o que fazia da cidade uma das mais importantes de todo o Islão.
Sinopse:
Depois de uma pesquisa intensa, que começou com a recolha de 35 histórias de gatos vadios, a realizadora turca acabou por filmar apenas as de sete desses gatos. Seguiu-os por ruelas, barcos, cafés, becos, mercados ou casas de portas abertas, sempre em absoluta de liberdade.
Cada um destes felinos foi batizado com um nome: Sari, Bengü, Psikopat, Deniz, Aslan Parçasi, Duman e Gamsiz.
É um documentário mágico que nos conduz numa viagem pelas ruas de Istambul juntamente com estes seus habitantes de quatro patas que têm personalidades distintas.
Gatos (Kedi) tornou-se um verdadeiro fenómeno mundial, tanto junto do público como da crítica, que não ficou indiferente ao charme destes animais e da cidade de Istambul.
Não deixe, por isso, de ver o trailer oficial (em baixo) deste documentário.
Ora veja!

sábado, dezembro 23, 2017

A Árvore do Natal

 A Árvore do Natal tem a sua origem nos países germânicos e nas religiões ligadas aos druídas. Nestes países era costume colocarem-se árvores verdes em casa, no princípio do Inverno. Simultaneamente, em frente da residência ou junto das fontes, cada um plantava um pinheiro, com o objetivo de trazer bênçãos para o lar e conservar a potabilidade da água.
Estas árvores, no primeiro dia do ano, eram ornamentadas com fitas e ouropéis, guloseimas e presentes, com a crença de que com tal procedimento se asseguraria a abundância de alimentos e riquezas.
A primeira referência histórica à Árvore de Natal remonta a 1605, altura em que o pinheiro familiar, em Estrasburgo era enfeitado com flores de papel colorido, frutos, chocolates e outras guloseimas. Em 1785 são introduzidas as luzes ornamentais, como símbolo do "sol da Justiça".
Como estas usos e costumes tinham origens pagãs, a Igreja Católica condenou por diversas vezes (e ao longo dos séculos) a tradição da colocação destas Árvores como portadoras de bênçãos.

quarta-feira, dezembro 20, 2017

Natal da Índia Portuguesa

Oiça o Coro LNEC (da Associação dos Trabalhadores do Laboratório Nacional de Engenharia Civil) neste Natal da Índia Portuguesa.

Natal da Índia Portuguesa, ou Natal de Goa ou Vamos a Belém, uma canção de Natal tradicional indo-portuguesa originária, como o nome indica, das antigas possessões portuguesas no subcontinente indiano.

Segundo o musicólogo português Mário de Sampayo Ribeiro, foi composta em Portugal no século XVIII e da metrópole foi levada para o Oriente. A favor desta teoria, está o facto de a a música ter um caráter evidentemente europeu e a parte poética estar escrita em português padrão e não num dialeto indo-português ou em canarim.

A canção era ainda interpretada pelo Natal nessa região por volta de 1870. Por intermédio de um sacerdote indiano viria mais tarde a ser transmitida a Mário Sampayo Ribeiro que a harmonizou e publicou, como um dos Sete Cantares do Povo Português, em 1955. Este trabalho terá completado o ciclo e popularizou de novo a cantiga em Portugal.

A letra relata um episódio da "Adoração dos Pastores". As personagens bíblicas vão ainda a caminho do presépio, atravessando os campos apressadamente sob um céu iluminado.

Beijar o Menino.
Filho de Maria,
O Verbo Divino.

Vamos a Belém,
Vamos apressados.
Luzes aparecem
Por esses 'scampados.

Vamos a Belém,
Vamos sem demora,
A ver o Menino
Que nasceu agora.



sexta-feira, dezembro 08, 2017

O Figurado de Estremoz

Imaculada Conceição


O figurado de barro (ou bonecos) de Estremoz foi declarado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade. A decisão foi conhecida na madrugada de ontem, na Ilha de Jeju, na Coreia do Sul.
A arte popular dos Bonecos de Estremoz conta mais de 300 anos de história, de acordo com uma técnica com origem pelo menos no século XVII.
Os Bonecos de Estremoz contam com mais de uma centena de figuras diferentes inventariadas, e resultam da modelação de uma figura em barro cozido, policromado e efetuada manualmente.
Assinalando o dia de hoje, Dia da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal aqui fica uma bela imagem da Nossa Senhora da Conceição, modelada em barro pelos artesãos de Estremoz.

sábado, novembro 11, 2017

A Verdadeira História do Verão de São Martinho




Assista à recriação da história de São Martinho, em formato de Radionovela!
Atenção, pois esta é a verdadeira história! Não é de certeza aquela que provavelmente conhece.
A equipa da Super dá voz às mais caricatas personagens e garante que esta radionovela é de rir até não poder mais!
Não perca agora "A Verdadeira História do Verão de São Martinho".

segunda-feira, julho 31, 2017

A Cerveja


A cerveja é uma bebida produzida a partir da fermentação de cereais, principalmente a cevada maltada. Acredita-se que tenha sido uma das primeiras bebidas alcoólicas que foram criadas pelo ser humano.
Atualmente, é a terceira bebida mais popular do mundo (e a bebida alcoólica mais consumida), logo depois da água e do chá.

A historiadora de cervejas, Jane Peyton, afirma que as antigas mulheres da Mesopotâmia foram as primeiras a desenvolver, vender e até mesmo beber cerveja. Embora possa ser difícil de definir exatamente quem, há milhares de anos, "inventou" a cerveja que conhecemos e de que gostamos hoje, é seguro afirmar que as mulheres antigas, em todo o mundo, contribuíram imenso para que apreciemos esta bebida.
Então, da próxima vez que levantar um copo, faça um brinde a Ninkasi, a deusa suméria da cerveja!


À esquerda: uma placa suméria de 3000 a.C. que regista a atribuição de porções de cerveja a trabalhadores sumérios. À direita: uma placa com o "Hino a Ninkasi"

quinta-feira, junho 15, 2017

O Batismo na Geórgia

Quer ver como é um baptismo na Geórgia? Então não deixe de conferir o vídeo abaixo.
Cá para mim, este  batismo é uma preparação para se sobreviver a tudo. Ou então, um trauma para o resto da vida...
A Geórgia é um país da Europa Oriental que faz fronteira a norte e a leste com a Rússia, a sul com a Turquia e a Arménia, a leste e a sul com o Azerbaijão, e a oeste com o mar Negro. A capital deste país é Tbilisi, que também é a sua maior cidade.
O país é uma república unitária, semipresidencial, com o governo eleito através de uma democracia representativa.
A Geórgia é atualmente um membro do Conselho da Europa, da Organização de Cooperação Económica do Mar Negro, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), e do Eurocontrol. A Geórgia aspira ainda aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e à União Europeia.
A grande maioria da população georgiana (83,9%) pratica o cristianismo ortodoxo, conforme dados do Escritório Nacional de Estatísticas da Geórgia. A Igreja Ortodoxa da Geórgia é uma das mais antigas igrejas cristãs no mundo, e afirma asua fundação apostólica em Santo André.
Aprecie, então, como é que é umbaptismo na Geórgia.

sábado, maio 13, 2017

Fátima ou Ámen


Fátima é o mais recente filme do realizador português João Canijo.

Estreado no final de abril,  presta homenagem aos peregrinos no centenário das aparições (1917-2017).

Teve o título provisório de "Ámen" porque existe um outra película com o mesmo nome. Contudo, optaram por o apresentar como Fátima.

Foi filmado em Vinhais, Trás-os-Montes, durante 2016, com passagem também por Fátima.

João Canijo quis retratar as vicissitudes da maior peregrinação nacional até a esta cidade religiosa.


Destapemos um pouco da história:

Um grupo de onze mulheres parte de Vinhais em peregrinação a Fátima.

Ao longo de nove dias e quatrocentos quilómetros, atravessam meio país em esforço e sacrifício para cumprir as suas promessas.

O cansaço e o sofrimento extremos levam-nas a momentos de ruptura.
Revelam-se então as suas identidades e motivações mais profundas.

Chegadas a Fátima, cada uma terá que reencontrar o seu próprio caminho para a redenção.

  • Para abrir o apetite, ficam aqui estas imagens...

sexta-feira, maio 12, 2017

A cidade de Fátima e o Santuário


Fátima é uma cidade portuguesa, do concelho de Ourém, distrito de Santarém, com 71,29 km² de área e 11 596 habitantes (2011).
A sua fama mundial deve-se ao relato das aparições da Virgem Maria, desde 13 de maio até 13 de outubro de 1917, reportadas por três pastorinhos (Lúcia, Jacinta e Francisco). Comemora-se amanhã o centenário destas aparições.

Devido ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, situado no lugar da Cova da Iria, a cidade tornou-se num dos mais importantes destinos internacionais de turismo religioso, recebendo cerca de seis milhões de pessoas por ano.



Se quiser ficar a conhecer esta cidade e o referido Santuário, não deixe de ver (em baixo) o programa: Rede Vida Visita.

sábado, dezembro 17, 2016

O Presépio ou Lapinha: Um Costume de Natal

O Natal em Portugal é uma festa da família. Em muitas famílias portuguesas, no final de novembro ou início de dezembro começam os preparativos para comemorar o Natal.

Na maioria, começam por montar o presépio, de preferência com a ajuda da criançada.

O presépio é uma das tradições importantes, sobretudo para os católicos. Pequenos ou grandes, com poucas ou muitas figuras, em muitos lares a decoração só está completa com este elemento religioso.


O Presépio Tradicional Português é feito com musgo, vegetação e peças de cerâmica avulsas. Não podem faltar a Nossa Senhora, o Menino Jesus e São José.
Mas, um presépio bem montado tem que incluir também, a estrela, os Reis Magos, os pastores, a vaca, o burrinho e tudo o mais que a tradição e a imaginação ditar.
Em Portugal, o presépio tem tradições muito antigas e enraizadas nos costumes populares.
Nas famílias mais tradicionais é montado no início do Advento sem a figura do Menino Jesus que só é colocada na noite de Natal, depois da Missa do Galo. Tradicionalmente, é perto do presépio que são colocados os presentes que são distribuídos depois de se colocar a imagem do Menino Jesus. O presépio é desmontado a seguir ao Dia de Reis.


Lapinha Madeirense
Nos lares madeirenses ou portossantenses não pode faltar também o presépio, que aí ganha a designação de “lapinha”.

As lapinhas são enfeitadas com ramos de azevinho, e com pequenos ramos de árvores, caídos no chão, cobertos com diversas espécies de líquenes como as barbas de velho.
Para completar esta decoração, não podem faltar os frutos da época como as laranjas, as tangerinas, as castanhas e nozes; algumas flores da época como os sapatinhos.


Na maioria das terras portuguesas, as próprias autarquias encarregam-se de montar os seus presépios nos locais mais frequentados dos centros urbanos.

A vila de Alenquer reforçou epíteto de Vila Presépio quando, em 1968, criou a tradição de montar um gigantesco presépio, elaborado pelo pintor Álvaro Duarte de Almeida, numa das colinas da vila.

Foi dada assim expressão prática a um qualificativo que pertencia aquela vila portuguesa desde o século XIII - altura em que aí se fixou o primeiro convento franciscano da Península Ibérica.

quinta-feira, dezembro 08, 2016

Padroeira de Portugal e da Lusofonia

Nª Srª da Conceição (Ouriversaria Portuguesa)
O dia 8 de dezembro (novamente feriado) é o dia de Nossa Senhora da Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal, e de todos os Povos de Língua Portuguesa, desde o reinado da Dinastia de Bragança.
Em Portugal e no Brasil, é tradição montar a árvore de Natal e enfeitar a casa hoje, dia de N.Sra. da Conceição.
O acto da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, efectuado por D. João IV em 1646, alargou-se a todo o País, com o povo, à noite, a entoar cânticos de júbilo pelas ruas, para celebrar a Maternidade Divina de Maria.
Assim, Nossa Senhora da Conceição tornou-se a verdadeira soberana de Portugal, não voltando por isso, desde aí, nenhum dos nossos reis a ostentar a coroa, direito que passou a pertencer apenas à Rainha, Mãe de Deus.
Oiça através do vídeo abaixo a Cantata a Nossa Senhora da Conceição (Festas de N Sra da Penha em 2011).

sexta-feira, novembro 04, 2016

A Religião




A Religião, às vezes,  pode unir, mas também, pode separar. Ora veja:

1) Mulher católica e seu marido protestante sepultados na Holanda, 1888.

quinta-feira, setembro 08, 2016

A Feira Da Luz


A Feira da Luz é uma das mais antigas feiras que ainda se realizam em Lisboa.
No início, surgiu integrada nas festividades religiosas ligadas à tradicional romaria que se realizava, em setembro, no Santuário da Nossa Senhora da Luz.

A feira era um complemento das festividades religiosas que duravam vários dias, atraindo numerosos forasteiros da capital e arredores.
Embora se possa considerar tão antiga como o próprio culto e remonte, certamente, à Idade Média, foi durante os séculos XVI e XVII que começou a adquirir maior projeção.


No início, na feira, surgiram as barracas de comes e bebes, os vendedores de medalhas, de registos de santos, de rosários e de objetos religiosos. Pouco a pouco, foi-se ampliando e surgiram os louceiros, vendedores de fruta, cesteiros e, por último, os negociantes de gado.

Chegou a realizar-se uma feira de gado, quinzenalmente, mas, a feira anual era o grande atrativo para os negociantes de cavalos e de gado vacum.
Em 1881, por regulamento camarário (na altura, Câmara de Belém), a feira passou de três para cinco dias, com o mercado de gado de 8 a 11 de setembro e os restantes produtos nos seguintes.

Em 1929, com o estabelecimento da linha de elétricos que ligava os Restauradores a Carnide, o acesso ficou mais fácil e foi estabelecido um novo calendário, prolongando-se a feira desde o primeiro sábado até ao último domingo de setembro.



Desde 1992, a Junta de Freguesia de Carnide alia-se culturalmente às festividades da Feira da Luz que, em setembro, culminam com a Procissão da Nossa Senhora da Luz (veja o vídeo abaixo).




Atualmente, a Feira da Luz é organizada pela Junta de Freguesia de Carnide que tem apostado no entretenimento e na distração dos cidadãos da capital e, em manter viva a tradição do passeio até à Feira da Luz.


terça-feira, junho 28, 2016

A Noite de São Pedro

A noite de 28 para 29 de Junho é marcada por festejos populares em louvor de São Pedro.

São Pedro, homem com uma história pessoal de origem humilde, foi apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido o seu primeiro Papa.

Depois da morte de São Pedro, segundo a tradição católica, foram-lhe entregues as chaves do reino dos céus. Assim, para se entrar no paraíso é necessário que o santo abra as suas portas.

Também lhe são atribuídas outras responsabilidades: de fazer chover, de fazer trovejar e de ser o protetor das viúvas e dos pescadores.

São Pedro é festejado no dia 29 de junho. As festas populares em sua honra, obedecem às mesmas características das festas de Santo António e de São João: marchas populares, mangericos, ruas enfeitadas, sardinha assada, procissões, bailaricos, fogos de artifício, etc.

Em todas as festas é também  tradição o saltar das fogueiras e o oferecer à namorada ou namorado aromáticos vasos de manjerico, onde se colocam quadras, muitas vezes falando de amor, ou não estivessem estas festas ligadas ao solstício de verão e a antigos rituais de fertilidade.

As festividades em honra de São Pedro, e que servem de remate aos festejos em louvor dos santos populares, existem em variados lugares do nosso país, cada uma com as suas particularidades. Como Sintra ou Évora, Montijo (com a sua procissão fluvial), Póvoa do Varzim, Castro Verde, Quintas de S. Pedro (Penalva de Alva, Oliveira do Hospital), S. Pedro do Sul ou a Coroação do Império de São Pedro em Água de Pau (Açores)

Dos rituais que lhe são dedicados, refira-se a festiva e popular Coroação de São Pedro, em Viana do Castelo, consumada na imagem que ladeia a porta da fachada da Igreja de São Domingos.
Consiste no antigo cerimonial de florir o arco do nicho onde se encontra a imagem de São Pedro com um outro de madeira revestido de hortênsias. É colocada também uma coroa de flores na cabeça do santo e um ramo na mão que segura a chave.
Como manda a praxe, o ritual é efectuada por uma criança - que se eleva até ao nicho, para colocar as flores e depor um beijo na face de São Pedro.

No concelho de Nisa (Alto Alentejo) a celebração a São Pedro, príncipe dos apóstolos e patrono dos pastores e lavradores (invulgar e pouco conhecida) durava três dias.
Da parte religiosa constava o Canto de Vésperas, na Capela de São Pedro. Contava com a participação de todos os lavradores, que se dirigiam para o local com dois porta-bandeiras: um levada pelo lavrador que nesse ano dava a festa, a outra pelo que a tomava a seu cargo no ano seguinte.

Veja agora como é feita a Coroação a S. Pedro, em Viana do Castelo.
Não perca. Vale bem a pena.